Ensaios e crônicas de Roberto Andersen, presidente do Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação - Educador e Psicanalista dedicado à pesquisa neuro-psico-cognitiva e voltado para o desenvolvimento de metodologias educacionais transformadoras.
Autismo - Vamos acabar com a desinformação sobre a redução dos sintomas dos autistas, para que todos vivam uma vida normal como qualquer adolescente neurotípico e alcancem o sucesso e a felicidade pessoal e profissional que todos eles merecem!
Relação entre alimentação e TEA, TDAH e outras síndromes e
transtornos:
Parte 1: Comprovações em português sobre alimentação e
autismo e TDAH
Vamos começar pelos trabalhos acadêmicos (Comprovações
científicas) do Brasil mesmo, e em PORTUGUÊS, que foram aprovadas pela Academia
Brasileira de Medicina desde 2015, ou seja, o médico que ainda diz que não há
comprovações científicas sobre isso, ou não sabe ler nem em português, ou não
quer se atualizar.
Todos os artigos estão explicados, em linguagem de fácil
entendimento, no livro: MANUAL DE ALERGIA ALIMENTAR, do Dr. ADERBAL SABRÁ.
Esse médico / pesquisador, mora no Brasil e coordena o curso
de Medicina da Unigranrio.
Ele é pós-doutor em Gastroenterologia pediátrica em
Denver/Colorado e na Wayne State University/Michigan;
É também pós-doutor em Imunologia na Georgetown
University/Washington;
Segundo a conclusão de seus trabalhos, a alergia alimentar
interfere nas redes neurais, podendo provocar convulsões, comportamentos
impulsivos e inquietos semelhantes à hiperatividade, redução da capacidade de
concentração semelhantes ao déficit de atenção, comportamentos repetitivos,
falha no desenvolvimento, na fala e em muitos outros aspectos do
desenvolvimento, que são características dos autistas.
Em seus estudos verifica-se que a prevenção da alergia
alimentar é o caminho mais acertado para reduzir os sintomas do TEA e do TDAH.
Esse artigo abaixo mostra o reconhecimento de seus estudos
como inéditos em todo o mundo:
Parte 2: Explicação detalhada, em português, de todas as
causas dos sintomas autistas e TDAHs, em
estudos nutricionais:
Para quem ainda precisa desses estudos em português, mas
acha os textos de Aderbal Sabrá muito difíceis de ler, toda explicação científica
sobre a alimentação e o autismo e TDAH pode see encontrada e estudada pelo
livro AUTISMO: ESPERANÇA PELA NUTRIÇÃO, de CLÁUDIA MARCELINO.
Nessa obra o médico que ainda não entendeu o funcionamento
do organismo autista e TDAH poderá verificar as razões pelas quais as causas
dos comportamentos autistas não são as mesmas dos comportamentos dos pacientes
psiquiátricos.
Nos autistas e TDAHs esses comportamentos têm como causa a
inflamação cerebral provocada pela entrada, na corrente sanguínea, de
proteínas, bactérias, e demais substâncias, prejudiciais ao cérebro.
Essa entrada se dá devido a permeabilidade das paredes do
intestino, que é uma característica dos autistas e alguns TDAHs.
Como nos doentes psiquiátricos não se sabe a causa desses
comportamentos, os medicamentos são necessários para manter a pessoa
socializável.
Por isso que, no autismo e TDAH, a retirada dessas substâncias
da dieta alimentar reduz essa inflamação e reduz, consequentemente, os
sintomas.
Parte 3: Trabalhos publicados em revistas internacionais
(20.900, sendo 1380 só esse ano):
Nesse trabalho cujo link está abaixo, publicado esse ano, é
mostrada a relação entre vacinas, alergias alimentares, autismo e outras
doenças do sistema imunológico:
Nesse outro trabalho, também de 2019, mostra o número imenso
de autistas pesquisados que demonstraram a relação entre seu transtorno e as
alergias alimentares.
Nesse artigo é mostrado como uma alteração no gene ARHGEF6 provoca
uma má formação no cérebro, no sistema imunológico e no intestino. Esse estudo,
desse ano, mostra que essa má formação provoca:
- a alteração nas antenas dendríticas, dificultando a
comunicação interneural;
- o mau funcionamento do sistema imunológico, facilitando a
infestação de parasitas, vermes, bactérias patogênicas e protozoários no trato
digestivo, junto com a microbiota intestinal;
- a má formação das paredes do intestino tornando-as
permeáveis, o que facilita a entrada de proteínas, bactérias, protozoários e
demais substâncias, na corrente sanguínea, sendo enviadas ao cérebro, e
causando a inflamação cerebral que provoca todos os seus sintomas.
Excelente a pergunta de Udirley, de Iraquara, na Chapada
Diamantina.
Vamos começar pelo CID-11, que é o documento internacional
de Classificação de Doenças.
Ele especifica, nessa edição, que aquilo que já foi chamado
de Retardo Mental, passa a ser conhecido como Transtorno do Desenvolvimento
Intelectual.
Mas na linguagem cotidiana apenas deixou-se de utilizar o
termo “Retardo Mental”, para se utilizar o termo “DI”, ou seja, Deficiência
Intelectual.
A ideia é não chamar mais nem de deficiência, mas de
transtorno, por isso o nome TDI (Transtorno do Desenvolvimento intelectual)
A preocupação com a forma semântica, de denominar essas
diferentes características das pessoas, pode parecer uma bobagem, mas tem muito
sentido, quando enfocamos o fato de que, a simples denominação, quando dá uma
impressão depreciativa, pode baixar a autoestima da pessoa.
E todos nós já sabemos que a baixa autoestima faz com que o
nosso sistema límbico não trabalhe tão bem, no esforço para corrigir todos os
nossos defeitos.
Então, tudo o que pudermos fazer, no sentido de manter e
elevar a autoestima das pessoas, é válido para que seu sistema limbico o torne
cada dia mais capaz, reduza o que puder de seus sintomas e permita o seu desenvolvimento
cognitivo, intelectual, emocional, psíquico e, como algumas experiências que
estamos fazendo, até orgânico!
Agora vamos ver a parte da idade cronológica e idade mental.
No site do educamais.com eles colocaram um teste para
qualquer pessoa descobrir se a sua idade mental coincide ou não com a sua idade
cronológica.
Para efeito de divertimento, eu acho que algumas pessoas
podem achar até interessante, mas eu nunca faria, porque não acredito que
exista IDADE MENTAL.
Sua preocupação tem sentido, principalmente devido ao que
comentei sobre autoestima.
Lógico que uma pessoa saber que a idade mental dela está
abaixo da sua idade cronológica, vai servir para piorar ainda mais qualquer
dificuldade de aprendizagem que ela tenha!
Mas muitas pessoas, inclusive profissionais terapeutas,
continuam realizando esses testes e informando aos pais.
Basta os pais terem conhecimento disso que, naturalmente, o
filho vai acabar sabendo e, obviamente, isso vai baixar a sua autoestima e
dificultar ainda mais o deu desenvolvimento.
O que eu tenho procurado convencer os educadores, sejam
professores, pais ou terapeutas, porque todos somos educadores, é que temos que
deixar claro, para todos os alunos, que cada um de nós tem um PONTO DE
ENTENDIMENTO em cada uma das matérias, que por sua vez, está relacionada com
cada uma das nossas múltiplas inteligências.
Então esse conceito
de PONTO DE ENTENDIMENTO, que é real, e que é medido em avaliações
diagnósticas, é o que define o ponto, a partir do qual, aquele aluno precisa
ser ensinado, orientado ou estimulado, ou seja lá qual for o termo ou o método
de ensino utilizado por aquela escola, ou por aquele docente, ou até por aquela
família.
E isso passa a ser um elemento de estímulo, bem ao contrário
da idade mental, que seria um ponto de desestímulo, por ser totalmente
depreciativo.
Resumindo então:
Retardo Mental e Idade Mental são termos que precisam ser
excluídos da linguagem do educador.
Ponto de entendimento sim, e em cada matéria, deve ser o
conceito a ser estabelecido, para que todo educador saiba qual é o ponto, a
partir do qual, aquele aluno está apto a ser desenvolvido em sua matéria.
Os educadores que passarem a utilizar as avaliações
diagnósticas para identificar o ponto de entendimento de cada aluno e, a partir
deles, planejarem a forma de ensinar o conteúdo de suas matérias a cada um de
seus alunos, estarão livres de serem chamados, por Comênius, de IDIOTA!
Lembrem que não sou eu quem está dizendo isso, mas sim
COMENIUS, autor de DIDÁTICA MAGNA, publicado no século XVII, cuja frase diz:
“Age idiotamente aquele que quer ensinar ao aluno, não o que
ele pode aprender, mas sim o que ele próprio pretende”
Qualquer dúvida ou se precisarem discutir algum detalhe a
mais sobre esse assunto que Udirley nos trouxe, entrem em contato com nosso
assessor, pelos endereços que estarão aí no vídeo.
Lembrem que dia 23, próximo sábado, estaremos todos nós em
Seabra, no curso de Desenvolvimento Cognitivo.
O curso será ministrado por mim e por Susane Mendes.
E estaremos aguardando todos vocês lá, juntamente com
Antônio Carvalho e com Wellingthon Barros.
AVALIAÇÃO COMO ESTÍMULO À APRENDIZAGEM E SEM NOTAS
Avaliação – Como garantir aprendizagem real sem dar nota nas
avaliações?
Pergunta de Ulisses, de Mato Grosso do Sul:
"Professor Roberto:
Eu assisti a uma reportagem dizendo que em Cingapura os
professores estão proibidos de dar notas aos alunos.
Como pode uma escola sobreviver sem dar nota nas
avaliações?"
Obrigado Wellingthon!
E obrigado, Ulisses, pela sua pergunta.
Ela nos remete ao entendimento do que seria, de fato, uma
AVALIAÇÃO escolar durante a Ensino Básico.
Em Cingapura, o governo chegou à conclusão de que, dar
notas, é um incentivo à seleção de alunos e até à exclusão social. Por isso
resolveram abolir notas durante a formação básica.
Mas vamos analisar alguns pontos importantes, sem entrar no
estudo profundo das avaliações, já que para isso precisamos de mais tempo.
Prepararemos um curso específico sobre AVALIAÇÃO,
APRENDIZAGEM E REGISTRO ESCOLAR, para breve.
Vamos ver o que ocorre numa avaliação com nota, que é comum
no Brasil e em vários países.
O aluno faz uma prova e o professor a corrige.
Vamos imaginar que havia 10 questões e ele acertou cinco.
O professor lança a nota 5,0 e entrega a prova ao aluno.
Imaginemos que nessa escola, a média de aprovação é 6,0.
O que vocês imaginam que esse aluno faz?
Opção 1: Ele analisa as questões que não acertou, estuda o
assunto novamente e tira dúvidas com o professor, para aprender aquilo que não
havia aprendido.
Opção 2: Ele joga a prova fora e vai tentar estudar o
assunto da próxima prova para tentar tirar nota 7,0, e assim garantir que
passará de ano.
Alguém tem alguma dúvida sobre a opção mais comum?
Pois é!
O aluno viu a nota e, com isso, só se preocupará em tirar
uma nota compensatória na próxima prova.
Em nenhum momento ele pensa em aprendizagem de assuntos.
Os assuntos não aprendidos serão abandonados para sempre.
Exatamente por isso que nossos alunos “passam de ano”, mas
nosso nível de aprendizagem é o pior do mundo!
Há outros aspectos para esse pior nível do mundo, entre elas
o fato de marcarmos o dia da prova... mas isso vamos deixar para quando
surgirem outras dúvidas.
Agora vamos a prova sem nota, como deve ser:
O aluno faz a prova.
O professor a corrige.
Na prova o professor só assinala quais as questões que o
aluno “AINDA NÃO APRENDEU”, e devolve a prova a ele para que, em casa, ele
estude novamente esses assuntos, mostre para o professor que já os aprendeu, ou
venha tirar dúvidas.
Esse procedimento é o mesmo, independentemente se o aluno só
não acertou ainda uma só questão, ou até para os alunos que ainda não acertaram
nenhuma delas.
Assim todos os alunos são constantemente estimulados a
aprender todas as questões, mas nunca a tirar notas, já que notas não existem!
E as famílias acabam com aquela história de só quererem
saber dos filhos, “COMO ANDAM AS SUAS NOTAS”, em vez de procurarem saber “QUAIS
OS ASSUNTOS QUE O FILHO ESTÁ APRENDENDO”.
“Pergunta de George, de Mucugê:
Como é feito o registro das avaliações, uma vez que não é atribuída
anota?”
Obrigado Wellingthon.
Ótima pergunta, George!
Nesse caso não sei como será em Cingapura, já que não recebi,
ainda, as respostas das perguntas que mandei para eles.
Mas vamos ver como é esse mesmo sistema, com registro de
notas, no nosso colégio.
O aluno faz a prova.
O professor a corrige.
Aí vem a primeira parte do registro:
Ele registra sim, mas nunca na prova, nem nacaderneta (para evitar que o aluno saiba das
notas), e sim em um mapa da coordenação, mas da seguinte forma:
- À caneta, se a nota foi acima da média.
- À lápis, se a nota foi abaixo da média. (nossa média é
7,0, porque, infelizmente, ainda não conseguimos abolir totalmente as notas).
Na prova o professor só assinala quais as questões que o
aluno “AINDA NÃO APRENDEU”, e devolve a prova a ele para que, em casa, ele
estude novamente esses assuntos, mostre para o professor que já os aprendeu, ou
venha tirar dúvidas.
Quando o aluno cumpre essa parte, a nota dele, que estava
registrada à lápis, por ter sido abaixo da média, vai ser registrada como 7,0,
que é a média mínima de aprovação.
Com isso todos os alunos têm, constantemente, a oportunidade
de aprender tudo o que não haviam aprendido, garantindo a formação correta de
toda a turma.
Esses alunos, quando vierem a participar de algum concurso,
de algum vestibular ou do ENEM, terão pontuações muito superiores aos demais.
Isso já é percebido em todos os colégios que adotaram essa
metodologia, entre os alunos cujos professores conseguiram estimular a esse
procedimento.
Amigos, mais alguma pergunta sobre avaliação? Mande para
nós, pelos endereços que estão aí no vídeo.
Ensaio – 16-11-2019 – A verdade sobre as drogas lícitas e
ilícitas
Bom dia, galera! Hoje é dia 16 de novembro, sábado.
Nosso tema de hoje é sobre a verdade sobre as drogas LÍCITAS
e ILÍCITAS.
Por que algumas drogas são proibidas e outras não, e qual o
mal que elas fazem?
Esse assunto é polêmico!
A proibição do uso das substâncias de algumas drogas, como a
maconha, por exemplo, para ser usada como medicamento, eu não sei a razão, mas também
acho que é um erro.
O perigo, isso sim, é a utilização dela, como de qualquer
outro medicamento, de forma recreativa.
É como se as pessoas se reunissem em grupos para “curtir uma
Risperidona, um Rivotril, uma Fluoxetina”, coisas assim.
Não faz diferença se falamos de drogas lícitas ou ilícitas,
porque ambas têm muita coisa em comum, e poucas diferenças.
As que são consideradas ILÍCITAS são as piores?
Isso seria o certo, mas sempre existe algum interesse nessas
decisões.
Por exemplo: uma das drogas mais prejudiciais ao nosso
organismo é o açúcar refinado e, naturalmente, o refrigerante, e eles são vendidos
e utilizados por todo mundo, sem nenhum aviso de que fazem mal ao organismo.
Nossa!!! E eu consumo tudo isso!!!
Lógico que algumas pessoas têm problemas mais cedo, com o
excesso de açúcar e refrigerante, e outras bem mais tarde. Mas sempre traz
prejuízo à saúde.
Tem como comparar as drogas lícitas com as ilícitas?
Tem sim!
Ambas servem como medicamentos, para tratar doenças
específicas, mesmo as ilícitas, como a maconha, a cocaína e muitas outras.
Algumas das substâncias das ilícitas são melhores ainda do
que medicamentos tradicionais, no tratamento de pessoas convulsivas e com
diversas outras comorbidades.
Ambas, entretanto, mesmo as lícitas, interferem no
equilíbrio do organismo, provocando efeitos colaterais, muitas vezes pior ainda
do que a própria doença que ela se pretende tratar.
Diversas delas, como Risperidona, Aripiprazol, Rivotril,
Metilfenidato, Cloridato de Fluoxetina e muitas outras, podem criar tanta
dependência química como maconha, cocaína e crack.
A diferença entre elas está no controle pelos órgãos
fiscalizadores (ANVISA) e na bula.
Só as lícitas têm esse controle e trazem bula, relatando os
efeitos colaterais e assim dando, ao paciente, a opção de não querer arriscar.
As ilícitas não têm controle de produção, nem bula e,
portanto, não existe alerta para os males que elas provocam.
E como são as propagandas para as ILÍCITAS?
Em ambos os casos, as propagandas que fazem, nem sempre são
verdadeiras.
No caso das ilícitas a propaganda é feita, principalmente,
pelo exemplo dado por artistas e outras pessoas públicas, que procuram
demonstrar que são usuários e que não sentem nada de errado nesse consumo.
Esses exemplos, eu considero criminosos, porque causam males
a adolescente, tratados como inocentes úteis e que, nem sempre conseguem descobrir,
a tempo, que se tornaram escravos e perderam a sua própria identidade e
motivação para com a vida.
Mas quando chegam a esse ponto, mesmo que consigam parar, já
deram todo o lucro que o traficante precisava para continuar seu negócio.
Mas tem a propaganda antiética, que eu considero criminosa, das
lícitas também.
Ela é mais sutil, criando nas pessoas a sensação de que sua
vida vai melhorar quando consumir esse ou aquele medicamento, para uma
comorbidade que ela não tem...
Aí vem a droga da felicidade (Fluoxetina), a do sono
reparador (Rivotril), a do estímulo à atenção (Ritalina), e tantas outras que,
embora sejam excelentes para tratar o mal para o qual foram desenvolvidas,
passam a ser oferecidas para pessoas sadias, sem a menor necessidade, visando
apenas lucratividade.
Mas ninguém pode fazer nada contra isso?
Tem gente fazendo sim.
Por duas vezes me informaram que o jornal Le Monde, da
França, foi processado, por vazar reunião de dirigentes de uma dessas
multinacionais, onde combinava-se como ultrapassar as metas das vendas, criando
estratégias que levassem as pessoas sadias a sentirem necessidade dos seus
medicamentos.
Outro que faz é o autor de “Medicamentos mortais e o crime
organizado – Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica
mundial”. O nome dele é Peter Göetzsche, um cientista dinamarquês.
Mas nossa preocupação é com:
1º. Os adolescentes levados ao consumo de maconha, Ritalina
e outras, como se fosse bom para eles;
2º. Os adultos levados ao consumo de Rivotril, Fluoxetina e
até álcool exageradamente, como se isso fosse resolver seus problemas;
3º. Os pais sendo convencidos a tratar seus filhos autistas
e TDAHs com medicamentos controlados, sem antes fazerem uma análise clínica
completa, para descobrir alguma comorbidade paralela provocando os sintomas,
sem eliminar parasitas, vermes e protozoários; sem verificar níveis de
vitaminas e complementá-lo se necessário, e sem, retirar da alimentação tudo o
que o organismo do autista não tolera.
No caso dos autistas, esse procedimento somente
medicamentoso acaba impedindo o seu desenvolvimento e a sua autonomia.
Nos outros casos, tudo pode até começar muito bem, mas o
problema é que muitos não percebem, como eu disse antes, que estão perdendo
qualidade de vida!
No caso do uso continuado da maconha, por exemplo, já há
constatação da relação com o aumento de número de casos de doenças
psiquiátricas, entre elas a esquizofrenia, o aumento da incidência de AVC em
adolescentes e jovens e, pior ainda, a alteração dos circuitos de satisfação
cerebral.
Isso significa que a satisfação cerebral que as pessoas têm
com todas as atividades que gostam, vai sendo reduzida, e a obtenção do prazer
passa a ser exclusividade dela.
Mas não tem como o usuário fazer como o cara que bebe socialmente?
Sim! Tem.
E para evitar esses problemas alguns usuários tentam se
manter antes do ponto de transição entre o uso recreativo da maconha e o seu
uso problemático e perigoso.
O problema é saber se esse ponto está próximo, e conseguir parar
antes de chegar perto dele.
Como a gente pode ajudar a um colega que está nessa, certo
de que nada vai acontecer com ele?
Acredito que o que nós podemos fazer é tentar descobrir o
que, na vida desse colega, está fazendo ele necessitar de algo diferente para
sua satisfação.
Muitas vezes é uma carência afetiva forte, um
desentendimento de si mesmo, ou coisas assim.
Esses motivos são os que devem ser analisados com muito
cuidado porque, simplesmente insistir para que não usem drogas não dá resultado
algum!
Afinal a propaganda fala o inverso do que sabemos.
Mas o que mais ajuda é o ambiente familiar saudável, que é
aquele em que pais estimulam seus filhos a compartilhar seus sentimentos e
emoções, em reuniões periódicas, sem a escravidão dos equipamentos eletrônicos.
Então, mais uma vez, você acha que os pais é que precisam de
tratamento?
Com certeza!
Ou de TREINAMENTO PARENTAL.
Analisando os alunos em qualquer escola, você chega a essa
conclusão!
Todos os problemas dos filhos podem ser entendidos como reflexo
dos seus pais e, principalmente, da forma como está o relacionamento entre pais
e filhos.
Bem, hoje ficaremos por aqui.
Galera!
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Mistérios da Mente Humana – 14-11-2019 – quinta-feira
Texto – O que você precisa saber para evitar a automutilação
e outros males na adolescência
Bom dia, galera! Hoje é dia 14 de novembro, quinta-feira,
dia de mais um vídeo!
Só que hoje eu tive que juntar várias perguntas semelhantes,
vindas de todo canto, e representar por uma só, que é a seguinte:
“Eu tenho alguns amigos
que “se cortam”, dizem que querem parar, mas não conseguem! Como é que eu posso
ajudá-los?”
E aí? O que dizer nesses casos?
OK, Wellingthon!
Bom dia, amigos!
Essa é uma pergunta que tenho recebido constantemente, de
pais, de professores e de adolescentes de diversas regiões do país.
Já temos até um vídeo sobre o assunto, com o título: “O que
toda família deveria saber sobre o Baleia Azul”
Mas, vamos lá!
Pelo desespero dos professores e dos pais e, como podemos
ver pela pergunta, dos próprios colegas dos adolescentes que se mutilam, vemos
que não estamos, como sociedade, preparados para as consequências das instabilidades
emocionais.
O que vemos, no comportamento deles, é uma total falta de
motivação para com a vida, que pode levar a coisas ainda piores.
Alguns analistas do comportamento humano colocam parte da
culpa no consumismo provocado pela mídia, invertendo os verdadeiros valores
humanos.
Não consegue acompanhar o ideal de consumo imposto pela
mídia, a pessoa se sente derrotada e infeliz, porque ser feliz é ter o último
modelo de celular, a roupa da moda, ir as festas do momento, e tudo isso que a
gente sabe.
Cara! Ficar triste por não TER, é uma coisa,
Mas, SE CORTAR, é querer SOFRER!
Por que acontece isso?
É o seguinte:
O corte de parte do corpo provoca uma DOR FÍSICA que ele, às
vezes de forma consciente, mas algumas vezes de forma inconsciente, faz para
tentar compensar uma DOR PSÍQUICA que ele está sentindo.
Algumas dessas DORES PSÍQUICAS parecem ser tão fortes que
ele prefere sentir DOR FÍSICA, para esquecer a outra.
Outra explicação é ele saber a origem da DOR FÍSICA e,
talvez, poder fugir dela parando de se mutilar. Só que a automutilação acaba criando
um vício, uma dependência emocional!
Vício em se cortar e sofrer?
Sim.
Isso é explicado nos estudos de psicanálise. Prazer e dor
são emoções muito semelhantes. Uma teoria de Freud explanada em EROS E TANATOS.
EROS eu sei, vem de erótico, sexual, não é isso?
Mas o que é TANATOS?
TANATOS pode ser interpretado como o desejo de morrer ou o
desejo de sentir prazer com o sofrimento.
Quem quiser se aprofundar, basta buscar nas obras de Freud.
É muito interessante e muito real, principalmente nesse caso da automutilação.
Se o adolescente estiver frágil, emocionalmente, será mais
difícil tolerar essas dores psíquicas e ele parte para compensar com a dor do
corte.
Nosso foco, parar entender isso, tem que estar direcionado
para a identificação dos motivos que provocam a NECESSIDADE desses adolescentes
de tomar atitudes desesperadas contra seu próprio corpo, como a de criar dores
físicas para compensar dores emocionais e psíquicas, no caso da automutilação e
até, em muitos casos, o suicídio como desespero final.
Mas isso não pode ser consertado com tratamento psicológico?
Olhe!
Tratamento psicológico é sempre bom para todo mundo, mas
nesse caso nós vamos ver que o tratamento tem que começar pelos pais desses
adolescentes, e nunca por eles!
E o que vemos é as pessoas chamarem os pais e recomendarem o
tratamento para o adolescente!
Ora! O profissional pode ser excelente e a terapia a mais
eficaz possível, mas estamos tratando a pessoa errada!
Se o adolescente está com carência afetiva, ou uma falta de
entendimento ou de aceitação de si mesmo, a origem da carência eu sempre coloco
no ambiente familiar!
Vamos ser claros, então, no seguinte:
São diversas as causas individuais da fragilidade e das
dores psíquicas.
Já atendi a uma infinidade de situações, todas importantes e
sérias, mas cada uma com uma explicação diferente.
Ou era sentimento de ausência afetiva de algum dos pais, ou
era desentendimento com os pais por problemas relacionados a amizades que os
pais não aceitam, ou por orientação sexual condenada por eles, ou diversas
outras causas.
Mas sempre há uma chave importante em tudo isso!
A causa intermediária!
Em todos os casos há essa causa intermediária.
Essa causa intermediária é o gargalo pelo qual todas as
causas individuais, obrigatoriamente, passarão.
Se essa causa intermediária for anulada, as causas
individuais começam a perder força e estaremos no caminho certo da resolução do
problema.
Vamos ver, então, primeiro, ela, para em outro momento,
focarmos algumas das causas individuais mais frequentes.
A intermediária está totalmente ligada ao afastamento
afetivo dos pais, em relação aos filhos, e a consequente falha na imposição de
limites com amor.
Você está falando de pais separados que não dão assistência
aos filhos?
Esses também, mas a maior dor é quando o adolescente, ou até
a própria criança, tem o pai e a mãe em casa, mas não tem nenhum dos dois
afetivamente.
Estão no FACE!
Também!
Mas às vezes nem é FACE.
Basta não “ter tempo” para o filho ou compensar essa falta
de forma errada.
Devido à necessidade de pai e mãe trabalharem fora, grande
parte passou a ter muita dificuldade em saber garantir a educação correta dos
filhos.
Muitos acreditam que devem compensar a ausência física com
muito amor, mas se esquecem que a base de toda a segurança emocional do filho
está na imposição de limites com afeto!
Uma educação afetiva, mas com regras e limites bem
definidos, constrói uma segurança afetiva e emocional fazendo com que o filho
consiga definir bem o seu papel na vida e consiga criar perspectivas de futuro.
Uma educação sem limites, mesmo que tenha amor, provoca, no
filho, uma sensação de abandono, trazendo insegurança até na construção da sua
identidade. E ele acha que pode tudo. No dia que descobre que não é assim, se
revolta contra os que a enganaram, normalmente os próprios pais.
É o caso daquela Susana que matou os pais?
Exatamente!
Já uma educação sem amor, apenas com imposição de limites,
provoca no filho um sentimento de revolta que também prejudica a sua relação
com os amigos e com a sociedade.
Falta, então, essa dosagem. Educar com imposição de limites
e com amor. Não pode faltar nem um nem outro.
Falta perceber o necessário momento em que o filho precisa
ser ouvido pelos pais, para relatar seus sentimentos, suas dúvidas, as
dificuldades de se entender etc.
Falta perceber que a formação do filho quase não vai sofrer
influências externas se, em casa, ele tiver construído uma personalidade forte.
É o que eu chamo de uma verdadeira VACINA.
Na adolescência, se os filhos tiverem uma relação
equilibrada de amor e limites com seus pais, e com momentos de conversas,
quando possam compartilhar sentimentos e emoções, haverá segurança emocional.
Quando não existe isso eles procurarão apoio externo, incluindo
as redes sociais, que é onde frequentemente surgem as péssimas influências.
Já tivemos o Baleia Azul, uma tal de uma bruxa, um vídeo
ensinando a se enforcar e até um livro infantil ensinando a se matar se engasgando
com uma maçã!
Um livro infantil ensinando a criança a se matar?
Sim!
De Ana Maria Machado, “O menino que espiava para dentro”
Eu duvidei que fosse verdade, até que umas professoras
amigas me mandaram as fotos.
Qual a intenção do autor em um livro desses?
Essa é a minha dúvida!
Não dá para entender, mesmo!
Tem algo que as famílias deveriam fazer para evitar essas
coisas?
Tem sim!
Primeiro o que as famílias NÃO devem fazer!
Não devem comentar sobre esses vídeos, jogos, sobre a
automutilação, sobre drogas, ou sobre sexo, sem ter sido provocado para isso pelo
próprio filho.
Comentar sobre isso só aguça a curiosidade e atrapalha mais
ainda os que já estiverem fragilizados.
Agora o que devem fazer:
1º) lembrar que seus filhos existem!
2º) planejar momentos sem celular, sem TV, sem computador,
para conversar sobre assuntos que seus filhos quiserem conversar
3º) todas as vezes que eles quiserem falar algo, ouvi-los
com atenção, até o fim das suas frases. Isso se chama “escuta ativa”!
4º) não criticar sentimentos, relato sobre emoções, relato
sobre preferências, mesmo que sejam diferentes das suas.
Se você criticar eles não terão com quem falar as suas
verdades. Só falarão as verdades que vocês acham certas. E deixarão as
verdadeiras verdades para conversar com amigos pelas redes sociais.
5º) esteja preparado para orientar, caso sinta que eles
precisam da orientação.
6º) se não souber como orientar, peça ajuda. O importante é
dar apoio ou pedir apoio de quem pode dar, para evitar que eles queiram buscar
fora de casa ou nas redes sociais.
7º) crie momentos de prazer em família, ao ar livre, sem
celular, sem computador, sem TV, como passeios, caminhadas, trilhas, etc.
8º) crie atividades conjuntas como, por exemplo, um novo
ambiente em casa, planejarem um almoço diferente, com cada um fazendo uma
comida de sua maneira, ou seja, diversão em família.
9º) imponha limites: crie o hábito de limitar o tempo de uso
do celular, jogos eletrônicos, computador e TV, para um máximo de uma hora e
meia, no máximo, em cada período.
10º) ainda impondo limites: crie o hábito de desligarem os
celulares, tablets, computadores, bem antes de dormir e deixá-los longe do
quarto.
Seguindo essas 10 dicas você vai resgatar, não só a
felicidade de seus filhos, como também a sua.
Isso poderá ser uma verdadeira “tábua de salvação” para as
famílias, nesse momento tão conturbado que estamos passando.
Façam isso, amigos!
É o caminho! Eu tenho certeza disso!
Recebam todos um forte abraço, e:
Sejam muito felizes juntamente com seus filhos!
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Bom dia, amigos, hoje é terça-feira, dia 12 de novembro de
2019.
Dentro da série MISTÉRIOS DA MENTE HUMANA”, nós vamos começar com uma pergunta
selecionada por Wellingthon:
Bom dia, gente! A pergunta que eu selecionei foi de Jorge, do Pará, e é a
seguinte: Professor Roberto: “Você disse, uma vez, numa palestra aqui, que nós somos
programados, desde o nascimento. Como é isso? É como no filme MATRIX?”
É um pouco diferente, mas tem muita semelhança sim. Tanto
com um computador, como com o filme MATRIX!
Mas são duas comparações diferentes.
Vamos ver a do COMPUTADOR e depois a do MATRIX:
Na comparação com o computador, uma das grandes diferenças
está no aspecto hardware e software.
No computador a programação é o software. Ele (o software) é
que vai se alterando, de acordo com os programadores.
Já o hardware não muda. É a estrutura física. É o mesmo
desde que vem da fábrica, a menos que mudemos peças.
No ser humano o software seria a programação das nossas
memórias, dos nossos comportamentos, do nosso raciocínio, da nossa inteligência
e do nosso caráter, por exemplo.
O que você imagina que é o nosso hardware?
O corpo humano, claro!
Exato.
Nosso hardware é a estrutura de nosso corpo.
Só que, diferentemente do computador, ele também tem uma
programação, desde o primeiro dia da fecundação, para ir se desenvolvendo aos
poucos.
Na realidade nem é uma programação só. São muitas em
conjunto!
Uma delas é a biológica, que vem nos genes, em cada DNA, nos
cromossomos.
Essa programação determina as características da espécie
humana.
A outra é a genética, que também está nos genes, e que traz
as alterações, nas características biológicas, ocorridas na nossa linhagem
familiar.
Essa seria a que traz doenças hereditárias, por exemplo?
Sim. É ela mesma, e que antes era considerado uma
determinação impossível de ser mudada, mas que hoje, com as edições genéticas,
já podemos interferir.
Edição genética é aquilo que aquele cientista chinês fez e
foi preso?
Exatamente. Foi o He Jiankui. Ele editou os genes de dois
gêmeos, que nasceram imunes à AIDS. Foi preso porque, fazer experiência com ser
humano, precisa, antes, de todo um estudo para aprovação científica.
Você disse, em uma aula ou palestra em que eu estava, que a
prisão dele foi um erro da comunidade científica ocidental! Não me lembro
exatamente porque você disse isso.
Não exatamente um erro, mas um grande vacilo, porque em vez
de criarem um grupo de fiscalização internacional, talvez pela UNESCO, para que
a técnica desenvolvida por ele pudesse ser analisada em detalhes, mas com
controle, abriram caminho para a China prendê-lo!
Só que China prendeu He Jiankui dentro de seu próprio
laboratório e o deixou incomunicável.
Dessa forma só a China tem acesso, agora, a essa técnica de
edição desenvolvida por ele, que é uma alteração da tesoura Crispr-Cas9 e, pelo
que parece, muito mais eficaz.
Certo, mas nós estávamos na programação humana, comparada
com o computador
Sim... voltando às programações, temos a emocional.
Essa se deve à vivência afetiva e psicológica que, pelos
estudos psicossomáticos, sabemos que interferem em todo o nosso organismo,
estabilizando-o ou desestabilizando-o.
E estando desestabilizada ela interfere diretamente no
sistema límbico, prejudicando também o equilíbrio orgânico, a geração dos
neurotransmissores e diversos hormônios, podendo trazer consequências tanto na
psiquê, como no próprio organismo.
Essa programação afetiva e psicológica pode sofrer
interferência forte de uma outra programação, que é a comportamental e
cultural, que Richard Dawkins chamou de “memes”.
MEMES? Isso tem a ver com o que a gente usa para
caracterizar uma situação engraçada, uma gafe de alguém, ou coisa assim?
Ambos os MEMES têm a mesma origem. Foi um conceito criado
por Richard Dawkins, que ele aliás trouxe desde Aristóteles, e que ele explica
na obra; “O GENE EGOÍSTA”, que eu recomendo que todos os estudantes de biologia
e psicologia leiam.
Para você, Wellingthon, que deve fazer BIOLOGIA, essa obra é
fundamental.
Não sei ainda qual curso vou fazer
Certo. Tem tempo ainda.
Não sabemos onde os MEMES são arquivados, mas tudo indica
que é no DNA, da mesma forma que os GENES.
Esses MEMES são a programação comportamental, porque traz o
registro da vivência de nossos pais e avós.
Podem estar arquivados na parte do DNA que ainda chamamos de
“DNA lixo”... Não sei se alguém já conseguiu essa identificação.
Esse DNA LIXO não é o que você disse em uma palestra que
parece ter uma memória infinita?
Sim. É ele. Mas não sabemos ainda nem se esse MEME existe
organicamente!
Essa memória infinita que você lembrou foi a que Roger Tsien
descobriu como possibilidade de existência.
Em 1975 eu já havia recebido uma informação desse tipo, nas
conversas que tive na Austrália, com um Xamã Aborígene, e que estará relatada
em detalhes no próximo livro.
Ele, Roger Tsien, identificou a possibilidade de cada grama
do nosso DNA arquivar 1000 terabites de memória... Isso seria uma memória
infinita, é claro!
Mas vamos a comparação com o filme MATRIX?
Sim! Essa me interessa muito!
Essa comparação surgiu agora, esse ano, quando os cientistas
de Lausanne, na Suíça, descobriram que as nossas redes neurais trabalham em até
11 dimensões, dentro de nosso cérebro!
A descoberta foi por acaso.
Eles e outros cientistas de outras instituições, pelo mundo
afora, tentam reproduzir, em um computador, o cérebro humano, para facilitar
diversos estudos.
O Laboratório de Neurociência de Kioto, no Japão, é um
deles.
Mas com essa descoberta das 11 dimensões, essa tentativa vai
ficar muito mais difícil, principalmente porque não estamos preparados, ainda,
sequer para entender algo além das nossas três dimensões.
Ainda é um grande mistério para nós.
Mas isso mostra a importância do nosso cérebro, embora ainda
mais incompreensível, e com uma potencialidade muito acima do que nós
poderíamos imaginar.
Nesse ponto é que, num encontro que tivemos há umas semanas,
levantei uma dúvida que deixou todos parados e refletindo:
Esse cérebro com essa imensa potencialidade, trabalhando em
dimensões que nossa inteligência ainda não alcança, está mesmo dentro de nossa
cabeça?
Ou será que nós, seres humanos, é que estaríamos dentro
dele?
Isso nos leva exatamente a MATRIX.
Quem assistiu ao filme sabe do que estou falando.
Para quem ainda não teve esse privilégio, recomendo que
façam.
Por hoje ficamos por aqui.
Forte abraço!
Mandem suas dúvidas, seus questionamentos e até sugestões
para nós, pelos endereços que estão aí no vídeo.
Como reverter a situação estressante do PROFESSOR RIVOTRIL
Em muitos dos meus vídeos, textos, palestras e cursos, tenho
enfocado a dificuldade do aluno de inclusão em ser aceito como aluno da sala
regular, e tenho dado algumas dicas, tanto para pais, como para professores e
terapeutas.
Na maioria das vezes o meu foco é o aluno, mas dessa vez o
foco será o professor e o seu estressante trabalho em uma sala regular, mesmo
sem a presença de alunos de inclusão, ao passar parte da aula pedindo atenção,
pedindo que sentem, pedindo que parem de falar, exigindo que anotem, que façam
as tarefas, que apresentem os trabalhos, e tudo o mais.
Obviamente uma aula onde isso ocorre tem todas as características
de uma aula estressante, fazendo com que o professor fique a cada dia mais
desestimulado pela própria profissão.
Se esse professor dá diversas dessas aulas em um mesmo dia,
é claro que não terá nenhuma disposição para se atualizar, estudar, pesquisar
sobre sua matéria, porque seu nível de estresse estará sempre acima da média.
Para estimulá-lo a continuar seu trabalho, surgem profissionais
de coaching, tentando elevar a autoestima do docente, por meio de palestras de
motivação.
Mas não aparece quem mostre algum tipo de fórmula para
reduzir essa, já imensa “bola de neve”, aumentando a cada dia e levando muitos
a se refugiarem em medicamentos controlados. Por isso a alusão ao Professor
Rivotril.
E hoje nós viemos tratar exatamente desse tema.
Muitos professore, do Pará ao Rio Grande do Sul, já estão
livres dessa rotina estressante, por terem conseguido adaptar a sua metodologia
de sala de aula, conseguindo dar o grande passo da transferência de
responsabilidade pelo aprendizado.
Sim!
Vamos ver como funciona?
O papel do aluno, numa sala de aula tradicional, é o de um
SER PASSIVO, ou seja, aquele que está sentado, com o caderno aberto, RECEBENDO
as informações passadas pelo professor.
O professor é o SER ATIVO que ensina os conteúdos.
O aluno é o SER PASSIVO que ouve e procura entender os
conteúdos passados pelo professor.
Todos sabemos que um SER PASSIVO estará atento durante toda
a aula apenas se, por algum motivo muito especial, ele estiver muito
interessado no conteúdo, ou se gostar muito do professor.
Se não houver todo esse interesse ele terá, no mínimo,
alguns momentos de dispersão, e isso acarretará dificuldade na sua
aprendizagem.
Com isso, a depender do aluno, ele procurará fazer alguma
outra coisa mais interessante, como conversar com o colega ao lado, sair para
ir ao banheiro ou beber água, jogar uma bolinha de papel em um colega ou, se não
houver proibição rigorosa de uso de celular, ele visitará as redes sociais.
Lógico que o rendimento desses alunos não será o esperado
pelo professor, que verá, no momento das avaliações, que seu trabalho, além de
estressante, não surtiu efeito.
Então o que temos que fazer é encontrar um meio de inverter
essa realidade da sala, transformando o aluno em ALUNO ATIVO, passando a ser
ele o protagonista da sua aprendizagem.
Mas como fazer?
Os detalhes estão no meu último livro: Inclusão Responsável,
no capítulo Metodologias Inclusivas.
E, a propósito, no dia 30 de novembro daremos um curso sobre
esse método em Itaberaba, na Bahia.
Leiam esse capítulo desse meu quinto livro, assistam os
vídeos sobre a metodologia dinâmica grupal
em meu canal no youtube, e vamos
tirar todas as dúvidas nesse curso em Itaberaba.
Como nossa intenção, nessa crônica, é dar elementos para a
reflexão de final de semana, aqui vão algumas dicas do método, para que todos
possam analisar, criar em cima das ideias, pensar nas alterações que poderão
ser feitas na sua própria metodologia e planejar as experimentações em sala de
aula.
1ª dica: o professor, no início da aula, faz um verdadeiro
marketing do assunto, procurando despertar o interesse de todos.
2ª dica: o professor distribui os alunos em grupos
operativos, para que os elementos do grupo trabalhem, em conjunto, as questões de
seu roteiro de estudos, ou questionário, ou lista de exercícios.
3ª dica: o professor, a partir do início do estudo dirigido,
senta junto com os alunos de cada grupo, quando analisa a performance de cada
um, identifica as dificuldades que, em uma sala normal não teria como
identificar, orienta a continuidade do trabalho, e avalia se precisa alterar a
composição dos grupos na próxima aula.
Vantagens:
1ª vantagem: o professor, ao transformar o aluno em aluno
ativo, transferiu para ele a responsabilidade de ele ser protagonista de sua
própria aprendizagem.
2ª vantagem: o aluno inibido, que jamais diria que tem
dificuldades de entendimento, agora está mais próximo do professor, e pode
pedir ajuda sem que todos os colegas percebam.
3ª vantagem: o professor consegue identificar o nível de
entendimento de cada um e, com isso, poderá alterar grupo de forma que os
próprios alunos possam ajudar seus colegas.
Avaliação:
Durante a visita do professor aos grupos, todos já são,
constantemente, avaliados, de acordo com o conceito correto de avaliação
escolar, que é: identificar os conceitos não entendidos e procurar outra forma
de ensinar o mesmo conteúdo.
Variantes:
Ao colocar uma metodologia com essas características em
prática, podemos criar uma série de modificações ou complementos, para melhorar
ainda mais o processo e termos resultados melhores ainda.
Um deles é, sempre que um grupo tiver alguma dificuldade de
entendimento, em vez de o professor explicar, pedir a quem já entendeu, de
outro grupo, uma visita de ajuda.
O aluno se sente estimulado e ativo o tempo todo.
O professor passa a ser um supervisor de aprendizagem, sem
estresse, sem desgaste, sem Rivotril.
Dúvidas?
Entrem em contato, leiam o livro, inscrevam-se nas palestras
e cursos que estejam previstos para a sua cidade, ou nas cidades próximas.
Se estivermos nos atualizando de forma continuada,
certamente saberemos como reduzir nosso estresse e ter melhores resultados em
nosso dia-a-dia.
Mandem suas sugestões, questionamentos e dúvidas, para que
possamos, juntos, melhorar a educação nesse país e, ao mesmo tempo, melhorar
bastante a nossa própria saúde psíquica e orgânica!
Ou preparamos os professores para aplicar uma nova metodologia, que seja realmente inclusiva, ou a inclusão será um fracasso e os legisladores acabarão com ela. Os alunos especiais acabarão regressando aos colégios especiais...
Esse é o segundo capítulo da série “Como o cérebro aprende”
No primeiro capítulo dessa série analisamos, inicialmente, o
sentido o termo competência, para deixar bem claro de que:
Receber um certificado, diploma ou título não significa
termos alcançado a competência naquele assunto, mas sim que, a partir disso,
passa a ser de nossa competência, o estudo e a pesquisa, com mais profundidade,
de tudo o que tenha a ver com essa nossa formação.
Em seguida tratamos do neurônio, como elemento principal da
aprendizagem, e enfocamos, com mais profundidade a ideia dos neurônios espelho.
Esses estão ativos tanto quando a pessoa realiza uma
atividade comandada por ele, como quando apenas observa essa mesma atividade
realizada por outra pessoa.
É uma forma de aprendizagem neural, muito semelhante à relação
entre alteridade e identidade, muito estudada na antropologia, quando a
observação do outro é o que nos ajuda a criar a nossa noção de identidade.
Falamos, em seguida, que neurônios sozinhos nada fazem.
Precisam constituir uma rede, com milhares deles, para que tenham alguma
finalidade em nossos cérebros.
Vamos, então, ao segundo capítulo:
Primeiro vamos ver, bem suscintamente, como se dá a
aprendizagem como um todo e, aos poucos, a cada capítulo, como cada momento
desses acontece no nível das redes neurais.
Fiquem tranquilos, aqueles que não fizeram medicina nem
biologia, porque a linguagem que uso é accessível a todos nós, sem exceção!
Afinal, sou um entusiasta da inclusão, logo, não posso
excluir ninguém dessas explicações!
Vamos ao modelo atual mais simples possível de como se dá a
aprendizagem como um todo.
Tudo começa no hipocampo, que é uma área bem pequena, no
sistema límbico, e que pode ser considerada como a área da nossa memória de
trabalho, como num computador.
O hipocampo contém muitas redes neurais, mas a duração dessa
memória não passa de três dias, já que a cada informação nova que entra, as
mais antigas são apagadas.
Então, em nosso modelo, construído depois de uma síntese de
todo o processamento cerebral da aprendizagem, tudo o que é observado, lido, conversado,
visto, ouvido, sentido e tudo o mais, é registrado nas redes neurais
temporárias do hipocampo.
Se a informação é nova, é feito um registro simples.
Quando, no entanto, a informação tem alguma relação com algo
que já sabemos, o sistema límbico vai até a área onde essa informação original
está arquivada, no córtex cerebral, e faz algo bem semelhante a “copiar e colar”,
copiando a informação do córtex, na memória que chamamos de definitiva, ou
consolidada, e a cola no hipocampo, onde são feitas as comparações e
atualizações.
Agora temos, nas redes neurais do hipocampo, a cópia da
memória antiga, igual à que ainda está arquivada no córtex, mas devidamente
atualizada com as novas informações recebidas.
Isso acontece o dia todo, com tudo o que vemos, ouvimos,
sentimos, estudamos, pesquisamos e experimentamos.
Mas lembrem: essa atualização está ainda no hipocampo, que é
uma memória de trabalho temporária, e que se apagará em três dias.
Precisamos, agora, providenciar o envio da atualização para
a memória consolidada, para que se torne aprendizagem.
Como é feito isso?
Apenas durante o sono.
Sim. Esse envio de memórias do hipocampo para o seu local
definitivo no córtex cerebral é muito mais complexo, porque não basta “copiar e
colar”.
Cada rede neural na massa encefálica cortical tem
ramificações com todas as demais redes neurais, uma se utilizando de pedaços de
informações de outras.
É como a instalação de um programa em nosso computador,
quando ele se utiliza de partes dos programas já instalados, para economizar
espaço de memória.
Tanto que não podemos apenas “apagar” um programa. Temos que
proceder a sua desinstalação.
Então, da mesma forma que no computador, essa informação
atualizada constitui um verdadeiro algoritmo, que vai substituir o que foi
atualizado, mas que terá que se interligar a todas as demais redes neurais
existentes, para que tudo continue funcionando corretamente.
Isso demanda tempo e muita energia. Por isso só pode ser
feito em repouso completo, e em quatro ou cinco momentos, entremeados com
períodos de relaxamento cerebral.
Observando o gráfico do sono vemos que cada período de
transferência de memória dura pouco, tendo o cérebro que esfriar para voltar a
retomar a tarefa.
Durante cada transferência dessas, diversos arquivos acabam
mudando um pouco o seu local de armazenagem.
Por isso que a última etapa dessas transferências pode ser
entendida como a atualização do índice de todas as memórias.
Só para constatar essa interrelação de uma rede neural, que
contém uma informação, com todas as demais, basta lembrarmos de um fato muito
comum que ocorre com todos nós.
Você foi regar as plantas do jardim e, quando estava no meio
da tarefa, lembrou de algo que precisava fazer e que já havia esquecido.
Imediatamente parou o trabalho e entrou em casa para anotar
ou fazer. Ao entrar em casa esqueceu novamente!
O que nossos avós nos dizem que você deve fazer para
lembrar?
Volte ao que estava fazendo e recupere a lembrança!
Por quê?
Porque a lembrança veio exatamente quando diversas
informações que estão gravadas em conjunto com o assunto principal, apareceram
em sua mente durante a tarefa de regar as plantas.
Voltando, a memória volta.
Agora vamos a alguns detalhes importantes:
Primeiro: o cérebro precisa saber quais as informações que
devem ser transferidas com prioridade, para evitar transferir coisas sem
importância e deixar de transferir o que precisa ser aprendido.
O melhor artifício para isso é estarmos, durante os estudos,
as pesquisas, os debates, as aulas e palestras, escrevendo, anotando,
rabiscando ou desenhando algo que represente o que se está procurando entender.
Todo ano fazemos experiências para verificar se a melhor
estratégia continua sem do “escrevendo” ou se já estamos tendo a mesma
facilidade “digitando”.
Até esse ano (2019) ainda tivemos como resultado muito mais
eficácia na aprendizagem escrevendo, do que digitando.
Segundo: para que esse processo dê início sem atrasos devido
a interferências, deve-se desligar todo aparelho que emita ondas
eletromagnéticas, como televisão, computador, celular, etc.
Terceiro: para que todo o processo do sono seja feito,
principalmente dando a oportunidade de ser ajustado o índice de todas as
memórias, avise a você mesmo (que significa avisar ao seu cérebro), a hora que
você terá que acordar. Ele ajustará todo o processo para que tudo termine um
minuto antes da hora definida. E te acordará, a tempo de você poder desligar o
despertador.
Se você não fizer isso e alguém o acordar antes do ajuste dos índices, pode
haver uma perda temporária de memória da seguinte forma:
“Eu sei que sei, mas não sei onde está!”
Você sabe que sabe, mas o sistema límbico está demorando a
encontrar.
Então, resumindo o que vimos nesse segundo capítulo:
Entendemos o hipocampo, nesse nosso modelo, como uma memória
temporária, ou memória de trabalho, e que precisa ser salva no disco rígido
(córtex cerebral), para não ser apagada em três dias.
Esse “salvar” ocorre
durante o sono.
Entendemos que precisamos estudar, ler, pesquisar, assistir
a palestras e aulas, escrevendo para que o cérebro possa estabelecer as
prioridades nas transferências.
Entendemos que precisamos nos livrar dos equipamentos
eletrônicos pelo menos meia hora antes de dormir, para que não haja qualquer
tipo de interferência no processo de aprendizagem.
Entendemos que precisamos dizer a hora que vamos acordar,
para que seja realizado o processo de aprendizagem completa durante o sono.
No próximo capítulo veremos como ocorre o aprendizado nas
próprias redes neurais, a partir da fecundação. É uma coisa fenomenal! Você vão
adorar, eu garanto!
Essa mensagem é especial para os pais de alunos do Colégio
IUPE
Durante todos esses anos alguns dirigentes de alguns
colégios das proximidades, têm tentado convencer a vocês a matricularem seus
filhos nos deles, de uma forma bastante antiética, conseguindo os telefones de
vocês, ligando e marcando reuniões, prometendo diversas vantagens e, inclusive,
valores menores de anuidade ou mensalidades escolares.
Alguns chegam a panfletar na frente do nosso próprio
colégio!
Alguns desses, mesmo com essa estratégia, acabaram falindo e
fechando, mas surgem sempre outros, na mesma linha, cujos objetivos são
claramente comerciais, e sem a credibilidade de um projeto educacional
verdadeiro e responsável, como o que nós realizamos já há vinte anos e com
resultados maravilhosos, que vocês todos sabem, como os nossos ex-alunos
doutores, mestres, bacharéis, e alguns deles já voltando como nossos professores.
Mas se, por algum motivo, alguns de vocês decidirem mudar
seus filhos para um desses, fiquem com a consciência tranquila porque isso foi
devido ao excelente trabalho de marketing (embora sem ética alguma) feito por
eles.
Nós não sabemos fazer marketing. Só sabemos fazer educação.
E nesse ponto não tenho modéstia alguma em dizer.
Mas fiquem tranquilos também porque, se alguns decidirem por
uma transferência, isso não afetará, de forma alguma, o nosso relacionamento,
nem o apoio que seus filhos precisarem, mesmo fora daqui.
E se, ao qualquer momento, perceberem que as promessas deles
não valeram a pena, porque o tratamento dado ao seu filho não é o mesmo, nem a
preocupação individual é a mesma, como Sueli,
Caio, Irani, eu e os professores
fazemos, podem transferir o filho de volta, que o receberemos com o máximo
prazer
Uma vez tendo sido nosso aluno ele já faz parte de nossa
família e, se por algum motivo se afastou, basta ter vontade de voltar, que as
portas estarão sempre abertas.
Nosso colégio tem, em primeiro lugar, muito amor pelos seus
filhos!
Informo aos alunos
do Colégio IUPE e aos seus pais ou responsáveis que nessa quarta-feira, dia 9
de outubro, amanhã, os alunos deverão realizar, em casa, o estudo dos assuntos
que estão previstos para as aulas, e realizar as tarefas que serão passadas pelos
professores logo cedo.
Para isso
todos devem acessar o novo portal AGENDA EDU. Quem tiver alguma dificuldade deve
entrar em contato com Caio logo cedo.
Nas aulas
seguintes serão realizadas, pelos professores, atividades relacionadas a esse
estudo em casa.
Tal decisão evita
que sejam atrasados os conteúdos das matérias e, ao mesmo tempo, evita que
nossos alunos sejam expostos ao perigo.
Os professores
devem permanecer em suas residências e enviar para Caio, os assuntos a serem
passados para os alunos e as respectivas atividades até amanhã às 08h da manhã.
Os
funcionários também devem permanecer em suas residências amanhã.