terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Mal de Alzheimer e mais informações sobre os estudos para a cura



Mal de Alzheimer e mais informações sobre os estudos para a cura

Ainda sobre a relação entre nossas redes neurais em operação no crânio, no intestino e no coração e sua relação com o microbioma, vamos comentar sobre o Mal de Alzheimer.

As mais recentes pesquisas tomam caminhos mais diferentes ainda e, dessa vez, uma recente publicação científica mostrou avanços ao detectar a INFLAMAÇÃO CEREBRAL como o elemento disparador do “Mal”.

O responsável por essa descoberta foi Barry Hart que, em suas buscas pelas causas ou pela forma de reduzir essa inflamação, conseguiu sintetizar uma molécula, chamada de IPW, e o resultado foi que ela bloqueou os receptores que iniciam tal inflamação.

Os sintomas do Mal foram, aos poucos, sendo reduzidos, e a plasticidade cerebral fez o restante, ou seja, recuperou toda barreira hematoencefálica que já estava danificada.

Esse é mais um excelente avanço, que se soma ao da eliminação das placas da proteína β-Amilóide, em teste no Brasil por meio da introdução de microbolhas nas artérias encefálicas e a provocação da vibração delas, por meio do equipamento de ultrassonografia, e também pelas experiências, essas nos Estados Unidos, de recuperação das bainhas de mielina danificada.

Em todos os casos ainda falta realizar os testes em humanos, depois, claro, de obter a aprovação do meio científico para tal e, assim, evitar que sejamos condenados, como foi He Jiankui, na China, depois de experimentar suas pesquisas diretamente em seres humanos.

Para quem não lembra, ele foi o que editou os genes de dois gêmeos, para que nascessem imunes à AIDS.

Voltando ao Alzheimer, no estudo desse artigo percebemos que não foi encontrada a causa do início da inflamação, mas sim a presença de um gene TGF-β, que alimenta a inflamação desencadeando a albumina das proteínas no sangue.

Vamos aproveitar para dar uma visitada nos estudos sobre o autismo, já que todos os seus sintomas são provenientes da INFLAMAÇÃO CEREBRAL.

Só que nesse caso, no autismo, já temos diversas comprovações mostrando a relação entre a inflamação dos astrócitos, no cérebro, e o consumo do glúten.

O glúten contribui para a permeabilidade das paredes do intestino e todo o restante nós já vimos no vídeo em que analisamos um dos artigos científicos sobre isso.

No caso do Mal de Alzheimer ainda não se sabe se existe alguma relação com a alimentação, mas os caminhos podem estar indicando estresse oxidativo e isso pode levar ao mau funcionamento do cérebro entérico, o que vai nos levar à alimentação.

Mas analisando outras dezenas de artigos científicos encontramos sinais de que o estado emocional alterado pode causar estresses oxidantes que, por sua vez, pode causar inflamações cerebrais.

Vamos agora ligar as duas dúvidas, Mal de Alzheimer com Depressão e Ansiedade, que foi nosso tema no vídeo de ontem, e aproveitando o conhecimento sobre o autismo, a inflamação cerebral e a plasticidade cerebral.

Existe, em todos esses casos, alguma alteração em alguns genes, que acabam produzindo a inflamação cerebral que desestrutura tudo.

O TGF-β no Alzheimer, o TRPC6, FRM1 e muitos outros, no autismo e, provavelmente, alguns outros na depressão profunda.

Mas o que provoca essa alteração nesses genes? Alimentação inadequada? Intolerância alimentar? 
Estresse oxidativo? Baixa autoestima?  

Bem... ainda não temos certeza, mas, enquanto as pesquisas continuam (e eu continuo bisbilhotando todas elas para informar a vocês as mudanças), vamos traçar nossos planos, sempre aproveitando o conhecimento que está sendo construído a partir dessas pesquisas, para reduzir todos os sintomas de tudo isso ou, até, eliminar a possibilidade de virmos a desenvolver algumas dessas comorbidades.

Pesquisando sobre a origem das doenças, encontramos o sábio Imhotep, da época dos Faraós, cujos ensinamentos podem ter influenciado Hipócrates, o pai da medicina, e que insistia em que as emoções são os elementos disparadores, tanto da saúde como da doença.

Estudando as pesquisas atuais sobre o autismo e outras comorbidades, ficamos cada vez mais certos de que emoções afetam o sistema intestino, microbiota, cérebro entérico, assim como esse mesmo sistema interfere nelas, ou seja, é uma relação bilateral, ou multilateral, todos interdependentes.

Se trabalharmos a alimentação juntamente com os sentimentos e emoções, reduziremos as chances de desenvolver o Mal de Azheimer?

Por enquanto não podemos saber disso, mas temos absoluta confiança de que estaremos colaborando para um equilíbrio perfeito entre corpo e mente e, assim, reduzindo as chances de contrair diversos males.

Então, recomendo que trabalhemos nossos sentimentos e emoções e, ao mesmo tempo, trabalhemos nossa alimentação, para que todo o sistema funcione corretamente e, assim, reduzirmos todos os sintomas dos males que nos afligem ou, até, eliminar a ocorrência de diversos deles.

Como fazer isso?

As dicas são as mesmas de ontem, ou seja:

Meditações diárias, o que pode ser realizado também em forma de orações.

Compreender o outro, principalmente o outro que pensa e age de forma diferente ou oposta à sua, para evitar irritações, sentimento de raiva, angústias etc.

Treinar gostar do outro sem necessidade de retorno. Isso é fundamental no amor, quando é comum as pessoas desenvolverem verdadeiras paixões e acharem que o outro tem que retribuir.

Da hora que acordar a hora que for dormir agradecer por estar vivo e poder usufruir de tudo o que existe de bom nesse mundo.

Transformar todas as obrigações e todos os momentos em prazer.

...e lembrem que também falamos do corpo, que é nossa estrutura física suportando toda a nossa psiquê:

Aí comentamos que atividades físicas diárias, nem que seja uma simples caminhada, ajudam muito na ativação de todas as células.

E falamos da eliminação de parasitas, da organização de uma dieta saudável, do consumo frequente de água, e de também termos um momento do “nada fazer”.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Qual a relação entre ansiedade, depressão e o intestino?


O equilíbrio emocional e psíquico na interação coração – intestino – cérebro

Essa semana vários amigos me perguntaram sobre um vídeo de propaganda de curso, postado por um neurocientista, nas redes sociais, que diz ter a fórmula certa para apagar a depressão e a ansiedade do ser humano, ATIVANDO O CÉREBRO OCULTO.

Ele comenta que não recomenda a ninguém deixar de tomar os medicamentos, mas que existem outras formas de se reequilibrar, sem ter que sofrer os seus efeitos colaterais.

Sim, é verdade, já que esse cérebro, que ele chama de oculto, é o cérebro entérico, ou do intestino, aquele sobre o qual eu tenho comentado muito, principalmente nos artigos sobre o autismo.

Mas o que significa ATIVAR esse cérebro?

Para ATIVÁ-LO precisamos, antes, entender quem ele é, quais as suas funções e o que ele precisa para funcionar corretamente.

Esse é o cérebro que, com cem milhões de neurônios, trabalha em parceria com a microbiota intestinal, essa com cerca de cem trilhões de bactérias.

Esse cérebro é o responsável pela geração de 90% de toda a nossa serotonina, 50% de toda a nossa dopamina e mais de trinta outros neurotransmissores, responsáveis pelo nosso equilíbrio homeostático, que é o equilíbrio do corpo, da mente, da alma e do espírito, conforme nos ensinam os sábios, desde o antigo Egito!

Em outro vídeo vou comentar sobre o maior desses sábios, Imhotep, da época dos Faraós, cujos ensinamentos podem ter influenciado Hipócrates, o pai da medicina, no entendimento do estado emocional como elemento primordial para o funcionamento harmônico de nosso organismo e nossa psiquê.

A parceria entre ele e a microbiota é fantástica, inclusive pelas indicações de uma linguagem entre a microbiota e as suas redes neurais que, aos poucos, parece estar sendo identificada.

A microbiota tem, como uma das suas principais funções, triturar todas as proteínas dos alimentos que não devem ir para a corrente sanguínea, evitando as inflamações cerebrais que já começam a ser muito bem estudadas, tanto no autismo, como no Mal de Alzheimer.

E sua parceria com o cérebro permite a sintetização de todos os nutrientes que vêm com os alimentos.

Essa sintetização é o que vai gerar todos os neurotransmissores necessários ao funcionamento equilibrado de todo o nosso organismo e psiquê.

Mas é importante saber que a mente e o corpo, por sua vez, interferem nesse cérebro.

Mente e cérebro entérico interagem, por meio dos sentimentos e emoções, estimulando positivamente ou negativamente o seu funcionamento.

Corpo e cérebro entérico interagem, por meio dos alimentos, da microbiota intestinal e dos parasitas, um influenciando o outro.

Isso significa que precisamos trabalhar nossos sentimentos e emoções e, ao mesmo tempo, trabalhar nossa alimentação, para que todo o sistema funcione corretamente e, assim, reduzirmos todos os sintomas ou, até, eliminar a ocorrência de diversas comorbidades, sejam elas orgânicas ou psíquicas.

As dicas para os sentimentos e emoções tem início nas meditações e na construção da capacidade de compreensão do outro, principalmente dos seus erros.

Não querer consertar o outro, mas sim consertar a si mesmo, é um caminho bem interessante e assertivo.

Em seguida, para quem sofre com angústias em relacionamentos amorosos, assista nosso vídeo sobre o assunto ou leia a reflexão sobre isso em meu livro “O Menino dos Jornais”.

Para quem sofre com amor não correspondido, inicie um treinamento para transformar essa paixão impossível em uma admiração fraternal.

Não que tudo isso seja fácil e instantâneo, mas os caminhos existem e devem ser buscados.

E uma das mais importantes dicas é o reconhecimento de que cada momento de seu dia é uma dádiva que deve ser aproveitada como se fosse seu último dia.

Todos os momentos, principalmente as obrigações, devem ser trabalhadas no sentido de serem transformadas em prazer.

Para o corpo tudo começa com a eliminação dos parasitas. Eles são as principais origens de muitos dos nossos males. E grande parte deles não são detectados nos exames.

Em seguida a organização de uma dieta saudável, incluindo o consumo frequente de água, para que o cérebro entérico possa extrair todos os nutrientes que ele necessita para nosso equilíbrio homeostático perfeito.

E para estimular tudo isso, corpo e mente, inserir, em sua rotina:

Uma atividade física regular, mesmo que seja uma simples caminhada;

Uma atividade lúdica que você gosta muito, mas que não tem feito por “falta de tempo”;

Um momento diário para “nada fazer”, que pode ser de alguns poucos minutos, mas que sempre ajuda muito.

Amigos!

Inscrevam-se em nosso canal, “curtam” o vídeo e ativem o sininho de notificação.

Peço que compartilhem com todos os amigos e em todas as suas redes sociais.

Assim teremos mais gente com a gente, nessa batalha pela nossa atualização em todos esses temas.

Só assim poderemos nos livrar de informações tendenciosas e até prejudiciais, tanto aos nossos filhos como a nós mesmos.

Forte abraço! 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Avaliação escolar e seus grandes equívocos



A avaliação escolar é um dos pontos mais mal-entendidos de todo o processo educacional e, por isso, acaba sendo o principal responsável pelo fracasso da aprendizagem no Brasil, além de ser o que mais contribui para a exclusão social.

Vamos começar analisando, a partir de seus resultados específicos, os seus objetivos verdadeiros, e não aqueles descritos na literatura.

Para isso vamos fazer uma análise prática de casos, com base na realidade, sintetizando nossos exemplos, em três realidades distintas:

Caso 1: Escola com avaliação tradicional, composta de testes, trabalhos e provas com datas marcadas e semana de prova ao final de cada unidade letiva.

Os alunos estudam nas vésperas das avaliações, conseguindo bons resultados por estarem com os assuntos gravados na memória de trabalho (temporária).

Alunos satisfeitos por terem obtido boas notas, mesmo sabendo que, dias após as provas, já não conseguiriam obter os mesmos resultados. Mas, como o que conta para sua aprovação é a nota, e não se o assunto foi realmente aprendido, o aluno se satisfaz com a nota e, na maioria das vezes, nem se preocupa com o que errou, jogando, inclusive, a prova fora.

Professores corrigem as provas e ficam satisfeitos com os resultados, mesmo sabendo que, se aplicarem as mesmas provas dois dias depois, os resultados não seriam os mesmos. O professor analisa apenas as notas obtidas pelos alunos e não, quais as questões que não foram aprendidas.

Pais satisfeitos com as notas dos filhos e acreditando que estão aprendendo alguma coisa. Só saberão que isso é mentira no momento de um concurso ou vestibular, já que terão que estudar tudo a partir do zero!

Conclusão do caso 1: ENGANAÇÃO COLETIVA - Todos se enganam com os resultados, que são apenas números, ou seja, as notas. O resultado real da aprendizagem é nenhum.

Caso 2: Escola comprometida com elevado índice de aprovação em vestibulares. 

Os alunos fazem provas tipo simulado todos os sábados, com questões de diversas matérias, tornando difícil o estudo apenas nas vésperas das provas.

Alunos estressados e ansiosos para obterem bons resultados, já que essas notas serão as que os aprovarão, ou não, no ano letivo.

Professores estressados necessitando melhorar nível de acertos nas provas, excluindo, pelas notas, os que não conseguirem acompanhar o nível da turma.

Pais angustiados com fracassos pontuais de seus filhos, contratando reforço para matérias com mais dificuldades, para que o filho acompanhe o nível de sua turma.

Conclusão do caso 2: ESCOLA QUE SELECIONA, CLASSIFICA E EXCLUI – Alunos com ambiente doméstico com estímulo ao estudo e à pesquisa conseguem se sair bem e ter bom nível de aprendizado. Alunos sem esse ambiente doméstico não conseguem acompanhar o nível da turma e são excluídos pelas notas ou pelo estresse.

Caso 3: Escola dedicada ao acompanhamento individual da aprendizagem.

Alunos fazem provas frequentes e de surpresa, sem a possibilidade de estudar nas vésperas.

Professores corrigem as provas e as entregam, de volta, para que os alunos, em casa, estudem as questões que não acertaram.

Professores exigem, dos alunos, a comprovação de que já aprenderam as questões não acertadas.

Alunos que não entenderam recebem novas explicações ou ajustes em seu nível de entendimento.

A preocupação do professor é com os assuntos que ainda não foram aprendidos pelos alunos e não pelas notas.

Conclusão do caso 3: ESCOLA QUE GARANTE A APRENDIZAGEM DE TODOS – Alunos aprendem todos os assuntos e estarão sempre preparados para a vida e a profissão, cada um dentro de seu nível intelectual e capacidade cognitiva.

Importante que não basta constatar que o tipo 3 é o mais correto. Precisamos analisar como aplicar a avaliação dessa forma, como realizar os registros numéricos de médias, nos sistemas de ensino que os exigem, e tudo o mais.

Nós, no IUPE, já aplicamos esse método e ele será ensinado nos nossos cursos de Metodologia Educacional Inclusiva, esse ano, sendo o primeiro em Salvador, dia 25 de janeiro, na nossa sede, cujas inscrições já estão abertas e o segundo em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, dias 16 e 17 de fevereiro, na Clínica Psicolúdico, também com inscrições já abertas.

Peço a todos os que tomarão parte desses nossos cursos que assistam todos os nossos vídeos e, se possível, analisem cada detalhe, para que o momento do curso seja o mais eficaz possível.

Lembro para quem não é inscrito, para que se inscreva, dê seu LIKE, ative o sininho e compartilhe com todos os seus amigos e em suas redes sociais.

Precisamos ter mais gente com a gente nesse trabalho de transformação social pela educação responsável.

Forte abraço!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Como entender e enfrentar os desafios da educação em nosso país?



Ensaio – 2020-01-02 – Como entender e enfrentar os desafios da educação em nosso país – parte 1 – ponto de entendimento

Olá amigos!

Todos sabemos que, há mais de vinte anos, somos o pior país do mundo em aprendizagem.

Triste isso, mas, infelizmente, essa é a nossa verdade.

Mas não adianta tentarmos encontrar culpados! Temos que analisar os motivos e fazer, de tudo, para consertar os erros.

Com base em: nossos registros e estudos realizados ao longo dos vinte anos do IUPE; no desenvolvimento de metodologias experimentais em sala de aula; e na aplicação de diferentes práticas pedagógicas; vamos apresentar a vocês, a partir de hoje, o que conseguimos detectar e desenvolver, para tentar mudar essa realidade.

Hoje vamos ver o primeiro aspecto, que é o “Ponto de Entendimento”

Os conteúdos e currículos escolares partem do princípio de que todos os alunos com 12 anos de idade estão aptos a entender de números fracionários, a aprender a realizar operações com números racionais e a começar a resolver equações do primeiro grau.

Isso significa que serão excluídos do processo de aprendizagem todos aqueles que ainda precisarem aprender as operações básicas anteriores, já que isso, pelo cronograma oficial, faz parte do currículo do ano anterior, ou até de dois anos antes.

Assim, esses alunos começam a ter muita dificuldade de entendimento, não evoluem, “são passados” pelos processos esdrúxulos de “recuperação” e, quando, mais tarde, vierem a precisar desse conhecimento, demonstrarão exatamente o que vem sendo demonstrado pelos exames internacionais de conhecimento, que é o que mantém nosso país em último lugar.

Esse é um erro de princípios, já que se partiu da ideia de que todos estão no mesmo nível em todas as matérias, o que pode ser considerado uma monumental falácia!

Precisamos, então, identificar qual o PONTO DE ENTENDIMENTO de cada aluno, em cada uma das matérias, para permitir que o professor saiba a partir de qual ponto esse aluno precisa ser ensinado.

Desde o século XVII Comenius, em sua Didática Magna, já alertava para isso, em sua frase:

“Age idiotamente aquele que quer ensinar ao aluno, não o que ele pode aprender, mas sim o que ele próprio deseja”

Então, para sabermos a realidade REAL de uma turma, precisamos realizar avaliações diagnósticas iniciais, envolvendo questões de todos os níveis, para que o PONTO DE ENTENDIMENTO de cada aluno seja estabelecido.

A partir da análise dessas avaliações o professor tem algumas opções:

Opção 1: Prepara suas aulas no nível padrão daquele ano escolar e exclui os que não conseguirem acompanhar as explicações, por meio das provas e testes;

Opção 2: Alerta os pais dos que estão fora do nível, para que coloquem seus filhos em reforço escolar, até que consigam acompanhar o nível da turma;

Opção 3: Planejar as suas aulas, adaptando seus conteúdos aos diferentes níveis de seus alunos, para que todos sempre aprendam alguma coisa, a partir do ponto que sabem e, assim, evoluam no conhecimento de sua matéria;

As opções 1 e 2 são as que estão sendo mais utilizadas e, por isso, temos tanta exclusão escolar e tantos resultados negativos nas diferentes formações profissionais.

A opção 3, que é a única correta, tem sido combatida por dezenas de profissionais, por não saberem como dar aula em uma turma, com alunos em diferentes níveis de entendimento, sem prejudicar ninguém.

Imaginem que estamos analisando apenas o primeiro desafio da educação em sala de aula, que é a grande diferença em níveis de entendimento, entre os alunos de um mesmo ano escolar!

Para esse desafio a solução encontrada é a mudança de metodologia da aula em si.

A aula tradicional mantém os alunos em fileiras e em processo passivo de aprendizagem, que significa o professor dá a aula expositiva e o aluno ouve, anota, tira as dúvidas e realiza as atividades, deveres para casa, trabalhos e provas.  

Nesse tipo de aula o professor só pode dar suas explicações em um nível de entendimento e, portanto, só absorverão a explicação, aqueles que estiverem naquele nível e, mesmo assim, se não estiverem dormindo.

Para essa aula alcançar o efeito desejado, que é o de todos os alunos aprenderem todos os dias a partir do seu ponto de entendimento, a metodologia precisa ser adaptada, de forma que atenda às seguintes necessidades:

Todos os alunos aprendem todos os dias, em todas as aulas, a partir de seu ponto de entendimento;

Todos os alunos são estimulados, em todas as aulas, a desenvolverem a sua autonomia no estudo, visando a sua futura autonomia no trabalho;

O item (1) constrói o conhecimento de todos dentro de seus respectivos níveis.

O item (2) transforma os alunos em protagonistas da sua própria aprendizagem, visando sua evolução social.

Sugiro a quem não tenha uma metodologia que atenda a essas necessidades, que estude e analise a nossa Metodologia de Dinâmica Grupal, que está disponível tanto em nossos vídeos aqui no nosso canal, como no nosso livro “Estudos sobre Educação: Inclusão Responsável”.

Teremos, também, no dia 25 de janeiro próximo, um curso de 10 horas/aulas sobre esse assunto, na nossa sede em Salvador.

Enviem suas dúvidas e questionamentos, para que possamos responder nas nossas próximas postagens.

Um forte abraço e muito sucesso para todos vocês.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Como recuperar a motivação perdida?



Olá amigos!

Sim, dá para começar tudo de novo a cada momento. Só precisamos querer de verdade e não deixar passar essa nova oportunidade!

Dá para recuperar tudo sim, a começar pela motivação perdida, e tudo o mais que você deixou de aproveitar por ter se mantido escravo de alguma ociosidade ou até de algum vício que, pode ser até a elevada exposição a uma tela de celular ou computador, por exemplo, ou remédios, ou drogas, ou 
exagero de álcool, e tudo o mais.

O importante é “se tocar” que a vida está se esvaindo e você está perdendo todas as oportunidades que ela poderia estar lhe proporcionando.

Constatando isso, vamos, então, começar a procurara a liberdade dessa escravidão.

Vamos, então, à recuperação?

Inicialmente fique atento para se afastar das pessoas que, “do nada”, aparecem só para nos desanimar.

Dê uma desculpa e siga adiante.

O importante é transformar cada momento de sua vida em momento de satisfação pessoal.

Isso vai levar você a experimentar os verdadeiros prazeres da vida e a perceber que eles estão aí, à nossa disposição, sem necessidade de nada nos controlando nem nos direcionando, nem nos escravizando!

Tudo começa com a alimentação e o consumo de água.

Depois entra a parte de reorganização de sua rotina e escolha de metas.

Em seguida vem a necessidade de você ter um bom relacionamento com você mesmo.

Mas, vamos ao primeiro ponto: alimentação

É incrível como não tínhamos conhecimento do quão importante é, para nossa vida, o cérebro entérico, que é o do intestino, na sua tarefa de produzir energia a partir da nossa alimentação.

Tristezas, desânimos, preguiças sem sentido, tudo isso está relacionado, em primeiro lugar, com o nosso processo digestório!

Ou seja: tudo está diretamente relacionado com a nossa alimentação!

E se a alimentação está relacionada a momento de satisfação pessoal, esse processo será muito mais eficaz e produtivo para o nosso equilíbrio orgânico e psíquico.

Então, beba água frequentemente, mas “curta” a água que bebe, como se você estivesse namorando cada gota.

Inclua em sua dieta todo tipo de frutas, legumes, verduras, ovos etc. Programe em quais refeições você consumirá essas verdadeiras fontes de energia!

Durante as refeições, mesmo que seja um lanche, procure estar dedicado a saborear cada alimento. É mais uma fonte de prazer.

Vamos ao segundo ponto: rotina e metas

Escreva a sua rotina diária e a leia com cuidado, para ver se tem algo que possa retirar, algo que possa mudara, ou algo que possa fazer de forma diferente.

Cada dia tem que ter momentos de produção, quando você se sentirá a útil a si mesmo, ou à sua família, ou à sociedade. Esse momento pode estar relacionado à sua profissão ou, se ainda está se formando, aos estudos relacionados à sua futura profissão. Mas também pode estar relacionado a trabalhos domésticos, na sua própria casa, por exemplo.

Cada dia deve ter, também, um momento para você fazer algo que gosta muito. Muitas pessoas se perdem na rotina de tal forma que passam meses, e até anos, sem se dar a oportunidade de fazer alguma atividade que sempre gostaram e que, acabaram esquecendo. Deixaram, simplesmente, de dar chance à sua felicidade pessoal.

Em relação às redes sociais, aos jogos eletrônicos, aos programas e filmes, crie horários específicos, sempre controlando o limite de tempo, para não se deixar escravizar novamente.

Criar metas diárias pode ser uma boa dica. Eu faço isso e, no final do dia, sempre me pergunto se “valeu o dia”. Quando as metas foram cumpridas, a resposta é sempre “Sim! Valeu”.

Lógico que atividades físicas diárias, por mais simples que sejam, são importantes para manter todo o organismo em equilíbrio.

Vamos ao terceiro e último ponto: comunicação intrapessoal

Sim! A sua conversa diária com você mesmo!

Isso significa meditar, refletir sobre sua vida, criar perspectivas, fazer uma oração, se você for religioso, mas sempre criar momentos para que exista, diariamente, essa relação com a pessoa que você deve amar muito, que é você mesmo.

E o mais importante é que, além de se recuperar, você construirá um novo EU, ou seja, uma nova personalidade, mais segura em relação a você mesmo, e pronta para passar a viver uma vida de satisfação, sucesso e felicidade.

Um forte abraço para todos vocês e,

Sejam muito felizes, sempre!

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Podemos atrasar a evolução do Mal de Alzheimer?



Podemos atrasar a evolução do Alzheimer?

São muitos os caminhos que a ciência está buscando para entender, retardar a evolução e curar o Mal de Alzheimer.

Não vamos nos alongar nessas pesquisas, no dia de hoje. Essa parte fica para outra postagem.

Nossa conversa, hoje, é para alguns amigos que precisam entender seus familiares, que começam a dar sinais de um esquecimento muito sério, com todos os sintomas do Mal de Alzheimer.

Na nossa série “Mistérios da Mente Humana” temos mostrado como o cérebro funciona e como ele, sozinho, tenta consertar todos os nossos defeitos.

Sim! Isso não é bruxaria! Isso é entendimento científico mesmo, de algumas funções importantíssimas do nosso sistema límbico, que fica localizado bem no centro de nosso cérebro encefálico, ou craniano.

Lembro, mais uma vez, que eu costumo identificar esse cérebro de encefálico ou craniano, porque muito em breve teremos, em todos os livros de biologia, as descrições dos nossos três cérebros: o encefálico (o conhecido há anos); o entérico (o do intestino, chamado por uns de segundo cérebro); e o cardíaco (o do coração, ainda desconhecido da maioria dos profissionais de saúde e de biologia).

Entender que o sistema límbico trabalha para nos consertar, o tempo todo, é fundamental para quem precisa dessa interferência, mas precisamos saber como ele realiza esse trabalho e, como ele pode ser estimulado a isso.

O trabalho dele está relacionado com a autoestima elevada, quando o sistema nervoso está equilibrado e, portanto, quando o cérebro entérico (o do intestino) está gerando toda a serotonina e dopamina que, por sua vez, alimentam, de volta, a autoestima.

Ou seja, é um trabalho cíclico de realimentação estimulante, que permite a identificação dos nossos males e a interferência para a redução dos sintomas e até (quem sabe?) sua cura.

Vários cientistas trabalham na identificação desse processo, o que tem sido tema de algumas de nossas postagens e será de mais outras no decorrer de 2020.

Precisamos, então, apenas elevar a autoestima desses nossos parentes em situação de tristeza pelo esquecimento, para que seu organismo reaja e ele se sinta, novamente, feliz.

Como fazer isso?

Inicialmente informe a todos os familiares e amigos para jamais testarem a memória dele! Não permita, jamais, que alguém diga coisas como: “Lembra quem eu sou?” “Lembra meu nome?”

Essa atitude é a pior de todas, porque mostra, à pessoa, que ela está péssima, mesmo que a doença ainda não esteja em estado tão avançado, e acaba acelerando a evolução do mal.

Exija que só se aproximem da pessoa para conversarem da mesma forma que faziam antes, mas de forma mais pausada, mais explicada, com voz baixa, olhado fixamente em seus olhos.

Sempre que perceber que a pessoa não o está reconhecendo, se apresentar com alegria e satisfação, mas em chamar a atenção para essa apresentação.

Outra atitude imprescindível é criar estratégias, na conversa, para mostrar que está precisando de opinião dela em alguma coisa, para demonstrar que ela é uma pessoa útil a todos e importante para a família.

O sentimento de ainda ser útil a alguém é um dos mais importantes para manter a autoestima elevada e atrasar toda a evolução da doença.

Avise a todos que não deve haver conversa paralela no ambiente em que a pessoa estiver, para evitara que ela se sinta desprezada ou isolada.

As conversas devem estar direcionadas a ela, sem exageros, é claro.

Isso deve ser ensinado também às crianças e aos adolescentes da família, já que a “conversa” da pessoa enferma com esses mais jovens é a que mais estimula os seus cérebros, principalmente, nesses casos, o cérebro cardíaco, que é o que representa a identidade emocional e psíquica do ser humano, como veremos no meu próximo livro, a ser lançado no final de 2020.

Leiam a reflexão “Angústia e a reconstrução da vida” em meu livro “O Menino dos Jornais”, e apliquem com vocês mesmos e com seus enfermos.

Vou deixar na descrição do vídeo, aqui em nosso canal no youtube, o LINK para adquirir esse livro.
O Menino dos Jornais e outros contos:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1322044759-o-menino-dos-jornais-e-outros-contos-_JM?

Aproveito para lembrar aos que não são inscritos, para se inscreverem e ativarem o sininho.

E peço, também, para compartilharem nossos vídeos com seus amigos e em suas redes sociais.

Forte abraço e sejam muito felizes sempre!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Velhos burros ou jovens arrogantes



Velhos burros ou jovens arrogantes?

Me chamou a atenção uma pergunta de uma jovem jornalista a um grupo de filósofos sobre a seguinte questão:

“Como posso perdoar meu pai, já idoso, por ele ter opinião política oposta à minha?”

Lembrei que esse fato tem sido constante, nos últimos tempos, em encontros familiares, quando os mais jovens se acham tão bem estruturados em seus conhecimentos de vida e de mundo, que não admitem uma opinião contrária à sua.

É comum eles contestarem todas as opiniões contrárias às suas, e mais ainda as dos mais velhos, muitas vezes sem sequer tentarem entender as razões de seu raciocínio, como se os anos de vivência tivessem bloqueado suas mentes, emburrecendo-os definitivamente.

Já tive a oportunidade de receber, em um comentário em um dos vídeos, aqui mesmo em meu canal, de um jovem psicólogo recém-formado, uma mensagem assim: “Seu velho! Vá estudar! O mundo mudou! Deixa de ser retrógrado!”

Bem...

Esse tipo de sentimento, tentando demonstrar superioridade intelectual, sempre existiu, principalmente em pessoas recém-formadas nos mais diversos cursos superiores, mas parece ter aumentado muito nos últimos anos.

Lembro que, há uns vinte ou trinta anos, em reuniões que promovíamos, em nosso antigo instituto de filosofia e teologia no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, ficávamos, todos, sedentos para ouvir nossos antigos mestres, já idosos, alguns deles até com dificuldade para falar.

Tentávamos extrair o máximo possível de seu conhecimento, que esvaia de cada uma de suas palavras.

Suas opiniões eram analisadas e refletidas por todos nós, com um respeito total pelo conhecimento adquirido por eles, exatamente porque as suas premissas eram muito mais ricas que as nossas, provenientes de anos e anos de vivência e observação de mundo.

Aprendíamos todos a cada encontro e enriquecíamos nosso cabedal de conhecimento, incorporando vivências que estavam sendo doadas para nós pelas frases elaboradas por aqueles que chamávamos de sábios, simplesmente por terem muito mais vivência que nós.

Hoje parece que houve uma inversão na inteligência! Os certificados de conclusão de cursos, os diplomas e os títulos estão servindo como um pedestal de autoridade máxima no assunto, como se aquela formação tenha garantido o domínio de todas as fronteiras do conhecimento, tornando esses jovens formados, os verdadeiros sábios, donos de toda a verdade universal.

Se foi uma inversão real na formação da inteligência humana, tenho uma solução a propor:

A solução ideal, a ser dada por mim, para esses jovens contestadores do “saber pela vivência”, seria a de eles não envelhecerem, para evitar que a sua própria vivência, que será natural que ocorra a cada dia, a mais, que estiverem nessa vida, lhes tragam o mesmo emburrecimento de seus pais, avós e antigos mestres, o que seria terrivelmente deprimente para mentes tão inteligentes.

Assim evitarão que, um dia, seus filhos sejam obrigados a também quererem lhes perdoar, pelas suas opiniões contrárias às deles, demonstrando que, com o tempo de vivência, estabeleceu-se uma burrice coletiva em todos eles, já, então, idosos como os de hoje.

Mas se é apenas uma formação de mentalidade totalmente equivocada, precisamos encontrar as causas e consertar na origem.

De quem será a culpa? Do sistema educacional no seu nível superior? Na sociedade como um todo? Das famílias na educação doméstica? Da falha no ensino da humildade em todos esses setores, como valor humano imprescindível?

Acredito que falta exatamente o valor humildade!

Falta o ensino daquilo que eu aprendi com o nome de “escuta ativa”, que significa escutar, de verdade, todo o sentido e todos os conceitos das frases que nosso interlocutor está nos dizendo, sem interrompê-lo por pensarmos de forma diferente ou contrária.

E isso precisa ser ensinado em todos os estágios da educação, principalmente nas academias superiores.

E fiquei muito satisfeito quando Chenelle Bonavito Martinez, um dos cientistas da Academia de Ciências de Nova York, fez questão de enfatizar, em sua fala, sobre o verdadeiro cientista que precisamos ter hoje, que é o cientista empreendedor: aquele que sabe que seu conhecimento só será útil quando ele se associar ao conhecimento dos outros; quando se permitir questionar suas próprias conclusões; quando desenvolver a capacidade de observar os fenômenos à sua volta e, principalmente os comportamentais; quando ele se permitir experimentar as ideias dos colegas e; quando se convencer de que devemos, todos, nos  estabelecer em redes de conhecimento, para que possamos, realmente, ser úteis a nós mesmos, à nossa família e à nossa sociedade.

Assino cada palavra de Martinez, nosso colega na Academia de Ciências de Nova York, e espero que possamos compartilhar essas máximas com todos os nossos colegas, com todos os nossos amigos e com nossos filhos e alunos.

Antes de terminar lembro a todos para se inscreverem em nosso canal e ativem o sininho da comunicação.

Deem seu like e compartilhem com seus amigos e com seus grupos nas redes sociais.

Precisamos de mais gente conosco, na transformação social pela educação.

Recebam todos um forte abraço

Como criar um filho sem as tradicionais "revoltas adolescentes?"

domingo, 29 de dezembro de 2019

Não tenha medo de dizer não


Ensaio – 29/12/2019 – A demonização do não e a subserviência à vontade do filho

Ontem me deparei com um comentário bastante interessante, em minha escola, entre a coordenadora e a diretora, sobre a decisão de uma mãe de transferir o filho para uma escola pública, pelo simples fato de que “o filho quer” e pronto!

Também ontem li uma apologia ao “não”, muito bem escrita, por sinal, mas demonizando o advérbio, como se ele fosse a causa de todos os problemas do mundo, incluindo os crimes.

Segundo o texto, se tudo fosse permitido, não haveria necessidade de leis, e não haveria criminosos.

As duas informações se complementam e seus resultados são fáceis de serem observados em nossos dias, já que, embora ainda existam leis e nem tudo seja oficialmente permitido, a sociedade está a cada dia mais permissiva, logo, o comportamento social atual já pode servir como análise de como seria a permissividade total.

No caso do “não” é fácil observar, já que grande parte das famílias já não usam esse advérbio na educação doméstica, permitindo que o filho, desde cedo, assuma o controle total de suas vontades, ficando seus pais subservientes a ele.

Logo, basta analisarmos o comportamento social atual para vermos como será a sociedade, quando essas permissividades se transformarem em regra geral.

O melhor ambiente para se observar tais resultados é a escola, já que nela está representada uma amostra da sociedade local.

Não vou comentar, hoje, sobre os adolescentes que se consideram mais importantes que seus pais e que contestam suas decisões, achando que já são maduros o suficiente para tomarem suas próprias decisões na vida.

Vou enfocar os que recebem “não” em casa e que, nem por isso, se chateiam. Apenas cumprem. Os que esperam os pais dizerem em que mesa devem se sentar no restaurante em vez de eles mesmo decidirem. Os que perguntam aos pais se podem ou não ir a uma festa, ou à casa de um amigo e respeitam a decisão dos seus pais. Os que respeitam as ordens de desligar o celular na hora das refeições e antes de ir para o quarto. Os que sabem que quem escolhe a escola que ele vai estudar é seu pai, já que é o pai quem pode analisar se a escola vai ser produtiva ou não para a sua aprendizagem e a preparação de seu futuro.

Quando observamos esses adolescentes, vemos que esses são os que se apresentam sempre felizes, produtivos, empolgados com o aprendizado, desenvolvendo a criatividade, inventividade e descoberta.

Esses não se preocupam com “querer algo diferente”, porque foram acostumados, em casa, que o diferente será construído com seu esforço pessoal, a partir de uma preparação intelectual, emocional e de caráter que, começou em casa e se complementa na escola.

Esses, por enquanto, se divertem com o conhecimento que adquirem e compartilham, com seus colegas e professores, as ideias que surgem, a partir de pensamentos bem fundamentados, aprendidos em casa e na escola.

Esses dão valor à vivência de seus pais e procuram absorver todos os ensinamentos que vêm deles, sem qualquer necessidade de contestá-los.

Esses são os que, mais tarde, terão sucesso na vida pessoal, na vida familiar e, mais ainda, na vida profissional, principalmente porque aprenderam que, na vida, tudo deve ser conseguido com seu esforço próprio e com o respeito mútuo e que, aprender com a vivência dos mais velhos é a mais importante dádiva que um filho pode receber na vida.

Esses terão sempre motivação para a vida. Esses desenvolverão e conhecerão a sua própria identidade e o seu caráter. Esses estarão sempre criando novas perspectivas de vida, com base nos ensinamentos que cultivaram ao longo de todo esse aprendizado, iniciado em casa e complementado na escola.

Já os demais...

Os demais são o resultado da falta do “não”, que deu a eles a impressão de que o mundo gira ao redor dele mesmo, e que sua vontade é a que deve prevalecer.

Exemplos? Susane von Richthofen e muitos outros, que acabaram matando aqueles que os criaram, sem os tradicionais “nãos”, que ensinariam o caminho correto da vida.

Como eu disse antes, não vou me alongar nesses... ficaria muito triste para uma postagem nossa...

É isso aí, amigos!

Tenham um bom domingo!

Mas, antes, inscrevam-se em nosso canal e ativem o sininho.

Assim compartilharemos nossas ideias e nossas análises, a cada postagem, atendendo aso questionamentos e sugestões de todos vocês.

Continuem mandando suas sugestões, críticas, dúvidas e questionamentos para nós.

Forte abraço!

sábado, 28 de dezembro de 2019

Orientação adolescente - Não gosto de estudar



Orientação Adolescente
“Não gosto de estudar!”

Ontem entrevistei um adolescente que me disse, com muita clareza, que está sempre perdendo de ano porque, simplesmente, não gosta de estudar.

Parece que ele se espantou quando eu, em resposta, lhe disse que eu também não gosto! Que estudar realmente me parece ser uma coisa chata.

Mais espantado ainda foi quando eu lhe disse que eu nunca estudei na vida e que, para completar, que eu também nunca trabalhei na vida!

Ele olhou para minha mesa e minha estante e não entendeu as razões para ter tantos livros ao meu lado, caderno aberto, blocos com anotações etc.

“O senhor está brincando?”

“Nada disso” – foi o que eu disse a ele.

E aí, continuei:

Apenas, desde muito cedo, eu descobri que estudar, por estudar, era uma coisa muito chata e que parecia não levar a nada, mesmo com todo mundo me dizendo que estudar é o que dá futuro e tudo o mais.

Isso acontece também quando a gente come por comer, ou porque está com fome, e não pelo prazer de um momento de refeição.

E é verdade!

Foi aí que comecei a procurar sentido para a minha vida.

Percebi que a vida tem muito mais sentido quando transformamos nossas atividades de cada dia em atividades de prazer.

Aí comecei a procurar algo que eu realmente gostasse muito e descobri que desenhar uma planta de casa era uma atividade que eu me encontrava!

Pedi a meu pai para me matricular em um curso por correspondência de desenho arquitetônico (Instituto Monitor, na época muito famoso) e fiz o curso e adorei.

Com isso, durante o curso, eu vi que precisava desenvolver mais um pouco da matemática, principalmente trigonometria, mas como era matemática para me ajudar naquilo que eu gostava, cada cálculo que eu aprendia me trazia mais prazer em continuar desenhando as plantas das casas.

E assim veio, também, o prazer em entender os textos explicativos dos desenhos, a correção na linguagem nas descrições que eu tinha que fazer, e o português passou a ser uma parte desse mesmo prazer.

E aos poucos cada matéria que eu tinha na escola acabava se encaixando em alguma parte desse meu prazer: desenhar plantas das casas.

E eu vi que eu já não estava estudando, mas sim tendo prazer em aprender, complementando meu conhecimento, para poder curtir cada traço dos meus desenhos e cada parte do planejamento daquelas casas.

Eu não estudava mais, como meus colegas, para fazer provas nem para tirar notas. Eu procurava aprender os assuntos pelo prazer de poder usar esse aprendizado no meu prazer.

Essa fase passou. Isso foi entre os 10 e 12 anos de idade. A partir dos 13 anos meu interesse passou a ser para a construção de um barco de verdade. O caminho foi o mesmo e as empolgações só aumentavam.

Com esse meu interesse pelos assuntos a serem aprendidos e não com o estudo para provas e testes, eu acabava me saindo muito melhor que os colegas nos resultados escolares, e ninguém entendia o porquê disso!

Era comum todos estarem “estudando” para uma prova e eu indo para a praia, “curtir” o domingo.

No dia seguinte todos se desesperando para tirar nota boa na prova e eu apenas indo fazer a prova, sem qualquer preocupação, sem estresse, sem bloqueios e, melhor que tudo, com bons resultados.

Quando chegou a hora de escolher a profissão, aconteceu o mesmo, ou seja, eu escolhi aquela que eu acreditava que me daria muito prazer.

Essa foi a melhor parte!

Muito colegas escolheram medicina porque médico ganha bem! Alguns se arrependeram depois, por causa do estresse da profissão.

Muitos escolheram engenharia porque engenheiro ganha bem! A mesma coisa aconteceu com alguns deles.

E assim por diante!

Eu analisei entre arquitetura e Marinha.

Escolhi entrar no Colégio Naval porque a minha paixão agora era o mar (lembram do barco que eu construí?)

Então tudo o que era dado nos cursos da Marinha eram “curtidos” por mim como complementos para o meu prazer, e assim foi durante muitos anos, ou seja: Eu nunca acordei para ir para o trabalho!

Eu sempre acordei para ir para o meu prazer e que, por acaso, outros costumavam chamar de trabalho...

Eu não relatei isso para convencer ao menino, nem a você, a fazer o mesmo em relação à sua vida.

É apenas um relato real, de alguém que até hoje “curte” tudo o que faz e que se sente muito feliz e realizado.

Muitos desafios apareceram nessa trajetória, é claro, e até hoje surgem novos desafios a todo momento.

Mas quando o nosso foco é entender a vida e aproveitar cada um de seus momentos, os desafios são facilmente superados e servem como estímulo à busca de mais conhecimento o tempo todo.

Como essa busca está sempre aliada ao prazer, agindo assim nós estaremos sempre construindo um alicerce fortíssimo para a nossa vida, constituído das duas maiores bases de sustentação da felicidade, que são:

AMOR e CONHECIMENTO

Forte abraço, amigos!

Mas, só um momento!

Esqueci de dizer para vocês se inscreverem. Os que ainda não fizeram isso, claro. E ativar o sininho para avisar sobre as novas postagens.

Agora sim, forte abraço e até breve!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Ser Humano X Inteligência artificial

Como será a evolução dessa integração entre o homem e a máquina, que já estamos vivenciando e nossos dias?



A competição entre o ser humano e a inteligência artificial
(Comentário comparativo entre ideias de Jerry Hultin, da Academia de Ciências de Nova York; Hugo de Garis – cientista chefe da Starlab-Bélgica; Steven Spielberg, em seu filme IA – Inteligência Artificial; e mais Isaac Azimov, escritor; Stuart Armstrong, do Instituto Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford; e nossas próprias observações)

Num dos últimos encontros do ano na Academia de Ciências de Nova York, Jerry Hultin apresentou uma análise preocupante, sobre a competição entre o ser humano e a inteligência artificial.

Essa análise me lembrou da obra “Artilect War”, escrita por Hugo de Garis, cientista chefe da Starlab, na Bélgica, que eu tive acesso no ano 2000.

De Garis alertava o mundo para o perigo do desenvolvimento, sem controle, da inteligência artificial.

Naquela época muitas pessoas ainda achavam que as 3 leis de robótica, muito bem-criadas por Isaac Azimov, seriam sempre respeitadas pelos robôs, mesmo sem terem perguntado isso a eles...

De Garis alertava que essa falta de controle poderia desenvolver inteligências criativas, ao ponto de os robôs assumirem sua própria criação e destruir a humanidade.

Para quem não lembra, essas três leis deveriam ser seguidas à risca e rigorosamente na ordem, pelos robôs:

1) um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal;

2) os robôs devem obedecer às ordens dos humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei; e

3) um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores.

Mas o mundo está claramente caminhando para competitividade econômica, fazendo com que a ética esteja descartada, quando o objetivo principal é o lucro.

De Garis descreveu como estava, naquela época, o desenvolvimento antiético, com fins puramente lucrativos, de sistemas inteligentes que, por terem que ser, a cada dia, mais competitivos com os concorrentes, acabariam por fazer seus criadores perderem o controle e assim iniciaria a famosa “Artilect War”, ou seja, a guerra entre o homem e o robô, que é o título de seu livro, onde o vencedor é, naturalmente, o robô.

De repente, como se fosse uma reação às suas conferências, Steven Spielberg lançou seu filme IA – Inteligência Artificial, baseado num projeto de Stanley Kubrick, sobre a criação de robôs com sentimentos.

Esse projeto, por sua vez, foi baseado num conto de Brian Aldiss: “Supertoys last all summer long” – “Os superbrinquedos duram por todo o verão”, o que na realidade significaria: Os superbrinquedos vivem para sempre.

No filme Spielberg tenta defender as fábricas de inteligência artificial contra um possível controle ético exigido pela população, a partir da leitura da obra de De Garis, de uma forma bastante sutil.

Ele nos apresenta a beleza de um menino robozinho, super sentimental e lindo, que poderia ser adotado pelos casais como filhos, sem as despesas e dificuldades educacionais de uma criança normal.

No enredo, os espectadores são levados a se apaixonar pelo menino robozinho, pela sua beleza e pela sua doçura.

Quando, entretanto, tem início a parte de destruição dos robôs que começaram a tomar decisões contra os humanos, Spielberg apresenta essa “caça aos robôs”, como uma verdadeira “carnificina sem carne envolvida”.

Mas faz com que os espectadores se voltem contra os perseguidores dos robôs, ou seja, ele não deixa de mostrar que houve necessidade de parar com a liberdade tecnológica do robô, mas mostra o ser humano como o grande vilão!

A maioria dos espectadores passa a defender os robôs, sem perceber que estão se aliando à indústria antiética da inteligência artificial e contribuindo para a eliminação da humanidade!

Só no final do filme é que é mostrado, por Spielberg, que a criação de robôs inteligentes acabou por destruir toda a humanidade, mas isso é só bem no final, quando muita gente já está tão envolvida com os sentimentos dos robôs, que nem percebe o mal que estão aceitando.

Já em seu artigo na Academia de Ciências de Nova York, Jerry Hultin chama de “Revolução da Inteligência” essa época que estamos vivendo e analisa que ela trará muito mais benefícios e danos que as outras três revoluções industriais que o mundo já teve.

E, mais que isso, essa revolução nos traz uma nova questão fundamental, e que tem sido discutida bastante em nossos encontros, que é: “O que significa ser um humano?”

O enfoque de Hultin é mais para a automação e a eliminação de empregos, do que sobre o perigo da capacidade de decisões a serem tomadas pelas máquinas.

Mas minha preocupação, nessa nossa conversa, está mais para essa parte da capacidade de decidir, a ser absorvida pela IA, que coincide com a preocupação de Hugo de Garis em seu Artilect War.

Eu lembro que já comentei com vocês, também, sobre outro aspecto importante, que é o projeto da “Singularidade”, que tem tudo a ver com o que estamos conversando.

Singularidade, nesse caso, significa a integração homem-máquina substituindo partes humanas por partes cibernéticas, para melhorar nosso desempenho.

Uma das polêmicas em torno disso é a possível imortalidade cibernética, substituindo partes deterioradas do corpo humano por partes cibernéticas e prolongando a vida para sempre.

Muita gente me disse que eu estaria imaginando coisas impossíveis, mas vamos analisar?

Em 2012 aconteceu a “Cúpula da Singularidade”, quando Stuart Armstrong, do Instituto Futuro da Humanidade, na Universidade de Oxford, apresentou suas previsões de que a “Era Humana Pura” deve terminar por volta de 2040. Não fui eu quem disse! Foi ele!

Ele estava se baseando no ensaio publicado em 1993, por Vernor Vinge, quando ele prevê o fim da era humana, a partir da evolução da singularidade.

Os estudiosos e defensores da singularidade dizem que é irreversível a integração homem-máquina, criando um “agente inteligente atualizável com capacidade de autoaperfeiçoamento”, da mesma forma que fazemos com nossos computadores e celulares.

Isso gerará indivíduos dotados de uma superinteligência poderosa, muito superior à inteligência humana pura.

Então, amigos, como conclusão de tudo isso:

EVOLUÇÃO NECESSÁRIA:

Eu vejo que a evolução científica e tecnológica é imprescindível para o enfrentamento dos grandes desafios que poderão surgir a cada momento, tanto em relação às doenças e epidemias, quanto a diversos outros tipos de perigos de toda ordem.

ARTILECT WAR

Vejo, entretanto, que a inteligência artificial sem controle ético pode, realmente, servir para criar máquinas, com pensamento independente que, conforme a ficção nos mostra, pode ser a destruição da humanidade. A guerra entre o homem e a máquina.

SINGULARIDADE

Mas vejo um outro perigo, não sei se maior ou menor, que é o aumento de nosso desempenho humano por meio do processo da singularidade, tornando-nos verdadeiros meio-homem, meio-ciborgue.

Isso também pode se constituir um caminho irreversível de destruição, senão da espécie humana, mas pelo menos da nossa essência emocional humana.

SOLUÇÃO:

Qual a solução para essas polêmicas? Não sabemos, mas temos que buscá-las!

Na Academia de Ciências de Nova York todos nós fomos chamados a discutir o assunto, devido à preocupação de Ellis Rubinstein, nossa presidente, com assunto tão polêmico e decisivo para o futuro da própria humanidade ou, pelo menos, das atuais características que conhecemos do ser humano.

Precisamos, então, da participação de todos, comentando e mandando suas sugestões, seus questionamentos e suas ideias para que, por meio da Academia, possamos sugerir controles específicos e evitar problemas irreversíveis para todos nós.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Autismo - Glúten e sua relação com o autismo



Nesse nosso vídeo de hoje vamos conversar sobre mais um estudo científico sobre o autismo e as causas intermediárias de seus sintomas.

Peço que todos vocês divulguem esse estudo, compartilhando esse vídeo, porque só assim poderemos ter mais crianças autistas sendo salvas da exclusão social.

Como tenho relatado nos outros vídeos, acreditamos que a causa original do autismo seja um defeito em um gene, mas como em cada grupo de autistas esse gene é diferente (TRPC6, FMR1 etc.) a cura definitiva ainda precisa de muito tempo e trabalho para ser encontrada.

Enquanto não se acha a cura, procura-se reduzir seus sintomas, para que o autista possa ser escolarizado como seus colegas neurotípicos e possa desenvolver sua autonomia, como qualquer pessoa.

O artigo que hoje analisamos é um dos mais de dezesseis mil que relacionam o glúten ao autismo, para que todos possam buscar mais uma alternativa de melhora para seus filhos.

Lembro sempre que nada deve ser feito sem o acompanhamento médico e de um profissional de nutrição.

A especialidade médica ideal é sempre a de pediatra nutrólogo ou gastroenterologista, já que o principal elemento a ser estudado é exatamente a alimentação, a microbiota intestinal, o intestino e o cérebro entérico.

Um dos artigos que revisamos essa semana foi o de Colin Heberling, Prasad Dhurjati e Myron Sasser, da Universidade de Delaware, em Newark.

Vou deixar a referência na descrição do vídeo, no nosso canal no youtube, e no final do texto, em nosso Blog, para quem também gosta de estudar.

Nessa releitura do artigo fiz, novamente, uma ligação com todos os que estudei anteriormente e com os registros técnicos das observações que tenho feito, de “meus autistas”, ao longo desses últimos vinte anos de IUPE, que é o nosso colégio inclusivo de verdade.

O artigo mostra que a neuro inflamação, ou seja, a inflamação cerebral (que é o tema que mais comento em meus cursos e palestras), é a mais provável causa de todos os distúrbios no autista.

Vamos falar rapidamente da “inflamação cerebral” e “cabeça explodindo”.

Ela não é detectada com a mesma facilidade da inflamação intestinal porque ela não causa dores.

O que ocorre é uma sensação de “cabeça incomodando ou explodindo”, conforme muitos deles me relatam, quando eu pergunto a razão de correr sem parar, de um lado para outro, ou de quere bater em alguém, ou de não conseguir dormir etc.

Essa neuro inflamação é causada pela chegada ao cérebro, via corrente sanguínea, de proteínas e micro-organismos prejudiciais ao seu funcionamento correto.

Esses micro-organismos entraram na corrente sanguínea, primeiro porque não foram corretamente trituradas pela microbiota intestinal e, depois, devido à alta permeabilidade das paredes do intestino.

Então aí já aparecem dois elementos que precisam ser estudados. Qual o motivo da microbiota intestinal não cumprir o seu papel e, além disso, por que as paredes do intestino do autista são permeáveis?

O que o trabalho de Colin Heberling, Prasad Dhurjati e Myron Sasser, propõe é a existência de uma relação circular, no caso do autismo, que pode esclarecer alguns pontos.

É a seguinte:

Segundo eles existe, no autista, um estresse oxidativo e deficiências metabólicas do enxofre.

Tanto esse estresse como a deficiência, estão relacionados às alterações na microbiota intestinal.

A microbiota alterada, por sua vez, fica com sua eficácia reduzida no seu trabalho digestório, que é a trituração das proteínas que não devem ir para a corrente sanguínea.

Esses pedaços não triturados ficam no intestino e deterioram. Isso cria um ambiente propício para o surgimento de bactérias patológicas, protozoários e parasitas diversos.

Essa infestação de vermes é encontrada em quase todos os autistas, e isso aumenta ainda mais o estresse oxidativo, ficando ele em nível muito elevado.

O que vemos, com isso é uma verdadeira “bola de neve”, um mal alimentando o outro e, assim ambos se perpetuando no organismo autista.

Por isso que o tratamento de um único alvo acaba tendo efeito de curta duração.

Os terapeutas prescrevem uma medicação, observam que fez efeito, mas o efeito não perdura, houve apenas uma espécie de “camuflagem temporária” para o sintoma.

A maior importância desse trabalho é exatamente o alerta que precisamos para não nos enganarmos nos resultados de um só tratamento.

Após a leitura do trabalho “fica a dica” para que o tratamento seja sempre combinado, levando em consideração, principalmente, que:

As toxinas bacterianas (essas provenientes das bactérias patológicas), o estresse oxidativo, e os alimentos alergênicos, principalmente o glúten, são elementos que aumentam a permeabilidade das paredes do intestino.

Temos insistido em que seja realizado um exame de intolerância alimentar rigoroso para que sejam encontrados os demais alergênicos, como a caseína (proteína do leite), a proteína da soja, os açúcares, os corantes e os conservantes.

O mais confiável que eu conheço é o Great Plains Labs, nos Estados Unidos, pertencente ao Dr William Shaw.

Mas o trabalho deixa bem claro que o glúten é o maior vilão.

As conclusões que chegamos após a releitura de mais esse trabalho e a comparação com os que estudamos anteriormente, são:

Precisamos substituir o glúten da alimentação do autista, para reduzir a permeabilidade intestinal, sob a orientação e acompanhamento de médico pediatra nutrólogo e nutricionista.

Mas lembre que não é “tirar o glúten”, já que ele é importante na alimentação, mas substituir por algum outro alimento que traga o mesmo valor nutricional. Por isso essa substituição precisa do acompanhamento de nutricionista.

Precisamos, também, combater as bactérias patológicas, protozoários e parasitas diversos, e analisar e corrigir as deficiências metabólicas de enxofre.

Esse combate deve ser acompanhado por médico gastroenterologista pediatra.

Precisamos ter cuidado ao tratar, no autista, apenas uma parte do problema. Os resultados que encontramos e que parecem ser definitivos, são apenas temporários, já que as outras causas secundárias continuam existindo.

Os comportamentos inadequados do autista, como agressividade, inquietação, falta de sono, movimentos repetitivos e outros, são provocados pela inflamação cerebral, ou seja, embora sejam sintomas semelhantes aos dos doentes psiquiátricos, as causas são conhecidas e podem ser tratadas.

Não existe ainda cura para o autismo, mas o tratamento dessas causas intermediários podem permitir, a eles, uma vida perfeitamente normal, como qualquer pessoa neurotípica.

Aviso aos amigos que estão aguardando outras análises em relação aos mais novos trabalhos científicos sobre o autismo, que já selecionamos alguns e em breve publicaremos.

Alguma outra dúvida ou questionamento ou sugestão, mandem parar nossos endereços.

Compartilhem, então com seus amigos e em seus grupos, para que mais pessoas possam acompanhar nossos estudos e, assim, possamos todos, juntos, salvar nossas crianças da exclusão social.

Forte abraço!

Referências:



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Avaliação como estímulo à aprendizagem e sem notas



AVALIAÇÃO COMO ESTÍMULO À APRENDIZAGEM E SEM NOTAS
Avaliação – Como garantir aprendizagem real sem dar nota nas avaliações?

Pergunta de Ulisses, de Mato Grosso do Sul:
"Professor Roberto:
Eu assisti a uma reportagem dizendo que em Cingapura os professores estão proibidos de dar notas aos alunos.
Como pode uma escola sobreviver sem dar nota nas avaliações?"

Obrigado Wellingthon!

E obrigado, Ulisses, pela sua pergunta.

Ela nos remete ao entendimento do que seria, de fato, uma AVALIAÇÃO escolar durante a Ensino Básico.

Em Cingapura, o governo chegou à conclusão de que, dar notas, é um incentivo à seleção de alunos e até à exclusão social. Por isso resolveram abolir notas durante a formação básica.

Mas vamos analisar alguns pontos importantes, sem entrar no estudo profundo das avaliações, já que para isso precisamos de mais tempo.

Prepararemos um curso específico sobre AVALIAÇÃO, APRENDIZAGEM E REGISTRO ESCOLAR, para breve.

Vamos ver o que ocorre numa avaliação com nota, que é comum no Brasil e em vários países.

O aluno faz uma prova e o professor a corrige.

Vamos imaginar que havia 10 questões e ele acertou cinco.

O professor lança a nota 5,0 e entrega a prova ao aluno.

Imaginemos que nessa escola, a média de aprovação é 6,0.

O que vocês imaginam que esse aluno faz?

Opção 1: Ele analisa as questões que não acertou, estuda o assunto novamente e tira dúvidas com o professor, para aprender aquilo que não havia aprendido.

Opção 2: Ele joga a prova fora e vai tentar estudar o assunto da próxima prova para tentar tirar nota 7,0, e assim garantir que passará de ano.

Alguém tem alguma dúvida sobre a opção mais comum?

Pois é!

O aluno viu a nota e, com isso, só se preocupará em tirar uma nota compensatória na próxima prova.

Em nenhum momento ele pensa em aprendizagem de assuntos.

Os assuntos não aprendidos serão abandonados para sempre.

Exatamente por isso que nossos alunos “passam de ano”, mas nosso nível de aprendizagem é o pior do mundo!

Há outros aspectos para esse pior nível do mundo, entre elas o fato de marcarmos o dia da prova... mas isso vamos deixar para quando surgirem outras dúvidas.

Agora vamos a prova sem nota, como deve ser:

O aluno faz a prova.

O professor a corrige.

Na prova o professor só assinala quais as questões que o aluno “AINDA NÃO APRENDEU”, e devolve a prova a ele para que, em casa, ele estude novamente esses assuntos, mostre para o professor que já os aprendeu, ou venha tirar dúvidas.

Esse procedimento é o mesmo, independentemente se o aluno só não acertou ainda uma só questão, ou até para os alunos que ainda não acertaram nenhuma delas.

Assim todos os alunos são constantemente estimulados a aprender todas as questões, mas nunca a tirar notas, já que notas não existem!

E as famílias acabam com aquela história de só quererem saber dos filhos, “COMO ANDAM AS SUAS NOTAS”, em vez de procurarem saber “QUAIS OS ASSUNTOS QUE O FILHO ESTÁ APRENDENDO”.

“Pergunta de George, de Mucugê:
Como é feito o registro das avaliações, uma vez que não é atribuída a  nota?”

Obrigado Wellingthon.

Ótima pergunta, George!

Nesse caso não sei como será em Cingapura, já que não recebi, ainda, as respostas das perguntas que mandei para eles.

Mas vamos ver como é esse mesmo sistema, com registro de notas, no nosso colégio.

O aluno faz a prova.

O professor a corrige.

Aí vem a primeira parte do registro:

Ele registra sim, mas nunca na prova, nem na  caderneta (para evitar que o aluno saiba das notas), e sim em um mapa da coordenação, mas da seguinte forma:

- À caneta, se a nota foi acima da média.

- À lápis, se a nota foi abaixo da média. (nossa média é 7,0, porque, infelizmente, ainda não conseguimos abolir totalmente as notas).

Na prova o professor só assinala quais as questões que o aluno “AINDA NÃO APRENDEU”, e devolve a prova a ele para que, em casa, ele estude novamente esses assuntos, mostre para o professor que já os aprendeu, ou venha tirar dúvidas.

Quando o aluno cumpre essa parte, a nota dele, que estava registrada à lápis, por ter sido abaixo da média, vai ser registrada como 7,0, que é a média mínima de aprovação.

Com isso todos os alunos têm, constantemente, a oportunidade de aprender tudo o que não haviam aprendido, garantindo a formação correta de toda a turma.

Esses alunos, quando vierem a participar de algum concurso, de algum vestibular ou do ENEM, terão pontuações muito superiores aos demais.

Isso já é percebido em todos os colégios que adotaram essa metodologia, entre os alunos cujos professores conseguiram estimular a esse procedimento.

Amigos, mais alguma pergunta sobre avaliação? Mande para nós, pelos endereços que estão aí no vídeo.

Forte abraço!