sexta-feira, 26 de junho de 2020
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Psicologia X Psicanálise - O que todos precisam saber
O que todos precisam saber sobre a diferença entre PSICOLOGIA e PSICANÁLISE:
quinta-feira, 11 de junho de 2020
quarta-feira, 10 de junho de 2020
domingo, 7 de junho de 2020
sexta-feira, 5 de junho de 2020
Polêmica da Erva de São João na cura do autismo
A hiperflorina, substância da erva de São João, cura o
autismo?
Antes de mais nada vamos analisar o seguinte:
Os estudos sobre o autismo estão muito dispersos ainda e com
muita gente tentando se aproveitar, em cima disso, para lucrar muito.
Há, entretanto, estudos sérios e tratamentos adequados,
recuperando quase completamente as crianças, permitindo que tenham seu
desenvolvimento normal e sua autonomia igual às demais crianças neurotípicas.
A dificuldade está em se saber quais são os profissionais,
de cada uma das áreas ligadas ao autismo, que se mantém em atualização
constante, e que, mais que isso, têm conseguido resultados satisfatórios nos
seus acompanhamentos.
O que nós fazemos, além dos estudos da neurocognição e da
sua prática em sala de aula, é o registro dos tratamentos adotados pelas
famílias de nossos alunos, nos últimos vinte e um anos, analisando os
resultados em seu comportamento, em sua capacidade cognitiva e em seu
desenvolvimento intelectual.
Para não ficar apenas no universo limitado de nosso colégio,
mantemos contato com colegas professores de diversas outras escolas por todo o
país, coletando os mesmos dados.
Com isso conseguimos ter uma visão prática dos resultados
dos tratamentos e, com base nisso, realizamos as nossas orientações.
Os cursos de formação que damos tem como objetivo mostrar, a
todos os profissionais de educação, terapeutas e familiares de autistas, o
conhecimento generalista mais atualizado em relação ao TEA e indicar os
caminhos necessários para as suas respectivas atualizações dentro das suas
especializações.
Aos profissionais de educação, já que essa é a nossa
especialidade principal, ensinamos as metodologias mais adequadas ao
desenvolvimento integral do autista, as técnicas didático-pedagógicas e todas
as estratégias de acompanhamento escolar.
Aos terapeutas mostramos a necessária observação
multidisciplinar, não só para o diagnóstico, mas, principalmente, para os
respectivos tratamentos, com base nessas observações realizadas ao longo de
todos esses anos, além das referências aos mais recentes estudos científicos
publicados em cada área.
Em nossos vídeos abordamos uma pequena parte de cada vez,
normalmente respondendo a uma indagação de alguns pais, de alguns terapeutas e,
também, de professores.
Hoje, nosso tema é sobre o uso da hiperflorina, substância
da Erva de São João, no tratamento do autismo.
TIPOS DE MEDICAENTOS E TRATAMENTOS
Em primeiro lugar precisamos saber distinguir os tipos de
medicamentos, drogas ou substâncias utilizadas nos tratamentos.
Os medicamentos homeopáticos utilizam, em sua formulação,
princípios ativos de origem vegetal, mineral e animal, mas seguem uma técnica
de preparo chamada de dinamização, que pretende deixá-lo praticamente
semelhante às substâncias naturais do organismo humano, com base no princípio
de que semelhante cura semelhante.
Não vamos comentar hoje sobre sua eficácia. Vamos apenas
dizer que, normalmente, não trazem qualquer efeito colateral.
Os medicamentos alopáticos buscam, por ação química,
eliminar, o mais rápido possível, os sintomas da doença, seguindo o princípio
dos contrários, trazendo alívio imediato, mas o que não significa,
obrigatoriamente, que a causa foi eliminada.
Não vamos comentar sobre sua eficácia hoje. Vamos apenas
dizer que, normalmente, produzem efeitos colaterais, mas sempre registrados em
suas respectivas bulas.
Os medicamentos fitoterápicos utilizam, exclusivamente, os
princípios ativos das plantas medicinais, de forma semelhante ao dos
medicamentos alopáticos e, naturalmente, também trazem efeitos colaterais.
HIPERFLORINA
O uso da hiperflorina tem sido feito pelos princípios da
fitoterapia, e ela tem se mostrado eficaz em tratamento de depressão, sintomas
de ansiedade e agitação em crianças, sintomas de esquizofrenia e, atualmente,
no tratamento do autismo.
A utilização, entretanto, exatamente por ser semelhante aos
medicamentos alopáticos, precisam de acompanhamento de um fitoterapeuta, para
evitar os efeitos colaterais.
O tratamento mais eficaz, hoje, com a hiperflorina, é feito
a partir do extrato seco, e não por meio de chás.
Se for utilizado o chá, praticamente não há efeitos
colaterais, mas os resultados não são tão eficazes.
O tratamento com o extrato seco é mais eficaz, mas pode
trazer efeitos colaterais e problemas com interações com outros medicamentos e,
por isso, necessitam de um profissional médico ou fitoterapeuta, conhecedor
profundo de todo o processo, para realizar tal acompanhamento.
MINHA ORIENTAÇÃO
Deixo claro que minhas orientações continuam as mesmas, que
são:
Exame clínico completo
Para eliminar a possibilidade de comorbidades paralelas,
como problemas de tireiode, por exemplo)
Eliminar parasitas (o trato intestinal do autista está
sempre infestado por vermes e protozoários, principalmente pela Cândida
Albicans
Analisar os níveis baixos de vitaminas para compensar depois
da eliminação dos parasitas
Exame de intolerância alimentar pelo laboratório Great
Plains (EUA), para verificar exatamente o que deve ser alterado na dieta, para
acabar com a inflamação cerebral causadora dos sintomas
Dieta rigorosamente dentro dos resultados do exame, sob
acompanhamento de nutricionista especialista em autismo
Acompanhamento transdisciplinar
Escolarização em ambiente inclusivo real
Qualquer dúvida, entrem em contato pelo email.
Lembro que já temos atendimento online, pela plataforma
zoom, com custo bastante reduzido.
E lembro também de ficarem atentos aos nossos cursos online,
também pela plataforma zoom, cujo calendário estará publicado em nosso portal a
partir desse domingo.
É sempre um prazer poder me dirigir a todos vocês.
Recebam todos um forte abraço!
domingo, 17 de maio de 2020
segunda-feira, 11 de maio de 2020
domingo, 10 de maio de 2020
Mistério do amor em nossa energia interior
Só para refletir, lembrando um pouco da essência dos poemas de minha mãe, Zenith Andersen:
sexta-feira, 8 de maio de 2020
quinta-feira, 7 de maio de 2020
domingo, 3 de maio de 2020
segunda-feira, 27 de abril de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
sexta-feira, 24 de abril de 2020
quinta-feira, 23 de abril de 2020
quarta-feira, 22 de abril de 2020
A importância dos professores no "Dia do Planeta Terra"
Hoje, 22 de abril, é o Dia do Planeta Terra:
Se observarmos bem a figura veremos que, realmente, ou reciclamos
nosso lixo, transformando-o em algo positivo e útil, ou estaremos todos
submersos em uma imensa lama suja e podre, muito em breve.
Mas eu vou um pouco mais longe:
Imagine, em vez de lixo, o quanto de energia negativa está
sendo gerada, diariamente, oriunda do sentimento de ódio, estampado nas
palavras e frases, postadas nas redes sociais!
Imagine para onde está indo essa energia, já que as camadas
atmosféricas, na maior parte das vezes, a reflete de volta para nós mesmos.
O que vejo hoje é uma necessidade muito grande de as pessoas
mostrarem que não gostam das outras, xingarem as outras, rotularem as outras,
sempre com adjetivos, os mais perversos possíveis, e desejarem o mal das outras,
somente pelo fato de essas outras não concordarem rigorosamente com a sua forma
de pensar e, consequentemente, com as suas opiniões.
Acabou o respeito pelo outro!
“Só respeito quem pensa como eu! Se pensar diferente, quero
que morra!”
Precisamos mudar tudo isso, e começar o mais rápido
possível!
Vamos conseguir realizar essa mudança com os adultos, esses
já totalmente contaminados por essa onda de sentimentos ruins?
Alguns de vocês diriam que a única solução é começar a
transformar as crianças, desde a Educação Infantil, preparando todos os
professores para essa missão. E que não tem como alcançar seus pais.
Mas eu lembro que não adianta só preparar as crianças nas
escolas, já que a família é a maior influenciadora da sua formação de caráter!
Nos nossos últimos três vídeos, incluindo o de hoje, em que
analisamos as novas diretrizes da alfabetização, chegamos a conclusão de que
precisamos criar estratégias para mudar todos ao mesmo tempo: Pais e filhos!
Todos os estudos que fizemos até hoje, de forma pessoal,
principalmente nesses últimos vinte e um anos de existência de nosso colégio, o
Colégio IUPE, em Salvador, coincidem com diversos estudos sérios, já publicados,
sobre o assunto, desde o Parent and Child Education e o Even Start, dos Estados
Unidos, passando pelo Basic Skills Agency, da Grã-Bretanha e chegando no The
talk to a literacy learner, da Austrálila, mostram que ambos, pais e filhos,
precisam ser alcançados pela educação inicial, na primeira infância, para que
todos, juntos, criem uma nova mentalidade de união familiar e que seja
positiva, construtiva, otimista e transformadora.
Temos, então, que criar estratégias para alcançá-los a
todos, sim! Não só as crianças!
A escola tradicional, apesar de todas as suas qualidades,
veio possibilitar a criação de uma mentalidade de separação entre pais e
filhos!
As necessidades das famílias de estarem, pai e mãe,
envolvidos com suas tarefas profissionais, para conseguirem dar o devido
sustento à casa, fez com que fosse terceirizada a educação dos filhos que, na
realidade, deveria ser de sua responsabilidade.
Para a escola só deveria ser passada a responsabilidade pela
preparação intelectual e profissional, mas não a educação de valores, de
virtudes humanas, de educação doméstica, de prática de respeito, de
responsabilidade para consigo mesmo e para com o outro e tudo o mais.
Com essa triste realidade vemos os filhos serem formados de
acordo com valores que, muitas vezes, não são compatíveis com os das suas
famílias e, por causa disso, começarem os atritos dentro do próprio seio
familiar.
Só temos dois caminhos a seguir:
Um desses seria o das famílias voltarem a assumir a
responsabilidade da educação doméstica em todos os seus aspectos.
O segundo seria as escolas criarem estratégias para abraçar
a educação de toda ela, pais e filhos, mesmo que de forma indireta.
Mais uma vez vamos precisar dos professores! Mas não tem
jeito! Afinal, não há profissão mais importante no mundo senão essa! Só mesmo
por meio dessa classe que poderemos ter alguma esperança em qualquer mudança
social para o bem comum!
Mudanças sociais qualquer classe profissional pode se
articular para fazer, mas para o bem comum, só mesmo por meio dos professores, embora
eles precisem estar bem preparados e dispostos.
Como fazer isso?
Tudo começa com a preparação do próprio professor, que é a
peça chave de todo o processo!
Vamos ver as etapas que precisamos seguir?
Primeiro passo o autoconhecimento, para estar de bem consigo
mesmo;
O nosso sistema alucinante de cumprimento de horários e
tarefas pré-estabelecidas, que teve início na época da revolução industrial
(Tempos Modernos – Charles Chaplin), fez o homem se afastar de si mesmo e se transformar
em uma simples peça de uma engrenagem.
Ele não se conhece mais, pois não teve mais tempo, e nem
disposição, para procurar entender os seus sentimentos e as suas emoções, que
constituem a essência da sua identidade pessoal, ou seja, a sua verdade
interior, e da qual depende a sua satisfação para com a vida e , logicamente, a
sua felicidade.
O mais comum é ele procurar esquecer ansiedades e angústias
por meio de tentativa de compensações em prazeres diversos, sem qualquer
ligação real com suas verdadeiras necessidades, ou mergulhando em sublimações,
também tentativas de compensações, sejam religiosas, sejam filantrópicas, ou
qualquer outra que, mesmo muito positivas, não satisfazem a sua verdadeira
verdade interior.
Segundo passo o entendimento e a compreensão do outro, para
estar de bem com aqueles que convivem com ele;
Aqui começa o sentimento do respeito!
Nesse ponto é que vamos perceber que todas as opiniões das
pessoas, por mais que sejam contrárias às nossas, ou até contraditórias, estão
certas, mesmo que só para elas.
E que elas não precisam ser idiotas, nem burras, para terem
essas ideias. Basta serem outras pessoas!
Pois cada um de nós. só tem condições de raciocinar, a
partir da sua própria bagagem de conhecimentos e da capacidade intelectual
desenvolvida.
Terceiro passo a criação de seus objetivos pessoais e
profissionais, mesmo que venham a mudar um dia;
Esse passo serve para evitarmos jogar fora, cada um dos dias
de nossa vida.
Acordar mecanicamente para cumprir as obrigações do dia e
voltar, mecanicamente, para casa, fazendo isso diariamente, sem criar quaisquer
perspectivas, é o mesmo que se transformar em uma máquina, sem pensamento
próprio, sem sentimentos, sem emoções, totalmente controlada pelo sistema.
É parar, como agora muitos estão tendo essa oportunidade,
devido à pandemia, e analisar, a partir de suas habilidades, suas paixões e
seus mais simples desejos, buscando encontrar todas esses pensamentos, mesmo
que bem longe no tempo, para criar novos objetivos bem empolgantes, sem se
importar se eles são considerados possíveis ou não. Tudo é válido! Nada é
impossível! E ninguém precisa saber disso! É uma criação pessoal, só sua!
Quarto passo o estudo das metas que devam ser estabelecidas,
rumo aos objetivos desejados e a organização dos planos diários, visando o
alcance dessas metas;
Essa parte é a que vai dar o verdadeiro sentido à sua vida,
já que existe algo concreto estabelecido, para que os seus objetivos estejam
sendo buscados em cada plano cumprido.
Da mesma forma que na criação básica dos objetivos, lembre
que isso só interessa a você!
Quinto passo organizar sua rotina diária, alterando a sua
maneira de ver o mundo, de forma que possa transformar, em prazer, todos os seus
momentos, sejam os das tarefas obrigatórias, sejam os das refeições, sejam os de encontros com as pessoas, sejam os das
atividades físicas ou todo e qualquer evento ou atividade do dia.
Esse passo é o que fecha toda uma preparação para que a vida
tome outro sentido e que o professor, a partir daí, possa ser a base para
transmitir isso a todos os seus alunos e, inclusive, às suas famílias.
Um professor que passe por esse processo será, certamente,
um professor bem resolvido!
Isso significa que ele será mais um a só gerar energia
positiva, construtiva, otimista e transformadora.
Esse é o professor que nosso
mundo precisa!
A partir dele teremos crianças, adolescentes e famílias
sendo devidamente alcançadas pela onda vibrante da sua positividade, do seu sentimento
construtivo, do seu pensamento otimista e da sua energia transformadora.
Vamos começar?
Desejo a todos vocês uma boa reflexão e muito sucesso em tudo
o que planejarem!
Nosso planeta estará, a partir daí, sem o lixo das energias
negativas, mas sim recheado de ideias positivas, a partir das nossas energias
positivas, construtivas e otimistas, que certamente serão contagiantes!
Forte abraço, amigos!
Diretrizes para alfabetização, que podem salvar a educação do país
Se cada uma das oito diretrizes de alfabetização (Decreto 9765/2019) for bem entendida e bem aplicada, nosso país poderá, em alguns anos, deixar de ser o pior país do mundo em aprendizagem. Vamos analisar como fazer?
terça-feira, 21 de abril de 2020
segunda-feira, 20 de abril de 2020
domingo, 19 de abril de 2020
Desafios da inclusão - entendendo a criança a ser incluída
Nesse período em casa, o desespero dos pais, com seus filhos em início de escolarização, aumenta mais ainda! Quando a criança tem alguma síndrome ou transtorno ou deficiência, esse desespero aumenta mais ainda! Aqui vão algumas dicas que podem ajudar bastante no entendimento dessa fase e, assim, evitar prejuízos no desenvolvimento da criança e no seu equilíbrio emocional:
sábado, 18 de abril de 2020
sexta-feira, 17 de abril de 2020
Adolescente incluído não alfabetizado - como fazer
Como poderemos alfabetizar um adolescente incluído nos anos finais do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio?
Sim! Essa é uma pergunta comum, em quase todas as escolas,
depois que as leis educacionais determinaram a inclusão escolar!
Vamos analisar?
Parte da sociedade começou a perceber que deficientes são
gente igual a nós e que têm os mesmos direitos.
Outra parte continua desprezando quem não se enquadra na
normalidade, considerando-se, talvez, imune a qualquer doença, acidente ou
coisa parecida.
Por causa dessa outra parte acaba sendo necessário o
estabelecimento de leis específicas, para que a obrigação moral passe a ser,
também, oficialmente, obrigação legal!
Assim, todas as escolas regulares passaram a ser obrigadas a
aceitar, em suas turmas, alunos deficientes e, de acordo com os próprios documentos
legais, obrigadas a garantir a sua aprendizagem real, visando a sua autonomia
futura.
Para isso as escolas devem adaptar currículos e/ou
conteúdos, adaptar tarefas e avaliações, e criar estratégias de ensino
apropriadas e inclusivas.
Temos observado que algumas escolas já estão se atualizando
para essa nova fase da educação no país, enquanto outras procuram, de todas as
formas possíveis, evitar ter, em suas turmas, qualquer tipo de aluno, que não
se enquadre no padrão desejado, de desenvolvimento intelectual, ou de
capacidade cognitiva.
Quanto a essas que não se enquadram, só mesmo com aplicação
de multas pesadas e enquadramento de seus dirigentes e professores em
desobediência à legislação, poderão mudar o seu perfil de total desrespeito ao
ser humano com algum tipo de dificuldade intelectual, cognitiva, psíquica ou
emocional.
Mas vamos às escolas que decidiram respeitar o outro, e que
estejam se atualizando, dentro de suas possibilidades e limitações.
Essas mudaram a metodologia das aulas, criando metodologias
que permitam a eficácia da inclusão, como a de Dinâmica Grupal que adotamos em
nosso colégio.
Mas, mesmo com essas novas metodologias, ainda há alguma
dificuldade quando o aluno incluído, já adolescente, não está ainda
alfabetizado.
Dois desafios:
Como fazer com que ele aprenda os conteúdos das matérias, se
ele não lê nem escreve?
Como alfabetizá-lo, se os professores dessa etapa da
educação básica não estão preparados para isso?
A resposta à primeira pergunta é simples: ele terá o ensino
de forma oral, fará as atividades oralmente e assim será avaliado. Estando em
grupo, seus próprios colegas o ajudarão no entendimento e na realização das
tarefas.
A resposta à segunda, para ter mais eficácia, necessita de
duas etapas:
Embora não esteja especificado nos documentos legais, o
ideal é alfabetizá-lo no turno oposto, por um profissional especialista em
alfabetização, para que, em breve, sua aprendizagem comece a passar de oral
para leitura e escrita.
Os professores regulares, licenciados, devem ter uma boa
noção do processo de alfabetização, para que possam utilizar em sala,
acelerando a sua evolução na aprendizagem.
Como esse fato não é incomum, precisamos que:
Sempre tenhamos, na escola, profissionais alfabetizadores,
para poderem realizar essa tarefa com os alunos adolescentes, no contra-turno.
Os conceitos básicos e as noções mais importantes do
processo de alfabetização sejam ensinados a todos os profissionais de educação,
não apenas para alfabetizadores, o que facilitará, em muito, o desenvolvimento
da aula inclusiva, independentemente dos incluídos serem neurotípicos,
autistas, TDAHs ou com qualquer tipo de bloqueio ou deficiência.
Esse trabalho poderá ser realizado por profissionais
especializados em alfabetização e letramento, durante os trabalhos de Formação
Continuada de todas as escolas.
Esse conhecimento básico de alfabetização e letramento
ajudará o professor licenciado a entender as razões pelas quais muitos de seus
alunos não conseguem interpretar os textos de sua matéria.
Além disso ele poderá criar estratégias de ensino que
compensem essa falha e, ao mesmo tempo, ou passe exercícios que ajudarão o
aluno a desenvolver seu letramento, ou o encaminhe a um profissional de
letramento no turno oposto às aulas.
Essa é a única forma de pararmos de DEFORMAR alunos, em vez
de FORMÁ-LOS.
Analisem e vamos à luta, porque se formos esperar que essas
decisões venham de cima para baixo, elas chegarão, possivelmente, deformadas...
quarta-feira, 15 de abril de 2020
segunda-feira, 13 de abril de 2020
Aprendizagem e felicidade
A força do prazer de aprender, na construção da felicidade!
Você sabia que a gente consegue transformar a fisionomia
triste e depressiva de alguém em um semblante repleto de alegria e felicidade,
simplesmente ensinando a ela o prazer de aprender?
Eu sou o professor Roberto Andersen e há muitos e muitos
anos que venho analisando as pessoas, suas ansiedades, suas angústias e suas
específicas motivações para estarem tristes, depressivas, infelizes e cheias de
neuroses.
No acompanhamento que fiz, de cada uma delas, percebi que a
grande falta, a maior carência, a mais importante motivação para tudo isso é a
sensação de incapacidade de ser alguém, de produzir algo útil para si ou para a
sociedade, de aprender alguma coisa, de realizar seus sonhos, ou até de ter
sonhos!
Muitas dessas pessoas traziam, também, carências outras,
tipo carência do ambiente familiar, carências afetivas diversas, sentimento de
rejeição, sentimento de discriminação, sofrimentos por abusos e outros.
Mas, mesmo com todos esses motivos, alguns deles até muito
traumáticos, sempre que começavam a sentir prazer de entender coisas novas,
perceber melhor o mundo à sua volta, aprender a analisar fatos, eventos, aprender
a relacionar os acontecimentos com a sua própria história de vida, seu semblante
começava a mudar e dava para perceber, claramente, que estava iniciando, ali,
uma grande nova motivação para com a sua própria vida. Estava sendo construído
ali, uma nova forma de se sentir o verdadeiro sentido da vida! Era o começo de
uma felicidade que ainda não fazia parte da vida daquela pessoa.
É por isso, exatamente por causa dessas observações, que
resolvi me dedicar, também (além do meu trabalho no sentido de salvar as
crianças deficientes da exclusão escolar e social), a essa missão de mostrar a
forma mais simples, mais fácil e até mais econômica (econômica, no sentido de
economizar o trabalho das nossas redes neurais), de se transformar a tristeza em felicidade, a desmotivação em
motivação, o desânimo em ânimo, ensinando as pessoas a construir o imenso
prazer de estar sempre, todos os dias, aprendendo algo a mais, para a construção
de uma imensa bagagem intelectual e cultural, que vai possibilitar o encontro
do verdadeiro sentido da vida.
E eu proponho a vocês que embarquem nessa viagem, a partir
de agora, acompanhando cada um dos vídeos que da nossa PLAYLIST APRENDIZAGEM,
aqui em nosso canal.
Assistam, analisem, pratiquem, e vejam como essa mudança de
hábito e de visão de mundo consegue transformar toda uma vida e garantir que
estejamos sempre trilhando a estrada da satisfação para conosco mesmo e,
portanto, da felicidade.
Não assista todos de uma vez!
Inicie por “Uma conversa preliminar” e depois, a cada dia,
siga a sequência:
Véspera da aula
O sono na aprendizagem
Alimentação na aprendizagem
Aulas e tarefas
Sala de aula invertida
Aos poucos teremos um novo vídeo, a cada semana, com a
sequência que mostrará, passo-a-passo, a forma de construirmos a nossa
inteligência ou a inteligência de nossos filhos ou alunos.
Lembrem de mandara seus comentários sempre, ou no próprio
canal do youtube.
Lembre, também, de se inscrever, dar seu “like” e
compartilhar com todos os seus amigos.
Aqui no final desse vídeo já estão os LINKs dos vídeos
anteriores e dos próximos a serem assistidos.
Aproveite bem!
E receba um forte abraço!
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Autossabotagem a as Crenças Limitantes
Autossabotagem a as Crenças Limitantes
(Seu maior inimigo está na sua própria mente)
(Seu maior inimigo está na sua própria mente)
Nossa conversa de hoje tem endereço certo: é exatamente para
todos vocês, incluindo eu também! É importante para todos, e vocês vão ver que,
mesmo sabendo disso, temos que estar atentos, de forma permanente, para não
cairmos, todos os dias, na mesma armadilha.
Uma armadilha preparada, por nós mesmos, dentro da nossa
própria mente!
Vamos começar com uma história real:
Numa dessas minhas frequentes viagens, em uma cidade pequena
no interior do Brasil, onde eu costumo ir todos os anos, eu recebi Dona Helena,
com seu filho Lucas, 11 anos, para orientações relacionadas às dificuldades de
aprendizagem de seu filho.
Os nomes são fictícios, claro!
Cumprimentei D. Helena e, imediatamente, comecei a conversar
com Lucas, como normalmente eu inicio meus atendimentos.
Lucas se espantou, acredito que... ...por estar acostumado aos
adultos, normalmente, antes de conversar com ele, perguntarem à mãe sobre ele.
Mas, esse é o meu costume, para ganhar a confiança da
criança com mais facilidade.
Procurei saber o nome dele, antes de sua chegada, para não
iniciar a conversa, ainda com a criança inibida, perguntando pelo seu nome. Eu
não acho isso bom.
Fui, então, logo me apresentando:
“Oi Lucas, eu sou o professor Roberto!” E daí comecei a
puxar todo tipo de conversa, procurando me interessar por cada resposta.
Ele me disse que não conseguia aprender nada, por ser
microcéfalo, autista e TDAH.
Fiz, então, uma série de testes, tipo avaliação diagnóstica,
para identificar os seus pontos de entendimento, principalmente em cálculo, leitura,
escrita e interpretação de texto.
Registrei os pontos, para efeito do relatório que eu enviei,
depois, para os pais e para a escola.
No final mostrei a ele minhas anotações, e disse: “Viu que
você sabe calcular, ler, escrever e interpretar?”
“Você só precisa estar confiante em você mesmo e seguir em
frente!”
“Dificuldades todo mundo tem em alguma matéria”
“Pode ter certeza de que tem colega seu com mais dificuldade
que você em alguma coisa.”
“Então veja que suas dificuldades são como as de todo mundo!
Nada tem a ver com microcefalia, autismo ou TDAH.”
“Os sintomas dessas coisas que atrapalham você, a gente vai
orientar para reduzir até que, um dia, não tem mais nada.”
Aí mostrei a ele que, se compararmos as cabeças de todo
mundo, vai ter muito macrocéfalo e muito microcéfalo entre nós, e que isso não
faz diferença nenhuma, já que todos somos diferentes mesmo.
Mostrei a ele, também, que todos nós temos alguns dos
sintomas, que são comuns no autismo e no TDAH, e que isso também não faz
diferença nenhuma.
Basta nós nos entendermos e termos força de vontade para
superar qualquer dificuldade que apareça.
Depois disso, me dirigindo aos dois, D. Helena e Lucas, dei
diversas dicas para a mãe, ele ouvindo, sobre quais os profissionais que devem
ser procurados para reduzir todos sintomas do autismo e do TDAH, além dos
estímulos continuados para o desenvolvimento das redes neurais, que podem ter
sido afetadas pela microcefalia.
Mas sempre deixando claro para ele que, os exercícios e
dietas específicas, que serão passados pelos terapeutas, são para melhorar
ainda mais a capacidade intelectual que ele já tem.
E que ele só precisa ter certeza disso, e continuar os
exercícios e as dietas para ser, a cada dia, melhor ainda, do que era no dia
anterior.
E que ele sempre se compare, nunca com seus colegas, mas sempre
com ele mesmo, ontem.
Fiz um relatório para a escola sobre os pontos de
entendimento e a forma de adaptar conteúdos, atividades e avaliações, além da
recomendação sobre bullying, principalmente devido à microcefalia.
Esse ano, dois anos depois, eles vieram me ver novamente,
agora numa cidade vizinha à deles, Lucas já com 13 anos.
Ele me espantou desde a chegada.
Saiu do carro de sua mãe, correndo, para me abraçar, todo
feliz, e me contou que já está no 8º ano, sem qualquer necessidade de adaptação,
se sente igual aos colegas, participa de todas as atividades e começou a me
contar seus planos para o futuro.
Agora vamos a análise:
O que estava atrapalhando o desenvolvimento de Lucas não era
a microcefalia, nem o autismo e nem o TDAH, se é que esses diagnósticos estavam
corretos. Tenho encontrado muito diagnóstico precipitado a todo momento.
O único obstáculo real era a CRENÇA LIMITANTE imposta a ele
por todos esses RÓTULOS, a partir dos diagnósticos.
Quando aparece um rótulo, nossa mente registra como alguma
coisa impeditiva para o nosso desenvolvimento: “Sou inferior!”
A mente, ao saber das deficiências, se acomoda e não
estimula o cérebro a se consertar, já que existe um documento oficial
determinando a inferioridade, a incapacidade e a impossibilidade de seu desenvolvimento.
O cérebro se acomoda, até mesmo por economia de energia das
células neurais. Para que gastar energia naquilo que não funciona?
Esse caso de Lucas, que é real, precisa que todos nós tenhamos
sempre na lembrança.
Isso porque existe uma infinidade de crianças na mesma situação
e que, por não terem essa orientação, acabam sendo excluídas, não só da escola,
mas da sociedade como um todo.
A interferência mais importante para todos esses casos, e que
todos nós podemos fazer (pais, professores, terapeutas ou até colegas) é
quebrar essas CRENÇAS LIMITANTES que foram impostas à criança.
Quebrando isso, seu cérebro, sozinho, passará a trabalhar a
seu favor, consertando tudo o que ele pode consertar, reduzindo todos os
sintomas que porventura existam, e permitindo que ele se desenvolva, como
qualquer outra criança, e que seja autônomo e feliz.
Nesse caso real, havia um rótulo provocador, da crença
limitante. Mas e no nosso caso? E no nosso dia-a-dia?
Sim, gente!
Lembram que eu falei da economia de energia, pelo cérebro?
Que o cérebro não vai querer gastar energia, em algo que não funcione, ou que
não seja importante?
Pois é!
Somos bombardeados, diariamente, por crenças desse tipo, que
chegam de todas as mais diferentes formas.
Algumas vezes, são colegas de trabalho, que olham o que você
está fazendo, e dizem: “Cara! Não adianta! Isso não vai dar certo!”
Ou pensamentos, nossos mesmos, assim:
- Não sei nada disso. Nunca me ensinaram.
- Não sei por onde começar.
- Não sou qualificado para fazer isso
- Muito difícil. Não vou conseguir.
- Tarde demais. Não adianta.
E até uma resposta que damos a uma proposta positiva de
alguém: “OK, vou tentar”
Sobre essa frase eu dou sempre a mesma contra resposta:
“Não precisa tentar! Basta fazer!”
Ou seja: muitas vezes somos nós mesmos, que começamos um
trabalho, e esbarramos em uma dificuldade qualquer.
Aí, a nossa tendência ao comodismo, se aproveita da
dificuldade, e nos convence a desistir.
Outras vezes, é a observação da facilidade, que algum dos
nossos colegas tem, ao realizar uma atividade, seja de cálculo, seja de
interpretação de textos, seja de raciocínio filosófico, e com isso, nos
convencemos, que não nascemos para isso, desistindo no meio do caminho.
Há momentos em que temos certeza de que é impossível para
nós, porque já tentamos dez vezes, e sempre fracassamos.
Mas, se nós analisarmos, a evolução que tivemos, em cada
tentativa, perceberemos que estamos perto do sucesso, mesmo depois de dez
fracassos.
É nessa hora que mudamos o termo FRACASSO para o termo
APRENDIZAGEM.
E o segredo da mudança está exatamente nessa alteração do
nome, e nessa análise!
Esse é o momento em que temos que dar o “passe mágico”!
O mesmo “passe mágico” que dei, ao atender Lucas, e mudar
toda a sua relação com ele mesmo, quando ele começou a gostar dele mesmo, e passou
a enxergar seu sucesso em tudo.
Foi dado início ao seu pleno desenvolvimento no caminho da
autonomia e da felicidade.
Esse é o momento da transformação do ELEMENTO LIMITANTE de
nossa crença em ELEMENTO ESTIMULANTE.
Passamos, agora, a ter certeza de que nosso sucesso sempre vai
chegar, evoluindo aos poucos, por meio desses exercícios de aprendizagem diários,
e que antes chamávamos de: fracassos...
Então, gente, para concluir:
Dê um basta nas crenças limitantes. Transforme-as em crenças
estimulantes.
E mude o termo fracasso, para aprendizagem.
Não há fracassos! Há exercícios de aprendizagem, que o tempo
todo, da nossa vida, vão contribuindo para a nossa evolução mental e, portanto,
construindo a nossa essência vitoriosa e, consequentemente, a nossa felicidade.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Construção do Equilíbrio Emocional e a Sombra psíquica
IRRITAÇÃO E ESTRESSE SÓ ATRASAM A NOSSA VIDA!
O segredo do sucesso pessoal, profissional e na vida amorosa está no equilíbrio emocional, obtido a partir da integração de nossa sombra psíquica com a nossa personalidade.
O segredo do sucesso pessoal, profissional e na vida amorosa está no equilíbrio emocional, obtido a partir da integração de nossa sombra psíquica com a nossa personalidade.
Mistérios da Mente Humana
Construção do equilíbrio emocional a partir do entendimento
da própria sombra
A maioria das ciências que estuda a psiquê humana procura
encontrar técnicas e métodos, para nos trazer de volta ao nosso equilíbrio
psíquico ou, pelo menos, no caso da psiquiatria, meios de manter em contenção os
surtos mais perigosos daqueles cujo desequilíbrio o levou a doenças
psiquiátricos.
Quase todos esses estudos tentam desvendar o segredo das
sombras psíquicas, no conjunto da personalidade humana.
Elas, as sombras, significam o lado escuro da verdade
interior de cada pessoa, a parte que o indivíduo, de forma inconsciente,
rejeita e, portanto, reprime, como se não fizesse parte dele ou, em alguns
casos, o faz até de forma consciente ou semiconsciente, forçando ignorar essa
verdade com sendo sua.
Quando isso se dá de forma consciente, essa sombra é a parte
da nossa personalidade que nós não aceitamos como sendo nossa ou que, mesmo
sabendo que seja nossa, procuramos esconder até de nós mesmos.
Na psicologia analítica, Jung estuda esse processo em sua “Teoria
das Sombras”, já que esses pensamentos constituem o lado obscuro de nossa
mente.
Na psicanálise, Freud identifica como sendo a parte dos
processos mentais que, por serem considerados dolorosos, incorretos ou desagradáveis,
acabam sendo reprimidos, na parte inconsciente de nossa mente.
O problema é que essa repressão não apaga o seu conteúdo.
Pelo contrário, até os intensifica, criando uma verdadeira
bola de energia, que fica ali contida, mas tentando extravasar a todo momento.
Seja a bola de energia de Freud ou a sombra de Jung, cujos
significados trazem alguma semelhança, a verdade é que nunca seremos nós
mesmos, sadios psiquicamente, equilibrados emocionalmente, se não nos
integrarmos à essa nossa essência desconhecida, escondida de nós mesmos.
Enquanto não identificarmos e entendermos o conteúdo de
nossas sombras estaremos alimentando carências as mais diversas, aumentando a
necessidade de compensações emocionais, sentimentais e de prazeres diversos,
como se o mundo não nos satisfizesse, como se a vida não tivesse qualquer
sentido para nós.
Alguns poderiam pensar que bastaria eliminarmos a sombra, ou
seja, esquecê-la de vez, varrer de nossa mente, apagar toda essa parte obscura.
Se livrar da sombra, ou eliminar essa bola de energia, seria
um objetivo muito simplório, para quem desejaria ter, em si, apenas a parte positiva
de toda a sua personalidade e:
-Nunca mais ter acesso ao que ficou para trás e que nos
faria sofrer, se lembrássemos;
-Nunca mais sentir os desejos e as vontades que consideramos
incorretos socialmente, ou inadequados às nossas opções ou ao nosso EGO aparente
e assim não alimentarmos angústias dolorosas;
-Nunca mais sentir raiva de alguém, querer discutir, querer
brigar, e assim estar bem com todo mundo o tempo todo.
Parece interessante!
Mas... Pode não dar certo!
Lembram de Peter Pan?
Sua sombra fugia dele, sempre que podia, o que significava
que ele ficava apenas com a parte pura de sua personalidade.
Nesse período ele não seria capaz de pisar numa formiga!
Isso parece sublime!
Mas tão puro assim, ele jamais conseguiria combater o
Capitão Gancho!
Sem a parte dura, perversa ou maliciosa de sua personalidade,
ele jamais venceria uma batalha!
A sombra desconectada o deixava ingênuo, totalmente
vulnerável.
A sombra, quando integrada aos seus sentimentos e emoções,
complementava a sua personalidade, eliminando a ingenuidade vulnerável.
Com a parte astuta, Peter Pan passava a ser capaz de criar
estratégias de combate contra o Capitão, pregar-lhe peças, enganá-lo.
Por isso ele pediu a Wendy que costurasse sua sombra em seus
pés.
Lógico que Sininho, a fadinha da história, apaixonada pela
ingenuidade de Peter, preferia ele sem a sombra.
Sim, porque outra parte importante da sombra é a disposição
para um amor mais forte do que o amor fraternal.
E isso começou a preocupar Sininho.
Peter integrado com sua sombra poderia vir a desenvolver a
atração sexual que transformaria Wendy em rival de Sininho...
O conteúdo da sombra, então, é tão importante quanto o
conteúdo de toda a nossa psiquê, uma parte complementando a outra, desde que
sendo bem entendido, analisado, ressignificado, para que a integração seja
totalmente construtiva em termos de felicidade e satisfação pessoal.
Afinal, esse lado faz parte de nós! Nós só temos que saber
como identificá-lo, entendê-lo e, assim, alcançarmos o nosso equilíbrio
emocional e psíquico. Sem esse lado não há evolução fácil.
Ignorar os conteúdos de nossas sombras significa ignorar uma
parte de nós mesmos e, muito possivelmente, essa parte é a que pode dar o
impulso que precisamos para nosso sucesso pessoal, profissional e amoroso.
Mas é importante que estejamos muito atentos ao iniciarmos
essa viagem rumo ao interior de nossa mente, para evitar sermos enganados pelas
interpretações intempestivas e precipitadas de cada parte do conteúdo que
encontrarmos.
Vamos analisar, hoje, um dos conteúdos que mais encontrei,
até agora, nesses acompanhamentos e orientações:
Ao identificarmos um desejo contido que parece nos machucar
muito, pela impossibilidade de sua satisfação, precisamos analisar tudo o que está
contido nesse desejo, sua origem, sua evolução, a razão da negação da sua
satisfação, como se fossemos um leitor analisando um relato de alguém.
Essa análise deve ser a mais fria e neutra possível, para
identificar enganos de observação muito comuns quando uma pessoa, por exemplo,
se apaixona por outra e pensa estar sendo correspondida.
Nessa análise criteriosa não é difícil descobrir a
inexistência da reciprocidade que estava sendo criada na nossa mente como uma
fantasia conveniente.
Após a constatação da inexistência da reciprocidade, a energia
desse desejo começa a ser liberada. A parte negativa desse desejo contido começa
a ser esvaziado do conteúdo da sombra.
Mas permanece na sombra o impulso pela paixão, pelo amor, pelo
relacionamento afetivo e amoroso, que são elementos necessários à construção da
felicidade.
Mas, agora, sem a parte negativa, que havia sido construída
por nós mesmos, na nossa cegueira conveniente, manchando a nossa pureza de
sentimentos.
Ficamos livres, agora, à espera da chegada de alguém com
sentimentos recíprocos.
Não descartar esse engano manteria o sofrimento
desnecessário e nos cegaria para a possibilidade de identificarmos paixões
verdadeiras que, com certeza, surgirão em nosso caminho.
Há muitas outras situações diferentes, é claro!
Em dezenas de conversas que tive com adolescentes: uns em desespero
de desmotivação para com a vida, devido ao uso frequente de drogas; outros em processo
de automutilação ou após tentativas de suicídio, sem motivação aparente; outros
com sintomas semelhantes a esquizofrenia, embora conscientes disso; em todos
eles havia uma desconexão total entre eles e os conteúdos de suas sombras psíquicas.
Todos precisam enfrentar esse desafio iniciando da mesma
forma, com o mergulho profundo em seu próprio interior, para identificar,
analisar e ressignificar, todos os sentimentos, as emoções e desejos ali
contidos
Sem conhecer sua sombra, sem identificar e analisar seus
conteúdos e sem ressignificá-los corretamente, não retornaremos ao equilíbrio emocional
necessário à construção da nossa felicidade.
E, para terminar nossa conversa de hoje, lembrem sempre:
Todos nós nascemos com todo potencial para sermos felizes,
para termos sucesso e para termos excelentes relacionamentos.
Mas tudo isso é limitado quando agimos de acordo com a
expectativa dos outros e não com as maravilhosas perspectivas de vida,
proporcionadas pela integração da nossa sombra com a nossa psiquê.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Autismo só necessita de mais humildade na ciência
No dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma reflexão sobre a importância da humildade na ciência:
terça-feira, 31 de março de 2020
segunda-feira, 30 de março de 2020
sábado, 21 de março de 2020
Crise e necessidade de formação continuada dos profissionais
A CRISE E A NECESSIDADE DA FORMAÇÃO CONTINUADA
Olá amigos!
Nossos assuntos de hoje terão que ser bem claros e bem
suscintos:
Primeiro Assunto:
A recomendação imediata e imprescindível:
O isolamento mais rígido possível, por todos os que podem, é
a colaboração imprescindível, que todos temos que dar, para reduzir os danos em
nossa sociedade.
E quem quiser acompanhar as análises da evolução dessa
crise, sugiro assistir ao canal de Átila Lamarino, no youtube, que é um dos
mais competentes pesquisadores na área da virologia em nosso país.
Mas, para quem já está com a autoestima baixa ou com
problemas de ansiedade ou coisa parecida, recomendo que se dediquem, em suas
residências, é claro, a algum tipo de atividade intelectual, criativa,
inventiva ou apenas de relaxamento.
Vamos fazer de tudo para escolher, em casa, temas ligados a planejamentos
de objetivos futuros, à elaboração de ideias, estimular a criatividade, para
não deixar espaço para o pessimismo natural em momentos de crise tão grave como
essa.
E, para dar suporte a todo esse período, cuide do corpo e da
alma, com alimentação saudável e, para os religiosos, com momentos dedicados às
orações.
Segundo Assunto:
A necessidade de melhorarmos o conhecimento de todos os
nossos profissionais e, principalmente, dos nossos futuros profissionais.
A cada dia os desafios que o mundo precisa enfrentar se
tornam mais difíceis e mais perigosos.
Eu tenho reclamado muito de profissionais que, após a sua
formação, ao receberem seus diplomas, certificados e títulos, se “arvoram” do
pleno conhecimento dos assuntos de seus cursos, considerando-se com toda a
competência ligada aquela área.
E fico triste ao perceber que esses não encontram tempo, em
sua rotina diária, para dar continuidade aos estudos dos assuntos ligados à sua
área de atuação.
Esquecem que, nas faculdades, receberam apenas as
informações básicas para prepará-lo para o entendimento dos estudos realizados
pelos pesquisadores.
Eles “sobem” em seus diplomas e títulos e se consideram “formados”
e “competentes”, enquanto o mundo dá mais e mais voltas, a realidade muda, pesquisas
mostram erros em premissas antigas, descobertas alteram todo a lógica de raciocínio
anterior, e tudo o mais.
Em todas as nossas áreas de atuação precisamos assumir que
nosso conhecimento nunca será útil o suficiente, se não mantivermos uma rotina
de formação continuada.
Decisões incorretas por falta de atualização dos
conhecimentos ou omissões por ignorância de estudos e pesquisas já publicadas
por outros profissionais, podem trazer consequências terríveis, como a que
estamos acompanhando agora, em todo o mundo, com a nova peste consumindo vidas
em todos os países do mundo.
Cada um de nós, em sua área, deveria se considerar um
explorador do conhecimento, visando melhorar o seu próprio entendimento sobre o
assunto, tanto para tornar as decisões mais acertadas, como para identificar
sinais de futuros problemas e, assim poder contribuir para evitá-los.
Um exemplo simples é o entendimento do comportamento da
criança autista, visando identificar sinais que indicam o início próximo de uma
crise, permitindo aos pais ou professores que se adiantem nas atitudes para evitá-la.
Pais ou professores que não estejam ligados a essa
observação constante, nunca saberão diferenciar uma crise séria característica
do autismo, de uma simples “birra”, comum a todas as crianças daquela idade.
Esse exemplo simples pode ser extrapolado para o
entendimento de assuntos muito mais perigosos, como os ataques dos vírus, por
exemplo.
O artigo, cujo LINK eu coloquei na descrição do vídeo aí
abaixo, é um exemplo disso.
De 2003 a 2006 houve estudos seríssimos alertando para a
possibilidade dessa virose, que ataca o processo respiratório, voltar, principalmente
pela China, devido ao costume de se consumir carne de morcego e outros.
Os sinais desse aparecimento deveriam estar sendo divulgados,
de forma clara, a todos os profissionais de saúde, mas alguma coisa falhou.
E aqui vai o nosso
Terceiro Assunto de hoje:
Segundo vários pesquisadores, um dos maiores desafios, para
quem descobre algo que precisa ser divulgado para o mundo científico, é conseguir
convencer aos profissionais dessas áreas a estudarem seus artigos.
As normas técnicas para a escrita dos artigos e a linguagem
científica adequada a cada um, embora seja facilitadora para quem precisa se
aprofundar no estudo, não atrai esse mesmo profissional, para suas leituras
frequentes de atualização.
O ideal seria a elaboração desses mesmos trabalhos em
linguagem mais leve, de fácil compreensão, sem os detalhes que estariam
reservados apenas para o artigo científico.
O resumo poderia até servir para essa finalidade, mas o que
precisamos é algo a mais, uma publicação paralela de divulgação científica em
linguagem de fácil compreensão e agradável de ler.
Sei que muitos pesquisadores se dedicam a “traduzir” seus
artigos para uma linguagem mais accessível a todos, mas isso precisa ser mais
incentivado.
Só assim teremos mais profissionais tomando conhecimento dos
assuntos mais importantes em sua área, podendo decidir se precisa, ou não, se
aprofundar nos detalhes científicos que estarão na referência do artigo
oficial.
Resumo
Hoje, então, começamos com o alerta mais importante do
momento, que é tomar todo cuidado para não pegar essa terrível doença.
Depois vimos a necessidade de todos os profissionais estarem
em permanente atualização em relação à sua área de atuação.
E, por último, a necessidade de que as divulgações científicas sejam, também, publicadas em linguagem de fácil acesso para todos, para evitar que teses, artigos e dissertações encham as prateleiras das bibliotecas das universidades, mas não se tornem vivas na mente dos que precisam lê-las.
sexta-feira, 20 de março de 2020
quinta-feira, 19 de março de 2020
Informativo IUPE em 19 de março de 2020
É hora de evitar o desespero e o estresse! Eles são os que mais pioram a situação!
quarta-feira, 18 de março de 2020
segunda-feira, 16 de março de 2020
Construção da memória 2ªparte
Os momentos de "quarentena" dos estudantes devem ser aproveitados para darem um "upgrade" na inteligência e na memória. As dicas estão sendo postadas nessa série: "Mente Humana e seus Mistérios"
sábado, 14 de março de 2020
Dicas iniciais para construção da memória
Construir uma boa memória é imprescindível para o sucesso em qualquer área profissional:
sexta-feira, 13 de março de 2020
Querem proibir a edição genética
O medo de se transformar seres humanos em máquinas
programadas pode estar levando grupos a se organizarem contrários à terapia por
edição genética!
quarta-feira, 11 de março de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
segunda-feira, 9 de março de 2020
terça-feira, 3 de março de 2020
domingo, 1 de março de 2020
Autismo e os Desafios da Inclusão Escolar
Autista e a inclusão escolar – o livro texto adaptável e o
método inclusivo
Uma das dificuldades do professor em uma sala de aula
inclusiva é a metodologia a ser utilizada para que, nem ele entre em desespero,
por ter que atender a alunos com níveis diferentes de aprendizagem, nem esses
alunos em nível mais baixo, deixem de ter o seu acompanhamento e, assim, possam
se desenvolver corretamente, como é o seu direito.
Essa metodologia já existe e temos diversos vídeos sobre
isso, além de ela estar toda descrita em meu último livro “Estudos sobre
educação: Inclusão responsável”
A outra dificuldade é o professor ter que adaptar o conteúdo
de suas aulas, para cada aluno, em nível diferente, mas para isso também temos
uma proposta, nesse mesmo livro, em um outro capítulo, especialmente preparado
para as editoras de livros didáticos.
Nesse descrevemos exatamente como elas podem fazer esse tipo
de livro.
Quem sair na frente, acaba conquistando o mercado de livros
didáticos no Brasil.
Vamos resumir esse modelo:
Os alunos, todos eles, independentemente de seu nível
intelectual ou capacidade cognitiva, recebem o mesmo módulo, correspondente a
um determinado ano escolar.
Vamos que o aluno foi incluído numa turma do 8º ano.
Ele recebe o mesmo módulo que todos os seus colegas,
correspondente ao 8º ano.
Então ele, mesmo estando em algumas matérias, em nível bem
abaixo do de seus colegas, recebe o mesmo módulo, com a mesma capa, os mesmos
temas, os mesmos capítulos.
Apenas as folhas do conteúdo de cada capítulo são
destacáveis, para serem substituídas, ao longo do ano, pelas folhas referentes
aquele tema, mas com o seu conteúdo, exercícios e atividades adaptado ao nível
do 7º ou 6º, ou 5º e assim por diante.
Os professores avaliam qual o nível em que cada aluno
incluído se encontra e faz a devida substituição.
Assim todos os alunos se sentem aprendendo o mesmo tema, na
mesma aula, com o mesmo professor, tendo um conteúdo adaptado ao seu nível de
entendimento e, assim, garantindo que ele se sinta aprendendo de verdade, em
todas as aulas e, que esse aprendizado é sobre o mesmo tema que todos, na sua
classe, estão também aprendendo, e junto com ele.
Só que ainda não recebi resposta de nenhuma delas sobre o
assunto, como se estivessem esperando as propostas de alguns técnicos, para que
acabem com a Educação Inclusiva no nosso país, obrigando os pais desses alunos
a matricularem seus filhos em escolas específicas para autistas e outros
transtornos, síndromes e deficiências.
Quanto à Metodologia Inclusiva, que é imprescindível para
que todo esse processo ocorra com muita facilidade, sugiro que todos os
professores que ainda não têm o meu último livro, assistam aos meus vídeos
sobre o assunto ou visitem algumas escolas que já utilizam esse método.
Aqui no Rio Grande do Sul já há uma escola municipal, em
Passo Fundo, a Escola Etelvina da Rocha Duro, onde todos os professores estão
trabalhando com essa metodologia.
Ela muda tudo.
O professor elimina o estresse comum na maioria das salas de
aula.
O aluno se transforma em protagonista de sua própria
aprendizagem
A socialização é uma consequência natural do método.
O relacionamento entre alunos e professor toma um patamar
como nunca houve, garantindo a aprendizagem real e a avaliação diagnóstica
permanente, sem que haja os sustos comuns de falha na aprendizagem que, na
metodologia tradicional, só é detectada nas provas de final de unidade letiva
ou em testes intermediários.
E o relacionamento entre os alunos, incluindo os que possuam
algum transtorno, síndrome ou comorbidade, passa a ser perfeitamente natural.
Quem for daqui de Passo Fundo ou de cidades próximas, basta
conversar com os professores da Escola Etelvina.
Quem estiver em Salvador, na Bahia, basta conversar comigo
mesmo, a partir de 10 de março, para ver a maravilha que é essa metodologia que
eu chamo de a “Eliminação do Professor Rivotril”.
Quem for de outros estados do Brasil, basta ler todos esses
detalhes em meu último livro, cujo LINK para adquirir está na descrição desse
vídeo.
Outros desafios são em relação às responsabilidades das
diferentes funções em uma escola inclusiva, como a do professor regular, do
profissional de apoio escolar, do mediador do autista, do profissional do
Atendimento Educacional Especializado, e outros.
No dia em que cada um desses profissionais estiver
consciente das suas responsabilidades e encontrarem métodos para que o
exercício delas se transforme em prazer, a realidade da nossa educação vai
mudar completamente.
Nós professores merecemos ter prazer em nosso dia-a-dia
educacional e não estresse!
Forte abraço, amigos e, muito bom proveito disso.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
Autismo e a construção da inteligência
Autistas e a Construção da Inteligência
Muitas pessoas podem perguntar a razão pela qual um estudo
sobre inteligência e aprendizagem faz referência ao autista como ponto
principal.
Mas isso será esclarecido aos poucos, quando analisarmos
todo o processo dessa construção.
Na nossa conversa de hoje vamos ver a origem ocidental dos
estudos sobre a cognição, que é a capacidade de aprender, e como surgem as
memórias, que são os elementos básicos para que todo o processo de aprendizagem
ocorra e, assim, possamos construir a inteligência e, como utilizar melhor,
essas inteligências.
Sabemos que os conceitos dos povos orientais e os dos povos árabes
foram os primeiros a serem desenvolvidos, mas os conceitos gregos acabam sendo
a nossa referência, principalmente pela facilidade de acesso às suas obras.
Então vamos pular Sócrates e todos os pré-socráticos, indo
direto a Platão.
Segundo ele, o ser humano é dotado de duas espécies de
memória, a inata, herdada do mundo inteligível, recebida antes de nascer, e a
construída, proveniente do mundo sensível, a partir do seu nascimento.
Aristóteles, depois dele, abandonou a ideia de memória
inata, considerando, em seus escritos, que só existia a memória construída, com
base apenas no mundo sensível.
Nesse ponto fazemos um paralelo com o que, nos dias de hoje,
Richard Dawkins chamou de memória dos “memes”, que tem um pouco a ver com a
ideia de Platão, mas que, em vez de ser recebida do mundo inteligível, seria
herdada dos antepassados, como uma espécie de registro cultural passado de pai
para filho, da mesma forma como são passadas as heranças genéticas.
Quem desejar se aprofundar nessa realidade dos memes, leia
“O Gene Egoísta”, de Richard Dawkins.
Então, além dos genes, em nosso DNA, onde estão todas as memórias
(ou programações) que determinam o desenvolvimento de nosso organismo, há
também os memes, só não sabemos, ainda, onde se localizam, trazendo todas as
memórias culturais da nossa linhagem antropológica.
Os autistas começam a entrar em nosso estudo aqui.
As diferenças entre os autistas e os neurotípicos estariam
em algumas alterações nos genes.
Alguns chamam de mutações e outros insistem em detalhar que
são diferentes chaveamentos das muitas programações existentes em cada um
deles.
Essas diferenças acabam trazendo aos autistas algumas características
que podem prejudicar todo o seu desenvolvimento, mas trazem outras que podem
até trazer alguma capacidade de raciocínio muito superior a qualquer
neurotípico.
Se ele vai ter sua vida prejudicada ou se vai poder usufruir
disso, vai depender da forma como ele será tratado e acompanhado durante o seu
desenvolvimento neurofisiológico.
Se for tratado exclusivamente com medicamentos
psiquiátricos, ele terá seus sintomas “camuflados”, mas não vai ter condições
de desenvolver corretamente suas redes neurais e, então, só sairá prejudicado.
Mas, para nosso estudo de hoje, o que precisamos saber é
que, entre essas características diferenciadas dos autistas está a inexistência
da fagocitose que, no caso dos neurotípicos, elimina cerca de 900 trilhões de
sinapses, dos dois aos doze anos de idade, deixando os não autistas, ou seja,
os ditos “normais”, com apenas 100 trilhões delas.
Os autistas continuam com quase todas elas, o que significa que,
teoricamente, os ditos “normais” teriam apenas 10% da capacidade de pensamento
dos autistas.
Esses detalhes constam das nossas conversas específicas
sobre o autismo, em outras postagens. Quem quiser entrar nesses detalhes
assistam aos nossos vídeos sobre os autistas.
Mas vamos ver como isso vai ser útil mais tarde.
Voltando aos memes, só sabemos que são memórias herdadas, o
que me leva ao conhecimento que adquiri de um Xamã aborígene, na década de
setenta, no deserto da Austrália, quando ele afirmava que nossa memória tem
acesso a todo conhecimento do mundo, desde que tenha sido “pensado” com alguma
intensidade.
No estudo de Dawkins esse conhecimento estaria nos memes.
Mas o que isso interessa a nós?
Interessa saber que todos nós, sejamos autistas ou
neurotípicos, TDAHs ou não, deficientes ou não, temos essas memórias dentro de
nós.
Isso significa que cada um de nós tem a capacidade, pelo
menos em potencial, de juntar as informações percebidas (visão, audição, etc.),
que são as do mundo sensível, arquivadas a partir da fecundação, com as do
mundo inteligível (segundo Aristóteles) ou memético (segundo Dawkins) e, a
partir daí, construir o nosso conhecimento e elaborar as nossas conclusões.
Desenvolver essa capacidade intelectual é uma necessidade
evidente devido, principalmente, aos desafios globais que, a cada dia, se
tornam mais complicados.
Mas é exatamente aí que entram os autistas.
Neles, essa capacidade de raciocínio pode ser bem superior à
dos demais, aliás, dez vezes maior, se ela estiver relacionada ao número de
redes neurais.
Isso significa que reduzir os sintomas autistas sem
prejudicar seu cérebro, ou sejam sem os efeitos colaterais dos medicamentos, é
a única forma de esse excesso de sinapses ser direcionada para o seu
desenvolvimento cerebral pleno.
Assim sua potencialidade se transformará em capacidade
adquirida e, com isso, sua inteligência dará um verdadeiro salto.
Eles terão maior capacidade que todos os demais, tanto para elaborar
suas conclusões a partir das memórias sensíveis, como terão muito mais
capacidade de comparar tais memórias com as inatas, venham elas do mundo
inteligível ou dos memes.
Então aí está a razão de não podermos falar de desenvolver
inteligência sem incluir os autistas, já que estaríamos eliminando exatamente
quem mais poderá ajudar à sociedade na compreensão mais detalhada e mais
precisa, de todos os grandes desafios que ainda estão por vir.
Precisamos, entretanto, evitar que esses autistas sejam alvo
de exibicionismo, como uma atração circense, ou que tenham seus sintomas
tratados como se fossem doentes mentais.
Por muito tempo se comentou sobre o aparecimento das
crianças índigo e, depois, as crianças cristal.
Eu acredito que, se tratarmos
corretamente os seus sintomas, acharemos a Índigo e a Cristal nas nossas crianças
azuis.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
AUTISMO: Um alerta importante para pais e terapeutas
Precisamos tomar muito cuidado com o que ouvimos e lemos
sobre o autismo, já que há profissionais trazendo informações que podem
prejudicar, ainda mais, o desenvolvimento de nossos autistas.
Alguns se baseiam até em comprovações científicas já
publicadas, mas também sabemos que, segundo Peter Goetzsche, em seu livro: “Medicamentos
mortais e o crime organizado: Como a indústria farmacêutica corrompeu a
assistência médica”, há comprovações científicas sérias e há comprovações
científicas produzidas com uma determinada finalidade lucrativa.
Mas sou obrigado a dar esse alerta aos pais e aos
terapeutas!
Quando se fala que autismo é genético isso não quer dizer
que é hereditário. Alguns estudos mostram que apenas uma parte muito pequena do
genoma humano é hereditário. Isso significa que os seus genes podem sofrer
alterações por conta de influência do meio ambiente. E essas influências têm
sido detectadas em diversos elementos e em diversas origens.
Quando os “experts” em ciência genética afirmam que as
variações nos genes dos autistas não são mutações genéticas, mas sim
combinações de uma espécie de chaveamento interno, que regulam as ações
programadas em cada gene, eles estão entrando em detalhes técnicos que, mesmo
precisos, não explicam as razões para que tais chaveamentos ocorram de forma
irregular, e tragam as características que tanto os afastam da “normalidade”.
Na realidade o que mais interessa a quem quer salvar os autistas
da exclusão social é, em primeiro lugar o encontro de sua cura. Sim, porque suas
características, quando intensificadas, prejudicam todo o seu desenvolvimento
e, principalmente, a sua autonomia e os pais desejam essa cura!
Falar de cura para profissionais que insistem em dizer que
autismo não é doença, não é síndrome, não é transtorno, nem deficiência, mas
sim uma forma diferente e natural de SER, significa que teremos que convencer
os pais a abandonar todos os processos de redução de seus sintomas a aceitar
que seus filhos são normais como estão, ou seja, terão que ser eternamente
assim, alguns sem falar, outros sem raciocinar corretamente, outros sem socializar,
porque isso é uma comprovação científica publicada as principais revistas
científicas mundiais.
E, se os sintomas se agravarem, que devem ser medicados com
os mesmos medicamentos dos doentes psiquiátricos, para pararem de agredir,
conseguirem dormir, etc.
Para quem, como nós, acompanha há vinte e um anos, diversos
alunos autistas incluídos em nossas turmas regulares, o que nos interessa é
reduzir seus sintomas, para que tenham a mesma capacidade de desenvolvimento
cognitivo e emocional que seus colegas e que consigam construir a sua autonomia
e serem felizes sem dependerem de seus pais.
E para isso a redução dos sintomas não significa camuflá-los
com drogas, mas sim melhorar a eficácia da microbiota intestinal, eliminar os
parasitas do sistema digestório, complementar os níveis de vitaminas e, como
não sabemos ainda como recuperar as paredes de seu intestino, que é permeável,
devido a uma má formação decorrente dessa alteração nos genes, eliminar da sua
dieta todos os alimentos cujas proteínas, se forem para a corrente sanguínea,
provocarão a inflamação cerebral e aumentarão todos os sintomas.
A sorte das famílias dos autistas é que já há médicos bem
preparados para esse entendimento, principalmente os nutrólogos, como Aderbal
Sabrá, na CESGRANRIO, Consolação Oliveira, em Minas Gerais e, é claro, de um
número cada vez maior de nutricionistas, a começar pela referência maior no
Brasil, que é Cláudia Marcelino.
Só para concluir:
A ciência médica, biológica, genética, e todas as demais,
estão ainda muito aquém do conhecimento que precisamos ter para o entendimento do
ser humano.
Considero muito temeroso dizer que conhecemos o autismo.
Precisamos do apoio de todas as ciências e de todos os práticos, em uma
conversa transdisciplinar na qual todos possam contribuir com seus estudos, mas
principalmente com suas experiências.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Todo autista pode ter QI elevado?
Todo autista ASPERGER tem QI elevado?
Tenho recebido essa pergunta de muitos amigos seguidores,
alguns deles pais de autistas considerados como Asperger, e que querem saber
como fazer para aproveitar essa possível capacidade intelectual de seus filhos.
Vamos iniciar por alguns dos mais recentes trabalhos
publicados nas revistas técnicas internacionais.
Uma das linhas de pesquisa mais promissoras e mais eficazes,
de acordo com a nossa observação dos autistas matriculados em nosso colégio nos
últimos vinte e um anos, é a que visa a redução dos sintomas pela eliminação
das suas causas intermediárias
Essa linha de pesquisa tem encontrado ligações diretas entre
os sintomas com:
Inflamação cerebral, provocada pelo envio ao cérebro de
proteínas, pela corrente sanguínea, devido à permeabilidade das paredes do
intestino.
Excesso de neurônios em algumas áreas cerebrais,
amplificando exageradamente os sinais correspondentes aquele processador, seja
o visual, o auditivo, o olfativo, o gustativo, o tátil ou outros que a ciência
biológica não conhece ainda.
Essa linha mostra meios de reduzirmos todos os seus sintomas
e, assim, o autista passa a ter condições de se desenvolver intelectualmente e
alcançar a sua autonomia, da mesma forma que uma criança neurotípica.
Outra linha, infelizmente uma das mais frequentes, ignora as
evidências dessa inflamação e desse excesso de neurônios, mesmo com todas as
comprovações publicadas, e trata o autista como se seus sintomas não possam ser
reduzidos e, portanto, devam ser camuflados pelas atuais drogas psiquiátricas.
Nessa linha estão cientistas famosos e importantíssimos que,
em seus trabalhos, visam encontrar a cura definitiva da causa original do
autismo que, segundo todos eles, parece estar nas dezenas de mutações em seus
genes.
A maioria desses pesquisadores não tem interesse algum pela
redução das causas intermediárias, já que quando eles encontrarem a cura da
principal, não haverá mais autismo.
Um deles me confessou que o perigo das terapias que reduzem
os sintomas e permitem o desenvolvimento integral do autista é o abandono do
interesse pela cura definitiva.
Mas, mesmo os estudos dessa linha exclusivamente genética e psiquiátrica,
acabam por trazer conclusões importantes, como por exemplo a que foi publicada
no dia 20 de janeiro de 2020, pelo Jornal da Academia Americana de Psiquiatria
da Criança e do Adolescente.
Nesse estudo os pesquisadores procuram encontrar, nos altos
índices de patologias das crianças autistas, uma relação com o sexo biológico e
com o volume da amígdala cerebral.
Mesmo sabendo que esse alto índice de patologias pode estar sendo
confundido com os mesmos sintomas, mas provenientes da inflamação cerebral, o
estudo tem muita validade.
Sexo biológico:
A primeira relação encontrada foi a do sexo biológico, mostrando
que há mais meninos desenvolvendo essas patologias que meninas.
Essa evidência já mostramos em um outro vídeo, quando explicamos
a razão de haver mais meninos que meninas autistas.
Amígdala cerebral:
A segunda relação encontrada foi o maior volume da amígdala
cerebral no autista com maior índice de patologias, tanto em meninos quanto em
meninas.
Ausência de fagocitose:
Outros estudos mostram a ausência da fagocitose em ambos os
sexos, durante o desenvolvimento neurofisiológico, o que deixa o autista com um
número de ligações entre neurônios (sinapses) muito mais elevado do que a
criança neurotípica.
Vamos, agora, à observação prática dos nossos autistas, ao
longo dos últimos anos, levando em consideração todos esses estudos.
O número muito maior de neurônios no cérebro autista
atrapalha o desenvolvimento de algumas áreas cerebrais.
A amplificação dos sinais elétricos e químicos (sinapses)
faz com que ele esteja constantemente com excesso de pensamentos, excesso de
imagens visuais, auditivas, olfativas ou gustativas, a depender de onde estão
essas inúmeras ligações neurais a mais.
E como o volume da amígdala cerebral encontrado foi maior, ela
pode estar com mais capacidade de detecção de perigos, já que o número de neurônios
nela amplifica bastante o seu trabalho de detecção.
Isso pode significar que ela dispara o sistema nervoso
simpático com mais frequência e mesmo sem real necessidade, trazendo muito mais
ansiedade e muita tensão emocional.
Isso explicaria, em nosso estudo, a facilidade de irritação,
inquietação, impulsividade, agressividade e, naturalmente, a redução acentuada
em seu sistema imunológico, ficando mais vulnerável a patologias de
oportunidade ou mesmo psicossomáticas.
Mas esse maior volume também pode ser resultado de
inflamação cerebral, embora só tenhamos comprovações evidentes, por enquanto,
da inflamação direta dos astrócitos dos interneurônios, compondo a maioria das
redes neurais do córtex cerebral, mas ainda não temos conhecimento se alguma
pesquisa encontrou essas inflamações nas redes neurais das amígdalas.
Então o que concluímos é que, se conseguirmos reduzir a
inflamação cerebral do autista, ficaremos apenas com o excesso de neurônios e
suas correspondentes amplificações de sinais e sem a irritação, a agressividade
e os comportamentos estereotipados.
E, a partir daí, fica mais fácil direcionar seus pensamentos
para as habilidades correspondentes à sua área cerebral mais amplificada, o que
pode trazer, como resultado, um desenvolvimento muito mais eficaz, até, do que
o de qualquer criança neurotípica.
Ao mensurarmos essa inteligência desse autista ele terá um
elevadíssimo quociente intelectual, mas que não necessariamente é o lógico
matemático, mas sim o que corresponde a área de maior concentração dessas redes
neurais a mais.
Exatamente por isso temos, hoje, autistas que, mesmo sem
terem sido ensinados, falam diversos idiomas, outros que fazem qualquer conta
de cabeça, outros que tem super memória, e assim por diante.
Mas é sempre bom lembrar que, se esses autistas estiverem
sendo tratados exclusivamente com medicamentos, toda essa potencialidade estará
destruída e nada disso acontecerá.
Espero ter respondido às perguntas sobre esse assunto, mas
se houver alguma dúvida a mais entrem em contato por algum dos nossos canais,
seja email, whatsapp, ou aqui mesmo pelos comentários no youtube.
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Vamos todos, juntos, fazer de tudo para salvar nossos amigos
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