terça-feira, 26 de novembro de 2019

Autismo comprovações científicas alimentares



Autismo - Vamos acabar com a desinformação sobre a redução dos sintomas dos autistas, para que todos vivam uma vida normal como qualquer adolescente neurotípico e alcancem o sucesso e a felicidade pessoal e  profissional que todos eles merecem!


Relação entre alimentação e TEA, TDAH e outras síndromes e transtornos:

Parte 1: Comprovações em português sobre alimentação e autismo e TDAH

Vamos começar pelos trabalhos acadêmicos (Comprovações científicas) do Brasil mesmo, e em PORTUGUÊS, que foram aprovadas pela Academia Brasileira de Medicina desde 2015, ou seja, o médico que ainda diz que não há comprovações científicas sobre isso, ou não sabe ler nem em português, ou não quer se atualizar.

Todos os artigos estão explicados, em linguagem de fácil entendimento, no livro: MANUAL DE ALERGIA ALIMENTAR, do Dr. ADERBAL SABRÁ.

Esse médico / pesquisador, mora no Brasil e coordena o curso de Medicina da Unigranrio.

Ele é pós-doutor em Gastroenterologia pediátrica em Denver/Colorado e na Wayne State University/Michigan;

É também pós-doutor em Imunologia na Georgetown University/Washington;

Segundo a conclusão de seus trabalhos, a alergia alimentar interfere nas redes neurais, podendo provocar convulsões, comportamentos impulsivos e inquietos semelhantes à hiperatividade, redução da capacidade de concentração semelhantes ao déficit de atenção, comportamentos repetitivos, falha no desenvolvimento, na fala e em muitos outros aspectos do desenvolvimento, que são características dos autistas.

Em seus estudos verifica-se que a prevenção da alergia alimentar é o caminho mais acertado para reduzir os sintomas do TEA e do TDAH.

Esse artigo abaixo mostra o reconhecimento de seus estudos como inéditos em todo o mundo:

Parte 2: Explicação detalhada, em português, de todas as causas dos sintomas autistas e TDAHs, em 
estudos nutricionais:

Para quem ainda precisa desses estudos em português, mas acha os textos de Aderbal Sabrá muito difíceis de ler, toda explicação científica sobre a alimentação e o autismo e TDAH pode see encontrada e estudada pelo livro AUTISMO: ESPERANÇA PELA NUTRIÇÃO, de CLÁUDIA MARCELINO.

Nessa obra o médico que ainda não entendeu o funcionamento do organismo autista e TDAH poderá verificar as razões pelas quais as causas dos comportamentos autistas não são as mesmas dos comportamentos dos pacientes psiquiátricos.

Nos autistas e TDAHs esses comportamentos têm como causa a inflamação cerebral provocada pela entrada, na corrente sanguínea, de proteínas, bactérias, e demais substâncias, prejudiciais ao cérebro.

Essa entrada se dá devido a permeabilidade das paredes do intestino, que é uma característica dos autistas e alguns TDAHs.

Como nos doentes psiquiátricos não se sabe a causa desses comportamentos, os medicamentos são necessários para manter a pessoa socializável.

Por isso que, no autismo e TDAH, a retirada dessas substâncias da dieta alimentar reduz essa inflamação e reduz, consequentemente, os sintomas.

Parte 3: Trabalhos publicados em revistas internacionais (20.900, sendo 1380 só esse ano):

Nesse trabalho cujo link está abaixo, publicado esse ano, é mostrada a relação entre vacinas, alergias alimentares, autismo e outras doenças do sistema imunológico:


Nesse outro trabalho, também de 2019, mostra o número imenso de autistas pesquisados que demonstraram a relação entre seu transtorno e as alergias alimentares.


Nesse trabalho é comprovada a hipersensibilidade para com determinadas substâncias afetando o cérebro autista:


Nesse artigo também é comprovada a relação entre alimentação e autismo:


Nesse artigo é mostrado como uma alteração no gene ARHGEF6 provoca uma má formação no cérebro, no sistema imunológico e no intestino. Esse estudo, desse ano, mostra que essa má formação provoca:

- a alteração nas antenas dendríticas, dificultando a comunicação interneural;

- o mau funcionamento do sistema imunológico, facilitando a infestação de parasitas, vermes, bactérias patogênicas e protozoários no trato digestivo, junto com a microbiota intestinal;

- a má formação das paredes do intestino tornando-as permeáveis, o que facilita a entrada de proteínas, bactérias, protozoários e demais substâncias, na corrente sanguínea, sendo enviadas ao cérebro, e causando a inflamação cerebral que provoca todos os seus sintomas.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Idade Mental X Idade Cronológica - uma análise ética

IDADE MENTAL X IDADE CRONOLÓGICA

Bom dia amigos,

Excelente a pergunta de Udirley, de Iraquara, na Chapada Diamantina.

Vamos começar pelo CID-11, que é o documento internacional de Classificação de Doenças.

Ele especifica, nessa edição, que aquilo que já foi chamado de Retardo Mental, passa a ser conhecido como Transtorno do Desenvolvimento Intelectual.

Mas na linguagem cotidiana apenas deixou-se de utilizar o termo “Retardo Mental”, para se utilizar o termo “DI”, ou seja, Deficiência Intelectual.

A ideia é não chamar mais nem de deficiência, mas de transtorno, por isso o nome TDI (Transtorno do Desenvolvimento intelectual)

A preocupação com a forma semântica, de denominar essas diferentes características das pessoas, pode parecer uma bobagem, mas tem muito sentido, quando enfocamos o fato de que, a simples denominação, quando dá uma impressão depreciativa, pode baixar a autoestima da pessoa.

E todos nós já sabemos que a baixa autoestima faz com que o nosso sistema límbico não trabalhe tão bem, no esforço para corrigir todos os nossos defeitos.

Então, tudo o que pudermos fazer, no sentido de manter e elevar a autoestima das pessoas, é válido para que seu sistema limbico o torne cada dia mais capaz, reduza o que puder de seus sintomas e permita o seu desenvolvimento cognitivo, intelectual, emocional, psíquico e, como algumas experiências que estamos fazendo, até orgânico!

Agora vamos ver a parte da idade cronológica e idade mental.

No site do educamais.com eles colocaram um teste para qualquer pessoa descobrir se a sua idade mental coincide ou não com a sua idade cronológica.

Para efeito de divertimento, eu acho que algumas pessoas podem achar até interessante, mas eu nunca faria, porque não acredito que exista IDADE MENTAL.

Sua preocupação tem sentido, principalmente devido ao que comentei sobre autoestima.

Lógico que uma pessoa saber que a idade mental dela está abaixo da sua idade cronológica, vai servir para piorar ainda mais qualquer dificuldade de aprendizagem que ela tenha!

Mas muitas pessoas, inclusive profissionais terapeutas, continuam realizando esses testes e informando aos pais.

Basta os pais terem conhecimento disso que, naturalmente, o filho vai acabar sabendo e, obviamente, isso vai baixar a sua autoestima e dificultar ainda mais o deu desenvolvimento.

O que eu tenho procurado convencer os educadores, sejam professores, pais ou terapeutas, porque todos somos educadores, é que temos que deixar claro, para todos os alunos, que cada um de nós tem um PONTO DE ENTENDIMENTO em cada uma das matérias, que por sua vez, está relacionada com cada uma das nossas múltiplas inteligências.

 Então esse conceito de PONTO DE ENTENDIMENTO, que é real, e que é medido em avaliações diagnósticas, é o que define o ponto, a partir do qual, aquele aluno precisa ser ensinado, orientado ou estimulado, ou seja lá qual for o termo ou o método de ensino utilizado por aquela escola, ou por aquele docente, ou até por aquela família.

E isso passa a ser um elemento de estímulo, bem ao contrário da idade mental, que seria um ponto de desestímulo, por ser totalmente depreciativo.

Resumindo então:

Retardo Mental e Idade Mental são termos que precisam ser excluídos da linguagem do educador.

Ponto de entendimento sim, e em cada matéria, deve ser o conceito a ser estabelecido, para que todo educador saiba qual é o ponto, a partir do qual, aquele aluno está apto a ser desenvolvido em sua matéria.

Os educadores que passarem a utilizar as avaliações diagnósticas para identificar o ponto de entendimento de cada aluno e, a partir deles, planejarem a forma de ensinar o conteúdo de suas matérias a cada um de seus alunos, estarão livres de serem chamados, por Comênius, de IDIOTA!

Lembrem que não sou eu quem está dizendo isso, mas sim COMENIUS, autor de DIDÁTICA MAGNA, publicado no século XVII, cuja frase diz:
“Age idiotamente aquele que quer ensinar ao aluno, não o que ele pode aprender, mas sim o que ele próprio pretende”

Qualquer dúvida ou se precisarem discutir algum detalhe a mais sobre esse assunto que Udirley nos trouxe, entrem em contato com nosso assessor, pelos endereços que estarão aí no vídeo.

Lembrem que dia 23, próximo sábado, estaremos todos nós em Seabra, no curso de Desenvolvimento Cognitivo.

O curso será ministrado por mim e por Susane Mendes.

E estaremos aguardando todos vocês lá, juntamente com Antônio Carvalho e com Wellingthon Barros.

Forte abraço!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Avaliação como estímulo a aprendizagem e sem notas




AVALIAÇÃO COMO ESTÍMULO À APRENDIZAGEM E SEM NOTAS

Avaliação – Como garantir aprendizagem real sem dar nota nas avaliações?

Pergunta de Ulisses, de Mato Grosso do Sul:

"Professor Roberto:

Eu assisti a uma reportagem dizendo que em Cingapura os professores estão proibidos de dar notas aos alunos.

Como pode uma escola sobreviver sem dar nota nas avaliações?"

Obrigado Wellingthon!

E obrigado, Ulisses, pela sua pergunta.

Ela nos remete ao entendimento do que seria, de fato, uma AVALIAÇÃO escolar durante a Ensino Básico.

Em Cingapura, o governo chegou à conclusão de que, dar notas, é um incentivo à seleção de alunos e até à exclusão social. Por isso resolveram abolir notas durante a formação básica.

Mas vamos analisar alguns pontos importantes, sem entrar no estudo profundo das avaliações, já que para isso precisamos de mais tempo.

Prepararemos um curso específico sobre AVALIAÇÃO, APRENDIZAGEM E REGISTRO ESCOLAR, para breve.

Vamos ver o que ocorre numa avaliação com nota, que é comum no Brasil e em vários países.

O aluno faz uma prova e o professor a corrige.

Vamos imaginar que havia 10 questões e ele acertou cinco.

O professor lança a nota 5,0 e entrega a prova ao aluno.

Imaginemos que nessa escola, a média de aprovação é 6,0.

O que vocês imaginam que esse aluno faz?

Opção 1: Ele analisa as questões que não acertou, estuda o assunto novamente e tira dúvidas com o professor, para aprender aquilo que não havia aprendido.

Opção 2: Ele joga a prova fora e vai tentar estudar o assunto da próxima prova para tentar tirar nota 7,0, e assim garantir que passará de ano.

Alguém tem alguma dúvida sobre a opção mais comum?

Pois é!

O aluno viu a nota e, com isso, só se preocupará em tirar uma nota compensatória na próxima prova.

Em nenhum momento ele pensa em aprendizagem de assuntos.

Os assuntos não aprendidos serão abandonados para sempre.

Exatamente por isso que nossos alunos “passam de ano”, mas nosso nível de aprendizagem é o pior do mundo!

Há outros aspectos para esse pior nível do mundo, entre elas o fato de marcarmos o dia da prova... mas isso vamos deixar para quando surgirem outras dúvidas.

Agora vamos a prova sem nota, como deve ser:

O aluno faz a prova.

O professor a corrige.

Na prova o professor só assinala quais as questões que o aluno “AINDA NÃO APRENDEU”, e devolve a prova a ele para que, em casa, ele estude novamente esses assuntos, mostre para o professor que já os aprendeu, ou venha tirar dúvidas.

Esse procedimento é o mesmo, independentemente se o aluno só não acertou ainda uma só questão, ou até para os alunos que ainda não acertaram nenhuma delas.

Assim todos os alunos são constantemente estimulados a aprender todas as questões, mas nunca a tirar notas, já que notas não existem!

E as famílias acabam com aquela história de só quererem saber dos filhos, “COMO ANDAM AS SUAS NOTAS”, em vez de procurarem saber “QUAIS OS ASSUNTOS QUE O FILHO ESTÁ APRENDENDO”.


“Pergunta de George, de Mucugê:

Como é feito o registro das avaliações, uma vez que não é atribuída a  nota?”

Obrigado Wellingthon.

Ótima pergunta, George!

Nesse caso não sei como será em Cingapura, já que não recebi, ainda, as respostas das perguntas que mandei para eles.

Mas vamos ver como é esse mesmo sistema, com registro de notas, no nosso colégio.

O aluno faz a prova.

O professor a corrige.

Aí vem a primeira parte do registro:

Ele registra sim, mas nunca na prova, nem na  caderneta (para evitar que o aluno saiba das notas), e sim em um mapa da coordenação, mas da seguinte forma:

- À caneta, se a nota foi acima da média.

- À lápis, se a nota foi abaixo da média. (nossa média é 7,0, porque, infelizmente, ainda não conseguimos abolir totalmente as notas).

Na prova o professor só assinala quais as questões que o aluno “AINDA NÃO APRENDEU”, e devolve a prova a ele para que, em casa, ele estude novamente esses assuntos, mostre para o professor que já os aprendeu, ou venha tirar dúvidas.

Quando o aluno cumpre essa parte, a nota dele, que estava registrada à lápis, por ter sido abaixo da média, vai ser registrada como 7,0, que é a média mínima de aprovação.

Com isso todos os alunos têm, constantemente, a oportunidade de aprender tudo o que não haviam aprendido, garantindo a formação correta de toda a turma.

Esses alunos, quando vierem a participar de algum concurso, de algum vestibular ou do ENEM, terão pontuações muito superiores aos demais.

Isso já é percebido em todos os colégios que adotaram essa metodologia, entre os alunos cujos professores conseguiram estimular a esse procedimento.

Amigos, mais alguma pergunta sobre avaliação? Mande para nós, pelos endereços que estão aí no vídeo.

Forte abraço!

domingo, 17 de novembro de 2019

sábado, 16 de novembro de 2019

A verdade sobre as drogas lícitas e ilícitas




Ensaio – 16-11-2019 – A verdade sobre as drogas lícitas e ilícitas

Bom dia, galera! Hoje é dia 16 de novembro, sábado.
Nosso tema de hoje é sobre a verdade sobre as drogas LÍCITAS e ILÍCITAS.
Por que algumas drogas são proibidas e outras não, e qual o mal que elas fazem?

Esse assunto é polêmico!

A proibição do uso das substâncias de algumas drogas, como a maconha, por exemplo, para ser usada como medicamento, eu não sei a razão, mas também acho que é um erro.

O perigo, isso sim, é a utilização dela, como de qualquer outro medicamento, de forma recreativa.

É como se as pessoas se reunissem em grupos para “curtir uma Risperidona, um Rivotril, uma Fluoxetina”, coisas assim.

Não faz diferença se falamos de drogas lícitas ou ilícitas, porque ambas têm muita coisa em comum, e poucas diferenças.

As que são consideradas ILÍCITAS são as piores?

Isso seria o certo, mas sempre existe algum interesse nessas decisões.

Por exemplo: uma das drogas mais prejudiciais ao nosso organismo é o açúcar refinado e, naturalmente, o refrigerante, e eles são vendidos e utilizados por todo mundo, sem nenhum aviso de que fazem mal ao organismo.

Nossa!!! E eu consumo tudo isso!!!

Lógico que algumas pessoas têm problemas mais cedo, com o excesso de açúcar e refrigerante, e outras bem mais tarde. Mas sempre traz prejuízo à saúde.

Tem como comparar as drogas lícitas com as ilícitas?

Tem sim!

Ambas servem como medicamentos, para tratar doenças específicas, mesmo as ilícitas, como a maconha, a cocaína e muitas outras.

Algumas das substâncias das ilícitas são melhores ainda do que medicamentos tradicionais, no tratamento de pessoas convulsivas e com diversas outras comorbidades.

Ambas, entretanto, mesmo as lícitas, interferem no equilíbrio do organismo, provocando efeitos colaterais, muitas vezes pior ainda do que a própria doença que ela se pretende tratar.

Diversas delas, como Risperidona, Aripiprazol, Rivotril, Metilfenidato, Cloridato de Fluoxetina e muitas outras, podem criar tanta dependência química como maconha, cocaína e crack.

A diferença entre elas está no controle pelos órgãos fiscalizadores (ANVISA) e na bula.

Só as lícitas têm esse controle e trazem bula, relatando os efeitos colaterais e assim dando, ao paciente, a opção de não querer arriscar.

As ilícitas não têm controle de produção, nem bula e, portanto, não existe alerta para os males que elas provocam.

E como são as propagandas para as ILÍCITAS?

Em ambos os casos, as propagandas que fazem, nem sempre são verdadeiras.

No caso das ilícitas a propaganda é feita, principalmente, pelo exemplo dado por artistas e outras pessoas públicas, que procuram demonstrar que são usuários e que não sentem nada de errado nesse consumo.

Esses exemplos, eu considero criminosos, porque causam males a adolescente, tratados como inocentes úteis e que, nem sempre conseguem descobrir, a tempo, que se tornaram escravos e perderam a sua própria identidade e motivação para com a vida.

Mas quando chegam a esse ponto, mesmo que consigam parar, já deram todo o lucro que o traficante precisava para continuar seu negócio.

Mas tem a propaganda antiética, que eu considero criminosa, das lícitas também.

Ela é mais sutil, criando nas pessoas a sensação de que sua vida vai melhorar quando consumir esse ou aquele medicamento, para uma comorbidade que ela não tem...

Aí vem a droga da felicidade (Fluoxetina), a do sono reparador (Rivotril), a do estímulo à atenção (Ritalina), e tantas outras que, embora sejam excelentes para tratar o mal para o qual foram desenvolvidas, passam a ser oferecidas para pessoas sadias, sem a menor necessidade, visando apenas lucratividade.

Mas ninguém pode fazer nada contra isso?

Tem gente fazendo sim.

Por duas vezes me informaram que o jornal Le Monde, da França, foi processado, por vazar reunião de dirigentes de uma dessas multinacionais, onde combinava-se como ultrapassar as metas das vendas, criando estratégias que levassem as pessoas sadias a sentirem necessidade dos seus medicamentos.

Outro que faz é o autor de “Medicamentos mortais e o crime organizado – Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica mundial”. O nome dele é Peter Göetzsche, um cientista dinamarquês.

Mas nossa preocupação é com:

1º. Os adolescentes levados ao consumo de maconha, Ritalina e outras, como se fosse bom para eles;

2º. Os adultos levados ao consumo de Rivotril, Fluoxetina e até álcool exageradamente, como se isso fosse resolver seus problemas;

3º. Os pais sendo convencidos a tratar seus filhos autistas e TDAHs com medicamentos controlados, sem antes fazerem uma análise clínica completa, para descobrir alguma comorbidade paralela provocando os sintomas, sem eliminar parasitas, vermes e protozoários; sem verificar níveis de vitaminas e complementá-lo se necessário, e sem, retirar da alimentação tudo o que o organismo do autista não tolera.

No caso dos autistas, esse procedimento somente medicamentoso acaba impedindo o seu desenvolvimento e a sua autonomia.

Nos outros casos, tudo pode até começar muito bem, mas o problema é que muitos não percebem, como eu disse antes, que estão perdendo qualidade de vida!

No caso do uso continuado da maconha, por exemplo, já há constatação da relação com o aumento de número de casos de doenças psiquiátricas, entre elas a esquizofrenia, o aumento da incidência de AVC em adolescentes e jovens e, pior ainda, a alteração dos circuitos de satisfação cerebral.

Isso significa que a satisfação cerebral que as pessoas têm com todas as atividades que gostam, vai sendo reduzida, e a obtenção do prazer passa a ser exclusividade dela.

Mas não tem como o usuário fazer como o cara que bebe socialmente?

Sim! Tem.

E para evitar esses problemas alguns usuários tentam se manter antes do ponto de transição entre o uso recreativo da maconha e o seu uso problemático e perigoso.

O problema é saber se esse ponto está próximo, e conseguir parar antes de chegar perto dele.

Como a gente pode ajudar a um colega que está nessa, certo de que nada vai acontecer com ele?

Acredito que o que nós podemos fazer é tentar descobrir o que, na vida desse colega, está fazendo ele necessitar de algo diferente para sua satisfação.

Muitas vezes é uma carência afetiva forte, um desentendimento de si mesmo, ou coisas assim.

Esses motivos são os que devem ser analisados com muito cuidado porque, simplesmente insistir para que não usem drogas não dá resultado algum!

Afinal a propaganda fala o inverso do que sabemos.

Mas o que mais ajuda é o ambiente familiar saudável, que é aquele em que pais estimulam seus filhos a compartilhar seus sentimentos e emoções, em reuniões periódicas, sem a escravidão dos equipamentos eletrônicos.

Então, mais uma vez, você acha que os pais é que precisam de tratamento?

Com certeza!

Ou de TREINAMENTO PARENTAL.

Analisando os alunos em qualquer escola, você chega a essa conclusão!

Todos os problemas dos filhos podem ser entendidos como reflexo dos seus pais e, principalmente, da forma como está o relacionamento entre pais e filhos.

Bem, hoje ficaremos por aqui.

Galera!
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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Automutilação adolescente - Como ajudar




Mistérios da Mente Humana – 14-11-2019 – quinta-feira
Texto – O que você precisa saber para evitar a automutilação e outros males na adolescência

Bom dia, galera! Hoje é dia 14 de novembro, quinta-feira, dia de mais um vídeo!
Só que hoje eu tive que juntar várias perguntas semelhantes, vindas de todo canto, e representar por uma só, que é a seguinte:
 “Eu tenho alguns amigos que “se cortam”, dizem que querem parar, mas não conseguem! Como é que eu posso ajudá-los?”
E aí? O que dizer nesses casos?

OK, Wellingthon!

Bom dia, amigos!

Essa é uma pergunta que tenho recebido constantemente, de pais, de professores e de adolescentes de diversas regiões do país.

Já temos até um vídeo sobre o assunto, com o título: “O que toda família deveria saber sobre o Baleia Azul”

Mas, vamos lá!

Pelo desespero dos professores e dos pais e, como podemos ver pela pergunta, dos próprios colegas dos adolescentes que se mutilam, vemos que não estamos, como sociedade, preparados para as consequências das instabilidades emocionais.

O que vemos, no comportamento deles, é uma total falta de motivação para com a vida, que pode levar a coisas ainda piores.

Alguns analistas do comportamento humano colocam parte da culpa no consumismo provocado pela mídia, invertendo os verdadeiros valores humanos.

Não consegue acompanhar o ideal de consumo imposto pela mídia, a pessoa se sente derrotada e infeliz, porque ser feliz é ter o último modelo de celular, a roupa da moda, ir as festas do momento, e tudo isso que a gente sabe.

Cara! Ficar triste por não TER, é uma coisa,

Mas, SE CORTAR, é querer SOFRER!

Por que acontece isso?

É o seguinte:

O corte de parte do corpo provoca uma DOR FÍSICA que ele, às vezes de forma consciente, mas algumas vezes de forma inconsciente, faz para tentar compensar uma DOR PSÍQUICA que ele está sentindo.

Algumas dessas DORES PSÍQUICAS parecem ser tão fortes que ele prefere sentir DOR FÍSICA, para esquecer a outra.

Outra explicação é ele saber a origem da DOR FÍSICA e, talvez, poder fugir dela parando de se mutilar. Só que a automutilação acaba criando um vício, uma dependência emocional!

Vício em se cortar e sofrer?

Sim.

Isso é explicado nos estudos de psicanálise. Prazer e dor são emoções muito semelhantes. Uma teoria de Freud explanada em EROS E TANATOS.

EROS eu sei, vem de erótico, sexual, não é isso?
Mas o que é TANATOS?

TANATOS pode ser interpretado como o desejo de morrer ou o desejo de sentir prazer com o sofrimento.

Quem quiser se aprofundar, basta buscar nas obras de Freud. É muito interessante e muito real, principalmente nesse caso da automutilação.

Se o adolescente estiver frágil, emocionalmente, será mais difícil tolerar essas dores psíquicas e ele parte para compensar com a dor do corte.

Nosso foco, parar entender isso, tem que estar direcionado para a identificação dos motivos que provocam a NECESSIDADE desses adolescentes de tomar atitudes desesperadas contra seu próprio corpo, como a de criar dores físicas para compensar dores emocionais e psíquicas, no caso da automutilação e até, em muitos casos, o suicídio como desespero final.

Mas isso não pode ser consertado com tratamento psicológico?

Olhe!

Tratamento psicológico é sempre bom para todo mundo, mas nesse caso nós vamos ver que o tratamento tem que começar pelos pais desses adolescentes, e nunca por eles!

E o que vemos é as pessoas chamarem os pais e recomendarem o tratamento para o adolescente!

Ora! O profissional pode ser excelente e a terapia a mais eficaz possível, mas estamos tratando a pessoa errada!

Se o adolescente está com carência afetiva, ou uma falta de entendimento ou de aceitação de si mesmo, a origem da carência eu sempre coloco no ambiente familiar!

Vamos ser claros, então, no seguinte:

São diversas as causas individuais da fragilidade e das dores psíquicas.

Já atendi a uma infinidade de situações, todas importantes e sérias, mas cada uma com uma explicação diferente.

Ou era sentimento de ausência afetiva de algum dos pais, ou era desentendimento com os pais por problemas relacionados a amizades que os pais não aceitam, ou por orientação sexual condenada por eles, ou diversas outras causas.

Mas sempre há uma chave importante em tudo isso!

A causa intermediária!

Em todos os casos há essa causa intermediária.

Essa causa intermediária é o gargalo pelo qual todas as causas individuais, obrigatoriamente, passarão.

Se essa causa intermediária for anulada, as causas individuais começam a perder força e estaremos no caminho certo da resolução do problema.

Vamos ver, então, primeiro, ela, para em outro momento, focarmos algumas das causas individuais mais frequentes.

A intermediária está totalmente ligada ao afastamento afetivo dos pais, em relação aos filhos, e a consequente falha na imposição de limites com amor.

Você está falando de pais separados que não dão assistência aos filhos?

Esses também, mas a maior dor é quando o adolescente, ou até a própria criança, tem o pai e a mãe em casa, mas não tem nenhum dos dois afetivamente.

Estão no FACE!

Também!

Mas às vezes nem é FACE.

Basta não “ter tempo” para o filho ou compensar essa falta de forma errada.

Devido à necessidade de pai e mãe trabalharem fora, grande parte passou a ter muita dificuldade em saber garantir a educação correta dos filhos.

Muitos acreditam que devem compensar a ausência física com muito amor, mas se esquecem que a base de toda a segurança emocional do filho está na imposição de limites com afeto!

Uma educação afetiva, mas com regras e limites bem definidos, constrói uma segurança afetiva e emocional fazendo com que o filho consiga definir bem o seu papel na vida e consiga criar perspectivas de futuro.

Uma educação sem limites, mesmo que tenha amor, provoca, no filho, uma sensação de abandono, trazendo insegurança até na construção da sua identidade. E ele acha que pode tudo. No dia que descobre que não é assim, se revolta contra os que a enganaram, normalmente os próprios pais.

É o caso daquela Susana que matou os pais?

Exatamente!

Já uma educação sem amor, apenas com imposição de limites, provoca no filho um sentimento de revolta que também prejudica a sua relação com os amigos e com a sociedade.

Falta, então, essa dosagem. Educar com imposição de limites e com amor. Não pode faltar nem um nem outro.

Falta perceber o necessário momento em que o filho precisa ser ouvido pelos pais, para relatar seus sentimentos, suas dúvidas, as dificuldades de se entender etc.

Falta perceber que a formação do filho quase não vai sofrer influências externas se, em casa, ele tiver construído uma personalidade forte.

É o que eu chamo de uma verdadeira VACINA.

Na adolescência, se os filhos tiverem uma relação equilibrada de amor e limites com seus pais, e com momentos de conversas, quando possam compartilhar sentimentos e emoções, haverá segurança emocional.

Quando não existe isso eles procurarão apoio externo, incluindo as redes sociais, que é onde frequentemente surgem as péssimas influências.

Já tivemos o Baleia Azul, uma tal de uma bruxa, um vídeo ensinando a se enforcar e até um livro infantil ensinando a se matar se engasgando com uma maçã!

Um livro infantil ensinando a criança a se matar?

Sim!

De Ana Maria Machado, “O menino que espiava para dentro”

Eu duvidei que fosse verdade, até que umas professoras amigas me mandaram as fotos.

Qual a intenção do autor em um livro desses?

Essa é a minha dúvida!

Não dá para entender, mesmo!

Tem algo que as famílias deveriam fazer para evitar essas coisas?

Tem sim!

Primeiro o que as famílias NÃO devem fazer!

Não devem comentar sobre esses vídeos, jogos, sobre a automutilação, sobre drogas, ou sobre sexo, sem ter sido provocado para isso pelo próprio filho.

Comentar sobre isso só aguça a curiosidade e atrapalha mais ainda os que já estiverem fragilizados.

Agora o que devem fazer:

1º) lembrar que seus filhos existem!

2º) planejar momentos sem celular, sem TV, sem computador, para conversar sobre assuntos que seus filhos quiserem conversar

3º) todas as vezes que eles quiserem falar algo, ouvi-los com atenção, até o fim das suas frases. Isso se chama “escuta ativa”!

4º) não criticar sentimentos, relato sobre emoções, relato sobre preferências, mesmo que sejam diferentes das suas.

Se você criticar eles não terão com quem falar as suas verdades. Só falarão as verdades que vocês acham certas. E deixarão as verdadeiras verdades para conversar com amigos pelas redes sociais.

5º) esteja preparado para orientar, caso sinta que eles precisam da orientação.

6º) se não souber como orientar, peça ajuda. O importante é dar apoio ou pedir apoio de quem pode dar, para evitar que eles queiram buscar fora de casa ou nas redes sociais.

7º) crie momentos de prazer em família, ao ar livre, sem celular, sem computador, sem TV, como passeios, caminhadas, trilhas, etc.

8º) crie atividades conjuntas como, por exemplo, um novo ambiente em casa, planejarem um almoço diferente, com cada um fazendo uma comida de sua maneira, ou seja, diversão em família.

9º) imponha limites: crie o hábito de limitar o tempo de uso do celular, jogos eletrônicos, computador e TV, para um máximo de uma hora e meia, no máximo, em cada período.

10º) ainda impondo limites: crie o hábito de desligarem os celulares, tablets, computadores, bem antes de dormir e deixá-los longe do quarto.

Seguindo essas 10 dicas você vai resgatar, não só a felicidade de seus filhos, como também a sua.

Isso poderá ser uma verdadeira “tábua de salvação” para as famílias, nesse momento tão conturbado que estamos passando.

Façam isso, amigos!

É o caminho! Eu tenho certeza disso!

Recebam todos um forte abraço, e:

Sejam muito felizes juntamente com seus filhos!

Galera!
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Tchau, tchau!














terça-feira, 12 de novembro de 2019

O Ser Humano já nasce programado como em MATRIX?



Bom dia, amigos, hoje é terça-feira, dia 12 de novembro de 2019.

Dentro da série MISTÉRIOS DA MENTE HUMANA”, nós vamos começar com uma pergunta selecionada por Wellingthon:

Bom dia, gente!
A pergunta que eu selecionei foi de Jorge, do Pará, e é a seguinte:

Professor Roberto:
“Você disse, uma vez, numa palestra aqui, que nós somos programados, desde o nascimento. Como é isso? É como no filme MATRIX?”


É um pouco diferente, mas tem muita semelhança sim. Tanto com um computador, como com o filme MATRIX!

Mas são duas comparações diferentes.

Vamos ver a do COMPUTADOR e depois a do MATRIX:

Na comparação com o computador, uma das grandes diferenças está no aspecto hardware e software.

No computador a programação é o software. Ele (o software) é que vai se alterando, de acordo com os programadores.

Já o hardware não muda. É a estrutura física. É o mesmo desde que vem da fábrica, a menos que mudemos peças.

No ser humano o software seria a programação das nossas memórias, dos nossos comportamentos, do nosso raciocínio, da nossa inteligência e do nosso caráter, por exemplo.

O que você imagina que é o nosso hardware?

O corpo humano, claro!

Exato.

Nosso hardware é a estrutura de nosso corpo.

Só que, diferentemente do computador, ele também tem uma programação, desde o primeiro dia da fecundação, para ir se desenvolvendo aos poucos.

Na realidade nem é uma programação só. São muitas em conjunto!

Uma delas é a biológica, que vem nos genes, em cada DNA, nos cromossomos.

Essa programação determina as características da espécie humana.

A outra é a genética, que também está nos genes, e que traz as alterações, nas características biológicas, ocorridas na nossa linhagem familiar.

Essa seria a que traz doenças hereditárias, por exemplo?

Sim. É ela mesma, e que antes era considerado uma determinação impossível de ser mudada, mas que hoje, com as edições genéticas, já podemos interferir.

Edição genética é aquilo que aquele cientista chinês fez e foi preso?

Exatamente. Foi o He Jiankui. Ele editou os genes de dois gêmeos, que nasceram imunes à AIDS. Foi preso porque, fazer experiência com ser humano, precisa, antes, de todo um estudo para aprovação científica.

Você disse, em uma aula ou palestra em que eu estava, que a prisão dele foi um erro da comunidade científica ocidental! Não me lembro exatamente porque você disse isso.

Não exatamente um erro, mas um grande vacilo, porque em vez de criarem um grupo de fiscalização internacional, talvez pela UNESCO, para que a técnica desenvolvida por ele pudesse ser analisada em detalhes, mas com controle, abriram caminho para a China prendê-lo!

Só que China prendeu He Jiankui dentro de seu próprio laboratório e o deixou incomunicável.

Dessa forma só a China tem acesso, agora, a essa técnica de edição desenvolvida por ele, que é uma alteração da tesoura Crispr-Cas9 e, pelo que parece, muito mais eficaz.

Certo, mas nós estávamos na programação humana, comparada com o computador

Sim... voltando às programações, temos a emocional.

Essa se deve à vivência afetiva e psicológica que, pelos estudos psicossomáticos, sabemos que interferem em todo o nosso organismo, estabilizando-o ou desestabilizando-o.

E estando desestabilizada ela interfere diretamente no sistema límbico, prejudicando também o equilíbrio orgânico, a geração dos neurotransmissores e diversos hormônios, podendo trazer consequências tanto na psiquê, como no próprio organismo.

Essa programação afetiva e psicológica pode sofrer interferência forte de uma outra programação, que é a comportamental e cultural, que Richard Dawkins chamou de “memes”.

MEMES? Isso tem a ver com o que a gente usa para caracterizar uma situação engraçada, uma gafe de alguém, ou coisa assim?

Ambos os MEMES têm a mesma origem. Foi um conceito criado por Richard Dawkins, que ele aliás trouxe desde Aristóteles, e que ele explica na obra; “O GENE EGOÍSTA”, que eu recomendo que todos os estudantes de biologia e psicologia leiam.

Para você, Wellingthon, que deve fazer BIOLOGIA, essa obra é fundamental.

Não sei ainda qual curso vou fazer

Certo. Tem tempo ainda.

Não sabemos onde os MEMES são arquivados, mas tudo indica que é no DNA, da mesma forma que os GENES.

Esses MEMES são a programação comportamental, porque traz o registro da vivência de nossos pais e avós.

Podem estar arquivados na parte do DNA que ainda chamamos de “DNA lixo”... Não sei se alguém já conseguiu essa identificação.

Esse DNA LIXO não é o que você disse em uma palestra que parece ter uma memória infinita?

Sim. É ele. Mas não sabemos ainda nem se esse MEME existe organicamente!

Essa memória infinita que você lembrou foi a que Roger Tsien descobriu como possibilidade de existência.

Em 1975 eu já havia recebido uma informação desse tipo, nas conversas que tive na Austrália, com um Xamã Aborígene, e que estará relatada em detalhes no próximo livro.

Ele, Roger Tsien, identificou a possibilidade de cada grama do nosso DNA arquivar 1000 terabites de memória... Isso seria uma memória infinita, é claro!

Mas vamos a comparação com o filme MATRIX?

Sim! Essa me interessa muito!

Essa comparação surgiu agora, esse ano, quando os cientistas de Lausanne, na Suíça, descobriram que as nossas redes neurais trabalham em até 11 dimensões, dentro de nosso cérebro!

A descoberta foi por acaso.

Eles e outros cientistas de outras instituições, pelo mundo afora, tentam reproduzir, em um computador, o cérebro humano, para facilitar diversos estudos.

O Laboratório de Neurociência de Kioto, no Japão, é um deles.

Mas com essa descoberta das 11 dimensões, essa tentativa vai ficar muito mais difícil, principalmente porque não estamos preparados, ainda, sequer para entender algo além das nossas três dimensões.

Ainda é um grande mistério para nós.

Mas isso mostra a importância do nosso cérebro, embora ainda mais incompreensível, e com uma potencialidade muito acima do que nós poderíamos imaginar.

Nesse ponto é que, num encontro que tivemos há umas semanas, levantei uma dúvida que deixou todos parados e refletindo:

Esse cérebro com essa imensa potencialidade, trabalhando em dimensões que nossa inteligência ainda não alcança, está mesmo dentro de nossa cabeça?

Ou será que nós, seres humanos, é que estaríamos dentro dele?

Isso nos leva exatamente a MATRIX.

Quem assistiu ao filme sabe do que estou falando.

Para quem ainda não teve esse privilégio, recomendo que façam.

Por hoje ficamos por aqui.

Forte abraço!

Mandem suas dúvidas, seus questionamentos e até sugestões para nós, pelos endereços que estão aí no vídeo.
Todas serão respondidas em breve.
Tchau, tchau!

sábado, 9 de novembro de 2019

Estresse do professor - Como reduzir




Crônicas dos fins de semana – 09/11/2019

Hoje:

Como reverter a situação estressante do PROFESSOR RIVOTRIL

Em muitos dos meus vídeos, textos, palestras e cursos, tenho enfocado a dificuldade do aluno de inclusão em ser aceito como aluno da sala regular, e tenho dado algumas dicas, tanto para pais, como para professores e terapeutas.

Na maioria das vezes o meu foco é o aluno, mas dessa vez o foco será o professor e o seu estressante trabalho em uma sala regular, mesmo sem a presença de alunos de inclusão, ao passar parte da aula pedindo atenção, pedindo que sentem, pedindo que parem de falar, exigindo que anotem, que façam as tarefas, que apresentem os trabalhos, e tudo o mais.

Obviamente uma aula onde isso ocorre tem todas as características de uma aula estressante, fazendo com que o professor fique a cada dia mais desestimulado pela própria profissão.

Se esse professor dá diversas dessas aulas em um mesmo dia, é claro que não terá nenhuma disposição para se atualizar, estudar, pesquisar sobre sua matéria, porque seu nível de estresse estará sempre acima da média.

Para estimulá-lo a continuar seu trabalho, surgem profissionais de coaching, tentando elevar a autoestima do docente, por meio de palestras de motivação.

Mas não aparece quem mostre algum tipo de fórmula para reduzir essa, já imensa “bola de neve”, aumentando a cada dia e levando muitos a se refugiarem em medicamentos controlados. Por isso a alusão ao Professor Rivotril.

E hoje nós viemos tratar exatamente desse tema.

Muitos professore, do Pará ao Rio Grande do Sul, já estão livres dessa rotina estressante, por terem conseguido adaptar a sua metodologia de sala de aula, conseguindo dar o grande passo da transferência de responsabilidade pelo aprendizado.

Sim!

Vamos ver como funciona?

O papel do aluno, numa sala de aula tradicional, é o de um SER PASSIVO, ou seja, aquele que está sentado, com o caderno aberto, RECEBENDO as informações passadas pelo professor.

O professor é o SER ATIVO que ensina os conteúdos.

O aluno é o SER PASSIVO que ouve e procura entender os conteúdos passados pelo professor.

Todos sabemos que um SER PASSIVO estará atento durante toda a aula apenas se, por algum motivo muito especial, ele estiver muito interessado no conteúdo, ou se gostar muito do professor.

Se não houver todo esse interesse ele terá, no mínimo, alguns momentos de dispersão, e isso acarretará dificuldade na sua aprendizagem.

Com isso, a depender do aluno, ele procurará fazer alguma outra coisa mais interessante, como conversar com o colega ao lado, sair para ir ao banheiro ou beber água, jogar uma bolinha de papel em um colega ou, se não houver proibição rigorosa de uso de celular, ele visitará as redes sociais.

Lógico que o rendimento desses alunos não será o esperado pelo professor, que verá, no momento das avaliações, que seu trabalho, além de estressante, não surtiu efeito.

Então o que temos que fazer é encontrar um meio de inverter essa realidade da sala, transformando o aluno em ALUNO ATIVO, passando a ser ele o protagonista da sua aprendizagem.

Mas como fazer?

Os detalhes estão no meu último livro: Inclusão Responsável, no capítulo Metodologias Inclusivas.

E, a propósito, no dia 30 de novembro daremos um curso sobre esse método em Itaberaba, na Bahia.

Leiam esse capítulo desse meu quinto livro, assistam os vídeos sobre a metodologia dinâmica grupal 
em meu canal no youtube, e vamos tirar todas as dúvidas nesse curso em Itaberaba.

Como nossa intenção, nessa crônica, é dar elementos para a reflexão de final de semana, aqui vão algumas dicas do método, para que todos possam analisar, criar em cima das ideias, pensar nas alterações que poderão ser feitas na sua própria metodologia e planejar as experimentações em sala de aula.

1ª dica: o professor, no início da aula, faz um verdadeiro marketing do assunto, procurando despertar o interesse de todos.

2ª dica: o professor distribui os alunos em grupos operativos, para que os elementos do grupo trabalhem, em conjunto, as questões de seu roteiro de estudos, ou questionário, ou lista de exercícios.

3ª dica: o professor, a partir do início do estudo dirigido, senta junto com os alunos de cada grupo, quando analisa a performance de cada um, identifica as dificuldades que, em uma sala normal não teria como identificar, orienta a continuidade do trabalho, e avalia se precisa alterar a composição dos grupos na próxima aula.

Vantagens:

1ª vantagem: o professor, ao transformar o aluno em aluno ativo, transferiu para ele a responsabilidade de ele ser protagonista de sua própria aprendizagem.

2ª vantagem: o aluno inibido, que jamais diria que tem dificuldades de entendimento, agora está mais próximo do professor, e pode pedir ajuda sem que todos os colegas percebam.

3ª vantagem: o professor consegue identificar o nível de entendimento de cada um e, com isso, poderá alterar grupo de forma que os próprios alunos possam ajudar seus colegas.

Avaliação:

Durante a visita do professor aos grupos, todos já são, constantemente, avaliados, de acordo com o conceito correto de avaliação escolar, que é: identificar os conceitos não entendidos e procurar outra forma de ensinar o mesmo conteúdo.

Variantes:

Ao colocar uma metodologia com essas características em prática, podemos criar uma série de modificações ou complementos, para melhorar ainda mais o processo e termos resultados melhores ainda.

Um deles é, sempre que um grupo tiver alguma dificuldade de entendimento, em vez de o professor explicar, pedir a quem já entendeu, de outro grupo, uma visita de ajuda.

O aluno se sente estimulado e ativo o tempo todo.

O professor passa a ser um supervisor de aprendizagem, sem estresse, sem desgaste, sem Rivotril.

Dúvidas?

Entrem em contato, leiam o livro, inscrevam-se nas palestras e cursos que estejam previstos para a sua cidade, ou nas cidades próximas.

Se estivermos nos atualizando de forma continuada, certamente saberemos como reduzir nosso estresse e ter melhores resultados em nosso dia-a-dia.

Mandem suas sugestões, questionamentos e dúvidas, para que possamos, juntos, melhorar a educação nesse país e, ao mesmo tempo, melhorar bastante a nossa própria saúde psíquica e orgânica!

Forte abraço!


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

domingo, 3 de novembro de 2019

sábado, 2 de novembro de 2019

Crônicas - Estão destruindo a inclusão escolar

Ou preparamos os professores para aplicar uma nova metodologia, que seja realmente inclusiva, ou a inclusão será um fracasso e os legisladores acabarão com ela. Os alunos especiais acabarão regressando aos colégios especiais...



quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Como o cérebro aprende parte 2


Como o cérebro aprende - Segundo capítulo

Esse é o segundo capítulo da série “Como o cérebro aprende”

No primeiro capítulo dessa série analisamos, inicialmente, o sentido o termo competência, para deixar bem claro de que:

Receber um certificado, diploma ou título não significa termos alcançado a competência naquele assunto, mas sim que, a partir disso, passa a ser de nossa competência, o estudo e a pesquisa, com mais profundidade, de tudo o que tenha a ver com essa nossa formação.

Em seguida tratamos do neurônio, como elemento principal da aprendizagem, e enfocamos, com mais profundidade a ideia dos neurônios espelho.

Esses estão ativos tanto quando a pessoa realiza uma atividade comandada por ele, como quando apenas observa essa mesma atividade realizada por outra pessoa.

É uma forma de aprendizagem neural, muito semelhante à relação entre alteridade e identidade, muito estudada na antropologia, quando a observação do outro é o que nos ajuda a criar a nossa noção de identidade.

Falamos, em seguida, que neurônios sozinhos nada fazem. Precisam constituir uma rede, com milhares deles, para que tenham alguma finalidade em nossos cérebros.

Vamos, então, ao segundo capítulo:

Primeiro vamos ver, bem suscintamente, como se dá a aprendizagem como um todo e, aos poucos, a cada capítulo, como cada momento desses acontece no nível das redes neurais.

Fiquem tranquilos, aqueles que não fizeram medicina nem biologia, porque a linguagem que uso é accessível a todos nós, sem exceção!

Afinal, sou um entusiasta da inclusão, logo, não posso excluir ninguém dessas explicações!

Vamos ao modelo atual mais simples possível de como se dá a aprendizagem como um todo.

Tudo começa no hipocampo, que é uma área bem pequena, no sistema límbico, e que pode ser considerada como a área da nossa memória de trabalho, como num computador.

O hipocampo contém muitas redes neurais, mas a duração dessa memória não passa de três dias, já que a cada informação nova que entra, as mais antigas são apagadas.

Então, em nosso modelo, construído depois de uma síntese de todo o processamento cerebral da aprendizagem, tudo o que é observado, lido, conversado, visto, ouvido, sentido e tudo o mais, é registrado nas redes neurais temporárias do hipocampo.

Se a informação é nova, é feito um registro simples.

Quando, no entanto, a informação tem alguma relação com algo que já sabemos, o sistema límbico vai até a área onde essa informação original está arquivada, no córtex cerebral, e faz algo bem semelhante a “copiar e colar”, copiando a informação do córtex, na memória que chamamos de definitiva, ou consolidada, e a cola no hipocampo, onde são feitas as comparações e atualizações.

Agora temos, nas redes neurais do hipocampo, a cópia da memória antiga, igual à que ainda está arquivada no córtex, mas devidamente atualizada com as novas informações recebidas.

Isso acontece o dia todo, com tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, estudamos, pesquisamos e experimentamos.

Mas lembrem: essa atualização está ainda no hipocampo, que é uma memória de trabalho temporária, e que se apagará em três dias.

Precisamos, agora, providenciar o envio da atualização para a memória consolidada, para que se torne aprendizagem.

Como é feito isso?

Apenas durante o sono.

Sim. Esse envio de memórias do hipocampo para o seu local definitivo no córtex cerebral é muito mais complexo, porque não basta “copiar e colar”.

Cada rede neural na massa encefálica cortical tem ramificações com todas as demais redes neurais, uma se utilizando de pedaços de informações de outras.

É como a instalação de um programa em nosso computador, quando ele se utiliza de partes dos programas já instalados, para economizar espaço de memória.

Tanto que não podemos apenas “apagar” um programa. Temos que proceder a sua desinstalação.

Então, da mesma forma que no computador, essa informação atualizada constitui um verdadeiro algoritmo, que vai substituir o que foi atualizado, mas que terá que se interligar a todas as demais redes neurais existentes, para que tudo continue funcionando corretamente.

Isso demanda tempo e muita energia. Por isso só pode ser feito em repouso completo, e em quatro ou cinco momentos, entremeados com períodos de relaxamento cerebral.

Observando o gráfico do sono vemos que cada período de transferência de memória dura pouco, tendo o cérebro que esfriar para voltar a retomar a tarefa.

Durante cada transferência dessas, diversos arquivos acabam mudando um pouco o seu local de armazenagem.

Por isso que a última etapa dessas transferências pode ser entendida como a atualização do índice de todas as memórias.

Só para constatar essa interrelação de uma rede neural, que contém uma informação, com todas as demais, basta lembrarmos de um fato muito comum que ocorre com todos nós.

Você foi regar as plantas do jardim e, quando estava no meio da tarefa, lembrou de algo que precisava fazer e que já havia esquecido.

Imediatamente parou o trabalho e entrou em casa para anotar ou fazer. Ao entrar em casa esqueceu novamente!

O que nossos avós nos dizem que você deve fazer para lembrar?

Volte ao que estava fazendo e recupere a lembrança!

Por quê?

Porque a lembrança veio exatamente quando diversas informações que estão gravadas em conjunto com o assunto principal, apareceram em sua mente durante a tarefa de regar as plantas.

Voltando, a memória volta.

Agora vamos a alguns detalhes importantes:

Primeiro: o cérebro precisa saber quais as informações que devem ser transferidas com prioridade, para evitar transferir coisas sem importância e deixar de transferir o que precisa ser aprendido.

O melhor artifício para isso é estarmos, durante os estudos, as pesquisas, os debates, as aulas e palestras, escrevendo, anotando, rabiscando ou desenhando algo que represente o que se está procurando entender.

Todo ano fazemos experiências para verificar se a melhor estratégia continua sem do “escrevendo” ou se já estamos tendo a mesma facilidade “digitando”.

Até esse ano (2019) ainda tivemos como resultado muito mais eficácia na aprendizagem escrevendo, do que digitando.

Segundo: para que esse processo dê início sem atrasos devido a interferências, deve-se desligar todo aparelho que emita ondas eletromagnéticas, como televisão, computador, celular, etc.

Terceiro: para que todo o processo do sono seja feito, principalmente dando a oportunidade de ser ajustado o índice de todas as memórias, avise a você mesmo (que significa avisar ao seu cérebro), a hora que você terá que acordar. Ele ajustará todo o processo para que tudo termine um minuto antes da hora definida. E te acordará, a tempo de você poder desligar o despertador.
Se você não fizer isso e alguém o acordar antes do ajuste dos índices, pode haver uma perda temporária de memória da seguinte forma:

“Eu sei que sei, mas não sei onde está!”

Você sabe que sabe, mas o sistema límbico está demorando a encontrar.

Então, resumindo o que vimos nesse segundo capítulo:

Entendemos o hipocampo, nesse nosso modelo, como uma memória temporária, ou memória de trabalho, e que precisa ser salva no disco rígido (córtex cerebral), para não ser apagada em três dias. 

Esse “salvar” ocorre durante o sono.

Entendemos que precisamos estudar, ler, pesquisar, assistir a palestras e aulas, escrevendo para que o cérebro possa estabelecer as prioridades nas transferências.

Entendemos que precisamos nos livrar dos equipamentos eletrônicos pelo menos meia hora antes de dormir, para que não haja qualquer tipo de interferência no processo de aprendizagem.

Entendemos que precisamos dizer a hora que vamos acordar, para que seja realizado o processo de aprendizagem completa durante o sono.

No próximo capítulo veremos como ocorre o aprendizado nas próprias redes neurais, a partir da fecundação. É uma coisa fenomenal! Você vão adorar, eu garanto!

Forte abraço, e até lá.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

domingo, 20 de outubro de 2019

LIVE em 20-10-2019 - Superdotados

IUPE 2020 - Esclarecimento aos pais de alunos



Olá meus amigos

Essa mensagem é especial para os pais de alunos do Colégio IUPE

Durante todos esses anos alguns dirigentes de alguns colégios das proximidades, têm tentado convencer a vocês a matricularem seus filhos nos deles, de uma forma bastante antiética, conseguindo os telefones de vocês, ligando e marcando reuniões, prometendo diversas vantagens e, inclusive, valores menores de anuidade ou mensalidades escolares.

Alguns chegam a panfletar na frente do nosso próprio colégio!

Alguns desses, mesmo com essa estratégia, acabaram falindo e fechando, mas surgem sempre outros, na mesma linha, cujos objetivos são claramente comerciais, e sem a credibilidade de um projeto educacional verdadeiro e responsável, como o que nós realizamos já há vinte anos e com resultados maravilhosos, que vocês todos sabem, como os nossos ex-alunos doutores, mestres, bacharéis, e alguns deles já voltando como nossos professores.

Mas se, por algum motivo, alguns de vocês decidirem mudar seus filhos para um desses, fiquem com a consciência tranquila porque isso foi devido ao excelente trabalho de marketing (embora sem ética alguma) feito por eles.

Nós não sabemos fazer marketing. Só sabemos fazer educação. E nesse ponto não tenho modéstia alguma em dizer.

Mas fiquem tranquilos também porque, se alguns decidirem por uma transferência, isso não afetará, de forma alguma, o nosso relacionamento, nem o apoio que seus filhos precisarem, mesmo fora daqui.

E se, ao qualquer momento, perceberem que as promessas deles não valeram a pena, porque o tratamento dado ao seu filho não é o mesmo, nem a preocupação individual é a mesma, como Sueli, 
Caio, Irani, eu e os professores fazemos, podem transferir o filho de volta, que o receberemos com o máximo prazer

Uma vez tendo sido nosso aluno ele já faz parte de nossa família e, se por algum motivo se afastou, basta ter vontade de voltar, que as portas estarão sempre abertas.

Nosso colégio tem, em primeiro lugar, muito amor pelos seus filhos!

Forte abraço!

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Atividade em casa devido à insegurança nas ruas de Salvador




Boa noite!
Informo aos alunos do Colégio IUPE e aos seus pais ou responsáveis que nessa quarta-feira, dia 9 de outubro, amanhã, os alunos deverão realizar, em casa, o estudo dos assuntos que estão previstos para as aulas, e realizar as tarefas que serão passadas pelos professores logo cedo.
Para isso todos devem acessar o novo portal AGENDA EDU. Quem tiver alguma dificuldade deve entrar em contato com Caio logo cedo.
Nas aulas seguintes serão realizadas, pelos professores, atividades relacionadas a esse estudo em casa.
Tal decisão evita que sejam atrasados os conteúdos das matérias e, ao mesmo tempo, evita que nossos alunos sejam expostos ao perigo.
Os professores devem permanecer em suas residências e enviar para Caio, os assuntos a serem passados para os alunos e as respectivas atividades até amanhã às 08h da manhã.
Os funcionários também devem permanecer em suas residências amanhã.