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quinta-feira, 31 de agosto de 2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Andragogia com Roberto Andersen em IUPE Educação
Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a
leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o
entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso,
enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus
dezoito anos de idade.
Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu
sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon,
Freud, Piaget e Vygotsky.
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Educação inclusiva 03 - dinâmica grupal em sala de aula
Amigos,
Vamos falar de EDUCAÇÃO INCLUSIVA
VERDADEIRA, suas maiores dificuldades e as melhores soluções.
LEMBREMOS SEMPRE DOS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA:
1-Garantir que todos os dias o aluno
especial aprenda mais alguma coisa a partir daquilo que ele já sabe, explorando
suas habilidades, visando sua autossuficiência futura.
2-Preparar o aluno especial, assim como
seus colegas normais, para que consigam ter uma convivência saudável e
respeitosa, independentemente de suas características físicas ou psíquicas.
HOJE VEREMOS A DINÂMICA GRUPAL EM SALA:
Toda aula deve ser dada como se fosse uma
aula para turmas multisseriadas em forma integrada, nunca em forma dividida, ou
seja, nada de cada série virada para uma parede com um quadro, com professor se
revezando, ora num quadro, ora em outro...
Multisseriada real, onde o tema é o mesmo
para todos, mas a abordagem do tema é que estará dentro do nível de cada um dos
alunos.
Os desenhos são os mesmos, assim como as
ilustrações, e a importância do tema também deve ser apresentada de forma que
seja bem entendido por todos os níveis.
Obviamente já se percebe que o professor
não poderá dar essa aula inteira de forma expositiva, já que assim ele só
alcançara uma parte da turma.
Por isso, vamos ver por partes:
Parte 1 da aula:
O professor faz o marketing do assunto da
aula, para toda a turma, inclusive os especiais, em uma linguagem que todos
entendam e de forma que todos se entusiasmem pelo assunto.
Parte 2 da aula:
O professor separa os alunos em grupos
operativos, entregando para cada grupo o questionário do estudo dirigido a ser
executado a partir daquele momento.
Os grupos iniciam a resolução dos seus
questionários.
Parte 3 da aula:
O professor visita cada grupo para
estimular o trabalho, observar o desempenho de cada aluno em seu grupo e
identificar as dificuldades e dúvidas.
Parte 4 da aula:
A cada dificuldade encontrada por um grupo
o professor interrompe o trabalho de todos, vai para o quadro, e explica a
dúvida de um grupo para toda a turma.
Se a dificuldade encontrada for no grupo de
alunos especiais o professor tanto pode tirar a dúvida no próprio grupo, como
pode, a depender da dúvida, também socializá-la para a turma toda.
Observação importante:
O estudo dirigido deve ser preparado de tal
forma que ocupe todo o tempo da aula, para que os alunos se sintam produtivos
durante todo esse período.
Detalhes:
-Os estudos dirigidos
para os alunos especiais deverão ter o mesmo formato e os mesmos desenhos, de
forma que pareçam com os dos demais alunos, mas com as questões dentro de seus
respectivos níveis de entendimento.
-No grupo dos alunos
especiais serão sempre inseridos alunos “normais”, em revezamento, escolhidos
entre os melhores daquela matéria, mas que receberão o mesmo questionário dos
incluídos, para que todos, no grupo, se sintam realizando a mesma tarefa.
-Esses alunos são os alunos agentes de
inclusão do dia, e serão preparados para isso pelo professor ou pelo
psicopedagogo da escola.
-Esses alunos “normais” deverão ser
escolhidos entre aqueles que já têm o hábito de estudar em casa e de pesquisar
e que, portanto, estarem dedicados a acompanhar seus colegas especiais em uma
aula, não fará nenhuma diferença para eles.
-Para facilitar a inclusão social dos
especiais em relação a todos os seus colegas de sala, uma questão final do
estudo dirigido poderá ser uma questão lúdica igual para todos, sejam alunos
especiais ou normais, para que haja a possibilidade de que, todos, sem exceção,
possam realiza-la divertidamente, em total congraçamento.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
IUPE Educação: Criando a inteligência
Amigos,
Todos queremos que nossos filhos e alunos sejam
inteligentes, tenham boa memória para arquivar conhecimento e saibam utilizar
tudo isso com sabedoria.
E a melhor notícia é que todas as pessoas nascem com
aproximadamente a mesma potencialidade intelectual e, portanto, todas podem
alcançar tudo isso com facilidade!
Entretanto, durante todo o processo de formação do ser
humano, cada um vai desenvolver mais ou menos capacidade de raciocínio,
memória, atenção, entendimento, compreensão, elaboração e criatividade.
Por que essas diferenças acontecem?
As diferenças são fruto das diferentes formas como essa
pessoa se relaciona com o mundo à sua volta e se interessa por ele, incluindo
aí a observação do outro, a capacidade de ouvir o outro e, principalmente, a
capacidade de compreender as ideias do outro e de analisar essas ideias em
relação à sua própria forma de ver o mundo.
Aquilo que vemos, ouvimos e sentimos e, mais ainda, aquilo
que o outro diz, faz e até mesmo o que o outro pensa, tudo isso é de
fundamental importância para o desenvolvimento de nossa capacidade de percepção
dos assuntos e dos fatos ao nosso redor.
Assim ocorre em uma aula, uma palestra, uma conferência,
assim como na leitura de um livro ou ao assistirmos a um filme.
Mas perceber é apenas parte do processo. O processo inteiro
inclui perceber, entender, compreender e aprender.
Percebemos ao ver, ouvir e sentir. Entendemos ao processar o
que é percebido. Compreendemos quando conseguimos fazer comparações com o que já
conhecemos. E aprendemos quando a compreensão se transforma em memória
definitiva, ou consolidada.
E para todo esse processo funcionar perfeitamente, basta
seguir algumas dicas bem simples:
Primeira dica: O SONO
O período do sono é o mais importante para o desenvolvimento
da inteligência e, portanto, para o aprendizado e a memória.
É só durante o sono que o ser humano consegue construir a
sua memória consolidada, com as informações que ele captou e processou durante
o dia.
Esse período do sono, para ser completo, deve ter oito horas
de duração, para adolescentes e no mínimo seis horas para adultos.
Mas não é só dormir...
Alguns procedimentos são necessários para que o sono
transcorra normalmente. Entre eles:
Desligar TV, computador e smartphone, pelo menos meia hora
antes de dormir.
Assegurar-se de que a última refeição foi leve e que já se
passou mais de uma hora de seu término.
Olhar a hora que está indo dormir e planejar a hora que você
precisa acordar.
Durante o sono a máquina cerebral se encarregará de
construir toda a memória consolidada, memorizando todas as informações, que
foram consideradas importantes, nas áreas correspondentes do córtex cerebral.
(Os detalhes desse processo, para quem gosta de
neurociência, estão à disposição em nossos cursos)
Segunda dica: REGISTRAR O QUE É IMPORTANTE
Conforme você viu, o cérebro arquiva na memória consolidada
tudo o que foi considerado importante.
Mas como podemos definir, para nosso cérebro, o que é
importante, dentro de tudo o que foi captado durante o dia?
É simples demais!
Basta escrever o que você entendeu sobre os assuntos
importantes. Vale também fazer um resumo ou um fichamento.
O importante é que você use as mãos escrevendo alguma coisa
relacionada ao que é importante.
Esse comando motor ativa todo o córtex cerebral e define que
aquele assunto é importante para ser gravado na memória consolidada.
Terceira dica: LER ANTES O ASSUNTO QUE SERÁ ENSINADO
A leitura, na véspera, dos assuntos que serão tratados em
aulas, palestras ou conferências, facilita a percepção, o entendimento e a
compreensão, além de possibilitar o aparecimento de dúvidas conscientes.
Não ter lido nada sobre o assunto pode trazer dúvidas sobre
a totalidade, do tipo: “Não entendi nada! ” São dúvidas difíceis de serem
respondidas pelo professor ou palestrante!
Pronto!
Agora estamos prontos para desenvolver a inteligência!
Leu o assunto antes.
Assistiu à aula ou palestra já com a capacidade de ter
dúvidas ou até de interagir.
Escreveu sobre o assunto ou fez um resumo ou fichamento.
Agora o processo não é mais com você, mas sim com o seu
cérebro que, durante o sono, automaticamente, vai transferir tudo o que foi
considerado importante, para a memória consolidada no córtex cerebral.
Está completo o ciclo da formação da memória, do
conhecimento, da inteligência e da sabedoria!
Qualquer dúvida escreva para mim:
Os livros sobre esses assuntos estão à venda em nosso
colégio, o COLÉGIO IUPE, na Avenida Monteiro, 19, entre a Liberdade e o Largo
do Tanque, em Salvador.
Pode também pedir pelo correio. Basta entrar no nosso BLOG e
clique na capa de um deles:
robertoandersen.blogspot.com
Dúvidas urgentes?
Mande pelo whatsapp:
(71) 9913-5956
Forte abraço e até o próximo encontro.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
IUPE Educação: Comenius e o Prazer de Educar...
O comentário que recebi da psicanalista e psicopedagoga Maria da Penha Rocha me estimulou a pensar de novo nas orientações que Comenius nos passou desde o século XVII!
Sei que ler Comenius é difícil, principalmente para quem não é religioso, já que ele insiste em ligar a educação à causa Divina! Mas percebe-se que ele faz isso de forma entusiástica, empolgado por uma iluminação que, possivelmente, havia em seu processo mental.
Mesmo sendo uma obra difícil de ler, todos os educadores deveriam investir um pouco de seu tempo na leitura de trechos de Comenius todos os dias! Ele fala diretamente a todos nós, mas precisa ser muito bem entendido, principalmente por aqueles que, embora estejam trabalhando em educação, não conseguiram ainda se entregar a essa maravilhosa causa!
Penha Rocha lembrou que Comenius defendia a ideia de: "(...) ensinar tudo a todos objetivando a aproximação do homem a Deus, fossem ricos, pobres, ou portadores de deficiências (...)". Essa frase, entretanto, pode ser entendida de forma incorreta, já que ensinar tudo a todos pode parecer que todos sejam obrigados a aprender tudo.
Para evitar má interpretação Penha Rocha lembra mais um trecho da obra onde ele fala: "(...) se ensinar a crianças bem pequenas, mesmo que elas aparentemente não aprendessem, já que, mais tarde, elas lembrariam as ideias internalizadas (...)."
Isso não significa, absolutamente, cobrar o resultado de todo esse conhecimento ensinado, mas sim o ensinar pelo prazer de comunicar um conhecimento que poderá ser absorvido como positivo para o seu desenvolvimento.
No nosso dia-a-dia essa parte do processo de ensino deve ser praticada desde o momento em que a criança se encontra no útero materno. Essa parte é a conversa informal educativa que a mãe e o pai devem ter com seus filhos apresentando-os ao mundo. Eles podem parecer não estar entendendo, principalmente se ainda não nasceram, mas em suas mentes alguns desses conceitos já começam a formar arquivos de memória que serão importantes para a sua vida futura.
Na neurodidática costumamos analisar o processo de aprendizagem em diversas fases bem distintas: iniciamos com o entendimento, que se dá durante a explicação na aula; em seguida vem a aprendizagem, o que ocorre quando o aluno, sozinho, no mesmo dia, realiza as tarefas de casa; durante o sono surge a oportunidade da fixação, período mais importante de todo o processo e que consome a maior parte da energia da pessoa e; a partir do dia seguinte vem a solidificação do que foi fixado, por meio de práticas avaliativas em sala de aula.
Comenius cita três fases: a compreensão, a retenção e a prática. A compreensão corresponde ao entendimento da aula e a aprendizagem por meio de tarefas individuais em casa. A retenção pode ser entendida como a fixação durante o sono, quando as redes sinápticas do córtex cerebral são reformatadas, gravando na memória o que foi aprendido naquele dia. A prática pode ser entendida como alguma forma de avaliação processual.
Quando ele diz que devemos ensinar sem descriminação, permitindo que cada aluno alcance o saber que lhe seja mais apropriado, eu me lembro da “Escola dos Bichos”, em plena selva, cuja grade curricular (provavelmente preparada por uma educadora do nosso sistema educacional) incluía natação, mergulho, voo, escalada, corrida, perfuração de solo e construção de ninhos em árvores.
Como é fácil de prever, o resultado final dessa escola em muito se assemelha ao resultado final de nossas “escolas de gente”... Todos foram reprovados porque, para receber o diploma, precisariam todos estar dentro de um padrão estabelecido, e não dentro dos padrões de suas próprias características intelectuais e habilidades.
Nessa hora a outra frase de Comenius vem a calhar: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos, não o que eles podem aprender, mas sim o que ele próprio deseja.”
O educador, então, deve partir daquilo que o aluno sabe para estimulá-lo a aprender ainda mais.
O educador se satisfaz, a cada momento, com qualquer pequeno progresso de seu aluno, independente do progresso dos demais, ou seja, cada aluno só é comparado com ele mesmo, ontem.
O educador estimula e reconhece a produtividade do aluno, preocupado com a manutenção ou elevação da sua autoestima.
Afinal, poder educar deveria ser considerado como uma dádiva Divina!
Saber dessa realidade é bom. Praticá-la significa construir uma felicidade! Mas para praticá-la precisamos nos despir de todas as resistências facilmente emergentes em nossos pensamentos e que surgem em frases como: "(...) é, mas com algumas crianças isso é impossível! (...)", ou alguns comentários como: "(...) eu me controlo muito para não reagir à irritação dos meus alunos! (...)".
Eliminadas essas resistências estaremos contribuindo para com a formação correta da mente de crianças e de adolescentes. Nossa missão começa aí.
E a importância dessa missão aumenta quando sentimos o poder que todos nós temos de trazer felicidade àquele que, sem possibilidade orgânica de se expressar ou de se mover, ou de ter todos os seus órgãos dos sentidos funcionando corretamente, procura alguém que lhe compreenda, alguém que lhe dê atenção, alguém que o considere como ser pensante!
Essa felicidade é a que eu tenho visto, refletida nos olhos de meninos e meninas tetraplégicas, em diversas partes do mundo, como Adjatay, de Camarões, Thato, de Botsuana, Shirley, da Grã-Bretanha, Luiza, de Juazeiro da Bahia e muitos outros.
Esses são apenas alguns exemplos, representando o universo de crianças e adolescentes que estariam abandonados à própria sorte se não recebessem o apoio afetivo de seus familiares, colegas e professores.
Resultados como esses são impagáveis e sempre compensadores! Só nós, educadores, podemos sentir esse prazer e assim construir um alicerce sólido para sustentar a felicidade.
Sei que ler Comenius é difícil, principalmente para quem não é religioso, já que ele insiste em ligar a educação à causa Divina! Mas percebe-se que ele faz isso de forma entusiástica, empolgado por uma iluminação que, possivelmente, havia em seu processo mental.
Mesmo sendo uma obra difícil de ler, todos os educadores deveriam investir um pouco de seu tempo na leitura de trechos de Comenius todos os dias! Ele fala diretamente a todos nós, mas precisa ser muito bem entendido, principalmente por aqueles que, embora estejam trabalhando em educação, não conseguiram ainda se entregar a essa maravilhosa causa!
Penha Rocha lembrou que Comenius defendia a ideia de: "(...) ensinar tudo a todos objetivando a aproximação do homem a Deus, fossem ricos, pobres, ou portadores de deficiências (...)". Essa frase, entretanto, pode ser entendida de forma incorreta, já que ensinar tudo a todos pode parecer que todos sejam obrigados a aprender tudo.
Para evitar má interpretação Penha Rocha lembra mais um trecho da obra onde ele fala: "(...) se ensinar a crianças bem pequenas, mesmo que elas aparentemente não aprendessem, já que, mais tarde, elas lembrariam as ideias internalizadas (...)."
Isso não significa, absolutamente, cobrar o resultado de todo esse conhecimento ensinado, mas sim o ensinar pelo prazer de comunicar um conhecimento que poderá ser absorvido como positivo para o seu desenvolvimento.
No nosso dia-a-dia essa parte do processo de ensino deve ser praticada desde o momento em que a criança se encontra no útero materno. Essa parte é a conversa informal educativa que a mãe e o pai devem ter com seus filhos apresentando-os ao mundo. Eles podem parecer não estar entendendo, principalmente se ainda não nasceram, mas em suas mentes alguns desses conceitos já começam a formar arquivos de memória que serão importantes para a sua vida futura.
Na neurodidática costumamos analisar o processo de aprendizagem em diversas fases bem distintas: iniciamos com o entendimento, que se dá durante a explicação na aula; em seguida vem a aprendizagem, o que ocorre quando o aluno, sozinho, no mesmo dia, realiza as tarefas de casa; durante o sono surge a oportunidade da fixação, período mais importante de todo o processo e que consome a maior parte da energia da pessoa e; a partir do dia seguinte vem a solidificação do que foi fixado, por meio de práticas avaliativas em sala de aula.
Comenius cita três fases: a compreensão, a retenção e a prática. A compreensão corresponde ao entendimento da aula e a aprendizagem por meio de tarefas individuais em casa. A retenção pode ser entendida como a fixação durante o sono, quando as redes sinápticas do córtex cerebral são reformatadas, gravando na memória o que foi aprendido naquele dia. A prática pode ser entendida como alguma forma de avaliação processual.
Quando ele diz que devemos ensinar sem descriminação, permitindo que cada aluno alcance o saber que lhe seja mais apropriado, eu me lembro da “Escola dos Bichos”, em plena selva, cuja grade curricular (provavelmente preparada por uma educadora do nosso sistema educacional) incluía natação, mergulho, voo, escalada, corrida, perfuração de solo e construção de ninhos em árvores.
Como é fácil de prever, o resultado final dessa escola em muito se assemelha ao resultado final de nossas “escolas de gente”... Todos foram reprovados porque, para receber o diploma, precisariam todos estar dentro de um padrão estabelecido, e não dentro dos padrões de suas próprias características intelectuais e habilidades.
Nessa hora a outra frase de Comenius vem a calhar: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos, não o que eles podem aprender, mas sim o que ele próprio deseja.”
O educador, então, deve partir daquilo que o aluno sabe para estimulá-lo a aprender ainda mais.
O educador se satisfaz, a cada momento, com qualquer pequeno progresso de seu aluno, independente do progresso dos demais, ou seja, cada aluno só é comparado com ele mesmo, ontem.
O educador estimula e reconhece a produtividade do aluno, preocupado com a manutenção ou elevação da sua autoestima.
Afinal, poder educar deveria ser considerado como uma dádiva Divina!
Saber dessa realidade é bom. Praticá-la significa construir uma felicidade! Mas para praticá-la precisamos nos despir de todas as resistências facilmente emergentes em nossos pensamentos e que surgem em frases como: "(...) é, mas com algumas crianças isso é impossível! (...)", ou alguns comentários como: "(...) eu me controlo muito para não reagir à irritação dos meus alunos! (...)".
Eliminadas essas resistências estaremos contribuindo para com a formação correta da mente de crianças e de adolescentes. Nossa missão começa aí.
E a importância dessa missão aumenta quando sentimos o poder que todos nós temos de trazer felicidade àquele que, sem possibilidade orgânica de se expressar ou de se mover, ou de ter todos os seus órgãos dos sentidos funcionando corretamente, procura alguém que lhe compreenda, alguém que lhe dê atenção, alguém que o considere como ser pensante!
Essa felicidade é a que eu tenho visto, refletida nos olhos de meninos e meninas tetraplégicas, em diversas partes do mundo, como Adjatay, de Camarões, Thato, de Botsuana, Shirley, da Grã-Bretanha, Luiza, de Juazeiro da Bahia e muitos outros.
Esses são apenas alguns exemplos, representando o universo de crianças e adolescentes que estariam abandonados à própria sorte se não recebessem o apoio afetivo de seus familiares, colegas e professores.
Resultados como esses são impagáveis e sempre compensadores! Só nós, educadores, podemos sentir esse prazer e assim construir um alicerce sólido para sustentar a felicidade.
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educar,
escola,
inclusão na escola
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Diferentes formas de TDAH
As diferentes formas de TDAH:
Temos que separar alguns elementos básicos nessa abordagem, para evitar confusões de interpretação que, certamente, prejudicarão o correto acompanhamento e o desenvolvimento das crianças e adolescentes que apresentem os sintomas específicos de TDAH.
Aspecto 1) Hiperatividade verdadeira, que é a doença diagnosticada corretamente, por profissional habilitado.
Aspecto 2) Déficit de atenção verdadeiro, que também é doença, normalmente associada à hiperatividade, desde que diagnosticada corretamente por profissional habilitado.
Aspecto 3) Dificuldade de atenção de um hiperativo, causada apenas pela falta de interesse em determinados assuntos, eventos ou fatos.
Aspecto 4) Inquietação excessiva por parte do aluno com elevada capacidade cognitiva, devido a achar o assunto da aula ou a forma didática muito banal, desinteressante ou desestimulante.
Aspecto 5) Inquietação excessiva por parte do aluno com dificuldade de entendimento, por se achar incapaz de acompanhar as explicações do professor ou o nível da sua turma.
Aspecto 6) Inquietação excessiva por parte do aluno proveniente de um ambiente familiar com características de educação equivocada, sem imposição de limites, com violência doméstica, abusos diversos ou abandono intelectual, afetivo e emocional.
Aspecto 7) Dificuldade cognitiva por parte de aluno com baixa autoestima, proveniente de ambiente familiar inadequado, sem estímulo cognitivo e sem apoio afetivo e emocional.
Nosso primeira preocupação deve ser: analisar se o aluno está enquadrado em um dos aspectos numerados de 3 a 7. Isso demanda um intenso e cuidadoso trabalho de observação e acompanhamento dos alunos por parte de profissionais de educação, preferencialmente aqueles com conhecimento e prática psicopedagógica ou neuropedagógica.
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