quarta-feira, 9 de setembro de 2015

IUPE Educação: Alunos de inclusão - tarefas e avaliações

Continuam surgindo dúvidas sobre o tipo de atividade a ser passada para o aluno de inclusão em uma sala de aula e também sobre a avaliação.

Muitos professores continuam passando, para os alunos de inclusão, as mesmas atividades dos alunos regulares, e ainda se espantam ao perceber que os alunos especiais não conseguem fazer as atividades, se espantam quando esses alunos fracassam nas avaliações regulares e acham estranho que, mesmo assim, esse aluno seja aprovado para a série seguinte!

Amigos! Está tudo errado! Não é nada disso!

Vamos começar procurando entender as razões pelas quais estamos insistindo na inclusão dos alunos especiais.

Os alunos com dificuldades neuropsíquicas de aprendizagem poderiam estar em escolas específicas para o atendimento de suas anomalias, como sempre foi no passado e como ainda está sendo até hoje, já que essas escolas ainda existem.

O processo de inclusão pretende criar uma forma diferente de desenvolver esses alunos, para que eles se acostumem a conviver com os alunos ditos normais e, ao mesmo tempo acostumar os ditos normais a respeitar, entender, colaborar e conviver com seus colegas especiais.

Temos, então, dois objetivos principais em relação aos alunos especiais de inclusão:

1.     Socializá-lo em um ambiente em que haja muitas crianças normais de sua idade, para que ele aprenda a conviver com elas.

2.     Descobrir e desenvolver as suas inteligências potencializadas e estimular as suas habilidades, visando prepara-lo para a autossuficiência futura.

Para o primeiro objetivo, a socialização, não basta inserir esse aluno em uma sala com colegas de sua idade.

Precisa que cada professor entenda que haverá, a partir do início da inclusão, dois momentos diferente de sua aula, no mínimo.

Um desses momentos, que vai depender da criatividade de cada professor, é a criação de momentos lúdicos e educativos no nível de entendimento do aluno especial, mas para todos os alunos participarem e, assim, estabelecerem a inclusão entre colegas de classe.

Para o segundo objetivo, o seu desenvolvimento, a estratégia ocorre durante a aula do assunto regular, que deve ser a mais curta possível e complementada com estudo dirigido, em grupo, para que, nesse momento, o professor possa acompanhar o estudo de todos os grupos e, principalmente, passar tarefas específicas para os alunos especiais, dentro de sua capacidade cognitiva, habilidade e intelectualidade.

Vimos os dois objetivos e não falamos de avaliação.

Aqui, então, é que os erros estão sendo terríveis!

O objetivo da avaliação deveria ser, para todos os alunos, sejam eles especiais ou normais, mostrar ao professor se ele foi capaz de construir a aprendizagem real dos assuntos de sua matéria.

Infelizmente ela está sendo utilizada de outra forma, muitas vezes apenas para punir e reprovar o aluno que não consegue entender o assunto e que não tem professor particular em casa para explica-lo.

Não é o momento de falarmos sobre a avaliação do aluno normal, portanto, vamos ao especial.

Ao passar tarefas para o aluno especial de forma que ele comece a desenvolver suas habilidades e intelectualidades, o professor deverá, de forma frequente, avaliar se o aluno está tendo algum avanço. 

As avaliações ervem apenas para duas coisas:

Primeira: Elevar a autoestima do aluno.

Segunda: Para mostrar ao professor se as técnicas didáticas e as metodologias aplicadas estão dando bom resultado ou se precisam de algum ajuste.

Isso significa que as notas dessas avaliações não significam que o aluno especial está aprovado ou reprovado, mas sim se o professor está acertando ou não a forma de conseguir algum avanço no desenvolvimento desse aluno.

No final do ano letivo esse aluno especial não vai “ser passado”, mas sim vai continuar sendo “incluído” em uma turma de colegas de sua idade, para continuar o seu processo de socialização e de desenvolvimento visando a sua autossuficiência.

Para facilitar o seu acompanhamento nas próximas séries ou em outros colégios, os professores preparam relatórios diários, semanais ou mensais mostrando tudo o que está sendo realizado com ele e todos os resultados obtidos.

Então, todas as vezes em que alguém tiver alguma dúvida sobre o que fazer com o aluno de inclusão, lembre-o de analisar com cuidado quais são os objetivos da inclusão de alunos especiais.

E não podemos utilizar modelos padrões de tarefas, porque só quem sabe o que o aluno poderá entender e realizar é quem o está acompanhando no dia-a-dia.


Sabendo qual o nível do aluno saberemos que teremos que buscar exemplo de exercícios e tarefas nos livros correspondentes ao nível intelectual em que o aluno se encontra e nunca nos livros da série onde ele está incluído.


Qualquer outra dúvida entrem em contato. 


robertoandersen@gmail.com
WhatsApp (71) 9913-5956

terça-feira, 4 de agosto de 2015

IUPE Educação: Treinamento Parental na prática

TREINAMENTO PARENTAL NA PRÁTICA


Amigos,

A situação das escolas, das famílias, dos alunos, dos professores e dos pais é muito clara!

A maioria dos pais não tem mais tempo para dedicar ao filho, já que a luta pela sobrevivência financeira está muito dura.

Em quase todas as famílias ambos são obrigados a trabalhar.

Poucas sãos as famílias em que os pais conseguem reservar um momento do dia para conversar com o filho e acompanhar o seu desempenho escolar.

Sobra, então, para a escola, a parte da educação que deveria estar sendo dada em casa.

Todos os professores sabem que a função deles e da escola deveria ser a da instrução, a do conhecimento, a da construção da intelectualidade e da criatividade.

Mas essa função está muito prejudicada porque os alunos chegam para as aulas sem a parte da educação que deveria ter sido dada pelos pais.

A escola, então, substitui a família, tentando impor os limites que não existem, tentando alterar comportamentos inadequados, analisando as anomalias, os transtornos, as síndromes e as dificuldades de aprendizagem, para que esse aluno consiga progredir e para que esse aluno não atrapalhe aqueles que desejam progredir.

Muitas vezes essas atitudes são mal vistas pelas famílias, que além de não fazerem a sua parte, ainda reclamam de quem faz, como se a escola estivesse maltratando seu filho, perseguindo-o ou coisa parecida.

Não culpo os pais por isso.

Eles apenas estão completamente desinformados sobre a sua função na educação doméstica e até nem sabem como proceder para que seu filho tenha uma boa formação de personalidade e caráter.

Nesse momento surge a necessidade da orientação dos pais, por meio daquilo que chamamos Treinamento Parental.

Muito se fala disso, mas nós hoje precisamos conversar sobre a sua verdadeira prática!

Como realizar esse treinamento de modo a conseguir os resultados esperados!

Não adianta inventar um novo momento na escola chamado de escola de pais, treinamento parental, orientação familiar, ou coisa parecida.

Precisamos utilizar o momento já existente das reuniões de pais, normalmente uma a cada unidade letiva.

Aos poucos, conseguindo que essas reuniões fiquem populares, podemos aumentar sua frequência.

Então vamos esbarrar numa dificuldade que todos já perceberam:

Os pais que mais precisam estar nas reuniões são os que mais faltam!

Feita uma enquete com diversos pais que não comparecem, muitos disseram mais ou menos a mesma coisa, ou seja, que não iriam passar o vexame de estar numa reunião onde a diretora iria reclamar novamente do mau comportamento do filho ou falar que ele está mal nas notas.

Então nossa prática tem que ter início eliminando essa fala, ou seja, vamos cortar de nossas reuniões os comentários sobre comportamentos inadequados e notas baixas dos alunos.

Vamos analisar:

Quando o aluno vai mal em notas e em comportamento, ele está demonstrando que seus pais não sabem incentivá-lo aos estudos, e não sabem impor limites ao seu comportamento.

Se reclamamos desse aluno os pais continuarão sem saber como corrigi-lo, logo, para evitar que ele repita o fato, os pais usam de castigos e espancamentos, pois não sabem nenhuma outra forma de educa-lo. Nuca souberam!

O aluno fica mais revoltado ainda e, se melhorar alguma coisa, será por pouco tempo, mas logo voltará a transgredir e poderá piorar ainda mais!

Vamos então mudar o foco dessas reuniões e já transformá-las em reuniões de pura orientação de pais, escolhendo como temas exatamente as necessidades que são facilmente detectadas em sala de aula.

Os temas, então, devem ser passados de maneira a empolgar os pais, mostrando que o esforço que eles precisam fazer para estimular o filho e impor os limites que ele precisa, são muito simples e não demandam muito tempo nem muito conhecimento.

A análise dos temas necessários deve ser realizada em conjunto com todos os professores e funcionários, para que sejam priorizados os mais urgentes.

A preparação da exposição deve ser de forma que empolgue a plateia, eleve a autoestima de todas as famílias, e façam com que essas divulguem para as que não compareceram, o que vai, certamente, trazer mais pais para a próxima.

Quem tiver dúvidas sobre a forma de abordar os temas necessários entre em contato conosco. Muitos deles estão em nosso livro Afetividade na Educação, de orientação para pais, professores e psicopedagogos e muitos outros no Sexo: a escolha é sua, de orientação nos relacionamentos afetivos e na sexualidade, desde a adolescência.

Esses livros podem ser adquiridos em nosso colégio ou pelo Mercado Livre, clicando na capa de um deles em nosso portal ou em nosso BLOG.

Vamos, agora a dois outros pontos, também necessários, para fechar essa orientação sobre Treinamento Parental.

Segunda dica:

Ambientação agradável.

Os pais devem ser recebidos com afeto e atenção pelos professores e dirigentes, e o ambiente deve ser aconchegante, agradável, com música ambiente leve antes do início da conversa.

Terceira dica:

Lanche.

Um simples lanche, ao final, com os professores ou funcionários servindo ou levando os pais à mesa para se servirem, ajuda a integração entre pais e professores e vai estimulá-los a voltar para o próximo encontro.

Dúvidas, sugestões ou comentários?

Entre em contato por e-mail.

ROBERTOANDERSEN@GMAIL.COM

Ou, se achar mais prático, pelo WhatsApp:

(71) 9913-5956

As bases das nossas metodologias estão em nossos livros.

Para adquirir basta clicar na capa de um deles no menu direito desse BLOG.


Forte abraço a todos.

domingo, 2 de agosto de 2015

QUEDA EM SI

QUEDA EM SI
(uma reflexão minha, ao cair da tarde...)

Silêncio profundo no mundo exterior...
...O mundo que parece real! Um barulho ensurdecedor!
Todo ele contido no interior de uma só mente!
Sua essência é dura e simples!
Parecia um tapa muito forte!
Foi desferido pela essência criadora,
No rosto, assustado, da despreparada criatura...
E foi, todo, sentido exatamente como um:

“Páft!
Caí...”

Caiu em si... Queda forte, reveladora!
A dor penetrou, integralmente, até as profundezas do SELF.
“Agora sei quem sou! ”
Será que sabe? Será que acredita?
“Acredito! ”
“Essa é a minha essência! “
Que sorte a sua!
A vida agora poderá ser real!

E você ainda está com dezessete anos... 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

IUPE Educação: Criando a inteligência


Amigos,

Todos queremos que nossos filhos e alunos sejam inteligentes, tenham boa memória para arquivar conhecimento e saibam utilizar tudo isso com sabedoria.

E a melhor notícia é que todas as pessoas nascem com aproximadamente a mesma potencialidade intelectual e, portanto, todas podem alcançar tudo isso com facilidade!

Entretanto, durante todo o processo de formação do ser humano, cada um vai desenvolver mais ou menos capacidade de raciocínio, memória, atenção, entendimento, compreensão, elaboração e criatividade.

Por que essas diferenças acontecem?

As diferenças são fruto das diferentes formas como essa pessoa se relaciona com o mundo à sua volta e se interessa por ele, incluindo aí a observação do outro, a capacidade de ouvir o outro e, principalmente, a capacidade de compreender as ideias do outro e de analisar essas ideias em relação à sua própria forma de ver o mundo.

Aquilo que vemos, ouvimos e sentimos e, mais ainda, aquilo que o outro diz, faz e até mesmo o que o outro pensa, tudo isso é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa capacidade de percepção dos assuntos e dos fatos ao nosso redor.

Assim ocorre em uma aula, uma palestra, uma conferência, assim como na leitura de um livro ou ao assistirmos a um filme.

Mas perceber é apenas parte do processo. O processo inteiro inclui perceber, entender, compreender e aprender.

Percebemos ao ver, ouvir e sentir. Entendemos ao processar o que é percebido. Compreendemos quando conseguimos fazer comparações com o que já conhecemos. E aprendemos quando a compreensão se transforma em memória definitiva, ou consolidada.

E para todo esse processo funcionar perfeitamente, basta seguir algumas dicas bem simples:

Primeira dica: O SONO

O período do sono é o mais importante para o desenvolvimento da inteligência e, portanto, para o aprendizado e a memória.

É só durante o sono que o ser humano consegue construir a sua memória consolidada, com as informações que ele captou e processou durante o dia.

Esse período do sono, para ser completo, deve ter oito horas de duração, para adolescentes e no mínimo seis horas para adultos.

Mas não é só dormir...

Alguns procedimentos são necessários para que o sono transcorra normalmente. Entre eles:

Desligar TV, computador e smartphone, pelo menos meia hora antes de dormir.

Assegurar-se de que a última refeição foi leve e que já se passou mais de uma hora de seu término.

Olhar a hora que está indo dormir e planejar a hora que você precisa acordar.

Durante o sono a máquina cerebral se encarregará de construir toda a memória consolidada, memorizando todas as informações, que foram consideradas importantes, nas áreas correspondentes do córtex cerebral.

(Os detalhes desse processo, para quem gosta de neurociência, estão à disposição em nossos cursos)

Segunda dica: REGISTRAR O QUE É IMPORTANTE

Conforme você viu, o cérebro arquiva na memória consolidada tudo o que foi considerado importante.

Mas como podemos definir, para nosso cérebro, o que é importante, dentro de tudo o que foi captado durante o dia?

É simples demais!

Basta escrever o que você entendeu sobre os assuntos importantes. Vale também fazer um resumo ou um fichamento.

O importante é que você use as mãos escrevendo alguma coisa relacionada ao que é importante.

Esse comando motor ativa todo o córtex cerebral e define que aquele assunto é importante para ser gravado na memória consolidada.

Terceira dica: LER ANTES O ASSUNTO QUE SERÁ ENSINADO

A leitura, na véspera, dos assuntos que serão tratados em aulas, palestras ou conferências, facilita a percepção, o entendimento e a compreensão, além de possibilitar o aparecimento de dúvidas conscientes.

Não ter lido nada sobre o assunto pode trazer dúvidas sobre a totalidade, do tipo: “Não entendi nada! ” São dúvidas difíceis de serem respondidas pelo professor ou palestrante!

Pronto!

Agora estamos prontos para desenvolver a inteligência!

Leu o assunto antes.

Assistiu à aula ou palestra já com a capacidade de ter dúvidas ou até de interagir.

Escreveu sobre o assunto ou fez um resumo ou fichamento.

Agora o processo não é mais com você, mas sim com o seu cérebro que, durante o sono, automaticamente, vai transferir tudo o que foi considerado importante, para a memória consolidada no córtex cerebral.

Está completo o ciclo da formação da memória, do conhecimento, da inteligência e da sabedoria!

Qualquer dúvida escreva para mim:

Os livros sobre esses assuntos estão à venda em nosso colégio, o COLÉGIO IUPE, na Avenida Monteiro, 19, entre a Liberdade e o Largo do Tanque, em Salvador.

Pode também pedir pelo correio. Basta entrar no nosso BLOG e clique na capa de um deles:
robertoandersen.blogspot.com

Dúvidas urgentes?
Mande pelo whatsapp:
(71) 9913-5956


Forte abraço e até o próximo encontro.

domingo, 19 de julho de 2015

Conhecimento científico ou cientístico?


Fico perplexo quando me deparo com o desprezo, por parte de alguns cientistas, fechados em sua redoma acadêmica, em relação ao conhecimento “out-lab”, ou seja, ao conhecimento adquirido fora das experimentações controladas pelo rigor acadêmico.

Relendo “O Princípio da Totalidade”, de Anna Freifeld Lemkow, esbarrei mais uma vez na sua afirmação de que “(...) limitar o real apenas ao quantificável não é científico, é cientístico – uma perversão da ciência (...)”.

Não que o rigor acadêmico seja desnecessário. Não é isso. O que não devemos é fechar os olhos para o conhecimento extra academia. Esse conhecimento pode mostrar novos caminhos para velhos problemas e até abordagens luminares para desafios atuais!

Lembrei de meus encontros periódicos com um dos xamãs aborígenes, em pleno deserto australiano, na década de setenta, ainda no século passado.

Esses afirmavam que nossa mente possui uma antena interna, capaz de captar as ondas do pensamento de todas as pessoas que viveram em nosso planeta, desde o início da civilização. 

Segundo eles, nossas células arquivariam essa memória. Elas conteriam informações da história de toda a humanidade!

Hoje, passados mais de quarenta anos, a ciência descobre que cada grama de nosso DNA possui a capacidade de arquivar cerca de 700 tera de memória!

E não faz ainda dez anos já se tem conhecimento das atividades do sistema límbico, no centro do cérebro, captando e arquivando informações que nos chegam por todos os elementos censores e, inclusive, pelas ondas cerebrais que alcançam nosso cérebro...

Lembrei também que, ao ler “Deus único, mito e realidade”, de Luiz Henrique Almeida, deparei-me com sua afirmativa de que: “(...) Cada célula do nosso corpo contém todas as informações acerca da história de cada um de nós, neste planeta (...)”. Isso já lá se vão mais de dez anos! Não havia nenhum estudo acadêmico sobre isso. De onde Luiz Henrique tirou essa afirmativa?

Com base na afirmação de Almeida e no conhecimento dos xamãs, percebemos que será um imenso atraso de vida ou, melhor dizendo, um atraso para o conhecimento científico, se evitarmos analisar textos provenientes das diversas tradições religiosas.

Considerar escritos religiosos como verdadeiros é um erro científico grave! Ignorá-los, por serem do domínio da fé, pode constituir um grande atraso para o desenvolvimento científico. Analisá-los, é o correto! Podemos não conseguir resultados satisfatórios nem para sua contestação, nem para sua comprovação, mas podemos abrir caminho para mais um desafio científico importante.

Vamos dar uma ligeira olhada em alguns momentos científicos de hoje e o que podemos esperar a mais, desde que não estagnemos na ideia de que só o quantificável e visualizável é científico...

Em primeiro lugar, nesse passeio, vamos à memória. Sua capacidade é quase infinita na tarefa de arquivar todos os conhecimentos que processa. A dinâmica de funcionamento das redes neurais é algo assustadoramente admirável! Nossa capacidade para gravar informações ainda não foi superada por nenhum equipamento cibernético.

Por que tanta memória? Qual a finalidade real de tanta potencialidade? Haverá alguma outra função que não estamos exercendo como deveríamos? Nossas trilhões de conexões neurais estarão à nossa disposição apenas para jogarmos dominó e levantarmos um copo de cerveja? E toda essa capacidade ou potencialidade “se acaba” simplesmente com a morte?

Em segundo lugar vamos analisar a constatação, pelos psicólogos e terapeutas, de transferência de memórias do doador para o receptor, nos casos de transplante de coração. Há, hoje em dia, diversos relatos de transplantados que mudaram totalmente o seu comportamento e estilo de vida, assumindo os de seu doador, mesmo sem ter conhecimento disso! Essas memórias só poderiam estar nas células do órgão transplantado.

Mas, se já temos constatações de que todas as nossas memórias se localizam no cérebro, essas memórias seriam back-ups nas células do coração? Uma célula não dependeria de uma rede neural para arquivar uma informação?  Então, mais uma vez, a declaração de Almeida faz todo sentido!
E, em terceiro lugar, a identificação feita por Philip Low, das ondas cerebrais emitidas pela área de Broca, área que elabora a fala. Ele, em seguida, desenvolveu os equipamentos para a sua captação e transformação em sinais digitais. Esses sinais serão enviados a um computador, representando a “fala” da pessoa.

Seu desenvolvimento já está sendo testado por Stephen Hawking que, assim que o equipamento estiver pronto, voltará a comandar seu sintetizador de voz em tempo real! Os paralíticos cerebrais poderão se comunicar! Haverá a possibilidade de verdadeira inclusão escolar de uma imensidão de crianças com esclerose lateral amiotrófica ou com paralisias não progressivas.

Essas ondas geradas são produto de nosso pensamento. Isso significa que outros cérebros poderão captá-las e tornar seus sinais conscientes. É a telepatia em desenvolvimento tecnológico.

Mas, a telepatia existe? Só existe para quem acredita que ao “pensarmos forte” o que queremos transmitir à pessoa que está à nossa frente, principalmente se for um paralítico cerebral mudo, nossa mensagem estará chegando a essa pessoa. Mas precisa haver fé. Precisa haver ciência e fé.

Cada uma dessas constatações e desenvolvimentos nos impulsiona a estudos muito mais profundos sobre o funcionamento dos elementos primordiais da nossa formação orgânica: as nossas células.

Seu funcionamento é, como podemos perceber, muito mais complexo e muito mais abrangente do que o conhecimento anterior mostrava e, além disso, sua energia pode ter efeitos muito mais importantes e objetivos muito mais nobres.

Os estudos dos idealizadores da neurolinguística apontam para isso desde a década de setenta. 

Lembro que eu, na época, não acreditei nas suas propostas e, devido a essa descrença, escrevi uma crítica para um dos jornais da época. Sorte minha que o artigo “se perdeu” no tempo...

Hoje temos referência ilustres, como o físico quântico Amit Goswami, que apresenta essa realidade em sua obra: “Universo: Como a consciência cria o mundo material”.

O estudo quântico da consciência e de sua energia em forma de ondas, realizado por Goswami, nos leva a um momento intermediário em que as constatações da energia gerada por nossas células e seus efeitos no mundo material externo ao nosso corpo, aproximam a ciência da fé, provocando os céticos e empolgando os pesquisadores mais complacentes.

E mais que isso: Estamos mesmo em um cosmos com início, meio e fim? Estamos mesmo em uma realidade com passado, presente e futuro? Em “O Grande Projeto”, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow mostram, entre outras declarações “alucinantes”, que o cosmos não possui uma realidade única, mas que cada realidade possível do universo coexiste com as demais, ou seja, existem todas simultaneamente!

Se isso é verdade, nem o materialismo é real. Dizer que a matéria existe pode ser, também, uma forma de crença...

Para os amigos que desejam mais informações e mais debate sobre o tema, relaciono, ao final, algumas obras importantíssimas para essa reflexão.

Mas recomendo, também, que mantenham o número telefônico do seu psiquiatra, nas mãos de alguém de sua confiança...

Nunca se sabe...

Forte abraço!

Para saber mais:
Amit Goswami. Universo: Como a consciência cria o mundo material.
Anna Freifeld Lemkow. O Princípio da Totalidade.
Luiz Henrique Almeida. Deus único, mito e realidade.
Richard Dawkins. Deus, um Delírio.
Stephen Hawking. O Grande Projeto.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

IUPE Educação: Ideias e opiniões

Vamos conversar, hoje, sobre ideias e opiniões.

Vamos tentar refletir um pouco, não sobre um assunto polêmico qualquer, mas sim sobre a necessidade de respeitar, analisar e procurar compreender as opiniões e ideias que não coincidem com as nossas e, principalmente, aquelas que divergem totalmente da nossa forma de pensar!

O momento é propício, porque as pessoas estão se irritando, de forma quase agressiva, ao discutirem assuntos que estão na mídia, quando encontram alguém que não concorde plenamente com a sua forma de pensar!

Isso ocorre todos os dias em relação a futebol, política e religião, que são os três “carros chefes” das intolerâncias e conflitos e, mais especificamente em ideias sobre desarmamento, maioridade penal, eliminação de manicômios, trabalho infantil e outros assuntos também em pauta.

Para refletir sobre isso, temos que começar por uma virtude muito importante, chamada de humildade!

Humildade é uma palavra fácil de pronunciar, mas difícil de praticar!

E essa prática começa pelo entendimento de que:

- Nós não somos melhores do que ninguém.
- Nosso raciocínio pode não ser o mais correto do mundo.
- Nossos argumentos podem estar equivocados.
- E também que, mesmo se o interlocutor estiver errado, suas ideias sempre têm algum sentido e podem trazer algum ensinamento para nós. Desde que saibamos ouvi-lo atentamente, analisemos a sua fala e compreendamos os seus motivos.

É importante ter em mente que, por vezes, o interlocutor está vendo o fato por um ângulo que não havíamos percebido antes.

Como começa esse processo?

Tudo, então, começa pela educação.

Vejo, na maioria das escolas, crianças e adolescentes sendo preparados para responder perguntas e resolver questões, exatamente de acordo com o livro texto, ou conforme a orientação do professor.

Vejo que o estímulo ao questionamento e a criação de ideias próprias é quase inexistente no período escolar.

Esses alunos se formam com ideias “enlatadas” e prontos para seguir outras ideias, mais enlatadas ainda, que lhes serão apresentadas pela sociedade, pela mídia, ou pelo seu grupo social.

A partir do momento em que aprendem (ou decoram) uma opinião dessas, perdem toda a capacidade de questioná-la, assumindo seu aprendizado escolar ou até acadêmico, não como estimulador para a busca do conhecimento, mas como verdades absolutas estanques e definitivas.

Ao se formarem, já se consideram os perfeitos donos do conhecimento!

Mas a realidade é que o mundo muda e a ciência avança.
Isso significa que muitos dos argumentos que eram válidos ontem, já não servem para mais nada hoje.

O aprendizado não pode ficar engessado no ontem!

Vamos, então, ver a parte prática disso que estamos conversando, para evitar que nossos filhos e alunos engrossem a fileira dos incapazes intelectuais: Aqueles que se fecham em suas opiniões preconcebidas e enlatadas; aqueles que se acham os donos da verdade; aqueles que, agindo assim, deixam de contribuir, de forma prática e produtiva, para o bem social!

Ponto um: NÃO REPONDA PERGUNTA DE FILHO OU DE ALUNO

Como é isso? Primeiro devolva a pergunta ou o questionamento. Mande que ele encontre a sua resposta, com seus argumentos, mesmo que ele não se ache capaz disso.

Quando ele responder, reconheça o valor da resposta dada. Analise, com ele, como ele chegou a essa conclusão. E vá mostrando outras formas de ele encontrar argumentos para suas próximas produções intelectuais. Essa já foi uma!

Ponto dois: ENSINE-O A QUESTIONAR

Estimule seus filhos e alunos a questionar as opiniões e ideias, incluindo a de seus pais e professores. Mesmo que ele ache que elas estão certas!

Ensine-os a analisar os argumentos, para tentar encontrar alguma incorreção neles ou na sua interpretação.

Se seus filhos e alunos começarem a concordar muito com tudo o que você diz, crie momentos de exercício de raciocínio por absurdo, que nada mais é do que contestar, de forma absurda, uma opinião que nos parece verdade absoluta.

Estimule-os a criar outras formas de entender o mesmo fato, outras formas de realizar as mesmas tarefas, ou seja, estimule-os a ter criatividade.

Ponto três:

Estimule-os a se interessar em ler livros, artigos e textos que tragam ideias completamente opostas as deles, para que aprendam a entender as razões que levaram aqueles autores a pensar e escrever coisas com ideias completamente opostas aquelas que eles entendem como verdadeira.

Estimule-os a conversar abertamente com colegas de ideias opostas, para que aprendam a entender o contrário e aqu8lo que lhes pareça contraditório, para que compreendam as diferentes formas de raciocínio e as diferentes visões que as pessoas têm de um mesmo fato.

Alerte-los para evitar dar a sua opinião em ambientes de intolerância e incompreensão, já que onde as mentes se encontram, o contrário (ou o diferente) pode provocar conflitos indesejáveis.

Esses três pontos são suficientes para a preparação de mentes abertas ao novo, tolerantes para com o contrário e para com o que nos parece contraditório e, assim, preparar mentes em franco crescimento intelectual, contribuindo para a construção da verdadeira sabedoria.


Essas mentes são as que queremos para nossos filhos e para nossos alunos.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

IUPE Educação: A importância do gostar do aluno

Desde que o filme "Escritores da Liberdade" começou a ser assistido por professores de todo o mundo, muitos ainda têm dúvidas sobre a necessidade ou não de "gostar do aluno".
Acredito que aquele que abraça essa carreira sem ter esse sentimento, está na profissão errada.

A IMPORTÂNCIA DE GOSTAR DO ALUNO

Nada jamais será conseguido de positivo em relação à aprendizagem de nossos alunos, em relação à conquista de uma turma, em relação à conquista da confiança individual de cada um deles, se nós não gostarmos deles!

Alguns professores chegam a me dizer: “Mas ela não gosta de mim. Mas ele não gosta de mim”
Isso não nos interessa isso, amigos! Não é o aluno quem tem que gostar de você! É você quem tem que gostar dele!

E perceba que, quando um aluno demonstra que não gosta de você, existe uma motivação que, normalmente, está na relação familiar, ou seja, na casa dele!

Ele o identifica com alguma coisa que não o agrada, ou o usa como alvo, para descontar a agressividade que recebeu em casa. Mas, a partir do momento que você realmente consegue gostar dele de forma verdadeira e sincera, essa revolta proveniente de algum bloqueio emocional, começa a ser quebrada.

Breve você terá conquistado esse aluno e toda a sua turma.

Então, amigos, o primeiro passo, o passo fundamental, para que nós possamos levar adiante a nossa metodologia e a nossa didática, tudo aquilo que pretendemos fazer em uma sala de aula, desde que exista a intenção sincera de conseguir a aprendizagem real dos alunos, de todos eles, é gostar deles.

Apenas gostando, assumindo que nós temos que aprender a gostar de cada um deles, de todos eles individualmente, é que nós vamos poder alcançá-los.

Alcançando-os conseguiremos obter nossos objetivos de construir a aprendizagem real, por meio de uma eficácia bem melhor do nosso trabalho didático, do nosso trabalho metodológico, desse nosso trabalho de ensino.

Então, amigos, a dica de hoje é essa: Gostar do aluno! É usar esse amor que você tem que ter dentro de você e que tem que passar para o aluno.

Mas, aí surge uma dúvida! Como vamos conseguir ter esse amor dentro de nós?

Vamos iniciar analisando a nossa vida pessoal. Eu disse que gostar é importante. Mas será que você gosta de você?

Então, como primeiro passo, analise a sua vida pessoal e a sua vida conjugal, ou seja, a sua vida em geral. Você está agindo corretamente com você mesmo? Será que você está construindo amor dentro de você?

Pense nisso. Verifique a sua relação com a família, com seu cônjuge, com seus amigos, e comece a construir uma nova vida de amor, de amizade, de respeito, de afeto, na sua vida pessoal.

Aí sim! Você vai conseguir, a partir da construção desse amor, fazer exatamente isso que eu estou sugerindo.

Porque, ir para a escola, ir para o enfrentamento de uma turma, sem ter amor de verdade dentro do seu coração, vai impedir com que você consiga essa conquista individual e coletiva, que é extremamente necessária para levar adiante o verdadeiro processo de ensino-aprendizagem e, principalmente, em escolas, como as nossas, que são escolas inclusivas.


Pense bastante nisso. Reflita sobre isso. A amor tem que viver dentro de você, dentro de sua mente! E você tem que passar esse amor para todos os seus alunos. Gostar de cada um deles. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

IUPE Educação: Avaliação e histórico em Educação Inclusiva

Ainda há muitas dúvidas sobre a forma de avaliar um aluno especial em processo de inclusão em uma turma regular.
Nesse vídeo pretendo tirar algumas dúvidas.
Entrem em contato, caso ainda haja dificuldades nesse acompanhamento.
Mandem seus comentários para mim:
robertoandersen@gmail.com

segunda-feira, 8 de junho de 2015

IUPE Educação: Saúde - Amor - Conhecimento


Amigos,

Algumas pessoas têm me enviado mensagens “meio que” desiludidas para com os rumos de nosso país, e com os reflexos disso em suas vidas, pessoal e profissional.

Como isso está se tornando uma constante, achei melhor publicar a resposta que tenho enviado a todas elas.

Vamos refletir um pouco e analisar algumas dicas, mas para isso precisamos estar preparados para mudar nosso FOCO DE ATENÇÃO:

Nada existe de mais importante em nossa vida do que a SAÚDE, o AMOR, e o CONHECIMENTO.
A SAÚDE, se zelarmos por ela corretamente, manterá todas as nossas funções vitais em pleno funcionamento e em plena capacidade.

O AMOR, se soubermos praticá-lo em nosso dia-a-dia com honestidade, naturalidade e sinceridade de propósitos, alimentará a nossa energia cósmica interior, que é a maior energia transformadora do universo!

O CONHECIMENTO, se mantivermos a empolgação pelo saber e o estudo permanente de tudo aquilo que nos for apresentado pela vida, será o timoneiro de nau de nossa felicidade, no rumo do sucesso.

Quando falamos de SAÚDE estamos nos referindo à manutenção saudável de todas as nossas indústrias de energia interior. Elas existem e são as nossas trilhões de células!

Experimente exercitar-se diariamente. Uma boa caminhada já é o início.

Experimente planejar a sua alimentação para que sempre seja ingerido algo saudável a cada três horas.

Experimente beber água frequentemente. Pouca água de cada vez, mas frequentemente.

Experimente reduzir tudo o que não é saudável de sua alimentação. Não digo eliminar, mas reduzir, apenas.

Seu organismo agradece!

Se há uma fonte de energia em cada uma de suas trilhões de células (...)

E HÁ!

(...) todas elas estarão vibrando, a cada dia, com mais intensidade.

Essa produção será sentida por você e por todos os que convivem ao seu lado.

E o AMOR?

Ao acordar vá para a frente do espelho. Faça muitas caretas e ajude a produção dos neurotransmissores do amor, fazendo massagens faciais.

Lá vem a serotonina, a dopamina, a ocitocina, a vasopressina e outros tantos elementos que alimentam esse sentimento sublime...

Sinta a alegria de SER FELIZ, e saiba que essa sensação poderá ser eternizada, a partir da manutenção de todas essas simples “dicas”.

Identifique e curta todas as suas qualidades e suas virtudes. Você as tem de sobra!

Procure encontrar a beleza e a harmonia que existe em você.

Elas existem sim!

Sinta-se no caminho da beleza interior e exterior.

Essa beleza complementa a SAÚDE que seus exercícios anteriores estão cuidando para manter.

Comece, agora, a ver apenas a parte bela e saudável das pessoas à sua volta.

Os defeitos não nos interessam mais.

Todas possuem qualidades, virtudes e belezas, por mais que possam estar camufladas no meio de problemas emocionais.

Treine, aos poucos, gostar de todas as pessoas, todas elas.

Nem precisa demonstrar. Apenas aprenda a gostar.

Você vai experimentar uma sensação inédita! Se sentir muito bem e muito à vontade, ao lado daquelas pessoas que antes lhe incomodavam...

Descubra a afetividade na amizade, o amor fraternal, e também o amor da paixão, da atração física, da relação conjugal!

A partir do momento que seu cérebro se alimenta do amor por você mesmo, do afeto sem limites por todos os que o cercam, e da satisfação de estar vivo, você passa a apreciar, DE VERDADE, todas as coisas boas da vida.

E o CONHECIMENTO?

Mantenha a empolgação pelo saber.

Mantenha a disposição para pesquisar mais ainda sobre o que você acha que já sabe.

Busque o novo! Tente encontrar novas interpretações sobre o que já foi escrito.

Sempre encontramos algo novo ao ver novamente o mesmo filme ou ao ler de novo um antigo livro.

Preste atenção nas entrelinhas.

Aquilo que o autor não escreveu, mas está implícito entre suas palavras e frases, é algo a ser descoberto e curtido.

Preste bastante atenção à fala de todos, a fala completa, principalmente dos mais humildes entre os nossos interlocutores.

Há ensinamentos valiosos na essência de seus pensamentos.

A sabedoria não está limitada aos que obtiveram seus títulos, mas em todos os que a buscam, no decorrer da vida.

SAÚDE – AMOR – CONHECIMENTO

A SAÚDE é a estrutura

O AMOR é o entusiasmo

O CONHECIMENTO define a construção da SABEDORIA

Construímos assim a nossa NAU que navega no caminho da FELICIDADE rumo ao SUCESSO.

Vamos nessa? Eu acompanho vocês!

Dúvidas e sugestões?
Escreva para mim:
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ROBERTOANDERSEN.BLOGSPOT.COM

Recebam todos um forte abraço.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

IUPE Educação: Dicas sobre Dificuldades de Aprendizagem

A constatação, pelos pais ou pelos professores, de algum tipo de dificuldade de aprendizagem, nem sempre é uma coisa muito tranquila.
Há pais que, por falta total de conhecimento, se negam a acreditar na existência de um problema real, que pode ser até um transtorno ou síndrome neuropsíquica, rotulando seu próprio filho de preguiçoso ou desinteressado.
Mas também há professores, profissão que exige esse tipo de conhecimento, que incorrem exatamente nesse mesmo erro! Insistem com o aluno para que ele realize algum tipo de atividade, rotulando-o de preguiçoso ou relapso, sem procurar identificar se existe algo a mais, além de uma aparente falta de vontade de raciocinar, estudar ou escrever...
Até mesmo a preguiça contumaz ou a aparente desatenção pode estar escondendo alguma espécie de mecanismo de defesa para camuflar uma dificuldade real. E essa dificuldade, que tanto pode ter origem em simples bloqueio emocional, como em alguma patologia neuropsíquica, precisa ser descoberta, identificada e acompanhada.
Se isso não é feito, os resultados são os piores possíveis para essa criança. A partir do rótulo de preguiçoso, desatento ou, pior ainda, burro, ela pode assumir forte sentimento de inferioridade perante seus irmãos, primos e colegas de rua e de escola, piorando ainda mais essa sua dificuldade.
O período escolar passa a ser um período de desespero, sacrifício, tristeza e revolta. Está criado um aluno cujas perspectivas de vida são as piores possíveis.
Ou ele vai apresentar uma característica de total apatia em sala de aula, ou vai tentar camuflar sua dificuldade, se mostrando inquieto, bagunceiro ou agressivo, mas dificilmente conseguirá, sozinho, vencer suas dificuldades para poder crescer intelectual ou emocionalmente.
Muitos desses alunos desistem de estudar e abandonam a escola, porque se sentem incapazes de aprender alguma coisa.
As consequências nós vemos todos os dias: o crescimento da população marginalizada, o aumento da criminalidade, o consumo e o tráfico de drogas, e muito mais.
O que precisamos, todos, entender, é que essa realidade pode ser revertida de forma muito simples, embora trabalhosa.
O segredo está na dedicação que nós, pais e professores, precisamos ter para entender cada uma das crianças em sua individualidade. Só assim poderemos identificar as características específicas de cada um e a forma que cada um deles apresenta para entender e compreender a nossa fala e os ensinamentos que queremos passar.
Quando, nesse processo de entendimento individual, encontramos dificuldades acima da média, está na hora de iniciarmos o processo de identificação dessas dificuldades, procurar ajuda dos profissionais adequados e iniciarmos a fase de acompanhamento especial, em casa e na escola.
A partir desse ponto, a depender do tipo de dificuldade, surgem diversos caminhos a percorrer:
Ao médico interessa identificar e iniciar o tratamento de alguma possível anomalia neuropsíquica, se houver.
Ao psicólogo interessa identificar e tratar alguma dificuldade comportamental, se houver.
Outros profissionais podem ser necessários, como o fonoaudiólogo e o nutricionista, por exemplo.
E a nós, pais e professores, interessa o seu desenvolvimento pessoal, emocional e intelectual.
Nosso ponto de partida é a identificação de suas habilidades atuais, mostrando ao aluno, a cada momento, do que ele é capaz, para elevar a sua autoestima, desenvolver a sua autoconfiança e criar força de vontade.
Em seguida o processo é, basicamente, utilizar essas habilidades para descobrir e estimular o desenvolvimento de suas potencialidades.
A continuidade desse processo permitirá a redução ou até a eliminação dos sintomas impeditivos de seu desenvolvimento, abrindo caminho para a construção da sua autonomia e o seu sucesso pessoal e profissional.
É muito importante que todos lembrem que, casos considerados perdidos, pela medicina, tornaram-se sucesso mundial, como, por exemplo a autista Temple Grandin, que continua autista, mas que é, hoje, pós doutora em ciência animal, cientista reconhecida mundialmente, palestrante internacional e professora universitária.
A ciência médica ainda não entende o que ocorre nesses casos, mas o esforço dos pais e professores é a grande diferença!
Dúvidas? Comentários? Críticas? Escreva para mim. robertoandersen@gmail.com
Mais detalhes? Leia meu BLOG:  robertoandersen.blogspot.com

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

IUPE Educação: Mal de Alzheimer - dicas para evitá-lo

Amigos: Vamos fazer uma pausa nas dicas de educação infantil e vamos dar atenção aos adultos e idosos em um assunto que está preocupando muita gente, que é o MAL DE ALZHEIMER.

Os caminhos para o entendimento desse mal e, logicamente, para o desenvolvimento dos meios para a sua cura, estão aparecendo.

Num desses caminhos alguns pesquisadores já conseguiram meio de recuperar a bainha de mielina, na substância branca cerebral, enquanto outros conseguiram eliminar placas de uma proteína chamada de BETA AMILÓIDE, nos vasos sanguíneos do cérebro.

Ainda não se sabe qual desses caminhos será o mais correto, mas as pesquisas continuam.

Mas o nosso foco não é a cura. Nosso foco está em divulgar algumas dicas que, segundo outras linhas de pesquisa, podem evitar que o Alzheimer seja iniciado.

Então, vamos lá:

Três fatores estiveram sempre presentes na vida da imensa maioria dos pacientes que desenvolveram o Mal de Alzheimer:

- A predisposição genética

- O estresse

- A ociosidade neural

Não podemos eliminar a predisposição genética enquanto os estudos sobre o epigenoma humano (assunto interessantíssimo) ainda não apontar para essa possibilidade.

Mas podemos atacar, tranquilamente, os outros dois fatores:

Estresse, por exemplo, precisa que você:

- Primeiro: reorganize a sua vida, eliminando coisas inúteis da sua rotina e alterando todas as formas de cumprir suas obrigações de maneira a transformá-las em prazer;

- Segundo: crie seus próprios momentos de lazer e de nada fazer!

E a Ociosidade Neural?

Ou seja: Tem parte do cérebro que está com teia de aranha de tanto ficar parada.

Então:

- Leia qualquer livro.

- Compre um caderno de anotações e escreva sobre o que está lendo.

- Aproveite um momento de refeição em família e crie conversas e debates sobre os assuntos que você está lendo.

- Vá passear e depois escreva sobre tudo o que viu e sentiu. Se conseguir, faça isso em forma de poesias.

- Converse com todos um pouco, todos os dias em que a oportunidade surgir, não muito tempo com cada um, para não perturbar ninguém...

E aproveite cada minuto de sua vida, apreciando todos os detalhes, as imagens, os sons, os aromas, as sensações.

É o famoso CARPE DIEM, para quem assistiu a Sociedade dos Poetas Mortos...


Viva feliz e diga adeus ao Mal de Alzheimer!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

IUPE Educação: Fase oral e a polêmica da chupeta


SEGUNDA DICA DA FASE ORAL - CHUPETA NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA

Nas dicas do encontro anterior, fiz questão de frisar que BEBÊ não pode ser sinônimo de CRIANÇA DE COLO.

Hoje vamos mais além, mas ainda na fase de zero a um ano e meio, que foi chamada por Freud de FASE ORAL.

A criança já nasce trazendo toda uma formação de hábitos que vão aparecer no futuro. Isso significa temperamento, emotividade, intelectualidade e tendências comportamentais. Mas embora toda essa informação já exista em sua memória ela, ao nascer, está fisicamente impotente.

Ela precisa sobreviver! E sua sobrevivência depende da alimentação adequada.

Nessa hora a fabulosa máquina cerebral mostra a sua cara, fazendo surgir a energia do instinto de satisfação oral. Essa satisfação é primordial para evitar a geração de futuras neuroses nessa criança, quando ela vier a se tornar um adolescente ou adulto.

Esse instinto impulsiona a criança a procurar seu alimento. E como o impulso para a alimentação é pelo sugar dos seios da mãe, Freud denominou essa fase de fase oral, ou seja: a libido pela boca.

Há crianças que se sentem totalmente satisfeitas após o ato de mamar, mas há aquelas que sentem necessidade de continuar sugando, mordendo, e levando tudo o que encontra à boca, independentemente de ter fome ou não.

Por isso, uma das dicas mais importantes nessa fase é estar atento aos sinais de que a criança precisa de algo além do simples ato de mamar.

Se isso for constatado, somos obrigados a oferecer-lhe uma chupeta, um mordedor ou coisas semelhantes.

Óbvio que seremos condenados imediatamente pelos fonoaudiólogos. Eles estão certos. Afinal, a preocupação deles é evitar que a arcada dentária seja prejudicada pela chupeta, mesmo aquelas chamadas de ortodônticas.

Mas nós não vamos dar chupeta para a criança que está satisfeita. Apenas para aquela que demonstrar insatisfação, porque insatisfação gera insegurança futura. Então, essa que se mostra insatisfeita, precisa da chupeta.

E eu, pelo menos, prefiro vir a pagar, futuramente, um tratamento ortodôntico para um filho dentuço, mas feliz, do que ser obrigado a pagar um tratamento psicanalítico para um filho com arcada dentária perfeita, mas neurótico...

Posso estar enganado em relação a essa minha recomendação e posso ser muito criticado por isso, mas é exatamente o que acredito!

E por que razão isso é tão importante?

Porque a insatisfação, nessa fase, vai provocar o nascimento de futuras neuroses.

Entre elas estará a desconfiança das pessoas e do ambiente em que ela vive.

A criança satisfeita nessa fase terá mais confiança nas pessoas e no ambiente, além de criar paz interior e ter mais equilíbrio emocional.

A segunda dica da fase oral, então, é a chupeta.

Essa é a fase da chupeta e do mordedor.

Mas, para atender aos fonoaudiólogos, a criança logo deixará essa fase, lá pelos seus dezoito meses... E a chupeta será “jogada fora”!

A dica de hoje, ainda na FASE ORAL, foi sobre a chupeta.

Dúvidas, críticas, questionamentos, sugestões, ou se desejar adquirir um dos meus livros, entre em nosso portal e clique na capa daquele que mais lhe interessa.

IUPE.WEBNODE.COM

É sempre um prazer estar aqui conversando com você!


Um forte abraço e até o nosso próximo encontro.



sábado, 4 de abril de 2015

IUPE Educação: Transtornos de comportamento ou criança superdotada?

SOCIEDADE PRECISA ENTENDER AS CRIANÇAS SUPERDOTADAS

A inteligência superior de uma criança empolga os pais, mas precisamos "jogar um balde de água fria" nessa empolgação, para evitar que essa superinteligência esteja camuflando sintomas de um comportamento pervertido e criminoso, que se não for detetado a tempo, poderá trazer consequências perigosas para a própria criança e para o seu grupo social.

As duas fotos anexas mostram dois extremos de crianças superdotadas.

A de camisa azul quadriculada, com cabelo à "pica-pau", teve afeto e imposição de limites desde o nascimento, com exemplo de caráter dado por seus pais e pelos demais membros de sua família, independentemente de se mostrar superinteligente.

Sua superinteligência nunca fez seus pai esquecerem da sua formação de caráter, nunca foi "apresentado socialmente" como o super inteligente da família, e sua performance educacional está sendo acompanhada pelos seus professores, apresentando excelentes perspectivas de futuro.

Já o de camisa preta, de cabelos loiros, foi criado como o inteligentezinho da família, sempre teve afeto, mas sem qualquer imposição de limites, e sem que houvesse exemplo familiar de caráter. 

Atitudes de características perversas com seus colegas eram consideradas "normais da idade", tanto pelos pais como peplos professores.

Não foi percebido, nessa criança, o desenvolvimento de uma personalidade pervertida, com instintos de crueldade e sintomas psicóticos, já que todo o "foco" estava em sua genialidade.

Matou seu próprio pai, após uma pequena desavença, e está em processo de julgamento e condenação pelo crime de assassinato. Sua personalidade, agora detetada, é de perversidade psicótica grave.

ERROS DE ENTENDIMENTO:


As fases de formação da criança nunca devem ser desprezadas. Pais e professores devem se informar das características principais de todas essas fases, tanto para permitir um excelente desenvolvimento de cérebro de seus filhos, como para detetar possíveis sinais de perversão psicológica ou até psíquica, para que sejam tomadas providências imediatas e iniciado os tratamentos adequados.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Arte no riacho

E a água vai, linda, voluntariosa, decidida, mas trazendo a infinita sabedoria que a leva a contornar, com arte e com amor, todos os obstáculos à sua frente.
Mais do que, simplesmente, o ato de contornar, ela consegue, em seu maravilhoso percurso, transformar tudo o que faz em arte.
A primeira, e a que mais nos chama a atenção, é a arte visual, pela beleza cristalina de sua imagem, refletindo raios da luz incidente e recheando de espumas os contornos das pedras.
Em seguida surge a arte auditiva, sentida pela beleza harmônica das ondas sonoras, essas sendo o resultado do agradável roçar de seu curso nas arestas das pedras.
 E, se estivermos parados em sua margem, sentiremos também a sua arte olfativa, provocada pelo estimular da vegetação, banhada pela sua passagem, produzindo uma imensa diversidade de aromas, com a sutileza desse roçar afetivo entre dois reinos distintos, o mineral e o vegetal.
Quanta sabedoria em um simples ato de contornar os obstáculos, mas deixando a sua marca, por meio de seu contato afetivo, repleto de uma energia transformadora, a energia do amor!
Quanta sabedoria ela demonstra, conseguindo, sutilmente, com o passar do tempo, tornar lisas e arredondadas, todas as pedras que, antes, só apresentavam arestas perigosas e ameaçadoras!
Essa é a sabedoria da água do riacho, essa é a sabedoria de uma artista que já nasceu assim, humilde, da nascente à foz, crescendo no percurso, muito forte ao se transformar em cachoeira, e desafiadora ao encontrar a imensidão do mar.


quarta-feira, 11 de março de 2015

IUPE Educação: Dicas sobre avaliação processual

Amigos,

Uma das coisas mais mal entendidas na educação é o processo da avaliação, a começar pelo desentendimento de qual deveria ser o seu objetivo real.

O objetivo da avaliação está diretamente ligado aos objetivos da educação, mas também está diretamente ligado aos objetivos da escola.

Se o objetivo da escola for selecionar os melhores, mais capazes, mais estudiosos e mais inteligentes alunos, para que a escola seja bem vista pelo público em geral, o objetivo das avaliações passam a ser reprovar os que apresentarem dificuldades, para que sobrem apenas os melhores e, com isso, a escola terá sempre os melhores índices de aprovação em provas, concursos e tudo o mais.

Mas se o objetivo da escola for o de garantir aprendizagem real para todos os seus alunos, incluindo aqueles que apresentem dificuldades de aprendizagem e anomalias neuro-psíquicas, o objetivo da avaliação passa a ser a análise permanente das metodologias utilizadas, a adaptação dessas às características cognitivas dos alunos e a criação de novas.

Para esse segundo caso, que é o que eu recomendo, precisamos criar meios de acompanharmos, passo-a-passo, o desenvolvimento de cada aluno, para que as intervenções sejam realizadas imediatamente, sempre que uma dificuldade for detetada.

Para facilitar esse acompanhamento individual, sugerimos que a aula seja dividida em duas etapas:

A primeira etapa é a apresentação do assunto, que deve ser na forma de marketing, propaganda, trailler de filme, etc. Ou seja: O professor estimula os alunos de forma que todos fiquem interessados e curiosos sobre o tema. Nessa apresentação o professor dá os conceitos principais e ensina o básico do assunto.

A segunda etapa, que deve ocupar todo o restante do tempo de aula, o professor coloca os alunos em grupos operativos e distribui, para cada grupo, o estudo dirigido sobre o restante do assunto. Nessa etapa o professor visita cada grupo para observar o trabalho, orientar a sua realização, tirar as dúvidas e, ao mesmo tempo AVALIAR o processo de trabalho em grupo, Essa avaliação já deve ser registrada, para que sejam detetadas as dificuldades cognitivas, as dificuldades criadas por relaxamento e preguiça, e as habilidades que possam surgir.

Na terceira etapa o professor passa tarefa para casa, deixando claro que a tarefa também estará sendo avaliada, só que essa de forma individual.

A quarta etapa é constituída por testes e provas, individuais ou em grupo, sempre que terminar um capítulo do assunto, para que as dúvidas sejam acompanhadas assim que elas surgirem, e nunca ao término de uma unidade letiva.

A coordenação deve reunir todos esses dados e relatos de todos os professores, para que seja realizada a análise das características cognitivas e comportamentais dos alunos e irmos para a quinta etapa, que é:

Quinta etapa: Análise, pelo Conselho de Classe, do desenvolvimento de cada aluno e das alterações que devam ser feitas nas metodologias, visando a aprendizagem real de todos.

Vamos aplicar e vamos discutir os resultados.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Neurociência: Inteligência Espacial

Dê um tempinho em suas atividades rotineiras, para que possamos discutir um pouco sobre uma das diferenças bem interessantes, entre a inteligência espacial do homem e a da mulher.

Imaginem duas situações bem diversificadas para facilitar a nossa análise.

A primeira observação pode ser realizada nos estacionamentos de grandes shoppings, quando a pessoa volta para o carro. .

A segunda pode ser em sua casa mesmo, quando a pessoa procura uma meia na gaveta de seu próprio armário.

Todos os meus alunos em disciplinas ligadas à neurociência já sabem qual o resultado dessas observações.

O homem, ou pelo menos a pessoa que tem seu cérebro com características predominantemente masculinas, passa com nota dez (10,0) na primeira, achando o carro sem qualquer dificuldade, mas é reprovado com zero (0,0) na segunda, nunca conseguindo achar coisa alguma em sua própria gaveta.

A mulher, ou pelo menos a pessoa que tem seu cérebro predominantemente feminino, acha qualquer coisa em qualquer gaveta ou bolsa, mas no shopping center ela é obrigada a pedir carona no carrinho elétrico da segurança, para procurar seu carro em toda a extensão do estacionamento e em todos os andares.

Qual será a causa dessa diferença fundamental entre os gêneros?  

Tenho discutido muito isso com meus colegas de pesquisa, mas só constatamos o fato sem conseguir, até hoje, encontrar alguma causa mais evidente, que deverá estar na formatação das redes neurais de um e de outro.

Um dos "chutes" que eu dei (podemos chamar de hipótese, para ser mais científico), mostra a possibilidade de, no homem, devido à evidência de um desenvolvimento menos harmônico entre os dois hemisférios cerebrais, permitindo um desenvolvimento maior do hemisfério esquerdo em detrimento do direito, ter desenvolvido, como compensação por essa deficiência, uma espécie de GPS automático, que poderia estar localizado no cerebelo ou no tronco encefálico, que são as áreas da parte automatizada de nossa mente.

Já a mulher, por ter seu cérebro desenvolvido harmonicamente, e  tendo uma elevada potencialidade intelectual associativa, não teria necessidade dessa compensação e, portanto, não teria o tal do GPS.

Esse "chute" explicaria a facilidade do homem em encontrar seu carro e, no caso da mulher, a necessidade dos grandes estacionamentos terem seus carrinhos elétricos de "procurar carro de mulher"...

Já para o segundo caso, a procura de objeto na sua própria gaveta, não consegui desenvolver ainda nenhuma hipótese, mas a partir do momento que basta pedir a esposa para procurar a sua meia, não precisamos perder tempo com essas bobagens... Elas são excelentes nisso!

Até aqui todos os meus alunos já sabem, A novidade começa agora:

Esse assunto começa a entrar, a partir de agora, no "rol" das pesquisas científicas sérias, realizadas pelos mais importantes institutos neurocientíficos do planeta, já tendo rendido, inclusive, um prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina, para os cientistas John O'Keefe, May-Britt Moser e Edvard I. Moser.

Eles descobriram as células cerebrais que trabalham exatamente como um "GPS Interno", exatamente com a função de localização espacial. Os estudos deles, para quem deseja ter mais detalhes, foi publicado nas revistas Hippocampus, EMBO Molecular Medicine, Scandinavian Journal of Neuroscience e Encyclopaedia of Cognitive Science. Fica fácil acessar pelo google.

O caminho dessa pesquisa está aberto a todos os interessados e espero que possamos, a partir disso, conseguir descobrir como essas células funcionam em, principalmente, qual a razão de não funcionarem corretamente no cérebro feminino.

Vou ter que terminar esse artigo aqui, para buscar minha esposa no Salvador Shopping. Ela perdeu o carro dela... Mas vou sem meia, porque não consegui achar nenhuma em minha gaveta...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O PERIGO DO FUNDAMENTALISMO

Um parque temático criacionista, com arca de Noé e tudo, não deixa de ser bastante interessante para que as crianças e os adolescentes tomem conhecimento dos conceitos religiosos sobre a vida humana e as origens de nosso universo.

Mas há que se ter muita atenção para o SINAL AMARELO e que pode se tornar SINAL VERMELHO, a qualquer momento, relacionado ao perigo iminente de, mais uma vez, o mundo estar diante de um fanatismo criminoso, gerado pelas exageradas formas de pensar dos fundamentalistas cristãos!

Interrompo aqui para deixar bem claro (e todos os meus amigos e alunos sabem disso) que tenho minhas convicções religiosas e, portanto, não sou contra a religiosidade individual, mas sim, contra qualquer forma de fanatismo, principalmente o fanatismo proveniente do fundamentalismo ortodoxo de alguma religiões.

Vamos ficar atentos ao que está ocorrendo e fazer um paralelo com o que pode vir a ocorrer se ficarmos aceitando o crescimento do fundamentalismo cristão:

Quando as pessoas leem as notícias sobre as barbaridades cometidas “em nome de Alá” pelos radicais islâmicos autodenominados Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS), podem ser levados a acreditar que a cultura islâmica sempre esteve nesse patamar de radicalismo fundamentalista, negando toda a evolução científica e abominando a construção do conhecimento.

Não é nada disso!

Quando Maomé, o profeta, fez surgir a religião muçulmana na Península Arábica no século VII, além de não ir contra a ciência já desenvolvida pelos Egípcios dos Ptolomeus e os Persas dos Sassânidas, ainda estimulou o seu desenvolvimento.

O próprio Alcorão, utilizado incorretamente hoje para justificar o assassinato daqueles que tentam evoluir culturalmente, é claro na valorização que faz da ciência, principalmente da ciência médica, considerando-a como arte próxima de Deus.

A evolução do conhecimento pelo mundo islâmico foi tal que, não só absorveu o pensamento grego, traduzindo para o árabe os escritos de Platão e Aristóteles, como partiram para o questionamento das especulações filosóficas gregas, enveredando para a observação dos fatos e a experimentação científica.

Assim surgiu a álgebra, assim surgiu o zero na numeração e a consequente evolução da matemática, assim evoluiu o estudo da trigonometria e com isso houve grande avanço nas aplicações práticas desses estudos, como ocorreu na geografia, na cartografia e na astronomia.

Esse avanço cultural foi obra de diversos cientistas, como: Al-Biruni (973-1050), que já havia concluído, de forma empírica, que o universo todo está sujeito às mesmas leis naturais, seiscentos anos antes de Galileu Galilei dizer isso; Al Hayzam (965-1040), que foi precursor nos estudos de ótica, observando, experimentando e concluindo a forma da propagação dos raios de luz, muitos séculos antes dos físicos reconhecidos pela ciência atual; Al-Khwarizmi (780-850), que foi um dos cientistas mais famosos nos estudos da álgebra; Omar Khayyam (1048-1131), poeta e matemático encontrando soluções geométricas para todas as formas de equações cúbicas; e muito mais.

Mas houve o declínio rápido de tudo isso, no final do século XI, e esse é o ponto importante de nossa questão.

Houve as invasões mongóis que, de certa forma, provocaram um certo desânimo entre os sábios da época.

Mas o elemento mais importante para que fosse iniciado um verdadeiro retrocesso na produção intelectual islâmica foi, sem dúvida alguma, a ascensão, ao poder, das dinastias islâmicas conservadoras, fundamentalistas e radicais.

Elas começaram a conseguir mudar a própria forma de pensar de grande parte do povo e, uma das “chaves” para provocar o rápido declínio do pensamento científico, foi a interpretação que esses ortodoxos deram ao Alcorão, considerando a ciência como inimiga da crença em Alá!

Hoje acompanhamos as notícias de crianças sendo assassinadas nas escolas pelo simples fato de estarem ali para aprender! Aprender é pecado contra Deus!

E o que tem o cristianismo e os Estados Unidos com tudo isso?

A ciência está evoluindo bastante nos países ocidentais cuja predominância religiosa é o cristianismo.

A ciência nesses países não evolui devido ao cristianismo, nem do budismo, nem do espiritismo, nem do bramanismo, mas sim de forma independente, sem sofrer limitações de nenhuma delas.

Há cientistas de todas as religiões, assim como há os materialistas, os ateus, os agnósticos, os panteístas e mais uma série infindável de crenças e descrenças, mas todos produzindo conhecimento, sem qualquer interferência religiosa.

O respeito entre ciência e religião se dá quando:

1. A sociedade compreende que crença é produto do sentimento e da emoção interior de cada pessoa;

2. O desenvolvimento científico é uma necessidade da humanidade para fazer frente aos desafios enfrentados a todo momento;

Um parque temático desses é maravilhoso, para mostrar às crianças, a forma religiosa de entender a evolução da humanidade.

O perigo é não permitir o ensino das origens do ser humano nem do universo segundo as demais linhas do pensamento científico, como assim fizeram os fundamentalistas do Islã.

Se esse radicalismo fundamentalista cristão sair vencedor, o que lemos hoje sobre as barbaridades cometidas pelo Estado Islâmico, leremos amanhã com outros personagens, dessa vez, os Estados Unidos Fundamentalistas Cristãos...

http://noticias.gospelprime.com.br/parque-tematico-do-cria…/