Ensaios e crônicas de Roberto Andersen, presidente do Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação - Educador e Psicanalista dedicado à pesquisa neuro-psico-cognitiva e voltado para o desenvolvimento de metodologias educacionais transformadoras.
Como identificar se o aluno tem algum tipo de dificuldade de
aprendizagem e se ele vai precisar, ou não, de atendimento especializado (AEE)?
Quem pode fazer essa identificação e encaminhar o aluno, ou não,
para o AEE?
De quem é, afinal, a responsabilidade pela identificação e
encaminhamento de um aluno para o AEE.
É do profissional de medicina ou do
profissional de educação?
Vamos ver a responsabilidade e a competência de cada um?
Medicina:
É da competência dos profissionais de medicina o tratamento
clínico e cirúrgico das enfermidades, doenças, transtornos, síndromes,
deficiências e tudo o mais ligado ao funcionamento incorreto do organismo e da
psique humana.
Para isso eles devem se atualizar, constantemente, para entender
como tratar pessoas com qualquer dessas características.
Educação:
É da competência dos profissionais de educação garantir a
aprendizagem e estimular a autonomia de seus alunos com ou sem enfermidades,
doenças, transtornos, síndromes, deficiências e tudo o mais ligado ao
funcionamento incorreto do cérebro.
Para isso os profissionais de educação devem se atualizar,
constantemente, para entender como desenvolver a capacidade cognitiva e
permitir a aprendizagem das pessoas com qualquer dessas características.
Conclusão:
Visto isso, então, qual dos dois precisa estar preparado
para entender de autismo, síndrome de down, dislexia, discalculia, síndrome de
Irlen, transtorno de desenvolvimento intelectual, e todas as demais comorbidades?
Se for para tratamento clínico, é o profissional de medicina!
Se for para acompanhamento educacional, é o profissional de
educação.
Dúvidas importantes:
P- Como posso, como educador, fazer essa avaliação, se não
conheço essas doenças, síndromes nem transtornos?
R- Como já vimos, é obrigação do educador conhecer, e se manter
atualizado, em relação aos sintomas que tragam dificuldade de aprendizagem, da
mesma forma que é obrigação do médico manter-se atualizado, constantemente, em
relação a todas as características dos alunos que necessitem de algum
tratamento clínico ou cirúrgico.
Para isso devem os profissionais, sejam de educação, de
medicina ou de qualquer outra profissão, aproveitar todas as oportunidades de
se capacitar, para permitir o bom desempenho de sua missão.
P- A equipe pedagógica definiu que um aluno precisa de
atendimento pelo AEE, mas não sabe como enquadrá-lo na lista de público alvo do
AEE. Como fazer?
R- A equipe lista os sintomas e analisa em qual
das deficiências listadas esses sintomas mais se assemelham. Ao descobrir como
fazer o enquadramento, a equipe decide, em parceria com a família, e registra
no Laudo Pedagógico, e o encaminha ao AEE.
Viver sem refletir pode significar “passar pela vida” sem se
encontrar, sem se entender, sem sequer saber qual o seu verdadeiro EGO.
Viver sem refletir pode nos levar a “seguir a manada”, a
adotar como seu, o pensamento do grupo, assumir como sua, a vontade dos que o
cercam...
E isso vem trazendo, aos poucos, a natural, e angustiante,
perda de identidade. É a identificação total com o coletivo.
Não há pessoa. Não há EGO. Há apenas o cumprimento de uma
rotina repetitiva, com alguns momentos de lazer e distração.
Mas até esse lazer parece, também, fazer parte de uma grande
programação...
São zumbis ou simples marionetes, ingenuamente se achando
gente real, mas enganados, como nos foi mostrado em Matrix.
E, aos poucos, o hemisfério direito cerebral vai se deteriorando,
para sermos transformados em simples máquinas lógicas, sem qualquer emoção,
para alcançar algum objetivo do sistema, mas nunca um objetivo pessoal.
A deterioração já teve seu início, quando o homem, na busca
de objetivos coletivos, embarcou numa rotina repetitiva e angustiante.
A repetitividade já havia sido associada, por Freud, à
pulsão de morte. Ela é um elemento destruidor do próprio EGO.
A continuidade da deterioração veio com a evidente escravidão
do homem à dinâmica das redes sociais, sendo dominado pelo seu celular.
Um processo vicioso provocador dos mesmos sintomas que,
antes, estavam relacionados apenas ao consumo excessivo de drogas.
E agora, para eliminar, de vez, com a área emocional da
mente humana, vem a proposta da singularidade, feita pelos gurus da tecnologia,
pretendendo incorporar, aos poucos, o homem à máquina, para tornar mais eficaz
e mais rápido o raciocínio humano.
O primeiro aviso foi em Matrix. O segundo pela escravidão às
redes sociais. O derradeiro vem com a singularidade.
Mas não há qualquer outra opção?
Como podemos nos manter imunes a tal transformação?
Lógico que ainda temos essa oportunidade.
A escolha do caminho ainda está nas nossas mãos, ou melhor, em
nosso cérebro e, para ser mais preciso, na utilização correta da nossa mente.
Enquanto existir a satisfação emocional que permite a construção
permanente da estrada da felicidade, o homem lógico jamais superará o homem
emocional.
E se muitos optarem por essa estrada, outros perceberão o
que estão perdendo, e poderão seguir os mesmos passos.
O caminho é o planejamento de cada dia como um dia de prazer
e de satisfação pessoal.
Para isso existe a reflexão, permitindo a entrada bem dentro
de nosso EGO, visando buscar a nossa identidade mais escondida e trazendo ela à
tona, para vivenciar o dia e viver a vida.
Essa reflexão deve ser diária, para que cada dia seja o
melhor dia de sua vida, e que todos os momentos de satisfação, que possam ser
realizados, nunca sejam deixados para depois
Meu aprendizado sobre isso foi muito duro!
Tive essa grande oportunidade há mais de cinquenta anos, não
por tê-la procurado, mas por estar quase um ano inteiro imobilizado em cima de
uma cama de hospital, aguardando a recuperação de uma perna que, por milagre e
com a ajuda de um médico excepcional, não precisou ser amputada, após um
acidente, em manobra militar.
Aqueles meus momentos foram todos de muita reflexão para com
a vida, na busca de seu sentido, e na observação do que se passava à minha
volta.
Ao meu lado, durante aquele período, diversas pessoas se
desligaram desse mundo, umas com sofrimentos físicos muito fortes, ao ponto de
parecer desejarem a morte, como elemento de escape para a dor.
Outras com sofrimentos psíquicos mais fortes ainda, necessitando
desabafar todas as suas angústias interiores, relatando para mim, já que eu era
o paciente da cama mais próxima, todos os sentimentos que estavam aflorando em
suas mentes.
Eu os ouvia atentamente! Aos meus dezenove anos, era a
primeira vez que sentia, bem de perto, a angústia daqueles que sabiam estar em
seus últimos momentos.
Na imensa maioria daqueles relatos, o sentimento mais evidente
era o de arrependimento.
Arrependimento por: “não ter feito”; “não ter dito”, “não
ter colocado em prática minhas próprias ideias”, “não ter dado oportunidade a mim
mesmo”; “não ter abraçado na hora certa”; “não ter aproveitado cada momento da vida”
...
Os últimos minutos de vida chegam e o que fica são apenas perguntas:
“o que me impediu de ser o que eu desejava ser?”; “o que me impediu de levar
adiante meus desejos?”; “por que eu segui os caminhos de acordo com a vontade
dos outros?”; “por que eu me afastei exatamente das pessoas que mais me
amavam?”; “por que eu impedi, o tempo todo, a realização de cada momento de
felicidade?”.
E, em alguns desses relatos, essas pessoas, em choro
disfarçado, quase me levavam a cair em depressão.
Eu apenas ouvia.
Um a um, esses relatos foram se acumulando em minha memória,
o que foi, certamente, uma excelente oportunidade para a construção de um novo
sentido para a minha própria vida.
Cada um deles sabia que seu fim estava próximo. Todos se
foram aos poucos, e eu, ali, com meus dezenove anos, testemunhando cada uma
dessas partidas.
Hoje, já se passaram cinquenta e três anos daqueles momentos,
mas todos os relatos continuam vivos em minha memória.
O sentido real da vida passou a ser a minha busca!
Nunca saberemos quando será esse último dia!
A hora de replanejar cada minuto de nossos dias é agora!
Precisamos analisar aquilo que nos impede de ser como
desejamos ser, sem falsos dogmas, sem bloqueios desnecessários, sem medos, e nos
livrarmos de tudo isso!
Os arrependimentos relatados foram frutos, exatamente,
desses bloqueios, dogmas, medos, e tudo o mais.
Não se culpe se você falou algo, bem de dentro do seu coração,
e se isso chocou o outro! Você foi verdadeiro! O choque do outro foi com ele
mesmo! Ele ainda não descobriu sua própria identidade.
Não se culpe se você mostrou toda a essência do seu amor, mas
não foi compreendido. Você se mostrou por dentro! O outro não está preparado
ainda para conviver com a sua essência!
Um mal-entendido pode até trazer um estremecimento na
amizade. Pode haver um esfriamento no relacionamento.
Mas a sinceridade é necessária, para que o outro saiba o
nível da sua amizade e do seu amor, mesmo que não o aceite da mesma forma.
Se vier algum sintoma de arrependimento, melhor que venha
por ter falado e sido sincero, do que por não ter se mostrado em toda a sua
essência.
Guardar sentimentos é o mesmo que alimentar um forte peso no
interior da mente.
É a geração de uma energia psíquica que poderá ser
transformada em enfermidade.
É o que Freud definiu como uma das causas das neuroses e
que, muitos anos depois, a medicina passou a estudar nos conceitos de
psicossomática.
É hora de transformar tudo em prazer; de aprender a amar a
você mesmo, para ter condições de compartilhar esse amor com o outro; de dizer
ao outro o que queremos dizer; de curtir cada momento, não como se fosse o
último, mas como se fosse o mais importante de nossas vidas.
Mas ao compartilhar com o outro, transforme a expectativa de
retorno em perspectivas para a sua felicidade interior, aquela que ninguém pode
interferir, porque essa só depende de você.
Expectativas de reciprocidade geram a angústia do não
reconhecimento, gerando infelicidade.
Se não há reciprocidade, é porque não é para vir mesmo.
Aprenda a fazer pelo prazer de fazer, sem a necessidade de
receber algo em troca.
Reflita muito! Descubra seu EU interior.
Viva a sua realidade e não a que os outros querem de você.
Você construirá, bem dentro de você, a energia do amor
verdadeiro.
Afinal, você é a pessoa mais importante para você mesmo.
No início
foi colocada a culpa na “mãe geladeira”.
Depois a
culpa saiu da forma fria da mãe se relacionar com o filho, para a herança
genética, ou seja, a criança é autista porque os genes dos pais lhe passaram
essa herança.
Hoje temos evidências
científicas sérias, produzidas por diversos trabalhos de renomados
pesquisadores, mostrando diversas causas, entre elas as intoxicações.
O transtorno
apresenta uma alteração gênica sim, mas provocada, na maior parte, pela
intoxicação. Apenas uma pequena parte é hereditária.
Mas a
abordagem das causas deixaremos para outro momento, já que precisamos ter muito
cuidado na divulgação de certas verdades perigosas.
Deixemos
isso, por enquanto, com Peter Göetzsche, em sua obra: “Medicamentos Mortais e o
Crime Organizado: Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica”.
Nosso foco
hoje é como salvar essas crianças, de forma que elas possam ter uma vida normal,
que possam aprender como seus colegas, que possam desenvolver suas habilidades
como seus colegas, que possam se relacionar como seus colegas e que reduzam
todos os seus sintomas, até que eles estejam, quase totalmente, eliminados.
Mas, para
isso, teremos que enfrentar mais um imenso desafio, talvez tão grande e tão
perigoso como o das causas do autismo, que é o desafio de identificar e tratar
as causas dos sintomas, em vez de pensar em camuflá-los por meio de
medicamentos controlados.
A primeira
orientação a ser passada é em relação ao profissional que deve acompanhar essa
criança.
Todos nós
precisamos parar de achar que somos médicos. A sociedade, em geral, se
considera tão conhecedora de medicina que, em vez de levar seus filhos para
consulta com o clínico geral, que são os médicos ideais para realizarem as
primeiras análises clínicas da pessoa, levam direto a algum especialista, como
por exemplo o neuropediatra ou o psiquiatra infantil.
Como o
entendimento dos especialistas está voltado para as suas especialidades,
dificilmente realizarão todos os exames clínicos necessários a uma análise
ampla de todas as possíveis causas dos sintomas.
Esse papel é
do clínico geral.
Teoricamente
o especialista acredita que a criança foi a ele por indicação do pediatra, após
a realização de todos os exames e, tendo sido descartadas todas as causas
simples dos sintomas.
Então eles
só precisam ouvir os sintomas, na referência neurológica ou psiquiátrica, e prescrever
os medicamentos indicados pelos compêndios médicos e recomendados pelos
laboratórios farmacêuticos.
Então, devemos
alertar a todos, inclusive a nós mesmos, que o primeiro profissional médico a
ser procurado no caso de qualquer sintoma, é o clínico geral, que no caso das
crianças é o pediatra.
E exigir uma
análise completa, com a realização de todos os exames, entre eles:
PARASITAS
- Exame para
detectar parasitas de todas as espécies, inclusive a cândida albicans, que é
muito comum no trato digestivo do autista.
Infelizmente
o mais eficaz tratamento para os mais perigosos parasitas, que é o MMS/MDS,
desenvolvido por Andreas Kalker e utilizado por Kerry Rivera, foi proibido no
Brasil, mesmo se tendo registros oficiais de 100% de cura do autismo em mais de
200 crianças que fizeram tal tratamento.
Mas como
isso cura sem precisar das drogas, as agências americanas (FDS) e Brasileira
(ANVISA) proibiram seu uso. Os motivos... bem... essa parte vamos deixar para
Peter Göetzsche.
Não sei como
ainda não proibiram as “orações de cura” dos Grupos Carismáticos Católicos...
INTOLERÂNCIA
ALIMENTAR
- Exame para
identificar as possíveis intolerâncias alimentares, que no autista normalmente
são ao glúten, caseína, soja, ovos, açúcares, corantes e conservantes.
Como as paredes
do intestino do autista são permeáveis, muitas proteínas prejudiciais ao
cérebro acabam sendo levadas à corrente sanguínea.
Por isso
que, detectadas as intolerâncias, um profissional nutricionista deverá preparar
uma dieta substitutiva, para todos os elementos que forem considerados
prejudiciais.
NÍVEL DE
VITAMINAS
- Após esses
procedimentos é importante fazer a suplementação vitamínica para voltar aos níveis
recomendados para a sua idade.
PROBLEMAS DE
TIREÓIDE
- Muitos
sintomas semelhantes aos do autismo podem estar sendo resultado de problemas de
tireoide, logo, esses exames são também recomendados.
Temos
observado nas escolas que, as crianças que passam por esse tratamento básico, e
cujas famílias cumprem, rigorosamente, as dietas recomendadas, têm seus
sintomas reduzidos de tal forma que suas dificuldades praticamente desaparecem.
Já as
crianças cujas famílias seguem apenas o tratamento medicamentoso, não consegue
evoluir da mesma forma, a menos que seu grau de autismo seja muito leve.
A transformação do ser humano em ciborgues psicopatas, como consequência da singularidade, prevista pelos gurus da tecnologia, só pode ser contido pelo resgate do sentimento do amor, a mais alta expressão da emoção humana.
HUMILDADE NA CIÊNCIA, mais que virtude, é condição essencial
para evitar a estagnação do conhecimento humano.
Várias estradas são trilhadas pelos trabalhadores em
ciências.
Ao longo de toda a minha vida nesse campo, tenho observado
três delas, com muita atenção.
Primeira estrada
Vamos chamar de primeira estrada aquela por onde trilham os
aficionados pelo entendimento do já sabido e pela descoberta do novo.
Esses longe de discriminar conhecimentos, os buscam onde
estiverem, tanto dentro como fora da academia.
Eles tanto ouvem os Doutores em suas respectivas áreas, como
registram e analisam o conhecimento passado de pai para filho pelas avós,
pajés, xamãs ou curandeiros, nem que seja para, mais tarde, contestar alguns
desses conhecimentos.
Esses assumem que é da análise do conhecimento, venha de
onde vier, que podemos vislumbrar trilhas nunca antes imaginadas pela nossa
limitada capacidade de entendimento do ainda misterioso ser humano, do
misterioso universo em que vivemos e, mais ainda, da nossa própria existência.
Esses impulsionam o conhecimento do mundo.
Segunda estrada
Numa segunda estrada estão os que batalham, também
arduamente, pela evolução do conhecimento, mas fechados dentro dos limites do
“academicamente correto”, limitando seus horizontes aos conhecimentos já
publicados pelos colegas, após as célebres conferências por pares.
É óbvio que as conferências por pares são extremamente necessárias,
é claro, para que o publicado tenha sido conferido e aprovado por pesquisadores
de credibilidade.
O que limita, a meu ver, a velocidade na expansão desse
conhecimento, não é só o desprezo pelo senso comum, pelo conhecimento milenar
não acadêmico, pelo conhecimento adquirido pelas culturas indígenas,
aborígenes, xamânicas e todas as demais.
O que mais limita é o desprezo pelos desenvolvimentos fora
do tradicionalmente aceito, como aqueles ligados aos efeitos psicossomáticos,
ao trabalho independente do cérebro na manutenção de um equilíbrio homeostático,
sem interferência externa alguma, o desprezo em relação ao que seria o tal do
efeito placebo, como se nada disso existisse.
Ignorar evidências, só porque ainda não podem ser explicadas
pela ciência acadêmica não me parece um bom caminho para o crescimento do
conhecimento.
Terceira estrada
Nessa estão os trabalhadores da ciência, médico, engenheiro,
farmacêutico, psicólogo, pedagogo e todos os demais, que aprendem a utilizar os
conhecimentos publicados para a sua atuação no dia-a-dia. Essa estrada possui diversas
trilhas. Vamos analisar duas delas:
Primeira trilha
São os que estão aplicando o que aprenderam, mas reservando
um tempo diário ou semanal para investir na atualização desse conhecimento,
estudando em todas as fontes disponíveis, sem desprezar nenhuma.
Esses são os que mais colaboram para o avanço do conhecimento
mundial porque, estando na linha de frente da aplicação prática de todos os
conceitos teóricos, são os mais capazes para dar os devidos retornos,
referentes aos novos conceitos publicados.
É o médico que, antes de pensar em prescrever as drogas que
os manuais recomendam para tratar os sintomas, analisa o paciente em sua
inteireza, procurando encontrar motivos emocionais que possam estar causando o
desequilíbrio orgânico do paciente.
É o engenheiro que, antes de iniciar cada obra, analisa os
novos desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área, visando obter
resultados mais eficazes.
É o farmacêutico que acompanha as publicações referentes aos
novos medicamentos, para poder recomendar, aos médicos, aqueles que já
reduziram os efeitos colaterais nos pacientes.
É o psicólogo que, investindo em sua formação
neuropsicológica, amplia seus horizontes profissionais, capacitando-se para o
entendimento da psique humana como um todo e, além disso, podendo analisar os
resultados de todas as mais diferentes terapias em cada paciente.
Segunda trilha
São os que estão aplicando o que aprenderam, mas não têm
tempo para se atualizar.
Esses são os que mais destroem a fama de qualquer profissão.
É o médico que, ao receber seu paciente, ouve os sintomas e,
imediatamente, prescreve as drogas que os manuais recomendam para trata-los.
Se os sintomas forem resultados de algum desequilíbrio
emocional, o mal se agrava ainda mais, mas ele cumpriu o que aprendeu na
faculdade e, portanto, ninguém poderá condená-lo por isso.
É o engenheiro que, ao iniciar cada obra, “copia e cola” os
detalhes do projeto anterior, sem procurar se atualizar com os novos estudos e
desenvolvimentos tecnológicos ligados à sua área.
É o farmacêutico que se atualiza apenas pelo que os
representantes dos laboratórios lhes dizem, sem procurarem se inteirar das
publicações científicas mais recentes ligadas à sua área.
É o psicólogo que se fecha no conhecimento adquirido, na
linha que escolheu para sua atuação, sem procurar expandir seu conhecimento
para as demais formas de entendimento humano.
Visto isso, chegamos a conclusão de que o que falta, não é
bem tempo para investir no conhecimento, mas sim HUMILDADE para assumir, no
mínimo, duas verdades:
Uma é que, por mais que tenhamos nos saído muito bem em todos
os cursos de nossas formações, e por mais que tenhamos certificados, diplomas e
títulos, o conhecimento científico continua evoluindo e, se não estivermos nos
atualizando, nossa prática estará estagnada, ou andando em círculos, e isso
poderá trazer péssimos resultados em nossa atuação profissional.
Outra é que o conhecimento da nossa área nunca é suficiente
como um todo! Temos que ter a humildade de ouvir a opinião dos colegas de todas
as demais áreas, já que a forma de cada um olhar o mesmo fato pode trazer
evidências que, para nós, passariam despercebidas.
Isso tanto vale para o profissional de linha de frente, como
para o pesquisador em seu laboratório.
Seu filho pode ser a sua grande despesa ou o seu melhor
investimento. Você escolhe.
A educação de um filho nunca foi fácil!
Muitos pais acertam, mesmo se terem aprendido com ninguém!
Muitos pais querem acertar, mas erram feio!
Onde estão os erros? Como evita-los?
Nas séries Treinamento parental, nós estamos tentando ajudar
um pouco nessa missão Divina de educar os nossos filhos.
Hoje vamos analisar a aprendizagem. Por que nem sempre dá
certo, mesmo nas escolas que dizem ser as melhores, e por que alguns têm
sucesso total, mesmo sendo de famílias pobres e frequentando escolas públicas
consideradas de má qualidade?
INICIANDO!
Vamos analisar dois “alunos tipo”, com base em observações,
não só minha, como também de diversos outros professores-pesquisadores, ao
longo dos últimos vinte anos.
Primeiro “aluno tipo”: O que fracassa ou de futuro medíocre
Esses são os que mais dão motivo para reclamações de ambas
as partes.
Os pais reclamam de inquietação, desânimo nos estudos,
insubordinação, falta de visão de futuro e outras coisas.
Eles reclamam de tudo, estão insatisfeitos para com as suas
condições de vida e, em muitos casos, demonstram a sensação de que só os outros
têm oportunidades boas na vida e que, para ele, não há chance.
Alguns estão matriculados em escolas públicas e colocam a
culpa na situação dessas escolas, na falta de professores ou na falta de
interesse desses em prepara-los corretamente para a vida profissional, nas
bagunças em sala de aula e tudo o mais.
Outros estão matriculados em escolas particulares, mas o
desinteresse para com os estudos continua o mesmo, ficando entusiasmados apenas
com festas, namoros, brincadeiras, como se precisassem aproveitar bastante a
fase adolescente, sem qualquer perspectiva de futuro.
Alguns, os que são filhos de famílias de alta renda, são
matriculados em colégios considerados “de ponta”, com mensalidades bem
elevadas, cuja característica é a de reprovar quem não acompanha o ritmo
alucinante dos que são obrigados a garimpar médias altíssimas nos vestibulares
e ENEMs, para “dar nome” à escola.
Logicamente, como esses não querem acompanhar esse ritmo, por
total falta de estímulo, são excluídos e colocam a culpa em problemas
psicológicos, incapacidade de aprender, e até síndromes e transtornos
inexistentes, só para justificar a falta de vontade de se dedicar à
aprendizagem.
Nesse caso ainda há os que acreditam que, por serem de
famílias abastadas, não precisarão dos estudos, já que seus pais poderão pagar
suas faculdades, mais tarde, garantindo um diploma de curso superior, embora sem
conhecimento algum.
Lógico que, um dia, eles acabam percebendo, embora
tardiamente, que a sua falta de motivação para com sua preparação acabou
fazendo com que outros passassem a sua frente, não só profissionalmente, como
em satisfação pessoal.
Percebam, então, que esses fracassados estão em todas as
classes sociais, e estudaram em todo tipo de instituição escolar, inclusive nas
escolas particulares.
Todos esses significam despesas constantes para seus pais,
sem qualquer perspectiva de retorno, ou seja, isso significa gasto financeiro e
nunca poderá ser considerado investimento.
Segundo “aluno tipo” O vencedor, ou seja, aquele que é bem
resolvido pessoal e profissionalmente
Nessa segunda linha eu também tenho encontrado alunos de
escolas públicas municipais e estaduais, alunos de escolas particulares de
bairros populares e alunos de escolas particulares de bairros mais nobres.
Para esses a escola pública de qualidade ruim é apenas um
desafio a mais, já que seu estudo se concentra nos livros, que pega emprestado
na biblioteca pública (caso não tenha acesso a internet), ou nos livros doados
pelo governo, se houver, ou em pesquisas pela internet, se tiver acesso.
Uma escola pública de melhor qualidade ou uma escola
particular pequena, de bairro popular, facilita ainda mais seu aprendizado, pela
facilidade de interagir com seus professores.
Uma escola “de ponta” também é apenas um desafio a mais, já
que a simples existência de “professores-estrelas” (aqueles que se preocupam
apenas em fazer seus nomes, em vez de ajudar seus alunos no processo de
aprendizagem) faz com que ele necessite de seu esforço pessoal.
Análise dos dois “alunos-tipo”
Ao longo desses estudos temos constatado que ambos os “alunos-tipo”
existem em todos os tipos de escolas, desde as públicas de baixa qualidade, até
as escolas particulares, consideradas “de ponta”, passando por todas as demais.
Isso pode significar que a formação desse aluno-tipo, seja
ele qual for, não depende exclusivamente da qualidade da escola.
Constatamos, também, que ambos os “alunos-tipo” existem em
todas as classes sociais.
Isso também pode nos mostrar que a formação desses tipos de
alunos não depende de situação social nem financeira da família.
E agora? Onde está a fonte da diferença?
Nesse momento eu sou obrigado a dar uma ligeira explicação,
não para a maioria de vocês, mas sim para os nossos amigos “sabotadores” (temos
muitos colegas sabotadores convivendo conosco).
A explicação é a seguinte: os casos analisados são muitos,
mas não serão relatados por mim aqui, para não estender muito a nossa conversa
de hoje.
Mas aos sabotadores que, por qualquer motivo, desejarem
contestar tudo o que estou relatando, considerando como exceções à regra, peço
que façam suas próprias pesquisas e cheguem às suas próprias conclusões.
Mas procurem, também, encontrar soluções viáveis e práticas,
que é essa a nossa intenção nesse estudo.
Então, vamos ao nosso procedimento nessas análises.
Procedimento adotado
Observamos, inicialmente, o aluno-tipo, tanto em nossa
escola como nas escolas públicas de diversos municípios e estados, onde temos
professores ligados ao IUPE, e em escolas particulares de todos os níveis,
também por intermédio de professores em atividade.
Identificados os “alunos-tipo” realizamos (da mesma forma) uma
anamnese voltada para o histórico desse aluno e seu relacionamento familiar.
Coletando as informações, chegamos ao seguinte resultado:
Resultado alcançado
O aluno tipo é o resultado da formação de sua mente, que se
desenvolve segundo três aspectos principais:
- A sua disposição física;
- A sua disposição emocional;
- A sua disposição cognitiva (capacidade de aprender).
São esses três aspectos os que definem a diferença entre o
fracassado e o vencedor.
Conclusão do estudo
Querer que seu filho tenha bons resultados nos concursos,
vestibulares e ENEMs sem estimular seu interesse pela aprendizagem e sem
garantir as condições físicas e emocionais que ele precisa, é jogar dinheiro e
tempo fora! E muitos pais ainda estão totalmente perdidos nesse processo,
aguardando um milagre!
Devemos, então, recomendar aos pais que:
Se não existe interesse em investir no sucesso de seus
filhos, deixem eles em paz e não interfiram na sua rotina.
Se há esse interesse, então transforme seu gasto financeiro
com a educação do filho, mesmo que esteja em escola pública, em investimento
lucrativo para o futuro de toda a família.
Para isso basta reorganizar tanto a sua rotina de vida, como
a de seu filho e melhore o seu relacionamento afetivo com eles, atentando para
essas três disposições que foram identificadas como principais:
Basicamente ela se dá pela liberação equilibrada dos
neurotransmissores serotonina e dopamina, cujo principal responsável é o
cérebro entérico, ou seja, o cérebro do intestino, chamado, hoje, de segundo
cérebro.
Para que isso funcione bem, precisa que haja uma boa
alimentação, a mais saudável possível.
E para uma alimentação saudável não precisa ter boa condição
financeira, porque até na “xepa da feira” se consegue legumes e verduras de boa
qualidade, já que sempre sobram os que estão feios e sujos, o que não significa
que não prestem.
O que deve ser evitado é exatamente o que prejudica todo
esse equilíbrio, que são os refrigerantes, os salgadinhos, o excesso de
açúcares, o excesso de balas, etc.
E quanto à atividade física, essa qualquer um pode realizar,
mesmo que seja uma boa caminhada diária.
Disposição emocional
A mais perfeita disposição emocional é a proveniente de
exemplo dos pais ou, quando os pais não têm o costume da leitura, estudo, nem
pesquisa, o estímulo positivo e reconhecimento dos esforços realizados pelo
filho.
Os pais não precisam saber absolutamente nada das matérias
que seus filhos estão estudando.
Estimular significa estar junto, observar, mostrar interesse,
pedir para que filho explique o que está aprendendo e reconhecer cada trabalho
realizado, cada estudo feito, cada redação, resumo, e tudo o mais.
O filho que sente o interesse de seus pais pelo que estuda, consegue
sentir prazer em estudar e pesquisar e, mais ainda, tem prazer em compartilhar
com seus pais o resultado de seu esforço.
Essa disposição, que é basicamente afetiva, uma composição
de amor parental e imposição de limites, está totalmente ligada ao cérebro
cardíaco, que pode ser o responsável pela essência psíquica de cada um de nós,
conforme estudos realizados atualmente.
Disposição cognitiva (capacidade de aprender)
Essa disposição está totalmente ligada ao funcionamento do
cérebro craniano, que é o cérebro considerado como principal, por ser o único
conhecido até a descoberta do entérico e do cardíaco.
Para criar essa disposição os caminhos são:
- A elevação da autoestima;
- A imposição de uma rotina saudável;
- A eliminação ou redução dos elementos geradores de
estresse.
Ponto 1 – elevar a autoestima
Para elevar a autoestima todos, pais e professores, devem se
dedicar a provar que ele consegue aprender qualquer matéria, mesmo que, para
isso, tenhamos que voltar a assuntos básicos anteriores ao que ele estaria
estudando, procurando o seu “ponto de entendimento” da matéria.
Essa volta ao seu “ponto de entendimento” é a estratégia
mais eficaz para quem não se acha capaz de aprender alguma coisa. E esse ponto
de entendimento pode ser descoberto por uma simples avaliação diagnóstica.
Ponto 2 – a rotina saudável
A imposição de uma rotina saudável deve incluir um período
correto de sono e, logicamente, sem celulares no quarto.
Ponto 3 – redução do estresse
A eliminação ou redução de elementos estressantes passa pela
imposição de limite de tempo para utilização de jogos eletrônicos e de acesso a
redes sociais.
Fazendo assim estaremos garantindo que todas as nossas
despesas escolares com nossos filhos (mensalidades escolares-livros-cadernos-etc.)
sejam revertidos investimentos lucrativos num futuro de sucesso profissional e
pessoal.
Quando eu falo que amor e conhecimento são os ingredientes
fundamentais da nossa existência, eu não estou exagerando em nada nem, muito
menos, limitando nada!
Existe, infelizmente, uma grande incompreensão em relação a
ambos, tanto em relação ao verdadeiro significado do amor, quando ao verdadeiro
significado do conhecimento.
Hoje eu não vou falar do amor, mas sim do conhecimento, já
que em relação ao amor, todos vocês já devem estar cansados de ouvir as minhas
ideias.
Quem quiser lembrar um pouco, assista ao vídeo Orientação
adolescente 01 – Amor, e ao Orientação adolescente 04-Amor ou amizade, no nosso
canal no youtube.
Vamos, então, ao sentido correto do “conhecimento”, coisa
que hoje está sendo deixado em segundo plano.
Foi Alvin Toffler, o autor de “A 3ª Onda”, que, previu que o
mundo seria dominado por quem tivesse conhecimento, e não mais por quem
nascesse em família abastada.
Muitos filhos de ricos não acreditaram nisso e, mais tarde,
foram substituídos, nas empresas de sua própria família, por filhos de pobres,
mas que demonstraram, para os acionistas, que eram mais inteligentes e mais bem
preparados que os “filhinhos do papai”. As empresas mudaram de donos... Alvin
Toffler estava certo...
E assim está caminhando o mundo até hoje. Mas ainda tem
muita gente acomodada a uma ideologia de nós e eles, como se nós nunca
pudéssemos ser eles, ou como se houvesse, de fato, um impedimento para que as
pessoas crescessem e prosperassem pelo seu próprio conhecimento.
E muitas pessoas ainda não “se tocam”, mesmo sabendo que o
dono da barraca de venda de jornais prosperou ao ponto de dar palestras em
Harvard, sobre empreendedorismo!
Nem mesmo sabendo que um conhecido camelô se tornou dono de
uma rede de televisão e construiu um verdadeiro império financeiro.
São muitos os exemplos, em toda parte do mundo, mas os
acomodados insistem em dizer que são exemplos pontuais. Que são poucos esses
casos de sucesso. Acham mais cômodo pensar assim. Não dá trabalho. Não exige
esforço...
Afinal, esses ainda estão com a mente travada pelas ideias
pessimistas que foram colocadas nas suas cabeças, ou com falta de disposição
para lutar.
Continuam parados, continuam reclamando das diferenças
sociais, continuam não acreditando nem neles mesmos.
E vemos isso em profissionais de todas as atividades, vemos
isso entre colegas nossos, vemos isso em todo lugar!
Para quem acredita em si mesmo e em sua disposição para o
sucesso, isso poderia até ser um empecilho a menos, já que não haverá
concorrência, mas, na realidade, tira o gosto maravilhoso de crescer vendo seus
colegas crescerem também, juntando grupos para criar ideias novas, criando
oportunidades maiores ainda, e fazendo toda uma comunidade prosperar, e não
apenas um prosperar ao lado de um monte de fracassados.
É a busca pelo conhecimento que pavimenta a estrada do
sucesso e da prosperidade, enquanto o desprezo faz surgir obstáculos cada vez
maiores, tornando essa estrada intransitável e inatingível.
Estar na busca do conhecimento não significa saber tudo, mas
sim, saber o que não sabe, assumir isso, buscar se atualizar e compartilhar o
conhecimento adquirido.
Ao longo da minha, já longa, e por sinal muito prazerosa,
trajetória de vida, tenho observado exemplos de todo tipo.
Observo colegas professores que amam o que fazem, amam serem
responsáveis pelo aprendizado de seus alunos, se dedicam ao conhecimento,
produzem seus textos, divulgam o que produzem e, como consequência, constroem
uma vida de satisfação e prosperidade. São úteis. São necessários. São procurados
e disputados!
E esses ainda encontram tempo para curtir a vida, já que,
por amarem o que fazem, não entram em estresse e conseguem fazer o tempo
render.
Mas observo, também, professores que apenas toleram seu
trabalho, se acomodaram ao que aprenderam nas faculdades, construíram uma
rotina estressante de aulas em todos os turnos para poder aumentar sua renda e,
com isso, eliminaram a disposição para se atualizar e produzir conhecimento, e
não saem disso, reclamando da vida, do salário, da direção, dos alunos...
Esses só encontram tempo para buscar prescrição médica para
seu Rivotril, sua fluoxetina, ou medicamento semelhante, já que vivem em
processo de estresse.
E por falar em prescrição médica, observo também, entre
esses profissionais, os que amam entender o organismo e a psiquê dos pacientes,
amam serem os responsáveis pelo bem-estar de cada um deles, se atualizam
constantemente para saber ainda mais e, com isso, constroem fama e garantem o seu
próprio sucesso e prosperidade na medicina.
Ao mesmo tempo observo também os que se acomodaram a uma
rotina de atendimentos padrões automatizados, seguros de que o que aprenderam
na faculdade é conhecimento eterno, que só se atualizam com a informação
passada pelos representantes dos laboratórios farmacêuticos, e que, por causa
disso, não tratam do paciente, mas sim da doença, seguindo rigorosamente o que
foi escrito nos compêndios e tratados da sua especialidade, ou seja, o
conhecimento restrito à relação entre sintomas e medicamentos.
E assim continuam eternamente nos inúmeros plantões da vida,
alimentando seu próprio estresse e esquecendo que a vida existe lá fora...
Podemos listar inúmeras profissões com essas mesmas
características, porque o problema não está na profissão, mas na forma como
cada pessoa resolve construir a sua vida profissional.
Falamos do conhecimento, mas, como deu para perceber, a
disposição para adquirir e produzir conhecimento ocorre quando aliamos ele à
construção, em paralelo, do amor.
Como fazer isso
Vamos, agora, então, a mais uma dica de vida, para que todos
nós, a partir de agora, estejamos no rumo certo:
Procure encontrar uma atividade profissional que você saiba
fazer bem e que você tenha condição de amar. Se for completamente diferente
daquilo que você faz hoje, tenha a coragem de mudar!
Ame essa atividade. Dedique seu tempo em se atualizar mais
ainda nessa profissão e, com isso, você estará desenvolvendo a paixão pelo que
faz.
Procure encontrar meios de o resultado desse seu trabalho
ser bom para o mundo à sua volta, para a sua comunidade, para a sua família.
Conseguindo isso você estará aliando a paixão pelo que você
faz a uma verdadeira missão de vida.
Você encontrou sus missão e a aliou à sua paixão!
Você estará, a partir daí, alcançando a estrada da
verdadeira felicidade!
P: Fui demonstrar meus sentimentos e perdi a amizade forte
que eu alimentava como sendo a mais importante de toda a minha vida. Por que
isso acontece? Perdi a vontade de viver. Perdi toda a minha motivação.
Vamos refletir sobre isso e recuperar a estabilidade
emocional perdida?
Há dias em que nada deve ser lido nem respondido. Hoje é
esse dia. Não se deve ler mensagens, nem responder a ninguém. Hoje é um dia importante
para refletir sobre a verdade, mas sem interferências emocionais nem afetivas.
Sempre há muita dúvida no ar. São frequentes as indefinições
e a confusão nos sentimentos. Emoções palpitam sem parecer ter sentido. Há
vazios no coração. Há palpitações no meio do vazio. Há, por vezes, uma mistura
de tristeza pela falta do que não havia, mas que montamos em nossa mente como
se tudo fosse real.
Há sensações de alegria pelas recordações de momentos que podem
ter sido verdadeiros, ou apenas parecerem verdadeiros. Há um momento em que se
descobre que muitas dessas coisas não foram reais.
Foram ilusões
convenientemente programadas por nós mesmos.
Temos sempre certeza de que provocamos algo bom no coração
do outro, mas será verdade? Há corações duros. Há corações insensíveis. Há
sempre uma dúvida no ar. Há dúvida sobre a verdade na emoção demonstrada. Há, por
vezes, a constatação de que não havia reciprocidade na emoção demonstrada. E as
pessoas sentem necessidade de sentir reciprocidade. Cria-se a sensação de que
está havendo reciprocidade. Autoengano criando uma alegria artificial. Uma
alegria artificial e superficial, frágil, pronta para trazer auto decepções.
O outro, como objeto da emoção, pode, mesmo sem saber que
está fazendo isso, demonstrar, artificialmente, um retorno, um reconhecimento,
uma aceitação. Mas isso pode ser apenas uma acomodação aos sentimentos
recebidos, mas não absorvidos completamente.
Embora sentimento forçado sempre dê pistas, essas pistas só
são percebidas por quem as quer ver.
Muitas vezes somos cegos por conveniência.
A mente pode nos enganar, e ela faz isso com muita propriedade, com muita
técnica.
As neuroses são fruto exatamente dessa técnica que,
escondendo de nós mesmos, os motivos que nos levariam ao sofrimento, provocam a
explosão das neuroses, trazendo sofrimentos ainda maiores.
Esse ponto é mais um desentendimento entre o aparelho
psíquico e a minha compreensão do todo psicanalítico.
A verdade escondida não afasta o sofrimento, mas o transfere
para mais tarde, quando a energia do escondido se alimenta das emoções e toma
corpo, procurando extravasar de alguma forma.
Relatar o que sente é a válvula de escape para reduzir a
intensidade dessa energia catexizada. Mas não a elimina. A eliminação da energia
só se dá quando ela é extravasada completamente, e isso significa chegar a
verdade.
Mas a verdade nem sempre é bem aceita! Muitas vezes o outro
tem conhecimento da verdade na relação e nos sentimentos, mas não quer aceitar
como sendo real. Prefere alimentar uma relação pela metade, sem grandes
envolvimentos sentimentais, talvez pelo medo de um envolvimento mais forte.
Mas a mente não para e, a cada momento vivido, intensifica a
energia da emoção escondida, sendo contida, a duras penas, pelo Ego.
Um dia a mente decide extravasar! A verdade surge clara e
límpida! A energia é liberada! É um momento de forte emoção, mas de verdadeiro
alívio. É um UFA! Falei!
Aliviou uma mente, mas mostrou uma verdade que pode ser bem
recebida ou mal recebida, a depender do estado da emoção e dos sentimentos do
outro.
Se o outro estiver apenas acomodado a um relacionamento
intermediário, haverá um choque! Haverá uma sensação de perplexidade, espanto,
talvez até irritação, confusão de ideias e pensamentos, necessidade de
afastamento, de solidão, de mergulho profundo na mente. É o momento do AFFF!!
Na realidade não há engano. Há a construção de uma ideia
inexistente de um amor pela metade, mas que, a partir da declaração do outro,
cai a ficha! A metade só existe na mente de um. Na do outro o amor é real e
ilimitado. Um conseguiu declarar. O outro sentiu como ato perverso, como se
houvesse um desejo incorreto, perverso, maldoso, malicioso e mal-intencionado,
ao ponto de surgir um trauma muito forte! Um trauma com consequências
psicológicas muito fortes.
Pode surgir, então, um verdadeiro choque emocional, acabando
com toda uma ilusão de amizade. Pode ser interpretado como se a amizade tivesse
sido traída por um desejo inconveniente. Mesmo que tenha havido, durante todo o
relacionamento, a confissão de amor.
Mas a palavra amor está sendo tão mal utilizada que não se
sabe mais qual o seu significado verdadeiro. Ao dizer amor, as pessoas sentem
afeição simples ou apenas atração física ou até sexual, mas nada completo nem
real. Não se sabe mais o que é amor de verdade. Não se conhece mais amor sem
limites, o amor em que tudo é permitido, porque tudo faz parte da totalidade do
ser, como um ser de emoções e sentimentos.
Um ser que foi criado para gerar amor, adquirir conhecimento
e compartilhar tudo isso pelo verbo.
Nada há de mais importante na nossa vida.
Mas esses momentos são bons para dar um alerta aos
sentimentos enganados. É sempre bom estar “na real” para não ter que “cair na
real”.
A lição começa com o amar a si mesmo. O amor que sentimos
tem que ser considerado como nosso, mesmo que sintamos a sensação do amor
mirando uma imagem que não a nossa. Essa imagem tem que ser absorvida como um
alimento para nosso próprio EU, em forma de admiração pelo perfeito, em forma
de admiração pela obra, em forma de admiração pela natureza, mesmo que essa
natureza seja uma outra pessoa.
A emoção que surge como uma atração física ou sexual deve
ser encarada como uma forma de nos manter vivos na alimentação do amor
interior. Uma forma de nos manter ativos na capacidade de criar e desenvolver o
amor que devemos sentir por nós mesmos, mesmo que usando a imagem do outro, mas
como parte de nós mesmos.
Embora isso faça surgir o narcisismo e o egoísmo,
considerados como negativos por muitos, são ambos sentimentos necessários à
construção do caráter altruísta. Não há como ser altruísta sem que se tenha um
forte alicerce de felicidade, de amor interior, de alegria interior, de
capacidade de compartilhar. Só se compartilha aquilo que se tem.
É sempre bom “estar na real” para estarmos preparados para
amar a nós mesmos antes de compartilhar esse amor com outra pessoa.
Fazer planejamentos de vida com total dedicação ao outro,
como se só a felicidade do outro lhes interessasse, e como se a sua felicidade
dependesse de fazer a felicidade do outro, pode ser o caminho para nossa
anulação total, como pessoa.
Estaríamos desperdiçando toda a nossa capacidade de sentir
prazer por estar vivo, em primeiro lugar, por ser quem somos, em segundo lugar,
e de ter o que temos, em terceiro lugar.
Afinal, todos nós somos um ser, cuja missão principal é
gerar amor dentro de nós mesmos e de adquirir conhecimento, a cada dia, para
podermos compartilhar, com todos os que convivem conosco, construindo uma onda
de felicidade que, aos poucos, transformará esse nosso mundo, a começar pelo
nosso grupo social.
Pode parecer exagero, mas não é! Nosso poder começa
individualmente, mas aos poucos se multiplica.
Não podemos parar.
O amor é o alimento. O conhecimento é a estrutura mental. A
felicidade é o resultado elaborado de todo esse processo.
Para quem tem o meu quarto livro “O Menino dos Jornais”,
leia as seguintes reflexões:
Angústia e reconstrução da vida – pg 163
Reflexões sobre o sentido da vida – pg 171
Reflexões sobre a angústia no relacionamento amoroso – pg
179
Amor adolescente: mistérios da atração afetiva – pg 185
Vamos começar pelo entendimento, de forma bem rápida, de
nossa mente e nosso estado emocional.
Nossa mente, que envolve, no mínimo, cérebro e coração, é
responsável pelo equilíbrio de nosso estado emocional.
Toda essa estrutura vai sendo formada, desde o nascimento, de
acordo com uma programação original, determinada pelo DNA, mas alterada e
complementada pela programação social e familiar.
Todo ser humano precisa, durante essa formação, da presença efetiva
e afetiva do pai e da mãe, já que, biologicamente, essas duas influências interferem
na formação de programações específicas.
A mãe, na construção do funcionamento associativo do cérebro,
e o pai no seu funcionamento lógico.
A ausência afetiva da mãe traz grandes prejuízos para todos
os filhos, mas a do pai tem sido identificada como a que mais desestrutura o
emocional do menino, chegando ao ponto de ele não conseguir suportar
brincadeiras inconvenientes, como por exemplo, o bullying.
Numa entrevista recente um psicólogo americano comentou que
encontrou um único ponto comum em todos os adolescentes assassinos em escolas,
ou seja, os tais “school killers”: todos tinham carência afetiva paterna!
A carência afetiva paterna, que durante muito tempo, não era
vista como tão perigosa, tem sido observada, hoje, como origem de fortes desequilíbrios
emocionais do menino.
Isso fica muito evidente em vários tipos de comportamentos,
como os de agressividade, revolta, apatia, ansiedade, estado depressivo etc.
É hora, então, de refletir bastante sobre a participação
afetiva do homem, como pai, na educação de seus filhos.
O trabalho, as obrigações, os compromissos, etc., não pode
limitar a presença do homem, como pai, na relação afetiva com seus filhos,
principalmente com o menino!
Momentos a sós são importantes, para que ele se sinta
encorajado para perguntar suas dúvidas, falar sobre seus sentimentos e emoções,
contar suas aventuras, iniciando com a demonstração de interesse até pelas suas
brincadeiras com seus carrinhos e tudo o mais.
Planejar esses momentos, para que sejam frequentes, é a
mesma coisa que vacinar o filho contra toda e qualquer influência externa.
E nunca é tarde para começar essa relação. Lembre que agora
é ele quem precisa desse seu apoio emocional.
Mas, mais tarde somos nós que precisamos do apoio deles.
Aguardo todos vocês para essa conversa sobre a polêmica das vacinas X autismo e outros detalhes a mais. Vacinas são extremamente necessárias para erradicar doenças que constituem um perigo para a sociedade! Mas vamos analisar onde está o problema que cria tanto medo delas.
Aproveito esse momento de Natal e Ano Novo para agradecer a
todos vocês, pela imensa satisfação que me deram, durante todo esse ano,
simplesmente por terem permitido que eu chegasse até vocês por intermédio de
meus livros, textos, vídeos, palestras, cursos ou simples encontros, conversas
e tudo o mais.
Sugiro a todos vocês, meus amigos, que essa nova fase de
vida se inicie com um momento de
reflexão pessoal, onde nada deve ser escondido de você mesmo, e que nos abra o
coração para apagar todas as mágoas e perdoar, de verdade, todos os que,
porventura, nos fizeram algum mal.
Sugiro, também, que seja feita uma reflexão familiar
conjunta, estando a família reunida à volta de uma mesa, quando todos devem ter
a oportunidade de extravasar como foram seus sentimentos e emoções no decorrer
desse ano, e aproveitarem para apagar as arestas e ressentimentos. É o momento
de ter coragem de perdoar e de pedir perdão.
Que essas reflexões sirvam de estímulo, para cada um de nós,
para uma nova fase das nossas vidas, onde o objetivo principal passa a ser a
construção de amor interior, apoiado pela saúde e pelo conhecimento, já que
esse tripé: SAÚDE – AMOR – C0NHECIMENTO constitui a base da felicidade real.
Construindo esse amor interior, desejo, de coração, a cada
um de vocês, que sintam, constantemente, o ano todo, o verdadeiro prazer do
compartilhar essa energia divina que estará dentro de cada um de nós: a energia
do amor!
“(...) A educação constitui direito da pessoa com
deficiência, assegurado sistema educacional inclusivo em todos os níveis e
aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento
possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e
sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de
aprendizagem(...)”
Então, interpretando para a realidade educacional inclusiva:
Todos devem ser escolarizados em todos os níveis e o foco da
aprendizagem deve ser “(...)de forma a alcançar máximo desenvolvimento possível
de seus talentos e habilidades(...)”, e NUNCA o de se igualar aos demais
colegas da turma em relação aos conhecimentos de todas as disciplinas nos
níveis padronizados para os alunos comuns!
Insistindo nesse ponto, já que muitos professores ainda
estão querendo “conservar” o aluno incluído, ou seja, fazer com que ele “repita
o ano”, com a explicação de que ele não alcançou os mínimos conhecimentos
necessários àquela série escolar:
O aluno incluído não tem que alcançar os mínimos
conhecimentos necessários àquela série escolar para “passar de ano”!
Ele está incluído naquela classe devido a sua idade e não ao
seu conhecimento ou nível intelectual!
Ele tem que estar aprendendo o tempo todo e durante toda a
vida, conforme a Lei Brasileira de inclusão, em seu Art. 27, e também conforme
a LDB (Lei 9394/96) em seu Art.3º, inciso XIII “(...)garantia do direito à
educação e à aprendizagem ao longo da vida(...)”.
Para aprender ele estará inserido em uma sala com alunos da
sua faixa etária, preferencialmente, por vários motivos:
- Em uma sala com colegas muito mais novos ele se sentirá
excluído das conversas e das brincadeiras e, portanto, socialmente excluído.
- Um aluno já adolescente incluído em uma sala de crianças
impúberes poderá trazer problemas de relacionamento inadequados à idade.
Após os 18 anos ele estará em uma sala de Educação de Jovens
e Adultos, conforme o Art.37. da LDB (Lei 9394/96).
Lembrando então:
“(...) sistema educacional inclusivo em todos os níveis
(...)”, significa que os alunos, mesmo com todas as suas dificuldades devem ter
acesso a todos os cursos, sejam técnicos ou superiores, que estejam dentro de
suas potencialidades em relação a futuros talentos e habilidades.
Essa determinação legal foi feita para que todos avancem
sempre. a partir do ponto de entendimento, e segundo suas características de
aprendizagem “(...)de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de
seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais,
segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem(...)”
O Art 28. Inciso XIII da LBI diz ainda que deve ser
assegurado “(...)acesso à educação superior e à educação profissional e
tecnológica em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas(...)”
Essa “(...)igualdade de oportunidades e condições(...)” está
sendo interpretada, ERRÔNEAMENTE, como se as pessoas com NEE tivessem que
passar pela mesma prova, mesmos assuntos e mesmo nível, nos concursos,
vestibulares e ENEMs!
Para quem não tem nenhum impedimento intelectual ou
cognitivo as questões são as padrão.
Mas para quem tem dificuldades neuropsíquicas as questões
devem estar dentro de suas características e níveis de entendimento.
O que deve ser observado, para a entrada do aluno com NEE
nos cursos superiores ou técnicos, é o conjunto de suas habilidades e as
possibilidades de desenvolvimento de suas competências, em relação aos cursos
que desejam fazer, sempre visando o desenvolvimento de sua autonomia
profissional futura.
Foi exatamente assim que Temple Grandin alcançou o nível
universitário e o ultrapassou com seu doutorado e trabalhos de pós-doutorado,
hoje contribuindo, como ninguém, para com a ciência animal.
No Brasil essa realidade ainda está longe de ser alcançada,
já que os dirigentes universitários e as autoridades que determinam as formas
de acesso aos cursos superiores, ou seja, MEC, parece que ainda não entenderam
a LBI, principalmente o Art.28:
O Art.28 – inciso V da LBI diz que deve ser assegurado
“(...) adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que
maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com deficiência,
favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem em
instituições de ensino(...)”
Isso significa que alunos com NEE podem necessitar de
medidas individuais para garantir sua aprendizagem, sua socialização e a
progressão de seus estudos, como acontece em diversos países do 1º mundo!
Ou seja:
Um aluno com NEE deve ser analisado se poderá ou não cursar
uma faculdade, não a partir de seu resultado no ENEM ou vestibular, mas a
partir de suas habilidades e competências ou até de suas potencialidades, como
ocorreu com Temple Grandin e muitos outros cientistas pelo mundo afora!
Aqui no Brasil a cientista Temple Grandin não teria recebido
sequer o diploma de Educação Básica!
Então:
Não é para determinar ao aluno com NEE que se esforce para
se igualar aos colegas no entendimento dos assuntos no mesmo nível deles.
Embora muitos professores ainda estejam achando que inclusão
é igualar o especial ao normal, isso seria o mesmo que mandar o cego ler e o
surdo ouvir.
Os assuntos, as metodologias, os currículos, os exercícios,
as tarefas em sala, as tarefas para casa e as avaliações, quando forem
apresentadas ao aluno com NEE, devem estar todos adaptados ao seu nível de
entendimento e respeitando suas características cognitivas.
Se não estiverem rigorosamente dentro de seu nível de
entendimento, estarão completamente em desacordo com toda a legislação
pertinente.
Em relação a jogos e outras atividades, o Art 28. inciso XV
diz que devemos assegurar “(...)acesso da pessoa com deficiência, em igualdade
de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no
sistema escolar(...)”
Assim como na parte das metodologias e adaptação de
conteúdos das tarefas e avaliações, essa parte diz o mesmo para esportes.
Um exemplo do mau entendimento na área de conteúdo de
assuntos pode ser mais bem entendido quando trazemos para o esporte, ou seja:
Entender “(...)igualdade de condições(...)” como sendo
passar a mesma prova, no mesmo nível, para todos, seria o mesmo que mandar, no
esporte, o cadeirante sair da cadeira para jogar futebol.
Lembro que igualdade, em todos os casos, é adaptar o método
de jogo e as regras das atividades físicas em geral, às condições daquele que
tem mais dificuldade.
Mas acredito que ainda precisamos desenhar essa explicação,
para que alguns profissionais passem a respeitar os alunos com NEE, e depois
precisaremos explicar o desenho, e desenhar a nova explicação, e assim por
diante.
Nesse ponto é bom lembrar também que as legislações
determinam as regras básicas e os objetivos principais a serem alcançados.
O detalhamento de como realizar cada parte do que foi
determinado vem com as regulamentações, que são estudadas e publicadas pelos
Conselhos de Educação, tanto o Nacional, como os estaduais e Municipais.
As escolas servem como base de estudos para que tais
regulamentações sejam estudadas e publicadas.
As escolas também servem de base para que as regulamentações
ou até as Leis tenham que sofrer alterações.
Por isso que os professores devem estar sempre atentos à
prática da inclusão, analisando o que é melhor para que seus alunos de inclusão
tenham o melhor resultado possível dentro dos três objetivos básicos
(Aprendizagem – Autonomia – Socialização) e sugerindo, assim, novas
regulamentações ou até alterações na legislação.
Essa é apenas uma parte do processo de inclusão, o que diz
respeito às normas básicas a serem seguidas.
Nos próximos falaremos da escolha da turma, da metodologia a
ser utilizada numa sala inclusiva, dos boletins e históricos escolares e tudo o
mais.
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