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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Síndrome amotivacional com Roberto Andersen em IUPE Educação

Pode parecer que estar sem disposição para fazer as coisas é algo normal, mas, na realidade, pode ser um indício de algo que precise de uma atenção especial.

Pode estar havendo uma alteração no equilíbrio dos neurotransmissores, por exemplo. Esse equilíbrio é básico para nosso estado emocional como um todo!

Os neurotransmissores mais ligados à motivação são a dopamina e a noradrenalina.

A dopamina, por sua vez, além da motivação em conjunto com a noradrenalina, se liga também ao prazer e a iniciativa, logo, nossa preocupação mais imediata passa a ser a elevação dos níveis de dopamina.

Então, se o que sentimos é falta de disposição, falta de ânimo ou falta de motivação, vamos partir para a elevação dos níveis de dopamina, até que nosso estado emocional esteja todo equilibrado novamente.

O que precisamos, então, é saber quais as dicas para provocar a elevação desses níveis.

Há muitos estudos sobre isso, mas como nossa preocupação não é com trabalho acadêmico, e sim com a prática do dia-a-dia, vamos a síntese de tudo o que já chegou a nós sobre isso, envolvendo cinco áreas principais, que são:

Alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.

A todo momento que estivermos buscando cumprir cada uma das dicas, é importante estarmos atentos à elevação da autoestima!

E isso deve ser feito tanto pelo reconhecimento positivo de tudo o que você tem, como também de tudo o que você é, iniciando pela satisfação de estar vivo.

Essa parte é importante porque o efeito psicossomático é primordial para a saúde do nosso corpo e da nossa mente.

Mas vamos às dicas:

Alimentação

A nutrição correta é primordial para possibilitar a produção equilibrada de todos os neurotransmissores.

Mas, além disso, vamos dar importância a alguns que são mais ligados à dopamina e aos melhores métodos para a absorção dos nutrientes.

Coma frutas entre as refeições. Há uma divulgação pela internet que o ideal é comer frutas de estômago vazio. Não sei se é verdade. Sei que frutas são importantes. Se comer entre as refeições estará se alimentando corretamente e, se essa história de estômago vazio tiver algum sentido, estaremos cumprindo essa parte também.

Após as refeições só bebida quente, tipo chá, por exemplo. Nunca bebida gelada. Isso já é um conhecimento antigo na Rússia. Eles também recomendam nunca beber água gelada, mas essa parte ainda é muito polêmica. Eu não bebo água gelada. Me acostumei assim e acho a água natural deliciosa!

E, inclua em sua dieta, sempre que possível:

Chá verde
Gérmen de trigo
Farinha de aveia
Ovos
Beterraba
Iogurtes, coalhadas e outros probióticos

Atividade Física

Sempre se soube que as atividades físicas provocam a neurogênese, melhorando o fluxo de nutrientes para o cérebro.

Mas, além disso, essas atividades provocam o aumento dos níveis basais de dopamina, provocando o crescimento de novos receptores nos neurônios.

Novos receptores significam maior tráfego sináptico, ou seja, maior intercomunicação entre todos os nossos neurônios, o que significa muito mais eficácia nas nossas atividades cerebrais.

Além da dopamina, os exercícios aumentam também os níveis da serotonina e noradrenalina, que são exatamente os três mais importantes neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio emocional.

Então, o recomendado é que se faça meia hora diária de atividade física, que pode ser uma caminhada com alongamento, por exemplo. Eu faço mais do que isso, mas em dias alternados. Todos os dias faço apenas um alongamento completo.

Meditação

A meditação regular aumenta os níveis de dopamina e, por isso, melhora a atenção e a capacidade de concentração.

Use qualquer processo de meditação ou mentalização ou concentração de forma que você esteja ligado a você mesmo.

Quem for religioso, como eu, pode aproveitar para juntar a meditação, ou mentalização, às suas orações de rotina.

Alguns efeitos desse processo, como o acréscimo considerável na espessura da massa cinzenta cerebral, foram observados por meio de ressonância magnética.

Ou seja: funciona mesmo!

Eu faço isso diariamente assim que acordo. Levo mais ou menos uma meia hora. E me sinto muito bem o dia todo!

Uso do sistema de recompensa cerebral

Nosso sistema de recompensa cerebral atua no sentido de provocar sentimentos de muita satisfação emocional, aumentando os níveis da dopamina.

Para isso ocorrer precisamos planejar, buscar e realizar coisas que provoquem satisfações, por menores que sejam, já que são elas que ativam os circuitos dopaminérgicos.

Esse planejamento pode ser, por exemplo:

Criar metas diárias, de curto prazo, que você possa realizar e ficar satisfeito com isso.

Transformar suas metas de longo prazo em várias metas intermediárias de curto prazo, para ter a dopamina estimulada todo o tempo.

E essas metas podem ser:

Uma aventura diferente, encontrar uma especiaria para comer, provocar um abraço amoroso em um amigo, criar um programa de atividades físicas, etc.

Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, a recomendação do professor para seus alunos foi uma forma bastante interessante de se cumprir essa parte.

Ele disse “Carpe Diem”!

No fundo esse termo mostra que devemos aproveitar cada momento da nossa vida como se ele fosse o mais importante de toda a nossa existência, focando apenas no momento presente e sentindo o prazer daquele instante, aproveitando cada segundo dessa relação entre nós e o ambiente, as pessoas presentes, o momento, o espaço e o tempo!

É a criação instantânea de uma meta imediata! A de sentir prazer naquele momento, naquela relação com o mundo, naquela sensação de estar presente em nossa própria vida!

Faço isso sempre!

Redução do estresse

Planeje seu dia e sua noite sem estresses, da seguinte forma:

Redes sociais – o ideal é planejar horários fixos para acessar as redes e respeitar tal planejamento. 

Seus amigos dirão que você os deixou no vácuo...

Acostume seus amigos a respeitar seus “vácuos”! Mostre que não são vácuos! São momentos em que você está se tornando melhor ainda e fazendo crescer seu amor interior, para poder compartilhar, depois, com eles!

Jogos eletrônicos, exposição ao computador, jogos pelo celular, etc. – planejar horário para isso, com limitação de tempo (uma hora de cada vez).

E planeje seus intervalos para fazer algo mecânico, crie algum hobbie, alguma pintura para fazer, algum desenho, alguma poesia a escrever com papel e caneta, ou um passeio lá fora...

Sono – planeje seu sono para estar dormindo antes da meia noite, sempre que possível, e programe a sua hora de acordar.

O momento do sono é o momento mais importante para a nossa mente, já que é o momento em que ela vai trabalhar, incessantemente, para reorganizar todas as nossas redes neurais e recuperar a energia de todas as células do corpo!

Prepare-se, antes, para esse período tão importante para a vida!

Elimine as interferências externas ao sono desligando todos os equipamentos (TV, computador, etc.) pelo menos meia hora antes de dormir. O processo de sono é um processo eletromagnético que, se sofrer interferências, nunca será tão perfeito.

Deixe o celular em outro cômodo da casa. A proximidade dele prejudica seu processo de recuperação cerebral. O celular é um grande vilão! Acredito que ele seja um dos principais responsáveis pela intolerância social tão comum hoje nas ruas! Ele estressa nossas redes neurais!

Pronto!

Vimos a alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.E vimos também que todas as dicas devem sempre estar acompanhadas da elevação da nossa autoestima! Tudo deve ser feito visando o prazer de fazer, o prazer do momento, o prazer da relação para com o ambiente, as pessoas e as atitudes, ou seja, o prazer de ser você mesmo!

terça-feira, 21 de julho de 2015

IUPE Educação: Criando a inteligência


Amigos,

Todos queremos que nossos filhos e alunos sejam inteligentes, tenham boa memória para arquivar conhecimento e saibam utilizar tudo isso com sabedoria.

E a melhor notícia é que todas as pessoas nascem com aproximadamente a mesma potencialidade intelectual e, portanto, todas podem alcançar tudo isso com facilidade!

Entretanto, durante todo o processo de formação do ser humano, cada um vai desenvolver mais ou menos capacidade de raciocínio, memória, atenção, entendimento, compreensão, elaboração e criatividade.

Por que essas diferenças acontecem?

As diferenças são fruto das diferentes formas como essa pessoa se relaciona com o mundo à sua volta e se interessa por ele, incluindo aí a observação do outro, a capacidade de ouvir o outro e, principalmente, a capacidade de compreender as ideias do outro e de analisar essas ideias em relação à sua própria forma de ver o mundo.

Aquilo que vemos, ouvimos e sentimos e, mais ainda, aquilo que o outro diz, faz e até mesmo o que o outro pensa, tudo isso é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa capacidade de percepção dos assuntos e dos fatos ao nosso redor.

Assim ocorre em uma aula, uma palestra, uma conferência, assim como na leitura de um livro ou ao assistirmos a um filme.

Mas perceber é apenas parte do processo. O processo inteiro inclui perceber, entender, compreender e aprender.

Percebemos ao ver, ouvir e sentir. Entendemos ao processar o que é percebido. Compreendemos quando conseguimos fazer comparações com o que já conhecemos. E aprendemos quando a compreensão se transforma em memória definitiva, ou consolidada.

E para todo esse processo funcionar perfeitamente, basta seguir algumas dicas bem simples:

Primeira dica: O SONO

O período do sono é o mais importante para o desenvolvimento da inteligência e, portanto, para o aprendizado e a memória.

É só durante o sono que o ser humano consegue construir a sua memória consolidada, com as informações que ele captou e processou durante o dia.

Esse período do sono, para ser completo, deve ter oito horas de duração, para adolescentes e no mínimo seis horas para adultos.

Mas não é só dormir...

Alguns procedimentos são necessários para que o sono transcorra normalmente. Entre eles:

Desligar TV, computador e smartphone, pelo menos meia hora antes de dormir.

Assegurar-se de que a última refeição foi leve e que já se passou mais de uma hora de seu término.

Olhar a hora que está indo dormir e planejar a hora que você precisa acordar.

Durante o sono a máquina cerebral se encarregará de construir toda a memória consolidada, memorizando todas as informações, que foram consideradas importantes, nas áreas correspondentes do córtex cerebral.

(Os detalhes desse processo, para quem gosta de neurociência, estão à disposição em nossos cursos)

Segunda dica: REGISTRAR O QUE É IMPORTANTE

Conforme você viu, o cérebro arquiva na memória consolidada tudo o que foi considerado importante.

Mas como podemos definir, para nosso cérebro, o que é importante, dentro de tudo o que foi captado durante o dia?

É simples demais!

Basta escrever o que você entendeu sobre os assuntos importantes. Vale também fazer um resumo ou um fichamento.

O importante é que você use as mãos escrevendo alguma coisa relacionada ao que é importante.

Esse comando motor ativa todo o córtex cerebral e define que aquele assunto é importante para ser gravado na memória consolidada.

Terceira dica: LER ANTES O ASSUNTO QUE SERÁ ENSINADO

A leitura, na véspera, dos assuntos que serão tratados em aulas, palestras ou conferências, facilita a percepção, o entendimento e a compreensão, além de possibilitar o aparecimento de dúvidas conscientes.

Não ter lido nada sobre o assunto pode trazer dúvidas sobre a totalidade, do tipo: “Não entendi nada! ” São dúvidas difíceis de serem respondidas pelo professor ou palestrante!

Pronto!

Agora estamos prontos para desenvolver a inteligência!

Leu o assunto antes.

Assistiu à aula ou palestra já com a capacidade de ter dúvidas ou até de interagir.

Escreveu sobre o assunto ou fez um resumo ou fichamento.

Agora o processo não é mais com você, mas sim com o seu cérebro que, durante o sono, automaticamente, vai transferir tudo o que foi considerado importante, para a memória consolidada no córtex cerebral.

Está completo o ciclo da formação da memória, do conhecimento, da inteligência e da sabedoria!

Qualquer dúvida escreva para mim:

Os livros sobre esses assuntos estão à venda em nosso colégio, o COLÉGIO IUPE, na Avenida Monteiro, 19, entre a Liberdade e o Largo do Tanque, em Salvador.

Pode também pedir pelo correio. Basta entrar no nosso BLOG e clique na capa de um deles:
robertoandersen.blogspot.com

Dúvidas urgentes?
Mande pelo whatsapp:
(71) 9913-5956


Forte abraço e até o próximo encontro.

domingo, 19 de julho de 2015

Conhecimento científico ou cientístico?


Fico perplexo quando me deparo com o desprezo, por parte de alguns cientistas, fechados em sua redoma acadêmica, em relação ao conhecimento “out-lab”, ou seja, ao conhecimento adquirido fora das experimentações controladas pelo rigor acadêmico.

Relendo “O Princípio da Totalidade”, de Anna Freifeld Lemkow, esbarrei mais uma vez na sua afirmação de que “(...) limitar o real apenas ao quantificável não é científico, é cientístico – uma perversão da ciência (...)”.

Não que o rigor acadêmico seja desnecessário. Não é isso. O que não devemos é fechar os olhos para o conhecimento extra academia. Esse conhecimento pode mostrar novos caminhos para velhos problemas e até abordagens luminares para desafios atuais!

Lembrei de meus encontros periódicos com um dos xamãs aborígenes, em pleno deserto australiano, na década de setenta, ainda no século passado.

Esses afirmavam que nossa mente possui uma antena interna, capaz de captar as ondas do pensamento de todas as pessoas que viveram em nosso planeta, desde o início da civilização. 

Segundo eles, nossas células arquivariam essa memória. Elas conteriam informações da história de toda a humanidade!

Hoje, passados mais de quarenta anos, a ciência descobre que cada grama de nosso DNA possui a capacidade de arquivar cerca de 700 tera de memória!

E não faz ainda dez anos já se tem conhecimento das atividades do sistema límbico, no centro do cérebro, captando e arquivando informações que nos chegam por todos os elementos censores e, inclusive, pelas ondas cerebrais que alcançam nosso cérebro...

Lembrei também que, ao ler “Deus único, mito e realidade”, de Luiz Henrique Almeida, deparei-me com sua afirmativa de que: “(...) Cada célula do nosso corpo contém todas as informações acerca da história de cada um de nós, neste planeta (...)”. Isso já lá se vão mais de dez anos! Não havia nenhum estudo acadêmico sobre isso. De onde Luiz Henrique tirou essa afirmativa?

Com base na afirmação de Almeida e no conhecimento dos xamãs, percebemos que será um imenso atraso de vida ou, melhor dizendo, um atraso para o conhecimento científico, se evitarmos analisar textos provenientes das diversas tradições religiosas.

Considerar escritos religiosos como verdadeiros é um erro científico grave! Ignorá-los, por serem do domínio da fé, pode constituir um grande atraso para o desenvolvimento científico. Analisá-los, é o correto! Podemos não conseguir resultados satisfatórios nem para sua contestação, nem para sua comprovação, mas podemos abrir caminho para mais um desafio científico importante.

Vamos dar uma ligeira olhada em alguns momentos científicos de hoje e o que podemos esperar a mais, desde que não estagnemos na ideia de que só o quantificável e visualizável é científico...

Em primeiro lugar, nesse passeio, vamos à memória. Sua capacidade é quase infinita na tarefa de arquivar todos os conhecimentos que processa. A dinâmica de funcionamento das redes neurais é algo assustadoramente admirável! Nossa capacidade para gravar informações ainda não foi superada por nenhum equipamento cibernético.

Por que tanta memória? Qual a finalidade real de tanta potencialidade? Haverá alguma outra função que não estamos exercendo como deveríamos? Nossas trilhões de conexões neurais estarão à nossa disposição apenas para jogarmos dominó e levantarmos um copo de cerveja? E toda essa capacidade ou potencialidade “se acaba” simplesmente com a morte?

Em segundo lugar vamos analisar a constatação, pelos psicólogos e terapeutas, de transferência de memórias do doador para o receptor, nos casos de transplante de coração. Há, hoje em dia, diversos relatos de transplantados que mudaram totalmente o seu comportamento e estilo de vida, assumindo os de seu doador, mesmo sem ter conhecimento disso! Essas memórias só poderiam estar nas células do órgão transplantado.

Mas, se já temos constatações de que todas as nossas memórias se localizam no cérebro, essas memórias seriam back-ups nas células do coração? Uma célula não dependeria de uma rede neural para arquivar uma informação?  Então, mais uma vez, a declaração de Almeida faz todo sentido!
E, em terceiro lugar, a identificação feita por Philip Low, das ondas cerebrais emitidas pela área de Broca, área que elabora a fala. Ele, em seguida, desenvolveu os equipamentos para a sua captação e transformação em sinais digitais. Esses sinais serão enviados a um computador, representando a “fala” da pessoa.

Seu desenvolvimento já está sendo testado por Stephen Hawking que, assim que o equipamento estiver pronto, voltará a comandar seu sintetizador de voz em tempo real! Os paralíticos cerebrais poderão se comunicar! Haverá a possibilidade de verdadeira inclusão escolar de uma imensidão de crianças com esclerose lateral amiotrófica ou com paralisias não progressivas.

Essas ondas geradas são produto de nosso pensamento. Isso significa que outros cérebros poderão captá-las e tornar seus sinais conscientes. É a telepatia em desenvolvimento tecnológico.

Mas, a telepatia existe? Só existe para quem acredita que ao “pensarmos forte” o que queremos transmitir à pessoa que está à nossa frente, principalmente se for um paralítico cerebral mudo, nossa mensagem estará chegando a essa pessoa. Mas precisa haver fé. Precisa haver ciência e fé.

Cada uma dessas constatações e desenvolvimentos nos impulsiona a estudos muito mais profundos sobre o funcionamento dos elementos primordiais da nossa formação orgânica: as nossas células.

Seu funcionamento é, como podemos perceber, muito mais complexo e muito mais abrangente do que o conhecimento anterior mostrava e, além disso, sua energia pode ter efeitos muito mais importantes e objetivos muito mais nobres.

Os estudos dos idealizadores da neurolinguística apontam para isso desde a década de setenta. 

Lembro que eu, na época, não acreditei nas suas propostas e, devido a essa descrença, escrevi uma crítica para um dos jornais da época. Sorte minha que o artigo “se perdeu” no tempo...

Hoje temos referência ilustres, como o físico quântico Amit Goswami, que apresenta essa realidade em sua obra: “Universo: Como a consciência cria o mundo material”.

O estudo quântico da consciência e de sua energia em forma de ondas, realizado por Goswami, nos leva a um momento intermediário em que as constatações da energia gerada por nossas células e seus efeitos no mundo material externo ao nosso corpo, aproximam a ciência da fé, provocando os céticos e empolgando os pesquisadores mais complacentes.

E mais que isso: Estamos mesmo em um cosmos com início, meio e fim? Estamos mesmo em uma realidade com passado, presente e futuro? Em “O Grande Projeto”, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow mostram, entre outras declarações “alucinantes”, que o cosmos não possui uma realidade única, mas que cada realidade possível do universo coexiste com as demais, ou seja, existem todas simultaneamente!

Se isso é verdade, nem o materialismo é real. Dizer que a matéria existe pode ser, também, uma forma de crença...

Para os amigos que desejam mais informações e mais debate sobre o tema, relaciono, ao final, algumas obras importantíssimas para essa reflexão.

Mas recomendo, também, que mantenham o número telefônico do seu psiquiatra, nas mãos de alguém de sua confiança...

Nunca se sabe...

Forte abraço!

Para saber mais:
Amit Goswami. Universo: Como a consciência cria o mundo material.
Anna Freifeld Lemkow. O Princípio da Totalidade.
Luiz Henrique Almeida. Deus único, mito e realidade.
Richard Dawkins. Deus, um Delírio.
Stephen Hawking. O Grande Projeto.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Devaneios de Andersen: BIOCENTRISMO

Estive estudando algumas informações que recebi de amigos pesquisadores e me deparei com a ideia do BIOCENTRISMO. Lembro que já faz tempo que eles estão tentando encontrar na biologia o caminho para a Teoria Unificada do Universo.

Não confundam com o outro significado de BIOCENTRISMO, que nada mais é do que o antônimo de ANTROPOCENTRISMO, ou seja, a ideia de que o nosso planeta é controlado por toda forma de vida e não apenas pelo ser humano. No estudo BIOCÊNTRICO que estou propondo a vocês, a chave de tudo volta a ser o homem, mais especificamente o seu cérebro, ou melhor, a sua mente.
Dois desses pesquisadores publicaram uma obra em 2009 com esse título (Biocentrismo), que foram Robert Lanza e Bob Berman.

Naquela época diversos cientistas já olhavam o mundo como sendo baseado na consciência, e não na Física, constatação essa que não vai agradar nem meu filho Erich, nem os colegas dele, nem seus professores no curso de Física da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana).

Mas mesmo assim proponha a todos eles uma análise do tema, para levar adiante algumas afirmações de Berman, de Lanza e de todos os que continuam insistindo em pesquisar tal assunto.
O trabalho desses pesquisadores aponta para as descobertas da Biologia em relação à existência de uma célula universal. Essa célula pode ser entendida como a célula tronco embrionária. Dela podem partir ideias, como as de Hawking, sobre a teoria unificada do universo. A diferença é que essa teoria estaria ligada à mente de cada um de nós, e não a uma partícula qualquer fora de nosso corpo ou de nossa mente. Será possível?

Se olharmos o modelo científico padrão ainda aceito por nós, vemos que ainda acreditamos que ele seja composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas. Bem: o conhecimento quântico poderá mudar um pouco as coisas, desde que consigamos entendê-lo corretamente, quem sabe, um dia...

Se essa é a verdade ainda aceita, uma ideia de vida abrigando consciência e determinando a existência do universo não será entendida, embora possa fazer sentido para a descrição do universo. Só precisamos (para tentar mudar nossa forma de pensar) começar a destrinchar o sentido da consciência, ou a nossa ou alguma outra consciência mais abrangente, dominando todo o universo.

Essa consciência pode vir a ser a matriz original de todo o cosmos. Nossa forma de pensar, nossa visão de mundo, nossa autoconscientização, nossa conscientização do outro, nossas percepções seriam simples programações realizadas por essa matriz.

A partir de nossa programação celular, incluindo aí, principalmente, as células neurais do pensamento, sempre fomos levados a achar que somos o ser superior em nosso planeta e com a missão de dominar o mundo... E, possivelmente, isso seja mesmo verdade! O que nós não sabíamos é que esse mundo deve estar sendo criado por nós!

Sim! A realidade parece ser criada por nós! A nossa percepção parece determinar a realidade. Mas, se isso é verdade, por que a humanidade, de uma forma geral, se acomoda a um determinismo externo ou superior ou pelo menos inalcançável por nós, pobres mortais?

Se o mundo é dessa forma, então o ambiente que vemos só existe em nossa mente ou só existe por causa de nossa mente. Bem! Para parte dessa ideia nós já temos pleno conhecimento técnico, a partir do entendimento de nossos órgãos sensores e de seu funcionamento, como o processo da visão e da audição, por exemplo.

Sabemos que não vemos imagens nem ouvimos sons. Sabemos, pela análise da retina e da cóclea, que imagens e sons são criados em nosso cérebro por um intrincado mecanismo de sistemas neurais que, ao receberem impulsos elétricos vindo desses sensores (retina e cóclea), interpretam e constroem as imagens e sons que, segundo nossa concepção de mundo, corresponde ao que existe no ambiente em que estamos.

Mas, será que a imagem que eu vejo e o som que eu ouço são iguais aos que você vê e que você ouve?

Berman e Lanza, desenvolvendo essa nova ideia biocêntrica, explicam que as coisas só existem durante a nossa observação.

Isso é falado tanto devido ao entendimento de imagem e de som conforme comentei anteriormente, como pela ideia quântica de que todas as partículas subatômicas que compõem os objetos só existem como uma probabilidade e nunca em um espaço definido!

Quando observamos as coisas, exatamente nesse momento, cada onda e cada partícula assumem as suas realidades físicas como nós as conhecemos. E a identificação de suas formas se dá apenas quando os fótons de luz, que não possuem nenhuma propriedade visual aparente, são enviados para a nossa retina e interagem com nossos sistemas sensoriais, permitindo ao cérebro criar as imagens.

Como estamos acostumados a achar que o mundo exterior independe totalmente de nossa presença, ou seja, nossos olhos e nossa mente registram rigorosamente o que existe externamente, independente de nossa existência, fica difícil entender que isso não é verdade! Ou que, pelo menos, o estudo atual do biocentrismo procura mostrar que não é verdade!

Esse estudo permite fazer uma análise ainda mais polêmica, que é a extrema precisão de mais de duzentos parâmetros físicos, no universo exterior, parâmetros esses tão exatos e com precisão milimétrica e até nanométrica, e que, se modificados impedem totalmente a existência de vida humana.

Os pesquisadores ligados à religiosidade passam a ter nesse momento uma possibilidade de identificar esse princípio como o início da constatação da necessidade de uma “Vontade Divina”.

Os ligados ao estudo do biocentrismo invertem a situação de que os parâmetros existentes permitiram a existência de vida, e que os parâmetros existiriam “por acaso”, concluindo, inversamente então, que o universo é criado pela vida! E ainda que, segundo eles, um universo que não suportasse vidas provavelmente não existiria.

Essa análise necessita do estudo da realidade quântica, cujos conceitos estão sendo analisados a todo tempo em diversos meios científicos, mas cuja compreensão está muito além do atual estágio de nossa competência intelectual.

Por enquanto sabemos (ou melhor: tentamos entender) que os resultados dependem da observação de alguém. Isso só tem sentido se a realidade biocêntrica for verdadeira. Espaço e tempo, pelo que nos mostra o biocentrismo, são referências existentes apenas na mente humana, devido a uma interpretação cerebral dos sinais captados pelos nossos elementos sensores.

Se concluirmos que espaço e tempo são apenas criações mentais do ser humano, todas as nossas percepções estarão sempre sendo pensadas em nossos sistemas neurais, independente de qualquer conceito de tempo cronológico ou espaço definido, o que vai permitir o entendimento científico dos conceitos de clarividência e mais ainda de precognição ou premonição.

A partir do momento em que tais conceitos forem compreendidos pelos estudiosos, poderemos ter uma nova visão de mundo, mas esse dia parece estar ainda muito longe, porque, pelo menos para mim, pobre mortal, muitas dúvidas ainda persistem!