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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Educação inclusiva 03 - dinâmica grupal em sala de aula

Amigos,

Vamos falar de EDUCAÇÃO INCLUSIVA VERDADEIRA, suas maiores dificuldades e as melhores soluções.

LEMBREMOS SEMPRE DOS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

1-Garantir que todos os dias o aluno especial aprenda mais alguma coisa a partir daquilo que ele já sabe, explorando suas habilidades, visando sua autossuficiência futura.

2-Preparar o aluno especial, assim como seus colegas normais, para que consigam ter uma convivência saudável e respeitosa, independentemente de suas características físicas ou psíquicas.

HOJE VEREMOS A DINÂMICA GRUPAL EM SALA:

Toda aula deve ser dada como se fosse uma aula para turmas multisseriadas em forma integrada, nunca em forma dividida, ou seja, nada de cada série virada para uma parede com um quadro, com professor se revezando, ora num quadro, ora em outro...

Multisseriada real, onde o tema é o mesmo para todos, mas a abordagem do tema é que estará dentro do nível de cada um dos alunos.

Os desenhos são os mesmos, assim como as ilustrações, e a importância do tema também deve ser apresentada de forma que seja bem entendido por todos os níveis.

Obviamente já se percebe que o professor não poderá dar essa aula inteira de forma expositiva, já que assim ele só alcançara uma parte da turma.

Por isso, vamos ver por partes:

Parte 1 da aula:

O professor faz o marketing do assunto da aula, para toda a turma, inclusive os especiais, em uma linguagem que todos entendam e de forma que todos se entusiasmem pelo assunto.

Parte 2 da aula:

O professor separa os alunos em grupos operativos, entregando para cada grupo o questionário do estudo dirigido a ser executado a partir daquele momento.

Os grupos iniciam a resolução dos seus questionários.

Parte 3 da aula:

O professor visita cada grupo para estimular o trabalho, observar o desempenho de cada aluno em seu grupo e identificar as dificuldades e dúvidas.

Parte 4 da aula:

A cada dificuldade encontrada por um grupo o professor interrompe o trabalho de todos, vai para o quadro, e explica a dúvida de um grupo para toda a turma.

Se a dificuldade encontrada for no grupo de alunos especiais o professor tanto pode tirar a dúvida no próprio grupo, como pode, a depender da dúvida, também socializá-la para a turma toda.

Observação importante:

O estudo dirigido deve ser preparado de tal forma que ocupe todo o tempo da aula, para que os alunos se sintam produtivos durante todo esse período.

Detalhes:

-Os estudos dirigidos para os alunos especiais deverão ter o mesmo formato e os mesmos desenhos, de forma que pareçam com os dos demais alunos, mas com as questões dentro de seus respectivos níveis de entendimento.

-No grupo dos alunos especiais serão sempre inseridos alunos “normais”, em revezamento, escolhidos entre os melhores daquela matéria, mas que receberão o mesmo questionário dos incluídos, para que todos, no grupo, se sintam realizando a mesma tarefa.

-Esses alunos são os alunos agentes de inclusão do dia, e serão preparados para isso pelo professor ou pelo psicopedagogo da escola.

-Esses alunos “normais” deverão ser escolhidos entre aqueles que já têm o hábito de estudar em casa e de pesquisar e que, portanto, estarem dedicados a acompanhar seus colegas especiais em uma aula, não fará nenhuma diferença para eles.


-Para facilitar a inclusão social dos especiais em relação a todos os seus colegas de sala, uma questão final do estudo dirigido poderá ser uma questão lúdica igual para todos, sejam alunos especiais ou normais, para que haja a possibilidade de que, todos, sem exceção, possam realiza-la divertidamente, em total congraçamento.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Diferentes formas de TDAH

As diferentes formas de TDAH:
Temos que separar alguns elementos básicos nessa abordagem, para evitar confusões de interpretação que, certamente, prejudicarão o correto acompanhamento e o desenvolvimento das crianças e adolescentes que apresentem os sintomas específicos de TDAH.
Aspecto 1) Hiperatividade verdadeira, que é a doença diagnosticada corretamente, por profissional habilitado.
Aspecto 2) Déficit de atenção verdadeiro, que também é doença, normalmente associada à hiperatividade, desde que diagnosticada corretamente por profissional habilitado.
Aspecto 3) Dificuldade de atenção de um hiperativo, causada apenas pela falta de interesse em determinados assuntos, eventos ou fatos.
Aspecto 4) Inquietação excessiva por parte do aluno com elevada capacidade cognitiva, devido a achar o assunto da aula ou a forma didática muito banal, desinteressante ou desestimulante.
Aspecto 5) Inquietação excessiva por parte do aluno com dificuldade de entendimento, por se achar incapaz de acompanhar as explicações do professor ou o nível da  sua turma.
Aspecto 6) Inquietação excessiva por parte do aluno proveniente de um ambiente familiar com características de educação equivocada, sem imposição de limites, com violência doméstica, abusos diversos ou abandono intelectual, afetivo e emocional.
Aspecto 7) Dificuldade cognitiva por parte de aluno com baixa autoestima, proveniente de ambiente familiar inadequado, sem estímulo cognitivo e sem apoio afetivo e emocional.
Nosso primeira preocupação deve ser: analisar se o aluno está enquadrado em um dos aspectos numerados de 3 a 7. Isso demanda um intenso e cuidadoso trabalho de observação e acompanhamento dos alunos por parte de profissionais de educação, preferencialmente aqueles com conhecimento e prática psicopedagógica ou neuropedagógica.