segunda-feira, 11 de julho de 2016

Educação Inclusiva 01

Amigos,

Vamos tentar deixar bem claro como devemos lidar, na escola regular, com a Educação Inclusiva, já que ela está determinada como obrigatória, por lei.

Sou o professor Roberto Andersen e me dedico ao estudo da forma neuropsíquica de se obter o aprendizado. Tenho alguns livros publicados e que podem ser adquiridos acessando-se nosso portal ou nosso blog e clicando na imagem dos livros.

As dúvidas que tenho recebido mostram, bem claramente, que há, na maioria dos professores regulares, nenhum comprometimento em relação à aprendizagem do aluno especial que está em sua classe, e nem, muito menos, comprometimento com a sua inclusão social entre seus colegas.

Os professores estão simplesmente ignorando a presença em sala desses alunos e, quando existe um cuidador, desligam-se totalmente dele, como se existissem dois ambientes distintos na sala: o dos alunos regulares, com ele, professor regular, e o dos alunos especiais, com seus cuidadores.

Para facilitar a compreensão, vamos organizar esse tema aproveitando as perguntas, os questionamentos e as reclamações feitas pelos professores, que estão se sentindo obrigados a fazer algo para o qual, eles acham, que não foram contratados.

A célebre declaração de que “Não aprendi a lidar com educação inclusiva na faculdade! ”, é falsa, porque aprendeu sim! Todos os teóricos estudados em pedagogia ou nas matérias de licenciatura disseram que o ensino-aprendizagem tem como base o aluno.

E você aprendeu isso e deve ter respondido dessa forma nas provas. Mas depois de se formar e entrar em uma sala, pode ter esquecido desse pressuposto básico e fundamental para que exista, de fato, o processo verdadeiro do ensino-aprendizagem.

Para começar, então, tenha sempre em mente quais são os principais objetivos da escola, das aulas e seus, como professor, que são:

Garantir a evolução intelectual do aluno por meio da aprendizagem real, visando a sua autossuficiência futura;

Criar a cultura do respeito mútuo e da interação e cooperação social entre os alunos, visando a construção da cidadania.  

Analise a sua prática em uma sala de aula, mesmo que lá só existam alunos regulares, sem nenhum aluno autista, nem disléxico, nem discalcúlico, nem com retardo mental.

Pergunte a você mesmo como você preparou a aula daquele dia: De acordo com o tema e o conteúdo do livro texto, mas com base nas características de aprendizagem de seus alunos? Ou com base no que você quer ensinar a eles?

Se foi com base no que você acha que tem que ensinar a eles, é muito bom lembrar de Comenius, na sua Didática Magna, quando ele disse: “Idiota é aquele que quer ensinar ao aluno, não o que ele pode aprender, mas aquilo que ele próprio deseja. ”

Seria bom que essa frase estivesse bem grande em todas as salas de professores de todas as escolas a partir de hoje.

Então, para você saber se está no caminho certo ou se precisa mudar alguma coisa, pergunte-se, primeiro, se durante a sua aula você tem certeza de que todos os alunos estão entendendo o assunto.

Pergunte-se, também, se ao final de sua aula você tem certeza de que todos tiveram proveito do que você acredita ter ensinado e que todos evoluíram da forma que você planejou, no conhecimento daquele assunto de sua matéria.

Se suas respostas forem SIM, você está realmente fazendo o papel do professor de verdade. Se a resposta for qualquer outra, você não está cumprindo o que aprendeu de educação, na faculdade.

Vamos ver como fazer, então, em qualquer sala de aula regular, com ou sem qualquer aluno considerado “de inclusão”, porque a existência do aluno de inclusão, apenas evidencia, com muito mais clareza, as diferenças no nível de entendimento que já existem em qualquer sala de aula.

Infelizmente grande parte dos professores entram e saem das suas salas de aula sem conseguirem perceber que, naquela sala, há alunos que entendem o que ele fala, mas que há alunos que não conseguem acompanhar seu raciocínio ao explicar os assuntos.

Nessas análises o foco tem que estar sempre em TODOS os alunos! Quem são esses todos?

Os alunos regulares que estão verdadeiramente no nível intelectual daquela série escolar.

Os alunos regulares que estão naquela série, mas com dificuldades imensas de entendimento, como se tivessem sido passados “na marra”.

Os alunos de inclusão com nível de entendimento muito abaixo do nível da série.

Os alunos superdotados ou de altas habilidades, principalmente aqueles que ficam rapidamente entediados em ter que acompanhar explicações que são totalmente desnecessárias para eles.

Para ter certeza disso, se a sua observação não for suficiente, basta você fazer pequenas avaliações frequentes, sejam orais ou escritas, preferencialmente ao final de cada aula, ou a cada duas aulas, ou até durante as próprias aulas.

Essas avaliações servem para mensurar a eficácia do seu processo de ensino-aprendizagem, e não para classificar os alunos. Aliás é assim que toda a avaliação deveria ser.

Ou seja, se o aluno não obtiver bom resultado significa que o seu método de ensino está precisando ser alterado, ou seja, muda-se o método, em vez de fazer o que os professores desejam, que é mudar de aluno.

Lembre-se que há diferenças imensas na capacidade de aprender dos alunos. Meninos, por exemplo, entendem de forma diferente das meninas. Isso sem contar com as dificuldades específicas de cada menino e de cada menina.

Sejamos muito sinceros então. Se não estivermos alcançando aprendizagem total, temos que experimentar algum outro método para o nosso ensino.

Agora vamos dar a primeira sugestão para socorrer o professor que percebeu que não está alcançando sucesso com a aprendizagem de todos os seus alunos.

Planejar sua aula em duas ou três etapas. Na primeira você apresenta o tema da aula, de forma que chame a atenção e desperte a curiosidade de todos os seus alunos.

Para isso precisa apenas que você ligue o assunto da aula a algum assunto de interesse de todos os alunos. Isso vai exigir de você, tanto o pleno conhecimento do assunto a ser dado, como a sua dedicação ao conhecimento geral, ouvindo ou assistindo aos noticiários e lendo jornais e revistas.

Embora eu goste, tanto de assistir aos noticiários, como ler revistas e jornais, eu uso, para isso, diariamente, o twitter, onde acompanho todas as agências de notícias de todos os assuntos que leciono e que me interessam. Economiza muito o meu tempo.

Lá mesmo surgem os links que me trazem os artigos completos para meu estudo diário, com as referências oficiais para consultas, permitindo que eu entre em contato com os pesquisadores autores dos respectivos estudos para dirimir algumas dúvidas.

Isso que eu estou dizendo é apenas para preparar a primeira parte da aula, que á a mais importante, já que é a que precisa despertar o interesse, a curiosidade, a empolgação de todos os alunos em relação ao assunto da aula.

Durante essa parte da aula, que serve praticamente como um MARKETING do assunto, você deve estar atento a todos os alunos, para que todos se sintam “alvo” de seu interesse pessoal, ou seja, todos sintam que são importantes para você, em sua aula.

Nesse momento temos que tomar cuidado com a presença do “aluno ímã”, que é aquele aluno que, por algum motivo, prende seu olhar nele, e você, sem sentir, acaba dando essa parte da aula como se só existisse ele em sala.

O “aluno ímã” é frequentemente, o que mais participa e o que mais pergunta, provocando, no professor, essa tendência de exclusividade que é prejudicial ao resto da turma.

Segunda parte da aula:

Colocar o aluno para trabalhar no assunto.

A maioria dos alunos prefere ficar passivamente na carteira assistindo à fala do professor, alguns até estão acompanhando mesmo, outros estão desligados e outros dormindo.

Coloque, então, todos para trabalharem o assunto, por meio de estudo dirigido, que pode ser individual ou em grupos.

Os questionários para esse estudo devem ser elaborados respeitando-se sempre aqueles objetivos que comentamos anteriormente.

Nada, na aula, pode fugir daqueles dois objetivos principais.

Se alguma atividade não atender a eles, ela deve ser adaptada.

Então haverá tantos tipos de questionários quantos forem os diferentes níveis de entendimento daquela turma. Numa turma regular do 8º ano em que não exista qualquer discrepância em níveis de entendimento, o questionário será o padrão do 8º ano.

Se nessa turma houver um aluno autista no nível de 2º ano, seu questionário será sobre o mesmo tema da aula, mas com atividades adaptadas ao seu nível de entendimento atual, visando sempre o seu desenvolvimento, do ponto em que ele está para mais além.

Havendo aluno superdotado, seu questionário deve exigir pesquisa na biblioteca ou na sala de informática, que sirvam para ele como desafio. Essa é a sua forma de se satisfazer com o assunto dado. A forma de fazer isso dependerá das condições da escola.

Durante essa parte da aula o professor estará visitando cada grupo (se o estudo dirigido for em grupo) ou cada carteira, para observar as dificuldades e analisar em que momentos precisa chamar a atenção de todos para uma explicação específica e de interesse geral.

Esse passeio do professor pelos grupos já serve como uma forma de avaliar quais os pontos que precisam ser alterados, sempre visando garantir a aprendizagem de todos e, em paralelo, construir a cultura do respeito, interação social e cooperação.

Mandem seus questionamentos, perguntas, comentários e sugestões para meu e-mail.

Ou para meu whatsapp.

Responderei as demais perguntas no próximo vídeo.

Prazer estar com vocês.


Forte abraço e até o próximo encontro.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Formação da personalidade da criança atual - fase oral

Hoje estou aqui para conversar com vocês sobre a criança em sua primeira fase de desenvolvimento.
Acabo de ler mais um estudo de especialistas em economia, mostrando que cada dólar investido no ensino e na educação correta de uma criança significa um retorno positivo sete vezes maior no resultado alcançado por essa criança quando for um adulto!
Mas não é só no ensino e na educação que esse investimento é lucrativo. Há também complementos que contribuem significativamente para que esse resultado seja mais lucrativo ainda, como, por exemplo, na nutrição adequada, na afetividade responsável, na imposição de limites e no entendimento correto de todas as necessidades reais da criança em cada uma das suas fases de desenvolvimento.
Então, amigos, vamos investir corretamente, com vontade e com responsabilidade, porque os resultados serão, certamente, espetaculares, podem estar certos disso!
E para que possamos estar investindo de maneira correta, procurando errar cada vez menos, vamos iniciar um bate-papo sobre o entendimento dessa criança, as características de cada fase de seu desenvolvimento, e as mudanças que estão ocorrendo nessas novas gerações.
Afinal sempre há mudanças, tanto na criança, como na sociedade, e por isso precisamos tentar entender todas elas, para que tenhamos uma sociedade melhor.
Nossa conversa vai estar baseada, tanto em alguns teóricos, como Freud, Wallon, Erik Erikson, Piaget, Wygotsky entre outros, como também nas nossas próprias pesquisas e, principalmente, no exercício prático de tudo isso.
Vamos levar em consideração os resultados de mudanças na criança de hoje, nas ausências afetivas provocadas pela vida profissional dos pais, nas formas diferenciadas de se criar uma criança, criança sem um dos pais, criança com pais homo afetivos, crianças criadas pelos avós, ou seja, todas as situações que já estão surgindo como dúvidas, nos questionamentos que estou recebendo.
Para começar essa conversa eu tive a ajuda de Reginaldo Neto, matemático e filósofo, e de Ruan Vieira, futuro engenheiro mecânico, ambos meus amigos.
Ambos me ajudaram enviando alguns questionamentos muito importantes e fundamentais para o entendimento da criança atual e do que podemos fazer para reduzir os problemas futuros em seu desenvolvimento.
Os questionamentos que eles mandaram foram tão abrangentes que vou ter que responder aos poucos.
Hoje vamos enfocar os relacionados à fase oral, aquela que vai do nascimento até aproximadamente um ano e meio, ou seja, antes de a criança começar a andar.
FASE ORAL
Nessa primeira fase aparece uma das grandes diferenças entre o ser humano e os outros animais.
O ser humano, ao nascer, estará totalmente dependente de quem o cria.
Só isso já constitui um mistério!
Afinal, esse ser já traz toda uma formação de hábitos que aparecerão no futuro, incluindo temperamento, emotividade, intelectualidade, tendências comportamentais e até orientação sexual pré-definida, mas, ao nascer, está totalmente impotente fisicamente, ou seja, dependente do outro para sobreviver!
E a criança precisa sobreviver! Mas só sobreviverá se houver alimentação adequada.
E é aí que nos espantamos com as estratégias dessa fabulosa máquina cerebral, toda programada para que nada lhe falte, em cada momento do seu desenvolvimento.
Essa máquina cerebral cria o instinto de satisfação oral!
Segundo Freud é um impulso da libido (para Freud tudo provém da libido).
A criança precisa satisfazer esse instinto, que é a necessidade de sentir prazer pela boca, e assim a leva a consumir o leite materno.
Esse leite, além de alimentá-la, vai defende-la, com todos os anticorpos nele contidos, de centenas de problemas de saúde.
Essa fase traz diversas necessidades fundamentais. Vamos ver as mais importantes, que são:
SUGAR – Satisfazer o prazer pela boca;
ANTICORPOS – Proteção do organismo por meio do leite materno;
SEGURANÇA e CONFIANÇA – Segurança pessoal e confiança no mundo por meio do afeto dos pais.
SUGAR
Se a criança mama no peito e fica satisfeita, ótimo! Essa não precisará de chupeta, para alegria dos fonoaudiólogos!
Se ela mama no peito, mas demonstra necessidade de estar sugando o tempo todo, como se o peito não fosse suficiente, a chupeta passa a ser indicada. Chupeta, mordedor etc. Mas isso só enquanto ela estiver nessa fase. Ao passar para a fase seguinte a necessidade acaba e a chupeta deve ser eliminada.
Se a criança não tem mãe, nem ama de leite, ou por falecimento, ou por ser filha de uma relação homo afetiva, essa necessidade do prazer de sugar deverá ser muito bem observada.
Inicialmente tenta-se só a mamadeira, mas se for insuficiente, vem a necessidade da chupeta, mordedor etc.
Satisfazendo corretamente essa necessidade, a criança estará livre de diversos problemas neuróticos e psicossomáticos no futuro.
ANTICORPOS
O leite materno é o alimento perfeito para criar os anticorpos necessários à proteção dessa criança contra doenças de oportunidade.
Além disso é ele que elimina a tendência natural de algumas crianças em desenvolver algum tipo de intolerância ou alergia alimentar, segundo os estudos de Aderbal Sabrá.
Então, caso a criança não tenha a presença da mãe por algum dos motivos que já comentamos, a mamadeira de leite materno é a solução.
Nenhum outro tipo de leite substitui o materno. Mesmo que muita gente faça propaganda do leite de cabra ou leite em pó com todas as características do leite materno, não acredite!
E já existe, atualmente, banco de leite materno para suprir essa necessidade.
SEGURANÇA e CONFIANÇA
Henri Wallon deixa claro que a criança precisa se sentir protegida por quem a recebe no mundo, para que se sinta segura.
Erik Erikson mostra que, além dessa dependência afetiva, o fato da criança sentir que a mãe se afasta mas volta, cria nela a força básica dessa fase, que ele chamou de esperança.
E quando a criança percebe que, sempre que precisa, a mãe está por perto, surge a confiança básica, que é fundamental para sua felicidade futura, sem neuroses.
Quando ela não percebe essa presença vem a desconfiança básica, com resultados futuros muito ruins para sua formação, tornando-se desconfiada e, por vezes, até agressiva.
Nossas observações, e nossa prática, mostram um caminho simples e muito eficaz para superar esses problemas nessa fase.
Precisamos entender que, para a criança, tudo é novidade. Então ela precisa entender que está segura e que pode confiar no ambiente e nas pessoas à sua volta.
Mas ela tem que se sentir segura e confiante tanto em relação às pessoas quanto em relação ao mundo, e nunca apenas às pessoas.
Se seguirmos as orientações que uma reportagem da Globo apresentou, de que nessa fase a criança deve ficar todo o tempo no colo da mãe, porque precisa do afeto materno, estaremos criando uma criança problemática, insegura e desconfiada do mundo!
Cuidado, muito cuidado, com essas reportagens...
Por esse motivo procuro enfatizar para todos os pais que entendam a função do “colo” como função de transporte! Colo é transporte!
Se a criança se sente o tempo todo envolvida pelo corpo da mãe, significa que nunca terá confiança no mundo, sua confiança será construída apenas em relação ao corpo da mãe.
Como a mãe não pode viver grudada nela, quando houver qualquer afastamento, mesmo que por pouco tempo, a criança se sentirá abandonada!
Ela vai chorar, berrar, espernear e tudo o mais, mostrando sua insatisfação com a ausência do ambiente acolhedor ao qual ela se acostumou.
Como evitar isso?
Simples: Acostumar-se e acostumar os parentes, a dar afeto, dar amor, dar carinho, dar massagens afetivas, dar todo dengo que quiser, mas sempre com a criança no berço ou no carrinho, de forma que ela sinta toda a afetividade do adulto, mas esteja, ao mesmo tempo, sentindo-se apoiada no seu colchão, que é o que representa o mundo.
Na mente dessa criança as duas coisas se combinam e se completam, ao ponto de que, na ausência da mãe o simples contato com seu colchão já lembra o afeto da mãe e já a satisfaz.
Essa criança não se sentirá abandonada durante ausências da mãe e construirá uma sensação de confiança no mundo, que vai significar segurança emocional para toda a vida.
O que nós vimos, então, foi a primeira fase de desenvolvimento, que é a fase oral, que vai do nascimento até aproximadamente um ano e meio.
A partir daí terá início a fase anal, com outras necessidades, outras características e que vai necessitar de tanta atenção como a da fase oral.
Nós vamos ver essa outra fase em detalhes no próximo vídeo.
Havendo mais questionamentos, dúvidas ou comentários, mande para mim por e-mail – robertoandersen@gmail.com  ou pelo whatsapp 71 9-9913-5956 ou no espaço de comentários, aqui mesmo.
Saibam que é sempre um imenso prazer poder conversar com vocês sobre esses assuntos tão importantes para todos nós.

Um forte abraço e até o nosso próximo encontro!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Maconha e a formação cerebral dos adolescentes

Um assunto que muito nos preocupa é a propaganda acintosa e irresponsável sobre a maconha, feita por algumas revistas e outras mídias em geral.

Antes de nossa conversa é bom deixar claro que eu não estou aqui para tentar dizer a ninguém que não faça uso dela ou daquela droga. Não é esse o caso!

Estou apenas alertando para essas propagandas irresponsáveis que chegaram a me assustar, tal a estratégia da colocação da mentira em forma de manchete bem chamativa!

A manchete diz que a maconha só faz mal a pessoa se o cigarro queimar seus lábios... OU seja: não faz mal algum!

Partindo do princípio de que grande parte das pessoas só leem as manchetes dos artigos, já dá para imaginar que, se a intenção era a de aumentar o consumo para que os traficantes obtenham mais lucro, esse objetivo já vai ser alcançado.

Um outro grupo de pessoas chega a ler o artigo, mas desses, uma grande parte não chega até o final, parando antes do último parágrafo.

Pois bem: o próprio artigo publicado nessa revista, artigo esse sério e com referências reais a institutos de pesquisa de credibilidade, mostra, em seus últimos parágrafos, exatamente o mal que a maconha faz.

A conclusão desse artigo é que existe suspeita de que o aumento de número de casos de doenças psiquiátricas, ente elas a esquizofrenia, está associado ao uso continuado da maconha.

Isso é muito sério e deve ser divulgado. Ou seja: Quer continuar fazendo uso da maconha ou de outras drogas? Faça! Mas é importante que todos saibam o risco que estão correndo. Que existe a possibilidade de que o uso continuado possa trazer doenças psicogênicas, e que essas doenças não têm cura! E que elas destroem a mente da pessoa e destroem, por isso, a sua vida!

Na penúltima quarta-feira tivemos uma reunião na Academia de Ciências de Nova York exatamente sobre a relação entre a maconha e a formação cerebral dos adolescentes.

A conclusão do encontro foi a de que está confirmada a possibilidade do desenvolvimento da esquizofrenia, assim como a incidência de AVC, ou seja, infarto, em adolescentes ou jovens com histórico de uso continuado da droga.

A dificuldade que os pesquisadores tinham em fazer a relação entre AVC precoce e maconha estava no fato de que as pessoas não confessavam o uso da droga. Como hoje as pessoas se sentem mais livres para comentar sobre isso, a relação ficou mais evidente.

Mas isso é para todas as pessoas que consomem a maconha? Não! Cada organismo reage de forma diferente em relação ao consumo de qualquer substância, incluindo as drogas. Para umas os efeitos danosos surgem muito rapidamente, enquanto que para outras pessoas esses tais efeitos só aparecerão muito mais tarde.

Isso ocorre também com alimentos e com remédios. Algumas pessoas não toleram alguns tipos de alimentos. Outras reagem negativamente a alguns medicamentos, e assim por diante.

Mas vamos a mais uma “bomba”!

Um estudo publicado hoje, dia 8 de junho de 2016, pela Neuroscience News, intitulado: “Como o uso continuado da maconha altera os circuitos de satisfação cerebral” (sob a responsabilidade da Dra. Francesca Filbey, diretora de pesquisas em neurociência cognitiva e professora no Centro de saúde Cerebral da Escola de Ciências Cerebrais e do Comportamento), mostra mais um danoso efeito colateral da maconha. Esse passa a ser o terceiro efeito danoso comprovado.

O estudo foi publicado originalmente na revista Human Brain Mapping e seu resumo está na Neuroscience News de hoje.

Após experimentações realizadas pela primeira vez, com imagens de ressonância magnética funcional, concluiu-se que o uso contínuo de maconha altera os circuitos de satisfação natural do cérebro, praticamente eliminando as demais formas de satisfação, em detrimento à satisfação obtida pelo uso da droga.

A ocorrência dessa alteração indica exatamente o ponto de transição entre o uso recreativo da 
maconha e o seu uso problemático e perigoso.

Agora atentem para esse detalhe nessa última descoberta:

Nós sentimos satisfação natural devido a uma série de fatores, como por exemplo: diversas atividades físicas, atividades lúdicas, passeios, relações afetivas, abraços, amor, sexualidade, etc.

Tudo isso nos traz a alegria de viver, ou seja, a parte mais agradável da vida!

Pois bem: com o uso continuado da maconha haverá a alteração desses circuitos cerebrais de satisfação natural, praticamente eliminando todas as demais formas de excitação natural dessa satisfação pessoal, emocional e psíquica, ficando tais satisfações atreladas exclusivamente ao uso da droga.

A pessoa passa a não se satisfazer com mais coisa alguma que não seja a própria droga. Isso é bom? Claro que não! Então é muito importante que todos saibam disso, para evitar que sejam surpreendidos com uma ausência total de excitação que estimule os seus canais de satisfação emocional e psíquica.

Acredito que o que mais precisamos fazer agora é analisar o que leva tantos jovens e adolescentes a necessitar de algo diferente para sua satisfação, embarcando no consumo de drogas que acabam destruindo a sua felicidade afetiva e sexual futura.

Esses motivos são os que devem ser analisados com muito cuidado porque, simplesmente insistir para que não usem drogas não dá resultado algum!

Analisar as carências, as insatisfações, as ansiedades, para tentar encontrar estímulos para que a pessoa comece a aproveitar as maravilhosas formas de satisfação natural à nossa disposição todos os dias!

As carências afetivas são as que mais levam crianças, adolescentes e jovens a procurar artifícios que supram suas necessidades. Alguns precisam apenas se sentir parte e um grupo que os acolha e que os aceite como ele é, ou como ele acha que é.

Muitas vezes todos os componentes desses grupos estão na mesma situação de carência, o que faz com que não haja satisfação mútua, mas sim a procura de artifícios, entre eles a maconha, para a satisfação temporária de todos.

Uma terapia de grupo poderia ajudar muito, evitando a apelação para o uso de substâncias que tanto prejudicam a felicidade futura desses jovens, ainda mais quando se sabe que isso afetará a sua saúde sexual.

Mas a maconha não é usada como remédio? Sim! Não só elas como todas as demais drogas são utilizadas como medicamento. Assim é com a maconha, com a cocaína, com a morfina, etc.

Todo remédio é uma droga!

E assim como as drogas ilícitas, os remédios também têm efeitos colaterais danosos ao organismo e, por isso mesmo, não devem ser tomados sem que haja real necessidade.

Nós não vamos tomar um remédio simplesmente por recreação! Mas sim porque precisamos dele para curar algum tipo de enfermidade.

A Ritalina, a Risperidona, o Gardenal, o Tegretol e todos os demais, todos são danosos ao organismo, mas se forem necessários serão prescritos e deverão ser consumidos.

Aproveito para deixar claro que estou à disposição para qualquer dúvida ou orientação. Mandem suas críticas ou sugestões.


Forte abraço!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Existe relação entre o tumor cerebral e o uso do celular?

Amigos,

Tenho alertado a todos, sempre que posso, sobre o perigo da radiação emitida pelo celular, já que há evidências claras de que existe uma relação com o aparecimento do câncer tipo glioma, no cérebro.

Sempre que alerto aos pais para tentarem criar em seus filhos a cultura de usar o celular afastado o máximo possível do corpo, aparece algum desavisado, normalmente daqueles que acreditam em tudo o que as máfias industriais gananciosas publicam na mídia, dizendo que isso é bobagem e que o celular não causa nenhum mal a ninguém.

Pois bem! Ricardo Teixeira, neurocientista, acaba de mostrar em seu blog dessa semana, exatamente o que eu sempre digo. Como não é artigo meu, eu aproveito para mostrar que não sou só eu quem diz isso! 

E ele faz referência ao estudo (http://biorxiv.org/content/early/2016/05/26/055699) publicado agora, mostrando essa relação evidente.

Ricardo Teixeira teve o trabalho de pesquisar quais são os estudos que dizem exatamente o inverso, ou seja, que o celular nada provoca de mal. O estudo principal foi publicado em 2010, (estudo multicêntrico INTERPHONE). Embora o resultado que o estudo evidencie em suas conclusões tenha sido o de que não havia associação entre o uso do celular e as chances de apresentar tumores cerebrais, o próprio trabalho aponta para a tendência de surgimento de tumores tipo glioma em 10% dos indivíduos que mais usavam celular.

Pois é: é exatamente esse tipo de câncer que estamos falando!

Ainda no seu BLOG Ricardo Teixeira mostra um trabalho de 2008, um balanço geral de todos os estudos sobre isso, evidenciando que o uso do celular aumenta o risco, sim, de tumores cerebrais (Hardell et al., Int J Oncol 2008).

Eu lembro, mais uma vez, desde a primeira vez que comentei sobre isso, que o trabalho de 2010 pode ter sido financiado para tentar contestar essa metanálise feita em 2008, para evitar prejuízos na indústria do celular.

Ricardo Teixeira ainda lembra que em 2008, depois dessa metanálise, "(...) uma série de neurocirurgiões de grande renome mundial passou a se manifestar afirmando que a tarefa de provar definitivamente que o celular causa tumor cerebral é só uma questão de tempo, já que uma lesão dessa natureza precisa de pelo menos dez anos para se desenvolver(...)"

Portanto:

1. Use a função telefone de seu celular apenas para recados rápidos e, se possível, afastado de seu corpo e em viva voz;

2. Deixe-o sempre em local afastado do corpo, e se precisar usá-lo na função despertador, que ele esteja em uma mesinha afastada de seu corpo, e nunca embaixo do travesseiro;

3. Para usá-lo na função música, melhor será usar um fone de ouvido.

Referência: 

Blog de Ricardo Teixeira (www.consciencianodiaadia.com)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Avaliação e Aula Inclusiva - proposta IUPE

Proposta de diretriz para a avaliação dos alunos especiais

Desde quando parte da sociedade começou a entender que era necessário respeitar as crianças e os adolescentes que tivessem algum tipo de dificuldade neuropsíquica de aprendizagem em seus direitos de desenvolverem sua inteligência, seu conhecimento de mundo e suas habilidades, surgiram as leis e regulamentos determinando a inclusão escolar.

Infelizmente, nem a elaboração dessas leis, nem as regulamentações posteriores, estão sendo suficientes para alcançar os verdadeiros objetivos da inclusão que são, principalmente, o desenvolvimento da inteligência, do conhecimento de mundo e das habilidades, em paralelo com a sua inclusão social.

Essa proposta do IUPE tem como objetivo principal evitar que essas crianças e esses adolescentes continuem sendo apenas “acolhidos” em uma sala de aula, sem qualquer acompanhamento metodológico especial.

Eles acabam sendo reprovados nas avaliações padronizadas passadas para aquela turma que o “acolheu” e, ao final do ano, são “promovidos” por serem especiais, baixando ainda mais a sua autoestima, convencendo-o de sua incapacidade de aprender e de progredir na vida.

Não há qualquer mistério nem dificuldade de entendimento no cumprimento dessas diretrizes aqui propostas,

Tudo depende da boa vontade dos dirigentes escolares, dos coordenadores pedagógicos e, principalmente, dos professores e demais profissionais envolvidos com os alunos em uma instituição de ensino.

Vamos, então, por partes:

Objetivos da Educação Inclusiva – entendimento humanístico:

Matricular uma criança ou um adolescente com qualquer tipo de dificuldade neuropsíquica de aprendizagem como aluno em uma escola regular, tem como objetivo principal prepará-lo para a sua AUTOSSUFICIÊNCIA FUTURA e como objetivos paralelos imprescindíveis:
ELEVAR AUTOESTIMA:

Criar ou elevar a sua autoestima, mostrando que ele é capaz de conviver socialmente com seus colegas de mesma faixa etária, preparando-o assim para a convivência social nos diversos ambientes em que ele vier a frequentar;

DESENVOLVER HABILIDADES:

Criar oportunidades, nas diversas disciplinas, e com a ajuda dos demais profissionais da escola, para que sejam identificadas as habilidades do aluno especial e, assim, estimular o seu desenvolvimento;

ESTIMULAR INTELECTUALIDADE:

Identificar o seu nível intelectual e cognitivo para adaptar os conteúdos disciplinares e as metodologias ensino-aprendizagem, de forma que, em todas as aulas, o aluno sempre aprenda um pouco a mais do que sabia, sempre visando o seu avanço gradual, respeitando a sua velocidade de raciocínio e a sua capacidade de memória e aprendizado;

A aula inclusiva – parte intelectual e cognitiva

A aula inclusiva deve ser proferida pelo professor regular e assemelha-se a aula em classe multisseriada.

Uma das metodologias mais eficazes que já utilizei foi a de, inicialmente, fazer uma apresentação conceitual básica, preparada como uma peça de marketing, apresentando o assunto a ser tratado, para entusiasmar o público (alunos), com uma linguagem que alcance toda a turma.

Em seguida o professor passa para a primeira fase parte dos estudos dirigidos, reunindo os alunos em grupos operativos, técnica que foi muito bem desenvolvida por Pichon Riviere em sua obra de psicoterapia grupal.

Cada grupo, inicialmente, é composto por alunos com níveis intelectuais e cognitivos semelhantes, e os estudos dirigidos são preparados rigorosamente dentro do nível de entendimento desses participantes.

O professor, então, visita cada um dos grupos, durante todo o restante da aula, verificando as dificuldades e esclarecendo as dúvidas.

A qualquer momento, quando o professor achar necessário e conveniente, ele pede a atenção de toda a classe, para passar alguma informação de interesse geral.

Nas semanas posteriores o professor já analisa se pode mesclar os grupos com alunos em diferentes níveis de intelectualidade e entendimento, para que todos possam aprender a ajudar a todos.

A aula inclusiva – parte inclusiva

Sempre que houver uma oportunidade o professor deverá programar atividades lúdicas pedagógicas, dentro de seus assuntos, de forma que os alunos especiais tenham praticamente a mesma facilidade que os alunos ditos normais.

Isso pode ser feito em forma de jogos, brincadeiras, desenhos, pinturas, etc.

Para preparar os alunos regulares para essa parte da inclusão propriamente dita, é necessário a realização de Assembleias de Classe, quando os alunos são levados a entender as dificuldades do colega especial e são estimulados a colaborar com o seu aprendizado e com a sua inclusão no grupo.

A aula inclusiva – a avaliação

A avaliação do aluno especial tem que ser preparada de forma que o professor tenha certeza de que ele saberá responder a todas as questões, porque essa avaliação servirá, principalmente, para dois objetivos:

Elevar a autoestima do aluno e quebrar os bloqueios impostos pela violência simbólica sofrida durante toda a sua vida;

Mostrar para o professor se o seu método de ensino está correto ou se precisa ser alterado.

Isso significa que se o aluno não obtiver bom resultado na avaliação preparada pelo professor, a avaliação é que está incorreta, e não o aluno!

A nota baixa significa que o aluno não foi devidamente preparado para o nível avaliativo que o professor preparou. Nesse caso o professor refaz a avaliação no nível que o aluno possa responder.

O aluno especial, então, chegará ao final do ano letivo, com notas que mostrem a eficácia do trabalho realizado pelo professor em cada etapa do seu desenvolvimento intelectual e cognitivo.

Essas notas são sempre acima da média mínima para aprovação daquela escola, já que a evolução desse aluno é medida em comparação com o nível dele mesmo no mês anterior.

Haverá, obrigatoriamente, um relatório em anexo com todos os detalhes importantes do acompanhamento realizado durante todo o ano letivo, para facilitar a continuidade do trabalho pela próxima escola ou pelo próximo professor.

Casos especiais

Há alunos que apresentem falha na memória de longa duração, ou seja, lembram do que está sendo ensinado naquele momento, mas não são capazes de gravar na memória de longa duração, o que significa que amanhã terão que aprender tudo novamente.

As avaliações desses alunos devem ser realizadas no mesmo dia do aprendizado, e as suas respostas corretas devem ser reconhecidas com alegria, pelo professor, para que a autoestima elevada possibilite o trabalho interno do cérebro, no sentido de ir corrigindo esse bloqueio emocional ou até, quem sabe, uma possível falha neurológica.

Exemplo de abordagens em diferentes níveis na mesma classe

Classe oitavo ano Ensino Fundamental.

Matéria: Geografia

Assunto: Vizinhos dos Estados Unidos

Enquanto os alunos do nível 8º ano estão estudando as diferenças econômicas e sociais dos vizinhos dos EUA, os de nível intelectual de 1º ano estão grifando os nomes dos países e copiando em outra folha, e os de nível de educação infantil estão pintando os mapas para desenvolver a coordenação motora.

Para as avaliações, os de nível de 8º ano responderão as perguntas previstas no livro, enquanto os de nível de 1º ano farão cópias das frases com os nomes dos países ou exercícios de associação entre mapas e nomes, e os de nível de educação infantil terão mais mapas para colorir.

As notas dos do nível 8º ano serão as que os alunos obtiverem mesmo, mas as de outros níveis serão sempre acima do mínimo, para elevar a sua autoestima e facilitar a quebra dos bloqueios emocionais sempre existentes nos alunos com dificuldades de aprendizagem.

Conclusão


Para saber como acompanhar o aluno especial, como escolher a turma que ele vai estar incluído e como fazer suas avaliações, basta que o professor tenha a boa vontade de entender qual a finalidade de esse aluno estar na escola, e o que ele (professor) pode fazer para ajudar esse aluno a aprender sempre alguma coisa a mais e desenvolver habilidades que o permitam alcançar sua autossuficiência pessoal e profissional.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

IUPE Educação - Para que serve o professor e a avaliação

Assunto de hoje:

Avaliação – Para que servem professor e avaliação?

Amigos,

As dúvidas em relação ao processo educacional são muitas. Em relação aos procedimentos de avaliação, as dúvidas são maiores ainda.

Em relação à Educação Inclusiva então, muitos tentam acertar, mas alguns nem querem se dar ao trabalho de se capacitar para isso!

Quem sofre com isso são os alunos e, mais tarde, a própria sociedade, que acaba sendo composta por pessoas malformadas, mal-educadas e mal preparadas em todos os seus aspectos.

Hoje vamos voltar a falar de avaliação, mas vamos focar nossa conversa em duas perguntas básicas: 

Para que serve o professor e para que serve a avaliação?

Vamos à primeira: Para que serve um professor?

Professor serve para elaborar estratégias de ensino que garantam, a cada um de seus alunos, a aprendizagem de todo o conhecimento necessário para o exercício de uma profissão ou para desenvolver uma habilidade, sempre visando a independência e autossuficiência futura desse aluno.

Já que é para elaborar essas estratégias, como ele vai conseguir fazer isso, para que o ensino se transforme em aprendizagem real?

Simples, embora trabalhoso:

Basta fazer o que é nossa obrigação como professor, que é sempre estar lendo, estudando, analisando, discutindo e, principalmente, experimentando, as maravilhosas teorias desenvolvidas por Piaget, Vygotsky, Wallon, Erikson, Freud, Pichon Riviere e todos os outros.

Mas tem que estudar, tem que se dedicar, tem que pesquisar... E nunca dar uma de professor sabotador, dizendo que teorias são teorias, mas na prática não funcionam! Só para não se dar ao trabalho de estudar!

Essa fuga é característica de quem escolheu a profissão, não porque gosta, mas somente por não ter competência para ser mais nada na vida!

Só que esse não percebeu que, para ser professor mesmo, precisa muito mais do que fazer um concurso ou se formar em licenciatura ou pedagogia...

Quando dizemos que as teorias devem ser estudadas a fundo, não é para seguir rigorosamente cada um daqueles ensinamentos, como se fosse um Manual de Serviços, mas sim para adaptar cada um deles ao seu perfil como educador e ao perfil da turma que ele vai assumir.

Então o professor vai criar estratégias para que o seu ensino, devido à metodologia que ele vai desenvolver, se transforme em aprendizagem para todos os seus alunos, sem excluir nenhum deles, ou seja, tenham eles as características cognitivas que tiverem.

Agora vamos à segunda pergunta, que é: Para que serve a avaliação?

A avaliação mede, em primeiro lugar, se houve eficácia no processo ensino-aprendizagem.

Ou seja, ela vai servir, principalmente, para que o professor analise se a sua estratégia de ensino está correta ou se precisa ser alterada, para que seu objetivo, como professor, seja alcançado.

Podemos, então, concluir dessas duas definições que, o resultado insuficiente alcançado pelo aluno em uma avaliação significa, normalmente, que a estratégia de ensino aplicada não está dando certo!

Então, é importante que o professor tenha a necessária humildade para reconhecer que notas baixas de seus alunos são alarmes importantes para que ele analise o que deve ser mudado em sua estratégia, para que esses alunos consigam aprender aquilo ele pretendia ensinar.

E para o aluno especial, quando a elevação da sua autoestima é o objetivo mais importante de todo o processo, o professor, ao elaborar as perguntas e questões, deve estar certo de que seu aluno as entenderá e as responderá corretamente. Qualquer erro do aluno, nesse caso, deve ser considerado erro de elaboração das questões ou erro no processo de ensino-aprendizagem.

Nesse momento é sempre bom lembrar que Comenius escreveu, em pleno século XVII, que “Idiota é aquele que quer ensinar ao aluno, não o que ele pode aprender, mas sim o que ele próprio deseja”.

Acho que essa frase de Comenius diz tudo sobre ensino e aprendizagem, principalmente se falarmos de educação inclusiva.

Mas, então por que as avaliações parecem ter mudado completamente de objetivo?

Vejo professores dizerem claramente que precisam utilizar notas como arma para que consigam manter o domínio de classe.

Vejo escolas se utilizarem das notas para excluir alunos que estejam fora do padrão desejado e que, por isso, não permitirão que a escola se promova como escola que aprova no vestibular.

E dificilmente vejo professores preocupados em mudar sua forma de ensino para garantir melhor aprendizagem de todos os alunos, embora essa seja a forma correta de um professor, que esteja ciente dos objetivos da avaliação, proceder.

Agora vamos às dificuldades encontradas para se levar adiante um processo de avaliação que seja eficaz e produtivo, ajudando os alunos a progredirem na aquisição do conhecimento:

Primeira dificuldade:

O professor acomodado!

Professor acomodado é aquele que não quer sair da sua “zona de conforto”, e que dá sua aula sem qualquer preocupação com os diferentes níveis de entendimento de seus alunos, que aplica provas tradicionais e que as corrige apenas para saber quais dos seus alunos foi aprovado e quais foram reprovados.

Esse professor, que já não dá certo para alunos regulares, será pior ainda para alunos de inclusão que estejam em suas salas de aula.

Normalmente eles “aceitam” o aluno em sala, mas não acham que seja sua obrigação a adaptação dos conteúdos da aula à capacidade cognitiva deles.

Os alunos com qualquer dificuldade de aprendizagem ficam abandonados à sua própria sorte e os especiais ficam entregue ao profissional de apoio escolar que foi designado para ajudá-lo.

Segunda dificuldade:

O professor sabotador!

Professor sabotador é aquele que, ao ser solicitado a alterar seu processo de aulas e de avaliações para atender aos diferentes níveis cognitivos de seus alunos, reclama que isso não funciona.

E diz ainda “Isso, na teoria, é maravilhoso, mas na prática, nunca dará certo. ”

E ainda insiste em dizer que quem fala isso não sabe o que é uma sala de aula e nunca conseguiria fazer nada disso numa turma igual a dele.

Precisamos, então, entender que professores acomodados e sabotadores são os que mais contribuem para a má fama dessa profissão;

Esses, mesmo sem se dar conta disso, estão contribuindo com o sistema vigente, mesmo que inconscientemente, para destruir a educação de nosso país.


Se conseguirmos nos livrar da péssima influência vinda do acomodado e do sabotador, poderemos adaptar nossas aulas e avaliações para que sejam realmente eficazes, estimulantes e produtivas, conseguindo assim alcançar o objetivo desejado.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

IUPE Educação - Vacina com Timerosal - polêmica


Para quem ainda tem alguma dúvida se o TIMEROSAL nas vacinas faz mal ou não, aqui vai a pesquisa de Diego Agnelo, um dos nossos brilhantes ex-alunos, hoje na UFBa:

Publico aqui a sua pesquisa rápida sobre o TIMEROSAL:

Ok, vamos para uma revisão simples da literatura, iniciaremos com dois fatos:

1 - o timerosal é de fato uma substância presente em diversas vacinas brasileira incluindo a do H1N1.

2 - o timerosal de fato é um composto orgânico que consiste num anel aromático com ramificações contendo uma carbonila, uma ligação iônica entre um oxigênio e íon de sódio, um átomo de enxofre e outro de mercúrio.

Porque o timerosal é utilizado nessas vacinas?

O timerosal nessas vacinas funciona como um conservante, impedindo a degradação do material pela ação microbiana.

Minha pesquisa foi feita através do sistema de busca "Google Scholar" que seleciona apenas artigos acadêmicos, baseados nas palavras chaves, ano de busca e dos operadores booleanos (AND, OR, NOT). Como não quis ser tendencioso na minha pesquisa apenas utilizei a palavra chave "Timerosal" e selecionei os artigos desde 2014, ou seja, o que há de publicações mais recentes sobre esse composto. Foram encontrados 553 artigos escritos dentro desse período, sobre essa substância. Cada página do Google Scholar fornece uma lista de 10 artigos para revisão, os 100 primeiros artigos que observei, foram publicados em inglês, em revistas internacionais, algumas de renome. Vamos ver o que algumas delas diz:

A Biological Trace Element Research no artigo: “A Case-Control Study Evaluating the Relationship Between Thimerosal-ContainingHaemophilus influenzae Type b Vaccine Administration and the Risk for a Pervasive Developmental Disorder Diagnosis in the United States” de 2015:
“ Routine childhood vaccination is an important public health tool to reduce the morbidity and mortality associated with infectious diseases, but the present study provides new epidemiological evidence of a significant relationship between increasing organic Hg exposure from Thimerosal-containing vaccines and the subsequent risk of PDD diagnosis in males and females.”

Traduzindo:

A vacinação de rotina na infância é uma importante ferramenta de saúde pública para reduzir a morbidade e mortalidade associada a doenças infecciosas, mas o presente estudo fornece novas evidências epidemiológicas de uma significativa relação entre o aumento da exposição orgânica ao Hg a partir de vacinas contendo timerosal e o subsequente risco de diagnóstico de PDD em machos e fêmeas.

Hg é a sigla para o elemento químico “mercúrio”.

PDD é uma sigla para “pervasive developmental disorder” ou seria o equivalente ao português 
“Transtorno Global do Desenvolvimento”, para simplificar é uma categoria que envolve um conjunto de doenças como: Autismo, Síndrome de Rett, Síndrome de Heller e Síndrome de Asperger.

Vamos para a próxima revista:

A Brain Science no artigo “Thimerosal-Preserved Hepatitis B Vaccine and Hyperkinetic Syndrome of Childhood”, 2016 diz:
“…Hyperkinetic syndrome of childhood (HKSoC) is an International Classification of Diseases…”
“…Some studies have implicated mercury (Hg) exposure as a risk factor…”
“…This hypothesis testing study; using the Vaccine Safety Datalink; assessed the toxicological effects of bolus exposure to organic-Hg from Thimerosal-containing vaccines (TCVs) by examining the relationship between Thimerosal-preserved hepatitis B vaccines…”
“The results indicate that increasing organic-Hg exposure from TCVs heightens the risk of a HKSoC diagnosis.”

Traduzindo:

...Alguns estudos têm implicado a exposição ao (Hg) como um factor de risco...
...Esse estudo testa essa hipótese; usando o Banco de dados Vaccine Safety; avaliando os efeitos toxicológicos de exposição a pílulas de Hg-orgânico a partir de vacinas contendo Timerosal (TCVs), examinando a relação entre a vacina contra a hepatite B Timerosal preservadas...
...Os resultados indicam que o aumento da exposição Hg-orgânico de TSVC aumenta o risco de um diagnóstico de HKSoC...

Só mais uma revista para não cansar vocês:

“…Few studies have addressed co-occurring methylmercury (MeHg) from maternal origin and ethylmercury (EtHg) from Thimerosal-containing vaccines (TCVs) during infant's neurodevelopment. We studied children (n=1139) from the Western Amazon based on combined (low, intermediate, and high) exposure to chronic MeHg from fish consumption and acute TCV- EtHg…”
“…We found a statistically significant increase in neurodevelopmental (BSID) delays related to the combined exposure to Hg (MeHg>EtHg). Neurodevelopment delays due to low-doses of organic mercury (albeit undiscernible) are not predictable but can be avoided by choosing low-Hg fish and providing Thimerosal-free vaccines…”

Traduzindo:

Poucos estudos têm abordado co-ocorrência de metil-mercúrio (MeHg) de origem e etil-mercúrio (EtHg) de vacinas contendo Timerosal (TVCs) durante o desenvolvimento neurológico da criança. Foram estudadas crianças (n = 1.139) da Amazônia Ocidental com base em exposição combinada (baixo, intermediário e alto) para MeHg crônica no consumo de peixe e aguda em TCV- EtHg.
Encontramos um aumento estatisticamente significativo na (BSID) atrasos do desenvolvimento neurológico relacionados com a exposição combinada a Hg (MeHg> EtHg). atrasos do desenvolvimento neurológico devido a baixas doses de mercúrio orgânico (embora indiscernível) não são previsíveis, mas pode ser evitado escolhendo low-Hg peixes e fornecendo vacinas livre de Timerosal

Conclusão:

As três revistas analisadas demonstram que existe uma inter-relação entre o Hg encontrado em moléculas como o Timerosal e problemas no desenvolvimento neurológico. Vale ressaltar que tudo é tóxico a depender da concentração, no entanto, tais estudos como foi relatado nos mesmos foram realizados com concentrações de Timerosal comumente encontradas em vacinas que usam o Timerosal como um conservante para evitar a degradação do material pela ação microbiana.

Diego Francisco de Agnelo Silva

Graduando em Farmácia pela Universidade Federal da Bahia
Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

IUPE Educação Infantil - desafios a enfrentar

Essas foram as perguntas:

1-Como manter o autocontrole em sala de aula na Educação Infantil, e como lidar com interferências dos pais no ensino, no lar e na instituição?

2-Ao longo dos anos da sua profissão, o que você considera mais difícil em relação à Educação Infantil?

3-O que você diria aos profissionais de Educação Infantil em relação ao autocontrole?

Eu concentrarei as respostas às perguntas, por meio de uma análise dos desafios da Educação Infantil. 
Acredito que todas estarão respondidas, exceto a que se refere à interferência dos pais, que responderei no final:

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL:

1.AMOR PRÓPRIO

O professor de uma turma de Educação Infantil só logrará êxito verdadeiro em seu relacionamento professor-aluno se, inicialmente, estiver bem resolvido emocionalmente em sua vida pessoal e conjugal.

Só estando bem resolvido esse professor terá a energia do amor imprescindível para criar a empatia professor-aluno desde o seu primeiro dia de relacionamento.

Então, o primeiro desafio do professor de Educação Infantil é com ele mesmo e com seu cônjuge.

A função de professor de Educação Infantil não é uma função automática, mecânica ou organizacional, onde o peso da emoção pouco importa.

Essa função é primordialmente emocional e afetiva.

O professor de Educação Infantil que não está disposto a resolver sua vida pessoal e conjugal não deve sequer pensar em ser professor, mas sim em procurar outra função onde a estabilidade emocional não seja uma necessidade primordial.

2.AMOR AO ALUNO

Solucionado o primeiro desafio, vamos ao segundo, também ligado ao AMOR.

Desde o primeiro contato com seus alunos, o professor deve estar preparado para amá-los incondicionalmente, ou seja, independentemente de suas características comportamentais, características emocionais, psíquicas, ou de qualquer anomalia, principalmente as que provocam natural rejeição por parte da sociedade, como defeitos físicos aparentes.

Estratégias como lançar um segundo ou terceiro olhar para uma criança cuja primeira impressão nos provocou um sentimento de rejeição, sempre funcionam. Um segundo olhar com amor faz com que os defeitos sejam camuflados.

3.ENTENDER AS NECESSIDADES DA FASE EM QUE CADA CRIANÇA ESTÁ

O terceiro desafio é identificar, na criança, a sua fase de desenvolvimento, para poder satisfazer as suas reais necessidades.

Cada uma dessas fases aponta para uma necessidade básica que, se não estiver sendo corretamente satisfeita, provocará inquietação, irritabilidade ou apatia, prejudicando seu relacionamento em grupo e atrasando seu desenvolvimento.

Mesmo que essas fases sejam bem descritas nos manuais de entendimento infantil, cada criança poderá estar adiantada ou atrasada em relação ao padrão, o que deve ser observado pelo professor, para seu planejamento de atividades.

4.ENTRAR NO UNIVERSO DA CRIANÇA

O quarto desafio é conseguir entrar no universo da criança.

Para se conseguir isso com alguns autistas que apresentam o olhar perdido como se estivesse desligado do mundo, por exemplo, é se colocar em sua frente, imitando sutilmente suas atitudes, sempre com olhar paciente e transmitindo muito amor.

Para cada criança o processo pode ser diferente. Cada professor deverá estar preparado para aprender com a própria criança, por meio de observação atenta, a entrar no seu universo.

Algumas vezes esse “entrar no universo” é facilitado pelos próprios colegas em uma mesma turma, mas toda atenção deve ser dada para se descobrir se alguma das crianças está fora do universo grupal.

5.CONQUISTA DA TURMA

O quinto desafio é a conquista da turma, que é básico para se conseguir o domínio de classe tão desejado pelos professores.

Uma vez descoberto o assunto, a atividade, o jogo ou a brincadeira que seja do interesse de toda a turma, esse desafio será vencido criando-se atividades a partir desse interesse comum.

Todos os objetivos da Educação Infantil, principalmente coordenação motora, estímulo aos elementos sensores, estímulos motores e desenvolvimentos em geral, podem ser planejados a partir desse interesse comum.

6.CONQUISTA DO ALUNO ISOLADO

O sexto desafio é a conquista emocional e afetiva do aluno que não se sente bem no grupo. Esse aluno deve ser conquistado individualmente para, aos poucos, ir acostumando ele a um ou dois colegas, até que ele se sinta bem com todo o grupo.

7.AUTOCONTROLE – NÃO CRIAR EXPECTATIVAS

O sétimo desafio para o professor é evitar criar expectativas de resultados em qualquer dos passos anteriores.

Tudo deve ser feito por amor ao que se está fazendo, sem que se crie a necessidade de retorno, ou seja, sem que exista a necessidade de se perceber os resultados positivos de suas atitudes lúdicas, didáticas e pedagógicas.

Quando se cria expectativa de resultados positivos, resultados não satisfatórios podem ser recebidos como decepcionantes, criando uma energia de insatisfação que será facilmente transmitida para seus alunos.

Vamos, agora ao que não foi ainda respondido, que é:

INTERFERÊNCIA DOS PAIS

A única forma de se conseguir evitar interferência negativas dos pais em relação ao desenvolvimento dos seus filhos é por meio de um trabalho de Treinamento Parental, com palestras e debates sobre o tema, para ensiná-los a entender seus próprios filhos e evitar que prejudiquem o seu desenvolvimento.

Nesses treinamentos deve ser dado ênfase ao entendimento de cada fase da criança, a partir da oral, passando pela fase anal, fálica e latente, para permitir que a criança cresça sem traumas e insatisfações prejudiciais ao seu desenvolvimento saudável.

A maioria dos pais não faz a menor ideia do que significam as diferentes fases de desenvolvimento de seus filhos e frequentemente tomam atitudes que criam neuroses comportamentais inadequadas que poderiam ter sido evitadas.


Sem um momento de Treinamento Parental não há como evitar influências destrutivas e prejudiciais à própria criança.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Estudo de caso: Autista oito (8) anos -acompanhamento

Estudo de caso: autista, 8 anos, grau leve e com sintomas de TDAH.

Ele usou Ritalina 10mg, durante 1 ano, mas não adiantou. Ficou ainda mais agitado, mais inquieto e muito desatento.

Prescrito o Concerta 18mg. Ficou mais concentrado na escola, mas volta toda a inquietação assim que o efeito do remédio passa.

Ele tenta ser obediente e tenta conter a impulsividade, mas não consegue fica muito triste com isso.

Ele faz Terapia comportamental com uma neuropsicóloga e fonoaudióloga. Já fez terapia ocupacional mas teve alta.

Existe algum método alternativo, algum esporte ou alguma terapia para melhorar a situação?

Uma resposta:

Embora muitos médicos sejam céticos e levem muito tempo para acreditar que a alimentação é parte importantíssima do tratamento do autista, ...sugiro que leve seu filho, urgentemente, para fazer um teste de intolerância alimentar para, em seguida, ...iniciar uma dieta com base nos resultados desse exame.

Os grandes laboratórios farmacêuticos tentam fazer uma grande propaganda contra esse tipo de tratamento. A própria Globo, atendendo a interesses de laboratórios farmacêuticos seus anunciantes, ...preparou um combate a essa dieta feito de forma sutil pelo Dr Dráusio Varela, em um especial sobre o autismo.


Os estudos sobre essa dieta são mundiais. No Brasil temos o Dr Aderbal Sabrá, hoje na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ...pós-doutor em Alergia Alimentar, com trabalhos publicados mundialmente, e que mostram a eficácia do Tratamento Biomédico do Autismo e TDAH.

Aqui no Brasil, assim como nos EUA, o Metilfenidato (Ritalina e Concerta) são prescritos exageradamente, ...significando um dos mais lucrativos mercados para esses laboratórios, já que não se pensa em qualquer outra opção.

Sugiro entrar no grupo do facebook “Tratamento do Autismo”, coordenado pela Doutora Jaqueline Araújo, que tem uma filha autista.

Veja os livros de receita sem glúten e sem caseína, escritos por Cláudia Marcelino, para começar a dar a seu filho uma vida mais normal, e reduzindo bastante todos esses seus sintomas.

Então vamos às providências:

1. INTOLERÂNCIA ALIMENTAR:

Procurar um laboratório que faça o exame de intolerância alimentar.

Aqui em Salvador existe a Clínica Superar, (71) 2132-7619.

Pode pedir informações, também, com o Sr Luiz Dias (71) 3362-5310.

Ele é o representante do Laboratório Great Plains, que é dirigido pelo Dr William Shaw, uma das maiores autoridades nesse tipo de tratamento. Ambos têm filhos ou parentes autistas.

2. DIETA SEM GLÚTEN E CASEÍNA:

Em seguida, procurar um médico gastroenterologista ou um médico nutrólogo ou uma nutricionista, para iniciar o processo de alimentação controlada (dieta sem glúten, caseína, etc.). 

O autista e o TDAH precisam, na maioria dos casos, eliminar de sua alimentação: leveduras, açúcar refinado, refrigerantes, corantes, conservantes, glúten, caseína, lactose e soja.

3. CONSUMO DE PROBIÓTICOS:

Perguntar ao nutricionista qual o melhor tipo de probiótico e em qual quantidade diária Daniel deverá consumir. 

O probiótico vai melhorar a qualidade da sua flora intestinal e servirá como proteção contra proteínas que não devem ser absorvidas pelo organismo.

Todo cuidado deve ser tomado para manter essa proteção porque o autista tem maior permeabilidade na mucosa intestinal, facilitando a passagem de macromoléculas de origem protéica, que são prejudiciais ao seu cérebro. 

4. TRATAMENTO DA CANDIDÍASE

Esse mesmo profissional poderá mandar fazer exames para verificar se seu filho está com infecção pela cândida.

Havendo a candidíase, deve-se planejar o seu tratamento imediatamente.

Esse tratamento é normalmente um pouco demorado e essa infecção é uma das coisas que mais atrapalha o desenvolvimento do autista e a redução de seus sintomas. 

Nos primeiros dias desse tratamento os médicos alertam que os sintomas parecem piorar um pouco, assustando os pais, mas em seguida tem início a melhora.

5. ATIVIDADES FÍSICAS

Sempre seguindo orientação dos terapeutas, é importante que a criança esteja praticando atividades físicas para manter o corpo saudável e, consequentemente, manter o cérebro ativo.

As mais recomendadas para os que apresentam sintomas de hiperatividade são natação, principalmente e atletismo. Jogos em quadra devem ser, preferencialmente, aqueles que alongam, como volei, por exemplo. 

O futebol, que é a preferência das crianças, é um jogo que aumenta a agressividade e irritabilidade do jogador. Se não puder ser evitado, deve haver alongamentos antes e depois das partidas jogadas.

OBSERVAÇÃO:
  
Para sua informação, já está havendo algum progresso no entendimento do autismo e, naturalmente, no caminho para sua cura.

O Dr Alysson Muotri, brasileiro, da Faculdade de Medicina da Universidade da California, já conseguiu identificar meios para a cura da Síndrome de Rett desde 2010, mas como os efeitos colaterais ainda são muito ruins, ele continua suas pesquisas em busca de melhores soluções.

A Dra. Karina Griesi Oliveira, do Hospital Albert Einstein, já encontrou uma forma de alterar o gene TRPC6, que seria causador de algumas formas de autismo, utilizando a hiperflorina, mas seus estudos ainda estão sendo testados por outros pesquisadores.

  


segunda-feira, 21 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Reflexões: E a identidade da mulher?

Quando comecei a ler as homenagens feitas à mulher por conta de seu dia, a imagem que me veio à mente foi de muita hipocrisia e pouco reconhecimento dos seus verdadeiros valores.

Grande parte dos textos mostram o seu grande valor como “escrava do homem e dos filhos”, reverenciando a sua capacidade de enfrentar, com alegria, sua dupla ou tripla jornada.

Os textos parecem elaborados visando convencê-la de que a sua importância está exatamente em enfrentar tudo isso e, ao final do dia, estar linda, bem cuidada e maravilhosa, para satisfação de seu homem.

Preferi, então, nada publicar ontem! Eu estaria na contramão da cultura machista, disfarçada por um reconhecimento que me parece, no mínimo, equivocado.

Já nos afastamos, há alguns milhares de anos, do período das cavernas, mas mantemos um relacionamento de superior para inferior, súdito ou subserviente, onde as exceções ainda são tão poucas, que ainda chamam a atenção pela sua estranheza!

Mas a minha observação de hoje está baseada apenas em um pequeno detalhe de tudo isso. Um detalhe que comecei a sentir a partir do momento em que o avançar da idade mais uma vez me surpreendeu com um evento novo: o prazer das boas recordações!

Mas por que razão eu estou ligando o prazer das boas recordações com o desprazer de ver a mulher ainda tratada como um ser inferior?

Porque um dos aspectos mais evidentes dessa terrível inferioridade cultural está na perda da sua identidade, registrada no momento em que ela se junta, oficialmente, a um homem!

Uma perda de identidade consolidada pela perda do sobrenome, assumindo um nome de uma família que não lhe pertence, assumindo uma genealogia estranha à sua, mas que passa a dirigir toda a sua vida desde então.

Anulou-se a mulher que existia até então. Toda uma vida arquivada com um sobrenome que foi desprezado ou, no mínimo, deslocado para uma posição secundária.

Sim! Isso pode parecer uma declaração estranha e, talvez, fora de hora, mas é o que sinto.

A maioria das mulheres aceita isso com naturalidade, e por vezes até com orgulho, como acontecia com minha mãe.

Ela adorava ser apresentada em público como a excelentíssima Sra Ministro do Superior Tribunal Militar Roberto Andersen Cavalcanti, em vez de pelo seu nome de batismo, Zenith Príncipe Bailly, antecedido pela qualidade de poetiza...

Mas isso contribui para reduzir em muito, e por vezes até em destruir totalmente, esse maravilhoso prazer, surgido após o amadurecimento saudável e feliz, das boas recordações!

Por vezes sentimos a necessidade de transformar a recordação em imagem real, em apreciar a trajetória de vida dessas pessoas que muito nos marcaram.

E é nesse momento que recebemos o duro golpe da anulação da identidade!

Onde está L. V., minha eterna paixão, quando ambos tínhamos nove anos de idade, e cursávamos a terceira série primária no Externato Aragón, em Niterói? Um verdadeiro amor platônico, até o dia em que eu tive a coragem de declarar todo o meu amor, não a ela, mas à sua mãe... foram duas mães surpresas com o fato! E eu envergonhado, nem conseguia mais olhar nos olhos dela...

O que aconteceu com D. M., N. D., L. S., D. U., cada uma representando uma fase de descoberta do amor infantil, passando pelo período da adolescência e entrando na juventude?

Cada uma delas tinha um sonho de realização profissional. Mas o casamento certamente modificou seus planos.

A mudança no rumo da vida pode ter significado uma anulação da sua satisfação profissional e pessoal e o impedimento de que uma recordação como essas reacenda a chama de um amor infantil!

Houve a tradicional anulação de identidade causada pela mudança do sobrenome.


E, infelizmente, ainda não temos aplicativos de busca que nos traga, de volta, a imagem de um amor que mudou de endereço, de nome, de cultura individual e de identidade pessoal!