domingo, 26 de abril de 2009

UNIVERSO EMOCIONAL E BIOCENTRISMO

Emoções, sentimentos e pensamentos são causas ou consequências dos intrincados processamentos neurológicos e sinápticos no interior de nosso cérebro? É o pensamento que determina a existência e a realidade ou é a existência real que permite o pensamento e as emoções? Existe alguma possibilidade de tais perguntas serem respondidas hoje com a devida precisão ou pode-se apenas escolher uma resposta da mesma forma que se escolhe uma verdade religiosa ou espiritual?

Para podermos divagar com mais tranqüilidade nessa área é bom lembrar que existem conjecturas e certezas científicas. Embora a maioria das certezas científicas venha sendo contestada, a cada dia, por certezas mais atualizadas, na medida em novos parâmetros são descobertos.

A certeza científica vem da análise metodológica do fato ou do evento com os meios que nossos laboratórios dispõem. Por isso mesmo estamos ainda muito aquém do necessário para o encontro dessas respostas. Isso não impede a divulgação de muita "certeza científica", como se já fossemos os donos da verdade universal. Louvamos o esforço dos cientistas, mas nos assusta muito a divulgação de certezas em assuntos tão acima de nossa atual capacidade de pesquisa.

Já na religiosidade temos total liberdade para escolher nossas crenças sem qualquer necessidade de comprovação laboratorial. Não se procura isso! Procura-se apenas alcançar um estado de paz interior que faz bem ao ser humano e à sua saúde neuropsíquica.

Judeus escolhem acreditar no Torá com fonte de toda verdade universal, mas rejeitam o Novo Testamento, por negarem a importância dada pelo cristianismo a Jesus. Muçulmanos e Cristãos escolhem acreditar nas compilações realizadas depois de Cristo e pouca importância dão ao Velho Testamento. Muçulmanos ficam com a verdade compilada por Maomé e os cristãos ficam com a verdade compilada a partir de escritos de pessoas que ouviram os apóstolos, muitos anos depois da morte de cristo e dos próprios apóstolos. E todos têm o direito de acreditar nessas fontes como fonte da verdade absoluta e inquestionável. Isso porque estamos falando de religião! Isso é crença. É verdade dogmática!

São duas áreas completamente distintas, embora uma deva sempre recorrer a outra para aumentar o seu conhecimento de mundo e de vida, mas nunca para denegrir a sua importância. A tradição é original, sempre existiu. A ciência surgiu de dentro de própria tradição, para encontrar meios de interferir no ambiente e facilitar a nossa vida.

Mas há aqueles que, na religião, combatem o progresso científico, com argumentos totalmente alicerçados em seus próprios dogmas, assim como há os que, na ciência, tentam desmistificar a tradição, utilizando-se de meios tão desprovidos de precisão científica quanto os das idéias que pretende combater.

Não devemos ignorar qualquer hipótese ou tese apenas pelo fato de não acreditarmos em sua veracidade. Muito pelo contrário devemos abraçar todas as idéias contrárias ou diferentes das nossas e analisá-las com total isenção, exatamente por ser esse o melhor meio de ampliar nosso conheci mento real sobre qualquer assunto.

Voltando agora para nossas perguntas, vamos analisar o que passava pela cabeça de alguns pensadores em relação a mente, cérebro, pensamentos, emoções e sentimentos.

Platão, por exemplo, dizia que a mente estaria na cabeça. Até hoje os estudos neuropsíquicos procuram mostrar isso como verdade. Aristóteles, entretanto, defendia a mente no coração. Platão venceu até o final do século passado, mas foi quando começaram a aparecer evidências de transferências de memórias através do transplante de órgãos, principalmente o coração! Aristóteles ficaria satisfeitíssimo se soubesse disso!

Então não sabemos ainda sequer onde está a nossa mente! Mas lembro que, na década de setenta, em contato com um grupo de aborígenes em plena Austrália, um Xamã me passou a sua convicção de que nossa mente é externa ao corpo, mas inerente a nossa identidade como pessoa. Ela interfere em todas as células de nosso organismo, principalmente nas células cerebrais, mas, de alguma forma muito especial, ela também interfere no meio ao nosso redor e essa interferência pode ser muito mais ampla do que possamos imaginar.

Mente externa ao corpo ainda não responde a nossa indagação principal sobre quem determina o que, mas ao falar sobre interferência começamos a chegar mais perto de alguma trilha sobre o assunto, cujo tema é: pensamos sobre a realidade pré-existente e a sentimos como ela é em sua forma absoluta, ou a realidade se configura a partir de nossos pensamentos, sentimentos e emoções?

Sentimentos e emoções individuais determinados por uma mente externa ao corpo nos leva ao conceito do inconsciente coletivo de Jung. Comportamentos sociais também determinados por uma mente externa ao corpo nos leva ao conceito de consciência coletiva de Durkhéim. Lembrem que nosso interlocutor era um sacerdote aborígene totalmente analfabeto, sem qualquer tipo de tradição escrita, em pleno deserto Australiano, em 1975. Isso merece uma análise bem criteriosa e certa reflexão.

Os estudantes de sociologia durkheiniana e psicologia junguiana sabem que a consciência e o inconsciente coletivos interferem na mente coletiva da sociedade e na mente individual do homem. Mas o momento é mais para contestadores do que para quem estudou o assunto para fazer prova.

Isso porque a evidência que está para aparecer é no sentido oposto, ou seja: que alguma força biológica gerada a partir das nossas células determina a formação dessa onda do pensamento interferente no meio à nossa volta. Essa interferência determina alterações na estrutura do meio de forma a permitir a nossa sobrevivência.

Essa interferência pode vir a mudar o próprio entendimento de mundo, como procuram demonstrar Robert Lanza e Bob Berman em sua obra BIOCENTRISMO publicada em abril de 2009. A proposta deles é que as leis que regem o universo são determinadas pela vida e pela consciência. Assim o universo, como um todo, é modelado pelas nossas próprias mentes, mesmo inconscientemente, para nos acolher. A idéia tradicional de um universo exterior pronto, independente de existirmos ou não, seguindo leis físicas inquestionáveis, parece estar chegando ao fim.

Segundo eles e os aborígenes não somos apenas um visitante ocasional de um planeta cuja existência independe de nós. Somos os elementos geradores e transformadores da própria estrutura desse planeta ou, mais ainda, de todo o universo.

Pode parecer muita pretensão da raça humana, mas as pedras começam a se encaixar. Vejam a célula universal, chamada de célula tronco embrionária. Uma mesma célula que toma a forma do que quiser, a partir de uma programação biológica que não temos acesso ainda. Ela se modela para criar todos os diferentes órgãos de nosso corpo.

Vejam agora a idéia de Stephen Hawking, um dos maiores físicos atuais da humanidade e que sempre se disse materialista e ateu, sobre a Teoria Unificada do Universo. Ele declarou estar perto de encontrar a lei que mostra todo o universo totalmente ligado entre si e dependente de uma fonte energética biológica única e fundamental. Uma só lei biológica controlando todo o universo conhecido.

Nosso caminho mostra a existência da unicidade e, mais ainda, que essa unicidade está centrada na mente individual e no self! Mas como entender isso se o modelo científico ao qual estamos acostumados mostra um universo composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas?

Nosso primeiro passo é quebrar esse paradigma e reconstruir tudo a partir do elemento consciência biológica. A consciência biológica seria a verdadeira matriz a partir da qual o cosmos é compreendido. É a tela por meio da qual nossa visão de mundo é projetada. Se ela estivar torta ou distorcida ou contiver alguma característica estranha, então toda a nossa percepção do cosmos estará fundamentalmente errada.

Reforçando essa idéia é bom lembrar que a presença de um observador, segundo Werner Heisenberg e Niels Born, determina o resultado da experiência. No mínimo a criatura biológica é quem dá forma a história, faz as observações e nomeia as coisas. Ou seja, a vida e a consciência estão no centro do entendimento do universo.

Estudando o sistema perceptivo vemos que toda a realidade exterior é criada dentro de nosso cérebro. Nós criamos a realidade, o que nos leva a discutir se o filme Matrix é uma obra de ficção ou se existe a possibilidade de estar representando parte da nossa realidade.

Afinal, desde George Berkeley, filósofo irlandês, que a idéia de criarmos a realidade vem se somando a idéia de que as experiências subjetivas interagem com a realidade física. É a percepção que determina a realidade.

No estudo astronômico percebemos que existe uma longa lista de traços mostrando que tudo no universo, dos átomos às estrelas, parece ter sido feito exatamente para nós. Cerca de duzentos parâmetros físicos são tão exatos que seria estranho aceitarmos como obra do acaso. E nenhuma delas é previsível por nenhuma teoria conhecida! Elas parecem ter sido cuidadosamente escolhidas e, freqüentemente, apresentam uma precisão milimétrica, ou talvez até nanométrica, apenas para permitir a existência de vida. Modifique-se qualquer uma delas e nós jamais teríamos existido!

Alguns cientistas estão dando nome a esse princípio, tentando encontrar uma razão que não os obrigue a ter que aceitar a possibilidade da existência de uma "Vontade Divina". Isso é muito bem definido, ou seja, para o cosmos não existe um "muito isso" ou "muito aquilo", mas todas as medidas que encontramos são "exatamente a necessária à vida".

Para evitar explicações teleológicas e também evitar entrar pelo dogmatismo religioso, o biocentrismo define que o universo é criado pela vida! Segundo esse conceito um universo que não suportasse vidas possivelmente não existiria.

Toda a realidade quântica, que hoje já se delineia como a verdadeira conceitualidade histórica do universo, mostra que os resultados dependem da observação de alguém. Ela não faz sentido se não houver uma base biocêntrica para o cosmos. Espaço e tempo, de acordo com o biocentrismo, são formas do senso perceptivo animal.

Vejam os conceitos de tempo e espaço. Vemos tempo como mudança. Mas será a realidade? São coisas distintas. Tudo o que percebemos está ativamente sendo reconstruído no interior de nossas cabeças independente da conceituação temporal. O tempo, dessa forma, pode ser definido como o somatório dos espaços ou dimensões, como em um filme, ocorrendo dentro de nossas mentes. Então o que é real? Se a próxima imagem mental for diferente da anterior, então estamos em um período diferente. Podemos atribuir essa mudança ao tempo no mundo, mas isso não significa que exista uma matriz invisível em que o tempo se modifique. Isso é apenas a maneira de fazermos com que as coisas tenham sentido para nós.

E o espaço? Já o espaço nos apresenta uma realidade de intangibilidade peculiar, já que não podemos pegá-lo e trazer para o laboratório. Ele não é um objeto externo, mas parte de uma programação mental que modela, em formas multidimensionais, as nossas sensações. Tempo e espaço são realidades criadas pela nossa mente e dependentes dela.

Então emoções, sentimentos e pensamentos não são apenas os causadores dos processos neurológicos e sinápticos no interior de nosso cérebro, mas sim os elementos determinantes da realidade externa, incluindo aí os conceitos de espaço e tempo, a harmonia do meio à nossa volta e a estética estrutural do próprio universo que nos acolhe.

Nosso universo é um UNIVERSO EMOCIONAL, comandado pelos conceitos do BIOCENTRISMO.

Bibliografia complementar:

Maturana, Humberto R. A árvore do conhecimento. São Paulo: Palas Athena, 2001.

Carter, Rita. O livro de ouro da mente. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

Lemkow, Anna Freifeld. O princípio da totalidade. São Paulo: Aquariana, 1992.

Nicholson, Shirley. Sabedoria antiga e visão moderna. Brasília: Editora Teosófica, 1991.

Andrade, Vivian Maria. Neuropsicologia hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.

domingo, 19 de abril de 2009

Biocentrismo

Cientistas estão encontrando na biologia o caminho para a Teoria Unificada do Universo.

Robert Lanza e Bob Berman tentam mostrar em sua obra BIOCENTRISMO, publicada em abril/2009, que o entendimento correto de mundo não pode ser baseado na física, mas sim na vida e na consciência.

Em seu passeio pelos mistérios do mundo, eles lembram que a biologia já está desvendando os mistérios da célula universal, a célula tronco embrionária, e que cientistas, como Stephen Hawking, antevêem uma teoria unificada do universo. É hora, então, de percebermos que a unicidade existe e ela, além de não ser obra do acaso, está centrada na mente individual e no self. Mas como chegar a essa conclusão?

O modelo científico ao qual estamos acostumados mostra um universo composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas. Nessa visão a idéia de vida abrigando consciência não é bem entendida pela ciência, embora seja relevante para a descrição do universo.

Mas o que seria a consciência? Ela é a verdadeira matriz a partir da qual o cosmos é compreendido. É a tela por meio da qual nossa visão de mundo é projetada. Se ela estivar torta ou distorcida ou contiver alguma cor estranha, então toda a nossa percepção do cosmos estará fundamentalmente errada.

Eles lembram que, desde maio de 1926, Werner Heisenberg e Niels Born apresentaram a idéia de que a presença do observador determina o resultado da experiência. No mínimo a criatura biológica é quem dá forma a história, faz as observações e dá nome as coisas.

Em "Experiência" Ralph Waldo Emerson afirma que não vemos as coisas diretamente, mas de uma forma mediada. Nossas lentes distorcem a realidade e não temos condições de entender-la exatamente como deve ser.

O filósofo irlandês George Berkeley disse que só percebemos as nossas próprias percepções! E é aí que o biocentrismo se baseia. Somos nós que criamos a nossa realidade. A vida e a consciência estão no centro do entendimento do universo, As experiências subjetivas interagem com a realidade física. É a percepção que determina a realidade.

A acomodação a um determinismo fora de nossa capacidade de interferência é o primeiro desafio. Enquanto os materialistas estão acomodados a uma realidade externa autônoma e imutável, os religiosos acomodam-se a um determinismo Divino, ambos eliminando a possibilidade da sua intervenção em todo o processo externo.

Antes de aplicar os conceitos biocentristas em escala universal precisamos aprender a utilizá-lo dentro de uma realidade local bem próxima a nós. O exemplo dado pelos autores da obra foi interessante: "(...) considere você em sua cozinha. Seu conteúdo assume todas as formas familiares, desenhos e cores, com ou sem a nossa presença. Será que assumem mesmo? Á noite você desliga a luz e vai para o seu quarto. Sua cozinha permanece a mesma durante toda a noite. Certo? Errado! O refrigerador, fogão e tudo o mais são compostos de matéria e energia. A teoria quântica nos diz que nenhuma parte, por mais simples que seja, dessas partículas subatômicas existe em um espaço definido. Ou melhor, eles existem apenas como uma probabilidade. Na presença do observador – ou seja, quando você resolve voltar para tomar uma água, cada onda dessas partículas entra em colapso e ela assume uma posição, uma realidade física. Além disso, as formas e cores conhecidas como sua cozinha são vistas como elas são porque os fótons de luz, que não têm qualquer propriedade visual inerente, retornam as imagens desses objetos e interagem com seu sistema sensorial."

A dificuldade das pessoas em entender dessa forma deve-se a forma como fomos educados, ou seja, percebendo uma realidade externa totalmente alheia a nossa presença, existindo independente de nossa existência e sobre a qual nossa interferência é praticamente nula. A aparência desse mundo exterior é exatamente a aparência que temos registrado por nossos órgãos sensores, sem qualquer interferência nossa. Nossos olhos e nossa mente só nos permitem ver as coisas exatamente como elas são sem alterar nada. O biocentrismo mostra exatamente o inverso!

Analisando mais detalhadamente os argumentos biocêntricos encontramos uma longa lista de traços mostrando que tudo no universo, dos átomos às estrelas, parece ter sido feito exatamente para nós. Cerca de duzentos parâmetros físicos são tão exatos que seria estranho aceitarmos como obra do acaso. E nenhuma delas é previsíveis por nenhuma teoria conhecida! Elas parecem ter sido cuidadosamente escolhidas e, freqüentemente, apresentam uma precisão milimática, ou talvez até nanométrica, apenas para permitir a existência de vida. Modifique-se qualquer uma delas e nós jamais teríamos existido!

Alguns cientistas estão dando nome a esse princípio, tentando encontrar uma razão que não os obrigue a ter que aceitar a possibilidade da existência de uma "Vontade Divina". Isso é muito bem definido, ou seja, para o cosmos não existe um "muito isso" ou "muito aquilo", mas todas as medidas que encontramos são "exatamente a necessária à vida".

Para evitar explicações teleológicas e também evitar entrar pelo dogmatismo religioso, o biocentrismo define que o universo é criado pela vida! Segundo esse conceito um universo que não suportasse vidas possivelmente não existiria.

Toda a realidade quântica, que hoje já se delineia como a verdadeira conceitualidade histórica do universo, mostra que os resultados dependem da observação de alguém. Ela não faz sentido se não houver uma base biocêntrica para o cosmos. Espaço e tempo, de acordo com o biocentrismo, são formas do senso perceptivo animal.

O tempo, por exemplo, é muito confundido com mudança! Mas mudanças não são o mesmo que tempo. Tudo o que percebemos está ativamente sendo reconstruído no interior de nossas cabeças independente da conceituação temporal. O tempo, dessa forma, pode ser definido como o somatório dos espaços ou dimensões, como em um filme, ocorrendo dentro de nossas mentes. Então o que é real? Se a próxima imagem mental for diferente da anterior, então estamos em um período diferente. Podemos atribuir essa mudança ao tempo no mundo, mas isso não significa que exista uma matriz invisível em que o tempo se modifique. Isso é apenas a maneira de fazermos com que as coisas tenham sentido para nós.

O espaço nos apresenta uma realidade de intangibilidade peculiar, já que não podemos pegá-lo e trazer para o laboratório. Ele não é um objeto externo, mas parte de uma programação mental que modela, em formas multidimensionais, as nossas sensações.

A idéia de espaço como um imenso container sem paredes e independente de nossa vontade é totalmente falsa! Espaço e tempo não devem ser tratados como coisas independentes e fundamentais. São realidades criadas pela nossa mente e dependentes dela. O biocentrismo traz esse sentido biológico integrado ao físico para a correta compreensão de mundo.

Esse é o início da compreensão do universo a partir de uma realidade biocêntrica e que pode abrir caminho para a unificação de toda a ciência. Mas para isso ser possível há que se abandonar os incertos conceitos do entendimento histórico do universo.

O século XXI pode vir a ser o século da biologia, uma mudança radical no foco que o século XX deu à física.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Adolescente médico AKRIT JASWAL

Amigos,

Dra Penha me enviou a reportagem abaixo sobre AKRIT JASWAL, o adolescente indiano de 15 anos que está revolucionando o mundo com sua superinteligência. Meu interesse não é mostrar sua superioridade, mas alertar a todos os pais e professores que esse tipo de criança e adolescente pode estar na sua própria casa ou na sua sala de aula!

Estamos num momento em que essas inteligências estão nascendo a cada dia, mas a educação equivocada que alguns pais estão dando e a falta de visão, paciência e energia de alguns professores, está deixando essas inteligências atrofiarem!

Meu primeiro alerta é para PAIS e PROFESSORES.

Akrit, de família pobre, teve a mesma oportunidade que todos os nossos filhos e alunos estão tendo, mas teve pais presentes, amáveis e rigorosos, aprendendo a valorizar-se, a criar e elevar sua auto-estima e a entender a convivência social, sempre com o espírito de colaboração, respeito e um elevado sentimento de amor para com o outro. Exatamente por isso sempre desejou CURAR AS PESSOAS e quer solucionar os problemas mais graves dessa área no mundo, que são o câncer e a AIDS.

Lembrem dessa atenção de seus pais toda vez que olharem para seus filhos e alunos! Dêem muito mais atenção a seus filhos e a cada um de seus alunos com MUITO AMOR e com MUITO RIGOR NAS ATIVIDADES E DISCIPLINA! É as partir daí que suas qualidades poderão vir à tona sem dispersar para brincadeiras idiotas, agressividades baratas, transgressões apenas pelo prazer de ser "do contra", etc.

E evitem colocar a culpa dessas atitudes na sociedade, na TV, nas novelas, na natureza deles, em doenças pré-fabricadas (TDAH, etc.), tirando a verdadeira responsabilidade que é NOSSA! PAIS E PROFESSORES! O resto existe e influencia porque NÓS DEIXAMOS A PORTA ABERTA!

Estou à disposição para conversarmos, discutirmos, debatermos e, principalmente, para tirarmos as dúvidas e tentarmos encontrar soluções para todos os casos que encontrarmos, mas não podemos é: "DEIXAR ROLAR PORQUE NÃO TEM JEITO MESMO".


Infelizmente existe outro detalhe a comentar e que está sendo "esquecido propositadamente " pela mídia americana:


Esse detalhe está diretamente relacionado a AKRIT. O mundo da máfia capitalista gananciosa está tentando eliminar o valor de AKRIT, comprando-o com a FORTUNA que sua família nunca imaginou poder ter um dia (entrevistas em todas as TVs), assim como matriculando-o numa UNIVERSIDADE (HARVARD) que nunca sonharam que seu filho estudasse, mas não no curso que ele deseja, mas em BOTÂNICA E ZOOLOGIA, para levar mais tempo sem perturbar a LUCRO CRESCENTE DESSAS MULTINACIONAIS com a manutenção dos doentes terminais através de remédios caríssimos que apenas ampliam seu tempo de vida, o suficiente para terem muito lucro...


Aqui vai a reportagem:



Akrit Jaswal

" O mais jovem cirurgião do Mundo ".


AKRIT JASWAL

"O MAIS JOVEM CIRURGIÃO DO MUNDO".

Akrit tem hoje 15 anos de idade.


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PARA-HABILIDADES: SUPERMEMÓRIA , INTELIGÊNCIA AMPLIFICADA e DONS DE CURA !


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Akrit nasceu em 23/04/1993 , numa famí lia pobre Rajput da cidade de HIMACHAL PRADESH, na INDIA.
Desde a sua infância, Akrit demonstrou habilidades incomuns: começou à falar no 10° mês de idade; aos 2 anos de idade começou a escrever e a ler, apenas olhando as páginas dos livros; começou a ler ávidamente tudo o que chegava as suas mãos;
aos 5 anos começou a ler livros de poesia e peças de Shakespeare; depois desenvolveu uma paixão precoce por livros de Medicina,Anatomia e Cirurgia.


Os professores da sua Aldeia descobriram que Akrit possuía a formidável capacidade da MEMÓRIA FOTOGRÁFICA, jamais esquecia nada e possuía uma voracidade fantástica em aprender cada vez mais..


Aos 6 anos, fazia discursos altamente complexos sobre temas de Medicina, Biologia e Cirurgia, e debatia com médicos adultos qualquer tipo de tema ligado à Ciência Médica.


ELE MEMORIZOU DEZENAS DE TRATADOS MÉDICOS DE: MEDICINA, ANATOMIA , FISIOLOGIA E CIRURGIA , que são difíceis de ler, até mesmo para os Especialistas veteranos destas áreas !



Akrit solicitou e obteve uma autorização especial para acompanhar e assistir às Cirurgias feitas no Hospital de HIMACHAL.

Aos 7 anos de idade, tornou- se o cirurgião mais jovem do mundo, quando a famí lia de uma menina da sua aldeia solicitou a sua ajuda para realizar uma cirurgia.
A Menina havia sofrido um acidente e queimado os dedos, que acabaram colando uns nos outros; Akrit apiedou-se da menina e realizou uma Cirurgia extremamente bem-sucedida, que foi filmada e surpreendeu os médicos de todo o Mundo.




Tornou-se uma celebridade em toda a India, e os cientistas começaram a realizar testes em Akrit para desvendar os segredos da sua inteligência , e ele espantou a todos ao obter o grau
146 de QI no seu primeiro teste !!!

Foi convidado pelo Governo Hindu para estudar na PUNJAB UNIVERSITY aos 11 anos de idade, em 2004.


Akrit logo demonstrou outros poderes como o Dom de Curar as pessoas apenas colocando as mãos sobre os seus ferimentos, que ele diagnostifica instantâneamente as causas, graças a sua Memória Fotográfica que identifica os sintomas psicobiofísicos de qualquer enfermidade, apenas olhando de relance os pacientes.

Hoje, ele é estudante da UNIVERSIDADE DE HARVARD nos EUA onde está no 2º ano de um curso de Bacharelado em Zoologia e Botânica ; ao mesmo tempo continua com seus estudos autodidáticos sobre Medicina e outras areas da Saúde.


O Sonho de AKRIT é encontrar a Cura definitiva para o Câncer e a AIDS. Ele declara em suas palestras que já possui milhares de idéias extremamente criativas para a renovação completa da Medicina atual e para o Tratamento do Câncer.

Akrit surpreendeu o mundo ao dizer no programa televisivo da apresentadora OPRAH que, com sua SUPERINTELIGÊNCIA , ele leu todos os Tratados atuais de Oncologia e descobriu as falhas e limitações da atual pesquisa do Câncer; afirmou que ele possui a solução do Problema e que pode criar NOVOS REMÉDIOS e NOVAS TECNOLOGIAS de tratamento oncológico, mas que para isso precisa antes formar-se oficialmente como Médico e criar um CENTRO FILANTRÓPICO DE ESTUDOS, para tratar gratuitamente os milhares de doentes da Índia. Com estas afirmações, tornou- se uma CELEBRIDADE nos EUA, conseguindo grandes doações e apoios para as suas pesquisas.




" AKRIT é reconhecido hoje como um verdadeiro AVATAR DA MEDICINA na Índia , é visto como um grande MAHATMA que encarnou na matéria para revolucionar completamente a Medicina ".


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" Os Parapsicólogos consideram Akrit um dos mais evoluídos MUTANTES PSIÔNICOS da atualidade e a mais famosa das CRIANÇAS ÍNDIGO (Crianças que nascem com Superinteligência Criativa , como Akiane Kramarik e Boriska) que estão nascendo em todo o mundo para provocar uma mudança radical na Ciência humana".










REFERENCIAS SOBRE AKRIT JASWAL :

TEXTOS:

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Professor Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Salvador) - Presidente
Federação para a Paz Universal (Nova Iorque) - Presidente do Conselho na Bahia
Academia de Ciências de Nova Iorque - Cientista Membro
www.iupe.org.br robertoandersen@gmail.com Celular: 55 71 9198-5489

domingo, 12 de abril de 2009

IUPE Educação: Limites para crianças entre 2 e 3 anos

Essa pergunta foi recebida em quase quinze mensagens, tendo ocorrido com crianças da mesma faixa etária! Praticamente todas com as mesmas características, variando apenas o gênero da criança e a cidade. Vamos a pergunta, devidamente editada, para generalizar a dúvida:  

PERGUNTA:

Meu filho, na faixa dos 2 a 3 anos de idade, já está na escola, andou muito cedo, já fala praticamente tudo e bem explicado, dando a impressão de ter um desenvolvimento intelectual bem adiantado para sua idade. Procura ter iniciativas em casa, mas não aceita a opinião dos adultos. Quando quer uma coisa e não pode ele não aceita e se joga no chão, grita, chora convulsivamente. Eu, imediatamente, corro para ele, tento explicar o porque da proibição, me irrito quando ele continua gritando, brigo, dou palmadas, ponho de castigo, mas nada adianta! No dia seguinte ele repete a atitude toda vez que é impedido de fazer o que quer. Como posso proceder?  

RESPOSTA: 

Cada criança tem a sua forma de ver o mundo e de reagir ao que acha necessário para sua satisfação. Para cumprir isso sem erro lembre de seguir os conceitos de Freud, Wallon e Erikson no entendimento das fases que ela está passando. Esses teóricos, embora teóricos, montaram suas teorias a partir de observações práticas da vida.

A fase dela agora é a de utilizar sua energia para experiências exploratórias. Ela precisa desenvolver o seu senso de autonomia. E ela tem que perceber que não pode usar sua energia exploratória de forma totalmente livre, mas que existem regras sociais para serem respeitadas e que devem fazer parte de seu raciocínio. Nesse momento ela vai começar a testar os adultos à sua volta!

Quanto maior for o seu desenvolvimento criativo e a sua capacidade cognitiva, mais facilmente ela vai procurar encontrar artifícios para burlar a imposição de limites que deve iniciar exatamente agora! Mas é exatamente nesse instante que você terá que se impor utilizando, também, estratégias. Será uma batalha de estrategistas!

Tudo dando certo ela construirá sua autonomia com o perfeito entendimento de limites, pois é aí que começa o aprendizado social da criança. Surge o entendimento relacionado ao que os adultos e as outras crianças esperam dela. Surgem os conceitos de limitações, de obrigações e de direitos e aparece a sua capacidade de realizar certos julgamentos.
Para lidar com a tática do "chorar, gritar e de se jogar no chão" a tática que eu já utilizei com um dos meus seis filhos foi o de "ignorar sua atitude", fingindo estar ocupado com coisa mais importante, do tipo: ler um livro. Depois que ela se cansar de gritar você dá um tempo, passa por ela para ir pegar alguma coisa, sai do campo visual dela e, na volta, a "encontra"! 
Nessa hora aproxime-se como se nada tivesse acontecido e brinca um pouco com ela de verdade, com um brinquedo qualquer que ela goste e que nada tenha a ver como assunto da "birra". Ela vai registrar que os gritos não fizeram nenhum efeito. E a os poucos essa tática vai sendo abandonada e o entendimento de limites começa a ser incorporado na sua mente.
Essa é uma idéia. O que não se deve, em hipótese alguma, é dar importância ao fato no momento da birra, mesmo que seja para insistir no erro, porque no momento da irritação ela não compreenderá absolutamente nada. Apenas que a birra deu certo!
Sucesso para você e para seu filho!

sábado, 4 de abril de 2009

DISTEMIA

DISTIMIA (ou Distemia)

Que doença é essa? Pelas características podem-se definir nomes e apelidos, mas é um transtorno neurocomportamental sério, principalmente devido às suas conseqüências psíquicas e psicossomáticas.

O primeiro sintoma do distímico é o mau humor constante. Segue-se a fácil irritabilidade, o emburramento, a intolerância e a mania de só ver o lado ruim de todas as coisas. E isso de forma permanente. O distímico consegue transformar tudo o que faz em obrigação e sacrifício.

Exatamente devido a estar “de mal com a vida”, ele pode entrar em processo depressivo com facilidade, sendo essa, aliás, uma das possíveis evoluções da doença. Outras conseqüências desse transtorno neurocomportamental são as cefaléias, baixa imunidade, dores pelo corpo, gastrites e pressão arterial elevada. Outras possíveis evoluções psicossomáticas estão sendo analisadas pelos pesquisadores.

Na criança e no adolescente a distimia causa uma grande queda no rendimento escolar, principalmente devido a sua dificuldade de aceitação social. Eles têm dificuldade de se divertir e problemas de relacionamento, causando também a baixa de sua auto-estima.

Embora o distímico possa vir a ser um depressivo na evolução de seu transtorno, parte dos depressivos veio de outra realidade neuro-psico-comportamental. Existe, inclusive, uma diferença grande entre o distímico e o depressivo. Enquanto o comportamento do depressivo é mais apático e acomodado, o distímico é mais ativo e quase agressivo, devido ao seu estado de mau humor.

A família do distímico deve tomar precauções em relação a uma possível tendência ao abuso de álcool e drogas, principalmente tranqüilizantes, assim como ao exagero no tratamento medicamentoso com antidepressivos.

Para que as atitudes, os sentimentos e as emoções dos distímicos ocorram precisa que haja uma redução no nível de produção dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina em seu cérebro, pois são exatamente esses dois neurotransmissores os responsáveis pela excitação física e mental, energia, disposição e bom humor (noradrenalina) e pelo bem estar e calma (serotonina).

As razões do déficit de produção desses neurotransmissores são interpretadas diferentemente por diversos pesquisadores e o maior perigo é quando isso nos leva ao uso desnecessário de medicamentos.

No caso da serotonina, existe um processo natural para manter seus níveis corretos: é a atuação física nos músculos zigomáticos, risórios e orbicular dos olhos. Isso significa mexer com todos os músculos da face por meio de caretas, ajudando com os dedos, puxando as orelhas, bochechas, nariz, queixo testa etc.

Fazendo isso todos os dias pela manhã a pessoa mantém seus corretos níveis de serotonina, mantendo o bom humor e o bem estar durante bastante tempo. Essa é a recomendação adequada para todos diariamente, tenham ou não ataques de tristeza.
Alimentos como bananas, tomates e chocolates são ricos em triptofano, que é um precursor da serotonina. Tomar banho de sol e fazer sexo também são atividades liberadoras de serotonina.
O perigo é que existe também um processo químico para ter o mesmo efeito. É a administração do Cloridato de Fluoxetina (PROZAC). Embora sua utilização seja recomendada apenas para casos graves de depressão, transtorno obsessivo compulsivo e graves alterações de humor, o medicamento está sendo largamente utilizado para simples casos de tristeza, como a droga da felicidade. Temos observado um verdadeiro trabalho de merchandising sobre a droga... (como a droga da felicidade...) .

O caminho para o tratamento das pessoas acometidas desse transtorno deve ser, então:

1) Massagem facial todas as manhãs, ao acordar;
2) Incentivar hábitos saudáveis, como exercícios físicos regulares;
3) Inserir banana e tomates na alimentação. O chocolate, embora seja também rico em triptofano pode trazer efeitos colaterais indesejáveis;
4) Tomar banho de sol e, para os casados, manter uma vida sexual regular e saudável.

A recomendação para os familiares dessas pessoas é: não dar a menor importância aos momentos de reclamação da vida! Ouvir apenas aguardando a oportunidade de uma “vírgula” em seu texto para, imediatamente “mudar de assunto” para um tema agradável e interessante.

Essas pessoas precisam de platéia para exercitar a sua irritação para com a vida e, se essa platéia inexiste, o mal começa a ser minimizado aos poucos.

Ou seja, mais um mal que pode ser tratado sem o uso indiscriminado de produtos farmacêuticos...

sábado, 28 de março de 2009

Trabalhando com Valores Humanos

Trabalhando com Valores Humanos

RESPEITO:

O trabalho com esse valor (RESPEITO) vai de 30/03 a 24/04/2009.

Quando estamos conscientes de nossos valores e os colocamos em prática permanente, temos condições de honrar os valores das outras pessoas e é esse o melhor meio de se obter respeito.

Quando não conseguimos entender nossos próprios valores ocorre o perigo de vermos os valores dos outros como um perigo para nossa auto-estima, o que poderá transformar os sentimentos positivos de admiração e respeito em sentimentos negativos de inveja, desprezo e desrespeito.

Nosso trabalho, então, deve começar por nós mesmos, ou seja, trabalhar a reflexão do educador estimulando-o a buscar o autoconhecimento e assim descobrir os seus próprios valores.

REFLEXÃO SOBRE O VALOR RESPEITO:

Após esse ou outro exercício de reflexão, está na hora de trabalharmos o valor das próximas quatro semanas, que é o RESPEITO, começando por questionar se:

· A atitude que estou tendo em sala de aula, do momento em que entro na sala e até o momento em que saio dela estimula um clima de respeito e compreensão mútuo?

Em seguida passamos a lista de comportamentos que o educador deve assumir para ter certeza de que suas atitudes estimulam o respeito mútuo:

· Exercitar a escuta ativa: ouvir cuidadosamente e atentamente o que cada aluno diz, tenta dizer ou quer dizer (as emoções escondidas por trás das palavras nos ajudam a entender o que ele quer dizer, mas nem sempre consegue).

· Fazer com que os alunos estabeleçam normas de classe (semelhante aos "combinados") para que eles se sintam estimulados a respeitar regras.

· Fazer com que eles mesmos definam limites, identifiquem transgressões e estabeleçam atitudes punitivas, que serão adotadas pelo professor ou pelo líder da sala.

· Lembrar que o tom de voz deve ser coerente com a atmosfera que se deseja criar, podendo ser carinhoso, entusiasmado, incentivador, claro, firme ou sério, dependendo do momento ou do objetivo.

PAIS E FAMILIARES – ABERTURA DO ENCONTRO:

O ambiente deve ser sempre um ambiente de valores humanos, com uma música suave ao fundo, antes de se iniciar o encontro.

Abre-se o encontro com a explicação sobre o trabalho do valor RESPEITO que será realizado com seus filhos nas próximas semanas e o objetivo principal.

Em seguida apresentam-se os pontos básicos de reflexão sobre RESPEITO, que serão trabalhados com seus filhos:

· Respeito por mim mesmo: Saber que sou naturalmente único e valioso e que tenho confiança em mim.

· Parte do auto-respeito é conhecer minhas próprias qualidades.

· Respeito é saber que sou amável e capaz.

· Respeito é escutar atentamente os outros.

· Respeito é saber que os outros também são valiosos.

· Quando eu me respeito eu consigo respeitar os outros.

· Quem respeita será respeitado.

· Conhecer e honrar o valor do outro e a melhor forma de se ganhar respeito.

PAIS E FAMILIARES – VIVÊNCIA:

O ambiente deve ser sempre um ambiente de valores humanos, com uma música suave ao Uma vivência semelhante aquela dos educadores pode ser feita com os pais. Vou sugerir a de "Construção positiva do comportamento através do elogio".

Crianças precisam da atenção dos pais e quando não a têm procurarão consegui-la por meio de atitudes erradas. Para evitar que isso ocorra e para se obter melhores resultados, utilizem o método do reforço positivo.

Reflita sobre o seguinte:

· O que seu filho faz bem?

· O que ele faz de positivo e corretamente sem precisar se lembrado?

· Você costuma dar valor a esse feito e elogiá-lo, ou simplesmente ignora

O elogio é algo positivo para a maioria das crianças e adolescentes. Mas não são todas as crianças que gostam de elogios. Algumas se sentem constrangidas. Procure descobrir como ele é nesse aspecto.

Sempre que elogiar seu filho, acrescente o valor humano que ele está praticando. Por exemplo:

"Você não revidou quando ele o xingou. Você manteve o auto-respeito e poder! Que bom para você!"

"Gostei do jeito que você ajudou na cozinha. Foi mesmo uma grande cooperação."

E assim por diante.

Alguns adolescentes são duros por fora, mas moles por dentro, ou seja: não parecem estar se importando com elogios, mas você percebe que gostaram quando repetem o comportamento elogiado.

Mas cuidado para não estragar o elogio com um elemento "estragador", como por exemplo:

"Parabéns pelo belo trabalho! Por que você não passa a fazer isso sempre e acaba com a preguiça?"

Cuidado também para não exagerar em elogios contínuos. Isso pode parecer forçado. Tem que ser uma atitude natural.

PAIS E FAMILIARES – DEVER PARA CASA:

· Faça um elogio a seu filho incentivando seu comportamento positivo e sua qualidade.

· Sempre que estiver com ele procure dar alguns minutos de atenção total, escutando-o atentamente. Esse é o melhor meio de demonstrar respeito e fazer com que ele sinta-se valorizado.

· Conte alguma história sobre o respeito por si mesmo (pode ser uma que você ouviu no grupo de pais).

· Diga a seu filho qual a qualidade que você mais reconhece nele.

· Quando ele estiver ajudando em casa fique feliz! Demonstre isso!

· Quando houver desrespeito, sente-se com ele e converse sobre o fato, mas sempre depois de estar calmo e sem qualquer irritação. Esse momento é importante para que ele realmente compreenda o que fez de errado.

· Abrace seu filho mesmo que não tenha qualquer motivo para isso. Procure fazer isso todos os dias.

ALUNOS:

Para cada faixa etária desenvolva atividades específicas, sempre procurando enfatizar o respeito por si mesmo e pelos outros. Essas atividades devem ser criadas dentro de cada disciplina, da seguinte forma:

· O professor deve reler seu plano de aula e o assunto a ser ministrado, procurando identificar o valor RESPEITO nesse conteúdo.

· Também deve ligar as notícias de jornais e revistas da semana que tenham a ver com o assunto, mas sempre procurando identificar o valor RESPEITO nessas relações.

· Esse valor deve ser visto sob a forma de RESPEITO A SI MESMO, ou na forma de RESPEITO AO OUTRO, ou de RESPEITO À NATUREZA, À SOCIEDADE, Á FAMÍLIA, etc.

· Deve ser evitado, A TODO CUSTO, dar exemplos do anti-valor, ou seja, do desrespeito. Por experiência própria já identificamos uma total retrocesso no comportamento ético e moral de alunos de turmas inteiras, depois de terem participado de aulas de valores humanos em que se mostravam filmes e exemplos de anti-valores, mesmo com a preocupação do professor em mostrar que tais atitudes seriam erradas.

· Havendo aula específica de Educação Emocional ou Valores Humanos

As vivências mais interessantes estão nos livros:

"Atividades com valores para estudantes", do Instituto Vivendo Valores.

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PAZ

Quanto aos resultados alcançados pelo valor anterior, temos que ter paciência. Isso vai acontecendo a médio e longo prazo.
Quanto a resistência de alguns profissionais, basta eles irem percebendo que os resultados alcançados pelos professores que estão engajados no processo são reais! E eles vão perceber que até a harmonia emocional desses professores passa a ser evidente!!!
Aí, aos poucos, eles vão querendo aplicar o mesmo em si mesmos e em suas turmas.
Alguns parecem terem nascido para sofrer... E preferem continuar "dando aula" ao invés de trabalhar por um objetivo de transformação social...
Mas esses acabam sucumbindo no meio...
Tenho observado muito esses aspectos.

terça-feira, 24 de março de 2009

Respeito: o valor a ser trabalhado de 30/03 a 24/04/2009

"Conhecer o seu próprio valor e honrar o valor dos outros é o verdadeiro meio para obter respeito" (da obra: "Vivendo Valores, um manual", do Instituto Vivendo Valores).
Existe uma transformação fantástica "no ar": Sentimentos torpes de inveja e despeito são transformados em elevados sentimentos de admiração e respeito para com o outro.
Quando isso ocorre? A partir do momento em que esses adolescentes começam a se conscientizar de suas qualidades, percebem sua importância como pessoa e descobrem que suas palavras, pensamentos e ações podem mudar a realidade do mundo à sua volta.
Como isso ocorre? Os estudos de Skiner mostrando a realidade do estímulo-resposta explica porque as pessoas estão sempre reagindo a alguma atitude alheia. Mostram também que a reação é quase sempre negativa se o estímulo for negativo, a não ser que a pessoa esteja preparada para reverter o processo e transformar uma relação. Essa preparação é a base de toda a transformação. Reagir de forma positiva a um estímulo negativo! A reação seguinte já será positiva e surge uma verdadeira "corrente do bem". É uma corrente de tolerância, de compreensão do erro dos outros e, acima de tudo, o entendimento de que todos nós somos responsáveis pela construção de um ambiente de respeito mútuo.
Por que isso ocorre? Porque o ser humano tem uma natureza original perfeita. Atitudes comportamentais negativas são manifestações equivocadas de ansiedades e angústias que precisam ser eliminadas. Quando qualquer um de nós reage de forma atenciosa, tolerante, compreensiva e respeitosa a uma atitude grosseira ou agressiva de alguém, esse alguém é imediatamente estimulado a resgatar a sua natureza original. Nesse momento começa a se tornar manifesto o conteúdo latente de sua natureza original perfeita.
Lembro que, dirigindo meu carro pela Avenida Paralela em uma noite de grande movimento, um motorista com semblante irritado aproximou-se numa tentativa de ultrapassar meu carro e "cortar" a minha frente. Ele deveria estar preparado para alguma reação negativa, mas o que recebeu foi um sorriso meu e um gesto, com a mão, dando-lhe passagem, respeitando sua pressa. Por algum motivo ele precisava chegar mais cedo ao destino.
Ele nada entendeu, mas ultrapassou e seguiu "cortando" outros carros numa correria meio sem sentido.
Uns dois ou três minutos depois qual não foi a minha surpresa quando o mesmo motorista aparece da mesma forma, ou seja, ainda irritado, ainda atrás de mim e, pasmem, tentando novamente outro "corte".
Recebeu o mesmo tratamento que antes e levou um certo susto quando percebeu que o carro que estava ultrapassando era o mesmo anterior...
Parece mentira! Ele voltou pela terceira vez! Só que dessa vez, quando me viu, desistiu de ultrapassar e acabou "quebrando" o semblante irritado de antes, devolvendo o sorriso.
Resultado: Um irritado a menos, uma briga a menos e, quem sabe, um acidente a menos.
A vivência dos valores humanos, a título de exercício, trambém desperta essa natureza existente dentro de cada um e faz com que a pessoa se sinta muito bem praticando o ato positivo.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Tarde (Ensaio em Londres, 1977)

Era tarde... Tarde repleta de hinos e vozes... Tarde envolvida pelo correr de crianças, jovens, todos... Alegrias, correrias, diversões ordenadas... Era tarde...
Nos imensos salões o ambiente normal e já bastante conhecido... Cheirava a antigo. As amplidões dos ginásios como que se entregavam aos que desejassem fazer de seu tempo o aproveitar de uma vida saudável.
Fim de uma tarde cansativa e bem aproveitada... Fim de um momento igual ao de todos os dias!
Dessa vez o sol ajudava o mundo! Seu calor emprestava vida... Sua luz se entregava... Seus raios se perdiam...
Ao atravessar o pequeno pátio gramado que separava os prédios, um só pensamento surgiu em minha mente: aproximava-se o momento mais aguardado, mais desejado, mais presente... Era o intervalo que aparecia... Pequeno intervalo entre os esportes e o jantar.
Intervalo de minutos que se transformava em tortura de milhares de anos! Intervalo que, por si só, valia pela razão de viver! Intervalo em que o coração dava saltos, a mente rodava em turbilhões, os pensamentos se dirigiam em uma só direção. E meus passos, lentos pelo cansaço dos exercícios, levavam-me inconscientemente ao mesmo local.
Subi os primeiros degraus... Lentamente, para não ser ouvido... Parei no terceiro, espreitando a vinda de alguém.
Subi mais alguns que rangiam... Velhos que eram... Uma porta semi-aberta com um pedaço de papel por baixo – era o sinal. Abri-a e entrei.
Assoalho que rangia a cada passo... Era um martírio!
Cuidadosamente alcancei o corredor superior do prédio. Bastante abandonado por sinal. Sentia-se abandono pelo clima...
Por vezes senti-me seguro ali. Outras vezes os ruídos que ouvia criavam em mim um estado de medo de ser descoberto.
Outra porta... A última... Entrei com cuidado. Encostei-a procurando impossibilitar uma espreita alheia... Pura inocência! Se alguém, porventura, surgisse nada conseguiria impedir a abertura de tão velha e encarquilhada porta de madeira.
O quarto... Vazio. Vazio de móveis, vazio de lustres, vazio de quase tudo... Alguns cobertores velhos jogados pelo chão. As janelas, cobertas por tábuas pregadas, permitiam a invasão de raios de luz pelas mínimas frestas. Eram resquícios da tarde... Tarde que aos poucos se alongava pelo dia...
Meu coração já batia mais forte a partir do momento em que subi o primeiro degrau. Agora, dentro do quarto, ele parecia querer disparar!
Foi no instante em que confirmei a presença que eu mais desejava.
Foi então que ambos paramos. Lembro-me que ficamos imóveis e sem palavras, como costumava acontecer. Por alguns momentos procuramos ouvir sons denunciadores... Mas não ouvimos.
Bem longe reconheci as vozes dos outros que em brincadeiras diversas, procuravam aproveitar a folga da tarde.
Um pouco de alívio, mas a tensão aumentou. Um cigarro, aceso já queimado jazia ao lado da caixa de fósforos. Um cigarro aceso denunciava-se entre os dedos daquela mão.
Meu coração disparava por nada... Ou por tudo... E eu me aproximei. Dessa vez senti mais forte do que nunca o sentimento que já me era conhecido!
Sentei-me ao seu lado. Sem dizer uma só palavra olhamo-nos bem fundo nos olhos... Era o momento em que nos identificávamos em quase tudo.
Havia sido uma aventura o chegar até ali, assim como estávamos alimentando uma perigosa aventura cada vez que tornávamos mais forte nosso relacionamento.
O cigarro foi mais uma vez tragado quando, então, trocou de lábios. Minha tragada foi mais forte... Tensão...
Apagamos o cigarro. Os fracos raios de sol que, filtrados pelas frestas das madeiras da janela conseguiam penetrar no quarto, davam um colorido todo especial ao seu corpo. Eu amava aquele corpo...
Hoje nossos olhares iam mais longe...
Sem palavras nós dois nos entediamos e nos comunicávamos, fazendo dessa tarde a mais importante de todas.
Estávamos prontos para nos entregar um ao outro.
O receio de amassarmos e sujarmos nossas roupas fez com que delas nos livrássemos com cuidado. Foram colocadas por cima de um dos cobertores.
Estávamos nus. Livres das roupas e do mundo... Livres dos olhares invejosos e incriminadores... Livres...
Estávamos prontos para tudo, ávidos de fortes emoções, desejando nada menos do que o outro por inteiro!
Nossos olhares se olhavam, fundiam-se em um só. Nossas mãos tocavam-se levemente a medida que o corpo inteiro iniciava a procura do outro.
Em nossos outros encontros procurávamos evitar, a todo custo, atitudes que viessem a marcar o final de uma longa procura. Avançávamos sem que alcançássemos o termo final.
Hoje tudo me pareceu mais difícil. Nossos olhares olhavam-se diferente... Nossas mãos sentiam-se mais atraentes... Os corpos e as mentes desejaram-se demais para que uma voz do consciente conseguisse que recuássemos.
Era tarde. Lançamo-nos enfim ao domínio um do outro e os momentos que se sucederam foram alvos de expansão de sentimentos.
Sua pele muito macia, corpo bastante jovem; descobrimos aos poucos os prazeres mais escondidos... As regiões mais sensíveis, as emoções mais reais...
O tempo lutava contra nós! Avançava mais que o normal, levando tão bela tarde e trazendo o início da noite.
O escurecimento das frestas não nos perturbou. Estávamos agora lado a lado, mãos entrelaçadas, corpos se tocando levemente.
Havia sido a primeira vez que sentíamos a profundidade de um amor completo. Havíamos alcançado juntos os momentos de maior satisfação no amor. Sentíamos como se lançados fossemos em gigantescas ondas de um imenso oceano... Sentíamos-nos brincando em um veloz e inimitável balanço da natureza.
Foi a primeira vez que chegamos a tal ponto. Foi a descoberta do que sempre procurávamos. Foi o revelar de uma verdade escondida e proibida... Era o aparecer da vida... O surgir do amor... A descoberta do prazer...
A escuridão nos alcançou e acordamos desse sonho de olhos abertos. Era hora de estarmos longe dali! Chegara a hora de estarmos novamente juntos dos outros!
Um beijo prolongado ainda sobre os cobertos... Um abraço que se negava a terminar... Mas era chegado o instante da volta.
Vestíamos as roupas silenciosamente para tentar ouvir possíveis barulhos... Iniciamos a descida.
Os degraus pareciam, agora, diferentes. As portas e as paredes mais alegres e felizes... O medo normal de ser descoberto parecia não mais existir.
O próprio prédio aparentava ser mais novo e conservado... Mas na realidade tudo era como antes... Nós é que havíamos mudado...
Ao entrarmos na sala de jantar, a mesa já estava posta. Alguns olhares pareciam estar querendo dizer algo... Talvez fosse impressão... Talvez fosse verdade...
Mesa posta... Dois lugares vagos... Sentamo-nos. O ambiente era de festa... O jantar era de festa...
Da cabeceira veio o brinde. Brinde pelo meu aniversário. No centro da mesa, quinze velas se espetavam em um bolo...
Olhei em seus olhos... Seus olhos me olharam... Devemos ter corado, não sei... e jantamos...

Roberto Andersen (Londres, Primavera, 1977)