"Teve um dia aí" que completei sessenta anos... Nem me lembro direito quando, mas isso é o que menos me interessa... Afinal nunca consegui me sentir inserido num rótulo restrito, seja ele faixa etária, círculo social, nacionalidade, regionalismo, meio cultural ou qualquer outro.
Quando viajo para a Inglaterra, Coréia do Sul, Estados Unidos ou qualquer outro país me sinto como se estivesse em Niterói ou em Salvador, ou seja: em casa!
Quando converso com meus empregados sinto-me como se vivesse em seu próprio meio cultural, compartilho das suas idéias, vivencio suas histórias.
Quando faço um debate com meus alunos sinto-me como se fosse da sua idade, sentindo as mesmas emoções e compartilhando os mesmos sentimentos.
Mas há momentos em que surgem as reflexões, principalmente aquelas referentes ao "passar do tempo".
É nesses momentos que minha auto-estima se eleva tanto que nem tenho como evitar e exagero da felicidade!
Há pessoas que comentam: "Eu era feliz e não sabia". Eu já digo o inverso: "Nunca fui tão feliz como agora".