segunda-feira, 27 de junho de 2011

DÊ A SEU FILHO A CHANCE DE SER FELIZ!

Muitos pais desejam a felicidade de seus filhos da mesma forma que desejam um copo de cerveja ou uma xícara de café, ou seja, sem dar a devida importância e sem entender que um desejo desse porte significa uma grande responsabilidade de atitudes e de pensamentos.
Para conseguir essa felicidade estampada para sempre no sorriso e nas atitudes de nossos filhos, devemos, antes de qualquer coisa, entender um pouco do processo de formação da sua mente para interferirmos no momento certo e da forma correta.
Não há qualquer mistério e nem é, absolutamente, complicado, mas precisa de dedicação, sinceridade de propósitos e um elevado grau de responsabilidade. E embora muitas sejam as técnicas e as recomendações, basta seguir uma delas que o resultado será percebido em pouco tempo.
Vamos comentar hoje sobre a necessidade da criança se sentir satisfeita emocionalmente durante sua formação. Mas vamos entender, principalmente, o que significa essa satisfação emocional.
A aparente felicidade que a criança mostra quando todas as suas vontades são satisfeitas é um sentimento de felicidade passageiro, acompanhado de uma ansiedade de insatisfação futura.
Ela se acostumará a se sentir satisfeita a partir da realização de suas vontades pelos outros, ou seja, sempre dependerá da boa vontade dos outros para se sentir feliz.
Essa criança será um adulto cuja satisfação dependerá sempre de ter mais que os outros, criando, em seus objetivos de vida, uma grande dependência material, gerando, como consequência, uma forte insegurança emocional, ao perceber que poderá perder suas posses ou parte delas.
Para obtermos a verdadeira satisfação da criança devemos ensiná-la a entender, controlar e direcionar suas vontades de forma produtiva. E é exatamente quando alguém que a ama, a controla e a ensina a se controlar, que ela começa a construir registros mentais interiores de segurança e satisfação emocional.
A criança precisa estar segura emocionalmente em todos os momentos, e isso só acontece quando ela sente que alguém, que ela ama, está delimitando seus passos e suas percepções, trazendo uma verdadeira sensação de proteção e de amor.
O atendimento de todas as suas vontades e a falta de limites cria na criança a sensação de abandono e perda de referência. O que pode, a princípio, ser entendido como sinal de liberdade e felicidade, cria, na realidade, a perda da vontade de conquistar e a perda do sentido da própria vida. Uma criança sem limites é um adulto sem perspectivas de vida e permanentemente insatisfeito com o mundo.
A criança sem controle é a que, mais tarde, revolta-se exatamente com aqueles que fizeram todas as suas vontades, engrossando os noticiários dos jornais por meio de crimes contra os próprios pais ou avós, abalando a sociedade.
Os limites devem ser sempre claros e bem explicados e as punições jamais devem ser esquecidas. Deixar de cumprir uma promessa de punição tem o mesmo resultado da ausência do próprio limite e os resultados são sempre negativos.
A criança ou o adolescente deve estar seguro também de que, a qualquer momento, ele conta com o amor e a compreensão do pai e da mãe, mesmo que os pais estejam separados. Separados ou não a responsabilidade dos dois é a mesma, assim como são as mesmas as necessidades dos filhos. Para a criança o pai e a mãe são duas partes imprescindíveis de sua segurança emocional, não havendo qualquer possibilidade de escolha. Ela precisa de um e de outro e nunca de um ou de outro!
Se os pais estão separados, o trauma da perda provoca um choque emocional que só pode ser aliviado ou compensado quando ambos, ex-marido e ex-mulher, aprendem que, junto do filho, só devem falar das qualidades do ex-parceiro. Qualquer comentário negativo sobre o ex-cônjuge é sentido pela criança como uma agressão a si mesmo, o que a deixa insegura e infeliz. E para agir corretamente basta fazer o exercício da descoberta de valores e virtudes de seu ex-parceiro. Por pior que as pessoas sejam ou tenham sido, sempre possuem alguma qualidade. Prenda-se nela quando estiver com seu filho. Esqueça os defeitos.
Se os pais estão juntos a preocupação deve ser a de demonstrar permanentemente a segurança da relação conjugal. Nada perturba mais a formação mental de uma criança do que o receio de uma separação ou uma briga entre os pais. Exercícios de tolerância e de compreensão mútua devem ser realizados constantemente, principalmente quando o filho estiver por perto. Os frutos dessas atitudes são os melhores possíveis.
Esse amor deve ser incondicional e sem chantagens emocionais. E esse amor deve ser exercitado, a cada momento, com gestos simples e sinceros que valem muito mais do que qualquer riqueza material. Abraçar, ouvir e criar um ritual! Esses são nossos principais conselhos para esse passo.
Abraçar significa dar um forte e seguro abraço no filho, transmitindo e recebendo a energia mútua do amor existente em ambos. É o alimento da alma.
Ouvir significa estar atento aos momentos em que o filho precisa ser ouvido. Devemos aproveitar cada momento para exercitar essa escuta ativa, ou seja, escutar com atenção e sem interrupções, tudo aquilo que o filho tem a dizer, evitando concluir as frases ou dar conselhos apressados e possivelmente equivocados.
Criar o ritual de segurança emocional é a parte mais importante e eficaz. Pelo menos uma vez por semana, de preferência no mesmo dia e hora, estabeleça o ritual da conversa íntima entre toda a família, sem televisão, sem rádio ou qualquer interferência externa. Todos devem sentir a simples presença da integração familiar. É uma conversa de amigos, livre e descontraída, onde haja ambiente para a liberdade de expressão, onde os pais devem mais ouvir do que falar. A segurança emocional resultante desses rituais é realmente algo inacreditável, principalmente quando se deixa claro que esses momentos serão sempre repetidos e respeitados.
Esses são os principais alicerces da segurança emocional que servem como blocos para a construção da verdadeira cultura do caráter de seu filho e assim garantir a sua felicidade.

sábado, 25 de junho de 2011

sábado, 11 de junho de 2011

RESPONSABILIDADE pela INCLUSÃO

As escolas e professores que seguem a orientação metodológica IUPE estão no décimo primeiro dia do mês dedicado ao valor RESPONSABILIDADE. Os alunos estão com a incumbência de apresentar qualquer tipo de texto ou trabalho ligado ao tema e os professores são solicitados a introduzir os conceitos desse valor em alguns assuntos de suas aulas.

Para auxiliar essa tarefa, nada melhor do que o vídeo mostrando um dos mais interessantes atos de RESPONSABILIDADE pela INCLUSÃO de um colega em classe, num momento em que ele mais precisa desse apoio emocional:

sábado, 4 de junho de 2011

Ao Professor

Uma citação causou polêmica: "Não existe mau aluno. Existe mau professor."

Foi para refletir mesmo e para causar polêmica! Afinal, a maioria dos professores prefere colocar a responsabilidade da falta de educação doméstica, ou em alguma doença, ou até na índole desse aluno, do que ter que repensar sua forma de lidar com eles de maneira a contribuir para seu processo de transformação comportamental.

Vamos aos fatos:

A) O procedimento mais comum:

Constata-se a existência do aluno mau. Se ele está se comportando assim na escola, é porque não houve a educação doméstica adequada. É verdade! Os professores, então, para poder "dar sua aula" para os alunos bons, mandam avisos para casa, advertências e suspensões, até o extremo da expulsão desse aluno. A turma passa a ser constituída apenas dos alunos bons e daqueles que, com receio de serem excluídos, passam a se comportar de forma semelhante aos bons.

O aluno mau não existe mais. Ele agora vai atrapalhar outro professor e outros alunos em outra escola, ou vai fazer parte de alguma gangue de rua, aumentando o índice de menores na criminalidade. Estamos livres dele! Melhoramos o nosso ambiente educacional! Nossa escola agora é uma escola modelo! Todos educados, estudiosos, todos sendo aprovados nos vestibulares e nos concursos. Nossa vida de educador passou a ser um paraíso!

Tudo ótimo até que, um dia, quem sabe, sejamos assaltados por ele na rua. Mas, mesmo nesse caso, dificilmente acharemos que a existência daquele marginal tem a ver com a atitude que tomamos de simplesmente o excluirmos de nossa sala. Colocaremos a culpa no sistema, nos dirigentes escolares, nos governantes ou nas famílias e continuaremos nossa vida normal, dando aulas para os alunos bons e sendo assaltados pelos nossos ex-alunos maus.

B) A fuga da responsabilidade:

Quando analisamos o mau resultado do procedimento mais comum, ao invés de vermos professores preocupados em encontrar soluções adequadas, constatamos uma forte tendência para fugir da responsabilidade, principalmente quando alguém, como eu, insiste em dizer que nós somos os principais responsáveis pelo resgate desses alunos perdidos!

Mais interessante ainda, e também comum, é quando esses professores que desejam "lavar as mãos", passando a culpa para o sistema, declaram em alto e bom som: "Suas ideias são muito boas na teoria. Na prática não funciona".

A educação nunca se livrará de seus problemas enquanto os educadores estiverem convencidos de que não são capazes de mudar alguma coisa, nem de provocar a transformação de alunos maus em alunos bons.

Nossas ideias não são teorias, mas resultado de aplicação prática, em sala de aula, com todos os tipos de alunos, principalmente aqueles considerados irritantes, inquietos, agressivos ou desinteressados. Não procure encontrar impecilhos em tudo o que você encontra pela frente.

C) Procedimento ideal:

Constata-se a existência do aluno mau. Se ele está se comportando assim na escola, é porque não houve a educação doméstica adequada. É verdade! Tudo igual até aqui. Agora vamos dar alguns passos importantes, todos necessários, mesmo que trabalhosos, mas vamos apenas apresentar seis passos, para que cada um, inicialmente, planeje a sua forma de enfrentar cada desafio:

1º) Procurar identificar as causas externas (ausência dos pais, educação equivocada, abuso físico ou sexual, abuso psicológico, mau exemplo, etc.);
2º) Procurar meios de interferir nessas causas (com auxílio do Conselho Tutelar ou outro organismo qualquer);
3º) Procurar encontrar, no aluno, o seu foco de interesse, para ganhar sua confiança;
4º) Estimulá-lo a partir da descoberta de seu foco de interesse;
5º) Reconhecer seu trabalho para aumentar sua autoestima;
6º) Criar métodos para incluí-lo no grupo de colegas.