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sábado, 20 de dezembro de 2008

Mais um "milagroso remédio" para combater "doenças imaginárias" e enriquecer laboratórios...

A Veja de 17 de dezembro traz uma reportagem de Adriana Dias Lopes, na página 100, intitulada "Arma contra um pesadelo". Esse pesadelo chama-se NARCOLEPSIA e é caracterizado pela compulsão ao sono durante o dia.

Muito boa a abordagem que Adriana Dias Lopes fez em relação ao uso da Modafinila (princípio ativo do Stavigile) para combater o sono das pessoas, principalmente quando encerra a matéria recomendando que “se você precisar ficar acordado, o melhor mesmo é recorrer ao café.”

Como se não bastasse o uso excessivo dos Prozacs, Lexotans e outros para substituir a nossa produção natural de endorfina e outros neurotransmissores, agora querem provocar a vigília por meio de mais química, com efeitos colaterais ainda desconhecidos.

Temos em nosso cérebro a melhor fábrica natural de antidepressivos naturais e sempre na medida certa sem qualquer efeito colateral!

Exercícios físicos freqüentes e na medida certa produzem toda a endorfina necessária ao prazer de viver , acompanhado de um verdadeiro analgésico natural.

Reflexões e meditações periódicas harmonizam as produções de todos os neurotransmissores,trazendo calma a todo o organismo.

E são exatamente essas atividades que desenvolvem em nosso cérebro o melhor conjunto anti-depressivo totalmente natural, reduzindo o stress e evitando a narcolepsia.

Fugir dos remédios e tratar nosso corpo com o respeito que ele merece afasta qualquer sintoma que possa estar sendo utilizado pelas multinacionais dos remédios para enriquecerem às custas da fraqueza emocional humana.

Os relatos que tenho recebido de dezenas de professores e psicopedagogos ligados ao nosso Instituto mostra o aparecimento, nas escolas, de um número cada vez maior de crianças e adolescentes já “rotulados” como hiperativos, disléxicos, esquizofrênicos, deficientes cognitivos e narcolépticos. O pior de tudo é que elas já chegam diagnosticadas e medicadas, fazendo uso de altas doses de remédios controlados, cujos efeitos colaterais alcançam, principalmente, a sua capacidade cognitiva.

Todas essas doenças existem de fato, mas o número de pessoas verdadeiramente acometidas é muitas vezes inferior ao número que é diagnosticado! E isso está causando um grande mal à sociedade!

Além dos constantes relatos que recebo dos professores e coordenadores que seguem o Projeto IUPE em uma série de países, recebi, eu mesmo, em nosso colégio sede, em Salvador, crianças diagnosticadas com algumas dessas anomalias e que, ao passarem pelo acompanhamento psicopedagógico não apresentaram qualquer sintoma dessas doenças! Todas apresentaram completa normalidade comportamental e algumas delas (surpreendentemente para os pais, mas não para nós) apresentaram uma capacidade cognitiva muito acima da média, podendo ser consideradas verdadeiras “superdotadas”, ou seja: aquela que apresenta uma elevada capacidade intelecto emocional integral segundo a visão de Gardner.

Exatamente por terem essa elevada capacidade cognitiva não conseguiam suportar as aulas repetitivas e desmotivantes dadas pelo professores tradicionais, que enfocam apenas o aluno normal, sem qualquer preocupação em apresentar desafios à altura dos alunos mais desenvolvidos. Devido a essa desmotivação constante eles desistem de prestar atenção as aulas e precisam ocupar o tempo levantando da carteira, jogando bolinha de papel nos colegas, correndo pela sala, irritando seus colegas e outras coisas mais... Como essas atitudes estão relacionadas nos manuais de TDAH como sintomatologia hiperativa, lá vai mais uma recomendação de Ritalina, 10mg pela manhã e 10mg pela tarde... para combater esse mal que não existe!

Casos semelhantes ocorrem com Gardenal sendo recomendado para crianças que preferem ler a jogar futebol... já que sua preferência pode ser encarada como “querendo se isolar de seus colegas...”

Agora chega mais um: o Stavigile! Para combater um mal que deveria ser encarado como conseqüência de todo um processo estressante a que nossos filhos e alunos estão sendo submetidos...

Parabéns, Adriana, por recomendar café ao invés dos produtos químicos! Melhor desconfiar mesmo dessas drogas miraculosas prometendo maravilhas e enriquecendo as multinacionais dos remédios.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Doenças X Falta de educação

Prezados amigos:

Um assunto que me preocupa é a destruição das mentes das crianças e adolescentes através da administração de medicamentos controlados em problemas simplesmente comportamentais.

As centenas de relatos que tenho recebido sobre o assunto me assustam muito! Tudo começa com os professores, coordenadores e psicopedagogos das escolas que, antes mesmo de esgotarem todas as metodologias psico-pedagógicas, encaminham os alunos para exames neurológicos com suspeita de TDAH e outras doenças...

Ora! O neurologista ou o neuro-pediatra só aprende a identificar as patologias a partir da sintomatologia apresentada e a aplicar os medicamentos adequados ao tratamento. Não cabe ao médico a aplicação de exercícios psico-pedagógicos preliminares para identificar, nesses sintomas, causas ligadas exclusivamente a má educação familiar ou a falta de dedicação individualizada do professor em sala de aula.

Assim sendo não é sua culpa a aplicação de medicamentos controlados em crianças que nunca os precisariam, podendo até serem vítimas de efeitos colaterais desastrosos com tenho encontrado com frequencia!

Cabe, sim, ao psicopedagogo na escola, essa identificação, para esgotar todas as metodologias e só encaminhar o aluno aos profissionais médicos quando houver certeza de que o problema não é simplesmente educacional.

Crianças e adolescentes com capacidade cognitiva muito acima da média e que, naturalmente, não "aguentam" ter que ficar em uma sala ouvindo o professor ensinar aquilo que já estão cansados de saber, acabam ficando ansiosos para sair da sala, jogar bolinhas de papel nos colegas, levantar toda hora etc..., sendo imediatamente "rotulados" como portadores de TDAH!

Quando esses meninos são encaminhados ao neurologista com tais sintomas acabam tendo que ser "tratados" com RITALINA, tendo início aí a destruição dessa sua capacidade cognitiva... Da mesma forma crianças e adolescentes com elevado grau de irritabilidade e agressividade em sala de aula, ou completamente isoladas do mundo à sua volta e que apenas precisariam que sua família passasse por uma psico-terapia (já que a causa está no péssimo ambiente em sua casa), acabam sendo levados a tratamentos semelhantes, como se fossem portadores de patologias psicogênicas, iniciando aí o seu processo de destruição das ligações neuronais que possibilitariam o seu sucesso intelectual futuro!

Para não "esticar muito" essa mensagem fico por aqui, informando que estou procurando divulgar para as escolas, para as famílias e para os profissionais de psicopedagogia, uma série de sugestões metodológicas, cada uma para ser aplicada pelo professor de uma disciplina, de forma que tais "anomalias comportamentais" sejam inicialmente tratadas na própria sala de aula e em casa, antes que as identifiquemos enganosamente como patologias neurológicas ou psiquiátricas!

Vou, aos poucos, divulgar algumas dessas idéias, solicitando que todos contribuam com sugestões e assim evitemos mais destruição de inteligências futuras.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Remédio para pessoas sadias

Há alguns anos o presidente de uma das grandes indústrias farmacêuticas mundiais declarou, em reunião de sua diretoria, que as metas de vendas de remédios para os doentes estavam todas alcançadas e superadas. Agora precisavam aumentar seus lucros ampliando seus consumidores. Para isso deveriam estudar as formas de passarem a vender remédios para as pessoas sadias.

Os estudos foram realizados e os resultados, em poucos anos, superaram as expectativas! A lucratividade dessas multinacionais do remédio aumentou consideravelmente e não para de crescer! Houve, de fato, uma real ampliação do seu universo de consumidores, já que agora já vendem remédios para pessoas sadias.

Se remédios não fossem drogas químicas com efeitos colaterais estaríamos observando apenas uma jogada comercial inteligente e até elogiável. Isso no campo do marketing, da propaganda e do planejamento estratégico de mercado. Mas, infelizmente, estamos lidando com produtos responsáveis por inserir no organismo das pessoas substâncias químicas voltadas para o estímulo de alguma área biológica, podendo, certamente, trazer conseqüências muito graves e danosas para a saúde.

A estratégia usada foi digna de Maquiavel (O Príncipe) ou até, mais propriamente, inspirada em Baltasar Gracian (A Arte da Prudência), obra que ensina detalhadamente como vencer na vida sem qualquer tipo de escrúpulos, ética ou coisa parecida...

Aos poucos fomos sendo convencidos pela mídia em geral que diversos comportamentos, antes considerados normais, deveriam agora ser tratados como doenças, algumas até consideradas graves e perigosas!

A partir daí já podemos perceber que fomos levados a anular a capacidade de crianças superdotadas diagnosticando-as como “portadora de déficit de atenção e hiperatividade”. Isso porque se elas não conseguem suportar as aulas normais de uma escola tradicional, é comum apresentarem comportamento irrequieto! São, então, rotuladas como portadoras de TDAH.

Também as crianças e adolescentes com memória e inteligência seletiva estão sendo confundidas como portadoras de autismo e sendo levadas a tratamento quimio-terápico e crianças e adolescentes com comportamento diferenciado do resto da sua turma estão sendo considerados “esquizofrênicos” e aplicando altas dosagens de remédios controlados neles.

Para os adultos isso nào fica por menos. Adultos mal resolvidos emocionalmente e com elevado nível de estresse estão sendo considerados impotentes sexuais e (...) Viagra neles.

E agora tenta-se alcançar os estudantes e profissionais que precisam se apresentar em público! Já existe uma droga específica para eles: os betabloqueadores!

Estamos recomendando remédios controlados para quem deseja estar mais feliz, para quem deseja falar em público sem nervosismo, para quem deseja evitar problemas do coração sem nunca ter tido nenhum sinal de problemas cardíacos, para quem deseja conquistar um parceiro sem timidez,... e assim por diante.

Caímos, definitivamente, na rede das indústrias farmacêuticas mundiais! A cada artigo que lemos nos jornais e a cada programa que assistimos na televisão... ...surge mais um novo milagre químico! E ele nos é oferecido para resolver problemas que nunca tivemos!

Está na hora de refletir sobre o assunto com seriedade e evitar danos irrecuperáveis às mentes de nossas crianças e adolescentes!