quinta-feira, 29 de agosto de 2019
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Inclusão: Aluno especial pode ter carga horária reduzida?
Nosso enfoque hoje é o tempo que um aluno especial consegue
se manter em sala sem iniciar seu processo de estresse.
Iniciamos alertando para as diferentes formas de interpretar
as leis. Se, na interpretação de uma legislação inclusiva, a atitude decorrente
puder prejudicar o aluno, ou não entendemos esse trecho da Lei, ou a Lei está
errada!
Temos que partir do princípio de que cada Lei foi elaborada
e promulgada para cumprir um determinado objetivo. E os objetivos das Leis de
Inclusão são claramente os de não prejudicar os alunos com qualquer tipo de
deficiência.
A pergunta de hoje é:
O aluno especial pode ser retirado de sala quando se cansar?
Ou deve cumprir obrigatoriamente todo o período da aula dentro da sala, assim
como os alunos neurotípicos?
Na Nota Técnica 24 de 2013, do MEC, que faz parte do estudo
sobre a Lei do Autista, diz o seguinte:
NOTA TÉCNICA Nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE Data: 21 de
março de 2013. Assunto: Orientação aos Sistemas de Ensino para a implementação
da Lei nº 12.764/2012
Organização de todas as atividades escolares de forma
compartilhada com os demais estudantes, evitando o estabelecimento de rituais
inadequados, tais como: horário reduzido, alimentação em horário diferenciado, aula
em espaços separados;
Embora essa Lei seja para o autista, é importante que seja
entendida também como se fosse para todos os demais alunos com deficiências
intelectuais.
Mas vamos entender essa explicação dada na Nota Técnica para
a aplicação da Lei do Autista. Ele diz que deve se EVITAR a redução de horário
e a aula em outro espaço. EVITAR não significa PROIBIR. Todo professor tem que
ter o bom senso de entender quando o aluno deve ficar e quando ele poderá sair.
O que essa NOTA quer evitar é que os professores REGENTES DE
CLASSE que não estão querendo se atualizar para dar uma aula inclusiva,
expulsem o autista da sala, como tenho recebido diversos relatos.
Esse REGENTE diz ao acompanhante especializado: “Leve seu
autista lá para fora, para não atrapalhar a minha aula”
O autista não é do Acompanhante Especializado, mas sim do
Professor Regente!
Mas se o professor, seja o regente ou seja o acompanhante
especializado, percebe que o autista alcançou o seu limite de tolerância para
se manter em sala, aí sim, ele pode ser levado para outro ambiente, para
recuperar o ânimo.
O cérebro de qualquer pessoa com deficiência, gasta muito
mais energia para seu processamento de raciocínio, do que o cérebro de uma
pessoa neurotípica.
Por isso que não devemos forçar a continuidade de uma
atividade, a partir do momento que o cérebro já está esgotado e poderá entrar
em estresse.
Então que fique claro que não existe nenhuma Lei proibindo o
aluno autista, nem os deficientes intelectuais, de reduzirem seu tempo em sala,
a partir do momento de seu esgotamento.
Se esses alunos fossem obrigados a permanecer, eles estariam
tendo seus cérebros forçados e entrariam em estresse, o que significaria
prejuízo para o seu desenvolvimento.
A Nota Técnica 24 foi muito boa para evitar que alguns
professores regentes queiram “se livrar” dos alunos especiais de sua sala.
Alguns chegam a exigir que o especial esteja “dopado” por
meio de Risperidona, Aripiprazol, Rivotril e outras drogas, para que ele
consiga dar sua aula... mas para os outros! Nunca para esses!
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
sábado, 10 de agosto de 2019
Maconha e a formação cerebral no adolescente ed2
Um assunto que muito nos preocupa é a propaganda acintosa e irresponsável sobre a maconha, feita por algumas revistas e outras mídias em geral.
Antes de nossa conversa é bom deixar claro que eu não estou aqui para tentar dizer a ninguém que não faça uso dela ou daquela droga. Não é esse o caso!
Estou apenas alertando para essas propagandas irresponsáveis que chegaram a me assustar, tal a estratégia da colocação da mentira em forma de manchete bem chamativa!
A manchete diz que a maconha só faz mal a pessoa se o cigarro queimar seus lábios... OU seja: não faz mal algum!
Partindo do princípio de que grande parte das pessoas só leem as manchetes dos artigos, já dá para imaginar que, se a intenção era a de aumentar o consumo para que os traficantes obtenham mais lucro, esse objetivo já vai ser alcançado.
Um outro grupo de pessoas chega a ler o artigo, mas desses, uma grande parte não chega até o final, parando antes do último parágrafo.
Pois bem: o próprio artigo publicado nessa revista, artigo esse sério e com referências reais a institutos de pesquisa de credibilidade, mostra, em seus últimos parágrafos, exatamente o mal que a maconha faz.
A conclusão desse artigo é que existe suspeita de que o aumento de número de casos de doenças psiquiátricas, ente elas a esquizofrenia, está associado ao uso continuado da maconha.
Isso é muito sério e deve ser divulgado. Ou seja: Quer continuar fazendo uso da maconha ou de outras drogas? Faça! Mas é importante que todos saibam o risco que estão correndo. Que existe a possibilidade de que o uso continuado possa trazer doenças psicogênicas, e que essas doenças não têm cura! E que elas destroem a mente da pessoa e destroem, por isso, a sua vida!
Na penúltima quarta-feira tivemos uma reunião na Academia de Ciências de Nova York exatamente sobre a relação entre a maconha e a formação cerebral dos adolescentes.
A conclusão do encontro foi a de que está confirmada a possibilidade do desenvolvimento da esquizofrenia, assim como a incidência de AVC, ou seja, infarto, em adolescentes ou jovens com histórico de uso continuado da droga.
A dificuldade que os pesquisadores tinham em fazer a relação entre AVC precoce e maconha estava no fato de que as pessoas não confessavam o uso da droga. Como hoje as pessoas se sentem mais livres para comentar sobre isso, a relação ficou mais evidente.
Mas isso é para todas as pessoas que consomem a maconha? Não! Cada organismo reage de forma diferente em relação ao consumo de qualquer substância, incluindo as drogas. Para umas os efeitos danosos surgem muito rapidamente, enquanto que para outras pessoas esses tais efeitos só aparecerão muito mais tarde.
Isso ocorre também com alimentos e com remédios. Algumas pessoas não toleram alguns tipos de alimentos. Outras reagem negativamente a alguns medicamentos, e assim por diante.
Mas vamos a mais uma “bomba”!
Um estudo publicado hoje, dia 8 de junho de 2016, pela Neuroscience News, intitulado: “Como o uso continuado da maconha altera os circuitos de satisfação cerebral” (sob a responsabilidade da Dra. Francesca Filbey, diretora de pesquisas em neurociência cognitiva e professora no Centro de saúde Cerebral da Escola de Ciências Cerebrais e do Comportamento), mostra mais um danoso efeito colateral da maconha. Esse passa a ser o terceiro efeito danoso comprovado.
O estudo foi publicado originalmente na revista Human Brain Mapping e seu resumo está na Neuroscience News de hoje.
Após experimentações realizadas pela primeira vez, com imagens de ressonância magnética funcional, concluiu-se que o uso contínuo de maconha altera os circuitos de satisfação natural do cérebro, praticamente eliminando as demais formas de satisfação, em detrimento à satisfação obtida pelo uso da droga.
A ocorrência dessa alteração indica exatamente o ponto de transição entre o uso recreativo da
maconha e o seu uso problemático e perigoso.
Agora atentem para esse detalhe nessa última descoberta:
Nós sentimos satisfação natural devido a uma série de fatores, como por exemplo: diversas atividades físicas, atividades lúdicas, passeios, relações afetivas, abraços, amor, sexualidade, etc.
Tudo isso nos traz a alegria de viver, ou seja, a parte mais agradável da vida!
Pois bem: com o uso continuado da maconha haverá a alteração desses circuitos cerebrais de satisfação natural, praticamente eliminando todas as demais formas de excitação natural dessa satisfação pessoal, emocional e psíquica, ficando tais satisfações atreladas exclusivamente ao uso da droga.
A pessoa passa a não se satisfazer com mais coisa alguma que não seja a própria droga. Isso é bom? Claro que não! Então é muito importante que todos saibam disso, para evitar que sejam surpreendidos com uma ausência total de excitação que estimule os seus canais de satisfação emocional e psíquica.
Acredito que o que mais precisamos fazer agora é analisar o que leva tantos jovens e adolescentes a necessitar de algo diferente para sua satisfação, embarcando no consumo de drogas que acabam destruindo a sua felicidade afetiva e sexual futura.
Esses motivos são os que devem ser analisados com muito cuidado porque, simplesmente insistir para que não usem drogas não dá resultado algum!
Analisar as carências, as insatisfações, as ansiedades, para tentar encontrar estímulos para que a pessoa comece a aproveitar as maravilhosas formas de satisfação natural à nossa disposição todos os dias!
As carências afetivas são as que mais levam crianças, adolescentes e jovens a procurar artifícios que supram suas necessidades. Alguns precisam apenas se sentir parte e um grupo que os acolha e que os aceite como ele é, ou como ele acha que é.
Muitas vezes todos os componentes desses grupos estão na mesma situação de carência, o que faz com que não haja satisfação mútua, mas sim a procura de artifícios, entre eles a maconha, para a satisfação temporária de todos.
Uma terapia de grupo poderia ajudar muito, evitando a apelação para o uso de substâncias que tanto prejudicam a felicidade futura desses jovens, ainda mais quando se sabe que isso afetará a sua saúde sexual.
Mas a maconha não é usada como remédio? Sim! Não só elas como todas as demais drogas são utilizadas como medicamento. Assim é com a maconha, com a cocaína, com a morfina, etc.
Todo remédio é uma droga!
E assim como as drogas ilícitas, os remédios também têm efeitos colaterais danosos ao organismo e, por isso mesmo, não devem ser tomados sem que haja real necessidade.
Nós não vamos tomar um remédio simplesmente por recreação! Mas sim porque precisamos dele para curar algum tipo de enfermidade.
A Ritalina, a Risperidona, o Gardenal, o Tegretol e todos os demais, todos são danosos ao organismo, mas se forem necessários serão prescritos e deverão ser consumidos.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Orientação adolescente aprendizagem
Nossa conversa de hoje é para responder a uma série de
perguntas que meus amigos adolescentes mandaram (e continuam mandando).
Muitas perguntas vieram, principalmente de Passo Fundo e
Mato Castelhano, no Rio Grande do Sul, de Seabra, na Chapada Diamantina-BA, de
Ipixuna do Pará.
Sintetizando as dúvidas:
Como posso conseguir ter foco na aula sem me distrair?
Como posso aprender uma matéria que “não entra” na minha
cabeça?
Como posso fazer com que o assunto dado na aula fique
gravado na minha mente para sempre e eu não precise estudar ele de novo na véspera
da prova?
Antes, então, de responder às perguntas, vamos fazer uma rápida
análise da escola atual, do ensino e da aprendizagem que resulta disso tudo.
Sabemos que ainda somos um dos piores países do mundo em
aprendizagem, embora, nas escolas, esses alunos passem de ano e até tirem boas
notas! Mas nos concursos... decepção total!
Nessa análise comecemos pelo sistema de avaliação:
Vamos supor que a média mínima da escola seja 6,0.
Um aluno faz uma prova e tira 5,0.
Qual a atitude desse aluno?
Vai estudar os assuntos das questões que não acertou, para
garantir sua aprendizagem futura.
Joga a prova fora e vai estudar (decorar) o assunto da
próxima prova, nem que passe a noite toda em claro, para tirar 7,0, e compensar
a média para passar.
Ignora tudo isso e continua na mesma, acreditando que vai “ser
passado” na recuperação.
Nenhuma das respostas acima.
Quando eu apresentei essa questão, as respostas foram letra
b) e c). Nenhuma resposta foi a)
Então, esses alunos que não acertaram algumas questões,
continuarão sem saber o assunto, já que o único interesse do aluno é pela nota,
e nunca pelo assunto a ser aprendido.
Esses assuntos serão esquecidos para sempre! E as notas nos
boletins não vão servir para nada além de: “passar de ano”... Concursos,
vestibulares e ENEMs, nem pensar...
Essa é a nossa realidade. Basta essa questão para
entendermos as razões para o fracasso na aprendizagem no nosso país.
Agora sim. Vamos à solução, cujos pontos principais estão exatamente
nas perguntas de vocês!
Primeira pergunta: Como posso conseguir ter foco na aula sem
me distrair?
São duas respostas para essa pergunta.
Primeira resposta:
Vocês já ouviram falar da “sala de aula invertida”? Um sistema
que ficou famoso na mídia por ser o adotado na Finlândia e outros países, cujo
nível de aprendizagem está lá em cima?
Pois é mais ou menos isso:
Você só precisa saber quais os assuntos que serão dados nas
aulas do dia seguinte e se planejar para fazer a LEITURA DO ASSUNTO no módulo, ou
no livro, e fazer uma rápida pesquisa na internet.
Não é ESTUDAR. É simplesmente LER.
Isso vai fazer com que, na hora da aula, o assunto já está
sendo processado pelo seu cérebro e, com isso, até dúvidas sérias aparecem,
coisa que é muito difícil de acontecer quando se tem contato com um assunto pela
primeira vez.
Como o cérebro já está preparado, o interesse pelo assunto
passa a ser maior, e com isso a dispersão fica muito menor.
Segunda resposta para a mesma pergunta:
Analise sua alimentação e suas atividades físicas e seu
estresse:
Na alimentação verifique se está correta e se você está
evitando coisas que desanimam, deprimem e prejudicam o cérebro, como
refrigerantes, doces em excesso, açúcar branco, muito glúten, conservantes e
corantes.
Nas atividades físicas verifique se você está realizando
alguma coisa pelo menos três vezes por semana.
Em relação ao estresse, faça um planejamento de só entrar
nas redes sociais, ou jogos, duas vezes por dia, cada vez no máximo cinquenta
minutos.
Com isso você estará preparado para vencer na vida, com
certeza, mesmo seus amigos reclamando que você os deixou “no vácuo”.
Segunda pergunta: Como posso aprender uma matéria que “não entra”
na minha cabeça?
Também é simples.
Nosso cérebro não tem limites. Sua capacidade está muito
além daquilo que a própria ciência dizia há cerca de um ano! A última
descoberta, feita pelos cientistas de Lausane, na Suíça, mostra que ele trabalha
em até onze dimensões.
Nem sabemos o que isso significa, mas sabemos que leva a nossa
potencialidade intelectual para muito além do que poderíamos imaginar. Só precisamos
deixar ele trabalhar e estimulá-lo todos os dias.
Então temos capacidade de entender qualquer matéria
Precisamos apenas usar uma técnica de convencimento
cerebral, baseada na neurolinguística, que é a seguinte:
Pegue o livro ou módulo dessa matéria que está difícil e procure
ler os assuntos anteriores, até achar um que você estava entendendo.
Por exemplo: você está sem entender divisão de polinômios.
Ao andar para trás você percebeu que nem a divisão você entendeu. Mais para trás
você, enfim, descobre onde está o seu “ponto de entendimento” na matéria.
Ao descobrir isso, faça todos os exercícios do nível desse seu
“ponto de entendimento” e fique satisfeito por ter acertado a maioria deles!
Isso servirá para mostrar ao seu cérebro que você entende essa matéria, embora
o professor já esteja bem mais adiante com a turma.
Vá, então, ao professor, e conte que fez esse teste e que
descobriu que você está entendendo tudo até a página “X”, e peça a ele alguma
sugestão para dar andamento ao seu estudo, para alcançar o nível do resto da
turma.
Como já aconteceu o desbloqueio do seu cérebro, essa
recuperação será tranquila. E você passará a ter facilidade nessa matéria daqui
para a frente.
Terceira pergunta: Como posso fazer com que o assunto dado
na aula fique gravado na minha mente para sempre e eu não precise estudar ele
de novo na véspera da prova?
Essa resposta precisa que a gente entenda como se dá a
aprendizagem cerebral.
Então, antes de respondê-la, vamos ver como funciona a aprendizagem.
Embora o processamento da aprendizagem seja bastante
complexo, podemos criar um modelo compatível com essa realidade, para efeito de
entendimento. Aqui vai ele:
Durante uma aula, uma leitura de um livro, uma palestra ou
uma videoaula, nosso cérebro processará as informações na sua “memória de
trabalho”, que é constituída pelas redes neurais localizadas no hipocampo.
Durante o sono esses arquivos serão levados ao córtex
cerebral, para serem arquivados definitivamente, na memória consolidada.
Então precisamos que o cérebro, durante o sono, saiba
exatamente quais são as memórias certas a serem consolidadas, e não perca tempo
levando coisas que nada tenham a ver com a nossa aprendizagem.
E, analisando o processamento do raciocínio durante o estudo
percebemos que, se estivermos escrevendo durante as aulas, os estudos e as
leituras, o cérebro registra todo aquele estudo como assunto importante a ser
transferido.
Já os assuntos que foram apenas ouvidos ou lidos, ficarão em
segundo plano e só serão memorizados na parte consolidada, se houver tempo suficiente
para isso.
Sabendo disso, vamos a técnica para responde a essa terceira
pergunta:
Repetindo ela:
Terceira pergunta: Como posso fazer com que o assunto dado
na aula fique gravado na minha mente para sempre e eu não precise estudar ele
de novo na véspera da prova?
Basta que você:
Primeiro: Estude os assuntos, no mesmo dia em que eles foram
dados em aula.
Segundo: Que você faça as tarefas de casa no mesmo dia em
que elas foram passadas.
Terceiro: Que todos os momentos em que estiver assistindo uma
aula ou estudando alguma coisa, você sempre esteja escrevendo num caderno. Digitar
no computador, no tablet ou celular não adianta nada. Tem que ser escrevendo
mesmo.
CONCLUSÃO
Seguindo essas três respostas às três perguntas que vocês me
mandaram, vocês vão perceber que vai começar a sobrar espaço no seu dia para
vocês usarem para seu lazer.
E a aprendizagem vai chegar aoa ponto em que você jamais
precisará estudar em véspera de prova.
E mais tarde você verá que ENEM, Concursos e Vestibulares
passarão a ser apenas um momento de ir buscar sua classificação, para escolher
a Universidade Pública que tenha o curso que você deseja fazer.
Qualquer dúvida mande suas mensagens para mim.
E quando eu estiver em suas cidades venham para nossos
encontros específicos para alunos, como tivemos agora em Passo Fundo, no Rio
Grande do Sul, mas tragam todas as suas dúvidas!
Forte abraço e até mais.
terça-feira, 30 de julho de 2019
segunda-feira, 29 de julho de 2019
terça-feira, 23 de julho de 2019
sábado, 20 de julho de 2019
quarta-feira, 17 de julho de 2019
quinta-feira, 11 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
domingo, 30 de junho de 2019
quinta-feira, 27 de junho de 2019
sábado, 22 de junho de 2019
quinta-feira, 20 de junho de 2019
quarta-feira, 12 de junho de 2019
domingo, 9 de junho de 2019
quinta-feira, 6 de junho de 2019
terça-feira, 4 de junho de 2019
Atendimento Educacional Especializado
Como identificar se o aluno tem algum tipo de dificuldade de
aprendizagem e se ele vai precisar, ou não, de atendimento especializado (AEE)?
Quem pode fazer essa identificação e encaminhar o aluno, ou não,
para o AEE?
De quem é, afinal, a responsabilidade pela identificação e
encaminhamento de um aluno para o AEE.
É do profissional de medicina ou do
profissional de educação?
Vamos ver a responsabilidade e a competência de cada um?
Medicina:
É da competência dos profissionais de medicina o tratamento
clínico e cirúrgico das enfermidades, doenças, transtornos, síndromes,
deficiências e tudo o mais ligado ao funcionamento incorreto do organismo e da
psique humana.
Para isso eles devem se atualizar, constantemente, para entender
como tratar pessoas com qualquer dessas características.
Educação:
É da competência dos profissionais de educação garantir a
aprendizagem e estimular a autonomia de seus alunos com ou sem enfermidades,
doenças, transtornos, síndromes, deficiências e tudo o mais ligado ao
funcionamento incorreto do cérebro.
Para isso os profissionais de educação devem se atualizar,
constantemente, para entender como desenvolver a capacidade cognitiva e
permitir a aprendizagem das pessoas com qualquer dessas características.
Conclusão:
Visto isso, então, qual dos dois precisa estar preparado
para entender de autismo, síndrome de down, dislexia, discalculia, síndrome de
Irlen, transtorno de desenvolvimento intelectual, e todas as demais comorbidades?
Se for para tratamento clínico, é o profissional de medicina!
Se for para acompanhamento educacional, é o profissional de
educação.
Dúvidas importantes:
P- Como posso, como educador, fazer essa avaliação, se não
conheço essas doenças, síndromes nem transtornos?
R- Como já vimos, é obrigação do educador conhecer, e se manter
atualizado, em relação aos sintomas que tragam dificuldade de aprendizagem, da
mesma forma que é obrigação do médico manter-se atualizado, constantemente, em
relação a todas as características dos alunos que necessitem de algum
tratamento clínico ou cirúrgico.
Para isso devem os profissionais, sejam de educação, de
medicina ou de qualquer outra profissão, aproveitar todas as oportunidades de
se capacitar, para permitir o bom desempenho de sua missão.
P- A equipe pedagógica definiu que um aluno precisa de
atendimento pelo AEE, mas não sabe como enquadrá-lo na lista de público alvo do
AEE. Como fazer?
R- A equipe lista os sintomas e analisa em qual das deficiências listadas esses sintomas mais se assemelham. Ao descobrir como fazer o enquadramento, a equipe decide, em parceria com a família, e registra no Laudo Pedagógico, e o encaminha ao AEE.
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Reflexões X Angústias - Uma aprendizagem traumática
Reflexões são necessárias a cada momento.
Viver sem refletir pode significar “passar pela vida” sem se
encontrar, sem se entender, sem sequer saber qual o seu verdadeiro EGO.
Viver sem refletir pode nos levar a “seguir a manada”, a
adotar como seu, o pensamento do grupo, assumir como sua, a vontade dos que o
cercam...
E isso vem trazendo, aos poucos, a natural, e angustiante,
perda de identidade. É a identificação total com o coletivo.
Não há pessoa. Não há EGO. Há apenas o cumprimento de uma
rotina repetitiva, com alguns momentos de lazer e distração.
Mas até esse lazer parece, também, fazer parte de uma grande
programação...
São zumbis ou simples marionetes, ingenuamente se achando
gente real, mas enganados, como nos foi mostrado em Matrix.
E, aos poucos, o hemisfério direito cerebral vai se deteriorando,
para sermos transformados em simples máquinas lógicas, sem qualquer emoção,
para alcançar algum objetivo do sistema, mas nunca um objetivo pessoal.
A deterioração já teve seu início, quando o homem, na busca
de objetivos coletivos, embarcou numa rotina repetitiva e angustiante.
A repetitividade já havia sido associada, por Freud, à
pulsão de morte. Ela é um elemento destruidor do próprio EGO.
A continuidade da deterioração veio com a evidente escravidão
do homem à dinâmica das redes sociais, sendo dominado pelo seu celular.
Um processo vicioso provocador dos mesmos sintomas que,
antes, estavam relacionados apenas ao consumo excessivo de drogas.
E agora, para eliminar, de vez, com a área emocional da
mente humana, vem a proposta da singularidade, feita pelos gurus da tecnologia,
pretendendo incorporar, aos poucos, o homem à máquina, para tornar mais eficaz
e mais rápido o raciocínio humano.
O primeiro aviso foi em Matrix. O segundo pela escravidão às
redes sociais. O derradeiro vem com a singularidade.
Mas não há qualquer outra opção?
Como podemos nos manter imunes a tal transformação?
Lógico que ainda temos essa oportunidade.
A escolha do caminho ainda está nas nossas mãos, ou melhor, em
nosso cérebro e, para ser mais preciso, na utilização correta da nossa mente.
Enquanto existir a satisfação emocional que permite a construção
permanente da estrada da felicidade, o homem lógico jamais superará o homem
emocional.
E se muitos optarem por essa estrada, outros perceberão o
que estão perdendo, e poderão seguir os mesmos passos.
O caminho é o planejamento de cada dia como um dia de prazer
e de satisfação pessoal.
Para isso existe a reflexão, permitindo a entrada bem dentro
de nosso EGO, visando buscar a nossa identidade mais escondida e trazendo ela à
tona, para vivenciar o dia e viver a vida.
Essa reflexão deve ser diária, para que cada dia seja o
melhor dia de sua vida, e que todos os momentos de satisfação, que possam ser
realizados, nunca sejam deixados para depois
Meu aprendizado sobre isso foi muito duro!
Tive essa grande oportunidade há mais de cinquenta anos, não
por tê-la procurado, mas por estar quase um ano inteiro imobilizado em cima de
uma cama de hospital, aguardando a recuperação de uma perna que, por milagre e
com a ajuda de um médico excepcional, não precisou ser amputada, após um
acidente, em manobra militar.
Aqueles meus momentos foram todos de muita reflexão para com
a vida, na busca de seu sentido, e na observação do que se passava à minha
volta.
Ao meu lado, durante aquele período, diversas pessoas se
desligaram desse mundo, umas com sofrimentos físicos muito fortes, ao ponto de
parecer desejarem a morte, como elemento de escape para a dor.
Outras com sofrimentos psíquicos mais fortes ainda, necessitando
desabafar todas as suas angústias interiores, relatando para mim, já que eu era
o paciente da cama mais próxima, todos os sentimentos que estavam aflorando em
suas mentes.
Eu os ouvia atentamente! Aos meus dezenove anos, era a
primeira vez que sentia, bem de perto, a angústia daqueles que sabiam estar em
seus últimos momentos.
Na imensa maioria daqueles relatos, o sentimento mais evidente
era o de arrependimento.
Arrependimento por: “não ter feito”; “não ter dito”, “não
ter colocado em prática minhas próprias ideias”, “não ter dado oportunidade a mim
mesmo”; “não ter abraçado na hora certa”; “não ter aproveitado cada momento da vida”
...
Os últimos minutos de vida chegam e o que fica são apenas perguntas:
“o que me impediu de ser o que eu desejava ser?”; “o que me impediu de levar
adiante meus desejos?”; “por que eu segui os caminhos de acordo com a vontade
dos outros?”; “por que eu me afastei exatamente das pessoas que mais me
amavam?”; “por que eu impedi, o tempo todo, a realização de cada momento de
felicidade?”.
E, em alguns desses relatos, essas pessoas, em choro
disfarçado, quase me levavam a cair em depressão.
Eu apenas ouvia.
Um a um, esses relatos foram se acumulando em minha memória,
o que foi, certamente, uma excelente oportunidade para a construção de um novo
sentido para a minha própria vida.
Cada um deles sabia que seu fim estava próximo. Todos se
foram aos poucos, e eu, ali, com meus dezenove anos, testemunhando cada uma
dessas partidas.
Hoje, já se passaram cinquenta e três anos daqueles momentos,
mas todos os relatos continuam vivos em minha memória.
O sentido real da vida passou a ser a minha busca!
Nunca saberemos quando será esse último dia!
A hora de replanejar cada minuto de nossos dias é agora!
Precisamos analisar aquilo que nos impede de ser como
desejamos ser, sem falsos dogmas, sem bloqueios desnecessários, sem medos, e nos
livrarmos de tudo isso!
Os arrependimentos relatados foram frutos, exatamente,
desses bloqueios, dogmas, medos, e tudo o mais.
Não se culpe se você falou algo, bem de dentro do seu coração,
e se isso chocou o outro! Você foi verdadeiro! O choque do outro foi com ele
mesmo! Ele ainda não descobriu sua própria identidade.
Não se culpe se você mostrou toda a essência do seu amor, mas
não foi compreendido. Você se mostrou por dentro! O outro não está preparado
ainda para conviver com a sua essência!
Um mal-entendido pode até trazer um estremecimento na
amizade. Pode haver um esfriamento no relacionamento.
Mas a sinceridade é necessária, para que o outro saiba o
nível da sua amizade e do seu amor, mesmo que não o aceite da mesma forma.
Se vier algum sintoma de arrependimento, melhor que venha
por ter falado e sido sincero, do que por não ter se mostrado em toda a sua
essência.
Guardar sentimentos é o mesmo que alimentar um forte peso no
interior da mente.
É a geração de uma energia psíquica que poderá ser
transformada em enfermidade.
É o que Freud definiu como uma das causas das neuroses e
que, muitos anos depois, a medicina passou a estudar nos conceitos de
psicossomática.
É hora de transformar tudo em prazer; de aprender a amar a
você mesmo, para ter condições de compartilhar esse amor com o outro; de dizer
ao outro o que queremos dizer; de curtir cada momento, não como se fosse o
último, mas como se fosse o mais importante de nossas vidas.
Mas ao compartilhar com o outro, transforme a expectativa de
retorno em perspectivas para a sua felicidade interior, aquela que ninguém pode
interferir, porque essa só depende de você.
Expectativas de reciprocidade geram a angústia do não
reconhecimento, gerando infelicidade.
Se não há reciprocidade, é porque não é para vir mesmo.
Aprenda a fazer pelo prazer de fazer, sem a necessidade de
receber algo em troca.
Reflita muito! Descubra seu EU interior.
Viva a sua realidade e não a que os outros querem de você.
Você construirá, bem dentro de você, a energia do amor
verdadeiro.
Afinal, você é a pessoa mais importante para você mesmo.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
quarta-feira, 29 de maio de 2019
quinta-feira, 23 de maio de 2019
sábado, 18 de maio de 2019
Autismo - Como andam os tratamentos?
No início
foi colocada a culpa na “mãe geladeira”.
Depois a
culpa saiu da forma fria da mãe se relacionar com o filho, para a herança
genética, ou seja, a criança é autista porque os genes dos pais lhe passaram
essa herança.
Hoje temos evidências
científicas sérias, produzidas por diversos trabalhos de renomados
pesquisadores, mostrando diversas causas, entre elas as intoxicações.
O transtorno
apresenta uma alteração gênica sim, mas provocada, na maior parte, pela
intoxicação. Apenas uma pequena parte é hereditária.
Mas a
abordagem das causas deixaremos para outro momento, já que precisamos ter muito
cuidado na divulgação de certas verdades perigosas.
Deixemos
isso, por enquanto, com Peter Göetzsche, em sua obra: “Medicamentos Mortais e o
Crime Organizado: Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica”.
Nosso foco
hoje é como salvar essas crianças, de forma que elas possam ter uma vida normal,
que possam aprender como seus colegas, que possam desenvolver suas habilidades
como seus colegas, que possam se relacionar como seus colegas e que reduzam
todos os seus sintomas, até que eles estejam, quase totalmente, eliminados.
Mas, para
isso, teremos que enfrentar mais um imenso desafio, talvez tão grande e tão
perigoso como o das causas do autismo, que é o desafio de identificar e tratar
as causas dos sintomas, em vez de pensar em camuflá-los por meio de
medicamentos controlados.
A primeira
orientação a ser passada é em relação ao profissional que deve acompanhar essa
criança.
Todos nós
precisamos parar de achar que somos médicos. A sociedade, em geral, se
considera tão conhecedora de medicina que, em vez de levar seus filhos para
consulta com o clínico geral, que são os médicos ideais para realizarem as
primeiras análises clínicas da pessoa, levam direto a algum especialista, como
por exemplo o neuropediatra ou o psiquiatra infantil.
Como o
entendimento dos especialistas está voltado para as suas especialidades,
dificilmente realizarão todos os exames clínicos necessários a uma análise
ampla de todas as possíveis causas dos sintomas.
Esse papel é
do clínico geral.
Teoricamente
o especialista acredita que a criança foi a ele por indicação do pediatra, após
a realização de todos os exames e, tendo sido descartadas todas as causas
simples dos sintomas.
Então eles
só precisam ouvir os sintomas, na referência neurológica ou psiquiátrica, e prescrever
os medicamentos indicados pelos compêndios médicos e recomendados pelos
laboratórios farmacêuticos.
Então, devemos
alertar a todos, inclusive a nós mesmos, que o primeiro profissional médico a
ser procurado no caso de qualquer sintoma, é o clínico geral, que no caso das
crianças é o pediatra.
E exigir uma
análise completa, com a realização de todos os exames, entre eles:
PARASITAS
- Exame para
detectar parasitas de todas as espécies, inclusive a cândida albicans, que é
muito comum no trato digestivo do autista.
Infelizmente
o mais eficaz tratamento para os mais perigosos parasitas, que é o MMS/MDS,
desenvolvido por Andreas Kalker e utilizado por Kerry Rivera, foi proibido no
Brasil, mesmo se tendo registros oficiais de 100% de cura do autismo em mais de
200 crianças que fizeram tal tratamento.
Mas como
isso cura sem precisar das drogas, as agências americanas (FDS) e Brasileira
(ANVISA) proibiram seu uso. Os motivos... bem... essa parte vamos deixar para
Peter Göetzsche.
Não sei como
ainda não proibiram as “orações de cura” dos Grupos Carismáticos Católicos...
INTOLERÂNCIA
ALIMENTAR
- Exame para
identificar as possíveis intolerâncias alimentares, que no autista normalmente
são ao glúten, caseína, soja, ovos, açúcares, corantes e conservantes.
Como as paredes
do intestino do autista são permeáveis, muitas proteínas prejudiciais ao
cérebro acabam sendo levadas à corrente sanguínea.
Por isso
que, detectadas as intolerâncias, um profissional nutricionista deverá preparar
uma dieta substitutiva, para todos os elementos que forem considerados
prejudiciais.
NÍVEL DE
VITAMINAS
- Após esses
procedimentos é importante fazer a suplementação vitamínica para voltar aos níveis
recomendados para a sua idade.
PROBLEMAS DE
TIREÓIDE
- Muitos
sintomas semelhantes aos do autismo podem estar sendo resultado de problemas de
tireoide, logo, esses exames são também recomendados.
Temos
observado nas escolas que, as crianças que passam por esse tratamento básico, e
cujas famílias cumprem, rigorosamente, as dietas recomendadas, têm seus
sintomas reduzidos de tal forma que suas dificuldades praticamente desaparecem.
Já as
crianças cujas famílias seguem apenas o tratamento medicamentoso, não consegue
evoluir da mesma forma, a menos que seu grau de autismo seja muito leve.
Esse foi nosso foco de hoje.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
quarta-feira, 15 de maio de 2019
segunda-feira, 13 de maio de 2019
O amor como antídoto à singularidade e à psicopatia construída
A transformação do ser humano em ciborgues psicopatas, como consequência da singularidade, prevista pelos gurus da tecnologia, só pode ser contido pelo resgate do sentimento do amor, a mais alta expressão da emoção humana.
sábado, 11 de maio de 2019
quinta-feira, 9 de maio de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
segunda-feira, 15 de abril de 2019
sexta-feira, 12 de abril de 2019
quinta-feira, 11 de abril de 2019
quinta-feira, 28 de março de 2019
Humildade na ciência
HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial
para evitar a estagnação do conhecimento humano.
Várias estradas são trilhadas pelos trabalhadores em
ciências.
Ao longo de toda a minha vida nesse campo, tenho observado
três delas, com muita atenção.
Primeira estrada
Vamos chamar de primeira estrada aquela por onde trilham os
aficionados pelo entendimento do já sabido e pela descoberta do novo.
Esses longe de discriminar conhecimentos, os buscam onde
estiverem, tanto dentro como fora da academia.
Eles tanto ouvem os Doutores em suas respectivas áreas, como
registram e analisam o conhecimento passado de pai para filho pelas avós,
pajés, xamãs ou curandeiros, nem que seja para, mais tarde, contestar alguns
desses conhecimentos.
Esses assumem que é da análise do conhecimento, venha de
onde vier, que podemos vislumbrar trilhas nunca antes imaginadas pela nossa
limitada capacidade de entendimento do ainda misterioso ser humano, do
misterioso universo em que vivemos e, mais ainda, da nossa própria existência.
Esses impulsionam o conhecimento do mundo.
Segunda estrada
Numa segunda estrada estão os que batalham, também
arduamente, pela evolução do conhecimento, mas fechados dentro dos limites do
“academicamente correto”, limitando seus horizontes aos conhecimentos já
publicados pelos colegas, após as célebres conferências por pares.
É óbvio que as conferências por pares são extremamente necessárias,
é claro, para que o publicado tenha sido conferido e aprovado por pesquisadores
de credibilidade.
O que limita, a meu ver, a velocidade na expansão desse
conhecimento, não é só o desprezo pelo senso comum, pelo conhecimento milenar
não acadêmico, pelo conhecimento adquirido pelas culturas indígenas,
aborígenes, xamânicas e todas as demais.
O que mais limita é o desprezo pelos desenvolvimentos fora
do tradicionalmente aceito, como aqueles ligados aos efeitos psicossomáticos,
ao trabalho independente do cérebro na manutenção de um equilíbrio homeostático,
sem interferência externa alguma, o desprezo em relação ao que seria o tal do
efeito placebo, como se nada disso existisse.
Ignorar evidências, só porque ainda não podem ser explicadas
pela ciência acadêmica não me parece um bom caminho para o crescimento do
conhecimento.
Terceira estrada
Nessa estão os trabalhadores da ciência, médico, engenheiro,
farmacêutico, psicólogo, pedagogo e todos os demais, que aprendem a utilizar os
conhecimentos publicados para a sua atuação no dia-a-dia. Essa estrada possui diversas
trilhas. Vamos analisar duas delas:
Primeira trilha
São os que estão aplicando o que aprenderam, mas reservando
um tempo diário ou semanal para investir na atualização desse conhecimento,
estudando em todas as fontes disponíveis, sem desprezar nenhuma.
Esses são os que mais colaboram para o avanço do conhecimento
mundial porque, estando na linha de frente da aplicação prática de todos os
conceitos teóricos, são os mais capazes para dar os devidos retornos,
referentes aos novos conceitos publicados.
É o médico que, antes de pensar em prescrever as drogas que
os manuais recomendam para tratar os sintomas, analisa o paciente em sua
inteireza, procurando encontrar motivos emocionais que possam estar causando o
desequilíbrio orgânico do paciente.
É o engenheiro que, antes de iniciar cada obra, analisa os
novos desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área, visando obter
resultados mais eficazes.
É o farmacêutico que acompanha as publicações referentes aos
novos medicamentos, para poder recomendar, aos médicos, aqueles que já
reduziram os efeitos colaterais nos pacientes.
É o psicólogo que, investindo em sua formação
neuropsicológica, amplia seus horizontes profissionais, capacitando-se para o
entendimento da psique humana como um todo e, além disso, podendo analisar os
resultados de todas as mais diferentes terapias em cada paciente.
Segunda trilha
São os que estão aplicando o que aprenderam, mas não têm
tempo para se atualizar.
Esses são os que mais destroem a fama de qualquer profissão.
É o médico que, ao receber seu paciente, ouve os sintomas e,
imediatamente, prescreve as drogas que os manuais recomendam para trata-los.
Se os sintomas forem resultados de algum desequilíbrio
emocional, o mal se agrava ainda mais, mas ele cumpriu o que aprendeu na
faculdade e, portanto, ninguém poderá condená-lo por isso.
É o engenheiro que, ao iniciar cada obra, “copia e cola” os
detalhes do projeto anterior, sem procurar se atualizar com os novos estudos e
desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área.
É o farmacêutico que se atualiza apenas pelo que os
representantes dos laboratórios lhes dizem, sem procurarem se inteirar das
publicações científicas mais recentes ligadas à sua área.
É o psicólogo que se fecha no conhecimento adquirido, na
linha que escolheu para sua atuação, sem procurar expandir seu conhecimento
para as demais formas de entendimento humano.
Visto isso, chegamos a conclusão de que o que falta, não é
bem tempo para investir no conhecimento, mas sim HUMILDADE para assumir, no
mínimo, duas verdades:
Uma é que, por mais que tenhamos nos saído muito bem em todos
os cursos de nossas formações, e por mais que tenhamos certificados, diplomas e
títulos, o conhecimento científico continua evoluindo e, se não estivermos nos
atualizando, nossa prática estará estagnada, ou andando em círculos, e isso
poderá trazer péssimos resultados em nossa atuação profissional.
Outra é que o conhecimento da nossa área nunca é suficiente
como um todo! Temos que ter a humildade de ouvir a opinião dos colegas de todas
as demais áreas, já que a forma de cada um olhar o mesmo fato pode trazer
evidências que, para nós, passariam despercebidas.
Isso tanto vale para o profissional de linha de frente, como
para o pesquisador em seu laboratório.
Então, conforme iniciei nossa conversa, confirmamos que:
HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial
para evitar a estagnação do conhecimento humano.
sexta-feira, 22 de março de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
quinta-feira, 7 de março de 2019
sábado, 2 de março de 2019
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Treinamento parental - Filho despesa x Filho investimento
Seu filho pode ser a sua grande despesa ou o seu melhor
investimento. Você escolhe.
A educação de um filho nunca foi fácil!
Muitos pais acertam, mesmo se terem aprendido com ninguém!
Muitos pais querem acertar, mas erram feio!
Onde estão os erros? Como evita-los?
Nas séries Treinamento parental, nós estamos tentando ajudar
um pouco nessa missão Divina de educar os nossos filhos.
Hoje vamos analisar a aprendizagem. Por que nem sempre dá
certo, mesmo nas escolas que dizem ser as melhores, e por que alguns têm
sucesso total, mesmo sendo de famílias pobres e frequentando escolas públicas
consideradas de má qualidade?
INICIANDO!
Vamos analisar dois “alunos tipo”, com base em observações,
não só minha, como também de diversos outros professores-pesquisadores, ao
longo dos últimos vinte anos.
Primeiro “aluno tipo”: O que fracassa ou de futuro medíocre
Esses são os que mais dão motivo para reclamações de ambas
as partes.
Os pais reclamam de inquietação, desânimo nos estudos,
insubordinação, falta de visão de futuro e outras coisas.
Eles reclamam de tudo, estão insatisfeitos para com as suas
condições de vida e, em muitos casos, demonstram a sensação de que só os outros
têm oportunidades boas na vida e que, para ele, não há chance.
Alguns estão matriculados em escolas públicas e colocam a
culpa na situação dessas escolas, na falta de professores ou na falta de
interesse desses em prepara-los corretamente para a vida profissional, nas
bagunças em sala de aula e tudo o mais.
Outros estão matriculados em escolas particulares, mas o
desinteresse para com os estudos continua o mesmo, ficando entusiasmados apenas
com festas, namoros, brincadeiras, como se precisassem aproveitar bastante a
fase adolescente, sem qualquer perspectiva de futuro.
Alguns, os que são filhos de famílias de alta renda, são
matriculados em colégios considerados “de ponta”, com mensalidades bem
elevadas, cuja característica é a de reprovar quem não acompanha o ritmo
alucinante dos que são obrigados a garimpar médias altíssimas nos vestibulares
e ENEMs, para “dar nome” à escola.
Logicamente, como esses não querem acompanhar esse ritmo, por
total falta de estímulo, são excluídos e colocam a culpa em problemas
psicológicos, incapacidade de aprender, e até síndromes e transtornos
inexistentes, só para justificar a falta de vontade de se dedicar à
aprendizagem.
Nesse caso ainda há os que acreditam que, por serem de
famílias abastadas, não precisarão dos estudos, já que seus pais poderão pagar
suas faculdades, mais tarde, garantindo um diploma de curso superior, embora sem
conhecimento algum.
Lógico que, um dia, eles acabam percebendo, embora
tardiamente, que a sua falta de motivação para com sua preparação acabou
fazendo com que outros passassem a sua frente, não só profissionalmente, como
em satisfação pessoal.
Percebam, então, que esses fracassados estão em todas as
classes sociais, e estudaram em todo tipo de instituição escolar, inclusive nas
escolas particulares.
Todos esses significam despesas constantes para seus pais,
sem qualquer perspectiva de retorno, ou seja, isso significa gasto financeiro e
nunca poderá ser considerado investimento.
Segundo “aluno tipo” O vencedor, ou seja, aquele que é bem
resolvido pessoal e profissionalmente
Nessa segunda linha eu também tenho encontrado alunos de
escolas públicas municipais e estaduais, alunos de escolas particulares de
bairros populares e alunos de escolas particulares de bairros mais nobres.
Para esses a escola pública de qualidade ruim é apenas um
desafio a mais, já que seu estudo se concentra nos livros, que pega emprestado
na biblioteca pública (caso não tenha acesso a internet), ou nos livros doados
pelo governo, se houver, ou em pesquisas pela internet, se tiver acesso.
Uma escola pública de melhor qualidade ou uma escola
particular pequena, de bairro popular, facilita ainda mais seu aprendizado, pela
facilidade de interagir com seus professores.
Uma escola “de ponta” também é apenas um desafio a mais, já
que a simples existência de “professores-estrelas” (aqueles que se preocupam
apenas em fazer seus nomes, em vez de ajudar seus alunos no processo de
aprendizagem) faz com que ele necessite de seu esforço pessoal.
Análise dos dois “alunos-tipo”
Ao longo desses estudos temos constatado que ambos os “alunos-tipo”
existem em todos os tipos de escolas, desde as públicas de baixa qualidade, até
as escolas particulares, consideradas “de ponta”, passando por todas as demais.
Isso pode significar que a formação desse aluno-tipo, seja
ele qual for, não depende exclusivamente da qualidade da escola.
Constatamos, também, que ambos os “alunos-tipo” existem em
todas as classes sociais.
Isso também pode nos mostrar que a formação desses tipos de
alunos não depende de situação social nem financeira da família.
E agora? Onde está a fonte da diferença?
Nesse momento eu sou obrigado a dar uma ligeira explicação,
não para a maioria de vocês, mas sim para os nossos amigos “sabotadores” (temos
muitos colegas sabotadores convivendo conosco).
A explicação é a seguinte: os casos analisados são muitos,
mas não serão relatados por mim aqui, para não estender muito a nossa conversa
de hoje.
Mas aos sabotadores que, por qualquer motivo, desejarem
contestar tudo o que estou relatando, considerando como exceções à regra, peço
que façam suas próprias pesquisas e cheguem às suas próprias conclusões.
Mas procurem, também, encontrar soluções viáveis e práticas,
que é essa a nossa intenção nesse estudo.
Então, vamos ao nosso procedimento nessas análises.
Procedimento adotado
Observamos, inicialmente, o aluno-tipo, tanto em nossa
escola como nas escolas públicas de diversos municípios e estados, onde temos
professores ligados ao IUPE, e em escolas particulares de todos os níveis,
também por intermédio de professores em atividade.
Identificados os “alunos-tipo” realizamos (da mesma forma) uma
anamnese voltada para o histórico desse aluno e seu relacionamento familiar.
Coletando as informações, chegamos ao seguinte resultado:
Resultado alcançado
O aluno tipo é o resultado da formação de sua mente, que se
desenvolve segundo três aspectos principais:
- A sua disposição física;
- A sua disposição emocional;
- A sua disposição cognitiva (capacidade de aprender).
São esses três aspectos os que definem a diferença entre o
fracassado e o vencedor.
Conclusão do estudo
Querer que seu filho tenha bons resultados nos concursos,
vestibulares e ENEMs sem estimular seu interesse pela aprendizagem e sem
garantir as condições físicas e emocionais que ele precisa, é jogar dinheiro e
tempo fora! E muitos pais ainda estão totalmente perdidos nesse processo,
aguardando um milagre!
Devemos, então, recomendar aos pais que:
Se não existe interesse em investir no sucesso de seus
filhos, deixem eles em paz e não interfiram na sua rotina.
Se há esse interesse, então transforme seu gasto financeiro
com a educação do filho, mesmo que esteja em escola pública, em investimento
lucrativo para o futuro de toda a família.
Para isso basta reorganizar tanto a sua rotina de vida, como
a de seu filho e melhore o seu relacionamento afetivo com eles, atentando para
essas três disposições que foram identificadas como principais:
Disposição física - disposição emocional - disposição
cognitiva
Disposição física
Basicamente ela se dá pela liberação equilibrada dos
neurotransmissores serotonina e dopamina, cujo principal responsável é o
cérebro entérico, ou seja, o cérebro do intestino, chamado, hoje, de segundo
cérebro.
Para que isso funcione bem, precisa que haja uma boa
alimentação, a mais saudável possível.
E para uma alimentação saudável não precisa ter boa condição
financeira, porque até na “xepa da feira” se consegue legumes e verduras de boa
qualidade, já que sempre sobram os que estão feios e sujos, o que não significa
que não prestem.
O que deve ser evitado é exatamente o que prejudica todo
esse equilíbrio, que são os refrigerantes, os salgadinhos, o excesso de
açúcares, o excesso de balas, etc.
E quanto à atividade física, essa qualquer um pode realizar,
mesmo que seja uma boa caminhada diária.
Disposição emocional
A mais perfeita disposição emocional é a proveniente de
exemplo dos pais ou, quando os pais não têm o costume da leitura, estudo, nem
pesquisa, o estímulo positivo e reconhecimento dos esforços realizados pelo
filho.
Os pais não precisam saber absolutamente nada das matérias
que seus filhos estão estudando.
Estimular significa estar junto, observar, mostrar interesse,
pedir para que filho explique o que está aprendendo e reconhecer cada trabalho
realizado, cada estudo feito, cada redação, resumo, e tudo o mais.
O filho que sente o interesse de seus pais pelo que estuda, consegue
sentir prazer em estudar e pesquisar e, mais ainda, tem prazer em compartilhar
com seus pais o resultado de seu esforço.
Essa disposição, que é basicamente afetiva, uma composição
de amor parental e imposição de limites, está totalmente ligada ao cérebro
cardíaco, que pode ser o responsável pela essência psíquica de cada um de nós,
conforme estudos realizados atualmente.
Disposição cognitiva (capacidade de aprender)
Essa disposição está totalmente ligada ao funcionamento do
cérebro craniano, que é o cérebro considerado como principal, por ser o único
conhecido até a descoberta do entérico e do cardíaco.
Para criar essa disposição os caminhos são:
- A elevação da autoestima;
- A imposição de uma rotina saudável;
- A eliminação ou redução dos elementos geradores de
estresse.
Ponto 1 – elevar a autoestima
Para elevar a autoestima todos, pais e professores, devem se
dedicar a provar que ele consegue aprender qualquer matéria, mesmo que, para
isso, tenhamos que voltar a assuntos básicos anteriores ao que ele estaria
estudando, procurando o seu “ponto de entendimento” da matéria.
Essa volta ao seu “ponto de entendimento” é a estratégia
mais eficaz para quem não se acha capaz de aprender alguma coisa. E esse ponto
de entendimento pode ser descoberto por uma simples avaliação diagnóstica.
Ponto 2 – a rotina saudável
A imposição de uma rotina saudável deve incluir um período
correto de sono e, logicamente, sem celulares no quarto.
Ponto 3 – redução do estresse
A eliminação ou redução de elementos estressantes passa pela
imposição de limite de tempo para utilização de jogos eletrônicos e de acesso a
redes sociais.
Fazendo assim estaremos garantindo que todas as nossas
despesas escolares com nossos filhos (mensalidades escolares-livros-cadernos-etc.)
sejam revertidos investimentos lucrativos num futuro de sucesso profissional e
pessoal.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
domingo, 3 de fevereiro de 2019
sábado, 2 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
domingo, 20 de janeiro de 2019
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Devaneios e reflexões 01 Conhecimento com amor
CONHECIMENTO COM AMOR
Quando eu falo que amor e conhecimento são os ingredientes
fundamentais da nossa existência, eu não estou exagerando em nada nem, muito
menos, limitando nada!
Existe, infelizmente, uma grande incompreensão em relação a
ambos, tanto em relação ao verdadeiro significado do amor, quando ao verdadeiro
significado do conhecimento.
Hoje eu não vou falar do amor, mas sim do conhecimento, já
que em relação ao amor, todos vocês já devem estar cansados de ouvir as minhas
ideias.
Quem quiser lembrar um pouco, assista ao vídeo Orientação
adolescente 01 – Amor, e ao Orientação adolescente 04-Amor ou amizade, no nosso
canal no youtube.
Vamos, então, ao sentido correto do “conhecimento”, coisa
que hoje está sendo deixado em segundo plano.
Foi Alvin Toffler, o autor de “A 3ª Onda”, que, previu que o
mundo seria dominado por quem tivesse conhecimento, e não mais por quem
nascesse em família abastada.
Muitos filhos de ricos não acreditaram nisso e, mais tarde,
foram substituídos, nas empresas de sua própria família, por filhos de pobres,
mas que demonstraram, para os acionistas, que eram mais inteligentes e mais bem
preparados que os “filhinhos do papai”. As empresas mudaram de donos... Alvin
Toffler estava certo...
E assim está caminhando o mundo até hoje. Mas ainda tem
muita gente acomodada a uma ideologia de nós e eles, como se nós nunca
pudéssemos ser eles, ou como se houvesse, de fato, um impedimento para que as
pessoas crescessem e prosperassem pelo seu próprio conhecimento.
E muitas pessoas ainda não “se tocam”, mesmo sabendo que o
dono da barraca de venda de jornais prosperou ao ponto de dar palestras em
Harvard, sobre empreendedorismo!
Nem mesmo sabendo que um conhecido camelô se tornou dono de
uma rede de televisão e construiu um verdadeiro império financeiro.
São muitos os exemplos, em toda parte do mundo, mas os
acomodados insistem em dizer que são exemplos pontuais. Que são poucos esses
casos de sucesso. Acham mais cômodo pensar assim. Não dá trabalho. Não exige
esforço...
Afinal, esses ainda estão com a mente travada pelas ideias
pessimistas que foram colocadas nas suas cabeças, ou com falta de disposição
para lutar.
Continuam parados, continuam reclamando das diferenças
sociais, continuam não acreditando nem neles mesmos.
E vemos isso em profissionais de todas as atividades, vemos
isso entre colegas nossos, vemos isso em todo lugar!
Para quem acredita em si mesmo e em sua disposição para o
sucesso, isso poderia até ser um empecilho a menos, já que não haverá
concorrência, mas, na realidade, tira o gosto maravilhoso de crescer vendo seus
colegas crescerem também, juntando grupos para criar ideias novas, criando
oportunidades maiores ainda, e fazendo toda uma comunidade prosperar, e não
apenas um prosperar ao lado de um monte de fracassados.
É a busca pelo conhecimento que pavimenta a estrada do
sucesso e da prosperidade, enquanto o desprezo faz surgir obstáculos cada vez
maiores, tornando essa estrada intransitável e inatingível.
Estar na busca do conhecimento não significa saber tudo, mas
sim, saber o que não sabe, assumir isso, buscar se atualizar e compartilhar o
conhecimento adquirido.
Ao longo da minha, já longa, e por sinal muito prazerosa,
trajetória de vida, tenho observado exemplos de todo tipo.
Observo colegas professores que amam o que fazem, amam serem
responsáveis pelo aprendizado de seus alunos, se dedicam ao conhecimento,
produzem seus textos, divulgam o que produzem e, como consequência, constroem
uma vida de satisfação e prosperidade. São úteis. São necessários. São procurados
e disputados!
E esses ainda encontram tempo para curtir a vida, já que,
por amarem o que fazem, não entram em estresse e conseguem fazer o tempo
render.
Mas observo, também, professores que apenas toleram seu
trabalho, se acomodaram ao que aprenderam nas faculdades, construíram uma
rotina estressante de aulas em todos os turnos para poder aumentar sua renda e,
com isso, eliminaram a disposição para se atualizar e produzir conhecimento, e
não saem disso, reclamando da vida, do salário, da direção, dos alunos...
Esses só encontram tempo para buscar prescrição médica para
seu Rivotril, sua fluoxetina, ou medicamento semelhante, já que vivem em
processo de estresse.
E por falar em prescrição médica, observo também, entre
esses profissionais, os que amam entender o organismo e a psiquê dos pacientes,
amam serem os responsáveis pelo bem-estar de cada um deles, se atualizam
constantemente para saber ainda mais e, com isso, constroem fama e garantem o seu
próprio sucesso e prosperidade na medicina.
Ao mesmo tempo observo também os que se acomodaram a uma
rotina de atendimentos padrões automatizados, seguros de que o que aprenderam
na faculdade é conhecimento eterno, que só se atualizam com a informação
passada pelos representantes dos laboratórios farmacêuticos, e que, por causa
disso, não tratam do paciente, mas sim da doença, seguindo rigorosamente o que
foi escrito nos compêndios e tratados da sua especialidade, ou seja, o
conhecimento restrito à relação entre sintomas e medicamentos.
E assim continuam eternamente nos inúmeros plantões da vida,
alimentando seu próprio estresse e esquecendo que a vida existe lá fora...
Podemos listar inúmeras profissões com essas mesmas
características, porque o problema não está na profissão, mas na forma como
cada pessoa resolve construir a sua vida profissional.
Falamos do conhecimento, mas, como deu para perceber, a
disposição para adquirir e produzir conhecimento ocorre quando aliamos ele à
construção, em paralelo, do amor.
Como fazer isso
Vamos, agora, então, a mais uma dica de vida, para que todos
nós, a partir de agora, estejamos no rumo certo:
Procure encontrar uma atividade profissional que você saiba
fazer bem e que você tenha condição de amar. Se for completamente diferente
daquilo que você faz hoje, tenha a coragem de mudar!
Ame essa atividade. Dedique seu tempo em se atualizar mais
ainda nessa profissão e, com isso, você estará desenvolvendo a paixão pelo que
faz.
Procure encontrar meios de o resultado desse seu trabalho
ser bom para o mundo à sua volta, para a sua comunidade, para a sua família.
Conseguindo isso você estará aliando a paixão pelo que você
faz a uma verdadeira missão de vida.
Você encontrou sus missão e a aliou à sua paixão!
Você estará, a partir daí, alcançando a estrada da
verdadeira felicidade!
É esse o caminho.
Vá em frente e seja, também, muito feliz!
Forte abraço!
Assinar:
Postagens (Atom)