sexta-feira, 26 de junho de 2020

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Psicologia X Psicanálise - O que todos precisam saber

O que todos precisam saber sobre a diferença entre PSICOLOGIA e PSICANÁLISE:

quinta-feira, 11 de junho de 2020

quarta-feira, 10 de junho de 2020

domingo, 7 de junho de 2020

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Polêmica da Erva de São João na cura do autismo



A hiperflorina, substância da erva de São João, cura o autismo?
Antes de mais nada vamos analisar o seguinte:
Os estudos sobre o autismo estão muito dispersos ainda e com muita gente tentando se aproveitar, em cima disso, para lucrar muito.
Há, entretanto, estudos sérios e tratamentos adequados, recuperando quase completamente as crianças, permitindo que tenham seu desenvolvimento normal e sua autonomia igual às demais crianças neurotípicas.
A dificuldade está em se saber quais são os profissionais, de cada uma das áreas ligadas ao autismo, que se mantém em atualização constante, e que, mais que isso, têm conseguido resultados satisfatórios nos seus acompanhamentos.
O que nós fazemos, além dos estudos da neurocognição e da sua prática em sala de aula, é o registro dos tratamentos adotados pelas famílias de nossos alunos, nos últimos vinte e um anos, analisando os resultados em seu comportamento, em sua capacidade cognitiva e em seu desenvolvimento intelectual.
Para não ficar apenas no universo limitado de nosso colégio, mantemos contato com colegas professores de diversas outras escolas por todo o país, coletando os mesmos dados.
Com isso conseguimos ter uma visão prática dos resultados dos tratamentos e, com base nisso, realizamos as nossas orientações.
Os cursos de formação que damos tem como objetivo mostrar, a todos os profissionais de educação, terapeutas e familiares de autistas, o conhecimento generalista mais atualizado em relação ao TEA e indicar os caminhos necessários para as suas respectivas atualizações dentro das suas especializações.
Aos profissionais de educação, já que essa é a nossa especialidade principal, ensinamos as metodologias mais adequadas ao desenvolvimento integral do autista, as técnicas didático-pedagógicas e todas as estratégias de acompanhamento escolar.
Aos terapeutas mostramos a necessária observação multidisciplinar, não só para o diagnóstico, mas, principalmente, para os respectivos tratamentos, com base nessas observações realizadas ao longo de todos esses anos, além das referências aos mais recentes estudos científicos publicados em cada área.
Em nossos vídeos abordamos uma pequena parte de cada vez, normalmente respondendo a uma indagação de alguns pais, de alguns terapeutas e, também, de professores.
Hoje, nosso tema é sobre o uso da hiperflorina, substância da Erva de São João, no tratamento do autismo.
TIPOS DE MEDICAENTOS E TRATAMENTOS
Em primeiro lugar precisamos saber distinguir os tipos de medicamentos, drogas ou substâncias utilizadas nos tratamentos.
Os medicamentos homeopáticos utilizam, em sua formulação, princípios ativos de origem vegetal, mineral e animal, mas seguem uma técnica de preparo chamada de dinamização, que pretende deixá-lo praticamente semelhante às substâncias naturais do organismo humano, com base no princípio de que semelhante cura semelhante.
Não vamos comentar hoje sobre sua eficácia. Vamos apenas dizer que, normalmente, não trazem qualquer efeito colateral.
Os medicamentos alopáticos buscam, por ação química, eliminar, o mais rápido possível, os sintomas da doença, seguindo o princípio dos contrários, trazendo alívio imediato, mas o que não significa, obrigatoriamente, que a causa foi eliminada.
Não vamos comentar sobre sua eficácia hoje. Vamos apenas dizer que, normalmente, produzem efeitos colaterais, mas sempre registrados em suas respectivas bulas. 
Os medicamentos fitoterápicos utilizam, exclusivamente, os princípios ativos das plantas medicinais, de forma semelhante ao dos medicamentos alopáticos e, naturalmente, também trazem efeitos colaterais.
HIPERFLORINA
O uso da hiperflorina tem sido feito pelos princípios da fitoterapia, e ela tem se mostrado eficaz em tratamento de depressão, sintomas de ansiedade e agitação em crianças, sintomas de esquizofrenia e, atualmente, no tratamento do autismo.
A utilização, entretanto, exatamente por ser semelhante aos medicamentos alopáticos, precisam de acompanhamento de um fitoterapeuta, para evitar os efeitos colaterais.
O tratamento mais eficaz, hoje, com a hiperflorina, é feito a partir do extrato seco, e não por meio de chás.
Se for utilizado o chá, praticamente não há efeitos colaterais, mas os resultados não são tão eficazes.
O tratamento com o extrato seco é mais eficaz, mas pode trazer efeitos colaterais e problemas com interações com outros medicamentos e, por isso, necessitam de um profissional médico ou fitoterapeuta, conhecedor profundo de todo o processo, para realizar tal acompanhamento.

MINHA ORIENTAÇÃO
Deixo claro que minhas orientações continuam as mesmas, que são:
Exame clínico completo
Para eliminar a possibilidade de comorbidades paralelas, como problemas de tireiode, por exemplo)
Eliminar parasitas (o trato intestinal do autista está sempre infestado por vermes e protozoários, principalmente pela Cândida Albicans
Analisar os níveis baixos de vitaminas para compensar depois da eliminação dos parasitas
Exame de intolerância alimentar pelo laboratório Great Plains (EUA), para verificar exatamente o que deve ser alterado na dieta, para acabar com a inflamação cerebral causadora dos sintomas
Dieta rigorosamente dentro dos resultados do exame, sob acompanhamento de nutricionista especialista em autismo
Acompanhamento transdisciplinar
Escolarização em ambiente inclusivo real

Qualquer dúvida, entrem em contato pelo email.
Lembro que já temos atendimento online, pela plataforma zoom, com custo bastante reduzido.
E lembro também de ficarem atentos aos nossos cursos online, também pela plataforma zoom, cujo calendário estará publicado em nosso portal a partir desse domingo.
É sempre um prazer poder me dirigir a todos vocês.
Recebam todos um forte abraço!


domingo, 17 de maio de 2020

segunda-feira, 11 de maio de 2020

domingo, 10 de maio de 2020

Mistério do amor em nossa energia interior

Só para refletir, lembrando um pouco da essência dos poemas de minha mãe, Zenith Andersen:

sexta-feira, 8 de maio de 2020

segunda-feira, 27 de abril de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

sexta-feira, 24 de abril de 2020

quinta-feira, 23 de abril de 2020

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A importância dos professores no "Dia do Planeta Terra"




Hoje, 22 de abril, é o Dia do Planeta Terra:

Se observarmos bem a figura veremos que, realmente, ou reciclamos nosso lixo, transformando-o em algo positivo e útil, ou estaremos todos submersos em uma imensa lama suja e podre, muito em breve.

Mas eu vou um pouco mais longe:

Imagine, em vez de lixo, o quanto de energia negativa está sendo gerada, diariamente, oriunda do sentimento de ódio, estampado nas palavras e frases, postadas nas redes sociais!

Imagine para onde está indo essa energia, já que as camadas atmosféricas, na maior parte das vezes, a reflete de volta para nós mesmos.

O que vejo hoje é uma necessidade muito grande de as pessoas mostrarem que não gostam das outras, xingarem as outras, rotularem as outras, sempre com adjetivos, os mais perversos possíveis, e desejarem o mal das outras, somente pelo fato de essas outras não concordarem rigorosamente com a sua forma de pensar e, consequentemente, com as suas opiniões.

Acabou o respeito pelo outro!

“Só respeito quem pensa como eu! Se pensar diferente, quero que morra!”

Precisamos mudar tudo isso, e começar o mais rápido possível!

Vamos conseguir realizar essa mudança com os adultos, esses já totalmente contaminados por essa onda de sentimentos ruins?

Alguns de vocês diriam que a única solução é começar a transformar as crianças, desde a Educação Infantil, preparando todos os professores para essa missão. E que não tem como alcançar seus pais.

Mas eu lembro que não adianta só preparar as crianças nas escolas, já que a família é a maior influenciadora da sua formação de caráter!

Nos nossos últimos três vídeos, incluindo o de hoje, em que analisamos as novas diretrizes da alfabetização, chegamos a conclusão de que precisamos criar estratégias para mudar todos ao mesmo tempo: Pais e filhos!

Todos os estudos que fizemos até hoje, de forma pessoal, principalmente nesses últimos vinte e um anos de existência de nosso colégio, o Colégio IUPE, em Salvador, coincidem com diversos estudos sérios, já publicados, sobre o assunto, desde o Parent and Child Education e o Even Start, dos Estados Unidos, passando pelo Basic Skills Agency, da Grã-Bretanha e chegando no The talk to a literacy learner, da Austrálila, mostram que ambos, pais e filhos, precisam ser alcançados pela educação inicial, na primeira infância, para que todos, juntos, criem uma nova mentalidade de união familiar e que seja positiva, construtiva, otimista e transformadora.

Temos, então, que criar estratégias para alcançá-los a todos, sim! Não só as crianças!

A escola tradicional, apesar de todas as suas qualidades, veio possibilitar a criação de uma mentalidade de separação entre pais e filhos!

As necessidades das famílias de estarem, pai e mãe, envolvidos com suas tarefas profissionais, para conseguirem dar o devido sustento à casa, fez com que fosse terceirizada a educação dos filhos que, na realidade, deveria ser de sua responsabilidade.

Para a escola só deveria ser passada a responsabilidade pela preparação intelectual e profissional, mas não a educação de valores, de virtudes humanas, de educação doméstica, de prática de respeito, de responsabilidade para consigo mesmo e para com o outro e tudo o mais.

Com essa triste realidade vemos os filhos serem formados de acordo com valores que, muitas vezes, não são compatíveis com os das suas famílias e, por causa disso, começarem os atritos dentro do próprio seio familiar.

Só temos dois caminhos a seguir:

Um desses seria o das famílias voltarem a assumir a responsabilidade da educação doméstica em todos os seus aspectos.

O segundo seria as escolas criarem estratégias para abraçar a educação de toda ela, pais e filhos, mesmo que de forma indireta.

Mais uma vez vamos precisar dos professores! Mas não tem jeito! Afinal, não há profissão mais importante no mundo senão essa! Só mesmo por meio dessa classe que poderemos ter alguma esperança em qualquer mudança social para o bem comum!

Mudanças sociais qualquer classe profissional pode se articular para fazer, mas para o bem comum, só mesmo por meio dos professores, embora eles precisem estar bem preparados e dispostos.

Como fazer isso?

Tudo começa com a preparação do próprio professor, que é a peça chave de todo o processo!

Vamos ver as etapas que precisamos seguir?

Primeiro passo o autoconhecimento, para estar de bem consigo mesmo;

O nosso sistema alucinante de cumprimento de horários e tarefas pré-estabelecidas, que teve início na época da revolução industrial (Tempos Modernos – Charles Chaplin), fez o homem se afastar de si mesmo e se transformar em uma simples peça de uma engrenagem.

Ele não se conhece mais, pois não teve mais tempo, e nem disposição, para procurar entender os seus sentimentos e as suas emoções, que constituem a essência da sua identidade pessoal, ou seja, a sua verdade interior, e da qual depende a sua satisfação para com a vida e , logicamente, a sua felicidade.

O mais comum é ele procurar esquecer ansiedades e angústias por meio de tentativa de compensações em prazeres diversos, sem qualquer ligação real com suas verdadeiras necessidades, ou mergulhando em sublimações, também tentativas de compensações, sejam religiosas, sejam filantrópicas, ou qualquer outra que, mesmo muito positivas, não satisfazem a sua verdadeira verdade interior.  

Segundo passo o entendimento e a compreensão do outro, para estar de bem com aqueles que convivem com ele;

Aqui começa o sentimento do respeito!

Nesse ponto é que vamos perceber que todas as opiniões das pessoas, por mais que sejam contrárias às nossas, ou até contraditórias, estão certas, mesmo que só para elas.

E que elas não precisam ser idiotas, nem burras, para terem essas ideias. Basta serem outras pessoas!

Pois cada um de nós. só tem condições de raciocinar, a partir da sua própria bagagem de conhecimentos e da capacidade intelectual desenvolvida.    

Terceiro passo a criação de seus objetivos pessoais e profissionais, mesmo que venham a mudar um dia;

Esse passo serve para evitarmos jogar fora, cada um dos dias de nossa vida.

Acordar mecanicamente para cumprir as obrigações do dia e voltar, mecanicamente, para casa, fazendo isso diariamente, sem criar quaisquer perspectivas, é o mesmo que se transformar em uma máquina, sem pensamento próprio, sem sentimentos, sem emoções, totalmente controlada pelo sistema.

É parar, como agora muitos estão tendo essa oportunidade, devido à pandemia, e analisar, a partir de suas habilidades, suas paixões e seus mais simples desejos, buscando encontrar todas esses pensamentos, mesmo que bem longe no tempo, para criar novos objetivos bem empolgantes, sem se importar se eles são considerados possíveis ou não. Tudo é válido! Nada é impossível! E ninguém precisa saber disso! É uma criação pessoal, só sua!

Quarto passo o estudo das metas que devam ser estabelecidas, rumo aos objetivos desejados e a organização dos planos diários, visando o alcance dessas metas;

Essa parte é a que vai dar o verdadeiro sentido à sua vida, já que existe algo concreto estabelecido, para que os seus objetivos estejam sendo buscados em cada plano cumprido.

Da mesma forma que na criação básica dos objetivos, lembre que isso só interessa a você!

Quinto passo organizar sua rotina diária, alterando a sua maneira de ver o mundo, de forma que possa transformar, em prazer, todos os seus momentos, sejam os das tarefas obrigatórias, sejam os das refeições, sejam os de encontros com as pessoas, sejam os das atividades físicas ou todo e qualquer evento ou atividade do dia.

Esse passo é o que fecha toda uma preparação para que a vida tome outro sentido e que o professor, a partir daí, possa ser a base para transmitir isso a todos os seus alunos e, inclusive, às suas famílias.

Um professor que passe por esse processo será, certamente, um professor bem resolvido!

Isso significa que ele será mais um a só gerar energia positiva, construtiva, otimista e transformadora. 
Esse é o professor que nosso mundo precisa!

A partir dele teremos crianças, adolescentes e famílias sendo devidamente alcançadas pela onda vibrante da sua positividade, do seu sentimento construtivo, do seu pensamento otimista e da sua energia transformadora.

Vamos começar?

Desejo a todos vocês uma boa reflexão e muito sucesso em tudo o que planejarem!

Nosso planeta estará, a partir daí, sem o lixo das energias negativas, mas sim recheado de ideias positivas, a partir das nossas energias positivas, construtivas e otimistas, que certamente serão contagiantes!

Forte abraço, amigos!

Diretrizes para alfabetização, que podem salvar a educação do país

Se cada uma das oito diretrizes de alfabetização (Decreto 9765/2019) for bem entendida e bem aplicada, nosso país poderá, em alguns anos, deixar de ser o pior país do mundo em aprendizagem. Vamos analisar como fazer?

terça-feira, 21 de abril de 2020

Minuto IUPE - 21-04-2020

Tenham todos vocês, uma excelente terça-feira!

segunda-feira, 20 de abril de 2020

domingo, 19 de abril de 2020

Desafios da inclusão - entendendo a criança a ser incluída

Nesse período em casa, o desespero dos pais, com seus filhos em início de escolarização, aumenta mais ainda! Quando a criança tem alguma síndrome ou transtorno ou deficiência, esse desespero aumenta mais ainda! Aqui vão algumas dicas que podem ajudar bastante no entendimento dessa fase e, assim, evitar prejuízos no desenvolvimento da criança e no seu equilíbrio emocional:

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Adolescente incluído não alfabetizado - como fazer

Como poderemos alfabetizar um adolescente incluído nos anos finais do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio?


Sim! Essa é uma pergunta comum, em quase todas as escolas, depois que as leis educacionais determinaram a inclusão escolar!

Vamos analisar?

Parte da sociedade começou a perceber que deficientes são gente igual a nós e que têm os mesmos direitos.

Outra parte continua desprezando quem não se enquadra na normalidade, considerando-se, talvez, imune a qualquer doença, acidente ou coisa parecida.

Por causa dessa outra parte acaba sendo necessário o estabelecimento de leis específicas, para que a obrigação moral passe a ser, também, oficialmente, obrigação legal!

Assim, todas as escolas regulares passaram a ser obrigadas a aceitar, em suas turmas, alunos deficientes e, de acordo com os próprios documentos legais, obrigadas a garantir a sua aprendizagem real, visando a sua autonomia futura.

Para isso as escolas devem adaptar currículos e/ou conteúdos, adaptar tarefas e avaliações, e criar estratégias de ensino apropriadas e inclusivas.

Temos observado que algumas escolas já estão se atualizando para essa nova fase da educação no país, enquanto outras procuram, de todas as formas possíveis, evitar ter, em suas turmas, qualquer tipo de aluno, que não se enquadre no padrão desejado, de desenvolvimento intelectual, ou de capacidade cognitiva.

Quanto a essas que não se enquadram, só mesmo com aplicação de multas pesadas e enquadramento de seus dirigentes e professores em desobediência à legislação, poderão mudar o seu perfil de total desrespeito ao ser humano com algum tipo de dificuldade intelectual, cognitiva, psíquica ou emocional.

Mas vamos às escolas que decidiram respeitar o outro, e que estejam se atualizando, dentro de suas possibilidades e limitações.

Essas mudaram a metodologia das aulas, criando metodologias que permitam a eficácia da inclusão, como a de Dinâmica Grupal que adotamos em nosso colégio.

Mas, mesmo com essas novas metodologias, ainda há alguma dificuldade quando o aluno incluído, já adolescente, não está ainda alfabetizado.

Dois desafios:

Como fazer com que ele aprenda os conteúdos das matérias, se ele não lê nem escreve?

Como alfabetizá-lo, se os professores dessa etapa da educação básica não estão preparados para isso?

A resposta à primeira pergunta é simples: ele terá o ensino de forma oral, fará as atividades oralmente e assim será avaliado. Estando em grupo, seus próprios colegas o ajudarão no entendimento e na realização das tarefas.

A resposta à segunda, para ter mais eficácia, necessita de duas etapas:

Embora não esteja especificado nos documentos legais, o ideal é alfabetizá-lo no turno oposto, por um profissional especialista em alfabetização, para que, em breve, sua aprendizagem comece a passar de oral para leitura e escrita.

Os professores regulares, licenciados, devem ter uma boa noção do processo de alfabetização, para que possam utilizar em sala, acelerando a sua evolução na aprendizagem.

Como esse fato não é incomum, precisamos que:

Sempre tenhamos, na escola, profissionais alfabetizadores, para poderem realizar essa tarefa com os alunos adolescentes, no contra-turno.

Os conceitos básicos e as noções mais importantes do processo de alfabetização sejam ensinados a todos os profissionais de educação, não apenas para alfabetizadores, o que facilitará, em muito, o desenvolvimento da aula inclusiva, independentemente dos incluídos serem neurotípicos, autistas, TDAHs ou com qualquer tipo de bloqueio ou deficiência.

Esse trabalho poderá ser realizado por profissionais especializados em alfabetização e letramento, durante os trabalhos de Formação Continuada de todas as escolas.

Esse conhecimento básico de alfabetização e letramento ajudará o professor licenciado a entender as razões pelas quais muitos de seus alunos não conseguem interpretar os textos de sua matéria.

Além disso ele poderá criar estratégias de ensino que compensem essa falha e, ao mesmo tempo, ou passe exercícios que ajudarão o aluno a desenvolver seu letramento, ou o encaminhe a um profissional de letramento no turno oposto às aulas.

Essa é a única forma de pararmos de DEFORMAR alunos, em vez de FORMÁ-LOS.

Analisem e vamos à luta, porque se formos esperar que essas decisões venham de cima para baixo, elas chegarão, possivelmente, deformadas...

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Aprendizagem e felicidade

A força do prazer de aprender, na construção da felicidade!



Você sabia que a gente consegue transformar a fisionomia triste e depressiva de alguém em um semblante repleto de alegria e felicidade, simplesmente ensinando a ela o prazer de aprender?
Eu sou o professor Roberto Andersen e há muitos e muitos anos que venho analisando as pessoas, suas ansiedades, suas angústias e suas específicas motivações para estarem tristes, depressivas, infelizes e cheias de neuroses.
No acompanhamento que fiz, de cada uma delas, percebi que a grande falta, a maior carência, a mais importante motivação para tudo isso é a sensação de incapacidade de ser alguém, de produzir algo útil para si ou para a sociedade, de aprender alguma coisa, de realizar seus sonhos, ou até de ter sonhos!
Muitas dessas pessoas traziam, também, carências outras, tipo carência do ambiente familiar, carências afetivas diversas, sentimento de rejeição, sentimento de discriminação, sofrimentos por abusos e outros.
Mas, mesmo com todos esses motivos, alguns deles até muito traumáticos, sempre que começavam a sentir prazer de entender coisas novas, perceber melhor o mundo à sua volta, aprender a analisar fatos, eventos, aprender a relacionar os acontecimentos com a sua própria história de vida, seu semblante começava a mudar e dava para perceber, claramente, que estava iniciando, ali, uma grande nova motivação para com a sua própria vida. Estava sendo construído ali, uma nova forma de se sentir o verdadeiro sentido da vida! Era o começo de uma felicidade que ainda não fazia parte da vida daquela pessoa.
É por isso, exatamente por causa dessas observações, que resolvi me dedicar, também (além do meu trabalho no sentido de salvar as crianças deficientes da exclusão escolar e social), a essa missão de mostrar a forma mais simples, mais fácil e até mais econômica (econômica, no sentido de economizar o trabalho das nossas redes neurais), de se transformar  a tristeza em felicidade, a desmotivação em motivação, o desânimo em ânimo, ensinando as pessoas a construir o imenso prazer de estar sempre, todos os dias, aprendendo algo a mais, para a construção de uma imensa bagagem intelectual e cultural, que vai possibilitar o encontro do verdadeiro sentido da vida.
E eu proponho a vocês que embarquem nessa viagem, a partir de agora, acompanhando cada um dos vídeos que da nossa PLAYLIST APRENDIZAGEM, aqui em nosso canal.
Assistam, analisem, pratiquem, e vejam como essa mudança de hábito e de visão de mundo consegue transformar toda uma vida e garantir que estejamos sempre trilhando a estrada da satisfação para conosco mesmo e, portanto, da felicidade.  
Não assista todos de uma vez!
Inicie por “Uma conversa preliminar” e depois, a cada dia, siga a sequência:
Véspera da aula
O sono na aprendizagem
Alimentação na aprendizagem
Aulas e tarefas
Sala de aula invertida
Aos poucos teremos um novo vídeo, a cada semana, com a sequência que mostrará, passo-a-passo, a forma de construirmos a nossa inteligência ou a inteligência de nossos filhos ou alunos.
Lembrem de mandara seus comentários sempre, ou no próprio canal do youtube.
Lembre, também, de se inscrever, dar seu “like” e compartilhar com todos os seus amigos.
Aqui no final desse vídeo já estão os LINKs dos vídeos anteriores e dos próximos a serem assistidos.
Aproveite bem!
E receba um forte abraço!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Autossabotagem a as Crenças Limitantes



Autossabotagem a as Crenças Limitantes
(Seu maior inimigo está na sua própria mente)

Nossa conversa de hoje tem endereço certo: é exatamente para todos vocês, incluindo eu também! É importante para todos, e vocês vão ver que, mesmo sabendo disso, temos que estar atentos, de forma permanente, para não cairmos, todos os dias, na mesma armadilha.

Uma armadilha preparada, por nós mesmos, dentro da nossa própria mente!

Vamos começar com uma história real:

Numa dessas minhas frequentes viagens, em uma cidade pequena no interior do Brasil, onde eu costumo ir todos os anos, eu recebi Dona Helena, com seu filho Lucas, 11 anos, para orientações relacionadas às dificuldades de aprendizagem de seu filho.

Os nomes são fictícios, claro!

Cumprimentei D. Helena e, imediatamente, comecei a conversar com Lucas, como normalmente eu inicio meus atendimentos.

Lucas se espantou, acredito que... ...por estar acostumado aos adultos, normalmente, antes de conversar com ele, perguntarem à mãe sobre ele.

Mas, esse é o meu costume, para ganhar a confiança da criança com mais facilidade.

Procurei saber o nome dele, antes de sua chegada, para não iniciar a conversa, ainda com a criança inibida, perguntando pelo seu nome. Eu não acho isso bom.

Fui, então, logo me apresentando:

“Oi Lucas, eu sou o professor Roberto!” E daí comecei a puxar todo tipo de conversa, procurando me interessar por cada resposta.

Ele me disse que não conseguia aprender nada, por ser microcéfalo, autista e TDAH.

Fiz, então, uma série de testes, tipo avaliação diagnóstica, para identificar os seus pontos de entendimento, principalmente em cálculo, leitura, escrita e interpretação de texto.

Registrei os pontos, para efeito do relatório que eu enviei, depois, para os pais e para a escola.

No final mostrei a ele minhas anotações, e disse: “Viu que você sabe calcular, ler, escrever e interpretar?”

“Você só precisa estar confiante em você mesmo e seguir em frente!”

“Dificuldades todo mundo tem em alguma matéria”

“Pode ter certeza de que tem colega seu com mais dificuldade que você em alguma coisa.”

“Então veja que suas dificuldades são como as de todo mundo! Nada tem a ver com microcefalia, autismo ou TDAH.”

“Os sintomas dessas coisas que atrapalham você, a gente vai orientar para reduzir até que, um dia, não tem mais nada.”

Aí mostrei a ele que, se compararmos as cabeças de todo mundo, vai ter muito macrocéfalo e muito microcéfalo entre nós, e que isso não faz diferença nenhuma, já que todos somos diferentes mesmo.

Mostrei a ele, também, que todos nós temos alguns dos sintomas, que são comuns no autismo e no TDAH, e que isso também não faz diferença nenhuma.

Basta nós nos entendermos e termos força de vontade para superar qualquer dificuldade que apareça.

Depois disso, me dirigindo aos dois, D. Helena e Lucas, dei diversas dicas para a mãe, ele ouvindo, sobre quais os profissionais que devem ser procurados para reduzir todos sintomas do autismo e do TDAH, além dos estímulos continuados para o desenvolvimento das redes neurais, que podem ter sido afetadas pela microcefalia.

Mas sempre deixando claro para ele que, os exercícios e dietas específicas, que serão passados pelos terapeutas, são para melhorar ainda mais a capacidade intelectual que ele já tem.

E que ele só precisa ter certeza disso, e continuar os exercícios e as dietas para ser, a cada dia, melhor ainda, do que era no dia anterior.

E que ele sempre se compare, nunca com seus colegas, mas sempre com ele mesmo, ontem.

Fiz um relatório para a escola sobre os pontos de entendimento e a forma de adaptar conteúdos, atividades e avaliações, além da recomendação sobre bullying, principalmente devido à microcefalia.

Esse ano, dois anos depois, eles vieram me ver novamente, agora numa cidade vizinha à deles, Lucas já com 13 anos.

Ele me espantou desde a chegada.

Saiu do carro de sua mãe, correndo, para me abraçar, todo feliz, e me contou que já está no 8º ano, sem qualquer necessidade de adaptação, se sente igual aos colegas, participa de todas as atividades e começou a me contar seus planos para o futuro.  

Agora vamos a análise:

O que estava atrapalhando o desenvolvimento de Lucas não era a microcefalia, nem o autismo e nem o TDAH, se é que esses diagnósticos estavam corretos. Tenho encontrado muito diagnóstico precipitado a todo momento.

O único obstáculo real era a CRENÇA LIMITANTE imposta a ele por todos esses RÓTULOS, a partir dos diagnósticos.

Quando aparece um rótulo, nossa mente registra como alguma coisa impeditiva para o nosso desenvolvimento: “Sou inferior!”

A mente, ao saber das deficiências, se acomoda e não estimula o cérebro a se consertar, já que existe um documento oficial determinando a inferioridade, a incapacidade e a impossibilidade de seu desenvolvimento.

O cérebro se acomoda, até mesmo por economia de energia das células neurais. Para que gastar energia naquilo que não funciona?

Esse caso de Lucas, que é real, precisa que todos nós tenhamos sempre na lembrança.

Isso porque existe uma infinidade de crianças na mesma situação e que, por não terem essa orientação, acabam sendo excluídas, não só da escola, mas da sociedade como um todo.

A interferência mais importante para todos esses casos, e que todos nós podemos fazer (pais, professores, terapeutas ou até colegas) é quebrar essas CRENÇAS LIMITANTES que foram impostas à criança.

Quebrando isso, seu cérebro, sozinho, passará a trabalhar a seu favor, consertando tudo o que ele pode consertar, reduzindo todos os sintomas que porventura existam, e permitindo que ele se desenvolva, como qualquer outra criança, e que seja autônomo e feliz.

Nesse caso real, havia um rótulo provocador, da crença limitante. Mas e no nosso caso? E no nosso dia-a-dia?

Sim, gente!

Lembram que eu falei da economia de energia, pelo cérebro? Que o cérebro não vai querer gastar energia, em algo que não funcione, ou que não seja importante?

Pois é!

Somos bombardeados, diariamente, por crenças desse tipo, que chegam de todas as mais diferentes formas.

Algumas vezes, são colegas de trabalho, que olham o que você está fazendo, e dizem: “Cara! Não adianta! Isso não vai dar certo!”

Ou pensamentos, nossos mesmos, assim:

- Não sei nada disso. Nunca me ensinaram.
- Não sei por onde começar.
- Não sou qualificado para fazer isso
- Muito difícil. Não vou conseguir.
- Tarde demais. Não adianta.

E até uma resposta que damos a uma proposta positiva de alguém: “OK, vou tentar”

Sobre essa frase eu dou sempre a mesma contra resposta:

“Não precisa tentar! Basta fazer!”

Ou seja: muitas vezes somos nós mesmos, que começamos um trabalho, e esbarramos em uma dificuldade qualquer.

Aí, a nossa tendência ao comodismo, se aproveita da dificuldade, e nos convence a desistir.

Outras vezes, é a observação da facilidade, que algum dos nossos colegas tem, ao realizar uma atividade, seja de cálculo, seja de interpretação de textos, seja de raciocínio filosófico, e com isso, nos convencemos, que não nascemos para isso, desistindo no meio do caminho.

Há momentos em que temos certeza de que é impossível para nós, porque já tentamos dez vezes, e sempre fracassamos.

Mas, se nós analisarmos, a evolução que tivemos, em cada tentativa, perceberemos que estamos perto do sucesso, mesmo depois de dez fracassos.

É nessa hora que mudamos o termo FRACASSO para o termo APRENDIZAGEM.

E o segredo da mudança está exatamente nessa alteração do nome, e nessa análise!

Esse é o momento em que temos que dar o “passe mágico”!

O mesmo “passe mágico” que dei, ao atender Lucas, e mudar toda a sua relação com ele mesmo, quando ele começou a gostar dele mesmo, e passou a enxergar seu sucesso em tudo.

Foi dado início ao seu pleno desenvolvimento no caminho da autonomia e da felicidade.

Esse é o momento da transformação do ELEMENTO LIMITANTE de nossa crença em ELEMENTO ESTIMULANTE.

Passamos, agora, a ter certeza de que nosso sucesso sempre vai chegar, evoluindo aos poucos, por meio desses exercícios de aprendizagem diários, e que antes chamávamos de: fracassos...

Então, gente, para concluir:

Dê um basta nas crenças limitantes. Transforme-as em crenças estimulantes.

E mude o termo fracasso, para aprendizagem.

Não há fracassos! Há exercícios de aprendizagem, que o tempo todo, da nossa vida, vão contribuindo para a nossa evolução mental e, portanto, construindo a nossa essência vitoriosa e, consequentemente, a nossa felicidade.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Construção do Equilíbrio Emocional e a Sombra psíquica

IRRITAÇÃO E ESTRESSE SÓ ATRASAM A NOSSA VIDA!
O segredo do sucesso pessoal, profissional e na vida amorosa está no equilíbrio emocional, obtido a partir da integração de nossa sombra psíquica com a nossa personalidade.



Mistérios da Mente Humana

Construção do equilíbrio emocional a partir do entendimento da própria sombra

A maioria das ciências que estuda a psiquê humana procura encontrar técnicas e métodos, para nos trazer de volta ao nosso equilíbrio psíquico ou, pelo menos, no caso da psiquiatria, meios de manter em contenção os surtos mais perigosos daqueles cujo desequilíbrio o levou a doenças psiquiátricos.

Quase todos esses estudos tentam desvendar o segredo das sombras psíquicas, no conjunto da personalidade humana.

Elas, as sombras, significam o lado escuro da verdade interior de cada pessoa, a parte que o indivíduo, de forma inconsciente, rejeita e, portanto, reprime, como se não fizesse parte dele ou, em alguns casos, o faz até de forma consciente ou semiconsciente, forçando ignorar essa verdade com sendo sua.

Quando isso se dá de forma consciente, essa sombra é a parte da nossa personalidade que nós não aceitamos como sendo nossa ou que, mesmo sabendo que seja nossa, procuramos esconder até de nós mesmos.

Na psicologia analítica, Jung estuda esse processo em sua “Teoria das Sombras”, já que esses pensamentos constituem o lado obscuro de nossa mente.

Na psicanálise, Freud identifica como sendo a parte dos processos mentais que, por serem considerados dolorosos, incorretos ou desagradáveis, acabam sendo reprimidos, na parte inconsciente de nossa mente.

O problema é que essa repressão não apaga o seu conteúdo.

Pelo contrário, até os intensifica, criando uma verdadeira bola de energia, que fica ali contida, mas tentando extravasar a todo momento.

Seja a bola de energia de Freud ou a sombra de Jung, cujos significados trazem alguma semelhança, a verdade é que nunca seremos nós mesmos, sadios psiquicamente, equilibrados emocionalmente, se não nos integrarmos à essa nossa essência desconhecida, escondida de nós mesmos.

Enquanto não identificarmos e entendermos o conteúdo de nossas sombras estaremos alimentando carências as mais diversas, aumentando a necessidade de compensações emocionais, sentimentais e de prazeres diversos, como se o mundo não nos satisfizesse, como se a vida não tivesse qualquer sentido para nós.

Alguns poderiam pensar que bastaria eliminarmos a sombra, ou seja, esquecê-la de vez, varrer de nossa mente, apagar toda essa parte obscura.

Se livrar da sombra, ou eliminar essa bola de energia, seria um objetivo muito simplório, para quem desejaria ter, em si, apenas a parte positiva de toda a sua personalidade e:

-Nunca mais ter acesso ao que ficou para trás e que nos faria sofrer, se lembrássemos;

-Nunca mais sentir os desejos e as vontades que consideramos incorretos socialmente, ou inadequados às nossas opções ou ao nosso EGO aparente e assim não alimentarmos angústias dolorosas;

-Nunca mais sentir raiva de alguém, querer discutir, querer brigar, e assim estar bem com todo mundo o tempo todo.

Parece interessante!

Mas... Pode não dar certo!

Lembram de Peter Pan?

Sua sombra fugia dele, sempre que podia, o que significava que ele ficava apenas com a parte pura de sua personalidade.

Nesse período ele não seria capaz de pisar numa formiga! Isso parece sublime!

Mas tão puro assim, ele jamais conseguiria combater o Capitão Gancho!

Sem a parte dura, perversa ou maliciosa de sua personalidade, ele jamais venceria uma batalha!

A sombra desconectada o deixava ingênuo, totalmente vulnerável.

A sombra, quando integrada aos seus sentimentos e emoções, complementava a sua personalidade, eliminando a ingenuidade vulnerável.

Com a parte astuta, Peter Pan passava a ser capaz de criar estratégias de combate contra o Capitão, pregar-lhe peças, enganá-lo.  

Por isso ele pediu a Wendy que costurasse sua sombra em seus pés.

Lógico que Sininho, a fadinha da história, apaixonada pela ingenuidade de Peter, preferia ele sem a sombra.

Sim, porque outra parte importante da sombra é a disposição para um amor mais forte do que o amor fraternal.

E isso começou a preocupar Sininho.

Peter integrado com sua sombra poderia vir a desenvolver a atração sexual que transformaria Wendy em rival de Sininho...

O conteúdo da sombra, então, é tão importante quanto o conteúdo de toda a nossa psiquê, uma parte complementando a outra, desde que sendo bem entendido, analisado, ressignificado, para que a integração seja totalmente construtiva em termos de felicidade e satisfação pessoal.

Afinal, esse lado faz parte de nós! Nós só temos que saber como identificá-lo, entendê-lo e, assim, alcançarmos o nosso equilíbrio emocional e psíquico. Sem esse lado não há evolução fácil.

Ignorar os conteúdos de nossas sombras significa ignorar uma parte de nós mesmos e, muito possivelmente, essa parte é a que pode dar o impulso que precisamos para nosso sucesso pessoal, profissional e amoroso.

Mas é importante que estejamos muito atentos ao iniciarmos essa viagem rumo ao interior de nossa mente, para evitar sermos enganados pelas interpretações intempestivas e precipitadas de cada parte do conteúdo que encontrarmos.

Vamos analisar, hoje, um dos conteúdos que mais encontrei, até agora, nesses acompanhamentos e orientações:

Ao identificarmos um desejo contido que parece nos machucar muito, pela impossibilidade de sua satisfação, precisamos analisar tudo o que está contido nesse desejo, sua origem, sua evolução, a razão da negação da sua satisfação, como se fossemos um leitor analisando um relato de alguém.

Essa análise deve ser a mais fria e neutra possível, para identificar enganos de observação muito comuns quando uma pessoa, por exemplo, se apaixona por outra e pensa estar sendo correspondida.

Nessa análise criteriosa não é difícil descobrir a inexistência da reciprocidade que estava sendo criada na nossa mente como uma fantasia conveniente.

Após a constatação da inexistência da reciprocidade, a energia desse desejo começa a ser liberada. A parte negativa desse desejo contido começa a ser esvaziado do conteúdo da sombra.

Mas permanece na sombra o impulso pela paixão, pelo amor, pelo relacionamento afetivo e amoroso, que são elementos necessários à construção da felicidade.

Mas, agora, sem a parte negativa, que havia sido construída por nós mesmos, na nossa cegueira conveniente, manchando a nossa pureza de sentimentos.

Ficamos livres, agora, à espera da chegada de alguém com sentimentos recíprocos.

Não descartar esse engano manteria o sofrimento desnecessário e nos cegaria para a possibilidade de identificarmos paixões verdadeiras que, com certeza, surgirão em nosso caminho.

Há muitas outras situações diferentes, é claro!

Em dezenas de conversas que tive com adolescentes: uns em desespero de desmotivação para com a vida, devido ao uso frequente de drogas; outros em processo de automutilação ou após tentativas de suicídio, sem motivação aparente; outros com sintomas semelhantes a esquizofrenia, embora conscientes disso; em todos eles havia uma desconexão total entre eles e os conteúdos de suas sombras psíquicas.

Todos precisam enfrentar esse desafio iniciando da mesma forma, com o mergulho profundo em seu próprio interior, para identificar, analisar e ressignificar, todos os sentimentos, as emoções e desejos ali contidos

Sem conhecer sua sombra, sem identificar e analisar seus conteúdos e sem ressignificá-los corretamente, não retornaremos ao equilíbrio emocional necessário à construção da nossa felicidade.

E, para terminar nossa conversa de hoje, lembrem sempre:

Todos nós nascemos com todo potencial para sermos felizes, para termos sucesso e para termos excelentes relacionamentos.

Mas tudo isso é limitado quando agimos de acordo com a expectativa dos outros e não com as maravilhosas perspectivas de vida, proporcionadas pela integração da nossa sombra com a nossa psiquê.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Autismo só necessita de mais humildade na ciência

No dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma reflexão sobre a importância da humildade na ciência:

segunda-feira, 30 de março de 2020

sábado, 21 de março de 2020

Crise e necessidade de formação continuada dos profissionais


A CRISE E A NECESSIDADE DA FORMAÇÃO CONTINUADA

Olá amigos!

Nossos assuntos de hoje terão que ser bem claros e bem suscintos:

Primeiro Assunto:

A recomendação imediata e imprescindível:

O isolamento mais rígido possível, por todos os que podem, é a colaboração imprescindível, que todos temos que dar, para reduzir os danos em nossa sociedade.

E quem quiser acompanhar as análises da evolução dessa crise, sugiro assistir ao canal de Átila Lamarino, no youtube, que é um dos mais competentes pesquisadores na área da virologia em nosso país.

Mas, para quem já está com a autoestima baixa ou com problemas de ansiedade ou coisa parecida, recomendo que se dediquem, em suas residências, é claro, a algum tipo de atividade intelectual, criativa, inventiva ou apenas de relaxamento.

Vamos fazer de tudo para escolher, em casa, temas ligados a planejamentos de objetivos futuros, à elaboração de ideias, estimular a criatividade, para não deixar espaço para o pessimismo natural em momentos de crise tão grave como essa.

E, para dar suporte a todo esse período, cuide do corpo e da alma, com alimentação saudável e, para os religiosos, com momentos dedicados às orações.

Segundo Assunto:

A necessidade de melhorarmos o conhecimento de todos os nossos profissionais e, principalmente, dos nossos futuros profissionais.

A cada dia os desafios que o mundo precisa enfrentar se tornam mais difíceis e mais perigosos.

Eu tenho reclamado muito de profissionais que, após a sua formação, ao receberem seus diplomas, certificados e títulos, se “arvoram” do pleno conhecimento dos assuntos de seus cursos, considerando-se com toda a competência ligada aquela área.

E fico triste ao perceber que esses não encontram tempo, em sua rotina diária, para dar continuidade aos estudos dos assuntos ligados à sua área de atuação.

Esquecem que, nas faculdades, receberam apenas as informações básicas para prepará-lo para o entendimento dos estudos realizados pelos pesquisadores.

Eles “sobem” em seus diplomas e títulos e se consideram “formados” e “competentes”, enquanto o mundo dá mais e mais voltas, a realidade muda, pesquisas mostram erros em premissas antigas, descobertas alteram todo a lógica de raciocínio anterior, e tudo o mais.

Em todas as nossas áreas de atuação precisamos assumir que nosso conhecimento nunca será útil o suficiente, se não mantivermos uma rotina de formação continuada.

Decisões incorretas por falta de atualização dos conhecimentos ou omissões por ignorância de estudos e pesquisas já publicadas por outros profissionais, podem trazer consequências terríveis, como a que estamos acompanhando agora, em todo o mundo, com a nova peste consumindo vidas em todos os países do mundo.

Cada um de nós, em sua área, deveria se considerar um explorador do conhecimento, visando melhorar o seu próprio entendimento sobre o assunto, tanto para tornar as decisões mais acertadas, como para identificar sinais de futuros problemas e, assim poder contribuir para evitá-los.

Um exemplo simples é o entendimento do comportamento da criança autista, visando identificar sinais que indicam o início próximo de uma crise, permitindo aos pais ou professores que se adiantem nas atitudes para evitá-la.

Pais ou professores que não estejam ligados a essa observação constante, nunca saberão diferenciar uma crise séria característica do autismo, de uma simples “birra”, comum a todas as crianças daquela idade.

Esse exemplo simples pode ser extrapolado para o entendimento de assuntos muito mais perigosos, como os ataques dos vírus, por exemplo.

O artigo, cujo LINK eu coloquei na descrição do vídeo aí abaixo, é um exemplo disso.

De 2003 a 2006 houve estudos seríssimos alertando para a possibilidade dessa virose, que ataca o processo respiratório, voltar, principalmente pela China, devido ao costume de se consumir carne de morcego e outros.

Os sinais desse aparecimento deveriam estar sendo divulgados, de forma clara, a todos os profissionais de saúde, mas alguma coisa falhou.

E aqui vai o nosso

Terceiro Assunto de hoje:

Segundo vários pesquisadores, um dos maiores desafios, para quem descobre algo que precisa ser divulgado para o mundo científico, é conseguir convencer aos profissionais dessas áreas a estudarem seus artigos.

As normas técnicas para a escrita dos artigos e a linguagem científica adequada a cada um, embora seja facilitadora para quem precisa se aprofundar no estudo, não atrai esse mesmo profissional, para suas leituras frequentes de atualização.

O ideal seria a elaboração desses mesmos trabalhos em linguagem mais leve, de fácil compreensão, sem os detalhes que estariam reservados apenas para o artigo científico.

O resumo poderia até servir para essa finalidade, mas o que precisamos é algo a mais, uma publicação paralela de divulgação científica em linguagem de fácil compreensão e agradável de ler.

Sei que muitos pesquisadores se dedicam a “traduzir” seus artigos para uma linguagem mais accessível a todos, mas isso precisa ser mais incentivado.

Só assim teremos mais profissionais tomando conhecimento dos assuntos mais importantes em sua área, podendo decidir se precisa, ou não, se aprofundar nos detalhes científicos que estarão na referência do artigo oficial.

Resumo  

Hoje, então, começamos com o alerta mais importante do momento, que é tomar todo cuidado para não pegar essa terrível doença.

Depois vimos a necessidade de todos os profissionais estarem em permanente atualização em relação à sua área de atuação.

E, por último, a necessidade de que as divulgações científicas sejam, também, publicadas em linguagem de fácil acesso para todos, para evitar que teses, artigos e dissertações encham as prateleiras das bibliotecas das universidades, mas não se tornem vivas na mente dos que precisam lê-las.

sexta-feira, 20 de março de 2020

quinta-feira, 19 de março de 2020

Informativo IUPE em 19 de março de 2020

É hora de evitar o desespero e o estresse! Eles são os que mais pioram a situação!

segunda-feira, 16 de março de 2020

Construção da memória 2ªparte

Os momentos de "quarentena" dos estudantes devem ser aproveitados para darem um "upgrade" na inteligência e na memória. As dicas estão sendo postadas nessa série: "Mente Humana e seus Mistérios"

sábado, 14 de março de 2020

Dicas iniciais para construção da memória

Construir uma boa memória é imprescindível para o sucesso em qualquer área profissional:

sexta-feira, 13 de março de 2020

Querem proibir a edição genética

O medo de se transformar seres humanos em máquinas programadas pode estar levando grupos a se organizarem contrários à terapia por edição genética!

terça-feira, 10 de março de 2020

segunda-feira, 9 de março de 2020

terça-feira, 3 de março de 2020

domingo, 1 de março de 2020

Autismo e os Desafios da Inclusão Escolar




Autista e a inclusão escolar – o livro texto adaptável e o método inclusivo

Uma das dificuldades do professor em uma sala de aula inclusiva é a metodologia a ser utilizada para que, nem ele entre em desespero, por ter que atender a alunos com níveis diferentes de aprendizagem, nem esses alunos em nível mais baixo, deixem de ter o seu acompanhamento e, assim, possam se desenvolver corretamente, como é o seu direito.

Essa metodologia já existe e temos diversos vídeos sobre isso, além de ela estar toda descrita em meu último livro “Estudos sobre educação: Inclusão responsável”

A outra dificuldade é o professor ter que adaptar o conteúdo de suas aulas, para cada aluno, em nível diferente, mas para isso também temos uma proposta, nesse mesmo livro, em um outro capítulo, especialmente preparado para as editoras de livros didáticos.

Nesse descrevemos exatamente como elas podem fazer esse tipo de livro.

Quem sair na frente, acaba conquistando o mercado de livros didáticos no Brasil.

Vamos resumir esse modelo:

Os alunos, todos eles, independentemente de seu nível intelectual ou capacidade cognitiva, recebem o mesmo módulo, correspondente a um determinado ano escolar.

Vamos que o aluno foi incluído numa turma do 8º ano.

Ele recebe o mesmo módulo que todos os seus colegas, correspondente ao 8º ano.

Então ele, mesmo estando em algumas matérias, em nível bem abaixo do de seus colegas, recebe o mesmo módulo, com a mesma capa, os mesmos temas, os mesmos capítulos.

Apenas as folhas do conteúdo de cada capítulo são destacáveis, para serem substituídas, ao longo do ano, pelas folhas referentes aquele tema, mas com o seu conteúdo, exercícios e atividades adaptado ao nível do 7º ou 6º, ou 5º e assim por diante.

Os professores avaliam qual o nível em que cada aluno incluído se encontra e faz a devida substituição.

Assim todos os alunos se sentem aprendendo o mesmo tema, na mesma aula, com o mesmo professor, tendo um conteúdo adaptado ao seu nível de entendimento e, assim, garantindo que ele se sinta aprendendo de verdade, em todas as aulas e, que esse aprendizado é sobre o mesmo tema que todos, na sua classe, estão também aprendendo, e junto com ele.

Só que ainda não recebi resposta de nenhuma delas sobre o assunto, como se estivessem esperando as propostas de alguns técnicos, para que acabem com a Educação Inclusiva no nosso país, obrigando os pais desses alunos a matricularem seus filhos em escolas específicas para autistas e outros transtornos, síndromes e deficiências.

Quanto à Metodologia Inclusiva, que é imprescindível para que todo esse processo ocorra com muita facilidade, sugiro que todos os professores que ainda não têm o meu último livro, assistam aos meus vídeos sobre o assunto ou visitem algumas escolas que já utilizam esse método.

Aqui no Rio Grande do Sul já há uma escola municipal, em Passo Fundo, a Escola Etelvina da Rocha Duro, onde todos os professores estão trabalhando com essa metodologia.

Ela muda tudo.

O professor elimina o estresse comum na maioria das salas de aula.

O aluno se transforma em protagonista de sua própria aprendizagem

A socialização é uma consequência natural do método.

O relacionamento entre alunos e professor toma um patamar como nunca houve, garantindo a aprendizagem real e a avaliação diagnóstica permanente, sem que haja os sustos comuns de falha na aprendizagem que, na metodologia tradicional, só é detectada nas provas de final de unidade letiva ou em testes intermediários.

E o relacionamento entre os alunos, incluindo os que possuam algum transtorno, síndrome ou comorbidade, passa a ser perfeitamente natural.

Quem for daqui de Passo Fundo ou de cidades próximas, basta conversar com os professores da Escola Etelvina.

Quem estiver em Salvador, na Bahia, basta conversar comigo mesmo, a partir de 10 de março, para ver a maravilha que é essa metodologia que eu chamo de a “Eliminação do Professor Rivotril”.

Quem for de outros estados do Brasil, basta ler todos esses detalhes em meu último livro, cujo LINK para adquirir está na descrição desse vídeo.

Outros desafios são em relação às responsabilidades das diferentes funções em uma escola inclusiva, como a do professor regular, do profissional de apoio escolar, do mediador do autista, do profissional do Atendimento Educacional Especializado, e outros.

No dia em que cada um desses profissionais estiver consciente das suas responsabilidades e encontrarem métodos para que o exercício delas se transforme em prazer, a realidade da nossa educação vai mudar completamente.

Nós professores merecemos ter prazer em nosso dia-a-dia educacional e não estresse!

Forte abraço, amigos e, muito bom proveito disso.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Autismo e a construção da inteligência



Autistas e a Construção da Inteligência

Muitas pessoas podem perguntar a razão pela qual um estudo sobre inteligência e aprendizagem faz referência ao autista como ponto principal.

Mas isso será esclarecido aos poucos, quando analisarmos todo o processo dessa construção.

Na nossa conversa de hoje vamos ver a origem ocidental dos estudos sobre a cognição, que é a capacidade de aprender, e como surgem as memórias, que são os elementos básicos para que todo o processo de aprendizagem ocorra e, assim, possamos construir a inteligência e, como utilizar melhor, essas inteligências.

Sabemos que os conceitos dos povos orientais e os dos povos árabes foram os primeiros a serem desenvolvidos, mas os conceitos gregos acabam sendo a nossa referência, principalmente pela facilidade de acesso às suas obras.

Então vamos pular Sócrates e todos os pré-socráticos, indo direto a Platão.

Segundo ele, o ser humano é dotado de duas espécies de memória, a inata, herdada do mundo inteligível, recebida antes de nascer, e a construída, proveniente do mundo sensível, a partir do seu nascimento.

Aristóteles, depois dele, abandonou a ideia de memória inata, considerando, em seus escritos, que só existia a memória construída, com base apenas no mundo sensível.

Nesse ponto fazemos um paralelo com o que, nos dias de hoje, Richard Dawkins chamou de memória dos “memes”, que tem um pouco a ver com a ideia de Platão, mas que, em vez de ser recebida do mundo inteligível, seria herdada dos antepassados, como uma espécie de registro cultural passado de pai para filho, da mesma forma como são passadas as heranças genéticas.

Quem desejar se aprofundar nessa realidade dos memes, leia “O Gene Egoísta”, de Richard Dawkins.

Então, além dos genes, em nosso DNA, onde estão todas as memórias (ou programações) que determinam o desenvolvimento de nosso organismo, há também os memes, só não sabemos, ainda, onde se localizam, trazendo todas as memórias culturais da nossa linhagem antropológica.

Os autistas começam a entrar em nosso estudo aqui.

As diferenças entre os autistas e os neurotípicos estariam em algumas alterações nos genes.

Alguns chamam de mutações e outros insistem em detalhar que são diferentes chaveamentos das muitas programações existentes em cada um deles.

Essas diferenças acabam trazendo aos autistas algumas características que podem prejudicar todo o seu desenvolvimento, mas trazem outras que podem até trazer alguma capacidade de raciocínio muito superior a qualquer neurotípico.

Se ele vai ter sua vida prejudicada ou se vai poder usufruir disso, vai depender da forma como ele será tratado e acompanhado durante o seu desenvolvimento neurofisiológico.

Se for tratado exclusivamente com medicamentos psiquiátricos, ele terá seus sintomas “camuflados”, mas não vai ter condições de desenvolver corretamente suas redes neurais e, então, só sairá prejudicado.

Mas, para nosso estudo de hoje, o que precisamos saber é que, entre essas características diferenciadas dos autistas está a inexistência da fagocitose que, no caso dos neurotípicos, elimina cerca de 900 trilhões de sinapses, dos dois aos doze anos de idade, deixando os não autistas, ou seja, os ditos “normais”, com apenas 100 trilhões delas.

Os autistas continuam com quase todas elas, o que significa que, teoricamente, os ditos “normais” teriam apenas 10% da capacidade de pensamento dos autistas.

Esses detalhes constam das nossas conversas específicas sobre o autismo, em outras postagens. Quem quiser entrar nesses detalhes assistam aos nossos vídeos sobre os autistas.

Mas vamos ver como isso vai ser útil mais tarde.

Voltando aos memes, só sabemos que são memórias herdadas, o que me leva ao conhecimento que adquiri de um Xamã aborígene, na década de setenta, no deserto da Austrália, quando ele afirmava que nossa memória tem acesso a todo conhecimento do mundo, desde que tenha sido “pensado” com alguma intensidade.

No estudo de Dawkins esse conhecimento estaria nos memes.

Mas o que isso interessa a nós?

Interessa saber que todos nós, sejamos autistas ou neurotípicos, TDAHs ou não, deficientes ou não, temos essas memórias dentro de nós.

Isso significa que cada um de nós tem a capacidade, pelo menos em potencial, de juntar as informações percebidas (visão, audição, etc.), que são as do mundo sensível, arquivadas a partir da fecundação, com as do mundo inteligível (segundo Aristóteles) ou memético (segundo Dawkins) e, a partir daí, construir o nosso conhecimento e elaborar as nossas conclusões.

Desenvolver essa capacidade intelectual é uma necessidade evidente devido, principalmente, aos desafios globais que, a cada dia, se tornam mais complicados.

Mas é exatamente aí que entram os autistas.

Neles, essa capacidade de raciocínio pode ser bem superior à dos demais, aliás, dez vezes maior, se ela estiver relacionada ao número de redes neurais.

Isso significa que reduzir os sintomas autistas sem prejudicar seu cérebro, ou sejam sem os efeitos colaterais dos medicamentos, é a única forma de esse excesso de sinapses ser direcionada para o seu desenvolvimento cerebral pleno.

Assim sua potencialidade se transformará em capacidade adquirida e, com isso, sua inteligência dará um verdadeiro salto.

Eles terão maior capacidade que todos os demais, tanto para elaborar suas conclusões a partir das memórias sensíveis, como terão muito mais capacidade de comparar tais memórias com as inatas, venham elas do mundo inteligível ou dos memes.

Então aí está a razão de não podermos falar de desenvolver inteligência sem incluir os autistas, já que estaríamos eliminando exatamente quem mais poderá ajudar à sociedade na compreensão mais detalhada e mais precisa, de todos os grandes desafios que ainda estão por vir.

Precisamos, entretanto, evitar que esses autistas sejam alvo de exibicionismo, como uma atração circense, ou que tenham seus sintomas tratados como se fossem doentes mentais.

Por muito tempo se comentou sobre o aparecimento das crianças índigo e, depois, as crianças cristal. 

Eu acredito que, se tratarmos corretamente os seus sintomas, acharemos a Índigo e a Cristal nas nossas crianças azuis.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

AUTISMO: Um alerta importante para pais e terapeutas



Precisamos tomar muito cuidado com o que ouvimos e lemos sobre o autismo, já que há profissionais trazendo informações que podem prejudicar, ainda mais, o desenvolvimento de nossos autistas.

Alguns se baseiam até em comprovações científicas já publicadas, mas também sabemos que, segundo Peter Goetzsche, em seu livro: “Medicamentos mortais e o crime organizado: Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica”, há comprovações científicas sérias e há comprovações científicas produzidas com uma determinada finalidade lucrativa.

Mas sou obrigado a dar esse alerta aos pais e aos terapeutas!

Quando se fala que autismo é genético isso não quer dizer que é hereditário. Alguns estudos mostram que apenas uma parte muito pequena do genoma humano é hereditário. Isso significa que os seus genes podem sofrer alterações por conta de influência do meio ambiente. E essas influências têm sido detectadas em diversos elementos e em diversas origens.

Quando os “experts” em ciência genética afirmam que as variações nos genes dos autistas não são mutações genéticas, mas sim combinações de uma espécie de chaveamento interno, que regulam as ações programadas em cada gene, eles estão entrando em detalhes técnicos que, mesmo precisos, não explicam as razões para que tais chaveamentos ocorram de forma irregular, e tragam as características que tanto os afastam da “normalidade”.

Na realidade o que mais interessa a quem quer salvar os autistas da exclusão social é, em primeiro lugar o encontro de sua cura. Sim, porque suas características, quando intensificadas, prejudicam todo o seu desenvolvimento e, principalmente, a sua autonomia e os pais desejam essa cura!

Falar de cura para profissionais que insistem em dizer que autismo não é doença, não é síndrome, não é transtorno, nem deficiência, mas sim uma forma diferente e natural de SER, significa que teremos que convencer os pais a abandonar todos os processos de redução de seus sintomas a aceitar que seus filhos são normais como estão, ou seja, terão que ser eternamente assim, alguns sem falar, outros sem raciocinar corretamente, outros sem socializar, porque isso é uma comprovação científica publicada as principais revistas científicas mundiais.

E, se os sintomas se agravarem, que devem ser medicados com os mesmos medicamentos dos doentes psiquiátricos, para pararem de agredir, conseguirem dormir, etc.

Para quem, como nós, acompanha há vinte e um anos, diversos alunos autistas incluídos em nossas turmas regulares, o que nos interessa é reduzir seus sintomas, para que tenham a mesma capacidade de desenvolvimento cognitivo e emocional que seus colegas e que consigam construir a sua autonomia e serem felizes sem dependerem de seus pais.

E para isso a redução dos sintomas não significa camuflá-los com drogas, mas sim melhorar a eficácia da microbiota intestinal, eliminar os parasitas do sistema digestório, complementar os níveis de vitaminas e, como não sabemos ainda como recuperar as paredes de seu intestino, que é permeável, devido a uma má formação decorrente dessa alteração nos genes, eliminar da sua dieta todos os alimentos cujas proteínas, se forem para a corrente sanguínea, provocarão a inflamação cerebral e aumentarão todos os sintomas.

A sorte das famílias dos autistas é que já há médicos bem preparados para esse entendimento, principalmente os nutrólogos, como Aderbal Sabrá, na CESGRANRIO, Consolação Oliveira, em Minas Gerais e, é claro, de um número cada vez maior de nutricionistas, a começar pela referência maior no Brasil, que é Cláudia Marcelino.

Só para concluir:

A ciência médica, biológica, genética, e todas as demais, estão ainda muito aquém do conhecimento que precisamos ter para o entendimento do ser humano.

Considero muito temeroso dizer que conhecemos o autismo. Precisamos do apoio de todas as ciências e de todos os práticos, em uma conversa transdisciplinar na qual todos possam contribuir com seus estudos, mas principalmente com suas experiências.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Todo autista pode ter QI elevado?




Todo autista ASPERGER tem QI elevado?
Tenho recebido essa pergunta de muitos amigos seguidores, alguns deles pais de autistas considerados como Asperger, e que querem saber como fazer para aproveitar essa possível capacidade intelectual de seus filhos.
Vamos iniciar por alguns dos mais recentes trabalhos publicados nas revistas técnicas internacionais.
Uma das linhas de pesquisa mais promissoras e mais eficazes, de acordo com a nossa observação dos autistas matriculados em nosso colégio nos últimos vinte e um anos, é a que visa a redução dos sintomas pela eliminação das suas causas intermediárias
Essa linha de pesquisa tem encontrado ligações diretas entre os sintomas com:
Inflamação cerebral, provocada pelo envio ao cérebro de proteínas, pela corrente sanguínea, devido à permeabilidade das paredes do intestino.
Excesso de neurônios em algumas áreas cerebrais, amplificando exageradamente os sinais correspondentes aquele processador, seja o visual, o auditivo, o olfativo, o gustativo, o tátil ou outros que a ciência biológica não conhece ainda.
Essa linha mostra meios de reduzirmos todos os seus sintomas e, assim, o autista passa a ter condições de se desenvolver intelectualmente e alcançar a sua autonomia, da mesma forma que uma criança neurotípica.
Outra linha, infelizmente uma das mais frequentes, ignora as evidências dessa inflamação e desse excesso de neurônios, mesmo com todas as comprovações publicadas, e trata o autista como se seus sintomas não possam ser reduzidos e, portanto, devam ser camuflados pelas atuais drogas psiquiátricas.
Nessa linha estão cientistas famosos e importantíssimos que, em seus trabalhos, visam encontrar a cura definitiva da causa original do autismo que, segundo todos eles, parece estar nas dezenas de mutações em seus genes.
A maioria desses pesquisadores não tem interesse algum pela redução das causas intermediárias, já que quando eles encontrarem a cura da principal, não haverá mais autismo.
Um deles me confessou que o perigo das terapias que reduzem os sintomas e permitem o desenvolvimento integral do autista é o abandono do interesse pela cura definitiva.
Mas, mesmo os estudos dessa linha exclusivamente genética e psiquiátrica, acabam por trazer conclusões importantes, como por exemplo a que foi publicada no dia 20 de janeiro de 2020, pelo Jornal da Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente.
Nesse estudo os pesquisadores procuram encontrar, nos altos índices de patologias das crianças autistas, uma relação com o sexo biológico e com o volume da amígdala cerebral.
Mesmo sabendo que esse alto índice de patologias pode estar sendo confundido com os mesmos sintomas, mas provenientes da inflamação cerebral, o estudo tem muita validade.
Sexo biológico:
A primeira relação encontrada foi a do sexo biológico, mostrando que há mais meninos desenvolvendo essas patologias que meninas.
Essa evidência já mostramos em um outro vídeo, quando explicamos a razão de haver mais meninos que meninas autistas.
Amígdala cerebral:
A segunda relação encontrada foi o maior volume da amígdala cerebral no autista com maior índice de patologias, tanto em meninos quanto em meninas.
Ausência de fagocitose:
Outros estudos mostram a ausência da fagocitose em ambos os sexos, durante o desenvolvimento neurofisiológico, o que deixa o autista com um número de ligações entre neurônios (sinapses) muito mais elevado do que a criança neurotípica.
Vamos, agora, à observação prática dos nossos autistas, ao longo dos últimos anos, levando em consideração todos esses estudos.
O número muito maior de neurônios no cérebro autista atrapalha o desenvolvimento de algumas áreas cerebrais.
A amplificação dos sinais elétricos e químicos (sinapses) faz com que ele esteja constantemente com excesso de pensamentos, excesso de imagens visuais, auditivas, olfativas ou gustativas, a depender de onde estão essas inúmeras ligações neurais a mais.
E como o volume da amígdala cerebral encontrado foi maior, ela pode estar com mais capacidade de detecção de perigos, já que o número de neurônios nela amplifica bastante o seu trabalho de detecção.
Isso pode significar que ela dispara o sistema nervoso simpático com mais frequência e mesmo sem real necessidade, trazendo muito mais ansiedade e muita tensão emocional.
Isso explicaria, em nosso estudo, a facilidade de irritação, inquietação, impulsividade, agressividade e, naturalmente, a redução acentuada em seu sistema imunológico, ficando mais vulnerável a patologias de oportunidade ou mesmo psicossomáticas.
Mas esse maior volume também pode ser resultado de inflamação cerebral, embora só tenhamos comprovações evidentes, por enquanto, da inflamação direta dos astrócitos dos interneurônios, compondo a maioria das redes neurais do córtex cerebral, mas ainda não temos conhecimento se alguma pesquisa encontrou essas inflamações nas redes neurais das amígdalas.
Então o que concluímos é que, se conseguirmos reduzir a inflamação cerebral do autista, ficaremos apenas com o excesso de neurônios e suas correspondentes amplificações de sinais e sem a irritação, a agressividade e os comportamentos estereotipados.
E, a partir daí, fica mais fácil direcionar seus pensamentos para as habilidades correspondentes à sua área cerebral mais amplificada, o que pode trazer, como resultado, um desenvolvimento muito mais eficaz, até, do que o de qualquer criança neurotípica.
Ao mensurarmos essa inteligência desse autista ele terá um elevadíssimo quociente intelectual, mas que não necessariamente é o lógico matemático, mas sim o que corresponde a área de maior concentração dessas redes neurais a mais.
Exatamente por isso temos, hoje, autistas que, mesmo sem terem sido ensinados, falam diversos idiomas, outros que fazem qualquer conta de cabeça, outros que tem super memória, e assim por diante.
Mas é sempre bom lembrar que, se esses autistas estiverem sendo tratados exclusivamente com medicamentos, toda essa potencialidade estará destruída e nada disso acontecerá.

Espero ter respondido às perguntas sobre esse assunto, mas se houver alguma dúvida a mais entrem em contato por algum dos nossos canais, seja email, whatsapp, ou aqui mesmo pelos comentários no youtube.
Inscrevam-se, ativem o sininho e compartilhem com seus amigos.
Vamos todos, juntos, fazer de tudo para salvar nossos amigos autistas da exclusão social.