quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Live 18 09 2019 Dificuldades de aprendizagem



Olá amigos,
Hoje, quarta-feira, 18 de setembro, vamos analisar alguns temas importantes.
O primeiro é sobre um caso real, de aluna com dificuldade de aprendizagem e que, pelo que parece, vem mostrar uma terrível realidade.
Que grande parte de nossos professores e dirigentes escolares não quer sequer saber da existência de aluno com dificuldade.
Procuram prejudicá-lo de todas as formas possíveis, até que seja excluído, e eles fiquem apenas, em sus salas de aula, com os alunos regulares.
São professores e dirigentes que deveriam estar em qualquer outro tipo de profissão, menos a mais importante do mundo, que é a de professor.
E é exatamente por termos colegas desse nível de descomprometimento com o aluno, que a nossa classe está malvista e desvalorizada!

O segundo é sobre o impacto, que as dificuldades familiares e violências domésticas podem causar na aprendizagem de uma criança.

O terceiro é para descrevermos o que pretendemos com os nossos novos cursos sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Já tivemos a primeira fase, quando procuramos mostrar o que se conhecia sobre o assunto e as diferentes formas de entendê-lo e incluí-lo, e agora temos essa nova fase, com os mais recentes estudos sobre o transtorno e s terapias aconselhadas.

Mas vamos ao primeiro tema, o caso real de exclusão escolar:
Avaliação diagnóstica da aluna:
Aluna há dois anos repetindo o 6° ano do Ensino Fundamental, séries finais, com as seguintes características:
- Entende o que se fala para ela;
- Conversa com muita timidez, mas responde oralmente;
- Não lê nem escreve, mas consegue realizar uma escrita em formato pre-silábico sonoro, embora sem conseguir ainda decifrar o que escreve;
- Na anamnese verificou-se, por meio da tia, que a perda da mãe a abalou bastante, emocionalmente, e criou toda essa dificuldade.
Procedimento recomendado aos professores e à escola:
- Ao primeiro sinal de dificuldades, realizar uma avaliação diagnóstica e comportamental, para identificar como a criança ouve, vê, entende e sente e se apresenta algum bloqueio.
- Ao identificar problemas de bloqueios emocionais (que parece ser o caso), recomendar atendimento psicológico.
- Ao identificar dificuldades na leitura e escrita (e essa menina tem), além de analisar se tem problemas normais de visão e coordenação motora, pedir um exame de Síndrome de Irlen. Toda escola deve ter uma indicação de um profissional screener, já que essa síndrome se confunde com dislexia, discalculia e até esquizofrenia.
- A partir daí verificar o que ela já consegue fazer em termos de escrita e leitura, para estabelecer um planejamento de desenvolvimento individual.
- Se ela não consegue ainda escrever nem ler, analisar como está o entendimento oral e a elaboração do pensamento, também de forma oral.
- No caso dessa menina, os sintomas de ausência de alfabetização tornam necessário esse desenvolvimento em paralelo (a depender das condições da escola, pode ser no AEE, em contraturno).
Para o dia-a-dia na sala de aula:
- Enquanto ela não se alfabetiza, os professores realizam o ensino individualizado de forma oral e avaliam da mesma forma. Essa avaliação não pode ser para aprovar nem reprovar, mas sim para que cada professor perceba se o seu método de ensino individual para ela está dando certo, ou se precisa alterar alguma coisa.
- A todo momento, em todas as aulas, ela tem que sentir que está aprendendo alguma coisa, sempre a partir do que ela sabe, mas nunca no mesmo nível de seus colegas, é claro!
- Isso vai elevar a sua autoestima e assim o próprio cérebro dela vai começar a contribuir para a redução de suas dificuldades.
- Se um professor, em vez de reconhecer cada um de seus pequenos avanços, mostrar suas dificuldades, isso vai baixar a sua autuoestima e ela ficará cada vez pior.
- Os colegas dela, na sala, devem ser preparados para inclui-la, por meio da realização periódica de Assembleias de Classe. Isso porque ela precisa de elevação da autoestima o tempo todo.
- Essa menina, logicamente, nunca poderá ser reprovada, ou conservada, como queiram, porque ela precisa estar se sentindo incluída junto com colegas da mesma faixa etária, caso contrário, a baixa autoestima impedirá o seu desenvolvimento.
- Para que os professores consigam dar atenção individualizada a cada aluno com dificuldades e, ao mesmo tempo, dar atenção aos demais alunos nos seus respectivos níveis intelectuais, a metodologia deve ser INCLUSIVA DE VERDADE, como as legislações exigem, embora não digam como fazer.
- Para isso basta estudarem as metodologias inclusivas existentes, entre elas a Metodologia IUPE de Dinâmica Grupal, que está à disposição de todos os professores e escolas.
- Ela pode ser lida no meu quinto livro “Estudos sobre educação: Inclusão Responsável”, ou assistida nos nossos vídeos, em nosso canal no youtube.
Legislação inclusiva
Tudo o que falei faz parte de nossa obrigação moral, como professor, já que deveríamos ter como objetivo de vida, o entendimento, o acompanhamento e o desenvolvimento de todos os nossos alunos.
O professor que reprova essa aluna, se baseando no fato de que ela não aprende, ELE é quem estaria REPROVADO E SUMARIAMENTE DEMITIDO, se fosse de escolas ligada ao IUPE.
Qualquer dúvida sobre a legislação pode ser lida, também, nesse meu livro sobre inclusão, ou também no nosso canal, no youtube.

Segundo assunto de hoje:
Qual o impacto que as dificuldades familiares e violências domésticas podem causar na aprendizagem de uma criança?
Podemos até aproveitar o relato do caso da menina anterior, embora não seja um caso de violência doméstica, mas a perda da mãe, que foi o caso da menina do relato inicial, pode trazer, também, consequências semelhantes, criando dificuldades de aprendizagem por bloqueios emocionais.
Cada criança tem uma forma de reagir aos eventos externos, mas em todas elas aparece algum tipo de consequência.
Já observei, em uma mesma família com violência doméstica, um dos filhos reagir de forma positiva, se dedicando ao seu desenvolvimento intelectual e vencendo tranquilamente, enquanto os outros dois entraram em processo negativo: um com perda de estímulo para estudos e sendo levado às drogas e depois ao crime; e outro criando um bloqueio emocional tão grave que seus sintomas eram semelhantes aos de dislexia e discalculia juntos.
A recomendação, como é um caso comportamental, é tratamento psicológico imediato, para evitar que as consequências se agravem.
Mas, vamos que essas crianças, devido ao processo de violência doméstica, sejam adotadas por outra família.
Nesse caso, embora os tratamentos psicológicos continuem sendo necessários, existe outra terapia extremamente importante, que vai construir toda uma estrutura interna, na mente dessas crianças, e pode evitar os possíveis danos muito comuns, em comportamento e desequilíbrio emocional.
É a terapia interna da própria família.
O que é isso?
São as famosas reuniões familiares, que eu tanto recomendo a todas as famílias, quando pais e filhos se reúnem à volta de uma mesa, sem celular, sem computador, sem TV, e conversam abertamente sobre tudo, principalmente sobre sentimentos e emoções, já que esses temas são os que mais  tumultuam as cabeças das crianças ao se tornarem adolescentes.
Se elas forem acostumadas a relatarem tudo o que sentem, sem precisarem esconder nada, elas estarão praticamente VACINADAS contra todas as influências externas, sejam da mídia, dos colegas ou da própria sociedade.
Isso deve ser feito frequentemente, no mínimo uma vez por semana, e pode ser em um momento de refeição, lanche ou, seja lá o que for.
O importante é haver o momento e que ele seja frequente.
Mas se, apesar disso, aparecerem sintomas de dificuldades de aprendizagem, o procedimento deve ser o mesmo que recomendamos no caso anterior, para a menina que está sendo forçada a repetir o 6° ano, por professores completamente despreparados para a função.

Terceiro tema:
Autismo
O curso atual sobre autismo, que será dado na UNIP (Universidade Paulista), em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, nos dias 19 e 20 de outubro.
Nesse curso sobre autismo, em dois dias, passarei as informações mais importantes e mais recentes sobre o entendimento, o tratamento e o desenvolvimento do autista, visando sua aprendizagem, sua autonomia e sua socialização.

Nosso foco é, além de mostrar os resultados das mais recentes pesquisas sobre o TEA, discutir os diversos níveis de tratamento atuais, para identificarmos quais deles nos ajudam a desenvolver o autista como qualquer criança neurotípica, enquanto a cura definitiva não chega.

E mostraremos as três linhas diferentes:

A da cura, perseguida principalmente por Alisson Muotri e Karina Griese Oliveira, que é a ponta principal das terapias, mas ainda em estudo e sem resultado conclusivo;

A dos tratamentos comportamentais visando o desenvolvimento, como os métodos ABA, TEACHH e outros;

E o intermediário, que considero atualmente o mais importante, que é o da identificação das causas dos sintomas e tratamento delas, para reduzi-los ou até eliminá-los, para permitir que os métodos ABA e demais, possam ter maior eficácia, já que o autista fica completamente escolarizável, sem os sintomas que dificultam a sua socialização.

Nosso roteiro dessa semana e da próxima:
Segunda e terça-feira: Estaremos em Xique-Xique, em palestra sobre:
A neurociência no entendimento, acompanhamento e desenvolvimento das crianças com dificuldades, síndromes e transtornos.
Qualquer sugestão, dúvida ou relato de caso para análise, entrem em contato pelo nosso EMAIL
ou pelo nosso whatsapp
(71) 9-9624-1011
Inscrevam-se em nosso canal no youtube, para receber os vídeos em primeira mão.
Nosso colégio, em Salvador, na Liberdade, já está com matrículas abertas para 2020

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Autismo-Relato de caso-09-set-2019



Quando eu vejo um profissional dar uma entrevista relatando as terapias que dão certo e as que não dão, para o autista, eu imagino que essa pessoa deve ser um verdadeiro gênio!

Afinal, se as pessoas neurotípicas (ou seja: as pessoas que, antes do politicamente correto, podiam ser chamadas de normais) reagem aos medicamentos e tratamentos de forma diferente, entre os autistas isso é mais evidente ainda!

Essas declarações acabam afastando mães, de terapias que poderiam reduzir os sintomas mais agressivos de seus filhos e, assim, reduzir, ou até acabar, com o sofrimento da família.

Ontem recebi mais dois pedidos de socorro de mães de autistas que receberam, do profissional que atende seu filho, o relato de que ela terá que se conformar que seu filho é autista e assim será por toda a vida.

E que a única coisa que ela terá que fazer é manter seus sintomas sob controle médico, por meio das drogas psiquiátricas que ele já receitou.

Absurdo, mas isso é muito comum, infelizmente.

Hoje vou apenas relatar dois casos que deram a volta por cima, mesmo já com certa idade!   

É um caso real, aliás, dois semelhantes, tanto que posso fazer um só relato, que serve para os dois.

Por mais de 25 anos duas mães não conseguiam, sequer, deixar seus filhos saírem de casa.

Os meninos, autistas severos, não falavam, não reconheciam seus pais, eram agressivos, sempre irritados, viviam dando berros sem motivação.

Os médicos diziam que era assim mesmo porque, afinal, eram autistas, e os pais teriam que se conformar com isso, e que a única coisa a fazer era mantê-los com Risperidona, Aripiprazol, Rivotril, Fluoxetina, Metilfenidato e outras tantas drogas, revezando uma com outra e modificando a dosagem a cada relato de mudança comportamental.

Tenho recebido esse mesmo relato de dezenas de mães por todo esse país.

Algumas, com filhos ainda bem jovens, já conseguiram mudar toda a realidade deles.

Tenho recebido suas visitas em cada cidade que passo, e fico cada vez mais feliz com isso!

Esses conseguiram dar uma guinada total no seu desenvolvimento, mas outros já adultos, ainda lutam por uma recuperação mais lenta e mais difícil.

Uma delas, inclusive, já com o seu filho ultrapassando os quarenta anos de idade, chegou a meu dizer: “Professor Roberto: Eu quero enterrar meu filho!” “Não sei o que será dele se eu morrer antes!”

O que mais me deixa indignado é que nada disso seria necessário, já que o que está ocorrendo com esses autistas é um grande erro no acompanhamento!

Alguém tem culpa nesse erro?

Fica difícil e, por vezes, até perigoso, dizer que sim. Ainda mais que não sou médico. Sou apenas professor.

Mas acompanho todos os alunos autistas dos colégios que damos apoio, e com esse acompanhamento temos como avaliar cada tratamento e cada resultado.  

Por isso prefiro dizer (e até tentar me convencer) que é por falta de conhecimento.

Afinal temos alguns caminhos nessa luta pela recuperação e desenvolvimento do autista e do TDAH.

Um deles é o caminho da cura definitiva! Essa é a ponta principal da ciência atual em relação ao autismo, trilhado por Alisson Muotri, Karina Griese Oliveira e diversos outros.

Outro caminho é o terapêutico comportamental, que procura desenvolver o autista por meio de métodos fantásticos como o ABA e outros.

Mas falta darem crédito ao meio do caminho, que existe e tem feito maravilhas, para reduzir todos os seus sintomas e fazer com que o autista consiga ter uma vida totalmente normal, embora não esteja curado, mas sem a inflamação cerebral, que causa tanta irritabilidade, agressividade, confusão no processamento de imagens, hipersensibilidade auditiva, e tudo o mais.

Profissionais famosos e competentes não dão a menor importância a esse caminho, mas é esse que está salvando muitas dessas crianças, e até adultos, da exclusão social total, devido ao excesso de agressividade, irritabilidade, etc.

Foi assim que esses dois autistas, já com idade acima dos 25 anos, começaram a se recuperar.

A vida toda seus cérebros foram destruídos pelos medicamentos, sem que, em momento algum, fossem realizados exames clínicos completos, para verificar se havia alguma causa extra para seus sintomas e que pudessem ser eliminadas.

Ambos foram levados a médicos nutrólogos que, imediatamente, mandaram realizar rodo tipo de exame clínico, exatamente como nós temos recomendado.

Ambos iniciaram tratamento de parasitas, complementação vitamínica, um deles precisou tratar tireoide, e começaram uma dieta rigorosa substituindo glúten caseína soja, açúcares, conservantes e corantes.

Ambos estão em plena recuperação, embora seus cérebros tenham sido destruídos por tanta droga ao longo de tantos anos!

Hoje mesmo assisti a um vídeo de um deles, enviado pela sua mãe, quando se percebe que está surgindo, agora, com mais de trinta anos, um filho que havia sido perdido desde criança, não por ser autista, mas por não ter tido o devido tratamento.

Precisamos mudar essa realidade!

Precisamos salvar nossas crianças!

Vamos estudar cada um dos passos que podemos dar, tanto na família, como na escola ou na clínica, enquanto a cura definitiva não chega.

Quem tiver interesse em levar nossos cursos e palestras de formação e atualização para suas cidades entre em contato pelo meu email (robertoandersen@gmail.com) ou pelo telefone/whatsapp (71) 9-9624-1011.

Forte abraço!


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Atividades adaptadas para alunos com necessidades educacionais específicas




Olá amigos!

O que significa uma atividade adaptada, na sala de aula regular, para alunos com Necessidades Educacionais Específicas?

Antes de responder, eu devo agradecer a Professora Laudízia Maria de Araújo, a sugestão do tema.

E me dirijo aos professores da Escola Municipal de 1° Grau José Araujo Neto, de Seabra-BA, mas também a todos os professores das outras escolas que, porventura, tenham alguma dúvida sobre o assunto.

Então vamos lá!

Temos dois caminhos a seguir, para entender o que determinam as leis sobre isso.

O primeiro é estar ciente de que os objetivos das Leis de Inclusão (LDB, LBI Lei de Proteção ao Autista e Diretrizes Estaduais e Municipais) são:

Garantir que cada aluno, independentemente de suas características e dificuldades, estejam sempre evoluindo no seu aprendizado, a partir daquilo que sabem, dentro de seu nível de entendimento.

Estimular as habilidades e competências dos alunos, independentemente de suas características e dificuldades, para que desenvolvam a sua autonomia futura.

Promover a socialização entre todos, independentemente de suas características e dificuldades, preparando-os para a verdadeira inclusão social.

Esses três objetivos são, não só objetivos legais, como objetivos morais da sociedade como um todo.

Infelizmente nós temos que ser obrigados por lei a fazer coisas que, na realidade, deveriam ser atitudes naturais nossas, já que nossa missão, como educador, deve ser focada no desenvolvimento de cada aluno, individualmente, analisando suas dificuldades e ajudando-o no seu desenvolvimento como um todo.

E o pior é que, mesmo havendo Leis, ainda há pessoas que tentam interpretá-las no sentido de prejudicar o aluno, em vez de ajudá-lo em seu desenvolvimento.

Então vamos à prática, com um exemplo real:

Temos em uma sala de aula, do 9° ano, 27 alunos neurotípicos e 3 alunos com deficiência intelectual, um deles no nível do 6° ano, e os outros dois no nível do 7° ano.

Opção 1)

Se nossa escola adotar o sistema de EXCLUSÃO ESCOLAR, basta dar a aula para o nível do 9° ano, ignorando a diferença de nível entre eles e os deficientes, e passar para esses três alunos as mesmas tarefas e avaliações, SEM NENHUMA ADAPTAÇÃO.

Lógico que o aluno, ao receber uma tarefa FORA DE SEU NÍVEL DE ENTENDIMENTO, não entenderá nada e, além de tirar ZERO (se for uma avaliação), terá a sua autoestima reduzida e poderá piorar todos os seus sintomas. Logico que uma das consequências pode ser “abandonar” a escola.

Para esses alunos os professores colocarão nos boletins, e no histórico de final de ano, ZERO em todas as notas e, nas observações, anotarão: aprovado por ser aluno de inclusão.

Não só o aluno se sentirá excluído o tempo todo, e terá sua autoestima totalmente anulada, e nunca mais conseguirá se desenvolver, como os pais entrarão em desespero, sem saber o que fazer.

Opção 2)

Se nossa escola adotar o sistema de INCLUSÃO ESCOLAR, temos que ter em mente que nossos alunos com NEE têm que se sentir aprendendo, todos os dias, em todas as aulas, principalmente porque é dessa forma que a autoestima deles se mantém elevada, e as suas dificuldades, e os seus sintomas, acabam sendo reduzidos.

Então nossas aulas devem garantir que eles estejam se sentindo muito bem e incluídos entre seus colegas.

Mas como fazer isso?

Esse é o papel principal das ADAPTAÇÕES de tarefas e avalições.

Vamos ver um exemplo real:

Vamos dar uma aula de matemática para a turma do 9° ano.

Analisamos o tema da aula, como está no livro, ou módulo, como por exemplo, POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO (1° capítulo da 1ª Unidade Letiva) e:

A partir dessa análise vamos preparar os roteiros (ou estudos dirigidos, já que a aula tem que seguir essa nova metodologia) para os alunos que estiverem no nível do 9° ano. Esses roteiros são fáceis de preparar, porque já vem no próprio livro ou módulo.

Agora vamos preparar o roteiro do aluno com diferença no nível intelectual (6° ano). Usaremos a mesma figura do tema da aula, o mesmo colorido, os mesmos desenhos e, inclusive, o mesmo nome, que no caso é: POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO. Mas vamos preparar um roteiro de estudo dirigido exatamente no nível do aluno do 6° ano, onde ele aprenderá as bases para a potenciação e radiciação, fazendo cálculos com os números naturais, que é o que eles devem aprender agora. Só precisa ter criatividade.

Agora faremos a mesma coisa para os dois alunos no nível do 7°ano, onde eles aprenderão as bases para a potenciação e radiciação, fazendo cálculos com os números inteiros, que é exatamente o que devem aprender agora.

Agora vem a aula, que deve seguir a orientação da Metodologia IUPE de Dinâmica Grupal, ou qualquer outra que permita alcançar os mesmos objetivos.

Todos se sentirão aprendendo alguma coisa relacionada ao tema POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO, mas cada um trabalhará dentro do seu nível de entendimento.

Na nossa experiência, o fato desses três alunos estarem aprendendo cálculos com números inteiros ou naturais, em uma aula de potenciação e radiciação, faz com que, em seu cérebro, o tema fique gravado de tal forma que, mais tarde, eles acabam tendo muito mais facilidade, ao chegarem ao nível do nono ano.

Isso é, na realidade, a ADAPTAÇÃO DE ATIVIDADES, ADAPTAÇÃO DE AVALIAÇÕES, e ADAPTAÇÃO DE DEVER DE CASA.

Logicamente, como vocês podem ver, o professor terá que dará essa aula por meio de roteiros de estudo dirigido, organizando os alunos em grupos, para que ele tenha a possibilidade de dar explicações específicas a cada grupo.

Se o professor quiser dar uma aula inclusiva utilizando o método tradicional de aula totalmente expositiva e alunos em fileiras, acredito que ele vá entrar em estresse e necessitar de apoio psiquiátrico muito em breve.  

O método de aula em Grupos Operativos é o único que eu considero eficiente, para garantir a aprendizagem real de todos, usando as adaptações direcionadas ao nível de cada um.

Então, como nós podemos ver:

Se não adaptarmos o conteúdo do tema da aula, para o nível de cada aluno, promoveremos a sua exclusão, em vez de inclusão. Os alunos com NEE não entenderá nada e se sentirá abandonado.

Se o tema da aula do aluno com NEE for diferente do resto da turma, promoveremos a sua exclusão, em vez de inclusão, já que ele perceberá que sua aula é uma e a dos colegas é outra.

Isso se aplica, como vimos, a tarefas em sala, tarefas para casa e para todos os tipos de avaliações.

E no processo de avaliação ainda vamos mais adiante:

As questões das avaliações para os alunos com NEE devem ser elaboradas pelo professor, tendo ele certeza de que o aluno já entende aquelas questões e que saberá respondê-las.

Isso é importante porque o aluno com NEE, mais que qualquer aluno neurotípico, precisa se sentir vitorioso na aprendizagem, para que a sua autoestima estimule seu cérebro a melhorar sua capacidade de entendimento e aprendizagem.

A partir de agora peço que analisem o que eu disse para trazerem as dúvidas que surgirem.

Vou digitar o que eu disse nessa conversa e publicar no nosso BLOG, que é o: robertoandersen.blogspot.com

Assim, quem preferir ler em complemento ao vídeo, o texto estará publicado.

Tudo isso, e muito mais, claro, está nesse meu último livro: Estudos sobre educação: Inclusão Responsável.




LIVE 04 09 2019 Autismo duvidas

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Inclusão: Aluno especial pode ter carga horária reduzida?


Nosso enfoque hoje é o tempo que um aluno especial consegue se manter em sala sem iniciar seu processo de estresse.

Iniciamos alertando para as diferentes formas de interpretar as leis. Se, na interpretação de uma legislação inclusiva, a atitude decorrente puder prejudicar o aluno, ou não entendemos esse trecho da Lei, ou a Lei está errada!

Temos que partir do princípio de que cada Lei foi elaborada e promulgada para cumprir um determinado objetivo. E os objetivos das Leis de Inclusão são claramente os de não prejudicar os alunos com qualquer tipo de deficiência.

A pergunta de hoje é:

O aluno especial pode ser retirado de sala quando se cansar? Ou deve cumprir obrigatoriamente todo o período da aula dentro da sala, assim como os alunos neurotípicos?

Na Nota Técnica 24 de 2013, do MEC, que faz parte do estudo sobre a Lei do Autista, diz o seguinte:

NOTA TÉCNICA Nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE Data: 21 de março de 2013. Assunto: Orientação aos Sistemas de Ensino para a implementação da Lei nº 12.764/2012

Organização de todas as atividades escolares de forma compartilhada com os demais estudantes, evitando o estabelecimento de rituais inadequados, tais como: horário reduzido, alimentação em horário diferenciado, aula em espaços separados;

Embora essa Lei seja para o autista, é importante que seja entendida também como se fosse para todos os demais alunos com deficiências intelectuais.

Mas vamos entender essa explicação dada na Nota Técnica para a aplicação da Lei do Autista. Ele diz que deve se EVITAR a redução de horário e a aula em outro espaço. EVITAR não significa PROIBIR. Todo professor tem que ter o bom senso de entender quando o aluno deve ficar e quando ele poderá sair.

O que essa NOTA quer evitar é que os professores REGENTES DE CLASSE que não estão querendo se atualizar para dar uma aula inclusiva, expulsem o autista da sala, como tenho recebido diversos relatos.

Esse REGENTE diz ao acompanhante especializado: “Leve seu autista lá para fora, para não atrapalhar a minha aula”

O autista não é do Acompanhante Especializado, mas sim do Professor Regente!

Mas se o professor, seja o regente ou seja o acompanhante especializado, percebe que o autista alcançou o seu limite de tolerância para se manter em sala, aí sim, ele pode ser levado para outro ambiente, para recuperar o ânimo.

O cérebro de qualquer pessoa com deficiência, gasta muito mais energia para seu processamento de raciocínio, do que o cérebro de uma pessoa neurotípica.

Por isso que não devemos forçar a continuidade de uma atividade, a partir do momento que o cérebro já está esgotado e poderá entrar em estresse.

Então que fique claro que não existe nenhuma Lei proibindo o aluno autista, nem os deficientes intelectuais, de reduzirem seu tempo em sala, a partir do momento de seu esgotamento.

Se esses alunos fossem obrigados a permanecer, eles estariam tendo seus cérebros forçados e entrariam em estresse, o que significaria prejuízo para o seu desenvolvimento.

A Nota Técnica 24 foi muito boa para evitar que alguns professores regentes queiram “se livrar” dos alunos especiais de sua sala.

Alguns chegam a exigir que o especial esteja “dopado” por meio de Risperidona, Aripiprazol, Rivotril e outras drogas, para que ele consiga dar sua aula... mas para os outros! Nunca para esses!

Inclusão Aluno especial com horário reduzido

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

sábado, 10 de agosto de 2019

Maconha e a formação cerebral no adolescente ed2


Um assunto que muito nos preocupa é a propaganda acintosa e irresponsável sobre a maconha, feita por algumas revistas e outras mídias em geral.

Antes de nossa conversa é bom deixar claro que eu não estou aqui para tentar dizer a ninguém que não faça uso dela ou daquela droga. Não é esse o caso!

Estou apenas alertando para essas propagandas irresponsáveis que chegaram a me assustar, tal a estratégia da colocação da mentira em forma de manchete bem chamativa!

A manchete diz que a maconha só faz mal a pessoa se o cigarro queimar seus lábios... OU seja: não faz mal algum!

Partindo do princípio de que grande parte das pessoas só leem as manchetes dos artigos, já dá para imaginar que, se a intenção era a de aumentar o consumo para que os traficantes obtenham mais lucro, esse objetivo já vai ser alcançado.

Um outro grupo de pessoas chega a ler o artigo, mas desses, uma grande parte não chega até o final, parando antes do último parágrafo.

Pois bem: o próprio artigo publicado nessa revista, artigo esse sério e com referências reais a institutos de pesquisa de credibilidade, mostra, em seus últimos parágrafos, exatamente o mal que a maconha faz.

A conclusão desse artigo é que existe suspeita de que o aumento de número de casos de doenças psiquiátricas, ente elas a esquizofrenia, está associado ao uso continuado da maconha.

Isso é muito sério e deve ser divulgado. Ou seja: Quer continuar fazendo uso da maconha ou de outras drogas? Faça! Mas é importante que todos saibam o risco que estão correndo. Que existe a possibilidade de que o uso continuado possa trazer doenças psicogênicas, e que essas doenças não têm cura! E que elas destroem a mente da pessoa e destroem, por isso, a sua vida!

Na penúltima quarta-feira tivemos uma reunião na Academia de Ciências de Nova York exatamente sobre a relação entre a maconha e a formação cerebral dos adolescentes.

A conclusão do encontro foi a de que está confirmada a possibilidade do desenvolvimento da esquizofrenia, assim como a incidência de AVC, ou seja, infarto, em adolescentes ou jovens com histórico de uso continuado da droga.

A dificuldade que os pesquisadores tinham em fazer a relação entre AVC precoce e maconha estava no fato de que as pessoas não confessavam o uso da droga. Como hoje as pessoas se sentem mais livres para comentar sobre isso, a relação ficou mais evidente.

Mas isso é para todas as pessoas que consomem a maconha? Não! Cada organismo reage de forma diferente em relação ao consumo de qualquer substância, incluindo as drogas. Para umas os efeitos danosos surgem muito rapidamente, enquanto que para outras pessoas esses tais efeitos só aparecerão muito mais tarde.

Isso ocorre também com alimentos e com remédios. Algumas pessoas não toleram alguns tipos de alimentos. Outras reagem negativamente a alguns medicamentos, e assim por diante.

Mas vamos a mais uma “bomba”!

Um estudo publicado hoje, dia 8 de junho de 2016, pela Neuroscience News, intitulado: “Como o uso continuado da maconha altera os circuitos de satisfação cerebral” (sob a responsabilidade da Dra. Francesca Filbey, diretora de pesquisas em neurociência cognitiva e professora no Centro de saúde Cerebral da Escola de Ciências Cerebrais e do Comportamento), mostra mais um danoso efeito colateral da maconha. Esse passa a ser o terceiro efeito danoso comprovado.

O estudo foi publicado originalmente na revista Human Brain Mapping e seu resumo está na Neuroscience News de hoje.

Após experimentações realizadas pela primeira vez, com imagens de ressonância magnética funcional, concluiu-se que o uso contínuo de maconha altera os circuitos de satisfação natural do cérebro, praticamente eliminando as demais formas de satisfação, em detrimento à satisfação obtida pelo uso da droga.

A ocorrência dessa alteração indica exatamente o ponto de transição entre o uso recreativo da 
maconha e o seu uso problemático e perigoso.

Agora atentem para esse detalhe nessa última descoberta:

Nós sentimos satisfação natural devido a uma série de fatores, como por exemplo: diversas atividades físicas, atividades lúdicas, passeios, relações afetivas, abraços, amor, sexualidade, etc.

Tudo isso nos traz a alegria de viver, ou seja, a parte mais agradável da vida!

Pois bem: com o uso continuado da maconha haverá a alteração desses circuitos cerebrais de satisfação natural, praticamente eliminando todas as demais formas de excitação natural dessa satisfação pessoal, emocional e psíquica, ficando tais satisfações atreladas exclusivamente ao uso da droga.

A pessoa passa a não se satisfazer com mais coisa alguma que não seja a própria droga. Isso é bom? Claro que não! Então é muito importante que todos saibam disso, para evitar que sejam surpreendidos com uma ausência total de excitação que estimule os seus canais de satisfação emocional e psíquica.

Acredito que o que mais precisamos fazer agora é analisar o que leva tantos jovens e adolescentes a necessitar de algo diferente para sua satisfação, embarcando no consumo de drogas que acabam destruindo a sua felicidade afetiva e sexual futura.

Esses motivos são os que devem ser analisados com muito cuidado porque, simplesmente insistir para que não usem drogas não dá resultado algum!

Analisar as carências, as insatisfações, as ansiedades, para tentar encontrar estímulos para que a pessoa comece a aproveitar as maravilhosas formas de satisfação natural à nossa disposição todos os dias!

As carências afetivas são as que mais levam crianças, adolescentes e jovens a procurar artifícios que supram suas necessidades. Alguns precisam apenas se sentir parte e um grupo que os acolha e que os aceite como ele é, ou como ele acha que é.

Muitas vezes todos os componentes desses grupos estão na mesma situação de carência, o que faz com que não haja satisfação mútua, mas sim a procura de artifícios, entre eles a maconha, para a satisfação temporária de todos.

Uma terapia de grupo poderia ajudar muito, evitando a apelação para o uso de substâncias que tanto prejudicam a felicidade futura desses jovens, ainda mais quando se sabe que isso afetará a sua saúde sexual.

Mas a maconha não é usada como remédio? Sim! Não só elas como todas as demais drogas são utilizadas como medicamento. Assim é com a maconha, com a cocaína, com a morfina, etc.

Todo remédio é uma droga!

E assim como as drogas ilícitas, os remédios também têm efeitos colaterais danosos ao organismo e, por isso mesmo, não devem ser tomados sem que haja real necessidade.

Nós não vamos tomar um remédio simplesmente por recreação! Mas sim porque precisamos dele para curar algum tipo de enfermidade.



A Ritalina, a Risperidona, o Gardenal, o Tegretol e todos os demais, todos são danosos ao organismo, mas se forem necessários serão prescritos e deverão ser consumidos.

Inclusão escolar: dúvidas na legislação sobre professor auxiliar

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Orientação adolescente aprendizagem



Nossa conversa de hoje é para responder a uma série de perguntas que meus amigos adolescentes mandaram (e continuam mandando).

Muitas perguntas vieram, principalmente de Passo Fundo e Mato Castelhano, no Rio Grande do Sul, de Seabra, na Chapada Diamantina-BA, de Ipixuna do Pará.

Sintetizando as dúvidas:

Como posso conseguir ter foco na aula sem me distrair?

Como posso aprender uma matéria que “não entra” na minha cabeça?

Como posso fazer com que o assunto dado na aula fique gravado na minha mente para sempre e eu não precise estudar ele de novo na véspera da prova?

Antes, então, de responder às perguntas, vamos fazer uma rápida análise da escola atual, do ensino e da aprendizagem que resulta disso tudo.

Sabemos que ainda somos um dos piores países do mundo em aprendizagem, embora, nas escolas, esses alunos passem de ano e até tirem boas notas! Mas nos concursos... decepção total!

Nessa análise comecemos pelo sistema de avaliação:

Vamos supor que a média mínima da escola seja 6,0.

Um aluno faz uma prova e tira 5,0.

Qual a atitude desse aluno?

Vai estudar os assuntos das questões que não acertou, para garantir sua aprendizagem futura.

Joga a prova fora e vai estudar (decorar) o assunto da próxima prova, nem que passe a noite toda em claro, para tirar 7,0, e compensar a média para passar.

Ignora tudo isso e continua na mesma, acreditando que vai “ser passado” na recuperação.

Nenhuma das respostas acima.

Quando eu apresentei essa questão, as respostas foram letra b) e c). Nenhuma resposta foi a)

Então, esses alunos que não acertaram algumas questões, continuarão sem saber o assunto, já que o único interesse do aluno é pela nota, e nunca pelo assunto a ser aprendido.

Esses assuntos serão esquecidos para sempre! E as notas nos boletins não vão servir para nada além de: “passar de ano”... Concursos, vestibulares e ENEMs, nem pensar...

Essa é a nossa realidade. Basta essa questão para entendermos as razões para o fracasso na aprendizagem no nosso país.

Agora sim. Vamos à solução, cujos pontos principais estão exatamente nas perguntas de vocês!

Primeira pergunta: Como posso conseguir ter foco na aula sem me distrair?

São duas respostas para essa pergunta.

Primeira resposta:

Vocês já ouviram falar da “sala de aula invertida”? Um sistema que ficou famoso na mídia por ser o adotado na Finlândia e outros países, cujo nível de aprendizagem está lá em cima?

Pois é mais ou menos isso:

Você só precisa saber quais os assuntos que serão dados nas aulas do dia seguinte e se planejar para fazer a LEITURA DO ASSUNTO no módulo, ou no livro, e fazer uma rápida pesquisa na internet.

Não é ESTUDAR. É simplesmente LER.

Isso vai fazer com que, na hora da aula, o assunto já está sendo processado pelo seu cérebro e, com isso, até dúvidas sérias aparecem, coisa que é muito difícil de acontecer quando se tem contato com um assunto pela primeira vez.

Como o cérebro já está preparado, o interesse pelo assunto passa a ser maior, e com isso a dispersão fica muito menor.

Segunda resposta para a mesma pergunta:

Analise sua alimentação e suas atividades físicas e seu estresse:

Na alimentação verifique se está correta e se você está evitando coisas que desanimam, deprimem e prejudicam o cérebro, como refrigerantes, doces em excesso, açúcar branco, muito glúten, conservantes e corantes.

Nas atividades físicas verifique se você está realizando alguma coisa pelo menos três vezes por semana.

Em relação ao estresse, faça um planejamento de só entrar nas redes sociais, ou jogos, duas vezes por dia, cada vez no máximo cinquenta minutos.

Com isso você estará preparado para vencer na vida, com certeza, mesmo seus amigos reclamando que você os deixou “no vácuo”.

Segunda pergunta: Como posso aprender uma matéria que “não entra” na minha cabeça?

Também é simples.

Nosso cérebro não tem limites. Sua capacidade está muito além daquilo que a própria ciência dizia há cerca de um ano! A última descoberta, feita pelos cientistas de Lausane, na Suíça, mostra que ele trabalha em até onze dimensões.

Nem sabemos o que isso significa, mas sabemos que leva a nossa potencialidade intelectual para muito além do que poderíamos imaginar. Só precisamos deixar ele trabalhar e estimulá-lo todos os dias.

Então temos capacidade de entender qualquer matéria

Precisamos apenas usar uma técnica de convencimento cerebral, baseada na neurolinguística, que é a seguinte:

Pegue o livro ou módulo dessa matéria que está difícil e procure ler os assuntos anteriores, até achar um que você estava entendendo.

Por exemplo: você está sem entender divisão de polinômios. Ao andar para trás você percebeu que nem a divisão você entendeu. Mais para trás você, enfim, descobre onde está o seu “ponto de entendimento” na matéria.

Ao descobrir isso, faça todos os exercícios do nível desse seu “ponto de entendimento” e fique satisfeito por ter acertado a maioria deles! Isso servirá para mostrar ao seu cérebro que você entende essa matéria, embora o professor já esteja bem mais adiante com a turma.

Vá, então, ao professor, e conte que fez esse teste e que descobriu que você está entendendo tudo até a página “X”, e peça a ele alguma sugestão para dar andamento ao seu estudo, para alcançar o nível do resto da turma.

Como já aconteceu o desbloqueio do seu cérebro, essa recuperação será tranquila. E você passará a ter facilidade nessa matéria daqui para a frente.

Terceira pergunta: Como posso fazer com que o assunto dado na aula fique gravado na minha mente para sempre e eu não precise estudar ele de novo na véspera da prova?

Essa resposta precisa que a gente entenda como se dá a aprendizagem cerebral.

Então, antes de respondê-la, vamos ver como funciona a aprendizagem.

Embora o processamento da aprendizagem seja bastante complexo, podemos criar um modelo compatível com essa realidade, para efeito de entendimento. Aqui vai ele:

Durante uma aula, uma leitura de um livro, uma palestra ou uma videoaula, nosso cérebro processará as informações na sua “memória de trabalho”, que é constituída pelas redes neurais localizadas no hipocampo.

Durante o sono esses arquivos serão levados ao córtex cerebral, para serem arquivados definitivamente, na memória consolidada.

Então precisamos que o cérebro, durante o sono, saiba exatamente quais são as memórias certas a serem consolidadas, e não perca tempo levando coisas que nada tenham a ver com a nossa aprendizagem.

E, analisando o processamento do raciocínio durante o estudo percebemos que, se estivermos escrevendo durante as aulas, os estudos e as leituras, o cérebro registra todo aquele estudo como assunto importante a ser transferido.

Já os assuntos que foram apenas ouvidos ou lidos, ficarão em segundo plano e só serão memorizados na parte consolidada, se houver tempo suficiente para isso.

Sabendo disso, vamos a técnica para responde a essa terceira pergunta:

Repetindo ela:

Terceira pergunta: Como posso fazer com que o assunto dado na aula fique gravado na minha mente para sempre e eu não precise estudar ele de novo na véspera da prova?

Basta que você:

Primeiro: Estude os assuntos, no mesmo dia em que eles foram dados em aula.

Segundo: Que você faça as tarefas de casa no mesmo dia em que elas foram passadas.

Terceiro: Que todos os momentos em que estiver assistindo uma aula ou estudando alguma coisa, você sempre esteja escrevendo num caderno. Digitar no computador, no tablet ou celular não adianta nada. Tem que ser escrevendo mesmo.

CONCLUSÃO

Seguindo essas três respostas às três perguntas que vocês me mandaram, vocês vão perceber que vai começar a sobrar espaço no seu dia para vocês usarem para seu lazer.

E a aprendizagem vai chegar aoa ponto em que você jamais precisará estudar em véspera de prova.

E mais tarde você verá que ENEM, Concursos e Vestibulares passarão a ser apenas um momento de ir buscar sua classificação, para escolher a Universidade Pública que tenha o curso que você deseja fazer.

Qualquer dúvida mande suas mensagens para mim.

E quando eu estiver em suas cidades venham para nossos encontros específicos para alunos, como tivemos agora em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, mas tragam todas as suas dúvidas!

Forte abraço e até mais.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

terça-feira, 23 de julho de 2019

quinta-feira, 11 de julho de 2019

quarta-feira, 10 de julho de 2019

quinta-feira, 27 de junho de 2019

sábado, 22 de junho de 2019

quinta-feira, 20 de junho de 2019

quarta-feira, 12 de junho de 2019

quinta-feira, 6 de junho de 2019

terça-feira, 4 de junho de 2019

Atendimento Educacional Especializado


Como identificar se o aluno tem algum tipo de dificuldade de aprendizagem e se ele vai precisar, ou não, de atendimento especializado (AEE)?

Quem pode fazer essa identificação e encaminhar o aluno, ou não, para o AEE?

De quem é, afinal, a responsabilidade pela identificação e encaminhamento de um aluno para o AEE. 

É do profissional de medicina ou do profissional de educação?

Vamos ver a responsabilidade e a competência de cada um?

Medicina:

É da competência dos profissionais de medicina o tratamento clínico e cirúrgico das enfermidades, doenças, transtornos, síndromes, deficiências e tudo o mais ligado ao funcionamento incorreto do organismo e da psique humana.

Para isso eles devem se atualizar, constantemente, para entender como tratar pessoas com qualquer dessas características.

Educação:

É da competência dos profissionais de educação garantir a aprendizagem e estimular a autonomia de seus alunos com ou sem enfermidades, doenças, transtornos, síndromes, deficiências e tudo o mais ligado ao funcionamento incorreto do cérebro.

Para isso os profissionais de educação devem se atualizar, constantemente, para entender como desenvolver a capacidade cognitiva e permitir a aprendizagem das pessoas com qualquer dessas características.

Conclusão:

Visto isso, então, qual dos dois precisa estar preparado para entender de autismo, síndrome de down, dislexia, discalculia, síndrome de Irlen, transtorno de desenvolvimento intelectual, e todas as demais comorbidades?

Se for para tratamento clínico, é o profissional de medicina!

Se for para acompanhamento educacional, é o profissional de educação.  

Dúvidas importantes:

P- Como posso, como educador, fazer essa avaliação, se não conheço essas doenças, síndromes nem transtornos?

R- Como já vimos, é obrigação do educador conhecer, e se manter atualizado, em relação aos sintomas que tragam dificuldade de aprendizagem, da mesma forma que é obrigação do médico manter-se atualizado, constantemente, em relação a todas as características dos alunos que necessitem de algum tratamento clínico ou cirúrgico.

Para isso devem os profissionais, sejam de educação, de medicina ou de qualquer outra profissão, aproveitar todas as oportunidades de se capacitar, para permitir o bom desempenho de sua missão.

P- A equipe pedagógica definiu que um aluno precisa de atendimento pelo AEE, mas não sabe como enquadrá-lo na lista de público alvo do AEE. Como fazer?

R- A equipe lista os sintomas e analisa em qual das deficiências listadas esses sintomas mais se assemelham. Ao descobrir como fazer o enquadramento, a equipe decide, em parceria com a família, e registra no Laudo Pedagógico, e o encaminha ao AEE.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Reflexões X Angústias - Uma aprendizagem traumática




Reflexões são necessárias a cada momento.

Viver sem refletir pode significar “passar pela vida” sem se encontrar, sem se entender, sem sequer saber qual o seu verdadeiro EGO.

Viver sem refletir pode nos levar a “seguir a manada”, a adotar como seu, o pensamento do grupo, assumir como sua, a vontade dos que o cercam...

E isso vem trazendo, aos poucos, a natural, e angustiante, perda de identidade. É a identificação total com o coletivo.

Não há pessoa. Não há EGO. Há apenas o cumprimento de uma rotina repetitiva, com alguns momentos de lazer e distração.

Mas até esse lazer parece, também, fazer parte de uma grande programação...

São zumbis ou simples marionetes, ingenuamente se achando gente real, mas enganados, como nos foi mostrado em Matrix.

E, aos poucos, o hemisfério direito cerebral vai se deteriorando, para sermos transformados em simples máquinas lógicas, sem qualquer emoção, para alcançar algum objetivo do sistema, mas nunca um objetivo pessoal.

A deterioração já teve seu início, quando o homem, na busca de objetivos coletivos, embarcou numa rotina repetitiva e angustiante.

A repetitividade já havia sido associada, por Freud, à pulsão de morte. Ela é um elemento destruidor do próprio EGO.

A continuidade da deterioração veio com a evidente escravidão do homem à dinâmica das redes sociais, sendo dominado pelo seu celular.

Um processo vicioso provocador dos mesmos sintomas que, antes, estavam relacionados apenas ao consumo excessivo de drogas.

E agora, para eliminar, de vez, com a área emocional da mente humana, vem a proposta da singularidade, feita pelos gurus da tecnologia, pretendendo incorporar, aos poucos, o homem à máquina, para tornar mais eficaz e mais rápido o raciocínio humano.

O primeiro aviso foi em Matrix. O segundo pela escravidão às redes sociais. O derradeiro vem com a singularidade.

Mas não há qualquer outra opção?

Como podemos nos manter imunes a tal transformação?

Lógico que ainda temos essa oportunidade.

A escolha do caminho ainda está nas nossas mãos, ou melhor, em nosso cérebro e, para ser mais preciso, na utilização correta da nossa mente.

Enquanto existir a satisfação emocional que permite a construção permanente da estrada da felicidade, o homem lógico jamais superará o homem emocional.

E se muitos optarem por essa estrada, outros perceberão o que estão perdendo, e poderão seguir os mesmos passos.

O caminho é o planejamento de cada dia como um dia de prazer e de satisfação pessoal.

Para isso existe a reflexão, permitindo a entrada bem dentro de nosso EGO, visando buscar a nossa identidade mais escondida e trazendo ela à tona, para vivenciar o dia e viver a vida.

Essa reflexão deve ser diária, para que cada dia seja o melhor dia de sua vida, e que todos os momentos de satisfação, que possam ser realizados, nunca sejam deixados para depois

Meu aprendizado sobre isso foi muito duro!

Tive essa grande oportunidade há mais de cinquenta anos, não por tê-la procurado, mas por estar quase um ano inteiro imobilizado em cima de uma cama de hospital, aguardando a recuperação de uma perna que, por milagre e com a ajuda de um médico excepcional, não precisou ser amputada, após um acidente, em manobra militar.

Aqueles meus momentos foram todos de muita reflexão para com a vida, na busca de seu sentido, e na observação do que se passava à minha volta.

Ao meu lado, durante aquele período, diversas pessoas se desligaram desse mundo, umas com sofrimentos físicos muito fortes, ao ponto de parecer desejarem a morte, como elemento de escape para a dor.

Outras com sofrimentos psíquicos mais fortes ainda, necessitando desabafar todas as suas angústias interiores, relatando para mim, já que eu era o paciente da cama mais próxima, todos os sentimentos que estavam aflorando em suas mentes.

Eu os ouvia atentamente! Aos meus dezenove anos, era a primeira vez que sentia, bem de perto, a angústia daqueles que sabiam estar em seus últimos momentos.

Na imensa maioria daqueles relatos, o sentimento mais evidente era o de arrependimento.

Arrependimento por: “não ter feito”; “não ter dito”, “não ter colocado em prática minhas próprias ideias”, “não ter dado oportunidade a mim mesmo”; “não ter abraçado na hora certa”; “não ter aproveitado cada momento da vida” ...

Os últimos minutos de vida chegam e o que fica são apenas perguntas: “o que me impediu de ser o que eu desejava ser?”; “o que me impediu de levar adiante meus desejos?”; “por que eu segui os caminhos de acordo com a vontade dos outros?”; “por que eu me afastei exatamente das pessoas que mais me amavam?”; “por que eu impedi, o tempo todo, a realização de cada momento de felicidade?”.

E, em alguns desses relatos, essas pessoas, em choro disfarçado, quase me levavam a cair em depressão.

Eu apenas ouvia.

Um a um, esses relatos foram se acumulando em minha memória, o que foi, certamente, uma excelente oportunidade para a construção de um novo sentido para a minha própria vida.

Cada um deles sabia que seu fim estava próximo. Todos se foram aos poucos, e eu, ali, com meus dezenove anos, testemunhando cada uma dessas partidas.

Hoje, já se passaram cinquenta e três anos daqueles momentos, mas todos os relatos continuam vivos em minha memória.

O sentido real da vida passou a ser a minha busca!

Nunca saberemos quando será esse último dia!

A hora de replanejar cada minuto de nossos dias é agora!

Precisamos analisar aquilo que nos impede de ser como desejamos ser, sem falsos dogmas, sem bloqueios desnecessários, sem medos, e nos livrarmos de tudo isso!

Os arrependimentos relatados foram frutos, exatamente, desses bloqueios, dogmas, medos, e tudo o mais.

Não se culpe se você falou algo, bem de dentro do seu coração, e se isso chocou o outro! Você foi verdadeiro! O choque do outro foi com ele mesmo! Ele ainda não descobriu sua própria identidade.

Não se culpe se você mostrou toda a essência do seu amor, mas não foi compreendido. Você se mostrou por dentro! O outro não está preparado ainda para conviver com a sua essência!

Um mal-entendido pode até trazer um estremecimento na amizade. Pode haver um esfriamento no relacionamento.

Mas a sinceridade é necessária, para que o outro saiba o nível da sua amizade e do seu amor, mesmo que não o aceite da mesma forma.

Se vier algum sintoma de arrependimento, melhor que venha por ter falado e sido sincero, do que por não ter se mostrado em toda a sua essência.

Guardar sentimentos é o mesmo que alimentar um forte peso no interior da mente.

É a geração de uma energia psíquica que poderá ser transformada em enfermidade.

É o que Freud definiu como uma das causas das neuroses e que, muitos anos depois, a medicina passou a estudar nos conceitos de psicossomática.

É hora de transformar tudo em prazer; de aprender a amar a você mesmo, para ter condições de compartilhar esse amor com o outro; de dizer ao outro o que queremos dizer; de curtir cada momento, não como se fosse o último, mas como se fosse o mais importante de nossas vidas.

Mas ao compartilhar com o outro, transforme a expectativa de retorno em perspectivas para a sua felicidade interior, aquela que ninguém pode interferir, porque essa só depende de você.

Expectativas de reciprocidade geram a angústia do não reconhecimento, gerando infelicidade.

Se não há reciprocidade, é porque não é para vir mesmo.

Aprenda a fazer pelo prazer de fazer, sem a necessidade de receber algo em troca.

Reflita muito! Descubra seu EU interior.

Viva a sua realidade e não a que os outros querem de você.

Você construirá, bem dentro de você, a energia do amor verdadeiro.

Afinal, você é a pessoa mais importante para você mesmo.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

sábado, 18 de maio de 2019

Autismo - Como andam os tratamentos?


No início foi colocada a culpa na “mãe geladeira”.

Depois a culpa saiu da forma fria da mãe se relacionar com o filho, para a herança genética, ou seja, a criança é autista porque os genes dos pais lhe passaram essa herança.

Hoje temos evidências científicas sérias, produzidas por diversos trabalhos de renomados pesquisadores, mostrando diversas causas, entre elas as intoxicações.

O transtorno apresenta uma alteração gênica sim, mas provocada, na maior parte, pela intoxicação. Apenas uma pequena parte é hereditária.

Mas a abordagem das causas deixaremos para outro momento, já que precisamos ter muito cuidado na divulgação de certas verdades perigosas.

Deixemos isso, por enquanto, com Peter Göetzsche, em sua obra: “Medicamentos Mortais e o Crime Organizado: Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica”.

Nosso foco hoje é como salvar essas crianças, de forma que elas possam ter uma vida normal, que possam aprender como seus colegas, que possam desenvolver suas habilidades como seus colegas, que possam se relacionar como seus colegas e que reduzam todos os seus sintomas, até que eles estejam, quase totalmente, eliminados.

Mas, para isso, teremos que enfrentar mais um imenso desafio, talvez tão grande e tão perigoso como o das causas do autismo, que é o desafio de identificar e tratar as causas dos sintomas, em vez de pensar em camuflá-los por meio de medicamentos controlados.

A primeira orientação a ser passada é em relação ao profissional que deve acompanhar essa criança.

Todos nós precisamos parar de achar que somos médicos. A sociedade, em geral, se considera tão conhecedora de medicina que, em vez de levar seus filhos para consulta com o clínico geral, que são os médicos ideais para realizarem as primeiras análises clínicas da pessoa, levam direto a algum especialista, como por exemplo o neuropediatra ou o psiquiatra infantil.

Como o entendimento dos especialistas está voltado para as suas especialidades, dificilmente realizarão todos os exames clínicos necessários a uma análise ampla de todas as possíveis causas dos sintomas.

Esse papel é do clínico geral.

Teoricamente o especialista acredita que a criança foi a ele por indicação do pediatra, após a realização de todos os exames e, tendo sido descartadas todas as causas simples dos sintomas.

Então eles só precisam ouvir os sintomas, na referência neurológica ou psiquiátrica, e prescrever os medicamentos indicados pelos compêndios médicos e recomendados pelos laboratórios farmacêuticos.

Então, devemos alertar a todos, inclusive a nós mesmos, que o primeiro profissional médico a ser procurado no caso de qualquer sintoma, é o clínico geral, que no caso das crianças é o pediatra.

E exigir uma análise completa, com a realização de todos os exames, entre eles:
PARASITAS

- Exame para detectar parasitas de todas as espécies, inclusive a cândida albicans, que é muito comum no trato digestivo do autista.

Infelizmente o mais eficaz tratamento para os mais perigosos parasitas, que é o MMS/MDS, desenvolvido por Andreas Kalker e utilizado por Kerry Rivera, foi proibido no Brasil, mesmo se tendo registros oficiais de 100% de cura do autismo em mais de 200 crianças que fizeram tal tratamento.

Mas como isso cura sem precisar das drogas, as agências americanas (FDS) e Brasileira (ANVISA) proibiram seu uso. Os motivos... bem... essa parte vamos deixar para Peter Göetzsche.

Não sei como ainda não proibiram as “orações de cura” dos Grupos Carismáticos Católicos...

INTOLERÂNCIA ALIMENTAR

- Exame para identificar as possíveis intolerâncias alimentares, que no autista normalmente são ao glúten, caseína, soja, ovos, açúcares, corantes e conservantes.

Como as paredes do intestino do autista são permeáveis, muitas proteínas prejudiciais ao cérebro acabam sendo levadas à corrente sanguínea.

Por isso que, detectadas as intolerâncias, um profissional nutricionista deverá preparar uma dieta substitutiva, para todos os elementos que forem considerados prejudiciais.

NÍVEL DE VITAMINAS

- Após esses procedimentos é importante fazer a suplementação vitamínica para voltar aos níveis recomendados para a sua idade.

PROBLEMAS DE TIREÓIDE

- Muitos sintomas semelhantes aos do autismo podem estar sendo resultado de problemas de tireoide, logo, esses exames são também recomendados.

Temos observado nas escolas que, as crianças que passam por esse tratamento básico, e cujas famílias cumprem, rigorosamente, as dietas recomendadas, têm seus sintomas reduzidos de tal forma que suas dificuldades praticamente desaparecem.

Já as crianças cujas famílias seguem apenas o tratamento medicamentoso, não consegue evoluir da mesma forma, a menos que seu grau de autismo seja muito leve.

Esse foi nosso foco de hoje.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

quarta-feira, 15 de maio de 2019

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O amor como antídoto à singularidade e à psicopatia construída


A transformação do ser humano em ciborgues psicopatas, como consequência da singularidade, prevista pelos gurus da tecnologia, só pode ser contido pelo resgate do sentimento do amor, a mais alta expressão da emoção humana.

sábado, 11 de maio de 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

sexta-feira, 12 de abril de 2019

quinta-feira, 28 de março de 2019

Humildade na ciência




HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial para evitar a estagnação do conhecimento humano.

Várias estradas são trilhadas pelos trabalhadores em ciências.

Ao longo de toda a minha vida nesse campo, tenho observado três delas, com muita atenção.

Primeira estrada

Vamos chamar de primeira estrada aquela por onde trilham os aficionados pelo entendimento do já sabido e pela descoberta do novo.

Esses longe de discriminar conhecimentos, os buscam onde estiverem, tanto dentro como fora da academia.

Eles tanto ouvem os Doutores em suas respectivas áreas, como registram e analisam o conhecimento passado de pai para filho pelas avós, pajés, xamãs ou curandeiros, nem que seja para, mais tarde, contestar alguns desses conhecimentos.

Esses assumem que é da análise do conhecimento, venha de onde vier, que podemos vislumbrar trilhas nunca antes imaginadas pela nossa limitada capacidade de entendimento do ainda misterioso ser humano, do misterioso universo em que vivemos e, mais ainda, da nossa própria existência.

Esses impulsionam o conhecimento do mundo.

Segunda estrada

Numa segunda estrada estão os que batalham, também arduamente, pela evolução do conhecimento, mas fechados dentro dos limites do “academicamente correto”, limitando seus horizontes aos conhecimentos já publicados pelos colegas, após as célebres conferências por pares.

É óbvio que as conferências por pares são extremamente necessárias, é claro, para que o publicado tenha sido conferido e aprovado por pesquisadores de credibilidade.

O que limita, a meu ver, a velocidade na expansão desse conhecimento, não é só o desprezo pelo senso comum, pelo conhecimento milenar não acadêmico, pelo conhecimento adquirido pelas culturas indígenas, aborígenes, xamânicas e todas as demais.

O que mais limita é o desprezo pelos desenvolvimentos fora do tradicionalmente aceito, como aqueles ligados aos efeitos psicossomáticos, ao trabalho independente do cérebro na manutenção de um equilíbrio homeostático, sem interferência externa alguma, o desprezo em relação ao que seria o tal do efeito placebo, como se nada disso existisse.

Ignorar evidências, só porque ainda não podem ser explicadas pela ciência acadêmica não me parece um bom caminho para o crescimento do conhecimento.

Terceira estrada

Nessa estão os trabalhadores da ciência, médico, engenheiro, farmacêutico, psicólogo, pedagogo e todos os demais, que aprendem a utilizar os conhecimentos publicados para a sua atuação no dia-a-dia. Essa estrada possui diversas trilhas. Vamos analisar duas delas:

Primeira trilha

São os que estão aplicando o que aprenderam, mas reservando um tempo diário ou semanal para investir na atualização desse conhecimento, estudando em todas as fontes disponíveis, sem desprezar nenhuma.

Esses são os que mais colaboram para o avanço do conhecimento mundial porque, estando na linha de frente da aplicação prática de todos os conceitos teóricos, são os mais capazes para dar os devidos retornos, referentes aos novos conceitos publicados.

É o médico que, antes de pensar em prescrever as drogas que os manuais recomendam para tratar os sintomas, analisa o paciente em sua inteireza, procurando encontrar motivos emocionais que possam estar causando o desequilíbrio orgânico do paciente.

É o engenheiro que, antes de iniciar cada obra, analisa os novos desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área, visando obter resultados mais eficazes.

É o farmacêutico que acompanha as publicações referentes aos novos medicamentos, para poder recomendar, aos médicos, aqueles que já reduziram os efeitos colaterais nos pacientes.

É o psicólogo que, investindo em sua formação neuropsicológica, amplia seus horizontes profissionais, capacitando-se para o entendimento da psique humana como um todo e, além disso, podendo analisar os resultados de todas as mais diferentes terapias em cada paciente.

Segunda trilha

São os que estão aplicando o que aprenderam, mas não têm tempo para se atualizar.

Esses são os que mais destroem a fama de qualquer profissão.

É o médico que, ao receber seu paciente, ouve os sintomas e, imediatamente, prescreve as drogas que os manuais recomendam para trata-los.

Se os sintomas forem resultados de algum desequilíbrio emocional, o mal se agrava ainda mais, mas ele cumpriu o que aprendeu na faculdade e, portanto, ninguém poderá condená-lo por isso.

É o engenheiro que, ao iniciar cada obra, “copia e cola” os detalhes do projeto anterior, sem procurar se atualizar com os novos estudos e desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área.

É o farmacêutico que se atualiza apenas pelo que os representantes dos laboratórios lhes dizem, sem procurarem se inteirar das publicações científicas mais recentes ligadas à sua área.

É o psicólogo que se fecha no conhecimento adquirido, na linha que escolheu para sua atuação, sem procurar expandir seu conhecimento para as demais formas de entendimento humano.

Visto isso, chegamos a conclusão de que o que falta, não é bem tempo para investir no conhecimento, mas sim HUMILDADE para assumir, no mínimo, duas verdades:

Uma é que, por mais que tenhamos nos saído muito bem em todos os cursos de nossas formações, e por mais que tenhamos certificados, diplomas e títulos, o conhecimento científico continua evoluindo e, se não estivermos nos atualizando, nossa prática estará estagnada, ou andando em círculos, e isso poderá trazer péssimos resultados em nossa atuação profissional.

Outra é que o conhecimento da nossa área nunca é suficiente como um todo! Temos que ter a humildade de ouvir a opinião dos colegas de todas as demais áreas, já que a forma de cada um olhar o mesmo fato pode trazer evidências que, para nós, passariam despercebidas.

Isso tanto vale para o profissional de linha de frente, como para o pesquisador em seu laboratório.

Então, conforme iniciei nossa conversa, confirmamos que:

HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial para evitar a estagnação do conhecimento humano.

LIVE em 27-03-2019

sexta-feira, 8 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

sábado, 2 de março de 2019