sábado, 13 de outubro de 2012

IUPE Educação: Entender o aluno-problema


Embora o aluno da foto não seja um aluno-problema, muito pelo contrário, é um de meus melhores alunos, preferi inserir essa foto do que a de algum que não se sentisse bem em ser assim rotulado.

Vamos tentar entender de forma muito simples, sem a hipocrisia da sociedade atual, como funciona a mente das crianças e dos adolescentes, para compreender os motivos de seus diferentes comportamentos e a melhor maneira de contribuir para a sua educação.

O enfoque desse artigo é a realidade na escola, ou seja, o papel do educador nesse entendimento e nessa formação, visando principalmente os alunos rotulados como “alunos-problema”.

Mas para podermos compartilhar melhor esse momento é importantíssimo que todos “se desarmem” das suas ideias preconcebidas para:
    
    1.   Lembrar que muitas vezes ouvimos verdades importantes provenientes de fontes que nunca imaginaríamos ouvir.

    2.   Que só exercitando com seriedade e dedicação o que se propõe é que podemos confirmar ou contestar as verdades ouvidas.

Precisamos também de muita reflexão e muita sinceridade para identificar quem somos nós, ou seja:
    
    1. Tenho competência para gostar de todos os meus alunos, sinto-me responsável por eles como se fossem meus filhos e consigo estar sempre fazendo com que eles fiquem satisfeitos comigo e assim poder intervir na sua educação?

    2.   Tenho competência para dar ótimas aulas e explicar de forma clara e dedicada os assuntos referentes ao conteúdo de minha disciplina, mas me irrito com as provocações e agressões verbais de meus alunos?

Se você se enquadra no item 1) eu o chamo de educador. Se se enquadra no item 2) eu o chamo de professor. Ambos são necessários, mas para os chamados alunos-problema o 2º pode não conseguir bons resultados.

Lembro, para evitar polêmica, que essa é a minha definição de educador e professor! Ninguém precisa concordar comigo, ainda mais que tudo passa por um problema de semântica.

Mas vamos aos pontos que realmente interessam para nossa reflexão:

Primeiro ponto a refletir: ALUNO MAL COMPORTADO

Todo comportamento inadequado da criança ou do adolescente, tanto apatia como irritação e agressividade, é consequência de algum tipo de sofrimento psíquico pelo qual ele está passando. Nenhum aluno se comporta mal simplesmente porque resolveu se comportar mal. Se ele se comporta mal é porque ele está mal, e isso pode ter diversas causas:
    1. Ele está mal porque não está satisfeito com ele mesmo, ou não está satisfeito com algum dos ambientes em que ele vive e por vezes nem sabe, direito, a razão disso.
  
    2.   Ele está mal porque está estressado devido a excesso de exposição à TV, ou ao computador ou ao videogame, mas não se dá conta disso.

    3.   Ele está mal porque se sente rejeitado, desprezado, ignorado, abusado fisicamente, abusado sexualmente ou esquecido, mas nesse caso, ele tem plena consciência disso.

Essas causas vão provocar no aluno:
    
    1. Uma acomodação e uma apatia em alto grau, perdendo todo o ânimo para o estudo e os trabalhos escolares, podendo evoluir para o estado depressivo e, em alguns casos, o “suicídio inconsciente”.

Toda escola tem alunos nessa fase. Só não percebe quem “fecha os olhos” para o grupo que está à sua frente.

O aluno que suicidou jogando-se da janela de um colégio recentemente é um exemplo. Não havia presença afetiva em sua família nem na escola, embora houvesse presença física, financeira e material de sobra em ambos os lugares.

     2.   Uma necessidade neurótica de “aparecer como transgressor”, apresentando comportamento agressivo na escola ou na rua, já que essa é a forma mais fácil de ter alguma importância para o grupo no qual ele está inserido.

Toda escola também tem alunos nessa fase. A punição é, para esses alunos, apenas mais um motivo para aumentar a revolta para com a sociedade em geral.

O papel do verdadeiro educador é procurar identificar a causa principal desse mau comportamento em cada um dos alunos para planejar a forma mais correta de intervir para ajudar.

Se um professor não se sente capaz de exercer esse papel deve, pelo menos, evitar reagir às suas provocações e pedir ajuda aos outros profissionais da escola, para tentar exercer o domínio de classe sem provocar aumento da revolta desses alunos.

Ficar irritado com o aluno ou com raiva dele só serve para aumentar o problema e dificultar o seu processo de evolução na escola.

Há necessidade de muita competência educacional, não apenas pedagógica, para lidar com esses casos. Mas todos podem contribuir identificando cada um desses alunos e pedindo ajuda aos profissionais adequados para saber como lidar com eles.

Para isso o professor deve sentir que está “do mesmo lado do aluno”, entusiasmando-o pelos estudos e compartilhando conhecimento para o seu futuro sucesso, mas nunca em oposição a ele, para julgá-lo, puni-lo e reprová-lo.

Se o aluno precisa “aparecer” que criemos meios sadios e produtivos para que ele apareça! Lidar com gente em fase de formação exige criatividade, além do conhecimento da sua matéria! Há uma infinidade de sugestões de professores para se conseguir isso!

Entre elas: auxiliar de classe, líder de tarefa, encarregado de grupo, ou até utilizar frases dele como exemplo nas explicações do dia, etc...

Se o aluno quer se isolar, que criemos um ambiente para ele, na própria sala, durante a realização de trabalhos em grupo, onde ele e o professor estarão juntos na realização de uma tarefa. O professor passa por todos os grupos e se detém um pouco mais no acompanhamento desse aluno isolado.

Aos poucos, no decorrer do tempo, o professor deve criar alguma estratégia para ir aproximando desse aluno um ou mais colegas que sejam bem aceitos por ele.

Essa sugestão já foi utilizada com muito sucesso em alunos que chegaram à escola com laudo médico de esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade e transtorno de espectro autista.

Dois deles, inicialmente isolados de todos os colegas, antes de três anos de convivência já realizavam trabalhos em grupo e apresentavam seminário sozinho! Passaram em exames vestibulares “verdadeiros” sem fazer qualquer tipo de cursinho preparatório.

Para evitar que eu seja mal interpretado, essas doenças realmente existem! 

Mas os mesmos sintomas também aparecem em alunos que não as têm. E esses alunos que não as têm, mas apresentam tais sintomas, já somam mais de oitenta por cento dos que chegaram à nossa escola.

Segundo ponto a refletir: ALUNO PRECOCEMENTE SEXUALIZADO

Todo aluno que pertence a uma família onde a sexualidade é clara e aberta, como no caso de famílias que vivem em um só cômodo e onde as mães mantêm relações com seus parceiros na frente dos filhos, criam, nesses filhos, uma precocidade sexual perfeitamente natural, difícil de ser contida em algum outro ambiente, como no caso, por exemplo, da escola.

Lares em que isso não ocorre, mas que os filhos assistem livremente, sem qualquer limitação, a qualquer programa, novela ou filme na TV, o efeito é semelhante.

Falta total de liberdade para qualquer tipo de conversa entre pais e filhos, fazendo com que os filhos tenham que recorrer à orientação de estranhos, também pode provocar o mesmo resultado.

O papel da escola, nesse caso, é o de apresentar todas as demais opções saudáveis e apropriadas de obtenção de prazer, por meio de entusiasmo pela pesquisa, participação em jogos, ensino de passatempos, opção de diversões, promoção de disputas em sala, exercício de debates sobre assuntos de muito interesse e ensino de brincadeiras adequadas à idade, para preencher o vazio que estaria sendo ocupado pela sexualidade precoce.

Dizer, simplesmente, para o aluno, que não é hora de namorar, é algo simplesmente ridículo e beira à hipocrisia.

Terceiro ponto a refletir: ALUNO NORMAL QUE NÃO ENTENDE O ASSUNTO

Todo aluno que, num momento de comparação com um irmão, um primo ou um colega, sente inferioridade em compreensão ou em habilidade, pode desenvolver um bloqueio emocional grave ao ponto de apresentar sintomas semelhantes aos da dislexia, da discalculia, do déficit cognitivo, e de outras tantas síndromes, dificuldades e demais anomalias neurológicas e psíquicas.

Como esses sintomas são imediatamente detectados na escola, cabe aos professores o papel de convencimento de sua competência compreensiva ou de sua habilidade. Cabe também, à escola, orientar os pais sobre a melhor maneira de lidar com essa dificuldade de seus filhos.

Uma forma que tem sido observada como bastante produtiva é fazer o aluno voltar, no livro ou módulo, ao ponto em que ele conseguiu entender, mesmo que isso tenha sido assunto da unidade anterior.

Ao identificar esse ponto, o professor deve ignorar o nível do resto da turma, e passar para esse aluno em especial, exercícios e atividades que ele saiba e possa realizar.

A realização de cada uma dessas atividades deve ser vista pelo professor como sucesso do aluno, para provar a ele que tem competência e assim aumentar a sua autoestima.

Esse aluno deverá ter acompanhamento especial, até que esteja acompanhando a turma. Mas o professor deve fazer isso por prazer, sem criar nenhuma expectativa de grandes resultados.

A expectativa não satisfeita traz decepções ao professor e isso é percebido pelo aluno, baixando a sua autoestima e aumentando seus bloqueios.

Todo esse acompanhamento especial deve ser registrado pelo professor e transcrito para as atas de Conselho de Classe, para facilitar decisões futuras sobre a forma de ajudar no desenvolvimento da vida escolar do aluno.

Essa sugestão já foi utilizada, com total sucesso, em alunos que chegaram à escola, não só com laudo médico de déficit cognitivo, mas também com laudos de Dislexia e Discalculia.

Conclusão e relato de caso

Para concluir preciso lembrar apenas algumas sugestões para ser um bom professor-educador:

    1.   Gostar do aluno, como se fosse seu próprio filho, e assim sentir-se responsável pela sua formação integral.

    2.   Entender o mau comportamento como sintoma (alarme) mostrando que ali existe um aluno necessitando ajuda.

    3.   Assumir que, em vez de proibir alguma coisa errada, é nossa a responsabilidade de encontrar opções de atividades empolgantes e produtivas, mas prazerosas, lúdicas, distrativas e divertidas.

E que, para todas as três etapas terem pleno sucesso, exercitar a afetividade, a compreensão e a paciência. Muita paciência!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

IUPE Educação: Professora agredida por aluno em sala de aula: análise de caso


PROFESSORA AGREDIDA POR ALUNO EM SALA: ANÁLISE DE CASO

Ao receber o vídeo pela internet e ler as reportagens mostrando que os pais do aluno ainda pretendem processar a professora agredida e o colégio por deixarem seu filho traumatizado, a primeira ideia que me veio à cabeça foi a de que esses pais nunca deveriam ter tido a oportunidade de ter um filho sequer!

Bem! Essa ideia ainda continua valendo, já que a total falta de educação, total falta de limites e total falta de controle, tudo isso demonstrado pelo aluno, e visto em todos os telejornais, aponta para a ausência completa de educação doméstica. Os pais deveriam ser processados por serem os elementos responsáveis por essa formação.

Todos nós sabemos, ou deveríamos todos saber, que Escola é o lugar onde se ensina o conhecimento e não o lugar onde se educa o aluno! O lugar e o ambiente onde a criança e o adolescente precisam receber a educação é o lar, a sua casa, recebendo educação da sua família.

Esse é o pensamento correto, mas não é mais viável! Não podemos, infelizmente, acreditar que a escola poderá exercer o seu papel de ensino de conhecimento sem levar em consideração de que as crianças e os adolescentes estão sendo entregues às escolas sem qualquer tipo de educação doméstica, sem qualquer tipo de limites e sem qualquer tipo de ligação afetiva com seus pais.

Esse adolescente que espancou a professora é apenas um exemplo dentre milhares de outros que, embora pertençam a uma família de classe média, traz consigo uma imensa carência afetiva por ausência de amor familiar.

Os pais podem estar até presentes fisicamente nessa casa, mas estão totalmente ausentes afetivamente, considerando que esse amor que está faltando nesse e em tantos outros lares, é o amor composto pelo indivisível binômio AFETIVIDADE + LIMITES!

Então como exercer o papel de educador numa realidade dessas, ou seja, como fazer uma sala de aula funcionar se uma grande parte dos alunos é proveniente de realidades muito semelhantes ou até piores do que a desse adolescente?

Nesse momento surge a necessidade de se repensar o papel do professor. Hoje não somos mais professores. Nós mesmos nos chamamos de educadores! E é verdade! Hoje o professor que não assumir o papel de educador, não conseguirá ter domínio de classe nem em classes pequenas, já que em todas elas existe a carência de afeto e limites estampada nos rostos de muitos dos alunos.

A escola, os profissionais de acompanhamento educacional (neuropedagogos e psicopedagogos), os coordenadores e os professores devem assumir que necessitamos educar os alunos e também as suas famílias, porque embora isso não seja tecnicamente da nossa responsabilidade, jamais conseguiremos sucesso nas nossas funções sem exercer essa função paralela!

Hoje vamos comentar apenas da educação dos alunos. Em outra oportunidade falaremos da educação das famílias.

Então como exercer esse papel e evitar acontecimentos como esse?

O primeiro passo é entender que, para ter domínio de classe, o ponto inicial é conseguir conquistar a turma, ou seja, a conquista do grupo social que está naquela sala. Essa conquista deve ser com amor e rigor, ou seja: amor mais limites na dosagem certa.

O segundo passo é entender que sempre haverá alunos discrepantes do grupo e que cada um deles merece ser conquistado na sua individualidade.

A conquista da turma e a conquista de cada aluno, individualmente, são os elementos fundamentais para permitir que o domínio de classe comece a ser possível.

Mas para começar a perseguir essas metas o professor deve, antes de procurar métodos e técnicas para isso, entender que ele jamais conseguirá tais conquistas se não estiver gostando “de verdade” de cada um dos alunos dessa sala. Observe bem o que eu disse: Gostar de cada um dos alunos de sua sala. Todos sem qualquer exceção.

E quando houver algum, cujo comportamento ou características tornarem esse gostar mais difícil, o professor deve esquecer que esse aluno pertence a uma família qualquer e procurar absorvê-lo, emocionalmente, como se fosse seu próprio filho.

Com esses dois passos e com essa observação final eu garanto que a relação professor-aluno deixará de ser uma relação de oponentes e passará a ser uma relação de parceria, onde o aluno verá, no professor, um verdadeiro mestre, pronto a ajuda-lo na compreensão dos assuntos e pronto para orientá-lo nos momentos em que precisar.

Se essa sala de aula tivesse sido “construída” dentro dessa relação de parceria, jamais teríamos um fato dessa natureza.

Recapitulando:

1º passo: Gostar de cada um dos seus alunos;

2º passo: Conquistar o grupo (a turma);

3º passo: Conquistar cada aluno individualmente;

4º passo: Considerar cada aluno-problema como seu próprio filho;

5º passo: Entender que o professor é parceiro do aluno na busca do aprendizado e do sucesso.

Para cada passo desses há muitas técnicas e métodos. Crie as suas com base na sua própria experiência de vida ou inspire-se em filmes como “Escritores da Liberdade”, ou em livros como “Afetividade na Educação” (tenho que aproveitar para fazer minha propaganda...).

Vamos publicar ainda:
      1. Métodos e técnicas para o exercício da conquista da turma e de alunos isolados, individualmente.
       
    2.Treinamento parental de forma presencial e como alcançar os pais que não frequentam as reuniões da escola.

Havendo dúvidas, críticas ou sugestões, entrem em contato conosco pelo e-mail (robertoandersen@gmail.com) ou pelo facebook (facebook.com/andersen.roberto) ou acompanhe nossos passos pelo twitter (twitter.com/robertoandersen).

Nosso site (iupe.webnode.com) mostra um pouco de nosso trabalho, nosso canal no youtube (youtube.com/user/robertoandersen) apresenta nossos vídeos e nossos BLOGs (robertoandersen.blogspot.com  e  robertoandersen.wordpress.com) publica nossos artigos.

Sua opinião e sua experiência são superimportantes para nosso trabalho!

domingo, 30 de setembro de 2012

IUPE Colégio: Reunião de Pais - setembro/2012


IUPE Colégio: Apresentação do Coral dos Alunos na Reunião de Pais

Essa foi a segunda apresentação do Coral dos Alunos na escola. A Professora Paola está realizando um excelente trabalho e aguarda que os demais alunos queiram fazer parte dessa equipe.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

IUPE Educação: Amigos Imaginários

Como entender que uma criança pode conversar e brincar com um amigo inexistente sem que, para isso, ela esteja mentindo ou tendo alucinações.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

IUPE Educação: Dicas


Nesse dia respondi a três mensagens: 1ª sobre a validade prática das teorias que divulgo; 2ª sobre a dificuldade do professor conseguir convencer o aluno a estudar sem a arma da nota; e 3ª sobre a idade certa para se falar com uma criança sobre sexo.

domingo, 22 de abril de 2012

IUPE Educação: Valores Humanos na Educação



EDUCAÇÃO COM VALORES HUMANOS
Valor do mês: AMOR

Trabalhar valores humanos no processo educacional é a forma mais acertada de construir os alicerces de uma verdadeira paz interior em cada uma das crianças e em cada um dos adolescentes.
A proposta que apresentamos é a mesma sugerida por Diane Tillman, em seu programa "Vivendo Valores na Educação", ou seja: A escolha de um valor humano para cada mês, com aulas, trabalhos, vivências e exercícios todos voltados para a sedimentação dos melhores conceitos referentes aquele valor escolhido.
Para que o resultado seja o mais perfeito possível as famílias precisam ser alcançadas. Para isso nossa sugestão é que sejam propostas tarefas de casa onde os alunos realizarão entrevistas com seus familiares sobre o valor estudado.
Para o ano 2012 escolhemos a seguinte sequência:
Fevereiro - Paz
Março - Respeito
Abril - Amor
Maio - Felicidade
Junho - Responsabilidade
Julho - Cooperação
Agosto - Humildade
Setembro - Honestidade
Outubro - Liberdade
Novembro - União

É importante, entretanto, lembrar sempre que os trabalhos devem enfocar APENAS O VALOR POSITIVO, nunca o antivalor. Esse cuidado deve ser rigoroso, já que todas as experiências realizadas de forma diferente trouxeram resultados ruins. Houve casos em que alguns facilitadores insistiram em mostrar exemplos de antivalores realizando debates para mostrar os erros cometidos. Nesse momento pode-se verificar o que o estudo neurolinguístico mostra, que é: Os cérebros das pessoas não processam o NÃO. Portanto, quando falamos que NÃO DEVEMOS FURTAR, o cérebro registra apenas as duas palavras finais... E essa frase fica no inconsciente dos educandos...
Mais tarde, quando esses educandos estiverem em Brasília...
Mas vamos agora ao valor do mês: AMOR
Mas o que é o AMOR? AMOR é uma energia construída dentro de nós, ou em nossa mente ou em nosso coração (ou em ambos), a partir do treinamento diário do sentimento do "GOSTAR DO OUTRO", seja quem for o outro e sejam quais forem as suas características.
A construção do AMOR tem início na construção de alicerces imprescindíveis como, por exemplo, a construção da AUTOESTIMA, a construção do ENTUSIASMO PELO CONHECIMENTO, a construção da FORÇA DE VONTADE PARA PRODUZIR, a construção do PRAZER DE FAZER O BEM ÀS PESSOAS, a construção da CAPACIDADE DE GOSTAR DO COLEGA MENOS AMIGÁVEL, a construção da CAPACIDADE DE ENTENDER PROVOCAÇÕES, COMO PEDIDOS DE SOCORRO EMOCIONAL, e assim por diante...
O entendimento incorreto do significado de AMOR pelos alunos, ligando-o exclusivamente ao relacionamento sexual, é o resultado do trabalho negativo realizado todos os dias pela mídia em geral, principalmente por novelas e seriados, como "Rebeldes", "Malhação" e mais pornograficamente ainda o "Big Brother"... Todos esses contribuindo decisivamente para a destruição de todos os valores que ensinamos.
Mas lembrem-se que nosso trabalho deve enfocar apenas os pontos positivos relacionados ao AMOR VERDADEIRO e evitar falar de desamor, de falta de amor, etc...
Para facilitar podemos utilizar uma maravilhosa obra escrita por Diane Tillman, composta de diversos volumes, um para cada tipo de situação. Nessas obras há atividades, aulas e vivências sobre o amor, desenvolvida para cada faixa etária.
Os livros podem ser adquiridos pela SUBMARINO, no LINK abaixo:

http://www.submarino.com.br/portal/Artista/24/+diane+tillman

Outro livro que dá dicas sobre o assunto é o meu “Afetividade na Educação”, que também pode ser adquirido na Submarino, mas que, diretamente em nosso instituto (IUPE), sai mais barato.
Mas com os livros ou sem eles, o importante é usar de criatividade para estimular os alunos a pensar positivamente em relação aos valores, nesse caso ao AMOR, e sentirem que vale mais a pena gostar do mundo, da vida e das pessoas do que desprezar essas maravilhosas oportunidades que estão à nossa disposição.
Vamos todos trabalhar incessantemente, em nossas escolas, no sentido de construir uma cultura de caráter digna e edificante em todos os nossos alunos. Entre nossas metas deverá estar a de mostrar que nenhuma característica pessoal (anomalias físicas, dificuldades, distúrbios, síndromes, transtornos) pode limitar o desenvolvimento de cada um. Todos têm direito à felicidade, à participação social, à convivência social e, naturalmente, ao amor!
Há pessoas permanentemente "derrotistas", assim como há aquelas que se acham "eternamente perseguidas e discriminadas". Se elas se acham assim, continuem achando, mas não impeçam nossos alunos de alcançar todo o sucesso que eles merecem, independentes de suas características, sejam elas quais forem.
Barreiras e impedimentos que porventura essas pessoas tentarem colocar no caminho do sucesso de nossos alunos deverão ser destruídos diretamente por nós, com a ajuda do trator chamado trabalho e perseverança.

sábado, 7 de abril de 2012

IUPE Educação: Dinâmica da Sexualidade: Prazer e Ansiedade



Ansiedade e prazer: A Dinâmica da Sexualidade
“Por que você fala tanto em prazer?” É a pergunta que sempre ouço quando falo sobre qualquer assunto.
Posso estar exagerando? Sim! É possível. Mas, na realidade, acredito que tudo, na vida, para ser perfeito, precisa do prazer.
Essa sensação surge como o verdadeiro ópio da humanidade. O prazer relaxa, libera energias, dá vazão a ansiedades...
Olhando biologicamente o prazer faz operar o sistema nervoso parassimpático trazendo, de volta, a sensação de expansão e de alívio.
Mas que prazer é esse ligado a alívio, a expansão e a liberação de energias? É o prazer de estar junto de alguém que se ama (amor, vindo do termo grego “philis”)? Ou é o prazer de possuir alguém que se deseja (amor, vindo do termo grego “eros”)?
Se essa sensação de prazer for sentida pelo simples ato de estar próximo da pessoa que se ama, como no caso de pais e filhos, ele vem de “philis”, e nada tem a ver com a sexualidade.
Esse tipo de prazer, entretanto, é fundamental para a manutenção do “eros” vivo em uma relação conjugal. O amor “eros”, sozinho, não parece resistir ao casamento!
Por que “eros” não resiste ao casamento? Porque ele é alimentado permanentemente pela curiosidade, pelo mistério, pelas diferenças, pelas dúvidas e está intimamente ligado ao sentimento de posse, de exclusividade, de domínio.
E são essas curiosidades, dúvidas e sentimentos de posse que provocam o surgimento do outro componente da sexualidade, tão importante quanto o prazer, que é a ansiedade! Estando ela presente sabemos que o ciclo de funcionamento, ou a dinâmica da sexualidade, está completa.
Não havendo mais dúvidas, não havendo curiosidades e não havendo mistérios, a ansiedade perde força e a dinâmica da sexualidade pode ser eliminada.
Nesse momento entra o amor “philis” que mantém a satisfação da presença e a criatividade para o reinício do processo de conquista. Ele cria novas ansiedades e realimenta a dinâmica da sexualidade. Renasce o amor “eros”.
A ansiedade, então, é o contraponto necessário e imprescindível ao prazer, para formar a dinâmica da sexualidade! Ela, a ansiedade, é quem vai gerar ou alimentar a principal energia do aparelho psíquico das pessoas, cuja essência, é o que Freud denominou de “Princípio do Prazer”.
Biologicamente ela faz operar o sistema nervoso simpático, provocando a sensação de contração. Essa contração pode ser sentida, algumas vezes, de forma desagradável, apresentando uma espécie de dor interna (aperto), como ocorre com alguns adolescentes em recente descoberta do amor (amor = eros).
Contração e expansão são as formas biológicas correspondentes aos sentimentos de ansiedade e de prazer, constituindo a dinâmica da sexualidade.
Wilhelm Reich , no início do século XX, procurou sintetizar tecnicamente essa operação dos sistemas nervosos (simpático e parassimpático), trabalhando em oposição de fases, como a dinâmica primordial para a excitação biológica necessária à sexualidade. Ele denominou essa dinâmica de “pulsação expansão-contração”.
Essa pulsação, expansão-contração, parece estar presente em muitos outros momentos da vida em geral, e não apenas naqueles ligados à sexualidade.
Freud, no entanto, procura mostrar que em todos esses momentos há evidências da sexualidade latente, o que, para ele, é a mola mestra do comportamento humano.
Em sua obra “A Função do Orgasmo”, 1929, Wilhelm Reich mostra que as enfermidades mentais podem ser causadas pela perturbação do desenvolvimento livre e sadio das funções biológicas básicas. A principal delas, segundo ele, é o orgasmo.
No seu estudo, a ausência do orgasmo pode afetar negativamente a pessoa em seu equilíbrio individual ou mesmo social.
Mas para essa ausência ser sentida há necessidade da criação da dinâmica da sexualidade, iniciando com a ansiedade. Essa ansiedade será o elemento criador ou alimentador da energia sexual.
Os gregos também davam muita importância à sexualidade. Eles consideravam o ato sexual totalmente positivo e necessário, tanto para a saúde e bem estar, como também estimulador das faculdades mentais.
Foram os cristãos, na história conhecida, que começaram a relacionar a sexualidade ao mal, criando a ideia do ato imoral e gerando, assim, neuroses frequentes em todo aquele que, segundo o cristianismo: “sucumbiam a tais pecados”.
Algumas religiosidades consideram que a energia criada pela ansiedade quando não é extravasada pelo prazer sexual aumenta a potencialidade espiritual do indivíduo, colocando-o em estado pleno de ligação com as energias superiores, como no caso do clero católico e demais religiões monásticas.
Maravilhosa forma de se comunicar com Deus... Eu, sinceramente, não consegui me animar com essa ideia. Está muito acima de minhas possibilidades...
Há também o caso das pessoas que não se sensibilizam com quase nada! Nesses casos não há geração da ansiedade, nenhuma dinâmica sexual será iniciada e, portanto, não haverá necessidade da obtenção do prazer, já que nada há para extravasar.
Esses são totalmente sadios psiquicamente, pois não criam neuroses e não precisam procurar satisfazer energias libidinosas... Felizes... Ou não?
Prefiro, ainda, ser neurótico...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Devaneios de Andersen: Agnóstico, ateu ou religioso?



Acredito que minha inquietação pelo conhecimento causou um certo estardalhaço em minha caixa de entrada de mensagens no G-Mail.

Tudo começou com a minha dedicação sincera e honesta a todos os estudos que realizo, principalmente àqueles que divergem um pouco de meus pontos de vista atuais.

É bom explicar que tenho meus pontos de vista, sempre os tive, mas: a vida, o conhecimento adquirido, as experiências vividas, os sofrimentos, as ansiedades, as expectativas, as decepções e mais uma série infindável de influências, acabam dando contornos diferentes, modelando e alterando essas visões e criando outras mais de acordo com a realidade atual.

Acho até que isso aconteça com todos, mas como não gosto de generalizar, tenho apenas certeza de que acontece comigo!

E, por causa disso, eu acho, recebo, vez por outra, críticas vorazes a comentários que faço ou a artigos que escrevo.

Não vou mentir dizendo que não gosto dessas críticas! Meus amigos sabem que gosto delas. Até trabalho em cima delas. Acho que uma crítica sincera nos ajuda a consertar uma opinião mal formada, ou um estudo que caminhou por uma estrada errada. Então analiso todas.

Essa semana o número de críticas, com teor muito semelhante, engordou a caixa de entrada do meu G-Mail! A maioria delas perguntava a razão de eu estar participando de grupos de discussão de ateus e agnósticos, assim como de grupos religiosos de todas as denominações, de cristãos a budistas, incluindo todas as espiritualistas!

Então sou obrigado a dar uma explicação que é, ao mesmo tempo, uma sugestão de procedimento de vida, já que agindo assim me considero uma pessoa muito bem resolvida comigo mesmo e com o mundo à minha volta! E desejo que isso aconteça na vida de todos os meus amigos!

É muito importante que cada as pessoas parem de ser simples marionetes nas mãos das influências sociais. Essas influências, que chegam por todos os meios de comunicação, tentam manipular as mentes, criando novos e diferentes desejos, criando necessidades nunca existiram e criando insatisfações para com tudo o que se é e para com tudo o que se tem, para que, o mais rapidamente possível, as pessoas passem a pensar e sentir da forma que o sistema deseja, sem a menor possibilidade de construírem sua própria personalidade real.

Todos precisam, então, refletir sobre suas próprias convicções. Começa por aí! Elas são reais mesmo? Elas fazem parte de um sentimento interno pessoal ou foram montadas de fora para dentro? Eles são sentidas naturalmente ou há alguma angústia inexplicável ao assumir tais convicções?

Se, a partir dessas reflexões, descobre-se que algumas dessas convicções são diferentes do padrão aceito socialmente, ou do padrão determinado por uma linha de pensamentos do grupo social, não há razão para querer que todos os amigos e conhecidos passem a ser iguais! As convicções são exclusivamente pessoais! E os elementos que cada uma das mentes dos indivíduos está utilizando para chegar a elas podem não existir no universo dos outros indivíduos, ou pelo menos em parte deles. Ou seja, a verdade de cada um pode absolutamente não ser a verdade de muitos outros.

Nesse momento vejo na crença e na sexualidade o mesmo tipo de dilema social, o que me permite fazer uma comparação.

Todos são obrigados a aparentar o que o grupo social aceita! E o mais interessante é que a sociedade cobra, das pessoas, respostas sobre assuntos que são exclusivamente pessoais como, por exemplo, crença e sexualidade!

O sistema quer interferir, por exemplo, num dos sentimentos mais íntimos e pessoais que é o sentimento da sexualidade! Ela só tem a ver com a própria pessoa e em sua total intimidade! Não há o que tornar público nesse sentimento senão o seu resultado e somente com a pessoa que complementa o que pode-se chamar de amor.

Da mesma forma a crença. Se crença significa acreditar (o nome crença diz tudo), como uma pessoa pode ser forçada a acreditar em algo que os outros querem que ela acredite! As pessoas podem ser forçadas a dizer que acreditam, mas entre dizer e realmente estar sentindo aquela convicção, está uma imensa diferença!

Tenho minhas próprias crenças, mas elas só interessam a mim mesmo! Cada pessoa pode ter suas próprias crenças, como eu as tenho, mas isso só interessa a elas mesmas!

Mas não se deve confundir crenças com trabalhos, pesquisas, estudos, análises, relacionamentos, criação de perspectivas, elaboração de projetos, e tudo o mais.

No dia-a-dia trabalho com minhas próprias mãos e meu próprio cérebro. Cada tarefa que realizo é planejada, elaborada e realizada, independente de haver ou não Deus ou qualquer religião na face da Terra! Portanto, nesse momento, reúno todas as características de um agnóstico. Sou um agnóstico feliz!

Quando estou mergulhado em minhas pesquisas e chego aos estudos das causas e consequências de um determinado evento, fato ou objeto, não interrompo meu raciocínio por levar em consideração conceitos sobre criação ou interferência Divina! Portanto, nesse momento, reúno todas as características de um ateu! Sou um ateu feliz!

Na minha intimidade, muitas vezes em pensamentos leves e descontraídos, em minha varanda, observando a beleza da floresta que me cerca, ouvindo os sons dos bichos ao meu redor, como exatamente agora, ao escrever essas palavras, reflito sobre os mistérios que ainda precisam ser entendidos, sobre as maravilhas da natureza, sobre os intrincados mecanismos da mente humana, e sobre as energias acima da minha de meu entendimento, mas que sinto muito próximas a mim, reúno todas as características de um religioso! Sou um religioso feliz!

E é exatamente dessa forma que crio meus filhos, que oriento meus alunos e que sugiro aos meus amigos. Meus amigos me conhecem muito bem e sabem que é exatamente assim que vivo minha vida.

Sejamos agnósticos felizes! Sejamos ateus felizes! Sejamos religiosos felizes! E vamos contribuir para que todos os nossos amigos também o sejam.

Afinal, a felicidade está em você poder ser, na intimidade, tudo o que você realmente é em seu interior. Seu SELF, seu EGO, seu ID, tudo junto... E, de preferência, tapando a boca do SUPEREGO.

sábado, 3 de março de 2012

IUPE Educação: Bullying: Três passos para eliminá-lo das escolas.



Ao me deparar com as notícias mais recentes de dois casos de bullying, resolvi comentar sobre o problema em nosso encontro de hoje.

O primeiro é sobre o caso de uma escola em Ponta Grossa, no Paraná, quando os pais de uma menina e seu irmão, vítimas de bullying, conseguiram processar os pais das duas meninas acusadas do crime. O resultado da ação foi a condenação dos pais das abusadoras a pagar uma indenização por danos morais de R$ 15.000,00. Eles estão recorrendo, já que devem estar certos de que suas filhas têm o direito de serem criminosas e nada pagar por seus atos...

O segundo caso é mais grave. O menino Roliver, de Vitória, no Espírito Santo, cometeu suicídio após sofrer constantemente de bullying na escola. Seus pais procuraram auxílio na escola, quando detetaram o problema, mas a escola nada fez. Eles pediram transferência, mas a Secretaria de Educação só disponibilizou três escolas diferentes, uma para cada filho, o que seria impraticável para a família com três filhos. Ele, então, teve que permanecer na escola e, não aguentando as sessões de bullying, cometeu suicídio.

Quem paga por isso?

Alguns jornais fazem uma enquete para saber o que precisamos para reduzir o bullying nas escolas e colocam as respostas em forma de múltipla escolha.

a) Os pais precisam conversar mais com seus filhos.

b) Os professores precisam ficar mais "ligados" aos alunos.

c) As escolas precisam desenvolver melhor educação de valores.

Tudo isso já é obrigação de todos! Mas o problema não pode ser resolvido apenas dessa forma! Ele é sério e urgente!

Precisamos imediatamente tomar providências reais, enérgicas, verdadeiras e responsáveis!

E isso pode ser feito em três passos simples, porém, importantes:

1º passo: Os professores devem ficar muito atentos a qualquer sinal de bullying, mesmo que seja um simples apelido que um aluno poe em outro colga. Nada disso deve ser tolerado e a punição deve ser sempre rigorosa, exemplar e imediata, para que todos sejam desestimulados a praticar tais atos.

2º passo: Os pais devem ser chamados à responsabilidade, para que aprendam a dar limites aos seus filhos. Muitos pais não sabem de verdade, como fazer isso e, portanto, não têm culpa por estarem errando! Por isso que, para esse segundo passo, é necessário que a escola promova aulas de TREINAMENTO PARENTAL. E só assim estaremos contribuindo para que, nessas famílias, já não sejam criados potenciais criminosos. Sim! Porque bullying é crime! Bullying provoca suicídio e assassinato de crianças, portanto, só não considera crime quem nada tem a ver com humanidade!

Bem! Tudo poderia parar por aqui! Mas, infelizmente, há diversos casos em que não teremos nenhuma atitude positiva dos pais, assim como, não haverá nenhuma atitude de identificação e resolução do problema por algumas instituições escolares.

Se isso ocorrer o passo seguinte deve ser o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Denúncia bem estruturada para evitar que sejam construídos verdadeiros monstros, por total falta de responsabilidade de alguém, seja da escola, seja dos professores, seja das famílias, ou seja lá de quem for!

O que não podemos mais tolerar é ler, todos os dias, mais o anúncio de um suicídio ou de um assassinato provocado por alguém que sofreu o processo de bullying e constatar que nada foi feito para diminuir o seu sofrimento.

quinta-feira, 1 de março de 2012

IUPE Educação: Hiperatividade falsa

FALSA HIPERATIVIDADE


Ao chegar a minha casa li uma notícia muito interessante nos noticiários pela internet. Anunciaram um novo remédio que, pelas informações apresentadas, diminui os danos cerebrais causados pelos AVCs.

À primeira vista isso é fantástico! Embora ainda sem comprovação de que faça efeito positivo em seres humanos (testado em cinomolgos, que são macacos asiáticos), acredita-se que será um sucesso.

Mas o sucesso será para quem? Sim, porque embora estejamos dando parabéns à pesquisa científica ligada aos novos medicamentos, continuamos com a “pulga atrás da orelha” em relação à forma ética de se utilizar tais descobertas e invenções.

E por falar em “pulga atrás da orelha” nossa atenção foi imediatamente direcionada a outra notícia, essa dada pelas rádios hoje cedo, sobre a pesquisa realizada no Brasil sobre uso de medicamentos em crianças, e a sua terrível constatação:

Um número muito grande de crianças diagnosticada como portadora de TDAH, ou seja, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, absolutamente não têm a doença! Mas estão fazendo uso regular dos medicamentos controlados recomendados para o transtorno.

Isso significa que essas crianças estão expostas a todos os efeitos colaterais de um remédio controlado, sem a menor necessidade disso, já que o diagnóstico foi realizado de forma precipitada.

Onde está o erro?

O erro está nos adultos que cercam essa criança, que somos nós, pais e professores! Nós estamos ficando, a cada dia, mais incompetentes na educação de nossos filhos e de nossos alunos.

Os pais acham que a nova geração mudou por milagre! Os professores acham que
mudaram por causa dos pais! Mas nenhum deles acha que tem responsabilidade nesse processo!

Amigos! O problema é, na verdade, a nossa atual incompetência para criar elementos novos para diversões, brincadeiras, passatempos, jogos etc., já que temos a imensa facilidade de colocar nossos filhos em frente a uma babá eletrônica, onde ele consegue passar horas a fio sem pensar, sequer em ir para a rua!

Mais de uma hora por dia em frente a uma TV ou a um PC leva a criança a aumentar o seu índice de agressividade em mais de cinquenta e cinco a setenta por cento!

Isso está comprovado por pesquisas sérias realizadas há mais de cinco anos!

Então, nosso primeiro trabalho deve ser o encontro dessas atividades substitutas para a TV. E o computador. Em segundo lugar: parar de rotular as crianças com nomes de doenças, e tentar encontrar as causas para os sintomas que ela apresenta. Reunir pais, familiares, outros professores, mas nunca se antecipar aos médicos e apresentar aos familiares um pré-diagnóstico dando um rótulo inadequado e precipitado à criança.

Observações:

1 Assista o vídeo IUPE EDUCAÇÃO: FALSA HIPERATIVIDADE em: http://www.youtube.com/user/robertoandersen/

2 Converse conosco acessando nosso portal: http://www.iupe.org.br e enviando seus comentários, sugestões e críticas clicando em FALE CONOSCO.

3 Participe de nossos TREINAMENTOS EM NEURODIDÁTICA para todos os professores, coordenadores e dirigentes interessados e de nossos TREINAMENTOS PARENTAIS para os todas as famílias interessadas. Acompanhe a divulgação do próximo encontro pelo site.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

IUPE Educação: Personalidade

PERSONALIDADE: SUA FORMAÇÃO
Estudos preliminares sob a ótica neuropedagógica
Roberto Andersen – Fevereiro/2012

RESUMO

Esse primeiro estudo preliminar sobre a formação da personalidade segundo a ótica neuropedagógica tem início nos seus conceitos básicos, englobando a personalidade propriamente dita, o caráter e o temperamento.
Ao definirmos esses conceitos fizemos a adequação desse conhecimento com os traços e tipos psicológicos de uma personalidade global para, a partir daí, analisarmos os sete sistemas constitutivos da forma como estão sendo aceitos atualmente.
Sem poder descartar o estudo da libido desenvolvido por Freud, na psicanálise, analisamos as constatações mais recentes sobre a formatação, ainda no útero materno, das redes sinápticas do embrião, redes essas sendo programadas desde o início da fecundação, determinando, inclusive, a orientação sexual do feto, independentes da definição sexual já estabelecida a partir das informações constantes nos cromossomos XX e XY.
Essa análise é importante principalmente por trazer novos elementos para o entendimento, inclusive, das opções sexuais não tradicionais e a necessidade de sua aceitação pela sociedade.
Fizemos um estudo rápido para recordar os conceitos do aparelho psíquico e a sua influência na formação das bases da personalidade, segundo a ótica de Freud para, em seguida, reunir virtualmente Freud, Wallon e Erikson em uma análise conjunta da necessidade, que toda criança tem, da satisfação correta em cada uma de suas fases de desenvolvimento, para evitar a formação de personalidades neuróticas.
O comentário que fizemos sobre a necessidade do aparecimento do amigo imaginário na formação da personalidade infantil é uma realidade. Pais, educadores, médicos e terapeutas devem estar cientes da forma como o amigo imaginário surge e qual a sua finalidade.
Em seguida analisamos os célebres mecanismos de defesa, estudados em psicanálise, e a sua influência na formação de uma personalidade enganosa. Saindo das personalidades mais saudáveis, fizemos um estudo sobre as principais personalidades patológicas e, por último, as personalidades criminosas, para permitir uma visão mais ampla desse universo.

Palavras-chave: Personalidade, caráter, temperamento, estrutura da personalidade, sexualidade, orientação sexual, personalidade enganosa, personalidade patológica, personalidade criminosa.

Leia o artigo completo em: http://iupe.webnode.com/artigos/personalidade/

Para fazer referência ao artigo:
ANDERSEN, Roberto. PERSONALIDADE: SUA FORMAÇÃO - Estudos preliminares sob a ótica neuropedagógica. Salvador, Bahia: Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação – IUPE, fevereiro/2012. Disponível em http://iupe.webnode.com/artigos/personalidade/.

Roberto Andersen
- Mestre e Doutor “Honoris Causa” em Educação – Universidade de Los Pueblos de Europa
- Bacharel em Ciência Navais – Escola Naval – Rio de Janeiro
- Psicanalista Didata – Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil - SPOB

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

IUPE Educação: Comenius e o Prazer de Educar...

O comentário que recebi da psicanalista e psicopedagoga Maria da Penha Rocha me estimulou a pensar de novo nas orientações que Comenius nos passou desde o século XVII!
Sei que ler Comenius é difícil, principalmente para quem não é religioso, já que ele insiste em ligar a educação à causa Divina! Mas percebe-se que ele faz isso de forma entusiástica, empolgado por uma iluminação que, possivelmente, havia em seu processo mental.
Mesmo sendo uma obra difícil de ler, todos os educadores deveriam investir um pouco de seu tempo na leitura de trechos de Comenius todos os dias! Ele fala diretamente a todos nós, mas precisa ser muito bem entendido, principalmente por aqueles que, embora estejam trabalhando em educação, não conseguiram ainda se entregar a essa maravilhosa causa!
Penha Rocha lembrou que Comenius defendia a ideia de: "(...) ensinar tudo a todos objetivando a aproximação do homem a Deus, fossem ricos, pobres, ou portadores de deficiências (...)". Essa frase, entretanto, pode ser entendida de forma incorreta, já que ensinar tudo a todos pode parecer que todos sejam obrigados a aprender tudo.
Para evitar má interpretação Penha Rocha lembra mais um trecho da obra onde ele fala: "(...) se ensinar a crianças bem pequenas, mesmo que elas aparentemente não aprendessem, já que, mais tarde, elas lembrariam as ideias internalizadas (...)."
Isso não significa, absolutamente, cobrar o resultado de todo esse conhecimento ensinado, mas sim o ensinar pelo prazer de comunicar um conhecimento que poderá ser absorvido como positivo para o seu desenvolvimento.
No nosso dia-a-dia essa parte do processo de ensino deve ser praticada desde o momento em que a criança se encontra no útero materno. Essa parte é a conversa informal educativa que a mãe e o pai devem ter com seus filhos apresentando-os ao mundo. Eles podem parecer não estar entendendo, principalmente se ainda não nasceram, mas em suas mentes alguns desses conceitos já começam a formar arquivos de memória que serão importantes para a sua vida futura.
Na neurodidática costumamos analisar o processo de aprendizagem em diversas fases bem distintas: iniciamos com o entendimento, que se dá durante a explicação na aula; em seguida vem a aprendizagem, o que ocorre quando o aluno, sozinho, no mesmo dia, realiza as tarefas de casa; durante o sono surge a oportunidade da fixação, período mais importante de todo o processo e que consome a maior parte da energia da pessoa e; a partir do dia seguinte vem a solidificação do que foi fixado, por meio de práticas avaliativas em sala de aula.
Comenius cita três fases: a compreensão, a retenção e a prática. A compreensão corresponde ao entendimento da aula e a aprendizagem por meio de tarefas individuais em casa. A retenção pode ser entendida como a fixação durante o sono, quando as redes sinápticas do córtex cerebral são reformatadas, gravando na memória o que foi aprendido naquele dia. A prática pode ser entendida como alguma forma de avaliação processual.
Quando ele diz que devemos ensinar sem descriminação, permitindo que cada aluno alcance o saber que lhe seja mais apropriado, eu me lembro da “Escola dos Bichos”, em plena selva, cuja grade curricular (provavelmente preparada por uma educadora do nosso sistema educacional) incluía natação, mergulho, voo, escalada, corrida, perfuração de solo e construção de ninhos em árvores.
Como é fácil de prever, o resultado final dessa escola em muito se assemelha ao resultado final de nossas “escolas de gente”... Todos foram reprovados porque, para receber o diploma, precisariam todos estar dentro de um padrão estabelecido, e não dentro dos padrões de suas próprias características intelectuais e habilidades.
Nessa hora a outra frase de Comenius vem a calhar: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos, não o que eles podem aprender, mas sim o que ele próprio deseja.”
O educador, então, deve partir daquilo que o aluno sabe para estimulá-lo a aprender ainda mais.
O educador se satisfaz, a cada momento, com qualquer pequeno progresso de seu aluno, independente do progresso dos demais, ou seja, cada aluno só é comparado com ele mesmo, ontem.
O educador estimula e reconhece a produtividade do aluno, preocupado com a manutenção ou elevação da sua autoestima.
Afinal, poder educar deveria ser considerado como uma dádiva Divina!
Saber dessa realidade é bom. Praticá-la significa construir uma felicidade! Mas para praticá-la precisamos nos despir de todas as resistências facilmente emergentes em nossos pensamentos e que surgem em frases como: "(...) é, mas com algumas crianças isso é impossível! (...)", ou alguns comentários como: "(...) eu me controlo muito para não reagir à irritação dos meus alunos! (...)".
Eliminadas essas resistências estaremos contribuindo para com a formação correta da mente de crianças e de adolescentes. Nossa missão começa aí.
E a importância dessa missão aumenta quando sentimos o poder que todos nós temos de trazer felicidade àquele que, sem possibilidade orgânica de se expressar ou de se mover, ou de ter todos os seus órgãos dos sentidos funcionando corretamente, procura alguém que lhe compreenda, alguém que lhe dê atenção, alguém que o considere como ser pensante!
Essa felicidade é a que eu tenho visto, refletida nos olhos de meninos e meninas tetraplégicas, em diversas partes do mundo, como Adjatay, de Camarões, Thato, de Botsuana, Shirley, da Grã-Bretanha, Luiza, de Juazeiro da Bahia e muitos outros.
Esses são apenas alguns exemplos, representando o universo de crianças e adolescentes que estariam abandonados à própria sorte se não recebessem o apoio afetivo de seus familiares, colegas e professores.
Resultados como esses são impagáveis e sempre compensadores! Só nós, educadores, podemos sentir esse prazer e assim construir um alicerce sólido para sustentar a felicidade.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

IUPE Educação: Neurodidática

Nesse link estão as apresentação em power point das aulas de neurodidática. Breve publicaremos os videos.
Neurodidática :: Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

IUPE Educação: Comenius e a Educação dos Jovens?

Amigos,
Resolvi dar uma paradinha na preparação das aulas de neurodidática para refletir um pouco sobre três parágrafos escritos por Comenius.
Aproveito para compartilhar com vocês esses parágrafos, inicialmente falando sobre minha própria ideia, e aguardando seus comentários.
Todos vocês sabem que continuo insistindo na ideia de que, ao desenvolvermos a habilidade gostar de cada um de nossos alunos antes de iniciarmos a sua orientação, estaremos com metade do caminho andado para fazer com que eles se desenvolvam corretamente, apesar da má influência de colegas, da falta de preparação dos pais e da falta de ânimo dos demais professores.
Continuo insistindo que um bom trabalho de “Treinamento Parental” pode esclarecer dúvidas de educação doméstica e contribuir para a harmonia emocional das crianças.
E também continuo insistindo que aumentar a autoestima dos professores pode transformá-los em verdadeiros educadores.
Mas, ao reler Comenius, em sua obra “Didacta Magna”, escrita no século XVII, encontramos três parágrafos, que podemos considerar bem atuais!
Peço a todos vocês que leiam, reflitam e me respondam: O que estou tentando fazer com o Projeto IUPE é viável ou é utopia?
Lá vão os parágrafos:
1º “Agora as más companhias lançam a juventude na perdição”.
“Mas agora habitamos promiscuamente, os bons misturados com os maus, e o número dos maus é infinitamente maior que o dos bons. E a juventude é de tal maneira arrastada pelos seus exemplos, que os preceitos dados como antídoto do mal, acerca do modo de cultivar a virtude, são de pouca ou nenhuma eficácia.”
2º “E os pais não se preocupam ou não sabem opor-se aos males”.
“Mas qual é a razão por que os preceitos acerca da virtude se ministram tão raramente? Dos pais, poucos são aqueles que podem ensinar aos filhos qualquer coisa de bom, quer porque eles próprios nunca aprenderam nada de bom, quer porque, devendo ocupar-se de outras coisas, descuram este seu dever”.
3º “E nem todos os mestres”.
“E, dos mestres, poucos são aqueles que sabem instilar bem no ânimo da juventude coisas boas; e, se por vezes aparece um, logo qualquer sátrapa o chama para prestar os seus serviços em privado, em proveito dos seus; mas o povo não pode dar-se a este luxo”.

E agora? Aguardo seus comentários...

IUPE Educação: Neurodidática - parte 1

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Devaneios de Andersen: É... Parece que Deus ainda é necessário!

Roberto Andersen

O ano acabou e os cientistas continuaram sem conseguir encontrar a tal da "Partícula de Deus"! Seu nome verdadeiro é boson de Higgs, mas não adianta sabermos o nome se ainda nem sabemos se ela existe mesmo!
Se essa partícula realmente existir, a ciência passa a ter o elemento, hoje considerado imprescindível, para desprezar a necessidade da existência de Deus na criação do mundo! Por enquanto, como nada foi ainda achado, não há qualquer possibilidade de existirmos sem uma "ajudazinha Divina"...
Para buscar essa partícula os cientistas estão trabalhando arduamente no LHC (Grande Colisor de Hádrons), que fica numa construção monumental subterrânea, entre a Suíça e a França.
Quase no final de 2011 duas equipes que trabalham separadamente chamaram a imprensa para apresentar ao mundo as suas conclusões sobre o boson de Higgs e foi uma correria mundia, ou seja, juntou gente para assistir à tal grande revelação!
Mas qual não foi nossa decepção quando ambas só conseguiram apresentar cálculos mostrando a probabilidade da massa do bóson de Higgs estar entre 115 e 130 vezes a mais do que a massa do próton!
Infelizmente essa conclusão não ajuda em nada, mas apenas quantifica a massa (ou a energia correspondente) necessária para que a realidade do universo seja como é, ou como pensamos que ela é, sem que localizemos onde se encontra essa energia ou massa ou seja lá o que for!
Por enquanto essa energia ou massa continua na mente Divina...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

IUPE Educação: Educar de verdade

Aqui em nosso país temos que tomar muito cuidado para não desistir de tudo a cada entrave encontrado! Se desejamos fazer algo bom exatamente na área educacional, é importante estarmos preparados para os entraves burocráticos criados "por minuto" na cabeça dos funcionários mal amados que atuam na intermediária entre o educador e a sua autorização oficial para continuar educando
Só deveriam trabalhar nas repartições educacionais pessoas realmente apaixonadas pela educação e, de preferência, pessoas educadas... Mas essa não é a verdade em grande parte desse lugares.
Mas, esquecendo um pouco essa parte "podre" existente no funcionalismo público da área educacional, vamos a uma das partes maravilhosas, para quem ama educar:
Estamos preparando o treinamento para educadores, não só nossos, mas de todas as instituições que desejarem, onde abordaremos temas importantes, principálmente esses cinco abaixo.
Para ilustrar melhor o que pretendemos, aproveito a chance para dar algumas dicas sobre cada item, solicitando que escrevam e mandem seus relatos e comentários.

1. Treinamento para educar SURDOS.
2. Treinamento para educar AUTISTAS.
3. Treinamento para educar crianças com MUTIDEFICIÊNCIAS
4. Treinamento para educar SUPERDOTADOS.
5. Treinamento NEURODIDÁTICO para crianças e adolescentes NORMAIS.

1. Treinamento para educar SURDOS:
Terminamos essa semana o CURSO DE LIBRAS, para todos os nossos professores e funcionários. Nesse primeiro curso todos começaram a entender e dar seus primeiros passos nessa linguagem brasileira de comunicação entre pessoas que não escutam e que, por causa disso, não falam.
O resultado foi impressionante. Todos obtiveram excelentes resultados no exame final. Todos querem mais! Vamos planejar a continuação do curso assim que iniciarmos o ano letivo 2012. Os nossos alunos também estarão sendo preparados para isso.

2. Treinamento para educar AUTISTAS:
O acompanhamento dos quatrocentos autistas continua "a todo vapor". Nosso trabalho ainda não está ligado ao do Dr. William Shaw, que faz o tratamento biológico com médicos e nutricionistas, mas pretendemos fazer essa parceria assim que os profissionais ligados a essa área nutricional estiverem mandando seus relatos para nosso grupo de discussão. Por enquanto mantemos contato apenas com a Nutricionista Jaqueline, do Rio de Janeiro, cujo trabalho está mostrando resultados espetaculares.
Nossa linha, por enquanto, está toda voltada para a neurodidática, trabalhando o autista a partir do seu foco de interesse ou de atenção, estimulando esse foco, mostrando a ele o reconhecimento de seu desempenho e criando meios para facilidar o seu desenvolvimento.
Precisamos estar atentos aos efeitos "atrapalhantes" que surgem a cada instante, principalmente vindo das próprias famílias dos autistas, para que esses efeitos não sejam percebidos pelos autistas e, assim, possamos continuar fazendo com que ele se supere a cada dia e que um dia supere o próprio "atrapalhante"!

Lembre que o autista precisa:

a) Inicialmente, perceber que existe, que é importante para alguém e que existe alguém no seu universo particular compartilhando de seus mesmos interesses.

b) Depois precisa descobrir, muitas vezes com a nossa ajuda, um foco de interesse para dirigir sua atenção e transformá-la em algo produtivo. Leia a história da Dra. Temple Grandin, Pós-Doutora em Ciência Animal, de quem eu tanto falo em minhas palestras.

Lembre que para chamar a atenção do autista para reiniciar o trabalho de desenvolvimento ou para qualquer outra necessidade, basta tocar num dos assuntos de seu maior interesse. Muitas vezes só em se falar SORVETE, a criança autista desperta de seu desligamento e fica pronto para iniciar um período de desenvolvimento neurocognitivo.

3. Treinamento para educar crianças com MUTIDEFICIÊNCIAS
Crianças com paralisias, semiparalisias, dificuldade de relacionamento e de expressão oral e outras deficiências precisam estar em contato com a sociedade através de um cuidador professor, através de um cuidador família, através de um cuidador colega, etc...
Lembrem que antes de entrarmos em contato com qualquer dessas crianças precisamos criar o clima do AFETO VERDADEIRO. Fique fora do alcance de sua visão olhando para ela até que você consiga GOSTAR VERDADEIRAMENTE dela. Nunca se aproxime de uma ciança dessas sem antes desenvolver a sua forma de gostar dela de verdade, ou seja, de sentir amor por ela!
Esse clima de AFETO é o que vai permitir que o seu contato com ela seja produtivo e que ela consiga ter um pouco mais da felicidade que merece e que as outras pessoas, sem esse nível de compreensão, tornam tão difícil.

4. Treinamento para educar SUPERDOTADOS.
Lembrem que superdotados estão sendo confundidos frequentemente com crianças portadoras de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e algumas delas, além de serem expulsas de sala ainda são levadas a tratamento medicamentoso tomando Ritalina ou Concerta...!!!
Muitas vezes o único DEFEITO dessa criança é SER INTELIGENTE DEMAIS e não ter tido qualquer tipo de LIMITES em sua educação doméstica.
Para essas crianças o DESAFIO é a palavra chave.

5. Treinamento NEURODIDÁTICO para crianças e adolescentes NORMAIS.
A NEURPEDAGOGIA e o método NEURODIDÁTICO são os elementos primordiais para que exista, realmente o aprendizado. Só pela NEURODIDÁTICA estaremos respeitando a formação das memórias e criando meios de ampliar gradativamente o conhecimento, a criatividade e, consequentemente, a sabedoria de nossas crianças e nosos adolescentes.

Leia mais: http://iupe.webnode.com/news/educar-de-verdade/

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Devaneios de Andersen: BIOCENTRISMO

Estive estudando algumas informações que recebi de amigos pesquisadores e me deparei com a ideia do BIOCENTRISMO. Lembro que já faz tempo que eles estão tentando encontrar na biologia o caminho para a Teoria Unificada do Universo.

Não confundam com o outro significado de BIOCENTRISMO, que nada mais é do que o antônimo de ANTROPOCENTRISMO, ou seja, a ideia de que o nosso planeta é controlado por toda forma de vida e não apenas pelo ser humano. No estudo BIOCÊNTRICO que estou propondo a vocês, a chave de tudo volta a ser o homem, mais especificamente o seu cérebro, ou melhor, a sua mente.
Dois desses pesquisadores publicaram uma obra em 2009 com esse título (Biocentrismo), que foram Robert Lanza e Bob Berman.

Naquela época diversos cientistas já olhavam o mundo como sendo baseado na consciência, e não na Física, constatação essa que não vai agradar nem meu filho Erich, nem os colegas dele, nem seus professores no curso de Física da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana).

Mas mesmo assim proponha a todos eles uma análise do tema, para levar adiante algumas afirmações de Berman, de Lanza e de todos os que continuam insistindo em pesquisar tal assunto.
O trabalho desses pesquisadores aponta para as descobertas da Biologia em relação à existência de uma célula universal. Essa célula pode ser entendida como a célula tronco embrionária. Dela podem partir ideias, como as de Hawking, sobre a teoria unificada do universo. A diferença é que essa teoria estaria ligada à mente de cada um de nós, e não a uma partícula qualquer fora de nosso corpo ou de nossa mente. Será possível?

Se olharmos o modelo científico padrão ainda aceito por nós, vemos que ainda acreditamos que ele seja composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas. Bem: o conhecimento quântico poderá mudar um pouco as coisas, desde que consigamos entendê-lo corretamente, quem sabe, um dia...

Se essa é a verdade ainda aceita, uma ideia de vida abrigando consciência e determinando a existência do universo não será entendida, embora possa fazer sentido para a descrição do universo. Só precisamos (para tentar mudar nossa forma de pensar) começar a destrinchar o sentido da consciência, ou a nossa ou alguma outra consciência mais abrangente, dominando todo o universo.

Essa consciência pode vir a ser a matriz original de todo o cosmos. Nossa forma de pensar, nossa visão de mundo, nossa autoconscientização, nossa conscientização do outro, nossas percepções seriam simples programações realizadas por essa matriz.

A partir de nossa programação celular, incluindo aí, principalmente, as células neurais do pensamento, sempre fomos levados a achar que somos o ser superior em nosso planeta e com a missão de dominar o mundo... E, possivelmente, isso seja mesmo verdade! O que nós não sabíamos é que esse mundo deve estar sendo criado por nós!

Sim! A realidade parece ser criada por nós! A nossa percepção parece determinar a realidade. Mas, se isso é verdade, por que a humanidade, de uma forma geral, se acomoda a um determinismo externo ou superior ou pelo menos inalcançável por nós, pobres mortais?

Se o mundo é dessa forma, então o ambiente que vemos só existe em nossa mente ou só existe por causa de nossa mente. Bem! Para parte dessa ideia nós já temos pleno conhecimento técnico, a partir do entendimento de nossos órgãos sensores e de seu funcionamento, como o processo da visão e da audição, por exemplo.

Sabemos que não vemos imagens nem ouvimos sons. Sabemos, pela análise da retina e da cóclea, que imagens e sons são criados em nosso cérebro por um intrincado mecanismo de sistemas neurais que, ao receberem impulsos elétricos vindo desses sensores (retina e cóclea), interpretam e constroem as imagens e sons que, segundo nossa concepção de mundo, corresponde ao que existe no ambiente em que estamos.

Mas, será que a imagem que eu vejo e o som que eu ouço são iguais aos que você vê e que você ouve?

Berman e Lanza, desenvolvendo essa nova ideia biocêntrica, explicam que as coisas só existem durante a nossa observação.

Isso é falado tanto devido ao entendimento de imagem e de som conforme comentei anteriormente, como pela ideia quântica de que todas as partículas subatômicas que compõem os objetos só existem como uma probabilidade e nunca em um espaço definido!

Quando observamos as coisas, exatamente nesse momento, cada onda e cada partícula assumem as suas realidades físicas como nós as conhecemos. E a identificação de suas formas se dá apenas quando os fótons de luz, que não possuem nenhuma propriedade visual aparente, são enviados para a nossa retina e interagem com nossos sistemas sensoriais, permitindo ao cérebro criar as imagens.

Como estamos acostumados a achar que o mundo exterior independe totalmente de nossa presença, ou seja, nossos olhos e nossa mente registram rigorosamente o que existe externamente, independente de nossa existência, fica difícil entender que isso não é verdade! Ou que, pelo menos, o estudo atual do biocentrismo procura mostrar que não é verdade!

Esse estudo permite fazer uma análise ainda mais polêmica, que é a extrema precisão de mais de duzentos parâmetros físicos, no universo exterior, parâmetros esses tão exatos e com precisão milimétrica e até nanométrica, e que, se modificados impedem totalmente a existência de vida humana.

Os pesquisadores ligados à religiosidade passam a ter nesse momento uma possibilidade de identificar esse princípio como o início da constatação da necessidade de uma “Vontade Divina”.

Os ligados ao estudo do biocentrismo invertem a situação de que os parâmetros existentes permitiram a existência de vida, e que os parâmetros existiriam “por acaso”, concluindo, inversamente então, que o universo é criado pela vida! E ainda que, segundo eles, um universo que não suportasse vidas provavelmente não existiria.

Essa análise necessita do estudo da realidade quântica, cujos conceitos estão sendo analisados a todo tempo em diversos meios científicos, mas cuja compreensão está muito além do atual estágio de nossa competência intelectual.

Por enquanto sabemos (ou melhor: tentamos entender) que os resultados dependem da observação de alguém. Isso só tem sentido se a realidade biocêntrica for verdadeira. Espaço e tempo, pelo que nos mostra o biocentrismo, são referências existentes apenas na mente humana, devido a uma interpretação cerebral dos sinais captados pelos nossos elementos sensores.

Se concluirmos que espaço e tempo são apenas criações mentais do ser humano, todas as nossas percepções estarão sempre sendo pensadas em nossos sistemas neurais, independente de qualquer conceito de tempo cronológico ou espaço definido, o que vai permitir o entendimento científico dos conceitos de clarividência e mais ainda de precognição ou premonição.

A partir do momento em que tais conceitos forem compreendidos pelos estudiosos, poderemos ter uma nova visão de mundo, mas esse dia parece estar ainda muito longe, porque, pelo menos para mim, pobre mortal, muitas dúvidas ainda persistem!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Devaneios de Andersen: Moralidade e Religiosidade - Existe alguma relação?

MORALIDADE E RELIGIOSIDADE: Existe alguma relação?
Temos ouvido muito falar que o nível de moralidade na sociedade caiu muito como consequência da redução do ensino religioso nas escolas. Muitos acreditam que devemos analisar essa questão a fundo, para rever as decisões dessa eliminação. Eu não condeno essa ideia, mas acredito que precisamos fazer uma pesquisa um pouco diferente antes de tomarmos qualquer decisão a respeito. E essa pesquisa deve ser iniciada com a conduta moral dos religiosos, principalmente os ministros religiosos, em sua vida prática, tanto em relação à sua família, como em relação ao seu relacionamento social, afetivo, político, profissional e comercial, já que o exemplo é o verdadeiro caminho para uma melhor educação em todos os níveis.
Numa entrevista no Emory University em 2010, Dalai Lama disse que, para ele, a moralidade tem tudo a ver com a compaixão, com o altruísmo. Já Richard Dawkins diz que nós, humanos, somos melhores do que os nossos “genes egoístas” gostariam que fossemos, já que a nossa evolução está ligada a essa natureza egoísta. Dalai Lama é um dos grandes símbolos da religiosidade mundial não cristã. Richard Dawkins, por sua vez, é um dos grandes símbolos do ateísmo mundial e prega a eliminação de todas as formas de religiosidade, tentando provar que é a religião quem estraga a sociedade! Seu livro: “Deus: um delírio” diz tudo!
Logo após darmos início às nossas pesquisas verificamos que, na teoria, todas as religiões pregam o altruísmo, independente da denominação, incluindo todas as ramificações, desde as monoteístas, representadas principalmente pelos judeus, cristãos e muçulmanos, com entre as politeístas, representadas principalmente pelos budistas.
Mas nossa dúvida é a parte prática desses religiosos, principalmente a prática daqueles que representam suas denominações e pregam tais valores em público. Como entender o comportamento egoísta, corrupto e amoral, muitas vezes até imoral, de pessoas em posições tão influentes em suas comunidades religiosas, não no momento em que estão em púlpito, mas em sua prática diária, fora das suas igrejas?
Tenho observado comportamentos perversos, atitudes intolerantes, práticas imorais, declarações levianas e muito mais, por parte de representantes de algumas comunidades religiosas que se dizem cristãs, fazendo com que toda a pregação teórica se torne uma grande mentira!
Será que Dawkins tinha razão, ou seja, será que o homem nasce com características egoísta e amoral, por força do tal “gene egoísta” e só evolui por causa disso? Será que não há lugar para a compaixão para uma mente em evolução?
Será que a religiosidade tentaria reverter esse processo, tentando transformar o ser humano em um ser altruísta e moral, mas a força de seus genes seria tão forte que nem os líderes dessas religiosidades conseguiriam vencer seus genes durante as vinte e quatro horas de seus dias, explicando assim as atitudes contrárias ao que pregam? Mandem suas observações. Vamos discutir o assunto?
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1. Dalai Lama na Emory University: (http://dalailama.emory.edu/2010/compassion.html)
2. Dawkins, Richard. O Gene Egoísta. Companhia das Letras, 2007.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Indice do INEP afixado nas escolas


POLÊMICA DA DIVULGAÇÃO DO ÍNDICE DO INEP
Amigos, todos sabemos que divulgar resultados baixos das escolas pode fazer com que os gestores tomem providências para melhorar a prática do ensino daquela sua instituição, mas há um problema imenso que parece estar sendo esquecido pela mídia e pela maioria dos educadores: O IMENSO PREJUÍZO QUE ISSO CAUSARÁ NA PRÁTICA DA INCLUSÃO SOCIAL!
A partir do momento em que for obrigatório colocar a placa com o índice do INEP na porta da escola, nenhum gestor escolar vai querer ver seu índice mais baixo do que a outra escola do mesmo bairro, porque nenhum pai vai querer matricular seu filho naquela escola.
Para isso ele precisará tomar dois tipos de providências:
1ª) Estudar uma forma de melhorar, junto com seus professores, a prática educacional da escola. Essa é realmente a parte positiva!
2ª) Ele vai ser obrigado a fazer exatamente o que todas as escolas particulares fazem em relação aos alunos ditos “não normais”, ou seja: SELECIONÁ-LOS NA ENTRADA, OU EXCLUÍ-LOS SUTILMENTE POR MEIO DE REPROVAÇÕES, DURANTE O PROCESSO DA APRENDIZAGEM, AUMENTANDO O NÍVEL DE SUAS PROVAS.
Resultado:
Não teremos NUNCA MAIS qualquer possibilidade de exercer a INCLUSÃO SOCIAL de alunos com deficiência cognitiva, bloqueios emocionais que causam dispersão e sintomas semelhantes aos de déficit de atenção, e de nenhum outro aluno que não seja perfeitamente NORMAL e com entusiasmo pelo aprendizado!
Será que ninguém percebe que classificar escolas pelo rendimento de seus alunos pode trazer essa terrível consequência? Ou será que ninguém está percebendo a realidade que ocorre dentro das salas de aula das escolas particulares “ditas de excelência”??????
Será que as famílias nunca observaram que os seus filhos menos capazes cognitivamente foram EXCLUÍDOS dessas escolas, não por “burrice” de seu filho, mas pela GANÂNCIA desses gestores?
E será que ninguém percebe que isso DESTRÓI DEFINITIVAMENTE  a possibilidade dessas crianças virem a se entusiasmar por qualquer tipo de estudo?
 Amigos! Só existe uma solução para melhorar o nível REAL das escolas nacionais e isso não passa por divulgação de índices. Divulgar índices só traz a impressão que o sistema está trabalhando, o que é um grande engano nacional!
Trabalhar para melhorar a educação e, consequentemente, a sociedade, é trabalhar exaustivamente a capacitação verdadeira dos professores e gestores.
Mas não da forma corrupta que está sendo desenvolvida, ou seja, impingindo-se teorias sem a discussão das verdadeiras práticas.
Há necessidade de apoio muito presente e constante em reuniões de professores, com o objetivo de tirar as suas constantes dúvidas em relação ao exercício da docência séria e competente e em relação a desenvolver o seu conhecimento em relação a todos os tipos de alunos.
Há necessidade de se treinar, de forma intensa e presente, as famílias, já que elas estão totalmente “perdidas” em relação a forma correta de educar seus filhos.
Isso sim é que precisa ser feito, mas isso dá muito trabalho e não aparece na mídia nem dá “pontos no IBOPE”.
Se não tomarmos esse caminho, não há índice que sirva para melhorar nada realmente nesse país.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

TDAH - polêmica do metilfenidato

Déficit de Atenção com Hiperatividade real – polêmica do metilfenidato
Lembrando sempre que temos que esgotar totalmente todas as possibilidades da sintomatologia não ser proveniente de bloqueio emocional causado por falta de limites, relacionamento familiar incorreto, sensação de abandono ou outras causas emocionais e comportamentais, vamos a algumas análises relacionando tais sintomas com a polêmica do metilfenidato.
Em outro artigo analisaremos as razões de determinados compostos na alimentação das crianças estarem sendo apontadas como causa da hiperatividade e do déficit de atenção.
Vamos ver então a polêmica do metilfenidato:
A Academia Americana de Pediatria publicou os resultados de uma pesquisa sobre a utilização de medicamentos à base de metilfenidato (Ritalina do laboratório Novartis Biociências e CONCERTA do laboratório Janssen Cilag) para os portadores de TDAH.
O artigo teve por base a suspeita de que um dos efeitos colaterais mais prejudiciais para as crianças e adolescentes que utilizam tais medicamentos à base do metilfenidato seja o perigo de instabilidade cardíaca.
O medicamento é um leve estimulante do sistema nervoso central, servindo tanto para o TDAH como também para a narcolepsia e diversas outras anomalias.
Durante os testes em crianças com TDAH foi verificado que ocorre aumento em sua pressão arterial e, naturalmente, aumento em sua frequência cardíaca, mas que essa alteração não apresenta qualquer tipo de risco cardíaco.
A divulgação desse resultado parece ter a intenção de tranquilizar pais e professores que, na dúvida da existência da doença, e sem paciência para analisar as verdadeiras causas do comportamento inadequado das crianças, preferem insistir com os médicos no diagnóstico do TDAH, para iniciar imediatamente o tratamento medicamentoso.
Mais uma vez observamos a tentativa de banalizar o diagnóstico de TDAH, tentando agora mostrar que, mesmo não se tendo certeza absoluta de que o filho tem a doença, não é inseguro dar o remédio como forma de precaução!
Vamos a alguns pontos muito importantes:
1.    Nem todo aluno inquieto ou agressivo tem TDAH.
2.    Muitos alunos com capacidade cognitiva muito elevada tem tendência a ser inquieto em sala, com sintomas semelhantes ao do TDAH.
3.    Muitos alunos que se consideram abandonados por seus pais tem tendência a quer “aparecer” em sala, principalmente transgredindo. Uma das transgressões é a inquietação em sala de aula, além da agressividade, semelhante aos sintomas do TDAH.
4.    Muitos alunos com dificuldade cognitiva tentam compensar sua baixa autoestima exagerando sua inquietação e agressividade, de forma semelhante aos sintomas de TDAH.
5.    Muitos alunos portadores reais de TDAH poderão acelerar seu processo de melhora comportamental por meio do exercício dos limites com afetividade por parte dos seus pais e dos seus professores.
Em virtude disso não acreditamos que seja conveniente prescrever tratamento medicamentoso para todas essas crianças apenas como prevenção!
Ora! Analisemos com cuidado esse fato! É remédio. É química! É algo que está sendo ministrado a uma criança ou a um adolescente e que, certamente, estará interferindo no funcionamento normal de seu cérebro. Então, qualquer dúvida sobre a existência da doença deve ser muito bem analisada para evitar consumo desnecessário de uma droga que, no mínimo, provocará o aumento de sua pressão arterial e o aumento de sua frequência cardíaca. Para que correr riscos?
Precisamos entender muito bem cada criança ou adolescente para evitar um diagnóstico precipitado que poderá colocar sua saúde em risco, sem a menor necessidade.
No próximo artigo comentaremos sobre os estudos sobre a influência dos alimentos com corantes artificiais e outras substâncias nas causas do TDAH.

Diferentes formas de TDAH

As diferentes formas de TDAH:
Temos que separar alguns elementos básicos nessa abordagem, para evitar confusões de interpretação que, certamente, prejudicarão o correto acompanhamento e o desenvolvimento das crianças e adolescentes que apresentem os sintomas específicos de TDAH.
Aspecto 1) Hiperatividade verdadeira, que é a doença diagnosticada corretamente, por profissional habilitado.
Aspecto 2) Déficit de atenção verdadeiro, que também é doença, normalmente associada à hiperatividade, desde que diagnosticada corretamente por profissional habilitado.
Aspecto 3) Dificuldade de atenção de um hiperativo, causada apenas pela falta de interesse em determinados assuntos, eventos ou fatos.
Aspecto 4) Inquietação excessiva por parte do aluno com elevada capacidade cognitiva, devido a achar o assunto da aula ou a forma didática muito banal, desinteressante ou desestimulante.
Aspecto 5) Inquietação excessiva por parte do aluno com dificuldade de entendimento, por se achar incapaz de acompanhar as explicações do professor ou o nível da  sua turma.
Aspecto 6) Inquietação excessiva por parte do aluno proveniente de um ambiente familiar com características de educação equivocada, sem imposição de limites, com violência doméstica, abusos diversos ou abandono intelectual, afetivo e emocional.
Aspecto 7) Dificuldade cognitiva por parte de aluno com baixa autoestima, proveniente de ambiente familiar inadequado, sem estímulo cognitivo e sem apoio afetivo e emocional.
Nosso primeira preocupação deve ser: analisar se o aluno está enquadrado em um dos aspectos numerados de 3 a 7. Isso demanda um intenso e cuidadoso trabalho de observação e acompanhamento dos alunos por parte de profissionais de educação, preferencialmente aqueles com conhecimento e prática psicopedagógica ou neuropedagógica.