domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Devaneios
Estive lendo, refletindo, relaxando, e resolvi enviar para vocês algumas ideias:
Programe seu cérebro... Mas procure entender melhor quem você realmente é! A programação tem que ser compatível com a máquina...
Uma boa programação evita o empobrecimento psíquico, a consequente fragilidade comportamental e a passividade perante o mundo.
Aproveite enquanto estamos em um país livre, onde ainda podemos criar nosso futuro a partir de nossa própria força de vontade.
Aproveite enquanto a obra de George Orwell, 1984, e a de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, parecem ser realidade apenas na China!
Aproveite enquanto os matemáticos ainda não conseguiram criar a psico-história, definida por Gaal Dornick como o ramo da matemática que trata das reações dos conglomerados humanos a estímulos sociais e econômicos fixos... (página 25 de "Fundação", de Isaac Azimov)
Mas desligue a TV, porque a Globo já está utilizando essa tecnologia para programar o comportamento, as preferências e as atitudes dos seres humanos...
Depois dessas reflexões volte a realidade e seu dia-a-dia! Mas procure dar um sabor especial, novo e empolgante, aos seus objetivos de vida, à criação de novas perspectivas e ao reconhecimento dos seus valores pessoais. Você merece! Eu também!
Abraços!
Programe seu cérebro... Mas procure entender melhor quem você realmente é! A programação tem que ser compatível com a máquina...
Uma boa programação evita o empobrecimento psíquico, a consequente fragilidade comportamental e a passividade perante o mundo.
Aproveite enquanto estamos em um país livre, onde ainda podemos criar nosso futuro a partir de nossa própria força de vontade.
Aproveite enquanto a obra de George Orwell, 1984, e a de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, parecem ser realidade apenas na China!
Aproveite enquanto os matemáticos ainda não conseguiram criar a psico-história, definida por Gaal Dornick como o ramo da matemática que trata das reações dos conglomerados humanos a estímulos sociais e econômicos fixos... (página 25 de "Fundação", de Isaac Azimov)
Mas desligue a TV, porque a Globo já está utilizando essa tecnologia para programar o comportamento, as preferências e as atitudes dos seres humanos...
Depois dessas reflexões volte a realidade e seu dia-a-dia! Mas procure dar um sabor especial, novo e empolgante, aos seus objetivos de vida, à criação de novas perspectivas e ao reconhecimento dos seus valores pessoais. Você merece! Eu também!
Abraços!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
School Killer: ainda a forma de evitar sua formação
Ainda sobre o SHOOL KILLER e a forma de evitá-lo:
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sábado, 9 de abril de 2011
Massacre no Rio: como evitar?
Todos os jornais estão mostrando a preocupação dos pais, em todas as escolas do Brasil, com a segurança na escola de seus filhos. Uns exigindo revista de todos os alunos na entrada, outros querendo mudar o filho para uma escola com segurança mais reforçada, ou seja:
Todos, mais uma vez, querendo resolver o problema pela sua CONSEQUENCIA! Esquecem que procurar e resolver a CAUSA DO PROBLEMA é a única forma de eliminarmos tais atitudes de um psicopata, porque estaremos eliminando a própria formação de psicopatas dessa natureza!
Concordo com o reforço da segurança, mas se não tomarmos atitudes para eliminar as causas teremos que aumentar tanto nossa preocupação com a segurança que, um dia, nossos filhos terão que estudar dentro de seu próprio quarto, trancados, com dois cães Fila em frente à porta! Mesmo assim alguém poderá atear fogo à residência e nosso imenso esforço neurótico de nada adiantará!
Toda criança e todo adolescente recebe influências constantes do meio em que vive. Esse meio é a sua família, o ambiente escolar, o ambiente da rua em que brinca, e o meio virtual em que ele mergulha, principalmente se seu tempo nesse mergulho ultrapassa uma hora em cada turno.
Essas influências sempre existiram, mudando apenas as suas formas e as suas tecnologias. O problema, então, não está rigorosamente, nessas influências, mas na falta do acompanhamento intelectual, afetivo e disciplinar que toda criança e todo adolescente precisa ter durante todo o seu processo de formação de caráter!
Há resquícios de tendências negativas em todo ser humano, significando que todos podem ser levados a atitudes incorretas, uns mais que outros, dependendo da intensidade dessas tendências.
Mas todos aqueles que demonstrarem elevada tendência comportamental negativa, seja ela qual for, poderão livrar-se de uma formação transgressora ou neurótica se estiverem emocionalmente seguros e estáveis, com autoestima elevada. Para isso devem estar permanentemente acompanhados por um adulto responsável durante sua formação.
Esse acompanhamento é o que está faltando na sociedade e, pior do que isso, tanto as famílias como os professores e dirigentes de escolas estão fugindo dessa responsabilidade, como se o ser humano fosse autosuficiente em sua formação intelectual, emocional e comportamental.
Não é! O ser humano é dependente de educação! O ser humano só consegue ter uma formação correta se, em cada fase de seu crescimento, estiver sendo satisfeito em suas necessidades básicas. E a obrigação dessa satisfação é dos pais, a princípio e complementa-se (digo: COMPLEMENTA-SE) com o acompanhamento dos professores na escola.
Sabemos todos que não há escolas para educar pais, mas há obrigações que são simples e óbvias, e que assim mesmo estão sendo esquecidas!
Dar afeto permanente, dar disciplina permanente, estimular sua criatividade, mas acompanhar os resultados e orientar os caminhos, conversar e, principalmente, ouvir seu filho pelo menos uma vez por dia, deixando-o falar suas frases até o fim! Sim! Preciso, infelizmente, dizer isso!
Os pais não estão dando ouvidos aos seus filhos! Cortam suas frases ao meio e mudam de assunto, como se os filhos não precisassem ser ouvidos. Além de não ouvi-los, quando eles se comportam mal, colocam a culpa em alguma doença adquirida geneticamente, quem sabe, de algum tio distante... E preferem mandar o filho para tratamento psiquiátrico, psicológico ou neurológico, do que consertar a sua forma de educar!
Na escola, por mais que sejam alertados pela mídia, professores e dirigentes ignoram a existência do bullying, que é um dos maiores causadores da baixa autoestima e, consequentemente, o principal elemento gerador dos assassinos de escolas (basta ler com cuidado as reportagens de todas essas tragédias). Já vi muitos professores dizerem que o menino fragilizado é o culpado por estar sendo ridicularizado. Pois é esse mesmo menino que, se não estiver sendo acompanhado e protegido, vai se transformar num futuro neurótico ou psicopata.
O que precisamos, então, é seriedade para encarar o verdadeiro problema que é a FORMAÇÃO INADEQUADA DOS JOVENS.
Eles estão sendo abandonados pelos pais e pelos professores e isso precisa ser mudado imediatamente ou não haverá segurança suficiente para conter os resultados neuróticos e psicopáticos dessa educação equivocada!
Pais, professores, dirigentes de escolas, parem e pensem! Ou passamos a ter a responsabilidade real com a formação integral da mente de nossos jovens, ou vamos transformar nossa sociedade numa sociedade transgressora e assassina.
Vamos assumir que a responsabilidade de tudo o que o jovem faz é nossa, porque ele é um espelho daquilo que ele vê em nós! Procurem ajuda se não souberem como fazer, mas não transfiram a sua responsabilidade.
Vamos parar, imediatamente, de colocar a culpa na televisão, nos jogos eletrônicos, na influência genética, na má índole do menino. Tudo isso sempre houve e sempre haverá. Mas a forma de educarmos certamente fará com que passem por tudo isso sem que tenham sua mente deformada.
Atitudes a tomar imediatamente em casa:
1. Ouçam seus filhos até o final das suas frases, procurando entender o que eles querem dizer. Responda às suas indagações, lembrando que todas as perguntas são importantes para eles.
2. Atenção às alterações em seu comportamento. Procure identificar as causas. Não descanse enquanto não encontrar as causas prováveis dessa mudança, porque é aí que tem início a transformação de seu caráter.
3. Dê afeto, mas dê disciplina! Uma criança ou um adolescente que é mantido com afeto e disciplina constrói um sentimento de segurança interior difícil de sofrer má influência externa.
Atitudes a tomar na escola pelos professores e dirigentes:
1. Tratem todos os alunos com afeto e disciplina. Mesmo em atividades criativas o professor deve estar acompanhando cada passo do aluno, estimulando o seu desempenho e mostrando que tudo o que ele faz é importante para o seu desenvolvimento e alegra o professor. Esse procedimento complementará alguma ausência porventura existente em sua educação doméstica.
2. Estejam atentos a qualquer indício de bullying. Mesmo uma atitude parecendo muito boba, como um apelido de momento, pode trazer consequências graves para a vítima, principalmente se ela “se fechar” e não expressar qualquer tipo de reação. As punições tem que ser imediatas, firmes e exemplares, para desestimular a continuidade desse comportamento.
3. Da mesma forma que recomendamos aos pais, tenha o máximo de atenção às alterações comportamentais dos alunos. Procure identificar as causas. Não descanse enquanto não encontrar as causas prováveis dessa mudança, porque é aí que tem início a transformação de seu caráter.
Reflitam, por favor, sobre isso. É a segurança, a felicidade e o sucesso de nossos filhos e de nossos alunos, que está em pauta!
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ser Professor
Há cursos de pedagogia excelentes, assim como há disciplinas de licenciatura sendo ministradas de forma espetacular em uma série de faculdades. A maioria desses cursos orienta e acompanha estágios de seus alunos, para que a teoria ensinada seja colocada em prática e, a partir daí, eles possam estar iniciar o seu trajeto na docência.
Mas na prática mesmo, na hora que ele se vê diante de uma turma totalmente de sua responsabilidade, é que o professor-teórico começa a ter as suas grandes oportunidades para se tornar um verdadeiro educador-prático. Entre essas oportunidades estão:
1. Aprender que cada turma tem uma personalidade própria e, por isso, sempre existe a possibilidade de se encontrar um foco de interesse comum. A primeira etapa da docência é a conquista da turma. Essa conquista só será realizada quando o professor encontrar esse interesse comum e se basear nele para preparar suas estratégias de conquista.
2. Aprender que após a conquista da turma o professor deve partir para a conquista de cada aluno, na sua individualidade. Essa conquista do indivíduo é fundamental nos dias de hoje, quando o professor acaba tendo como missão secundária, compensar a ausência afetiva e limitadora dos pais.
3. Aprender que cada aluno tem um interesse diferente e que se você não descobrir esse “foco de interesse” de cada aluno eles nunca terão o menor interesse pela sua matéria.
4. Aprender que cada aluno está num estágio cognitivo diferente e, portanto, aquilo que você fala não será, de forma alguma, entendido da mesma maneira por toda a turma.
5. Aprender que nenhum professor aprende a ensinar com seu professor de faculdade, mas sim com os seus alunos mais problemáticos!
6. Aprender que, mesmo trafegando bem em cada uma dessas etapas, cada aula merece uma preparação responsável e dedicada, para que o momento de seu encontro seja um verdadeiro show de conhecimento e entusiasmo pelo assunto, como se você fosse um apresentador de TV entusiasmado com uma notícia que vai mudar a forma de todos verem a sua própria vida e assim estarem mais estimulados para o estudo e a pesquisa.
7. Aprender que quando o aluno está desinteressado, o problema não é dele, mas seu, ou seja, você ainda não conseguiu descobrir o seu foco de interesse para que ele “se ligue” no assunto.
8. Aprender que quanto mais difícil for a sua turma, ou seja, quanto maiores os desafios a serem enfrentados, maiores são as chances de você realmente aprender a ser professor e a amar aquilo que faz. Ser professor de turmas educadas, comportadas, dedicadas e estudiosas não é ser professor. Turmas assim não precisam de professor. Um computador é mais barato e muito mais eficaz.
9. Aprender que “não gostar de um aluno” significa que você está confundindo o aluno, que você precisa aprender a amar, com o seu comportamento exteriorizado, que não é culpa dele, mas sim reflexo da sua educação doméstica.
10. Aprender que “não gostar da turma X” significa que você “caiu” na profissão errada! E se esse erro de escolha fosse prejudicar apenas o seu sucesso pessoal, menos mal, mas é justamente esse erro que está contribuindo para a péssima formação de nosso povo, com os resultados catastróficos em termos de falta de caráter, irresponsabilidade, desonestidade e tudo o mais que assistimos na TV todos os dias...
domingo, 13 de março de 2011
Sintomas Hiperativos e de Déficit de Atenção
CRIANÇA COM SINTOMAS DE HIPERATIVIDADE E DÉFICIT DE ATENÇÃO
RESPOSTA A DÚVIDA DE UMA PROFESSORA PARA FAZER O ACOMPANHAMENTO CORRETO
Mas se essa criança toma remédio controlado e continua assim, já dá para perceber que o remédio pode estar incorreto e o médico deve ser alertado para isso.
1ª parte: LAUDO MÉDICO
O acompanhamento correto e completo deveria iniciar com a leitura do laudo médico, primeiro para saber se o médico é o profissional correto, ou seja, um neuropediatra ou um psiquiatra infantil ou, pelo menos um pediatra. Se for um neurologista ou um psiquiatra, sugiro levar ao profissional correto imediatamente.
Mesmo sendo um profissional correto, é importante conversar com quem levou a criança, para saber quais foram as informações e exames que o médico fez para chegar a conclusão da necessidade daqueles remédios.
A consulta a um outro profissional da mesma especialidade é recomendável e nenhum profissional sério ficaria incomodado com isso, mas até gostaria de ver a opinião de um outro colega. Isso porque o que está em risco é a felicidade e o desenvolvimento de uma criança.
2ª parte: FOCO DE INTERESSE DA CRIANÇA
Independente das providências recomendadas na 1ª parte, vamos agora ao procedimento em sala, a ser realizado pela professora, assim como pelos pais, em casa.
O importante é encontrar o "foco de interesse" da criança. Assista a esse vídeo meu, que está publicado no Youtube:
A descoberta do foco de interesse é o caminho que vai fazer com que a professora possa preparar estratégias de aprendizagem totalmente voltadas para esse foco. Isso tem sido super eficaz até com crianças autistas!
Agora é com a professora, ou seja: todos os dias entusiasmar a criança com atividades ligadas ao seu foco de interesse, para que a sua atenção seja despertada e o cérebro dela, por si só, começa a "se consertar" aos poucos.
3ª parte: AMBIENTE
Em paralelo com tudo isso é bom analisar também a forma como a criança reage ao ambiente em que está estudando. A mudança de ambiente para outras áreas, ou mesmo até uma alteração na decoração ou ambientação da própria sala, pode ajudar sobremaneira no desenvolvimento de sua capacidade de concentração.
4ª parte: DISCUTIR RESULTADOS
Não é conveniente criar expectativas de obtenção de resultados imediatos! Cada pequeno resultado alcançado deve ser comemorado, junto com a criança, como se fosse uma tremenda vitória. A criança pode não ter qualquer tipo de doença, ou seja, os sintomas podem ser todos fruto de bloqueio emocional, mas pode ser que tenha doença verdadeira, o que obrigará a continuidade dos remédios. Mas isso será avaliado pelo médico no decorrer do acompanhamento, que deve ser feito em conjunto pelos professores, familiares e médico.
Mas na escola é importante que seja criada imediatamente a ficha de acompanhamento dessa criança, relatando todos os pormenores observados agora e, a cada alteração, deve ser feito novo registro, incluindo aí cópias dos laudos e dos relatos de quem está no processo de acompanhamento.
Isso vai ajudar bastante, não só essa criança, mas todas as demais que apareçam com problemas semelhantes, a partir do momento em que os professores possam ter acesso a essas fichas para estudo.
5ª parte: CONTATO COM NOSSO INSTITUTO (IUPE)
Peço que me mandem os relatos desse acompanhamento, se for possível, com todos os dados possiveis, incluindo copias de laudos, para que nosso instituto possa inclui-lo nos dados de casos semelhantes, e assim possamos estar contribuindo para ajudar a outros professores de outras escolas em qualquer lugar do mundo.
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sábado, 5 de março de 2011
Sexualidade Humana - parte 2
Definição Sexual - O Hardware Humano
Continuamos aqui a publicação de estudos que estão no próximo livro sobre sexualidade, ainda na área da DEFINIÇÃO SEXUAL.
A principal razão para a divulgação desses estudos é a necessidade de se orientar as famílias para um maior entendimento da sexualidade de seus filhos e assim evitar problemas psíquicos graves que estão se tornando muito frequentes em nossa sociedade.
A discriminação e a intolerância podem ser as piores armas de destruição de mentes brilhantes que, por algum motivo, não são, sexualmente, da forma que seus pais, sua família e seus amigos desejam.
Vamos, então, ao artigo de hoje:
Ler esse artigo pode parecer desnecessário, já que dificilmente alguém tem alguma dúvida sobre a sua definição sexual. Mas é sempre bom lembrar que estamos falando agora de DEFINIÇÃO SEXUAL, ou seja: a forma externa do corpo, com seus órgãos sexuais característicos do gênero ao qual cada um acredita pertencer.
Fiquem tranquilos todos aqueles que não estão muito satisfeitos com o gênero ao qual pertencem porque o simples fato de ter os órgãos não obriga ninguém a utilizá-los da maneira tradicional... Essa parte vem mais tarde no capítulo dedicado à ORIENTAÇÃO SEXUAL e, mais tarde: OPÇÃO SEXUAL.
Todos, hoje em dia, entendem um pouco de informática. Falar, então, de hardware (a estrutura física do computador) e de software (os seus programas para que ele funcione de acordo com o que queremos) não é mais mistério.
Por esse motivo fica fácil explicar DEFINIÇÃO SEXUAL como HARDWARE da sexualidade humana. Mais tarde vamos comparar a ORIENTAÇÃO SEXUAL ao SOFTWARE da sexualidade e, finalmente, OPÇÃO SEXUAL ao comando motor realizado pelo operador do computador, para fazer com que o hardware e o software funcionem como ele deseja. Mas como funciona isso? Em que momento o feto começa a definir seu gênero? Em que momento o cérebro cria as suas ideias a respeito e como o ser humano pode lidar com tudo isso?
A ciência biológica mostra que o gênero masculino possui um cromossomo X e outro Y. O gênero feminino possui dois cromossomos iguais: XX. As crianças aprendem isso aos treze anos de idade, no oitavo ano do Ensino Fundamental. Infelizmente esquecem tudo quando passam para o nono ano e são obrigados a aprender tudo novamente, no Ensino Médio, para conseguir ser aprovado no vestibular... Mas é a vida...
No início é tudo igual, mesmo com cromossomos diferentes, feto masculino ou feminino possuem as mesmas características. Até o cérebro, ainda em sua formação inicial, é igual nos dois gêneros. Esse é o momento histórico mais estranho da humanidade, pois é o único momento em que homens e mulheres pensam da mesma forma! Depois... Nunca mais! Quem é casado sabe disso muito bem!
Menino biológico
Naquele cromossomo que só existe no feto masculino, o Y, há uma região conhecida pela sigla SRY (Sex-determining Region Y). Nessa região existe um gene que vai produzir um Fator Determinante Testicular. Esse fator, ao ser produzido (e isso ocorre antes dos dois meses de gestação), provoca a transformação da gônada em um testítulo. Estará iniciado, a partir daí, a construção biológica do homem, com todas as suas características, embora muitas delas só apareçam durante o processo da puberdade.
Menina biológica
Aquele ser indefinido, ainda em seu primeiro mês após a fecundação, só pelo fato de não possuir o cromossomo Y, (responsável pela geração daquele Fator Determinante Testicular), permite a natural transformação da sua gônada em ovário. Ou seja: a simples ausência desse fator determina a sua transformação biológica em menina. A partir daí, da mesma forma que ocorre nos meninos, tem início a definição de todas as características do gênero feminino, muitas delas também aguardando o período da puberdade para seu pleno desenvolvimento.
Caso especial
Há casos em que esse gene, que normalmente fica na região chamada de SRY do cromossomo Y, instala-se no cromossomo X. Nesses casos ocorre o inverso, ou seja: o embrião XX, que deveria ser menina, terá sua gônada transformada em testículo. Já o embrião XY, que deveria ser menino, mas que perdeu a região SRY, terá a sua gônada transformada em ovário, e será uma garota (Ginecologia – Luiz Carlos Viana, Madalena Martins e Selmo Geber – Cap 3 Embriologia dos Órgãos Genitais – Bibliomed: ).
Anomalias ligadas à Definição Sexual
Nesse estudo não estaremos entrando em detalhes na análise das anomalias estruturais, mas não podemos deixar de comentar sobre o caso do hermafroditismo, quando a criança transforma suas gônadas tanto em testículos como em ovários, a partir do segundo mês após a fecundação, possuindo, ao nascer, os dois órgãos sexuais bem formados, internos e externos, de ambos os sexos, incluindo o pênis e a vagina.
Essas crianças deveriam ser, em sua maioria, do sexo feminino, devido a possuírem os cromossomos XX. As causas da formação dos órgãos sexuais masculinos nessas meninas ainda é um mistério científico (Hermafroditismo – Há diversos estudos em andamento sobre as causas dessa anomalia e o leitor pode acompanhar o andamento dessas análises por meio das reportagens e entrevistas feitas pelos meios de comunicação com os pesquisadores responsáveis).
quarta-feira, 2 de março de 2011
Sexualidade Humana - parte 1
Sexualidade Humana: um extrato do capítulo sobre definição, orientação, opção e hipocrisia
Para evitar que os amigos tenham que aguardar a publicação do livro para ter contato com algumas conclusões importantes, resolvi publicar, no BLOG, alguns extratos que já podem fazer parte de seus momentos de reflexão interior, atitude essa que poderá contribuir, de forma decisiva, para a redução de elementos fortíssimos na formação de nossas neuroses.
Logo “de cara” coloquei, no título, o termo “hipocrisia” por ser, infelizmente, a forma mais comum do ser humano demonstrar suas ideias, vontades, pontos de vista e, também, sua orientação e opção sexual, perante os amigos, a sociedade e o mundo.
Lembro que esse estudo é científico e as conclusões são decorrentes de uma análise minuciosa, realizada desde 1998, por meio de entrevistas, registros de quadros clínicos psicanalíticos, depoimentos pessoais e relatos de terapeutas, médicos e, também, religiosos, mas com elementos buscados também em experiências pessoais e relatos de amigos em momentos anteriores a 1998, além de colher dados de relatos históricos e da literatura em diferentes épocas.
É necessário convencionar alguns termos, para que todos nós estejamos falando da mesma coisa e evitando, assim, confusões com características puramente semânticas!
Definição sexual será entendida como a forma física característica do homem e da mulher, principalmente seus órgãos sexuais e outros caracteres específicos ligados ao gênero. A definição, portanto, não depende da vontade própria, mas sim da programação celular em sua evolução biológica a partir da fecundação e desenvolvida durante toda a gestação e, mais tarde durante o crescimento, estabilizando após o período de adolescência. A definição é a forma física do corpo do homem e da mulher. A definição é, então, biológica, estrutural, faz parte do hardware humano e determina a formatação sexual característica do corpo masculino ou feminino.
Orientação sexual deve ser entendida como a atração física ou psíquica sentida por uma pessoa em relação a outra, mesmo que essa pessoa não esteja entendendo as razões dessa atração. Ela também não depende de vontade própria, mas sim da forma como os elementos sensoriais disparam, no cérebro, a geração de substâncias neurotransmissoras que servirão para comandar o sentimento de atração pela outra pessoa. Esse sentimento, ou essa sensação, decorre de comandos eletroquímicos e independe totalmente de vontade própria. A orientação é bioquímica, sensorial, decorre da sensibilização de cada elemento responsável pela captação das sensações externas e da forma como é estimulado o sentimento de atração bioquímica pelo outro, dentro do cérebro humano.
Opção sexual deve ser entendida como a interferência inteligente do ser na forma de interpretar seus sentimentos sexuais. A opção está ligada ao raciocínio humano, utilizando todo o conhecimento adquirido e levando em consideração: a sua forma física e a do outro; a análise da força da atração que sente pelo outro; a conveniência pessoal, cultural ou social de exteriorizar essa atração; uma forma simbólica de exteriorizar esse sentimento considerado inconveniente, moralmente incorreto ou impossível; uma forma compensatória de dar vazão a esse sentimento sem caracterizá-lo sexualmente, que pode ser entendido como sublimação etc.
No próximo artigo vamos ver como se dá o processo de DEFINIÇÃO SEXUAL e de ORIENTAÇÃO SEXUAL, segundo as pesquisas mais recentes. Mas por enquanto vamos ficar por aqui, para não confundir muito e também para não ficar muito chato!
(Esse artigo está registrado pelo autor, Roberto Andersen, e faz parte de seu próximo livro sobre sexualidade humana)
terça-feira, 1 de março de 2011
Programação cerebral - uma dica
Programe seu cérebro... Mas procure entender melhor quem você realmente é! A programação tem que ser compatível com a máquina...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Carta a duas historiadoras - a prática do ensino de história
Prezadas historiadoras,
Primeiramente envio meus cumprimentos à Historiadora Tânia pelo excelente artigo publicado hoje no Jornal A Tarde. Aproveito também para cumprimentar a Professora Jaselma pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo em nosso Instituto, muito de acordo com o que diz o texto da Historiadora Tânia.
Realmente não há como alcançar nossos objetivos de estímulo à pesquisa, ao estudo e à criatividade, sem que a história sirva como base de todo o processo de convencer o aluno de que ele está dentro de todo o contexto histórico universal e que, mais do que isso, ele pode interferir nesses processos, a partir de sua boa e responsável preparação política e profissional.
Quando a historiadora Tânia diz ser urgente que "(...) a prática do ensino de história subverta o convencional, rompa com a rígida cronologia - mas sem ignorar a noção de tempo -, explore a riqueza da história oral, utilize outras linguagens, como literatura, filosofia, biografias, poesia e música (...)", percebo que nosso trabalho está no caminho certo, principalmente pelos excelentes profissionais que temos tido a oportunidade de ter como parceiros no trabalho educacional do IUPE.
Lembro sempre do nosso antigo Professor Flávio, vivendo com toda a sua emoção os momentos históricos durante suas aulas, quase sempre usando fantasias e representando como em um teatro, transformando suas aulas em verdadeiros shows teatrais. Era a história sendo mostrada por meio da arte, da prosa poética, provocando, nos alunos, o entusiasmo pelo aprender! Todos sentem saudades daquele tempo... Mas ele, que foi ator teatral e licenciado em História, resolveu entrar pelos caminhos do Direito... Agora se prepara para uma nova fase de sua vida profissional...
Outro ponto importantíssimo lembrado pela historiadora Tânia foi que o "(..) trabalho com biografias permite estabelecer vínculos entre a história individual e a história social (...)", principalmente porque "(...) trazem os fatos da história para o reino humano: com seus medos, paixões, erros e acertos, vitórias e derrotas." - Isso é fantástico! E mostra que mudanças históricas importantes podem ter sido provocadas por momentos emocionais fortes de pessoas influentes, ao invés de uma evolução natural de costumes e culturas dos diferentes povos de nosso planeta.
Parabéns, historiadora Tânia! Fazer com que os alunos releiam o passado segundo as necessidades do presente é, realmente, uma das melhores chaves para o incentivo à criatividade, ao mesmo tempo em que permite a elevação da autoestima de todas as crianças e adolescente que estão sendo abandonadas pelas famílias e tratadas como marionetes de computadores e programas de televisão...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Improvisação em sala de aula - comentários
Improvisação em sala de aula – comentários e opiniões
Diversos foram os comentários que recebi, após ter publicado o artigo em e o vídeo sobre o assunto em . São só dez minutos de vídeo e são suficientes para despertar todas as polêmicas sobre o assunto. Aguardo seus comentários.
Mas, vamos à análise de alguns já recebidos.
Noure Cruz deu exemplos interessantíssimos e que merecem reflexões a respeito. Um deles é a forma semântica de se utilizar o termo IMPROVISAÇÃO. É bom lembrar que há professores dedicados, competentes e responsáveis que denominam de IMPROVISAÇÃO a sua forma CRIATIVA de adaptar a matéria do dia a algum assunto do momento, incluindo aí brincadeiras (até de mau gosto) feitas por alunos ou grupos de alunos durante a aula.
Essa CRIATIVIDADE transforma a aula em um momento muito agradável, anula as inconveniências de uma brincadeira de alunos desinteressados e todos passam a ter muito mais respeito pela aula, e pelo professor.
Então não se trata de concordar ou discordar do termo “improvisação”. Há improvisações competentes e há improvisações irresponsáveis.
Lembrem-se do caso do professor Flávio, conforme relatei no vídeo. Suas aulas alcançavam o objetivo da educação, ou seja: elas proporcionavam a todos os alunos o verdadeiro prazer de aprender, trazendo como resultado o sucesso completo de todos eles, sem qualquer exceção!
E ele foi demitido de um colégio grande de Salvador, exatamente pela sua forma “diferente” de dar aulas... Essa forma era o que alcançava os alunos e permitia o desenvolver do interesse pela matéria...
A arguição que ele fazia nos dez minutos finais das suas aulas, sempre de forma dinâmica e entusiasmada, empolgava a todos! Todos respondiam ao mesmo tempo em que ele apontava para cada ponto do quadro, o que provocava um registro visual e aural definitivo para a absorção do conhecimento pelos alunos.
Comprovei a excelência desse seu método quando vi o resultado de um “simulado”, quando praticamente todos os alunos acertaram todas as questões de história! Eles se lembravam de tudo com tranquilidade. Aprenderam a gostar da matéria.
Criatividade é, então, algo necessário e que deve, inclusive, ser estimulado a cada dia. Esse tipo de improvisação/criatividade é louvável! É quando o professor consegue fazer o elo entre o assunto e a realidade discente. É quando o professor, além de ter pesquisado se houve alguma alteração nos conceitos e outras especificidades do assunto a ser ministrado, procura ligar o assunto ao dia-a-dia do aluno e também aos noticiários da semana. É quando o professor se preocupa em encontrar meios de ligar seu assunto ao foco de interesse de seus alunos. É quando ele se preocupa em alcançar o aluno em seu universo particular.
Mas existe a improvisação negativa, que deveríamos chamar de ARMENGUE. Essa é a daquele professor que assumiu sua competência como definitiva e que não precisa mais se preocupar com preparação de aulas, conforme relato no vídeo.
Esse carece do sentimento de humildade necessário para reconhecer que seu conhecimento precisa estar sempre sendo atualizado e que não há gênios sem esforço, estudo e dedicação constante!
Cláudia Castro, fã confessa de Claudio Moura Castro, relata sobre o conceito de “funil escolar” apresentado por ele anos atrás. Um funil composto por provas e exames seletivos, classificação de escolas classe A, B, C ou D, quando os professores se acomodam com as formas de “dar aulas”, esforçando-se um pouco mais nas turmas “boas” e cumprindo sua obrigação nas turmas ruins...
Nesse momento observamos que: ou a formação dos professores está abaixo da crítica, ou o ambiente onde ele se insere, após sua formação, destrói toda sua possível empolgação pelo ensino.
Todos são unânimes em dizer que a remuneração do professor não está condizente com a responsabilidade que ele tem na formação da sociedade, mas não acredito que o problema esteja apenas nesse ponto!
Várias experiências foram realizadas, em diversas áreas de administração de pessoal, mostrando que os resultados positivos de um aumento salarial e de condições materiais de trabalho só surtem efeito durante os meses iniciais de sua implantação.
Em pouco tempo os professores mal formados perdem todo entusiasmo, já que o único elemento incentivador de sua qualidade e de seu esforço é o aumento do salário, coisa que perde o efeito muito rápido assim que ele se acomodar a um novo padrão de vida, com mais despesas, voltando a ter as mesmas dificuldades de antes, apenas com novos tipos de necessidades em níveis sociais mais elevados.
O professor mal formado, ou sem amor à profissão, será um eterno insatisfeito, independente do salário que venha a receber. E sua insatisfação não fica apenas na escola onde “diz que ensina”, mas também a leva para casa, mostrando-se intolerante com seu cônjuge, seus filhos e seus parentes, ampliando assim o índice de separações, divórcios e infelicidade afetiva.
Mas quando mostramos ao professor o caminho do exercício da criatividade e o prazer que uma aula bem planejada e bem adaptada às condições do momento pode proporcionar a ele e a todos os seus alunos, esse professor descobre a magia da sua profissão!
É uma profissão mágica! Não que o professor faça milagres, mas ele permite ao aluno descobrir habilidades, competências e conhecimentos que estão dentro deles mesmos, aguardando apenas um elemento incentivador. Esse elemento é o professor competente, responsável, afetivo, exigente e criativo!
Como bem disse Cláudia Castro,”(...) o professor tem que ser “seduzido”. E aí está o X da questão. Não há política de formação de professor que garanta que este profissional mergulhe de cabeça numa profissão que resulta em um saudável sacerdócio. Infelizmente não temos um detector de comprometimento... Por que educar é acima de tudo um compromisso. Compromisso com a afetividade, compromisso com a auto formação, compromisso com o “não improviso” e principalmente, um compromisso com aqueles para os quais se educa pelo EXEMPLO.”
Obrigado, Cláudia, pela sua contribuição!
Leia também e comente, em: Improvisação em sala de aula – comentários e opiniões
Diversos foram os comentários que recebi, após ter publicado o artigo em e o vídeo sobre o assunto em . São só dez minutos de vídeo e são suficientes para despertar todas as polêmicas sobre o assunto. Aguardo seus comentários.
Mas, vamos à análise de alguns já recebidos.
Noure Cruz deu exemplos interessantíssimos e que merecem reflexões a respeito. Um deles é a forma semântica de se utilizar o termo IMPROVISAÇÃO. É bom lembrar que há professores dedicados, competentes e responsáveis que denominam de IMPROVISAÇÃO a sua forma CRIATIVA de adaptar a matéria do dia a algum assunto do momento, incluindo aí brincadeiras (até de mau gosto) feitas por alunos ou grupos de alunos durante a aula.
Essa CRIATIVIDADE transforma a aula em um momento muito agradável, anula as inconveniências de uma brincadeira de alunos desinteressados e todos passam a ter muito mais respeito pela aula, e pelo professor.
Então não se trata de concordar ou discordar do termo “improvisação”. Há improvisações competentes e há improvisações irresponsáveis.
Lembrem-se do caso do professor Flávio, conforme relatei no vídeo. Suas aulas alcançavam o objetivo da educação, ou seja: elas proporcionavam a todos os alunos o verdadeiro prazer de aprender, trazendo como resultado o sucesso completo de todos eles, sem qualquer exceção!
E ele foi demitido de um colégio grande de Salvador, exatamente pela sua forma “diferente” de dar aulas... Essa forma era o que alcançava os alunos e permitia o desenvolver do interesse pela matéria...
A arguição que ele fazia nos dez minutos finais das suas aulas, sempre de forma dinâmica e entusiasmada, empolgava a todos! Todos respondiam ao mesmo tempo em que ele apontava para cada ponto do quadro, o que provocava um registro visual e aural definitivo para a absorção do conhecimento pelos alunos.
Comprovei a excelência desse seu método quando vi o resultado de um “simulado”, quando praticamente todos os alunos acertaram todas as questões de história! Eles se lembravam de tudo com tranquilidade. Aprenderam a gostar da matéria.
Criatividade é, então, algo necessário e que deve, inclusive, ser estimulado a cada dia. Esse tipo de improvisação/criatividade é louvável! É quando o professor consegue fazer o elo entre o assunto e a realidade discente. É quando o professor, além de ter pesquisado se houve alguma alteração nos conceitos e outras especificidades do assunto a ser ministrado, procura ligar o assunto ao dia-a-dia do aluno e também aos noticiários da semana. É quando o professor se preocupa em encontrar meios de ligar seu assunto ao foco de interesse de seus alunos. É quando ele se preocupa em alcançar o aluno em seu universo particular.
Mas existe a improvisação negativa, que deveríamos chamar de ARMENGUE. Essa é a daquele professor que assumiu sua competência como definitiva e que não precisa mais se preocupar com preparação de aulas, conforme relato no vídeo.
Esse carece do sentimento de humildade necessário para reconhecer que seu conhecimento precisa estar sempre sendo atualizado e que não há gênios sem esforço, estudo e dedicação constante!
Cláudia Castro, fã confessa de Claudio Moura Castro, relata sobre o conceito de “funil escolar” apresentado por ele anos atrás. Um funil composto por provas e exames seletivos, classificação de escolas classe A, B, C ou D, quando os professores se acomodam com as formas de “dar aulas”, esforçando-se um pouco mais nas turmas “boas” e cumprindo sua obrigação nas turmas ruins...
Nesse momento observamos que: ou a formação dos professores está abaixo da crítica, ou o ambiente onde ele se insere, após sua formação, destrói toda sua possível empolgação pelo ensino.
Todos são unânimes em dizer que a remuneração do professor não está condizente com a responsabilidade que ele tem na formação da sociedade, mas não acredito que o problema esteja apenas nesse ponto!
Várias experiências foram realizadas, em diversas áreas de administração de pessoal, mostrando que os resultados positivos de um aumento salarial e de condições materiais de trabalho só surtem efeito durante os meses iniciais de sua implantação.
Em pouco tempo os professores mal formados perdem todo entusiasmo, já que o único elemento incentivador de sua qualidade e de seu esforço é o aumento do salário, coisa que perde o efeito muito rápido assim que ele se acomodar a um novo padrão de vida, com mais despesas, voltando a ter as mesmas dificuldades de antes, apenas com novos tipos de necessidades em níveis sociais mais elevados.
O professor mal formado, ou sem amor à profissão, será um eterno insatisfeito, independente do salário que venha a receber. E sua insatisfação não fica apenas na escola onde “diz que ensina”, mas também a leva para casa, mostrando-se intolerante com seu cônjuge, seus filhos e seus parentes, ampliando assim o índice de separações, divórcios e infelicidade afetiva.
Mas quando mostramos ao professor o caminho do exercício da criatividade e o prazer que uma aula bem planejada e bem adaptada às condições do momento pode proporcionar a ele e a todos os seus alunos, esse professor descobre a magia da sua profissão!
É uma profissão mágica! Não que o professor faça milagres, mas ele permite ao aluno descobrir habilidades, competências e conhecimentos que estão dentro deles mesmos, aguardando apenas um elemento incentivador. Esse elemento é o professor competente, responsável, afetivo, exigente e criativo!
Como bem disse Cláudia Castro,”(...) o professor tem que ser “seduzido”. E aí está o X da questão. Não há política de formação de professor que garanta que este profissional mergulhe de cabeça numa profissão que resulta em um saudável sacerdócio. Infelizmente não temos um detector de comprometimento... Por que educar é acima de tudo um compromisso. Compromisso com a afetividade, compromisso com a auto formação, compromisso com o “não improviso” e principalmente, um compromisso com aqueles para os quais se educa pelo EXEMPLO.”
Obrigado, Cláudia, pela sua contribuição!
Leia também e comente, em: http://alturl.com/geyvh
Diversos foram os comentários que recebi, após ter publicado o artigo em
Mas, vamos à análise de alguns já recebidos.
Noure Cruz deu exemplos interessantíssimos e que merecem reflexões a respeito. Um deles é a forma semântica de se utilizar o termo IMPROVISAÇÃO. É bom lembrar que há professores dedicados, competentes e responsáveis que denominam de IMPROVISAÇÃO a sua forma CRIATIVA de adaptar a matéria do dia a algum assunto do momento, incluindo aí brincadeiras (até de mau gosto) feitas por alunos ou grupos de alunos durante a aula.
Essa CRIATIVIDADE transforma a aula em um momento muito agradável, anula as inconveniências de uma brincadeira de alunos desinteressados e todos passam a ter muito mais respeito pela aula, e pelo professor.
Então não se trata de concordar ou discordar do termo “improvisação”. Há improvisações competentes e há improvisações irresponsáveis.
Lembrem-se do caso do professor Flávio, conforme relatei no vídeo. Suas aulas alcançavam o objetivo da educação, ou seja: elas proporcionavam a todos os alunos o verdadeiro prazer de aprender, trazendo como resultado o sucesso completo de todos eles, sem qualquer exceção!
E ele foi demitido de um colégio grande de Salvador, exatamente pela sua forma “diferente” de dar aulas... Essa forma era o que alcançava os alunos e permitia o desenvolver do interesse pela matéria...
A arguição que ele fazia nos dez minutos finais das suas aulas, sempre de forma dinâmica e entusiasmada, empolgava a todos! Todos respondiam ao mesmo tempo em que ele apontava para cada ponto do quadro, o que provocava um registro visual e aural definitivo para a absorção do conhecimento pelos alunos.
Comprovei a excelência desse seu método quando vi o resultado de um “simulado”, quando praticamente todos os alunos acertaram todas as questões de história! Eles se lembravam de tudo com tranquilidade. Aprenderam a gostar da matéria.
Criatividade é, então, algo necessário e que deve, inclusive, ser estimulado a cada dia. Esse tipo de improvisação/criatividade é louvável! É quando o professor consegue fazer o elo entre o assunto e a realidade discente. É quando o professor, além de ter pesquisado se houve alguma alteração nos conceitos e outras especificidades do assunto a ser ministrado, procura ligar o assunto ao dia-a-dia do aluno e também aos noticiários da semana. É quando o professor se preocupa em encontrar meios de ligar seu assunto ao foco de interesse de seus alunos. É quando ele se preocupa em alcançar o aluno em seu universo particular.
Mas existe a improvisação negativa, que deveríamos chamar de ARMENGUE. Essa é a daquele professor que assumiu sua competência como definitiva e que não precisa mais se preocupar com preparação de aulas, conforme relato no vídeo.
Esse carece do sentimento de humildade necessário para reconhecer que seu conhecimento precisa estar sempre sendo atualizado e que não há gênios sem esforço, estudo e dedicação constante!
Cláudia Castro, fã confessa de Claudio Moura Castro, relata sobre o conceito de “funil escolar” apresentado por ele anos atrás. Um funil composto por provas e exames seletivos, classificação de escolas classe A, B, C ou D, quando os professores se acomodam com as formas de “dar aulas”, esforçando-se um pouco mais nas turmas “boas” e cumprindo sua obrigação nas turmas ruins...
Nesse momento observamos que: ou a formação dos professores está abaixo da crítica, ou o ambiente onde ele se insere, após sua formação, destrói toda sua possível empolgação pelo ensino.
Todos são unânimes em dizer que a remuneração do professor não está condizente com a responsabilidade que ele tem na formação da sociedade, mas não acredito que o problema esteja apenas nesse ponto!
Várias experiências foram realizadas, em diversas áreas de administração de pessoal, mostrando que os resultados positivos de um aumento salarial e de condições materiais de trabalho só surtem efeito durante os meses iniciais de sua implantação.
Em pouco tempo os professores mal formados perdem todo entusiasmo, já que o único elemento incentivador de sua qualidade e de seu esforço é o aumento do salário, coisa que perde o efeito muito rápido assim que ele se acomodar a um novo padrão de vida, com mais despesas, voltando a ter as mesmas dificuldades de antes, apenas com novos tipos de necessidades em níveis sociais mais elevados.
O professor mal formado, ou sem amor à profissão, será um eterno insatisfeito, independente do salário que venha a receber. E sua insatisfação não fica apenas na escola onde “diz que ensina”, mas também a leva para casa, mostrando-se intolerante com seu cônjuge, seus filhos e seus parentes, ampliando assim o índice de separações, divórcios e infelicidade afetiva.
Mas quando mostramos ao professor o caminho do exercício da criatividade e o prazer que uma aula bem planejada e bem adaptada às condições do momento pode proporcionar a ele e a todos os seus alunos, esse professor descobre a magia da sua profissão!
É uma profissão mágica! Não que o professor faça milagres, mas ele permite ao aluno descobrir habilidades, competências e conhecimentos que estão dentro deles mesmos, aguardando apenas um elemento incentivador. Esse elemento é o professor competente, responsável, afetivo, exigente e criativo!
Como bem disse Cláudia Castro,”(...) o professor tem que ser “seduzido”. E aí está o X da questão. Não há política de formação de professor que garanta que este profissional mergulhe de cabeça numa profissão que resulta em um saudável sacerdócio. Infelizmente não temos um detector de comprometimento... Por que educar é acima de tudo um compromisso. Compromisso com a afetividade, compromisso com a auto formação, compromisso com o “não improviso” e principalmente, um compromisso com aqueles para os quais se educa pelo EXEMPLO.”
Obrigado, Cláudia, pela sua contribuição!
Leia também e comente, em: Improvisação em sala de aula – comentários e opiniões
Diversos foram os comentários que recebi, após ter publicado o artigo em
Mas, vamos à análise de alguns já recebidos.
Noure Cruz deu exemplos interessantíssimos e que merecem reflexões a respeito. Um deles é a forma semântica de se utilizar o termo IMPROVISAÇÃO. É bom lembrar que há professores dedicados, competentes e responsáveis que denominam de IMPROVISAÇÃO a sua forma CRIATIVA de adaptar a matéria do dia a algum assunto do momento, incluindo aí brincadeiras (até de mau gosto) feitas por alunos ou grupos de alunos durante a aula.
Essa CRIATIVIDADE transforma a aula em um momento muito agradável, anula as inconveniências de uma brincadeira de alunos desinteressados e todos passam a ter muito mais respeito pela aula, e pelo professor.
Então não se trata de concordar ou discordar do termo “improvisação”. Há improvisações competentes e há improvisações irresponsáveis.
Lembrem-se do caso do professor Flávio, conforme relatei no vídeo. Suas aulas alcançavam o objetivo da educação, ou seja: elas proporcionavam a todos os alunos o verdadeiro prazer de aprender, trazendo como resultado o sucesso completo de todos eles, sem qualquer exceção!
E ele foi demitido de um colégio grande de Salvador, exatamente pela sua forma “diferente” de dar aulas... Essa forma era o que alcançava os alunos e permitia o desenvolver do interesse pela matéria...
A arguição que ele fazia nos dez minutos finais das suas aulas, sempre de forma dinâmica e entusiasmada, empolgava a todos! Todos respondiam ao mesmo tempo em que ele apontava para cada ponto do quadro, o que provocava um registro visual e aural definitivo para a absorção do conhecimento pelos alunos.
Comprovei a excelência desse seu método quando vi o resultado de um “simulado”, quando praticamente todos os alunos acertaram todas as questões de história! Eles se lembravam de tudo com tranquilidade. Aprenderam a gostar da matéria.
Criatividade é, então, algo necessário e que deve, inclusive, ser estimulado a cada dia. Esse tipo de improvisação/criatividade é louvável! É quando o professor consegue fazer o elo entre o assunto e a realidade discente. É quando o professor, além de ter pesquisado se houve alguma alteração nos conceitos e outras especificidades do assunto a ser ministrado, procura ligar o assunto ao dia-a-dia do aluno e também aos noticiários da semana. É quando o professor se preocupa em encontrar meios de ligar seu assunto ao foco de interesse de seus alunos. É quando ele se preocupa em alcançar o aluno em seu universo particular.
Mas existe a improvisação negativa, que deveríamos chamar de ARMENGUE. Essa é a daquele professor que assumiu sua competência como definitiva e que não precisa mais se preocupar com preparação de aulas, conforme relato no vídeo.
Esse carece do sentimento de humildade necessário para reconhecer que seu conhecimento precisa estar sempre sendo atualizado e que não há gênios sem esforço, estudo e dedicação constante!
Cláudia Castro, fã confessa de Claudio Moura Castro, relata sobre o conceito de “funil escolar” apresentado por ele anos atrás. Um funil composto por provas e exames seletivos, classificação de escolas classe A, B, C ou D, quando os professores se acomodam com as formas de “dar aulas”, esforçando-se um pouco mais nas turmas “boas” e cumprindo sua obrigação nas turmas ruins...
Nesse momento observamos que: ou a formação dos professores está abaixo da crítica, ou o ambiente onde ele se insere, após sua formação, destrói toda sua possível empolgação pelo ensino.
Todos são unânimes em dizer que a remuneração do professor não está condizente com a responsabilidade que ele tem na formação da sociedade, mas não acredito que o problema esteja apenas nesse ponto!
Várias experiências foram realizadas, em diversas áreas de administração de pessoal, mostrando que os resultados positivos de um aumento salarial e de condições materiais de trabalho só surtem efeito durante os meses iniciais de sua implantação.
Em pouco tempo os professores mal formados perdem todo entusiasmo, já que o único elemento incentivador de sua qualidade e de seu esforço é o aumento do salário, coisa que perde o efeito muito rápido assim que ele se acomodar a um novo padrão de vida, com mais despesas, voltando a ter as mesmas dificuldades de antes, apenas com novos tipos de necessidades em níveis sociais mais elevados.
O professor mal formado, ou sem amor à profissão, será um eterno insatisfeito, independente do salário que venha a receber. E sua insatisfação não fica apenas na escola onde “diz que ensina”, mas também a leva para casa, mostrando-se intolerante com seu cônjuge, seus filhos e seus parentes, ampliando assim o índice de separações, divórcios e infelicidade afetiva.
Mas quando mostramos ao professor o caminho do exercício da criatividade e o prazer que uma aula bem planejada e bem adaptada às condições do momento pode proporcionar a ele e a todos os seus alunos, esse professor descobre a magia da sua profissão!
É uma profissão mágica! Não que o professor faça milagres, mas ele permite ao aluno descobrir habilidades, competências e conhecimentos que estão dentro deles mesmos, aguardando apenas um elemento incentivador. Esse elemento é o professor competente, responsável, afetivo, exigente e criativo!
Como bem disse Cláudia Castro,”(...) o professor tem que ser “seduzido”. E aí está o X da questão. Não há política de formação de professor que garanta que este profissional mergulhe de cabeça numa profissão que resulta em um saudável sacerdócio. Infelizmente não temos um detector de comprometimento... Por que educar é acima de tudo um compromisso. Compromisso com a afetividade, compromisso com a auto formação, compromisso com o “não improviso” e principalmente, um compromisso com aqueles para os quais se educa pelo EXEMPLO.”
Obrigado, Cláudia, pela sua contribuição!
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sábado, 29 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Improvisação em sala de aula
Quando li o artigo de Claudio de Moura Castro na revista Veja dessa semana, parecia que eu estava ouvindo minhas palavras em uma palestra, quando eu refutava a ideia, hoje corrente, de que o professor de hoje deve ser um mero “facilitador”!
Nunca entendi e continuo não entendendo (desculpem-me os “doutores” em educação) essa história de “facilitador”, que coloca no aluno toda a responsabilidade pela conquista do conhecimento e tira do professor a necessidade de preparar uma verdadeira aula arte, como grande parte deles fazia antes de tal moda “pegar”...
Hoje temos alguns professores que se gabam da capacidade de improvisar em sala, sem que tenham tido a preocupação de preparar sua aula, sem sequer ter pesquisado se alguma coisa mudou no assunto daquele dia, ou sem ter a menor preocupação em ligar o assunto à realidade de seu aluno, o que seria ótimo para tentar conseguir entusiasmar sua plateia e alcançar aquilo que deveria ser o seu objetivo, ou seja: estimular o aluno a gostar da sua matéria e a pesquisar mais sobre o assunto dado.
Hoje alguns desses professores se apoiam na ideia da autoconstrução do conhecimento para deixar para o aluno toda a responsabilidade pelo desenvolvimento de seu interesse pelos estudos, como se isso fosse fácil para qualquer um.
Alguns alunos são de famílias exemplares em termos de educação e de interesse pelo conhecimento. Esses obtêm resultados maravilhosos nessas aulas. Outros não têm a mesma sorte e, nesse caso, uns perdem o ânimo para o estudo, outros resolvem transgredir para aparecer e poucos resistem à situação, dão a “volta por cima” e dedicam-se ao seu próprio desenvolvimento intelectual, mas são poucos!
Para esse tipo de professor a solução é muito fácil: basta selecionar! Aprovam-se os melhores, reprovam-se os piores e expulsam-se os transgressores. Tudo muito simples! Mas alcança o objetivo maior da educação? Qual, afinal, é o objetivo da educação?
Pois bem: hoje não vou dar a minha solução para esse problema. Vou apenas apresenta-lo e aguardar comentários. Já comentei sobre soluções possíveis em meu último livro, Afetividade na Educação, mas não vou repetir nada.
Vamos discutir o assunto?
Um grande abraço a todos. Aguardo seus comentários.
O artigo pode ser lido em nosso site e comentado lá mesmo, acessando:
http://alturl.com/wu4r8
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Corrupção X Educação Política
Corrupção X Educação Política
Muita gente pode não ter percebido que, de dez anos para cá, as pessoas em função de poder não estão mais tão preocupadas em esconder as falcatruas que cometem e não tem mais a menor vergonha em serem apontadas como corruptas e ladras! A impressão que temos é a de que a população já se acostumou à salafrarice, como atitude normal e aceitável, ou então o povo se considera submisso aos políticos, como se esses fossem os senhores do poder, tendo que assistir calados às suas atitudes desonestas e corruptas.
Confesso que me faz até mal lembrar que, diariamente, mais e mais desmandos continuam ocorrendo, sem que vislumbremos algum indício de que, algum dia, alguns desses políticos tentarão passar a ter uma vida menos corrupta e mais dentro do que foram eleitos para fazerem.
Basta lermos os jornais de hoje para tomarmos conhecimento, mais uma vez, de motivos bastante justos para que o povo fizesse uma verdadeira revolução democrática contra a corrupção, encarcerando para sempre aqueles que são os responsáveis por tais abusos de poder, entre esses motivos: Aumento abusivo amoral e criminoso do salário do legislativo; Manobra política (lobby) claramente corrupta para liberação dos bingos; Desvio escandaloso de verbas milionárias para festas, shows e espetáculos culturais; Desvios de verbas em centenas de projetos com camuflagem social; Desvio de montante bilionário para obras na Bahia, Compra “criminosa” de todas as terras da margem direita e esquerda do Rio São Francisco, nas áreas que serão transpostas, por políticos ligados ao processo de transposição; Pais corruptos, dando péssimos exemplos de caráter para seus filhos e que, por isso mesmo, acobertam os crimes de seus filhos que queimam mendigos, espancam homossexuais, arrombam carros nas garagens de seus próprios prédios para comprarem drogas, desrespeitam e humilham seus professores, etc.
Algumas perguntas que me foram feitas por correio eletrônico, que servem para nossa reflexão, e que aproveito para inserir minhas respostas:
1. Se nós estivermos no poder agiremos de forma diferente ou seremos contaminados pela podridão política atual?
“A institucionalização da corrupção faz com que o político honesto seja alijado de toda e qualquer participação decisória importante, sofrendo represálias, perseguições e, inclusive, sendo ameaçado de ter seu nome envolvido em escândalo pré-fabricado, exclusivamente para eliminá-lo do meio.”
2. Se todos nós nascemos perfeitos e com todos os valores corretos (segundo Rousseau), em que momento surge, nesse ser político, a desconstrução moral, a destruição do caráter e o descaminho para a podridão da desonestidade desmedida?
“O momento surge quando a criança ou o adolescente começa a perceber o mundo à sua volta e desenvolve a sua capacidade de análise. Essa observação mostra a banalização da relação interpessoal, com exemplos de pessoas sendo beneficiadas por atitudes ilícitas, pessoas prejudicando outras em seu próprio benefício, pessoas querendo “tirar vantagem” em tudo o que fazem sem medir méritos, ou seja: “A sociedade corrompe o homem”.”
3. Há remédio para “curar” essa doença nas pessoas que já foram contaminadas e estão agindo de forma desonesta, corrupta e criminosa?
“Há dois tipos de remédios, o alopático e o homeopático. O alopático é o de maior eficácia, que é a punição exemplar, rigorosa e escandalosa, fazendo com que todos tenham receio de transgredir, ou seja, cura pelo medo! O homeopático é o que vai reconstruindo os verdadeiros valores humanos aos poucos, com exemplos e vivências, e com convencimento por meio de observação de resultados positivos.”
4. Há vacina para evitar o descaminho das crianças e adolescentes ainda em processo de formação?
“A vacina mais perfeita é a educação responsável, incluindo aí a educação política, ou seja, a educação voltada para a responsabilidade social e comunitária, além da responsabilidade pessoal, profissional e familiar.”
Observando a história do mundo constatamos que as grandes mudanças ocorreram a partir de Paris, durante a “Revolução Francesa”, provocada pelos estudantes, cujas mentes estavam ansiosas pela realização de seus ideais de vida. Mas era outro tipo de estudantes.
Os que temos hoje não se dão conta de que estão sendo “manipulados” pela massa corrupta de uma forma quase sutil, fazendo com que eles pensem que estão atuando politicamente, mas na realidade estão sendo “massa de manobra” para a continuidade do sistema atual.
Basta observarmos as festas “rave” regadas a drogas, quando os organizadores comentam, sem nenhum escrúpulo, que “nas nossas festas nunca houve caso de overdose”... Deixam bem claro que o tráfico e o consumo são livres, para que todos estejam bem “desligados” do mundo real e não atrapalhem seus planos mirabolantes para dar continuidade ao sistema corrupto sem interferência de estudantes mais esclarecidos e com verdadeiros ideais.
Basta analisarmos os procedimentos dos Diretórios Acadêmicos que, na esteira dos sindicatos de classe, passaram a seguir o modelo político corrupto e desonesto do sistema como um todo. Sei que nem todos seguem a mesma linha, mas a realidade mostra uma maioria desmotivadora...
Em nosso colégio, a Professora Jaselma, de História, me pediu para incentivar os alunos a criarem o Grêmio Estudantil e achei ótimo, desde que possamos dar aos alunos uma excelente formação em educação política antes de eles iniciarem seus trabalhos.
E a solução para a mudança definitiva, logicamente em longo prazo, está por aí! Lembrei-me do grêmio do qual eu participei. Naquela época chamávamos pessoas com excelente exemplo de vida para discutirmos as formas de também podermos contribuir para a melhoria social, por meio da escolha correta de nossas profissões.
Mas não é um trabalho fácil. Se apenas criarmos um grêmio sem um processo sério de orientação política, as influências serão as do sistema... Estaremos apenas aumentando o número de “felizes marionetes”, alimentados por “pão e circo”, e ajudando a engrossar a massa de manobra necessária à manutenção desse sistema corrupto e moralmente degradante que nos cerca hoje.
Então: Mãos à obra!
a. Educação política na escola e educação política em casa!
b. Exemplo de vida na escola (por parte dos professores) e exemplo de vida em casa (por parte da família)!
c. Apoio emocional (afetividade) e orientação disciplinar (limites) na escola e em casa!
É só isso o que precisamos! Estarei fazendo a minha parte em nosso colégio! Nossos professores serão orientados a fazerem o mesmo em suas classes todos os dias! Tenho certeza de que os pais de nossos alunos estarão fazendo o mesmo em suas casas. A mudança, certamente, ocorrerá! Precisamos apenas de mais escolas, mais professores e mais famílias fazendo o mesmo! Os resultados serão multiplicados e a abrangência cada vez maior.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Programação cerebral pela educação
(Roberto Andersen – 19/12/2010)
É fascinante o estudo do cérebro humano e, mais ainda, quando se constata a sua imensa potencialidade, mas o mais empolgante é a percepção de que, por maior que seja o avanço da ciência tecnológica baseada no funcionamento dos neurônios, mais misterioso fica o entendimento da mente humana.
É fantástico observar o nosso “hardware cerebral” composto pelos neurônios e por toda uma estrutura orgânica supercomplexa, e saber que ele é o responsável por todos os nossos pensamentos, sentimentos, emoções e atitudes.
Empolgante perceber que toda essa estrutura funciona a partir de uma programação biogenética, a princípio, mas também social, após o nascimento, programação essa que determina o estabelecimento de uma intrincada rede de interligações neurais, interligações essas que possibilitam nosso pensamento e o controle de todo nosso organismo.
Impossível não compararmos essa estrutura à dos computadores! Há diferenças imensas, é lógico! Mas há semelhanças interessantes. No computador o hardware ainda está num estágio muito atrasado, pois ainda é fixo, necessitando de substituição de peças para qualquer tipo de evolução, ou “upgrade”.
E a nossa estrutura fixa? Para começar ela nem é propriamente fixa! Muito pelo contrário, ela inicia num tamanho ínfimo, no momento da fecundação, e evolui de acordo com uma programação biogenética, durante toda a vida. É como se comprássemos apenas o processador do computador e, a partir dele, o computador inteiro fosse crescendo e se formando até estar com teclado, mouse, monitor, CPU, etc. Quem sabe, um dia, teremos esse tipo de máquina?
E a programação? O computador, em sua instalação inicial, recebe uma programação (software básico) para o exercício das suas atividades. Nós também! A nossa parece vir na nas células tronco.
A básica do computador vem no processador e as complementares são instaladas no disco rígido. Elas são desenvolvidas pelos engenheiros de sistema, de acordo com uma finalidade específica e será alterada, a depender da necessidade, pelo seu operador, para alcançar os seus objetivos de trabalho.
A nossa é recebida dos nossos pais, uma delas traz as características da nossa espécie (programação biológica) e a outra vem com as características específicas das linhagens das duas famílias (genética) e também será alterada ou complementada por nós mesmos, de acordo com a nossa vontade, embora sofrendo as influências do meio.
E é nesse entendimento que surgem os maiores mistérios. A cada dia descobre-se mais um pouco sobre o funcionamento de toda a máquina biológica, incluindo aí os complicados mecanismos cerebrais, mas quem é o responsável pelas alterações de programação?
Existe a influência da sociedade, da mídia, da educação doméstica, da educação escolar, mas existe a necessidade da aceitação dessa influência para que a programação faça efeito, ou seja, nossa máquina escolhe se quer ou não seguir a programação pré-estabelecida. Que força é essa que está acima da programação e que permite ao ser humano escolher seus próprios caminhos?
Aí está a grande diferença entre o aparelho cibernético, característico do computador, e o aparelho psíquico, característico do ser humano. O funcionamento cibernético ainda está num estágio possível de ser explicado em detalhes pelos seus engenheiros e programadores, mas o psíquico tem apresentado, a cada dia, mais mistérios em seu entendimento, alguns tão inexplicáveis ao ponto de criar perplexidade aos profissionais dedicados a esses estudos.
Para entender o aparelho cibernético prepara-se o analista de sistemas. Para o entendimento do aparelho psíquico surgem médicos e terapeutas, entre eles os neurologistas, psiquiatras, psicanalistas, psicólogos, psicopedagogos, neuropedagogos, etc., cada um estudando uma diferente área na tentativa de encontrar explicações para as anomalias e cura para as enfermidades.
A complexidade do ser humano e das suas anomalias exige o estudo profundo e especializado de cada uma das suas áreas, ficando cada vez mais difícil encontrar um profissional que consiga entender do ser como um todo.
Exatamente por causa dessa dificuldade é que o entendimento da criança e do adolescente precisa de um estudo especializado em generalidades! Sim! Generalidades! Só a visão globalizada envolvendo todos os aspectos comportamentais, cognitivos, psíquicos e emocionais poderá evitar erros gravíssimos nesse entendimento.
O estudo das disciplinas pedagógicas é o primeiro passo para esse entendimento. As complementações psicopedagógicas e neuropedagógicas ampliam o horizonte desse entendimento e reduzem, substancialmente, muitos erros.
Os defeitos na máquina cibernética são lógicos e, portanto, facilmente identificados. Os defeitos na máquina humana são fruto de uma complexidade lógica, orgânica, psíquica e emocional, fazendo com que os mesmos sintomas possam ter significados completamente diferentes, a depender da pessoa e de seu estado psíquico.
Essa realidade do ser humano, que desespera quem espera uma “receita de bolo” no entendimento da criança e do adolescente e na relação educacional com eles, é o que entusiasma quem gosta de desafios, porque há sempre uma possibilidade de exercermos o papel do “programador cerebral” e reconfigurarmos partes importantes da mente da criança e do adolescente no intuito de resgatar sua autoestima, sua força de vontade e suas perspectivas de vida.
Então, para quem gosta de desafios, essa relação entre pais e filhos e entre professor e alunos é um verdadeiro paiol inesgotável de situações e realidades prontas para serem trabalhadas.
E para o IUPE, nosso instituto de pesquisa e educação, cujo trabalho é exatamente desenvolver metodologias, aplicá-las, analisar seus resultados e aperfeiçoá-las, esses desafios são fundamentais!
E para quem quer fazer o mesmo ou acompanhar nosso trabalho aqui vão alguns passos importantes e imprescindíveis para programar nosso cérebro e o de nossos filhos e alunos:
a) Realidade da criança:
Observe cada aluno ou seu filho e analise a sua realidade cognitiva, psíquica e comportamental. Preste atenção às suas habilidades, capacidades e potencialidades desenvolvidas.
Se há alguma anomalia, seja ela qual for, esqueça suas impossibilidades e dificuldades, pois elas em nada nos ajudam e, pelo contrário, só atrapalham o planejamento de nosso trabalho e reduzem a nossa autoestima e a da criança, que tudo percebe. Identifique apenas as suas possibilidades, habilidades e capacidades, para trabalharmos a partir delas.
b) Autoestima:
Analise se seu filho ou seus alunos demonstram alguma baixa na autoestima e, caso isso seja constatado, inicie, imediatamente, um trabalho de resgate! Há vivências e atividades apropriadas para isso e elas devem ser colocadas em prática imediatamente.
c) Relação familiar:
Analisar o seu ambiente familiar, em casa, e a relação familiar e social dos seus alunos, para planejar mudanças, no caso da sua família e, sugestões por meio de reuniões de treinamento parental, no caso das famílias de seus alunos.
d) Relação pai-filho e relação professor-aluno:
Fazer uma autoanálise na sua forma de se relacionar com cada um de seus filhos e com cada um de seus alunos. É imprescindível que eles confiem em você, admirem seu exemplo de vida e gostem de você. Se isso não estiver ocorrendo procure erros em você, nunca neles!
e) Cuidados com o cérebro:
Programar para você, seus filhos e seus alunos a realização rotineira de técnicas de nutrição e ginástica cerebral, para facilitar o desenvolvimento intelectual, criativo e emocional.
f) Curiosidade intelectual e espírito científico:
Leia muito! Estude muito! Pesquise muito! E desenvolva o prazer em fazer isso! Aí, sim, crie formas de estimular seus filhos e seus alunos a fazerem o mesmo. Nunca os mande fazer aquilo que você não gosta de fazer e só faz por obrigação.
Concluindo: Vamos à prática?
Um grande abraço e lembro que estou à disposição de vocês por e-mail (robertoandersen@gmail.com) ou presencialmente em nosso instituto (IUPE), onde estou preparando o novo programa educacional para os alunos de nosso colégio em 2011. Dessa vez o aluno estará sendo estimulado a desenvolver a criatividade e o espírito científico desde o sexto ano do Ensino Fundamental. Vamos ver os resultados no final de 2011!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Educação: polêmica nacional
EDUCAÇÃO: POLÊMICAS NACIONAIS
Com a notícia, publicada na Folha de São Paulo de ontem, da aprovação, pelo MEC, das Novas Diretrizes para o Ensino Fundamental de nove anos, algumas coisas me chamaram a atenção.
Tenho muitas críticas à forma como foi feita a troca dos oito para os nove anos, achando eu que nenhuma estrutura na burocracia dos registros escolares precisaria ter sido mudada, já que a única diferença entre os oito anos anteriores e os nove anos atuais foi a inclusão da série anteriormente chamada de alfabetização, como 1º ano do novo sistema de nove anos.
E como o sistema particular de ensino de nosso país já continha essa série como última série de um grupo de quatro anos de Educação Infantil, em nada mudou, exceto pela imensa dificuldade de efetuar os registros escolares, ora atendendo ao regime anterior e ora ao regime atual.
Bastava que o governo determinasse a inclusão, no sistema público de ensino, da série chamada de alfabetização e determinasse que a matrícula para essa série fosse obrigatória para as crianças que completarem seis anos de idade.
Mais tarde o governo poderia pensar em fazer o mesmo para as demais três séries da Educação Infantil, dando oportunidade a matrícula, no sistema público de ensino, a todas as crianças a partir dos três anos de idade.
Aí sim, estaria sendo iniciada a revolução positiva no ensino desse país. O resto é querer ganhar pontos de audiência com atitudes de puro exibicionismo sem resultado prático algum!
Mas minha observação hoje não é essa! Apenas eu não consigo ficar calado, ou melhor, sem escrever, quando vejo algo escrito sobre as mudanças do sistema de oito para nove anos...
Minha observação é sobre o que os conselheiros nacionais de educação determinam, mas que parece estar sendo mal interpretado pela sociedade, no texto publicado na reportagem e que resumo abaixo:
1. Os alunos devem ser plenamente alfabetizados até os oito anos de idade.
2. Os alunos não devem ser reprovados até o terceiro ano dessa etapa.
3. As crianças têm direito de aprender e as escolas devem assegurar todos os meios para que o letramento ocorra até os oito anos de idade (não é uma concepção simplista de que defendemos a aprovação automática).
4. Cada criança tem seu ritmo e por isso cada uma delas será alfabetizada num momento diferente, por isso um período de alfabetização até os oito anos de idade, sem reprovações nessas etapas.
Então vamos a nossa análise, agora com base nas nossas pesquisas e na aplicação prática dos resultados que obtemos em nossa metodologia.
O nosso professor não é formado para entender o que está escrito nesses quatro itens, mas sim para tentar fazer com que o aluno aprenda o que está determinado no conteúdo daquela série em que ele está matriculado, esquecendo que educar não é “enfiar” conteúdo na cabeça das crianças!
Nessa hora eu gostaria de usar a frase de Comenius, em sua obra Didacta Magna, escrita no século XVII: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”.
Vamos, então, ver o que o professor encontra em sala, e como ele é preparado para agir:
Se ele encontra o aluno dentro do padrão “X”, que são os que absorvem, entendem e progridem dentro do que está especificado nos livros textos daquela série, no caso 1º, 2º e 3º ano no Ensino Fundamental de nove anos, o professor consegue “ensiná-lo”, ele é alfabetizado no tempo certo e todos ficam felizes e satisfeitos.
Já no caso dele encontrar o aluno dentro do padrão “Y”, que são os que demoram muito a absorver o conteúdo, têm dificuldade de entendimento e não acompanham os colegas da sala, o professor não consegue “ensiná-lo”, pede para chamar os pais e leva-lo ao neurologista, ou simplesmente o reprovam.
Quando o professor encontra o aluno do padrão “Z”, aqueles que apresentam tanta facilidade e tanta rapidez no entendimento que não conseguem ficar quietos em sala, levantam toda hora e implicam com os colegas, o professor também não consegue “ensiná-lo”, pede para chamar os pais e leva-lo, também, ao neurologista, porque a criança é hiperativa (já diagnosticado pelo próprio professor) e deve iniciar seu tratamento com Ritalina (já receitada pelo próprio professor...).
Ora! Eu sou professor também e, portanto, não estou falando mal de uma classe diferente da minha, mas da minha, e não estou falando mal, mas analisando uma realidade! Porque sei que essa é a nossa tendência, já que somos formados sem a menor noção do que seria entender criança diferente do padrão estabelecido!
Então, quando lemos que a autoridade de educação pede para que os três primeiros anos sejam entendidos como um “pacote de alfabetização” e que não deve haver reprovação, já que cada criança vai se desenvolver num tempo próprio e que esse tempo para uma pode ser um mês e para outra, três anos, somos levados a entender que as autoridades querem “forçar” uma aprovação em massa! Mas não é nada disso! É a realidade!
É a realidade, mas para um professor que não está sendo preparado em nosso país! Os nossos estão sendo preparados para turmas homogêneas, ou que deveriam ser homogêneas. Quem estiver fora do padrão deve ser “eliminado”.
O professor que a criança precisa é o professor preparado para classes multiseriais, ou seja, aquele que desenvolve a capacidade de se dedicar de forma diferente e com conteúdo diferente a cada grupo de alunos em uma mesma sala de aula.
E essa é a realidade de todas as salas de aula desse país! Não encontrei, até hoje, uma sala em que não houvesse alunos tipo X, tipo Y e tipo Z. O que é o mesmo que dizer que a sala é multiserial, pelo menos no que diz respeito à capacidade cognitiva dos alunos.
Concluindo:
Sou terminantemente contra, mas tenho que aceitar, a mudança da estrutura do Ensino Fundamental de oito para nove anos, já que, no meu entender, bastava inserir a alfabetização antes da primeira série, como sempre foi feito em todo o ensino privado no Brasil. Isso só está causando uma tremenda “dor de cabeça” às secretarias escolares para oficializar os registros de notas e séries.
Sou terminantemente a favor da não reprovação nas três séries iniciais, já que o importante nessa fase é o entendimento, a compreensão e a ajuda pessoal do professor a cada aluno, estimulando seu interesse pelo estudo e descobrindo suas habilidades para despertar sua autoestima.
Mas vou mais além: nosso entendimento de classe multiserial não deve ficar apenas nas três primeiras séries escolares, mas deve se estender a todas as demais séries do Ensino Fundamental e Médio, já que a sempre haverá os três tipos de alunos, fora os que apresentam anomalias, que são ainda mais diferentes! E todos, ao que eu saiba, merecem respeito, consideração e têm direito à educação.
Vamos, então, repensar a forma como nos dedicamos à avaliação, à cobrança e a consequente aprovação ou reprovação de nossos alunos. Será que estamos dando mais importância à cobrança do que ao ensino? Será que não seria mais produtivo se, ao invés da simples cobrança, nos dedicássemos a encontrar meios, estratégias e metodologias para despertar o interesse pela matéria, despertar o espírito crítico, despertar a curiosidade pela leitura e despertar o entusiasmo pela produção própria?
Fica aqui o desafio!
Publicado também em: http://alturl.com/ewp5k
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