terça-feira, 4 de junho de 2019

Atendimento Educacional Especializado


Como identificar se o aluno tem algum tipo de dificuldade de aprendizagem e se ele vai precisar, ou não, de atendimento especializado (AEE)?

Quem pode fazer essa identificação e encaminhar o aluno, ou não, para o AEE?

De quem é, afinal, a responsabilidade pela identificação e encaminhamento de um aluno para o AEE. 

É do profissional de medicina ou do profissional de educação?

Vamos ver a responsabilidade e a competência de cada um?

Medicina:

É da competência dos profissionais de medicina o tratamento clínico e cirúrgico das enfermidades, doenças, transtornos, síndromes, deficiências e tudo o mais ligado ao funcionamento incorreto do organismo e da psique humana.

Para isso eles devem se atualizar, constantemente, para entender como tratar pessoas com qualquer dessas características.

Educação:

É da competência dos profissionais de educação garantir a aprendizagem e estimular a autonomia de seus alunos com ou sem enfermidades, doenças, transtornos, síndromes, deficiências e tudo o mais ligado ao funcionamento incorreto do cérebro.

Para isso os profissionais de educação devem se atualizar, constantemente, para entender como desenvolver a capacidade cognitiva e permitir a aprendizagem das pessoas com qualquer dessas características.

Conclusão:

Visto isso, então, qual dos dois precisa estar preparado para entender de autismo, síndrome de down, dislexia, discalculia, síndrome de Irlen, transtorno de desenvolvimento intelectual, e todas as demais comorbidades?

Se for para tratamento clínico, é o profissional de medicina!

Se for para acompanhamento educacional, é o profissional de educação.  

Dúvidas importantes:

P- Como posso, como educador, fazer essa avaliação, se não conheço essas doenças, síndromes nem transtornos?

R- Como já vimos, é obrigação do educador conhecer, e se manter atualizado, em relação aos sintomas que tragam dificuldade de aprendizagem, da mesma forma que é obrigação do médico manter-se atualizado, constantemente, em relação a todas as características dos alunos que necessitem de algum tratamento clínico ou cirúrgico.

Para isso devem os profissionais, sejam de educação, de medicina ou de qualquer outra profissão, aproveitar todas as oportunidades de se capacitar, para permitir o bom desempenho de sua missão.

P- A equipe pedagógica definiu que um aluno precisa de atendimento pelo AEE, mas não sabe como enquadrá-lo na lista de público alvo do AEE. Como fazer?

R- A equipe lista os sintomas e analisa em qual das deficiências listadas esses sintomas mais se assemelham. Ao descobrir como fazer o enquadramento, a equipe decide, em parceria com a família, e registra no Laudo Pedagógico, e o encaminha ao AEE.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Reflexões X Angústias - Uma aprendizagem traumática




Reflexões são necessárias a cada momento.

Viver sem refletir pode significar “passar pela vida” sem se encontrar, sem se entender, sem sequer saber qual o seu verdadeiro EGO.

Viver sem refletir pode nos levar a “seguir a manada”, a adotar como seu, o pensamento do grupo, assumir como sua, a vontade dos que o cercam...

E isso vem trazendo, aos poucos, a natural, e angustiante, perda de identidade. É a identificação total com o coletivo.

Não há pessoa. Não há EGO. Há apenas o cumprimento de uma rotina repetitiva, com alguns momentos de lazer e distração.

Mas até esse lazer parece, também, fazer parte de uma grande programação...

São zumbis ou simples marionetes, ingenuamente se achando gente real, mas enganados, como nos foi mostrado em Matrix.

E, aos poucos, o hemisfério direito cerebral vai se deteriorando, para sermos transformados em simples máquinas lógicas, sem qualquer emoção, para alcançar algum objetivo do sistema, mas nunca um objetivo pessoal.

A deterioração já teve seu início, quando o homem, na busca de objetivos coletivos, embarcou numa rotina repetitiva e angustiante.

A repetitividade já havia sido associada, por Freud, à pulsão de morte. Ela é um elemento destruidor do próprio EGO.

A continuidade da deterioração veio com a evidente escravidão do homem à dinâmica das redes sociais, sendo dominado pelo seu celular.

Um processo vicioso provocador dos mesmos sintomas que, antes, estavam relacionados apenas ao consumo excessivo de drogas.

E agora, para eliminar, de vez, com a área emocional da mente humana, vem a proposta da singularidade, feita pelos gurus da tecnologia, pretendendo incorporar, aos poucos, o homem à máquina, para tornar mais eficaz e mais rápido o raciocínio humano.

O primeiro aviso foi em Matrix. O segundo pela escravidão às redes sociais. O derradeiro vem com a singularidade.

Mas não há qualquer outra opção?

Como podemos nos manter imunes a tal transformação?

Lógico que ainda temos essa oportunidade.

A escolha do caminho ainda está nas nossas mãos, ou melhor, em nosso cérebro e, para ser mais preciso, na utilização correta da nossa mente.

Enquanto existir a satisfação emocional que permite a construção permanente da estrada da felicidade, o homem lógico jamais superará o homem emocional.

E se muitos optarem por essa estrada, outros perceberão o que estão perdendo, e poderão seguir os mesmos passos.

O caminho é o planejamento de cada dia como um dia de prazer e de satisfação pessoal.

Para isso existe a reflexão, permitindo a entrada bem dentro de nosso EGO, visando buscar a nossa identidade mais escondida e trazendo ela à tona, para vivenciar o dia e viver a vida.

Essa reflexão deve ser diária, para que cada dia seja o melhor dia de sua vida, e que todos os momentos de satisfação, que possam ser realizados, nunca sejam deixados para depois

Meu aprendizado sobre isso foi muito duro!

Tive essa grande oportunidade há mais de cinquenta anos, não por tê-la procurado, mas por estar quase um ano inteiro imobilizado em cima de uma cama de hospital, aguardando a recuperação de uma perna que, por milagre e com a ajuda de um médico excepcional, não precisou ser amputada, após um acidente, em manobra militar.

Aqueles meus momentos foram todos de muita reflexão para com a vida, na busca de seu sentido, e na observação do que se passava à minha volta.

Ao meu lado, durante aquele período, diversas pessoas se desligaram desse mundo, umas com sofrimentos físicos muito fortes, ao ponto de parecer desejarem a morte, como elemento de escape para a dor.

Outras com sofrimentos psíquicos mais fortes ainda, necessitando desabafar todas as suas angústias interiores, relatando para mim, já que eu era o paciente da cama mais próxima, todos os sentimentos que estavam aflorando em suas mentes.

Eu os ouvia atentamente! Aos meus dezenove anos, era a primeira vez que sentia, bem de perto, a angústia daqueles que sabiam estar em seus últimos momentos.

Na imensa maioria daqueles relatos, o sentimento mais evidente era o de arrependimento.

Arrependimento por: “não ter feito”; “não ter dito”, “não ter colocado em prática minhas próprias ideias”, “não ter dado oportunidade a mim mesmo”; “não ter abraçado na hora certa”; “não ter aproveitado cada momento da vida” ...

Os últimos minutos de vida chegam e o que fica são apenas perguntas: “o que me impediu de ser o que eu desejava ser?”; “o que me impediu de levar adiante meus desejos?”; “por que eu segui os caminhos de acordo com a vontade dos outros?”; “por que eu me afastei exatamente das pessoas que mais me amavam?”; “por que eu impedi, o tempo todo, a realização de cada momento de felicidade?”.

E, em alguns desses relatos, essas pessoas, em choro disfarçado, quase me levavam a cair em depressão.

Eu apenas ouvia.

Um a um, esses relatos foram se acumulando em minha memória, o que foi, certamente, uma excelente oportunidade para a construção de um novo sentido para a minha própria vida.

Cada um deles sabia que seu fim estava próximo. Todos se foram aos poucos, e eu, ali, com meus dezenove anos, testemunhando cada uma dessas partidas.

Hoje, já se passaram cinquenta e três anos daqueles momentos, mas todos os relatos continuam vivos em minha memória.

O sentido real da vida passou a ser a minha busca!

Nunca saberemos quando será esse último dia!

A hora de replanejar cada minuto de nossos dias é agora!

Precisamos analisar aquilo que nos impede de ser como desejamos ser, sem falsos dogmas, sem bloqueios desnecessários, sem medos, e nos livrarmos de tudo isso!

Os arrependimentos relatados foram frutos, exatamente, desses bloqueios, dogmas, medos, e tudo o mais.

Não se culpe se você falou algo, bem de dentro do seu coração, e se isso chocou o outro! Você foi verdadeiro! O choque do outro foi com ele mesmo! Ele ainda não descobriu sua própria identidade.

Não se culpe se você mostrou toda a essência do seu amor, mas não foi compreendido. Você se mostrou por dentro! O outro não está preparado ainda para conviver com a sua essência!

Um mal-entendido pode até trazer um estremecimento na amizade. Pode haver um esfriamento no relacionamento.

Mas a sinceridade é necessária, para que o outro saiba o nível da sua amizade e do seu amor, mesmo que não o aceite da mesma forma.

Se vier algum sintoma de arrependimento, melhor que venha por ter falado e sido sincero, do que por não ter se mostrado em toda a sua essência.

Guardar sentimentos é o mesmo que alimentar um forte peso no interior da mente.

É a geração de uma energia psíquica que poderá ser transformada em enfermidade.

É o que Freud definiu como uma das causas das neuroses e que, muitos anos depois, a medicina passou a estudar nos conceitos de psicossomática.

É hora de transformar tudo em prazer; de aprender a amar a você mesmo, para ter condições de compartilhar esse amor com o outro; de dizer ao outro o que queremos dizer; de curtir cada momento, não como se fosse o último, mas como se fosse o mais importante de nossas vidas.

Mas ao compartilhar com o outro, transforme a expectativa de retorno em perspectivas para a sua felicidade interior, aquela que ninguém pode interferir, porque essa só depende de você.

Expectativas de reciprocidade geram a angústia do não reconhecimento, gerando infelicidade.

Se não há reciprocidade, é porque não é para vir mesmo.

Aprenda a fazer pelo prazer de fazer, sem a necessidade de receber algo em troca.

Reflita muito! Descubra seu EU interior.

Viva a sua realidade e não a que os outros querem de você.

Você construirá, bem dentro de você, a energia do amor verdadeiro.

Afinal, você é a pessoa mais importante para você mesmo.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

sábado, 18 de maio de 2019

Autismo - Como andam os tratamentos?


No início foi colocada a culpa na “mãe geladeira”.

Depois a culpa saiu da forma fria da mãe se relacionar com o filho, para a herança genética, ou seja, a criança é autista porque os genes dos pais lhe passaram essa herança.

Hoje temos evidências científicas sérias, produzidas por diversos trabalhos de renomados pesquisadores, mostrando diversas causas, entre elas as intoxicações.

O transtorno apresenta uma alteração gênica sim, mas provocada, na maior parte, pela intoxicação. Apenas uma pequena parte é hereditária.

Mas a abordagem das causas deixaremos para outro momento, já que precisamos ter muito cuidado na divulgação de certas verdades perigosas.

Deixemos isso, por enquanto, com Peter Göetzsche, em sua obra: “Medicamentos Mortais e o Crime Organizado: Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica”.

Nosso foco hoje é como salvar essas crianças, de forma que elas possam ter uma vida normal, que possam aprender como seus colegas, que possam desenvolver suas habilidades como seus colegas, que possam se relacionar como seus colegas e que reduzam todos os seus sintomas, até que eles estejam, quase totalmente, eliminados.

Mas, para isso, teremos que enfrentar mais um imenso desafio, talvez tão grande e tão perigoso como o das causas do autismo, que é o desafio de identificar e tratar as causas dos sintomas, em vez de pensar em camuflá-los por meio de medicamentos controlados.

A primeira orientação a ser passada é em relação ao profissional que deve acompanhar essa criança.

Todos nós precisamos parar de achar que somos médicos. A sociedade, em geral, se considera tão conhecedora de medicina que, em vez de levar seus filhos para consulta com o clínico geral, que são os médicos ideais para realizarem as primeiras análises clínicas da pessoa, levam direto a algum especialista, como por exemplo o neuropediatra ou o psiquiatra infantil.

Como o entendimento dos especialistas está voltado para as suas especialidades, dificilmente realizarão todos os exames clínicos necessários a uma análise ampla de todas as possíveis causas dos sintomas.

Esse papel é do clínico geral.

Teoricamente o especialista acredita que a criança foi a ele por indicação do pediatra, após a realização de todos os exames e, tendo sido descartadas todas as causas simples dos sintomas.

Então eles só precisam ouvir os sintomas, na referência neurológica ou psiquiátrica, e prescrever os medicamentos indicados pelos compêndios médicos e recomendados pelos laboratórios farmacêuticos.

Então, devemos alertar a todos, inclusive a nós mesmos, que o primeiro profissional médico a ser procurado no caso de qualquer sintoma, é o clínico geral, que no caso das crianças é o pediatra.

E exigir uma análise completa, com a realização de todos os exames, entre eles:
PARASITAS

- Exame para detectar parasitas de todas as espécies, inclusive a cândida albicans, que é muito comum no trato digestivo do autista.

Infelizmente o mais eficaz tratamento para os mais perigosos parasitas, que é o MMS/MDS, desenvolvido por Andreas Kalker e utilizado por Kerry Rivera, foi proibido no Brasil, mesmo se tendo registros oficiais de 100% de cura do autismo em mais de 200 crianças que fizeram tal tratamento.

Mas como isso cura sem precisar das drogas, as agências americanas (FDS) e Brasileira (ANVISA) proibiram seu uso. Os motivos... bem... essa parte vamos deixar para Peter Göetzsche.

Não sei como ainda não proibiram as “orações de cura” dos Grupos Carismáticos Católicos...

INTOLERÂNCIA ALIMENTAR

- Exame para identificar as possíveis intolerâncias alimentares, que no autista normalmente são ao glúten, caseína, soja, ovos, açúcares, corantes e conservantes.

Como as paredes do intestino do autista são permeáveis, muitas proteínas prejudiciais ao cérebro acabam sendo levadas à corrente sanguínea.

Por isso que, detectadas as intolerâncias, um profissional nutricionista deverá preparar uma dieta substitutiva, para todos os elementos que forem considerados prejudiciais.

NÍVEL DE VITAMINAS

- Após esses procedimentos é importante fazer a suplementação vitamínica para voltar aos níveis recomendados para a sua idade.

PROBLEMAS DE TIREÓIDE

- Muitos sintomas semelhantes aos do autismo podem estar sendo resultado de problemas de tireoide, logo, esses exames são também recomendados.

Temos observado nas escolas que, as crianças que passam por esse tratamento básico, e cujas famílias cumprem, rigorosamente, as dietas recomendadas, têm seus sintomas reduzidos de tal forma que suas dificuldades praticamente desaparecem.

Já as crianças cujas famílias seguem apenas o tratamento medicamentoso, não consegue evoluir da mesma forma, a menos que seu grau de autismo seja muito leve.

Esse foi nosso foco de hoje.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

quarta-feira, 15 de maio de 2019

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O amor como antídoto à singularidade e à psicopatia construída


A transformação do ser humano em ciborgues psicopatas, como consequência da singularidade, prevista pelos gurus da tecnologia, só pode ser contido pelo resgate do sentimento do amor, a mais alta expressão da emoção humana.

sábado, 11 de maio de 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

sexta-feira, 12 de abril de 2019

quinta-feira, 28 de março de 2019

Humildade na ciência




HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial para evitar a estagnação do conhecimento humano.

Várias estradas são trilhadas pelos trabalhadores em ciências.

Ao longo de toda a minha vida nesse campo, tenho observado três delas, com muita atenção.

Primeira estrada

Vamos chamar de primeira estrada aquela por onde trilham os aficionados pelo entendimento do já sabido e pela descoberta do novo.

Esses longe de discriminar conhecimentos, os buscam onde estiverem, tanto dentro como fora da academia.

Eles tanto ouvem os Doutores em suas respectivas áreas, como registram e analisam o conhecimento passado de pai para filho pelas avós, pajés, xamãs ou curandeiros, nem que seja para, mais tarde, contestar alguns desses conhecimentos.

Esses assumem que é da análise do conhecimento, venha de onde vier, que podemos vislumbrar trilhas nunca antes imaginadas pela nossa limitada capacidade de entendimento do ainda misterioso ser humano, do misterioso universo em que vivemos e, mais ainda, da nossa própria existência.

Esses impulsionam o conhecimento do mundo.

Segunda estrada

Numa segunda estrada estão os que batalham, também arduamente, pela evolução do conhecimento, mas fechados dentro dos limites do “academicamente correto”, limitando seus horizontes aos conhecimentos já publicados pelos colegas, após as célebres conferências por pares.

É óbvio que as conferências por pares são extremamente necessárias, é claro, para que o publicado tenha sido conferido e aprovado por pesquisadores de credibilidade.

O que limita, a meu ver, a velocidade na expansão desse conhecimento, não é só o desprezo pelo senso comum, pelo conhecimento milenar não acadêmico, pelo conhecimento adquirido pelas culturas indígenas, aborígenes, xamânicas e todas as demais.

O que mais limita é o desprezo pelos desenvolvimentos fora do tradicionalmente aceito, como aqueles ligados aos efeitos psicossomáticos, ao trabalho independente do cérebro na manutenção de um equilíbrio homeostático, sem interferência externa alguma, o desprezo em relação ao que seria o tal do efeito placebo, como se nada disso existisse.

Ignorar evidências, só porque ainda não podem ser explicadas pela ciência acadêmica não me parece um bom caminho para o crescimento do conhecimento.

Terceira estrada

Nessa estão os trabalhadores da ciência, médico, engenheiro, farmacêutico, psicólogo, pedagogo e todos os demais, que aprendem a utilizar os conhecimentos publicados para a sua atuação no dia-a-dia. Essa estrada possui diversas trilhas. Vamos analisar duas delas:

Primeira trilha

São os que estão aplicando o que aprenderam, mas reservando um tempo diário ou semanal para investir na atualização desse conhecimento, estudando em todas as fontes disponíveis, sem desprezar nenhuma.

Esses são os que mais colaboram para o avanço do conhecimento mundial porque, estando na linha de frente da aplicação prática de todos os conceitos teóricos, são os mais capazes para dar os devidos retornos, referentes aos novos conceitos publicados.

É o médico que, antes de pensar em prescrever as drogas que os manuais recomendam para tratar os sintomas, analisa o paciente em sua inteireza, procurando encontrar motivos emocionais que possam estar causando o desequilíbrio orgânico do paciente.

É o engenheiro que, antes de iniciar cada obra, analisa os novos desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área, visando obter resultados mais eficazes.

É o farmacêutico que acompanha as publicações referentes aos novos medicamentos, para poder recomendar, aos médicos, aqueles que já reduziram os efeitos colaterais nos pacientes.

É o psicólogo que, investindo em sua formação neuropsicológica, amplia seus horizontes profissionais, capacitando-se para o entendimento da psique humana como um todo e, além disso, podendo analisar os resultados de todas as mais diferentes terapias em cada paciente.

Segunda trilha

São os que estão aplicando o que aprenderam, mas não têm tempo para se atualizar.

Esses são os que mais destroem a fama de qualquer profissão.

É o médico que, ao receber seu paciente, ouve os sintomas e, imediatamente, prescreve as drogas que os manuais recomendam para trata-los.

Se os sintomas forem resultados de algum desequilíbrio emocional, o mal se agrava ainda mais, mas ele cumpriu o que aprendeu na faculdade e, portanto, ninguém poderá condená-lo por isso.

É o engenheiro que, ao iniciar cada obra, “copia e cola” os detalhes do projeto anterior, sem procurar se atualizar com os novos estudos e desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área.

É o farmacêutico que se atualiza apenas pelo que os representantes dos laboratórios lhes dizem, sem procurarem se inteirar das publicações científicas mais recentes ligadas à sua área.

É o psicólogo que se fecha no conhecimento adquirido, na linha que escolheu para sua atuação, sem procurar expandir seu conhecimento para as demais formas de entendimento humano.

Visto isso, chegamos a conclusão de que o que falta, não é bem tempo para investir no conhecimento, mas sim HUMILDADE para assumir, no mínimo, duas verdades:

Uma é que, por mais que tenhamos nos saído muito bem em todos os cursos de nossas formações, e por mais que tenhamos certificados, diplomas e títulos, o conhecimento científico continua evoluindo e, se não estivermos nos atualizando, nossa prática estará estagnada, ou andando em círculos, e isso poderá trazer péssimos resultados em nossa atuação profissional.

Outra é que o conhecimento da nossa área nunca é suficiente como um todo! Temos que ter a humildade de ouvir a opinião dos colegas de todas as demais áreas, já que a forma de cada um olhar o mesmo fato pode trazer evidências que, para nós, passariam despercebidas.

Isso tanto vale para o profissional de linha de frente, como para o pesquisador em seu laboratório.

Então, conforme iniciei nossa conversa, confirmamos que:

HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial para evitar a estagnação do conhecimento humano.

LIVE em 27-03-2019

sexta-feira, 8 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

sábado, 2 de março de 2019

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Live em 09-02-2019

Treinamento parental - Filho despesa x Filho investimento



Seu filho pode ser a sua grande despesa ou o seu melhor investimento. Você escolhe.

A educação de um filho nunca foi fácil!

Muitos pais acertam, mesmo se terem aprendido com ninguém!

Muitos pais querem acertar, mas erram feio!

Onde estão os erros? Como evita-los?

Nas séries Treinamento parental, nós estamos tentando ajudar um pouco nessa missão Divina de educar os nossos filhos.

Hoje vamos analisar a aprendizagem. Por que nem sempre dá certo, mesmo nas escolas que dizem ser as melhores, e por que alguns têm sucesso total, mesmo sendo de famílias pobres e frequentando escolas públicas consideradas de má qualidade?

INICIANDO!

Vamos analisar dois “alunos tipo”, com base em observações, não só minha, como também de diversos outros professores-pesquisadores, ao longo dos últimos vinte anos.

Primeiro “aluno tipo”: O que fracassa ou de futuro medíocre

Esses são os que mais dão motivo para reclamações de ambas as partes.

Os pais reclamam de inquietação, desânimo nos estudos, insubordinação, falta de visão de futuro e outras coisas.
Eles reclamam de tudo, estão insatisfeitos para com as suas condições de vida e, em muitos casos, demonstram a sensação de que só os outros têm oportunidades boas na vida e que, para ele, não há chance.

Alguns estão matriculados em escolas públicas e colocam a culpa na situação dessas escolas, na falta de professores ou na falta de interesse desses em prepara-los corretamente para a vida profissional, nas bagunças em sala de aula e tudo o mais.

Outros estão matriculados em escolas particulares, mas o desinteresse para com os estudos continua o mesmo, ficando entusiasmados apenas com festas, namoros, brincadeiras, como se precisassem aproveitar bastante a fase adolescente, sem qualquer perspectiva de futuro.

Alguns, os que são filhos de famílias de alta renda, são matriculados em colégios considerados “de ponta”, com mensalidades bem elevadas, cuja característica é a de reprovar quem não acompanha o ritmo alucinante dos que são obrigados a garimpar médias altíssimas nos vestibulares e ENEMs, para “dar nome” à escola.

Logicamente, como esses não querem acompanhar esse ritmo, por total falta de estímulo, são excluídos e colocam a culpa em problemas psicológicos, incapacidade de aprender, e até síndromes e transtornos inexistentes, só para justificar a falta de vontade de se dedicar à aprendizagem.

Nesse caso ainda há os que acreditam que, por serem de famílias abastadas, não precisarão dos estudos, já que seus pais poderão pagar suas faculdades, mais tarde, garantindo um diploma de curso superior, embora sem conhecimento algum.

Lógico que, um dia, eles acabam percebendo, embora tardiamente, que a sua falta de motivação para com sua preparação acabou fazendo com que outros passassem a sua frente, não só profissionalmente, como em satisfação pessoal.

Percebam, então, que esses fracassados estão em todas as classes sociais, e estudaram em todo tipo de instituição escolar, inclusive nas escolas particulares.

Todos esses significam despesas constantes para seus pais, sem qualquer perspectiva de retorno, ou seja, isso significa gasto financeiro e nunca poderá ser considerado investimento.

Segundo “aluno tipo” O vencedor, ou seja, aquele que é bem resolvido pessoal e profissionalmente

Nessa segunda linha eu também tenho encontrado alunos de escolas públicas municipais e estaduais, alunos de escolas particulares de bairros populares e alunos de escolas particulares de bairros mais nobres.

Para esses a escola pública de qualidade ruim é apenas um desafio a mais, já que seu estudo se concentra nos livros, que pega emprestado na biblioteca pública (caso não tenha acesso a internet), ou nos livros doados pelo governo, se houver, ou em pesquisas pela internet, se tiver acesso.

Uma escola pública de melhor qualidade ou uma escola particular pequena, de bairro popular, facilita ainda mais seu aprendizado, pela facilidade de interagir com seus professores.

Uma escola “de ponta” também é apenas um desafio a mais, já que a simples existência de “professores-estrelas” (aqueles que se preocupam apenas em fazer seus nomes, em vez de ajudar seus alunos no processo de aprendizagem) faz com que ele necessite de seu esforço pessoal.

Análise dos dois “alunos-tipo”

Ao longo desses estudos temos constatado que ambos os “alunos-tipo” existem em todos os tipos de escolas, desde as públicas de baixa qualidade, até as escolas particulares, consideradas “de ponta”, passando por todas as demais.

Isso pode significar que a formação desse aluno-tipo, seja ele qual for, não depende exclusivamente da qualidade da escola.

Constatamos, também, que ambos os “alunos-tipo” existem em todas as classes sociais.

Isso também pode nos mostrar que a formação desses tipos de alunos não depende de situação social nem financeira da família.

E agora? Onde está a fonte da diferença?

Nesse momento eu sou obrigado a dar uma ligeira explicação, não para a maioria de vocês, mas sim para os nossos amigos “sabotadores” (temos muitos colegas sabotadores convivendo conosco).

A explicação é a seguinte: os casos analisados são muitos, mas não serão relatados por mim aqui, para não estender muito a nossa conversa de hoje.

Mas aos sabotadores que, por qualquer motivo, desejarem contestar tudo o que estou relatando, considerando como exceções à regra, peço que façam suas próprias pesquisas e cheguem às suas próprias conclusões.

Mas procurem, também, encontrar soluções viáveis e práticas, que é essa a nossa intenção nesse estudo.

Então, vamos ao nosso procedimento nessas análises.

Procedimento adotado

Observamos, inicialmente, o aluno-tipo, tanto em nossa escola como nas escolas públicas de diversos municípios e estados, onde temos professores ligados ao IUPE, e em escolas particulares de todos os níveis, também por intermédio de professores em atividade.

Identificados os “alunos-tipo” realizamos (da mesma forma) uma anamnese voltada para o histórico desse aluno e seu relacionamento familiar.

Coletando as informações, chegamos ao seguinte resultado:

Resultado alcançado

O aluno tipo é o resultado da formação de sua mente, que se desenvolve segundo três aspectos principais:

- A sua disposição física;
- A sua disposição emocional;
- A sua disposição cognitiva (capacidade de aprender).

São esses três aspectos os que definem a diferença entre o fracassado e o vencedor.

Conclusão do estudo

Querer que seu filho tenha bons resultados nos concursos, vestibulares e ENEMs sem estimular seu interesse pela aprendizagem e sem garantir as condições físicas e emocionais que ele precisa, é jogar dinheiro e tempo fora! E muitos pais ainda estão totalmente perdidos nesse processo, aguardando um milagre!

Devemos, então, recomendar aos pais que:

Se não existe interesse em investir no sucesso de seus filhos, deixem eles em paz e não interfiram na sua rotina.

Se há esse interesse, então transforme seu gasto financeiro com a educação do filho, mesmo que esteja em escola pública, em investimento lucrativo para o futuro de toda a família.

Para isso basta reorganizar tanto a sua rotina de vida, como a de seu filho e melhore o seu relacionamento afetivo com eles, atentando para essas três disposições que foram identificadas como principais:

Disposição física - disposição emocional - disposição cognitiva

Disposição física

Basicamente ela se dá pela liberação equilibrada dos neurotransmissores serotonina e dopamina, cujo principal responsável é o cérebro entérico, ou seja, o cérebro do intestino, chamado, hoje, de segundo cérebro.

Para que isso funcione bem, precisa que haja uma boa alimentação, a mais saudável possível.

E para uma alimentação saudável não precisa ter boa condição financeira, porque até na “xepa da feira” se consegue legumes e verduras de boa qualidade, já que sempre sobram os que estão feios e sujos, o que não significa que não prestem.

O que deve ser evitado é exatamente o que prejudica todo esse equilíbrio, que são os refrigerantes, os salgadinhos, o excesso de açúcares, o excesso de balas, etc.

E quanto à atividade física, essa qualquer um pode realizar, mesmo que seja uma boa caminhada diária.

Disposição emocional

A mais perfeita disposição emocional é a proveniente de exemplo dos pais ou, quando os pais não têm o costume da leitura, estudo, nem pesquisa, o estímulo positivo e reconhecimento dos esforços realizados pelo filho.

Os pais não precisam saber absolutamente nada das matérias que seus filhos estão estudando.

Estimular significa estar junto, observar, mostrar interesse, pedir para que filho explique o que está aprendendo e reconhecer cada trabalho realizado, cada estudo feito, cada redação, resumo, e tudo o mais.

O filho que sente o interesse de seus pais pelo que estuda, consegue sentir prazer em estudar e pesquisar e, mais ainda, tem prazer em compartilhar com seus pais o resultado de seu esforço.

Essa disposição, que é basicamente afetiva, uma composição de amor parental e imposição de limites, está totalmente ligada ao cérebro cardíaco, que pode ser o responsável pela essência psíquica de cada um de nós, conforme estudos realizados atualmente.

Disposição cognitiva (capacidade de aprender)

Essa disposição está totalmente ligada ao funcionamento do cérebro craniano, que é o cérebro considerado como principal, por ser o único conhecido até a descoberta do entérico e do cardíaco.

Para criar essa disposição os caminhos são:

- A elevação da autoestima;
- A imposição de uma rotina saudável;
- A eliminação ou redução dos elementos geradores de estresse.

Ponto 1 – elevar a autoestima

Para elevar a autoestima todos, pais e professores, devem se dedicar a provar que ele consegue aprender qualquer matéria, mesmo que, para isso, tenhamos que voltar a assuntos básicos anteriores ao que ele estaria estudando, procurando o seu “ponto de entendimento” da matéria.

Essa volta ao seu “ponto de entendimento” é a estratégia mais eficaz para quem não se acha capaz de aprender alguma coisa. E esse ponto de entendimento pode ser descoberto por uma simples avaliação diagnóstica.

Ponto 2 – a rotina saudável

A imposição de uma rotina saudável deve incluir um período correto de sono e, logicamente, sem celulares no quarto.

Ponto 3 – redução do estresse

A eliminação ou redução de elementos estressantes passa pela imposição de limite de tempo para utilização de jogos eletrônicos e de acesso a redes sociais.

Fazendo assim estaremos garantindo que todas as nossas despesas escolares com nossos filhos (mensalidades escolares-livros-cadernos-etc.) sejam revertidos investimentos lucrativos num futuro de sucesso profissional e pessoal.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Devaneios e reflexões 01 Conhecimento com amor



CONHECIMENTO COM AMOR

Quando eu falo que amor e conhecimento são os ingredientes fundamentais da nossa existência, eu não estou exagerando em nada nem, muito menos, limitando nada!

Existe, infelizmente, uma grande incompreensão em relação a ambos, tanto em relação ao verdadeiro significado do amor, quando ao verdadeiro significado do conhecimento.

Hoje eu não vou falar do amor, mas sim do conhecimento, já que em relação ao amor, todos vocês já devem estar cansados de ouvir as minhas ideias.

Quem quiser lembrar um pouco, assista ao vídeo Orientação adolescente 01 – Amor, e ao Orientação adolescente 04-Amor ou amizade, no nosso canal no youtube.

Vamos, então, ao sentido correto do “conhecimento”, coisa que hoje está sendo deixado em segundo plano.

Foi Alvin Toffler, o autor de “A 3ª Onda”, que, previu que o mundo seria dominado por quem tivesse conhecimento, e não mais por quem nascesse em família abastada.

Muitos filhos de ricos não acreditaram nisso e, mais tarde, foram substituídos, nas empresas de sua própria família, por filhos de pobres, mas que demonstraram, para os acionistas, que eram mais inteligentes e mais bem preparados que os “filhinhos do papai”. As empresas mudaram de donos... Alvin Toffler estava certo...

E assim está caminhando o mundo até hoje. Mas ainda tem muita gente acomodada a uma ideologia de nós e eles, como se nós nunca pudéssemos ser eles, ou como se houvesse, de fato, um impedimento para que as pessoas crescessem e prosperassem pelo seu próprio conhecimento.

E muitas pessoas ainda não “se tocam”, mesmo sabendo que o dono da barraca de venda de jornais prosperou ao ponto de dar palestras em Harvard, sobre empreendedorismo!

Nem mesmo sabendo que um conhecido camelô se tornou dono de uma rede de televisão e construiu um verdadeiro império financeiro.

São muitos os exemplos, em toda parte do mundo, mas os acomodados insistem em dizer que são exemplos pontuais. Que são poucos esses casos de sucesso. Acham mais cômodo pensar assim. Não dá trabalho. Não exige esforço...

Afinal, esses ainda estão com a mente travada pelas ideias pessimistas que foram colocadas nas suas cabeças, ou com falta de disposição para lutar.

Continuam parados, continuam reclamando das diferenças sociais, continuam não acreditando nem neles mesmos.

E vemos isso em profissionais de todas as atividades, vemos isso entre colegas nossos, vemos isso em todo lugar!

Para quem acredita em si mesmo e em sua disposição para o sucesso, isso poderia até ser um empecilho a menos, já que não haverá concorrência, mas, na realidade, tira o gosto maravilhoso de crescer vendo seus colegas crescerem também, juntando grupos para criar ideias novas, criando oportunidades maiores ainda, e fazendo toda uma comunidade prosperar, e não apenas um prosperar ao lado de um monte de fracassados.

É a busca pelo conhecimento que pavimenta a estrada do sucesso e da prosperidade, enquanto o desprezo faz surgir obstáculos cada vez maiores, tornando essa estrada intransitável e inatingível.

Estar na busca do conhecimento não significa saber tudo, mas sim, saber o que não sabe, assumir isso, buscar se atualizar e compartilhar o conhecimento adquirido.

Ao longo da minha, já longa, e por sinal muito prazerosa, trajetória de vida, tenho observado exemplos de todo tipo.

Observo colegas professores que amam o que fazem, amam serem responsáveis pelo aprendizado de seus alunos, se dedicam ao conhecimento, produzem seus textos, divulgam o que produzem e, como consequência, constroem uma vida de satisfação e prosperidade. São úteis. São necessários. São procurados e disputados!

E esses ainda encontram tempo para curtir a vida, já que, por amarem o que fazem, não entram em estresse e conseguem fazer o tempo render.

Mas observo, também, professores que apenas toleram seu trabalho, se acomodaram ao que aprenderam nas faculdades, construíram uma rotina estressante de aulas em todos os turnos para poder aumentar sua renda e, com isso, eliminaram a disposição para se atualizar e produzir conhecimento, e não saem disso, reclamando da vida, do salário, da direção, dos alunos...

Esses só encontram tempo para buscar prescrição médica para seu Rivotril, sua fluoxetina, ou medicamento semelhante, já que vivem em processo de estresse.

E por falar em prescrição médica, observo também, entre esses profissionais, os que amam entender o organismo e a psiquê dos pacientes, amam serem os responsáveis pelo bem-estar de cada um deles, se atualizam constantemente para saber ainda mais e, com isso, constroem fama e garantem o seu próprio sucesso e prosperidade na medicina.

Ao mesmo tempo observo também os que se acomodaram a uma rotina de atendimentos padrões automatizados, seguros de que o que aprenderam na faculdade é conhecimento eterno, que só se atualizam com a informação passada pelos representantes dos laboratórios farmacêuticos, e que, por causa disso, não tratam do paciente, mas sim da doença, seguindo rigorosamente o que foi escrito nos compêndios e tratados da sua especialidade, ou seja, o conhecimento restrito à relação entre sintomas e medicamentos.

E assim continuam eternamente nos inúmeros plantões da vida, alimentando seu próprio estresse e esquecendo que a vida existe lá fora...

Podemos listar inúmeras profissões com essas mesmas características, porque o problema não está na profissão, mas na forma como cada pessoa resolve construir a sua vida profissional.

Falamos do conhecimento, mas, como deu para perceber, a disposição para adquirir e produzir conhecimento ocorre quando aliamos ele à construção, em paralelo, do amor.

Como fazer isso

Vamos, agora, então, a mais uma dica de vida, para que todos nós, a partir de agora, estejamos no rumo certo:

Procure encontrar uma atividade profissional que você saiba fazer bem e que você tenha condição de amar. Se for completamente diferente daquilo que você faz hoje, tenha a coragem de mudar!

Ame essa atividade. Dedique seu tempo em se atualizar mais ainda nessa profissão e, com isso, você estará desenvolvendo a paixão pelo que faz.

Procure encontrar meios de o resultado desse seu trabalho ser bom para o mundo à sua volta, para a sua comunidade, para a sua família.

Conseguindo isso você estará aliando a paixão pelo que você faz a uma verdadeira missão de vida.

Você encontrou sus missão e a aliou à sua paixão!

Você estará, a partir daí, alcançando a estrada da verdadeira felicidade!

É esse o caminho.

Vá em frente e seja, também, muito feliz!

Forte abraço!



sábado, 12 de janeiro de 2019

Orientação adolescente 04 Amor ou amizade



P: Fui demonstrar meus sentimentos e perdi a amizade forte que eu alimentava como sendo a mais importante de toda a minha vida. Por que isso acontece? Perdi a vontade de viver. Perdi toda a minha motivação.

Vamos refletir sobre isso e recuperar a estabilidade emocional perdida?

Há dias em que nada deve ser lido nem respondido. Hoje é esse dia. Não se deve ler mensagens, nem responder a ninguém. Hoje é um dia importante para refletir sobre a verdade, mas sem interferências emocionais nem afetivas.

Sempre há muita dúvida no ar. São frequentes as indefinições e a confusão nos sentimentos. Emoções palpitam sem parecer ter sentido. Há vazios no coração. Há palpitações no meio do vazio. Há, por vezes, uma mistura de tristeza pela falta do que não havia, mas que montamos em nossa mente como se tudo fosse real.

Há sensações de alegria pelas recordações de momentos que podem ter sido verdadeiros, ou apenas parecerem verdadeiros. Há um momento em que se descobre que muitas dessas coisas não foram reais. 
Foram ilusões convenientemente programadas por nós mesmos.

Temos sempre certeza de que provocamos algo bom no coração do outro, mas será verdade? Há corações duros. Há corações insensíveis. Há sempre uma dúvida no ar. Há dúvida sobre a verdade na emoção demonstrada. Há, por vezes, a constatação de que não havia reciprocidade na emoção demonstrada. E as pessoas sentem necessidade de sentir reciprocidade. Cria-se a sensação de que está havendo reciprocidade. Autoengano criando uma alegria artificial. Uma alegria artificial e superficial, frágil, pronta para trazer auto decepções.

O outro, como objeto da emoção, pode, mesmo sem saber que está fazendo isso, demonstrar, artificialmente, um retorno, um reconhecimento, uma aceitação. Mas isso pode ser apenas uma acomodação aos sentimentos recebidos, mas não absorvidos completamente.

Embora sentimento forçado sempre dê pistas, essas pistas só são percebidas por quem as quer ver. 
Muitas vezes somos cegos por conveniência. A mente pode nos enganar, e ela faz isso com muita propriedade, com muita técnica.

As neuroses são fruto exatamente dessa técnica que, escondendo de nós mesmos, os motivos que nos levariam ao sofrimento, provocam a explosão das neuroses, trazendo sofrimentos ainda maiores.

Esse ponto é mais um desentendimento entre o aparelho psíquico e a minha compreensão do todo psicanalítico.

A verdade escondida não afasta o sofrimento, mas o transfere para mais tarde, quando a energia do escondido se alimenta das emoções e toma corpo, procurando extravasar de alguma forma.

Relatar o que sente é a válvula de escape para reduzir a intensidade dessa energia catexizada. Mas não a elimina. A eliminação da energia só se dá quando ela é extravasada completamente, e isso significa chegar a verdade.

Mas a verdade nem sempre é bem aceita! Muitas vezes o outro tem conhecimento da verdade na relação e nos sentimentos, mas não quer aceitar como sendo real. Prefere alimentar uma relação pela metade, sem grandes envolvimentos sentimentais, talvez pelo medo de um envolvimento mais forte.

Mas a mente não para e, a cada momento vivido, intensifica a energia da emoção escondida, sendo contida, a duras penas, pelo Ego.

Um dia a mente decide extravasar! A verdade surge clara e límpida! A energia é liberada! É um momento de forte emoção, mas de verdadeiro alívio. É um UFA! Falei!

Aliviou uma mente, mas mostrou uma verdade que pode ser bem recebida ou mal recebida, a depender do estado da emoção e dos sentimentos do outro.

Se o outro estiver apenas acomodado a um relacionamento intermediário, haverá um choque! Haverá uma sensação de perplexidade, espanto, talvez até irritação, confusão de ideias e pensamentos, necessidade de afastamento, de solidão, de mergulho profundo na mente. É o momento do AFFF!!

Na realidade não há engano. Há a construção de uma ideia inexistente de um amor pela metade, mas que, a partir da declaração do outro, cai a ficha! A metade só existe na mente de um. Na do outro o amor é real e ilimitado. Um conseguiu declarar. O outro sentiu como ato perverso, como se houvesse um desejo incorreto, perverso, maldoso, malicioso e mal-intencionado, ao ponto de surgir um trauma muito forte! Um trauma com consequências psicológicas muito fortes.

Pode surgir, então, um verdadeiro choque emocional, acabando com toda uma ilusão de amizade. Pode ser interpretado como se a amizade tivesse sido traída por um desejo inconveniente. Mesmo que tenha havido, durante todo o relacionamento, a confissão de amor.

Mas a palavra amor está sendo tão mal utilizada que não se sabe mais qual o seu significado verdadeiro. Ao dizer amor, as pessoas sentem afeição simples ou apenas atração física ou até sexual, mas nada completo nem real. Não se sabe mais o que é amor de verdade. Não se conhece mais amor sem limites, o amor em que tudo é permitido, porque tudo faz parte da totalidade do ser, como um ser de emoções e sentimentos.

Um ser que foi criado para gerar amor, adquirir conhecimento e compartilhar tudo isso pelo verbo. 
Nada há de mais importante na nossa vida.

Mas esses momentos são bons para dar um alerta aos sentimentos enganados. É sempre bom estar “na real” para não ter que “cair na real”.

A lição começa com o amar a si mesmo. O amor que sentimos tem que ser considerado como nosso, mesmo que sintamos a sensação do amor mirando uma imagem que não a nossa. Essa imagem tem que ser absorvida como um alimento para nosso próprio EU, em forma de admiração pelo perfeito, em forma de admiração pela obra, em forma de admiração pela natureza, mesmo que essa natureza seja uma outra pessoa.

A emoção que surge como uma atração física ou sexual deve ser encarada como uma forma de nos manter vivos na alimentação do amor interior. Uma forma de nos manter ativos na capacidade de criar e desenvolver o amor que devemos sentir por nós mesmos, mesmo que usando a imagem do outro, mas como parte de nós mesmos.

Embora isso faça surgir o narcisismo e o egoísmo, considerados como negativos por muitos, são ambos sentimentos necessários à construção do caráter altruísta. Não há como ser altruísta sem que se tenha um forte alicerce de felicidade, de amor interior, de alegria interior, de capacidade de compartilhar. Só se compartilha aquilo que se tem.

É sempre bom “estar na real” para estarmos preparados para amar a nós mesmos antes de compartilhar esse amor com outra pessoa.

Fazer planejamentos de vida com total dedicação ao outro, como se só a felicidade do outro lhes interessasse, e como se a sua felicidade dependesse de fazer a felicidade do outro, pode ser o caminho para nossa anulação total, como pessoa.

Estaríamos desperdiçando toda a nossa capacidade de sentir prazer por estar vivo, em primeiro lugar, por ser quem somos, em segundo lugar, e de ter o que temos, em terceiro lugar.

Afinal, todos nós somos um ser, cuja missão principal é gerar amor dentro de nós mesmos e de adquirir conhecimento, a cada dia, para podermos compartilhar, com todos os que convivem conosco, construindo uma onda de felicidade que, aos poucos, transformará esse nosso mundo, a começar pelo nosso grupo social.

Pode parecer exagero, mas não é! Nosso poder começa individualmente, mas aos poucos se multiplica. 
Não podemos parar.

O amor é o alimento. O conhecimento é a estrutura mental. A felicidade é o resultado elaborado de todo esse processo.

Para quem tem o meu quarto livro “O Menino dos Jornais”, leia as seguintes reflexões:

Angústia e reconstrução da vida – pg 163
Reflexões sobre o sentido da vida – pg 171
Reflexões sobre a angústia no relacionamento amoroso – pg 179
Amor adolescente: mistérios da atração afetiva – pg 185

Leiam, reflitam, e vamos conversar...

Forte abraço!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Treinamento Parental 04 Carência Afetiva Paterna




Nosso tema de hoje: Carência afetiva paterna

Vamos começar pelo entendimento, de forma bem rápida, de nossa mente e nosso estado emocional.

Nossa mente, que envolve, no mínimo, cérebro e coração, é responsável pelo equilíbrio de nosso estado emocional.

Toda essa estrutura vai sendo formada, desde o nascimento, de acordo com uma programação original, determinada pelo DNA, mas alterada e complementada pela programação social e familiar.

Todo ser humano precisa, durante essa formação, da presença efetiva e afetiva do pai e da mãe, já que, biologicamente, essas duas influências interferem na formação de programações específicas.

A mãe, na construção do funcionamento associativo do cérebro, e o pai no seu funcionamento lógico.

A ausência afetiva da mãe traz grandes prejuízos para todos os filhos, mas a do pai tem sido identificada como a que mais desestrutura o emocional do menino, chegando ao ponto de ele não conseguir suportar brincadeiras inconvenientes, como por exemplo, o bullying.

Numa entrevista recente um psicólogo americano comentou que encontrou um único ponto comum em todos os adolescentes assassinos em escolas, ou seja, os tais “school killers”: todos tinham carência afetiva paterna!

A carência afetiva paterna, que durante muito tempo, não era vista como tão perigosa, tem sido observada, hoje, como origem de fortes desequilíbrios emocionais do menino.

Isso fica muito evidente em vários tipos de comportamentos, como os de agressividade, revolta, apatia, ansiedade, estado depressivo etc.

É hora, então, de refletir bastante sobre a participação afetiva do homem, como pai, na educação de seus filhos.

O trabalho, as obrigações, os compromissos, etc., não pode limitar a presença do homem, como pai, na relação afetiva com seus filhos, principalmente com o menino!

Momentos a sós são importantes, para que ele se sinta encorajado para perguntar suas dúvidas, falar sobre seus sentimentos e emoções, contar suas aventuras, iniciando com a demonstração de interesse até pelas suas brincadeiras com seus carrinhos e tudo o mais.

Planejar esses momentos, para que sejam frequentes, é a mesma coisa que vacinar o filho contra toda e qualquer influência externa.

E nunca é tarde para começar essa relação. Lembre que agora é ele quem precisa desse seu apoio emocional.

Mas, mais tarde somos nós que precisamos do apoio deles.

Vamos pensar sobre isso?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

domingo, 30 de dezembro de 2018

IUPE: Educação e outras reflexões


Aguardo todos vocês para essa conversa sobre a polêmica das vacinas X autismo e outros detalhes a mais. Vacinas são extremamente necessárias para erradicar doenças que constituem um perigo para a sociedade! Mas vamos analisar onde está o problema que cria tanto medo delas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Mensagem Ano Novo


Amigos,

Aproveito esse momento de Natal e Ano Novo para agradecer a todos vocês, pela imensa satisfação que me deram, durante todo esse ano, simplesmente por terem permitido que eu chegasse até vocês por intermédio de meus livros, textos, vídeos, palestras, cursos ou simples encontros, conversas e tudo o mais.

Sugiro a todos vocês, meus amigos, que essa nova fase de vida se  inicie com um momento de reflexão pessoal, onde nada deve ser escondido de você mesmo, e que nos abra o coração para apagar todas as mágoas e perdoar, de verdade, todos os que, porventura, nos fizeram algum mal.

Sugiro, também, que seja feita uma reflexão familiar conjunta, estando a família reunida à volta de uma mesa, quando todos devem ter a oportunidade de extravasar como foram seus sentimentos e emoções no decorrer desse ano, e aproveitarem para apagar as arestas e ressentimentos. É o momento de ter coragem de perdoar e de pedir perdão.

Que essas reflexões sirvam de estímulo, para cada um de nós, para uma nova fase das nossas vidas, onde o objetivo principal passa a ser a construção de amor interior, apoiado pela saúde e pelo conhecimento, já que esse tripé: SAÚDE – AMOR – C0NHECIMENTO constitui a base da felicidade real.

Construindo esse amor interior, desejo, de coração, a cada um de vocês, que sintam, constantemente, o ano todo, o verdadeiro prazer do compartilhar essa energia divina que estará dentro de cada um de nós: a energia do amor!

Feliz Natal e Feliz 2019 para todos nós!

sábado, 22 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

sábado, 17 de novembro de 2018

sábado, 3 de novembro de 2018

Formação docente 02 Inclusão: legislação e prática




A inclusão: legislação e prática

Segundo o Art.27 da LBI:

“(...) A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurado sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(...)”

Então, interpretando para a realidade educacional inclusiva:

Todos devem ser escolarizados em todos os níveis e o foco da aprendizagem deve ser “(...)de forma a alcançar máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades(...)”, e NUNCA o de se igualar aos demais colegas da turma em relação aos conhecimentos de todas as disciplinas nos níveis padronizados para os alunos comuns!

Insistindo nesse ponto, já que muitos professores ainda estão querendo “conservar” o aluno incluído, ou seja, fazer com que ele “repita o ano”, com a explicação de que ele não alcançou os mínimos conhecimentos necessários àquela série escolar:

O aluno incluído não tem que alcançar os mínimos conhecimentos necessários àquela série escolar para “passar de ano”!

Ele está incluído naquela classe devido a sua idade e não ao seu conhecimento ou nível intelectual!

Ele tem que estar aprendendo o tempo todo e durante toda a vida, conforme a Lei Brasileira de inclusão, em seu Art. 27, e também conforme a LDB (Lei 9394/96) em seu Art.3º, inciso XIII “(...)garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida(...)”.

Para aprender ele estará inserido em uma sala com alunos da sua faixa etária, preferencialmente, por vários motivos:

- Em uma sala com colegas muito mais novos ele se sentirá excluído das conversas e das brincadeiras e, portanto, socialmente excluído.

- Um aluno já adolescente incluído em uma sala de crianças impúberes poderá trazer problemas de relacionamento inadequados à idade.

Após os 18 anos ele estará em uma sala de Educação de Jovens e Adultos, conforme o Art.37. da LDB (Lei 9394/96).

Lembrando então:

“(...) sistema educacional inclusivo em todos os níveis (...)”, significa que os alunos, mesmo com todas as suas dificuldades devem ter acesso a todos os cursos, sejam técnicos ou superiores, que estejam dentro de suas potencialidades em relação a futuros talentos e habilidades.

Essa determinação legal foi feita para que todos avancem sempre. a partir do ponto de entendimento, e segundo suas características de aprendizagem “(...)de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(...)”

O Art 28. Inciso XIII da LBI diz ainda que deve ser assegurado “(...)acesso à educação superior e à educação profissional e tecnológica em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas(...)”

Essa “(...)igualdade de oportunidades e condições(...)” está sendo interpretada, ERRÔNEAMENTE, como se as pessoas com NEE tivessem que passar pela mesma prova, mesmos assuntos e mesmo nível, nos concursos, vestibulares e ENEMs! 

Para quem não tem nenhum impedimento intelectual ou cognitivo as questões são as padrão.

Mas para quem tem dificuldades neuropsíquicas as questões devem estar dentro de suas características e níveis de entendimento.

O que deve ser observado, para a entrada do aluno com NEE nos cursos superiores ou técnicos, é o conjunto de suas habilidades e as possibilidades de desenvolvimento de suas competências, em relação aos cursos que desejam fazer, sempre visando o desenvolvimento de sua autonomia profissional futura.

Foi exatamente assim que Temple Grandin alcançou o nível universitário e o ultrapassou com seu doutorado e trabalhos de pós-doutorado, hoje contribuindo, como ninguém, para com a ciência animal.

No Brasil essa realidade ainda está longe de ser alcançada, já que os dirigentes universitários e as autoridades que determinam as formas de acesso aos cursos superiores, ou seja, MEC, parece que ainda não entenderam a LBI, principalmente o Art.28:

O Art.28 – inciso V da LBI diz que deve ser assegurado “(...) adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem em instituições de ensino(...)”

Isso significa que alunos com NEE podem necessitar de medidas individuais para garantir sua aprendizagem, sua socialização e a progressão de seus estudos, como acontece em diversos países do 1º mundo!

Ou seja:

Um aluno com NEE deve ser analisado se poderá ou não cursar uma faculdade, não a partir de seu resultado no ENEM ou vestibular, mas a partir de suas habilidades e competências ou até de suas potencialidades, como ocorreu com Temple Grandin e muitos outros cientistas pelo mundo afora!

Aqui no Brasil a cientista Temple Grandin não teria recebido sequer o diploma de Educação Básica!

Então:

Não é para determinar ao aluno com NEE que se esforce para se igualar aos colegas no entendimento dos assuntos no mesmo nível deles.

Embora muitos professores ainda estejam achando que inclusão é igualar o especial ao normal, isso seria o mesmo que mandar o cego ler e o surdo ouvir.

Os assuntos, as metodologias, os currículos, os exercícios, as tarefas em sala, as tarefas para casa e as avaliações, quando forem apresentadas ao aluno com NEE, devem estar todos adaptados ao seu nível de entendimento e respeitando suas características cognitivas.

Se não estiverem rigorosamente dentro de seu nível de entendimento, estarão completamente em desacordo com toda a legislação pertinente.

Em relação a jogos e outras atividades, o Art 28. inciso XV diz que devemos assegurar “(...)acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar(...)”

Assim como na parte das metodologias e adaptação de conteúdos das tarefas e avaliações, essa parte diz o mesmo para esportes.

Um exemplo do mau entendimento na área de conteúdo de assuntos pode ser mais bem entendido quando trazemos para o esporte, ou seja:

Entender “(...)igualdade de condições(...)” como sendo passar a mesma prova, no mesmo nível, para todos, seria o mesmo que mandar, no esporte, o cadeirante sair da cadeira para jogar futebol.

Lembro que igualdade, em todos os casos, é adaptar o método de jogo e as regras das atividades físicas em geral, às condições daquele que tem mais dificuldade.

Mas acredito que ainda precisamos desenhar essa explicação, para que alguns profissionais passem a respeitar os alunos com NEE, e depois precisaremos explicar o desenho, e desenhar a nova explicação, e assim por diante.

Nesse ponto é bom lembrar também que as legislações determinam as regras básicas e os objetivos principais a serem alcançados.

O detalhamento de como realizar cada parte do que foi determinado vem com as regulamentações, que são estudadas e publicadas pelos Conselhos de Educação, tanto o Nacional, como os estaduais e Municipais.

As escolas servem como base de estudos para que tais regulamentações sejam estudadas e publicadas.

As escolas também servem de base para que as regulamentações ou até as Leis tenham que sofrer alterações.

Por isso que os professores devem estar sempre atentos à prática da inclusão, analisando o que é melhor para que seus alunos de inclusão tenham o melhor resultado possível dentro dos três objetivos básicos (Aprendizagem – Autonomia – Socialização) e sugerindo, assim, novas regulamentações ou até alterações na legislação.

Essa é apenas uma parte do processo de inclusão, o que diz respeito às normas básicas a serem seguidas.

Nos próximos falaremos da escolha da turma, da metodologia a ser utilizada numa sala inclusiva, dos boletins e históricos escolares e tudo o mais.

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Forte abraço e até mais