quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Automutilação adolescente - Como ajudar




Mistérios da Mente Humana – 14-11-2019 – quinta-feira
Texto – O que você precisa saber para evitar a automutilação e outros males na adolescência

Bom dia, galera! Hoje é dia 14 de novembro, quinta-feira, dia de mais um vídeo!
Só que hoje eu tive que juntar várias perguntas semelhantes, vindas de todo canto, e representar por uma só, que é a seguinte:
 “Eu tenho alguns amigos que “se cortam”, dizem que querem parar, mas não conseguem! Como é que eu posso ajudá-los?”
E aí? O que dizer nesses casos?

OK, Wellingthon!

Bom dia, amigos!

Essa é uma pergunta que tenho recebido constantemente, de pais, de professores e de adolescentes de diversas regiões do país.

Já temos até um vídeo sobre o assunto, com o título: “O que toda família deveria saber sobre o Baleia Azul”

Mas, vamos lá!

Pelo desespero dos professores e dos pais e, como podemos ver pela pergunta, dos próprios colegas dos adolescentes que se mutilam, vemos que não estamos, como sociedade, preparados para as consequências das instabilidades emocionais.

O que vemos, no comportamento deles, é uma total falta de motivação para com a vida, que pode levar a coisas ainda piores.

Alguns analistas do comportamento humano colocam parte da culpa no consumismo provocado pela mídia, invertendo os verdadeiros valores humanos.

Não consegue acompanhar o ideal de consumo imposto pela mídia, a pessoa se sente derrotada e infeliz, porque ser feliz é ter o último modelo de celular, a roupa da moda, ir as festas do momento, e tudo isso que a gente sabe.

Cara! Ficar triste por não TER, é uma coisa,

Mas, SE CORTAR, é querer SOFRER!

Por que acontece isso?

É o seguinte:

O corte de parte do corpo provoca uma DOR FÍSICA que ele, às vezes de forma consciente, mas algumas vezes de forma inconsciente, faz para tentar compensar uma DOR PSÍQUICA que ele está sentindo.

Algumas dessas DORES PSÍQUICAS parecem ser tão fortes que ele prefere sentir DOR FÍSICA, para esquecer a outra.

Outra explicação é ele saber a origem da DOR FÍSICA e, talvez, poder fugir dela parando de se mutilar. Só que a automutilação acaba criando um vício, uma dependência emocional!

Vício em se cortar e sofrer?

Sim.

Isso é explicado nos estudos de psicanálise. Prazer e dor são emoções muito semelhantes. Uma teoria de Freud explanada em EROS E TANATOS.

EROS eu sei, vem de erótico, sexual, não é isso?
Mas o que é TANATOS?

TANATOS pode ser interpretado como o desejo de morrer ou o desejo de sentir prazer com o sofrimento.

Quem quiser se aprofundar, basta buscar nas obras de Freud. É muito interessante e muito real, principalmente nesse caso da automutilação.

Se o adolescente estiver frágil, emocionalmente, será mais difícil tolerar essas dores psíquicas e ele parte para compensar com a dor do corte.

Nosso foco, parar entender isso, tem que estar direcionado para a identificação dos motivos que provocam a NECESSIDADE desses adolescentes de tomar atitudes desesperadas contra seu próprio corpo, como a de criar dores físicas para compensar dores emocionais e psíquicas, no caso da automutilação e até, em muitos casos, o suicídio como desespero final.

Mas isso não pode ser consertado com tratamento psicológico?

Olhe!

Tratamento psicológico é sempre bom para todo mundo, mas nesse caso nós vamos ver que o tratamento tem que começar pelos pais desses adolescentes, e nunca por eles!

E o que vemos é as pessoas chamarem os pais e recomendarem o tratamento para o adolescente!

Ora! O profissional pode ser excelente e a terapia a mais eficaz possível, mas estamos tratando a pessoa errada!

Se o adolescente está com carência afetiva, ou uma falta de entendimento ou de aceitação de si mesmo, a origem da carência eu sempre coloco no ambiente familiar!

Vamos ser claros, então, no seguinte:

São diversas as causas individuais da fragilidade e das dores psíquicas.

Já atendi a uma infinidade de situações, todas importantes e sérias, mas cada uma com uma explicação diferente.

Ou era sentimento de ausência afetiva de algum dos pais, ou era desentendimento com os pais por problemas relacionados a amizades que os pais não aceitam, ou por orientação sexual condenada por eles, ou diversas outras causas.

Mas sempre há uma chave importante em tudo isso!

A causa intermediária!

Em todos os casos há essa causa intermediária.

Essa causa intermediária é o gargalo pelo qual todas as causas individuais, obrigatoriamente, passarão.

Se essa causa intermediária for anulada, as causas individuais começam a perder força e estaremos no caminho certo da resolução do problema.

Vamos ver, então, primeiro, ela, para em outro momento, focarmos algumas das causas individuais mais frequentes.

A intermediária está totalmente ligada ao afastamento afetivo dos pais, em relação aos filhos, e a consequente falha na imposição de limites com amor.

Você está falando de pais separados que não dão assistência aos filhos?

Esses também, mas a maior dor é quando o adolescente, ou até a própria criança, tem o pai e a mãe em casa, mas não tem nenhum dos dois afetivamente.

Estão no FACE!

Também!

Mas às vezes nem é FACE.

Basta não “ter tempo” para o filho ou compensar essa falta de forma errada.

Devido à necessidade de pai e mãe trabalharem fora, grande parte passou a ter muita dificuldade em saber garantir a educação correta dos filhos.

Muitos acreditam que devem compensar a ausência física com muito amor, mas se esquecem que a base de toda a segurança emocional do filho está na imposição de limites com afeto!

Uma educação afetiva, mas com regras e limites bem definidos, constrói uma segurança afetiva e emocional fazendo com que o filho consiga definir bem o seu papel na vida e consiga criar perspectivas de futuro.

Uma educação sem limites, mesmo que tenha amor, provoca, no filho, uma sensação de abandono, trazendo insegurança até na construção da sua identidade. E ele acha que pode tudo. No dia que descobre que não é assim, se revolta contra os que a enganaram, normalmente os próprios pais.

É o caso daquela Susana que matou os pais?

Exatamente!

Já uma educação sem amor, apenas com imposição de limites, provoca no filho um sentimento de revolta que também prejudica a sua relação com os amigos e com a sociedade.

Falta, então, essa dosagem. Educar com imposição de limites e com amor. Não pode faltar nem um nem outro.

Falta perceber o necessário momento em que o filho precisa ser ouvido pelos pais, para relatar seus sentimentos, suas dúvidas, as dificuldades de se entender etc.

Falta perceber que a formação do filho quase não vai sofrer influências externas se, em casa, ele tiver construído uma personalidade forte.

É o que eu chamo de uma verdadeira VACINA.

Na adolescência, se os filhos tiverem uma relação equilibrada de amor e limites com seus pais, e com momentos de conversas, quando possam compartilhar sentimentos e emoções, haverá segurança emocional.

Quando não existe isso eles procurarão apoio externo, incluindo as redes sociais, que é onde frequentemente surgem as péssimas influências.

Já tivemos o Baleia Azul, uma tal de uma bruxa, um vídeo ensinando a se enforcar e até um livro infantil ensinando a se matar se engasgando com uma maçã!

Um livro infantil ensinando a criança a se matar?

Sim!

De Ana Maria Machado, “O menino que espiava para dentro”

Eu duvidei que fosse verdade, até que umas professoras amigas me mandaram as fotos.

Qual a intenção do autor em um livro desses?

Essa é a minha dúvida!

Não dá para entender, mesmo!

Tem algo que as famílias deveriam fazer para evitar essas coisas?

Tem sim!

Primeiro o que as famílias NÃO devem fazer!

Não devem comentar sobre esses vídeos, jogos, sobre a automutilação, sobre drogas, ou sobre sexo, sem ter sido provocado para isso pelo próprio filho.

Comentar sobre isso só aguça a curiosidade e atrapalha mais ainda os que já estiverem fragilizados.

Agora o que devem fazer:

1º) lembrar que seus filhos existem!

2º) planejar momentos sem celular, sem TV, sem computador, para conversar sobre assuntos que seus filhos quiserem conversar

3º) todas as vezes que eles quiserem falar algo, ouvi-los com atenção, até o fim das suas frases. Isso se chama “escuta ativa”!

4º) não criticar sentimentos, relato sobre emoções, relato sobre preferências, mesmo que sejam diferentes das suas.

Se você criticar eles não terão com quem falar as suas verdades. Só falarão as verdades que vocês acham certas. E deixarão as verdadeiras verdades para conversar com amigos pelas redes sociais.

5º) esteja preparado para orientar, caso sinta que eles precisam da orientação.

6º) se não souber como orientar, peça ajuda. O importante é dar apoio ou pedir apoio de quem pode dar, para evitar que eles queiram buscar fora de casa ou nas redes sociais.

7º) crie momentos de prazer em família, ao ar livre, sem celular, sem computador, sem TV, como passeios, caminhadas, trilhas, etc.

8º) crie atividades conjuntas como, por exemplo, um novo ambiente em casa, planejarem um almoço diferente, com cada um fazendo uma comida de sua maneira, ou seja, diversão em família.

9º) imponha limites: crie o hábito de limitar o tempo de uso do celular, jogos eletrônicos, computador e TV, para um máximo de uma hora e meia, no máximo, em cada período.

10º) ainda impondo limites: crie o hábito de desligarem os celulares, tablets, computadores, bem antes de dormir e deixá-los longe do quarto.

Seguindo essas 10 dicas você vai resgatar, não só a felicidade de seus filhos, como também a sua.

Isso poderá ser uma verdadeira “tábua de salvação” para as famílias, nesse momento tão conturbado que estamos passando.

Façam isso, amigos!

É o caminho! Eu tenho certeza disso!

Recebam todos um forte abraço, e:

Sejam muito felizes juntamente com seus filhos!

Galera!
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Tchau, tchau!














terça-feira, 12 de novembro de 2019

O Ser Humano já nasce programado como em MATRIX?



Bom dia, amigos, hoje é terça-feira, dia 12 de novembro de 2019.

Dentro da série MISTÉRIOS DA MENTE HUMANA”, nós vamos começar com uma pergunta selecionada por Wellingthon:

Bom dia, gente!
A pergunta que eu selecionei foi de Jorge, do Pará, e é a seguinte:

Professor Roberto:
“Você disse, uma vez, numa palestra aqui, que nós somos programados, desde o nascimento. Como é isso? É como no filme MATRIX?”


É um pouco diferente, mas tem muita semelhança sim. Tanto com um computador, como com o filme MATRIX!

Mas são duas comparações diferentes.

Vamos ver a do COMPUTADOR e depois a do MATRIX:

Na comparação com o computador, uma das grandes diferenças está no aspecto hardware e software.

No computador a programação é o software. Ele (o software) é que vai se alterando, de acordo com os programadores.

Já o hardware não muda. É a estrutura física. É o mesmo desde que vem da fábrica, a menos que mudemos peças.

No ser humano o software seria a programação das nossas memórias, dos nossos comportamentos, do nosso raciocínio, da nossa inteligência e do nosso caráter, por exemplo.

O que você imagina que é o nosso hardware?

O corpo humano, claro!

Exato.

Nosso hardware é a estrutura de nosso corpo.

Só que, diferentemente do computador, ele também tem uma programação, desde o primeiro dia da fecundação, para ir se desenvolvendo aos poucos.

Na realidade nem é uma programação só. São muitas em conjunto!

Uma delas é a biológica, que vem nos genes, em cada DNA, nos cromossomos.

Essa programação determina as características da espécie humana.

A outra é a genética, que também está nos genes, e que traz as alterações, nas características biológicas, ocorridas na nossa linhagem familiar.

Essa seria a que traz doenças hereditárias, por exemplo?

Sim. É ela mesma, e que antes era considerado uma determinação impossível de ser mudada, mas que hoje, com as edições genéticas, já podemos interferir.

Edição genética é aquilo que aquele cientista chinês fez e foi preso?

Exatamente. Foi o He Jiankui. Ele editou os genes de dois gêmeos, que nasceram imunes à AIDS. Foi preso porque, fazer experiência com ser humano, precisa, antes, de todo um estudo para aprovação científica.

Você disse, em uma aula ou palestra em que eu estava, que a prisão dele foi um erro da comunidade científica ocidental! Não me lembro exatamente porque você disse isso.

Não exatamente um erro, mas um grande vacilo, porque em vez de criarem um grupo de fiscalização internacional, talvez pela UNESCO, para que a técnica desenvolvida por ele pudesse ser analisada em detalhes, mas com controle, abriram caminho para a China prendê-lo!

Só que China prendeu He Jiankui dentro de seu próprio laboratório e o deixou incomunicável.

Dessa forma só a China tem acesso, agora, a essa técnica de edição desenvolvida por ele, que é uma alteração da tesoura Crispr-Cas9 e, pelo que parece, muito mais eficaz.

Certo, mas nós estávamos na programação humana, comparada com o computador

Sim... voltando às programações, temos a emocional.

Essa se deve à vivência afetiva e psicológica que, pelos estudos psicossomáticos, sabemos que interferem em todo o nosso organismo, estabilizando-o ou desestabilizando-o.

E estando desestabilizada ela interfere diretamente no sistema límbico, prejudicando também o equilíbrio orgânico, a geração dos neurotransmissores e diversos hormônios, podendo trazer consequências tanto na psiquê, como no próprio organismo.

Essa programação afetiva e psicológica pode sofrer interferência forte de uma outra programação, que é a comportamental e cultural, que Richard Dawkins chamou de “memes”.

MEMES? Isso tem a ver com o que a gente usa para caracterizar uma situação engraçada, uma gafe de alguém, ou coisa assim?

Ambos os MEMES têm a mesma origem. Foi um conceito criado por Richard Dawkins, que ele aliás trouxe desde Aristóteles, e que ele explica na obra; “O GENE EGOÍSTA”, que eu recomendo que todos os estudantes de biologia e psicologia leiam.

Para você, Wellingthon, que deve fazer BIOLOGIA, essa obra é fundamental.

Não sei ainda qual curso vou fazer

Certo. Tem tempo ainda.

Não sabemos onde os MEMES são arquivados, mas tudo indica que é no DNA, da mesma forma que os GENES.

Esses MEMES são a programação comportamental, porque traz o registro da vivência de nossos pais e avós.

Podem estar arquivados na parte do DNA que ainda chamamos de “DNA lixo”... Não sei se alguém já conseguiu essa identificação.

Esse DNA LIXO não é o que você disse em uma palestra que parece ter uma memória infinita?

Sim. É ele. Mas não sabemos ainda nem se esse MEME existe organicamente!

Essa memória infinita que você lembrou foi a que Roger Tsien descobriu como possibilidade de existência.

Em 1975 eu já havia recebido uma informação desse tipo, nas conversas que tive na Austrália, com um Xamã Aborígene, e que estará relatada em detalhes no próximo livro.

Ele, Roger Tsien, identificou a possibilidade de cada grama do nosso DNA arquivar 1000 terabites de memória... Isso seria uma memória infinita, é claro!

Mas vamos a comparação com o filme MATRIX?

Sim! Essa me interessa muito!

Essa comparação surgiu agora, esse ano, quando os cientistas de Lausanne, na Suíça, descobriram que as nossas redes neurais trabalham em até 11 dimensões, dentro de nosso cérebro!

A descoberta foi por acaso.

Eles e outros cientistas de outras instituições, pelo mundo afora, tentam reproduzir, em um computador, o cérebro humano, para facilitar diversos estudos.

O Laboratório de Neurociência de Kioto, no Japão, é um deles.

Mas com essa descoberta das 11 dimensões, essa tentativa vai ficar muito mais difícil, principalmente porque não estamos preparados, ainda, sequer para entender algo além das nossas três dimensões.

Ainda é um grande mistério para nós.

Mas isso mostra a importância do nosso cérebro, embora ainda mais incompreensível, e com uma potencialidade muito acima do que nós poderíamos imaginar.

Nesse ponto é que, num encontro que tivemos há umas semanas, levantei uma dúvida que deixou todos parados e refletindo:

Esse cérebro com essa imensa potencialidade, trabalhando em dimensões que nossa inteligência ainda não alcança, está mesmo dentro de nossa cabeça?

Ou será que nós, seres humanos, é que estaríamos dentro dele?

Isso nos leva exatamente a MATRIX.

Quem assistiu ao filme sabe do que estou falando.

Para quem ainda não teve esse privilégio, recomendo que façam.

Por hoje ficamos por aqui.

Forte abraço!

Mandem suas dúvidas, seus questionamentos e até sugestões para nós, pelos endereços que estão aí no vídeo.
Todas serão respondidas em breve.
Tchau, tchau!

sábado, 9 de novembro de 2019

Estresse do professor - Como reduzir




Crônicas dos fins de semana – 09/11/2019

Hoje:

Como reverter a situação estressante do PROFESSOR RIVOTRIL

Em muitos dos meus vídeos, textos, palestras e cursos, tenho enfocado a dificuldade do aluno de inclusão em ser aceito como aluno da sala regular, e tenho dado algumas dicas, tanto para pais, como para professores e terapeutas.

Na maioria das vezes o meu foco é o aluno, mas dessa vez o foco será o professor e o seu estressante trabalho em uma sala regular, mesmo sem a presença de alunos de inclusão, ao passar parte da aula pedindo atenção, pedindo que sentem, pedindo que parem de falar, exigindo que anotem, que façam as tarefas, que apresentem os trabalhos, e tudo o mais.

Obviamente uma aula onde isso ocorre tem todas as características de uma aula estressante, fazendo com que o professor fique a cada dia mais desestimulado pela própria profissão.

Se esse professor dá diversas dessas aulas em um mesmo dia, é claro que não terá nenhuma disposição para se atualizar, estudar, pesquisar sobre sua matéria, porque seu nível de estresse estará sempre acima da média.

Para estimulá-lo a continuar seu trabalho, surgem profissionais de coaching, tentando elevar a autoestima do docente, por meio de palestras de motivação.

Mas não aparece quem mostre algum tipo de fórmula para reduzir essa, já imensa “bola de neve”, aumentando a cada dia e levando muitos a se refugiarem em medicamentos controlados. Por isso a alusão ao Professor Rivotril.

E hoje nós viemos tratar exatamente desse tema.

Muitos professore, do Pará ao Rio Grande do Sul, já estão livres dessa rotina estressante, por terem conseguido adaptar a sua metodologia de sala de aula, conseguindo dar o grande passo da transferência de responsabilidade pelo aprendizado.

Sim!

Vamos ver como funciona?

O papel do aluno, numa sala de aula tradicional, é o de um SER PASSIVO, ou seja, aquele que está sentado, com o caderno aberto, RECEBENDO as informações passadas pelo professor.

O professor é o SER ATIVO que ensina os conteúdos.

O aluno é o SER PASSIVO que ouve e procura entender os conteúdos passados pelo professor.

Todos sabemos que um SER PASSIVO estará atento durante toda a aula apenas se, por algum motivo muito especial, ele estiver muito interessado no conteúdo, ou se gostar muito do professor.

Se não houver todo esse interesse ele terá, no mínimo, alguns momentos de dispersão, e isso acarretará dificuldade na sua aprendizagem.

Com isso, a depender do aluno, ele procurará fazer alguma outra coisa mais interessante, como conversar com o colega ao lado, sair para ir ao banheiro ou beber água, jogar uma bolinha de papel em um colega ou, se não houver proibição rigorosa de uso de celular, ele visitará as redes sociais.

Lógico que o rendimento desses alunos não será o esperado pelo professor, que verá, no momento das avaliações, que seu trabalho, além de estressante, não surtiu efeito.

Então o que temos que fazer é encontrar um meio de inverter essa realidade da sala, transformando o aluno em ALUNO ATIVO, passando a ser ele o protagonista da sua aprendizagem.

Mas como fazer?

Os detalhes estão no meu último livro: Inclusão Responsável, no capítulo Metodologias Inclusivas.

E, a propósito, no dia 30 de novembro daremos um curso sobre esse método em Itaberaba, na Bahia.

Leiam esse capítulo desse meu quinto livro, assistam os vídeos sobre a metodologia dinâmica grupal 
em meu canal no youtube, e vamos tirar todas as dúvidas nesse curso em Itaberaba.

Como nossa intenção, nessa crônica, é dar elementos para a reflexão de final de semana, aqui vão algumas dicas do método, para que todos possam analisar, criar em cima das ideias, pensar nas alterações que poderão ser feitas na sua própria metodologia e planejar as experimentações em sala de aula.

1ª dica: o professor, no início da aula, faz um verdadeiro marketing do assunto, procurando despertar o interesse de todos.

2ª dica: o professor distribui os alunos em grupos operativos, para que os elementos do grupo trabalhem, em conjunto, as questões de seu roteiro de estudos, ou questionário, ou lista de exercícios.

3ª dica: o professor, a partir do início do estudo dirigido, senta junto com os alunos de cada grupo, quando analisa a performance de cada um, identifica as dificuldades que, em uma sala normal não teria como identificar, orienta a continuidade do trabalho, e avalia se precisa alterar a composição dos grupos na próxima aula.

Vantagens:

1ª vantagem: o professor, ao transformar o aluno em aluno ativo, transferiu para ele a responsabilidade de ele ser protagonista de sua própria aprendizagem.

2ª vantagem: o aluno inibido, que jamais diria que tem dificuldades de entendimento, agora está mais próximo do professor, e pode pedir ajuda sem que todos os colegas percebam.

3ª vantagem: o professor consegue identificar o nível de entendimento de cada um e, com isso, poderá alterar grupo de forma que os próprios alunos possam ajudar seus colegas.

Avaliação:

Durante a visita do professor aos grupos, todos já são, constantemente, avaliados, de acordo com o conceito correto de avaliação escolar, que é: identificar os conceitos não entendidos e procurar outra forma de ensinar o mesmo conteúdo.

Variantes:

Ao colocar uma metodologia com essas características em prática, podemos criar uma série de modificações ou complementos, para melhorar ainda mais o processo e termos resultados melhores ainda.

Um deles é, sempre que um grupo tiver alguma dificuldade de entendimento, em vez de o professor explicar, pedir a quem já entendeu, de outro grupo, uma visita de ajuda.

O aluno se sente estimulado e ativo o tempo todo.

O professor passa a ser um supervisor de aprendizagem, sem estresse, sem desgaste, sem Rivotril.

Dúvidas?

Entrem em contato, leiam o livro, inscrevam-se nas palestras e cursos que estejam previstos para a sua cidade, ou nas cidades próximas.

Se estivermos nos atualizando de forma continuada, certamente saberemos como reduzir nosso estresse e ter melhores resultados em nosso dia-a-dia.

Mandem suas sugestões, questionamentos e dúvidas, para que possamos, juntos, melhorar a educação nesse país e, ao mesmo tempo, melhorar bastante a nossa própria saúde psíquica e orgânica!

Forte abraço!


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

domingo, 3 de novembro de 2019

sábado, 2 de novembro de 2019

Crônicas - Estão destruindo a inclusão escolar

Ou preparamos os professores para aplicar uma nova metodologia, que seja realmente inclusiva, ou a inclusão será um fracasso e os legisladores acabarão com ela. Os alunos especiais acabarão regressando aos colégios especiais...



quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Como o cérebro aprende parte 2


Como o cérebro aprende - Segundo capítulo

Esse é o segundo capítulo da série “Como o cérebro aprende”

No primeiro capítulo dessa série analisamos, inicialmente, o sentido o termo competência, para deixar bem claro de que:

Receber um certificado, diploma ou título não significa termos alcançado a competência naquele assunto, mas sim que, a partir disso, passa a ser de nossa competência, o estudo e a pesquisa, com mais profundidade, de tudo o que tenha a ver com essa nossa formação.

Em seguida tratamos do neurônio, como elemento principal da aprendizagem, e enfocamos, com mais profundidade a ideia dos neurônios espelho.

Esses estão ativos tanto quando a pessoa realiza uma atividade comandada por ele, como quando apenas observa essa mesma atividade realizada por outra pessoa.

É uma forma de aprendizagem neural, muito semelhante à relação entre alteridade e identidade, muito estudada na antropologia, quando a observação do outro é o que nos ajuda a criar a nossa noção de identidade.

Falamos, em seguida, que neurônios sozinhos nada fazem. Precisam constituir uma rede, com milhares deles, para que tenham alguma finalidade em nossos cérebros.

Vamos, então, ao segundo capítulo:

Primeiro vamos ver, bem suscintamente, como se dá a aprendizagem como um todo e, aos poucos, a cada capítulo, como cada momento desses acontece no nível das redes neurais.

Fiquem tranquilos, aqueles que não fizeram medicina nem biologia, porque a linguagem que uso é accessível a todos nós, sem exceção!

Afinal, sou um entusiasta da inclusão, logo, não posso excluir ninguém dessas explicações!

Vamos ao modelo atual mais simples possível de como se dá a aprendizagem como um todo.

Tudo começa no hipocampo, que é uma área bem pequena, no sistema límbico, e que pode ser considerada como a área da nossa memória de trabalho, como num computador.

O hipocampo contém muitas redes neurais, mas a duração dessa memória não passa de três dias, já que a cada informação nova que entra, as mais antigas são apagadas.

Então, em nosso modelo, construído depois de uma síntese de todo o processamento cerebral da aprendizagem, tudo o que é observado, lido, conversado, visto, ouvido, sentido e tudo o mais, é registrado nas redes neurais temporárias do hipocampo.

Se a informação é nova, é feito um registro simples.

Quando, no entanto, a informação tem alguma relação com algo que já sabemos, o sistema límbico vai até a área onde essa informação original está arquivada, no córtex cerebral, e faz algo bem semelhante a “copiar e colar”, copiando a informação do córtex, na memória que chamamos de definitiva, ou consolidada, e a cola no hipocampo, onde são feitas as comparações e atualizações.

Agora temos, nas redes neurais do hipocampo, a cópia da memória antiga, igual à que ainda está arquivada no córtex, mas devidamente atualizada com as novas informações recebidas.

Isso acontece o dia todo, com tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, estudamos, pesquisamos e experimentamos.

Mas lembrem: essa atualização está ainda no hipocampo, que é uma memória de trabalho temporária, e que se apagará em três dias.

Precisamos, agora, providenciar o envio da atualização para a memória consolidada, para que se torne aprendizagem.

Como é feito isso?

Apenas durante o sono.

Sim. Esse envio de memórias do hipocampo para o seu local definitivo no córtex cerebral é muito mais complexo, porque não basta “copiar e colar”.

Cada rede neural na massa encefálica cortical tem ramificações com todas as demais redes neurais, uma se utilizando de pedaços de informações de outras.

É como a instalação de um programa em nosso computador, quando ele se utiliza de partes dos programas já instalados, para economizar espaço de memória.

Tanto que não podemos apenas “apagar” um programa. Temos que proceder a sua desinstalação.

Então, da mesma forma que no computador, essa informação atualizada constitui um verdadeiro algoritmo, que vai substituir o que foi atualizado, mas que terá que se interligar a todas as demais redes neurais existentes, para que tudo continue funcionando corretamente.

Isso demanda tempo e muita energia. Por isso só pode ser feito em repouso completo, e em quatro ou cinco momentos, entremeados com períodos de relaxamento cerebral.

Observando o gráfico do sono vemos que cada período de transferência de memória dura pouco, tendo o cérebro que esfriar para voltar a retomar a tarefa.

Durante cada transferência dessas, diversos arquivos acabam mudando um pouco o seu local de armazenagem.

Por isso que a última etapa dessas transferências pode ser entendida como a atualização do índice de todas as memórias.

Só para constatar essa interrelação de uma rede neural, que contém uma informação, com todas as demais, basta lembrarmos de um fato muito comum que ocorre com todos nós.

Você foi regar as plantas do jardim e, quando estava no meio da tarefa, lembrou de algo que precisava fazer e que já havia esquecido.

Imediatamente parou o trabalho e entrou em casa para anotar ou fazer. Ao entrar em casa esqueceu novamente!

O que nossos avós nos dizem que você deve fazer para lembrar?

Volte ao que estava fazendo e recupere a lembrança!

Por quê?

Porque a lembrança veio exatamente quando diversas informações que estão gravadas em conjunto com o assunto principal, apareceram em sua mente durante a tarefa de regar as plantas.

Voltando, a memória volta.

Agora vamos a alguns detalhes importantes:

Primeiro: o cérebro precisa saber quais as informações que devem ser transferidas com prioridade, para evitar transferir coisas sem importância e deixar de transferir o que precisa ser aprendido.

O melhor artifício para isso é estarmos, durante os estudos, as pesquisas, os debates, as aulas e palestras, escrevendo, anotando, rabiscando ou desenhando algo que represente o que se está procurando entender.

Todo ano fazemos experiências para verificar se a melhor estratégia continua sem do “escrevendo” ou se já estamos tendo a mesma facilidade “digitando”.

Até esse ano (2019) ainda tivemos como resultado muito mais eficácia na aprendizagem escrevendo, do que digitando.

Segundo: para que esse processo dê início sem atrasos devido a interferências, deve-se desligar todo aparelho que emita ondas eletromagnéticas, como televisão, computador, celular, etc.

Terceiro: para que todo o processo do sono seja feito, principalmente dando a oportunidade de ser ajustado o índice de todas as memórias, avise a você mesmo (que significa avisar ao seu cérebro), a hora que você terá que acordar. Ele ajustará todo o processo para que tudo termine um minuto antes da hora definida. E te acordará, a tempo de você poder desligar o despertador.
Se você não fizer isso e alguém o acordar antes do ajuste dos índices, pode haver uma perda temporária de memória da seguinte forma:

“Eu sei que sei, mas não sei onde está!”

Você sabe que sabe, mas o sistema límbico está demorando a encontrar.

Então, resumindo o que vimos nesse segundo capítulo:

Entendemos o hipocampo, nesse nosso modelo, como uma memória temporária, ou memória de trabalho, e que precisa ser salva no disco rígido (córtex cerebral), para não ser apagada em três dias. 

Esse “salvar” ocorre durante o sono.

Entendemos que precisamos estudar, ler, pesquisar, assistir a palestras e aulas, escrevendo para que o cérebro possa estabelecer as prioridades nas transferências.

Entendemos que precisamos nos livrar dos equipamentos eletrônicos pelo menos meia hora antes de dormir, para que não haja qualquer tipo de interferência no processo de aprendizagem.

Entendemos que precisamos dizer a hora que vamos acordar, para que seja realizado o processo de aprendizagem completa durante o sono.

No próximo capítulo veremos como ocorre o aprendizado nas próprias redes neurais, a partir da fecundação. É uma coisa fenomenal! Você vão adorar, eu garanto!

Forte abraço, e até lá.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

domingo, 20 de outubro de 2019

LIVE em 20-10-2019 - Superdotados

IUPE 2020 - Esclarecimento aos pais de alunos



Olá meus amigos

Essa mensagem é especial para os pais de alunos do Colégio IUPE

Durante todos esses anos alguns dirigentes de alguns colégios das proximidades, têm tentado convencer a vocês a matricularem seus filhos nos deles, de uma forma bastante antiética, conseguindo os telefones de vocês, ligando e marcando reuniões, prometendo diversas vantagens e, inclusive, valores menores de anuidade ou mensalidades escolares.

Alguns chegam a panfletar na frente do nosso próprio colégio!

Alguns desses, mesmo com essa estratégia, acabaram falindo e fechando, mas surgem sempre outros, na mesma linha, cujos objetivos são claramente comerciais, e sem a credibilidade de um projeto educacional verdadeiro e responsável, como o que nós realizamos já há vinte anos e com resultados maravilhosos, que vocês todos sabem, como os nossos ex-alunos doutores, mestres, bacharéis, e alguns deles já voltando como nossos professores.

Mas se, por algum motivo, alguns de vocês decidirem mudar seus filhos para um desses, fiquem com a consciência tranquila porque isso foi devido ao excelente trabalho de marketing (embora sem ética alguma) feito por eles.

Nós não sabemos fazer marketing. Só sabemos fazer educação. E nesse ponto não tenho modéstia alguma em dizer.

Mas fiquem tranquilos também porque, se alguns decidirem por uma transferência, isso não afetará, de forma alguma, o nosso relacionamento, nem o apoio que seus filhos precisarem, mesmo fora daqui.

E se, ao qualquer momento, perceberem que as promessas deles não valeram a pena, porque o tratamento dado ao seu filho não é o mesmo, nem a preocupação individual é a mesma, como Sueli, 
Caio, Irani, eu e os professores fazemos, podem transferir o filho de volta, que o receberemos com o máximo prazer

Uma vez tendo sido nosso aluno ele já faz parte de nossa família e, se por algum motivo se afastou, basta ter vontade de voltar, que as portas estarão sempre abertas.

Nosso colégio tem, em primeiro lugar, muito amor pelos seus filhos!

Forte abraço!

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Atividade em casa devido à insegurança nas ruas de Salvador




Boa noite!
Informo aos alunos do Colégio IUPE e aos seus pais ou responsáveis que nessa quarta-feira, dia 9 de outubro, amanhã, os alunos deverão realizar, em casa, o estudo dos assuntos que estão previstos para as aulas, e realizar as tarefas que serão passadas pelos professores logo cedo.
Para isso todos devem acessar o novo portal AGENDA EDU. Quem tiver alguma dificuldade deve entrar em contato com Caio logo cedo.
Nas aulas seguintes serão realizadas, pelos professores, atividades relacionadas a esse estudo em casa.
Tal decisão evita que sejam atrasados os conteúdos das matérias e, ao mesmo tempo, evita que nossos alunos sejam expostos ao perigo.
Os professores devem permanecer em suas residências e enviar para Caio, os assuntos a serem passados para os alunos e as respectivas atividades até amanhã às 08h da manhã.
Os funcionários também devem permanecer em suas residências amanhã.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Principais objetivos da formação escolar




Para pais e professores

Vamos, nesse momento, fazer uma reflexão sobre o processo de aprendizagem de nossos alunos, para podermos, a partir daí, elaborar soluções que mudem toda essa realidade para melhor.

Todos os nossos estudos e pesquisas de campo estão publicadas em nossos livros.

Assuntos mais imediatos estão publicados no nosso canal do youtube e nos nossos blogs.

Mas vamos, então, ao assunto específico de hoje:

Objetivos principais da formação escolar

Muitos já esqueceram que, os objetivos principais da formação do aluno são:

A preparação do aluno para o entendimento do mundo;

A preparação do aluno para o entendimento sobre si mesmo, das suas relações sociais e do seu papel (ou sua missão) que darão sentido à sua vida;

O desenvolvimento de sua capacidade de questionamentos fundamentados;

O desenvolvimento de sua criatividade, descoberta e inventividade;

A construção do seu caráter.

 E que o ensino de Português, Matemática, Idiomas estrangeiros, História, Geografia, Ciências, Arte, Educação Física, Filosofia, Sociologia e todas as demais, são apenas para criar uma base sólida de conhecimentos, para permitir que esses objetivos sejam mais facilmente alcançados.

Os objetivos não podem ser o ensino de nenhuma dessas matérias. Elas são importantíssimas, mas para criar a sua base de raciocínio e permitir que seu pleno desenvolvimento esteja bem fundamentado.

Mas cada aluno tem a sua dificuldade, algumas vezes causada por bloqueios emocionais, síndromes, transtornos ou até deficiências intelectuais. Nesses casos essa base de raciocínio também precisa ser formada, mas respeitando a sua capacidade de aprendizagem e o seu nível de entendimento.

Mas o que vemos, frequentemente, além do desrespeito à dificuldade do aluno, é a inversão desses valores, tornando cada uma dessas matérias, não como instrumentos para o desenvolvimento de raciocínios setoriais, mas como degraus obrigatórios para sua formação, excluindo do processo de aprendizagem, todo aquele que apresentara alguma dificuldade específica.

Tive a oportunidade de presenciar a angústia de um professor de redes de um curso técnico, ao ser obrigado, pela direção da escola, a reprovar um aluno “expert” em redes (e ainda melhor que o próprio professor, segundo ele), simplesmente por não ter condições de acompanhar o nível da turma em algumas matérias complementares do curso.

Inversão total dos objetivos desse curso técnico!

Papel do professor

Mas como eu, como professor, posso conseguir que minha matéria constitua uma base eficaz para o raciocínio de todos os meus alunos?

Amor pela matéria

Desenvolver o amor por todos os assuntos e aulas da minha matéria, criando a empolgação necessária para estimular todos os meus alunos.

Metodologia

Criar ou seguir metodologias que permitam que os meus alunos sejam os protagonistas da sua aprendizagem, e que seja uma aula participativa, na qual eu possa acompanhar o entendimento e o desempenho de todos eles e fazer as devidas orientações.

A Metodologia Dinâmica Grupal, que ensino no meu livro “Estudos sobre educação: Inclusão responsável”, tem sido utilizada por muitos professores em diversas escolas, e o resultado tem sido: aprendizagem real e facilitada, além de professor sem estresse e satisfeito! Tenho certeza de que vale a pena aplicar e você não vai se arrepender!

E para isso, use uma citação minha que já está se espalhando por aí: “Não precisa tentar! Basta fazer!”.

Tarefas e avaliações

Elaborar tarefas diárias e avaliações frequentes, sempre dentro dos respectivos níveis de entendimento, deixando claro que elas servem para:

- O professor tomar conhecimento se os alunos realmente estão aprendendo;

- Os alunos descobrirem se estão mesmo aprendendo ou se estão com alguma dificuldade;

- Os alunos saberem que seus erros precisam ser mostrados, para que o professor procure outra forma de ensino, e assim perderem o medo de provas, concursos e vestibulares.

O ideal é que não sejam dadas notas classificatórias, como foi determinado agora como Lei em Cingapura, um dos países mais evoluídos em educação no mundo.

Em vez de notas o professor deve se preparar para estimular seus alunos de forma que todos procurem descobrir as razões por não terem acertado, ainda, algumas das questões apresentadas.

Assim sempre haverá aprendizagem, garantindo o desenvolvimento pleno de cada um.

Nem precisa ir à Cingapura para saber como fazer. Se estudarmos a nossa Metodologia Dinâmica Grupal e a da Escola da Ponte, em Portugal, vão surgir todos os elementos criativos para implantarmos Cingapura na nossa escola.

No nosso próximo livro: “Estudos sobre educação: Construção da inteligência”, isso estará bem claro, em todos os seus aspectos.

O vício de nossos alunos, professores e pais em NOTAS, tiram todo o necessário foco à obtenção do conhecimento e provocam, em nosso país, esse tão reconhecido fracasso em aprendizagem.

Papel dos pais

Da mesma forma que para o professor, os pais precisam mudar seu foco em relação aos estudos dos filhos.

Enquanto a pergunta única, entre pais e filhos, for “Como estão as suas notas”, os filhos só estarão preocupados com elas, mas nunca com sua própria aprendizagem, afinal, todos sabem que basta passar a véspera de uma prova decorando o assunto para garantir uma boa nota. 

Mais fácil ainda será sentar-se em uma carteira próxima a um estudioso contumaz, e copias suas respostas.

E se tudo der errado, ainda pode convencer os pais a pagarem seu período de recuperação, onde a maioria das escolas fingem recuperar o conhecimento perdido do aluno durante um ano inteiro, em apenas duas semanas, e ele é promovido ao ano escolar seguinte.

Em todos os casos que eu citei o aluno continua sem saber nada de coisa alguma...

Para quem deseja o desenvolvimento verdadeiro do filho, com conhecimento, inteligência, criatividade e autonomia, a pergunta frequente deve mudar de “Como estão suas notas”, para “O que você aprendeu hoje? Me diga e vamos conversar sobre isso.”

Essa conversa diária, além de mostrar ao aluno que os pais se interessam pela sua aprendizagem e seu pleno desenvolvimento, ainda criam uma relação afetiva extremamente positiva, e que servirá como verdadeira vacina, contra todas as influências negativas que rondam nossos adolescentes.

É isso, amigos.

Agora vou responder à pergunta de alguns amigos, sobre quais os meus livros que estão disponíveis para venda e quais os assuntos tratados neles.

Primeiro quais são os títulos e quais seus assuntos:

O primeiro livro é o romance “Vira Volta”, de 2006, que é um estudo de caso envolvendo personagens que retratam relacionamentos em processo de neurose.

O segundo, “Afetividade na educação – psicopedagogia”, 2009, traz dicas importantes, principalmente para os pais, ajudando-os a entenderem cada fase da formação de seus filhos, e assim evitar carências prejudiciais ao seu desenvolvimento pleno.

O terceiro, “Estudos sobre educação: Sexualidade humana”, 2014, com sua 1ª edição nomeada “Sexo: a escolha é sua”, analisa diversos aspectos psicológicos nos relacionamentos interpessoais. Entre diversos temas, alguns bastante polêmicos, como a construção da personalidade sexual, inclui os desafios enfrentados por pais e professores, com a sexualidade precoce e sem controle de crianças ou adolescentes com transtornos ou deficiências diversas.

O quarto livro “O menino dos jornais e outros contos”, 2017, é um livro típico de literatura brasileira, mas tem, na sua segunda parte, uma série de reflexões, ajudando, tanto na elevação da autoestima de pessoas com conflitos pessoais, como orientação de adolescentes na forma de pensar e de decidir sobre sua missão na vida e sobre sua futura profissão.

O quinto livro “Estudos sobre educação: Inclusão responsável”, 2019, ensina as metodologias ideais para que a aprendizagem de qualquer aluno, seja ele um aluno neurotípico ou não, seja a mais eficaz possível.  E essas metodologias, ainda por cima, mostram ao professor uma forma de dar todas as suas aulas do dia sem qualquer tipo de estresse, o que hoje parece para muitos uma coisa impossível!

Estou finalizando o sexto livro: “Estudos sobre educação: Construção da inteligência”, com lançamento previsto para janeiro/2020, com a análise de todo o desenvolvimento intelectual, a partir da fecundação, seguida da formação neurofisiológica dos elementos básicos, que vão permitir o pleno controle do equilíbrio orgânico-psíquico, fundamental para a construção da inteligência.

Por enquanto só estão disponíveis para venda o “O menino dos jornais e outros contos”, e “Estudos sobre educação: Inclusão responsável”. A partir da próxima semana teremos disponíveis novas edições do “Afetividade na educação – psicopedagogia” e do “Estudos sobre educação: Sexualidade humana”.

Quem desejar adquirir algum deles e não quiser esperar por eu estar na sua cidade, mande mensagem para mim, para que envie o LINK de compra pelo Mercado Livre.

Forte abraço a todos!



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Autismo Seletividade Alimentar



Seletividade alimentar do autista

A seletividade alimentar do autista pode estar ligada a, no mínimo, dois fatores:

1° Hipersensibilidade gustativa ou olfativa ou ambas;

2° Dependência de algum alimento que seu organismo não tolera;

Vamos ao primeiro:

Essa hipersensibilidade funciona da mesma forma que as demais hipersensibilidades dele.

A mais comum e, por isso, mais observada, é a hipersensibilidade auditiva, quando o autista, ao ouvir sons acima de sua tolerância, tapa os ouvidos. Ele faz isso porque toda hipersensibilidade provoca dores fortes em sua cabeça, nesse caso.

No caso da seletividade alimentar o problema pode estar na hipersensibilidade gustativa ou olfativa, que amplia enormemente os sabores ou os cheiros dos alimentos.

Imagine você comendo uma comida sem sal e achando sem graça. Aí alguém coloca um pouco de sal e ela fica mais agradável. Mas veja o que acontece quando se coloca sal demais! Não dá mais para comer!

O efeito desses sabores, no autista com hipersensibilidade gustativa ou olfativa é o mesmo. Os sabores específicos dessa comida que ele não quer, estão muito amplificados, ou pelos seus sensores químicos, na própria língua ou nariz, ou pelos processadores cerebrais.

Por que existe essa amplificação exagerada desses sabores ou cheiros?

Todas essas hipersensibilidades podem estar relacionadas ao excesso de neurônios nas redes neurais desses processadores.

Nossos neurônios nascem e se replicam, desde a fecundação, e começam a se juntar fazendo as conexões que chamamos de sinapses, para que tudo nosso funcione, desde o pensamento, o raciocínio, a capacidade de percepção e elaboração, os movimentos do corpo, e os comandos automáticos, como respiração, batimentos cardíacos e tudo o mais.

Começamos com 50 trilhões de conexões, aumentamos elas para 1000 trilhões, mas aos poucos as próprias redes neurais vão se dando conta de que não precisam mais de muitos neurônios.

Esses estão vão ser eliminados, para não atrapalharem o funcionamento das redes já em funcionamento. Isso significa apoda neural.

Após a pode ficamos com aproximadamente 100 trilhões de conexões, que são consideradas suficientes para todas as atividades de nosso cérebro encefálico.

Cada processador está numa localização diferente e uns podem ter tido a poda neural e outros não, por isso o autista não tem hipersensibilidade em tudo, mas apenas a alguma dessas percepções.

Os neurônios que sobram e que, na criança neurotípica, seriam eliminados, no autista continuam atuando e provocando excesso de informações para os processadores ou excesso de amplificação de sinais nos próprios processadores.

A segunda hipótese para essa seletividade é a dependência a algum alimento

Todo nutriente que o autista tem intolerância, pode estar sendo levado para a corrente sanguínea como um opiáceo, ou seja, ele vai fazer o mesmo efeito de qualquer droga, como maconha, cocaína, etc.

O autista, então, começa a criar uma dependência a essa comida, da mesma forma que o usuário de droga cria.

Nesse caso a eliminação do alimento, na dieta do autista, deve ser feita com parcimônia, da mesma forma que os médicos realizam o tal “desmame” dos medicamentos controlados.

Isso para evitar o aparecimento da síndrome de abstinência.

Como tratar a seletividade, então?

Os terapeutas ocupacionais e os fonoaudiólogos, com a ajuda de nutricionista e uma cozinheira que aprenda a fazer a comida que o autista tolera, mas sem o sabor ou cheiro que ele está amplificando e, por isso rejeitando, são os profissionais adequados para irem realizando esse tratamento.

Assim como para todas as demais hipersensibilidades, nós sempre recomendamos ir, de forma lúdica, mas com bastante cuidado, estimulando os elementos sensoriais correspondentes àquela hipersensibilidade, para tentar provocar o ajuste desses processadores, mas nunca criando expectativas de resultados imediatos, já que  isso significa uma reorganização de diversas redes neurais com excesso de neurônios.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Live 18 09 2019 Dificuldades de aprendizagem



Olá amigos,
Hoje, quarta-feira, 18 de setembro, vamos analisar alguns temas importantes.
O primeiro é sobre um caso real, de aluna com dificuldade de aprendizagem e que, pelo que parece, vem mostrar uma terrível realidade.
Que grande parte de nossos professores e dirigentes escolares não quer sequer saber da existência de aluno com dificuldade.
Procuram prejudicá-lo de todas as formas possíveis, até que seja excluído, e eles fiquem apenas, em sus salas de aula, com os alunos regulares.
São professores e dirigentes que deveriam estar em qualquer outro tipo de profissão, menos a mais importante do mundo, que é a de professor.
E é exatamente por termos colegas desse nível de descomprometimento com o aluno, que a nossa classe está malvista e desvalorizada!

O segundo é sobre o impacto, que as dificuldades familiares e violências domésticas podem causar na aprendizagem de uma criança.

O terceiro é para descrevermos o que pretendemos com os nossos novos cursos sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Já tivemos a primeira fase, quando procuramos mostrar o que se conhecia sobre o assunto e as diferentes formas de entendê-lo e incluí-lo, e agora temos essa nova fase, com os mais recentes estudos sobre o transtorno e s terapias aconselhadas.

Mas vamos ao primeiro tema, o caso real de exclusão escolar:
Avaliação diagnóstica da aluna:
Aluna há dois anos repetindo o 6° ano do Ensino Fundamental, séries finais, com as seguintes características:
- Entende o que se fala para ela;
- Conversa com muita timidez, mas responde oralmente;
- Não lê nem escreve, mas consegue realizar uma escrita em formato pre-silábico sonoro, embora sem conseguir ainda decifrar o que escreve;
- Na anamnese verificou-se, por meio da tia, que a perda da mãe a abalou bastante, emocionalmente, e criou toda essa dificuldade.
Procedimento recomendado aos professores e à escola:
- Ao primeiro sinal de dificuldades, realizar uma avaliação diagnóstica e comportamental, para identificar como a criança ouve, vê, entende e sente e se apresenta algum bloqueio.
- Ao identificar problemas de bloqueios emocionais (que parece ser o caso), recomendar atendimento psicológico.
- Ao identificar dificuldades na leitura e escrita (e essa menina tem), além de analisar se tem problemas normais de visão e coordenação motora, pedir um exame de Síndrome de Irlen. Toda escola deve ter uma indicação de um profissional screener, já que essa síndrome se confunde com dislexia, discalculia e até esquizofrenia.
- A partir daí verificar o que ela já consegue fazer em termos de escrita e leitura, para estabelecer um planejamento de desenvolvimento individual.
- Se ela não consegue ainda escrever nem ler, analisar como está o entendimento oral e a elaboração do pensamento, também de forma oral.
- No caso dessa menina, os sintomas de ausência de alfabetização tornam necessário esse desenvolvimento em paralelo (a depender das condições da escola, pode ser no AEE, em contraturno).
Para o dia-a-dia na sala de aula:
- Enquanto ela não se alfabetiza, os professores realizam o ensino individualizado de forma oral e avaliam da mesma forma. Essa avaliação não pode ser para aprovar nem reprovar, mas sim para que cada professor perceba se o seu método de ensino individual para ela está dando certo, ou se precisa alterar alguma coisa.
- A todo momento, em todas as aulas, ela tem que sentir que está aprendendo alguma coisa, sempre a partir do que ela sabe, mas nunca no mesmo nível de seus colegas, é claro!
- Isso vai elevar a sua autoestima e assim o próprio cérebro dela vai começar a contribuir para a redução de suas dificuldades.
- Se um professor, em vez de reconhecer cada um de seus pequenos avanços, mostrar suas dificuldades, isso vai baixar a sua autuoestima e ela ficará cada vez pior.
- Os colegas dela, na sala, devem ser preparados para inclui-la, por meio da realização periódica de Assembleias de Classe. Isso porque ela precisa de elevação da autoestima o tempo todo.
- Essa menina, logicamente, nunca poderá ser reprovada, ou conservada, como queiram, porque ela precisa estar se sentindo incluída junto com colegas da mesma faixa etária, caso contrário, a baixa autoestima impedirá o seu desenvolvimento.
- Para que os professores consigam dar atenção individualizada a cada aluno com dificuldades e, ao mesmo tempo, dar atenção aos demais alunos nos seus respectivos níveis intelectuais, a metodologia deve ser INCLUSIVA DE VERDADE, como as legislações exigem, embora não digam como fazer.
- Para isso basta estudarem as metodologias inclusivas existentes, entre elas a Metodologia IUPE de Dinâmica Grupal, que está à disposição de todos os professores e escolas.
- Ela pode ser lida no meu quinto livro “Estudos sobre educação: Inclusão Responsável”, ou assistida nos nossos vídeos, em nosso canal no youtube.
Legislação inclusiva
Tudo o que falei faz parte de nossa obrigação moral, como professor, já que deveríamos ter como objetivo de vida, o entendimento, o acompanhamento e o desenvolvimento de todos os nossos alunos.
O professor que reprova essa aluna, se baseando no fato de que ela não aprende, ELE é quem estaria REPROVADO E SUMARIAMENTE DEMITIDO, se fosse de escolas ligada ao IUPE.
Qualquer dúvida sobre a legislação pode ser lida, também, nesse meu livro sobre inclusão, ou também no nosso canal, no youtube.

Segundo assunto de hoje:
Qual o impacto que as dificuldades familiares e violências domésticas podem causar na aprendizagem de uma criança?
Podemos até aproveitar o relato do caso da menina anterior, embora não seja um caso de violência doméstica, mas a perda da mãe, que foi o caso da menina do relato inicial, pode trazer, também, consequências semelhantes, criando dificuldades de aprendizagem por bloqueios emocionais.
Cada criança tem uma forma de reagir aos eventos externos, mas em todas elas aparece algum tipo de consequência.
Já observei, em uma mesma família com violência doméstica, um dos filhos reagir de forma positiva, se dedicando ao seu desenvolvimento intelectual e vencendo tranquilamente, enquanto os outros dois entraram em processo negativo: um com perda de estímulo para estudos e sendo levado às drogas e depois ao crime; e outro criando um bloqueio emocional tão grave que seus sintomas eram semelhantes aos de dislexia e discalculia juntos.
A recomendação, como é um caso comportamental, é tratamento psicológico imediato, para evitar que as consequências se agravem.
Mas, vamos que essas crianças, devido ao processo de violência doméstica, sejam adotadas por outra família.
Nesse caso, embora os tratamentos psicológicos continuem sendo necessários, existe outra terapia extremamente importante, que vai construir toda uma estrutura interna, na mente dessas crianças, e pode evitar os possíveis danos muito comuns, em comportamento e desequilíbrio emocional.
É a terapia interna da própria família.
O que é isso?
São as famosas reuniões familiares, que eu tanto recomendo a todas as famílias, quando pais e filhos se reúnem à volta de uma mesa, sem celular, sem computador, sem TV, e conversam abertamente sobre tudo, principalmente sobre sentimentos e emoções, já que esses temas são os que mais  tumultuam as cabeças das crianças ao se tornarem adolescentes.
Se elas forem acostumadas a relatarem tudo o que sentem, sem precisarem esconder nada, elas estarão praticamente VACINADAS contra todas as influências externas, sejam da mídia, dos colegas ou da própria sociedade.
Isso deve ser feito frequentemente, no mínimo uma vez por semana, e pode ser em um momento de refeição, lanche ou, seja lá o que for.
O importante é haver o momento e que ele seja frequente.
Mas se, apesar disso, aparecerem sintomas de dificuldades de aprendizagem, o procedimento deve ser o mesmo que recomendamos no caso anterior, para a menina que está sendo forçada a repetir o 6° ano, por professores completamente despreparados para a função.

Terceiro tema:
Autismo
O curso atual sobre autismo, que será dado na UNIP (Universidade Paulista), em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, nos dias 19 e 20 de outubro.
Nesse curso sobre autismo, em dois dias, passarei as informações mais importantes e mais recentes sobre o entendimento, o tratamento e o desenvolvimento do autista, visando sua aprendizagem, sua autonomia e sua socialização.

Nosso foco é, além de mostrar os resultados das mais recentes pesquisas sobre o TEA, discutir os diversos níveis de tratamento atuais, para identificarmos quais deles nos ajudam a desenvolver o autista como qualquer criança neurotípica, enquanto a cura definitiva não chega.

E mostraremos as três linhas diferentes:

A da cura, perseguida principalmente por Alisson Muotri e Karina Griese Oliveira, que é a ponta principal das terapias, mas ainda em estudo e sem resultado conclusivo;

A dos tratamentos comportamentais visando o desenvolvimento, como os métodos ABA, TEACHH e outros;

E o intermediário, que considero atualmente o mais importante, que é o da identificação das causas dos sintomas e tratamento delas, para reduzi-los ou até eliminá-los, para permitir que os métodos ABA e demais, possam ter maior eficácia, já que o autista fica completamente escolarizável, sem os sintomas que dificultam a sua socialização.

Nosso roteiro dessa semana e da próxima:
Segunda e terça-feira: Estaremos em Xique-Xique, em palestra sobre:
A neurociência no entendimento, acompanhamento e desenvolvimento das crianças com dificuldades, síndromes e transtornos.
Qualquer sugestão, dúvida ou relato de caso para análise, entrem em contato pelo nosso EMAIL
ou pelo nosso whatsapp
(71) 9-9624-1011
Inscrevam-se em nosso canal no youtube, para receber os vídeos em primeira mão.
Nosso colégio, em Salvador, na Liberdade, já está com matrículas abertas para 2020

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Autismo-Relato de caso-09-set-2019



Quando eu vejo um profissional dar uma entrevista relatando as terapias que dão certo e as que não dão, para o autista, eu imagino que essa pessoa deve ser um verdadeiro gênio!

Afinal, se as pessoas neurotípicas (ou seja: as pessoas que, antes do politicamente correto, podiam ser chamadas de normais) reagem aos medicamentos e tratamentos de forma diferente, entre os autistas isso é mais evidente ainda!

Essas declarações acabam afastando mães, de terapias que poderiam reduzir os sintomas mais agressivos de seus filhos e, assim, reduzir, ou até acabar, com o sofrimento da família.

Ontem recebi mais dois pedidos de socorro de mães de autistas que receberam, do profissional que atende seu filho, o relato de que ela terá que se conformar que seu filho é autista e assim será por toda a vida.

E que a única coisa que ela terá que fazer é manter seus sintomas sob controle médico, por meio das drogas psiquiátricas que ele já receitou.

Absurdo, mas isso é muito comum, infelizmente.

Hoje vou apenas relatar dois casos que deram a volta por cima, mesmo já com certa idade!   

É um caso real, aliás, dois semelhantes, tanto que posso fazer um só relato, que serve para os dois.

Por mais de 25 anos duas mães não conseguiam, sequer, deixar seus filhos saírem de casa.

Os meninos, autistas severos, não falavam, não reconheciam seus pais, eram agressivos, sempre irritados, viviam dando berros sem motivação.

Os médicos diziam que era assim mesmo porque, afinal, eram autistas, e os pais teriam que se conformar com isso, e que a única coisa a fazer era mantê-los com Risperidona, Aripiprazol, Rivotril, Fluoxetina, Metilfenidato e outras tantas drogas, revezando uma com outra e modificando a dosagem a cada relato de mudança comportamental.

Tenho recebido esse mesmo relato de dezenas de mães por todo esse país.

Algumas, com filhos ainda bem jovens, já conseguiram mudar toda a realidade deles.

Tenho recebido suas visitas em cada cidade que passo, e fico cada vez mais feliz com isso!

Esses conseguiram dar uma guinada total no seu desenvolvimento, mas outros já adultos, ainda lutam por uma recuperação mais lenta e mais difícil.

Uma delas, inclusive, já com o seu filho ultrapassando os quarenta anos de idade, chegou a meu dizer: “Professor Roberto: Eu quero enterrar meu filho!” “Não sei o que será dele se eu morrer antes!”

O que mais me deixa indignado é que nada disso seria necessário, já que o que está ocorrendo com esses autistas é um grande erro no acompanhamento!

Alguém tem culpa nesse erro?

Fica difícil e, por vezes, até perigoso, dizer que sim. Ainda mais que não sou médico. Sou apenas professor.

Mas acompanho todos os alunos autistas dos colégios que damos apoio, e com esse acompanhamento temos como avaliar cada tratamento e cada resultado.  

Por isso prefiro dizer (e até tentar me convencer) que é por falta de conhecimento.

Afinal temos alguns caminhos nessa luta pela recuperação e desenvolvimento do autista e do TDAH.

Um deles é o caminho da cura definitiva! Essa é a ponta principal da ciência atual em relação ao autismo, trilhado por Alisson Muotri, Karina Griese Oliveira e diversos outros.

Outro caminho é o terapêutico comportamental, que procura desenvolver o autista por meio de métodos fantásticos como o ABA e outros.

Mas falta darem crédito ao meio do caminho, que existe e tem feito maravilhas, para reduzir todos os seus sintomas e fazer com que o autista consiga ter uma vida totalmente normal, embora não esteja curado, mas sem a inflamação cerebral, que causa tanta irritabilidade, agressividade, confusão no processamento de imagens, hipersensibilidade auditiva, e tudo o mais.

Profissionais famosos e competentes não dão a menor importância a esse caminho, mas é esse que está salvando muitas dessas crianças, e até adultos, da exclusão social total, devido ao excesso de agressividade, irritabilidade, etc.

Foi assim que esses dois autistas, já com idade acima dos 25 anos, começaram a se recuperar.

A vida toda seus cérebros foram destruídos pelos medicamentos, sem que, em momento algum, fossem realizados exames clínicos completos, para verificar se havia alguma causa extra para seus sintomas e que pudessem ser eliminadas.

Ambos foram levados a médicos nutrólogos que, imediatamente, mandaram realizar rodo tipo de exame clínico, exatamente como nós temos recomendado.

Ambos iniciaram tratamento de parasitas, complementação vitamínica, um deles precisou tratar tireoide, e começaram uma dieta rigorosa substituindo glúten caseína soja, açúcares, conservantes e corantes.

Ambos estão em plena recuperação, embora seus cérebros tenham sido destruídos por tanta droga ao longo de tantos anos!

Hoje mesmo assisti a um vídeo de um deles, enviado pela sua mãe, quando se percebe que está surgindo, agora, com mais de trinta anos, um filho que havia sido perdido desde criança, não por ser autista, mas por não ter tido o devido tratamento.

Precisamos mudar essa realidade!

Precisamos salvar nossas crianças!

Vamos estudar cada um dos passos que podemos dar, tanto na família, como na escola ou na clínica, enquanto a cura definitiva não chega.

Quem tiver interesse em levar nossos cursos e palestras de formação e atualização para suas cidades entre em contato pelo meu email (robertoandersen@gmail.com) ou pelo telefone/whatsapp (71) 9-9624-1011.

Forte abraço!


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Atividades adaptadas para alunos com necessidades educacionais específicas




Olá amigos!

O que significa uma atividade adaptada, na sala de aula regular, para alunos com Necessidades Educacionais Específicas?

Antes de responder, eu devo agradecer a Professora Laudízia Maria de Araújo, a sugestão do tema.

E me dirijo aos professores da Escola Municipal de 1° Grau José Araujo Neto, de Seabra-BA, mas também a todos os professores das outras escolas que, porventura, tenham alguma dúvida sobre o assunto.

Então vamos lá!

Temos dois caminhos a seguir, para entender o que determinam as leis sobre isso.

O primeiro é estar ciente de que os objetivos das Leis de Inclusão (LDB, LBI Lei de Proteção ao Autista e Diretrizes Estaduais e Municipais) são:

Garantir que cada aluno, independentemente de suas características e dificuldades, estejam sempre evoluindo no seu aprendizado, a partir daquilo que sabem, dentro de seu nível de entendimento.

Estimular as habilidades e competências dos alunos, independentemente de suas características e dificuldades, para que desenvolvam a sua autonomia futura.

Promover a socialização entre todos, independentemente de suas características e dificuldades, preparando-os para a verdadeira inclusão social.

Esses três objetivos são, não só objetivos legais, como objetivos morais da sociedade como um todo.

Infelizmente nós temos que ser obrigados por lei a fazer coisas que, na realidade, deveriam ser atitudes naturais nossas, já que nossa missão, como educador, deve ser focada no desenvolvimento de cada aluno, individualmente, analisando suas dificuldades e ajudando-o no seu desenvolvimento como um todo.

E o pior é que, mesmo havendo Leis, ainda há pessoas que tentam interpretá-las no sentido de prejudicar o aluno, em vez de ajudá-lo em seu desenvolvimento.

Então vamos à prática, com um exemplo real:

Temos em uma sala de aula, do 9° ano, 27 alunos neurotípicos e 3 alunos com deficiência intelectual, um deles no nível do 6° ano, e os outros dois no nível do 7° ano.

Opção 1)

Se nossa escola adotar o sistema de EXCLUSÃO ESCOLAR, basta dar a aula para o nível do 9° ano, ignorando a diferença de nível entre eles e os deficientes, e passar para esses três alunos as mesmas tarefas e avaliações, SEM NENHUMA ADAPTAÇÃO.

Lógico que o aluno, ao receber uma tarefa FORA DE SEU NÍVEL DE ENTENDIMENTO, não entenderá nada e, além de tirar ZERO (se for uma avaliação), terá a sua autoestima reduzida e poderá piorar todos os seus sintomas. Logico que uma das consequências pode ser “abandonar” a escola.

Para esses alunos os professores colocarão nos boletins, e no histórico de final de ano, ZERO em todas as notas e, nas observações, anotarão: aprovado por ser aluno de inclusão.

Não só o aluno se sentirá excluído o tempo todo, e terá sua autoestima totalmente anulada, e nunca mais conseguirá se desenvolver, como os pais entrarão em desespero, sem saber o que fazer.

Opção 2)

Se nossa escola adotar o sistema de INCLUSÃO ESCOLAR, temos que ter em mente que nossos alunos com NEE têm que se sentir aprendendo, todos os dias, em todas as aulas, principalmente porque é dessa forma que a autoestima deles se mantém elevada, e as suas dificuldades, e os seus sintomas, acabam sendo reduzidos.

Então nossas aulas devem garantir que eles estejam se sentindo muito bem e incluídos entre seus colegas.

Mas como fazer isso?

Esse é o papel principal das ADAPTAÇÕES de tarefas e avalições.

Vamos ver um exemplo real:

Vamos dar uma aula de matemática para a turma do 9° ano.

Analisamos o tema da aula, como está no livro, ou módulo, como por exemplo, POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO (1° capítulo da 1ª Unidade Letiva) e:

A partir dessa análise vamos preparar os roteiros (ou estudos dirigidos, já que a aula tem que seguir essa nova metodologia) para os alunos que estiverem no nível do 9° ano. Esses roteiros são fáceis de preparar, porque já vem no próprio livro ou módulo.

Agora vamos preparar o roteiro do aluno com diferença no nível intelectual (6° ano). Usaremos a mesma figura do tema da aula, o mesmo colorido, os mesmos desenhos e, inclusive, o mesmo nome, que no caso é: POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO. Mas vamos preparar um roteiro de estudo dirigido exatamente no nível do aluno do 6° ano, onde ele aprenderá as bases para a potenciação e radiciação, fazendo cálculos com os números naturais, que é o que eles devem aprender agora. Só precisa ter criatividade.

Agora faremos a mesma coisa para os dois alunos no nível do 7°ano, onde eles aprenderão as bases para a potenciação e radiciação, fazendo cálculos com os números inteiros, que é exatamente o que devem aprender agora.

Agora vem a aula, que deve seguir a orientação da Metodologia IUPE de Dinâmica Grupal, ou qualquer outra que permita alcançar os mesmos objetivos.

Todos se sentirão aprendendo alguma coisa relacionada ao tema POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO, mas cada um trabalhará dentro do seu nível de entendimento.

Na nossa experiência, o fato desses três alunos estarem aprendendo cálculos com números inteiros ou naturais, em uma aula de potenciação e radiciação, faz com que, em seu cérebro, o tema fique gravado de tal forma que, mais tarde, eles acabam tendo muito mais facilidade, ao chegarem ao nível do nono ano.

Isso é, na realidade, a ADAPTAÇÃO DE ATIVIDADES, ADAPTAÇÃO DE AVALIAÇÕES, e ADAPTAÇÃO DE DEVER DE CASA.

Logicamente, como vocês podem ver, o professor terá que dará essa aula por meio de roteiros de estudo dirigido, organizando os alunos em grupos, para que ele tenha a possibilidade de dar explicações específicas a cada grupo.

Se o professor quiser dar uma aula inclusiva utilizando o método tradicional de aula totalmente expositiva e alunos em fileiras, acredito que ele vá entrar em estresse e necessitar de apoio psiquiátrico muito em breve.  

O método de aula em Grupos Operativos é o único que eu considero eficiente, para garantir a aprendizagem real de todos, usando as adaptações direcionadas ao nível de cada um.

Então, como nós podemos ver:

Se não adaptarmos o conteúdo do tema da aula, para o nível de cada aluno, promoveremos a sua exclusão, em vez de inclusão. Os alunos com NEE não entenderá nada e se sentirá abandonado.

Se o tema da aula do aluno com NEE for diferente do resto da turma, promoveremos a sua exclusão, em vez de inclusão, já que ele perceberá que sua aula é uma e a dos colegas é outra.

Isso se aplica, como vimos, a tarefas em sala, tarefas para casa e para todos os tipos de avaliações.

E no processo de avaliação ainda vamos mais adiante:

As questões das avaliações para os alunos com NEE devem ser elaboradas pelo professor, tendo ele certeza de que o aluno já entende aquelas questões e que saberá respondê-las.

Isso é importante porque o aluno com NEE, mais que qualquer aluno neurotípico, precisa se sentir vitorioso na aprendizagem, para que a sua autoestima estimule seu cérebro a melhorar sua capacidade de entendimento e aprendizagem.

A partir de agora peço que analisem o que eu disse para trazerem as dúvidas que surgirem.

Vou digitar o que eu disse nessa conversa e publicar no nosso BLOG, que é o: robertoandersen.blogspot.com

Assim, quem preferir ler em complemento ao vídeo, o texto estará publicado.

Tudo isso, e muito mais, claro, está nesse meu último livro: Estudos sobre educação: Inclusão Responsável.




LIVE 04 09 2019 Autismo duvidas