terça-feira, 15 de maio de 2012
IUPE Educação: Dicas
Nesse dia respondi a três mensagens: 1ª sobre a validade prática das teorias que divulgo; 2ª sobre a dificuldade do professor conseguir convencer o aluno a estudar sem a arma da nota; e 3ª sobre a idade certa para se falar com uma criança sobre sexo.
domingo, 22 de abril de 2012
IUPE Educação: Valores Humanos na Educação
EDUCAÇÃO COM VALORES HUMANOS
Valor do mês: AMOR
Trabalhar valores humanos no processo educacional é a forma mais acertada de construir os alicerces de uma verdadeira paz interior em cada uma das crianças e em cada um dos adolescentes.
A proposta que apresentamos é a mesma sugerida por Diane Tillman, em seu programa "Vivendo Valores na Educação", ou seja: A escolha de um valor humano para cada mês, com aulas, trabalhos, vivências e exercícios todos voltados para a sedimentação dos melhores conceitos referentes aquele valor escolhido.
Para que o resultado seja o mais perfeito possível as famílias precisam ser alcançadas. Para isso nossa sugestão é que sejam propostas tarefas de casa onde os alunos realizarão entrevistas com seus familiares sobre o valor estudado.
Para o ano 2012 escolhemos a seguinte sequência:
Fevereiro - Paz
Março - Respeito
Abril - Amor
Maio - Felicidade
Junho - Responsabilidade
Julho - Cooperação
Agosto - Humildade
Setembro - Honestidade
Outubro - Liberdade
Novembro - União
É importante, entretanto, lembrar sempre que os trabalhos devem enfocar APENAS O VALOR POSITIVO, nunca o antivalor. Esse cuidado deve ser rigoroso, já que todas as experiências realizadas de forma diferente trouxeram resultados ruins. Houve casos em que alguns facilitadores insistiram em mostrar exemplos de antivalores realizando debates para mostrar os erros cometidos. Nesse momento pode-se verificar o que o estudo neurolinguístico mostra, que é: Os cérebros das pessoas não processam o NÃO. Portanto, quando falamos que NÃO DEVEMOS FURTAR, o cérebro registra apenas as duas palavras finais... E essa frase fica no inconsciente dos educandos...
Mais tarde, quando esses educandos estiverem em Brasília...
Mas vamos agora ao valor do mês: AMOR
Mas o que é o AMOR? AMOR é uma energia construída dentro de nós, ou em nossa mente ou em nosso coração (ou em ambos), a partir do treinamento diário do sentimento do "GOSTAR DO OUTRO", seja quem for o outro e sejam quais forem as suas características.
A construção do AMOR tem início na construção de alicerces imprescindíveis como, por exemplo, a construção da AUTOESTIMA, a construção do ENTUSIASMO PELO CONHECIMENTO, a construção da FORÇA DE VONTADE PARA PRODUZIR, a construção do PRAZER DE FAZER O BEM ÀS PESSOAS, a construção da CAPACIDADE DE GOSTAR DO COLEGA MENOS AMIGÁVEL, a construção da CAPACIDADE DE ENTENDER PROVOCAÇÕES, COMO PEDIDOS DE SOCORRO EMOCIONAL, e assim por diante...
O entendimento incorreto do significado de AMOR pelos alunos, ligando-o exclusivamente ao relacionamento sexual, é o resultado do trabalho negativo realizado todos os dias pela mídia em geral, principalmente por novelas e seriados, como "Rebeldes", "Malhação" e mais pornograficamente ainda o "Big Brother"... Todos esses contribuindo decisivamente para a destruição de todos os valores que ensinamos.
Mas lembrem-se que nosso trabalho deve enfocar apenas os pontos positivos relacionados ao AMOR VERDADEIRO e evitar falar de desamor, de falta de amor, etc...
Para facilitar podemos utilizar uma maravilhosa obra escrita por Diane Tillman, composta de diversos volumes, um para cada tipo de situação. Nessas obras há atividades, aulas e vivências sobre o amor, desenvolvida para cada faixa etária.
Os livros podem ser adquiridos pela SUBMARINO, no LINK abaixo:
http://www.submarino.com.br/portal/Artista/24/+diane+tillman
Outro livro que dá dicas sobre o assunto é o meu “Afetividade na Educação”, que também pode ser adquirido na Submarino, mas que, diretamente em nosso instituto (IUPE), sai mais barato.
Mas com os livros ou sem eles, o importante é usar de criatividade para estimular os alunos a pensar positivamente em relação aos valores, nesse caso ao AMOR, e sentirem que vale mais a pena gostar do mundo, da vida e das pessoas do que desprezar essas maravilhosas oportunidades que estão à nossa disposição.
Vamos todos trabalhar incessantemente, em nossas escolas, no sentido de construir uma cultura de caráter digna e edificante em todos os nossos alunos. Entre nossas metas deverá estar a de mostrar que nenhuma característica pessoal (anomalias físicas, dificuldades, distúrbios, síndromes, transtornos) pode limitar o desenvolvimento de cada um. Todos têm direito à felicidade, à participação social, à convivência social e, naturalmente, ao amor!
Há pessoas permanentemente "derrotistas", assim como há aquelas que se acham "eternamente perseguidas e discriminadas". Se elas se acham assim, continuem achando, mas não impeçam nossos alunos de alcançar todo o sucesso que eles merecem, independentes de suas características, sejam elas quais forem.
Barreiras e impedimentos que porventura essas pessoas tentarem colocar no caminho do sucesso de nossos alunos deverão ser destruídos diretamente por nós, com a ajuda do trator chamado trabalho e perseverança.
sábado, 7 de abril de 2012
IUPE Educação: Dinâmica da Sexualidade: Prazer e Ansiedade
Ansiedade e prazer: A Dinâmica da Sexualidade
“Por que você fala tanto em prazer?” É a pergunta que sempre ouço quando falo sobre qualquer assunto.
Posso estar exagerando? Sim! É possível. Mas, na realidade, acredito que tudo, na vida, para ser perfeito, precisa do prazer.
Essa sensação surge como o verdadeiro ópio da humanidade. O prazer relaxa, libera energias, dá vazão a ansiedades...
Olhando biologicamente o prazer faz operar o sistema nervoso parassimpático trazendo, de volta, a sensação de expansão e de alívio.
Mas que prazer é esse ligado a alívio, a expansão e a liberação de energias? É o prazer de estar junto de alguém que se ama (amor, vindo do termo grego “philis”)? Ou é o prazer de possuir alguém que se deseja (amor, vindo do termo grego “eros”)?
Se essa sensação de prazer for sentida pelo simples ato de estar próximo da pessoa que se ama, como no caso de pais e filhos, ele vem de “philis”, e nada tem a ver com a sexualidade.
Esse tipo de prazer, entretanto, é fundamental para a manutenção do “eros” vivo em uma relação conjugal. O amor “eros”, sozinho, não parece resistir ao casamento!
Por que “eros” não resiste ao casamento? Porque ele é alimentado permanentemente pela curiosidade, pelo mistério, pelas diferenças, pelas dúvidas e está intimamente ligado ao sentimento de posse, de exclusividade, de domínio.
E são essas curiosidades, dúvidas e sentimentos de posse que provocam o surgimento do outro componente da sexualidade, tão importante quanto o prazer, que é a ansiedade! Estando ela presente sabemos que o ciclo de funcionamento, ou a dinâmica da sexualidade, está completa.
Não havendo mais dúvidas, não havendo curiosidades e não havendo mistérios, a ansiedade perde força e a dinâmica da sexualidade pode ser eliminada.
Nesse momento entra o amor “philis” que mantém a satisfação da presença e a criatividade para o reinício do processo de conquista. Ele cria novas ansiedades e realimenta a dinâmica da sexualidade. Renasce o amor “eros”.
A ansiedade, então, é o contraponto necessário e imprescindível ao prazer, para formar a dinâmica da sexualidade! Ela, a ansiedade, é quem vai gerar ou alimentar a principal energia do aparelho psíquico das pessoas, cuja essência, é o que Freud denominou de “Princípio do Prazer”.
Biologicamente ela faz operar o sistema nervoso simpático, provocando a sensação de contração. Essa contração pode ser sentida, algumas vezes, de forma desagradável, apresentando uma espécie de dor interna (aperto), como ocorre com alguns adolescentes em recente descoberta do amor (amor = eros).
Contração e expansão são as formas biológicas correspondentes aos sentimentos de ansiedade e de prazer, constituindo a dinâmica da sexualidade.
Wilhelm Reich , no início do século XX, procurou sintetizar tecnicamente essa operação dos sistemas nervosos (simpático e parassimpático), trabalhando em oposição de fases, como a dinâmica primordial para a excitação biológica necessária à sexualidade. Ele denominou essa dinâmica de “pulsação expansão-contração”.
Essa pulsação, expansão-contração, parece estar presente em muitos outros momentos da vida em geral, e não apenas naqueles ligados à sexualidade.
Freud, no entanto, procura mostrar que em todos esses momentos há evidências da sexualidade latente, o que, para ele, é a mola mestra do comportamento humano.
Em sua obra “A Função do Orgasmo”, 1929, Wilhelm Reich mostra que as enfermidades mentais podem ser causadas pela perturbação do desenvolvimento livre e sadio das funções biológicas básicas. A principal delas, segundo ele, é o orgasmo.
No seu estudo, a ausência do orgasmo pode afetar negativamente a pessoa em seu equilíbrio individual ou mesmo social.
Mas para essa ausência ser sentida há necessidade da criação da dinâmica da sexualidade, iniciando com a ansiedade. Essa ansiedade será o elemento criador ou alimentador da energia sexual.
Os gregos também davam muita importância à sexualidade. Eles consideravam o ato sexual totalmente positivo e necessário, tanto para a saúde e bem estar, como também estimulador das faculdades mentais.
Foram os cristãos, na história conhecida, que começaram a relacionar a sexualidade ao mal, criando a ideia do ato imoral e gerando, assim, neuroses frequentes em todo aquele que, segundo o cristianismo: “sucumbiam a tais pecados”.
Algumas religiosidades consideram que a energia criada pela ansiedade quando não é extravasada pelo prazer sexual aumenta a potencialidade espiritual do indivíduo, colocando-o em estado pleno de ligação com as energias superiores, como no caso do clero católico e demais religiões monásticas.
Maravilhosa forma de se comunicar com Deus... Eu, sinceramente, não consegui me animar com essa ideia. Está muito acima de minhas possibilidades...
Há também o caso das pessoas que não se sensibilizam com quase nada! Nesses casos não há geração da ansiedade, nenhuma dinâmica sexual será iniciada e, portanto, não haverá necessidade da obtenção do prazer, já que nada há para extravasar.
Esses são totalmente sadios psiquicamente, pois não criam neuroses e não precisam procurar satisfazer energias libidinosas... Felizes... Ou não?
Prefiro, ainda, ser neurótico...
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Devaneios de Andersen: Agnóstico, ateu ou religioso?
Acredito que minha inquietação pelo conhecimento causou um certo estardalhaço em minha caixa de entrada de mensagens no G-Mail.
Tudo começou com a minha dedicação sincera e honesta a todos os estudos que realizo, principalmente àqueles que divergem um pouco de meus pontos de vista atuais.
É bom explicar que tenho meus pontos de vista, sempre os tive, mas: a vida, o conhecimento adquirido, as experiências vividas, os sofrimentos, as ansiedades, as expectativas, as decepções e mais uma série infindável de influências, acabam dando contornos diferentes, modelando e alterando essas visões e criando outras mais de acordo com a realidade atual.
Acho até que isso aconteça com todos, mas como não gosto de generalizar, tenho apenas certeza de que acontece comigo!
E, por causa disso, eu acho, recebo, vez por outra, críticas vorazes a comentários que faço ou a artigos que escrevo.
Não vou mentir dizendo que não gosto dessas críticas! Meus amigos sabem que gosto delas. Até trabalho em cima delas. Acho que uma crítica sincera nos ajuda a consertar uma opinião mal formada, ou um estudo que caminhou por uma estrada errada. Então analiso todas.
Essa semana o número de críticas, com teor muito semelhante, engordou a caixa de entrada do meu G-Mail! A maioria delas perguntava a razão de eu estar participando de grupos de discussão de ateus e agnósticos, assim como de grupos religiosos de todas as denominações, de cristãos a budistas, incluindo todas as espiritualistas!
Então sou obrigado a dar uma explicação que é, ao mesmo tempo, uma sugestão de procedimento de vida, já que agindo assim me considero uma pessoa muito bem resolvida comigo mesmo e com o mundo à minha volta! E desejo que isso aconteça na vida de todos os meus amigos!
É muito importante que cada as pessoas parem de ser simples marionetes nas mãos das influências sociais. Essas influências, que chegam por todos os meios de comunicação, tentam manipular as mentes, criando novos e diferentes desejos, criando necessidades nunca existiram e criando insatisfações para com tudo o que se é e para com tudo o que se tem, para que, o mais rapidamente possível, as pessoas passem a pensar e sentir da forma que o sistema deseja, sem a menor possibilidade de construírem sua própria personalidade real.
Todos precisam, então, refletir sobre suas próprias convicções. Começa por aí! Elas são reais mesmo? Elas fazem parte de um sentimento interno pessoal ou foram montadas de fora para dentro? Eles são sentidas naturalmente ou há alguma angústia inexplicável ao assumir tais convicções?
Se, a partir dessas reflexões, descobre-se que algumas dessas convicções são diferentes do padrão aceito socialmente, ou do padrão determinado por uma linha de pensamentos do grupo social, não há razão para querer que todos os amigos e conhecidos passem a ser iguais! As convicções são exclusivamente pessoais! E os elementos que cada uma das mentes dos indivíduos está utilizando para chegar a elas podem não existir no universo dos outros indivíduos, ou pelo menos em parte deles. Ou seja, a verdade de cada um pode absolutamente não ser a verdade de muitos outros.
Nesse momento vejo na crença e na sexualidade o mesmo tipo de dilema social, o que me permite fazer uma comparação.
Todos são obrigados a aparentar o que o grupo social aceita! E o mais interessante é que a sociedade cobra, das pessoas, respostas sobre assuntos que são exclusivamente pessoais como, por exemplo, crença e sexualidade!
O sistema quer interferir, por exemplo, num dos sentimentos mais íntimos e pessoais que é o sentimento da sexualidade! Ela só tem a ver com a própria pessoa e em sua total intimidade! Não há o que tornar público nesse sentimento senão o seu resultado e somente com a pessoa que complementa o que pode-se chamar de amor.
Da mesma forma a crença. Se crença significa acreditar (o nome crença diz tudo), como uma pessoa pode ser forçada a acreditar em algo que os outros querem que ela acredite! As pessoas podem ser forçadas a dizer que acreditam, mas entre dizer e realmente estar sentindo aquela convicção, está uma imensa diferença!
Tenho minhas próprias crenças, mas elas só interessam a mim mesmo! Cada pessoa pode ter suas próprias crenças, como eu as tenho, mas isso só interessa a elas mesmas!
Mas não se deve confundir crenças com trabalhos, pesquisas, estudos, análises, relacionamentos, criação de perspectivas, elaboração de projetos, e tudo o mais.
No dia-a-dia trabalho com minhas próprias mãos e meu próprio cérebro. Cada tarefa que realizo é planejada, elaborada e realizada, independente de haver ou não Deus ou qualquer religião na face da Terra! Portanto, nesse momento, reúno todas as características de um agnóstico. Sou um agnóstico feliz!
Quando estou mergulhado em minhas pesquisas e chego aos estudos das causas e consequências de um determinado evento, fato ou objeto, não interrompo meu raciocínio por levar em consideração conceitos sobre criação ou interferência Divina! Portanto, nesse momento, reúno todas as características de um ateu! Sou um ateu feliz!
Na minha intimidade, muitas vezes em pensamentos leves e descontraídos, em minha varanda, observando a beleza da floresta que me cerca, ouvindo os sons dos bichos ao meu redor, como exatamente agora, ao escrever essas palavras, reflito sobre os mistérios que ainda precisam ser entendidos, sobre as maravilhas da natureza, sobre os intrincados mecanismos da mente humana, e sobre as energias acima da minha de meu entendimento, mas que sinto muito próximas a mim, reúno todas as características de um religioso! Sou um religioso feliz!
E é exatamente dessa forma que crio meus filhos, que oriento meus alunos e que sugiro aos meus amigos. Meus amigos me conhecem muito bem e sabem que é exatamente assim que vivo minha vida.
Sejamos agnósticos felizes! Sejamos ateus felizes! Sejamos religiosos felizes! E vamos contribuir para que todos os nossos amigos também o sejam.
Afinal, a felicidade está em você poder ser, na intimidade, tudo o que você realmente é em seu interior. Seu SELF, seu EGO, seu ID, tudo junto... E, de preferência, tapando a boca do SUPEREGO.
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sábado, 3 de março de 2012
IUPE Educação: Bullying: Três passos para eliminá-lo das escolas.
Ao me deparar com as notícias mais recentes de dois casos de bullying, resolvi comentar sobre o problema em nosso encontro de hoje.
O primeiro é sobre o caso de uma escola em Ponta Grossa, no Paraná, quando os pais de uma menina e seu irmão, vítimas de bullying, conseguiram processar os pais das duas meninas acusadas do crime. O resultado da ação foi a condenação dos pais das abusadoras a pagar uma indenização por danos morais de R$ 15.000,00. Eles estão recorrendo, já que devem estar certos de que suas filhas têm o direito de serem criminosas e nada pagar por seus atos...
O segundo caso é mais grave. O menino Roliver, de Vitória, no Espírito Santo, cometeu suicídio após sofrer constantemente de bullying na escola. Seus pais procuraram auxílio na escola, quando detetaram o problema, mas a escola nada fez. Eles pediram transferência, mas a Secretaria de Educação só disponibilizou três escolas diferentes, uma para cada filho, o que seria impraticável para a família com três filhos. Ele, então, teve que permanecer na escola e, não aguentando as sessões de bullying, cometeu suicídio.
Quem paga por isso?
Alguns jornais fazem uma enquete para saber o que precisamos para reduzir o bullying nas escolas e colocam as respostas em forma de múltipla escolha.
a) Os pais precisam conversar mais com seus filhos.
b) Os professores precisam ficar mais "ligados" aos alunos.
c) As escolas precisam desenvolver melhor educação de valores.
Tudo isso já é obrigação de todos! Mas o problema não pode ser resolvido apenas dessa forma! Ele é sério e urgente!
Precisamos imediatamente tomar providências reais, enérgicas, verdadeiras e responsáveis!
E isso pode ser feito em três passos simples, porém, importantes:
1º passo: Os professores devem ficar muito atentos a qualquer sinal de bullying, mesmo que seja um simples apelido que um aluno poe em outro colga. Nada disso deve ser tolerado e a punição deve ser sempre rigorosa, exemplar e imediata, para que todos sejam desestimulados a praticar tais atos.
2º passo: Os pais devem ser chamados à responsabilidade, para que aprendam a dar limites aos seus filhos. Muitos pais não sabem de verdade, como fazer isso e, portanto, não têm culpa por estarem errando! Por isso que, para esse segundo passo, é necessário que a escola promova aulas de TREINAMENTO PARENTAL. E só assim estaremos contribuindo para que, nessas famílias, já não sejam criados potenciais criminosos. Sim! Porque bullying é crime! Bullying provoca suicídio e assassinato de crianças, portanto, só não considera crime quem nada tem a ver com humanidade!
Bem! Tudo poderia parar por aqui! Mas, infelizmente, há diversos casos em que não teremos nenhuma atitude positiva dos pais, assim como, não haverá nenhuma atitude de identificação e resolução do problema por algumas instituições escolares.
Se isso ocorrer o passo seguinte deve ser o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Denúncia bem estruturada para evitar que sejam construídos verdadeiros monstros, por total falta de responsabilidade de alguém, seja da escola, seja dos professores, seja das famílias, ou seja lá de quem for!
O que não podemos mais tolerar é ler, todos os dias, mais o anúncio de um suicídio ou de um assassinato provocado por alguém que sofreu o processo de bullying e constatar que nada foi feito para diminuir o seu sofrimento.
quinta-feira, 1 de março de 2012
IUPE Educação: Hiperatividade falsa
FALSA HIPERATIVIDADE
Ao chegar a minha casa li uma notícia muito interessante nos noticiários pela internet. Anunciaram um novo remédio que, pelas informações apresentadas, diminui os danos cerebrais causados pelos AVCs.
À primeira vista isso é fantástico! Embora ainda sem comprovação de que faça efeito positivo em seres humanos (testado em cinomolgos, que são macacos asiáticos), acredita-se que será um sucesso.
Mas o sucesso será para quem? Sim, porque embora estejamos dando parabéns à pesquisa científica ligada aos novos medicamentos, continuamos com a “pulga atrás da orelha” em relação à forma ética de se utilizar tais descobertas e invenções.
E por falar em “pulga atrás da orelha” nossa atenção foi imediatamente direcionada a outra notícia, essa dada pelas rádios hoje cedo, sobre a pesquisa realizada no Brasil sobre uso de medicamentos em crianças, e a sua terrível constatação:
Um número muito grande de crianças diagnosticada como portadora de TDAH, ou seja, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, absolutamente não têm a doença! Mas estão fazendo uso regular dos medicamentos controlados recomendados para o transtorno.
Isso significa que essas crianças estão expostas a todos os efeitos colaterais de um remédio controlado, sem a menor necessidade disso, já que o diagnóstico foi realizado de forma precipitada.
Onde está o erro?
O erro está nos adultos que cercam essa criança, que somos nós, pais e professores! Nós estamos ficando, a cada dia, mais incompetentes na educação de nossos filhos e de nossos alunos.
Os pais acham que a nova geração mudou por milagre! Os professores acham que
mudaram por causa dos pais! Mas nenhum deles acha que tem responsabilidade nesse processo!
Amigos! O problema é, na verdade, a nossa atual incompetência para criar elementos novos para diversões, brincadeiras, passatempos, jogos etc., já que temos a imensa facilidade de colocar nossos filhos em frente a uma babá eletrônica, onde ele consegue passar horas a fio sem pensar, sequer em ir para a rua!
Mais de uma hora por dia em frente a uma TV ou a um PC leva a criança a aumentar o seu índice de agressividade em mais de cinquenta e cinco a setenta por cento!
Isso está comprovado por pesquisas sérias realizadas há mais de cinco anos!
Então, nosso primeiro trabalho deve ser o encontro dessas atividades substitutas para a TV. E o computador. Em segundo lugar: parar de rotular as crianças com nomes de doenças, e tentar encontrar as causas para os sintomas que ela apresenta. Reunir pais, familiares, outros professores, mas nunca se antecipar aos médicos e apresentar aos familiares um pré-diagnóstico dando um rótulo inadequado e precipitado à criança.
Observações:
1 Assista o vídeo IUPE EDUCAÇÃO: FALSA HIPERATIVIDADE em: http://www.youtube.com/user/robertoandersen/
2 Converse conosco acessando nosso portal: http://www.iupe.org.br e enviando seus comentários, sugestões e críticas clicando em FALE CONOSCO.
3 Participe de nossos TREINAMENTOS EM NEURODIDÁTICA para todos os professores, coordenadores e dirigentes interessados e de nossos TREINAMENTOS PARENTAIS para os todas as famílias interessadas. Acompanhe a divulgação do próximo encontro pelo site.
Ao chegar a minha casa li uma notícia muito interessante nos noticiários pela internet. Anunciaram um novo remédio que, pelas informações apresentadas, diminui os danos cerebrais causados pelos AVCs.
À primeira vista isso é fantástico! Embora ainda sem comprovação de que faça efeito positivo em seres humanos (testado em cinomolgos, que são macacos asiáticos), acredita-se que será um sucesso.
Mas o sucesso será para quem? Sim, porque embora estejamos dando parabéns à pesquisa científica ligada aos novos medicamentos, continuamos com a “pulga atrás da orelha” em relação à forma ética de se utilizar tais descobertas e invenções.
E por falar em “pulga atrás da orelha” nossa atenção foi imediatamente direcionada a outra notícia, essa dada pelas rádios hoje cedo, sobre a pesquisa realizada no Brasil sobre uso de medicamentos em crianças, e a sua terrível constatação:
Um número muito grande de crianças diagnosticada como portadora de TDAH, ou seja, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, absolutamente não têm a doença! Mas estão fazendo uso regular dos medicamentos controlados recomendados para o transtorno.
Isso significa que essas crianças estão expostas a todos os efeitos colaterais de um remédio controlado, sem a menor necessidade disso, já que o diagnóstico foi realizado de forma precipitada.
Onde está o erro?
O erro está nos adultos que cercam essa criança, que somos nós, pais e professores! Nós estamos ficando, a cada dia, mais incompetentes na educação de nossos filhos e de nossos alunos.
Os pais acham que a nova geração mudou por milagre! Os professores acham que
mudaram por causa dos pais! Mas nenhum deles acha que tem responsabilidade nesse processo!
Amigos! O problema é, na verdade, a nossa atual incompetência para criar elementos novos para diversões, brincadeiras, passatempos, jogos etc., já que temos a imensa facilidade de colocar nossos filhos em frente a uma babá eletrônica, onde ele consegue passar horas a fio sem pensar, sequer em ir para a rua!
Mais de uma hora por dia em frente a uma TV ou a um PC leva a criança a aumentar o seu índice de agressividade em mais de cinquenta e cinco a setenta por cento!
Isso está comprovado por pesquisas sérias realizadas há mais de cinco anos!
Então, nosso primeiro trabalho deve ser o encontro dessas atividades substitutas para a TV. E o computador. Em segundo lugar: parar de rotular as crianças com nomes de doenças, e tentar encontrar as causas para os sintomas que ela apresenta. Reunir pais, familiares, outros professores, mas nunca se antecipar aos médicos e apresentar aos familiares um pré-diagnóstico dando um rótulo inadequado e precipitado à criança.
Observações:
1 Assista o vídeo IUPE EDUCAÇÃO: FALSA HIPERATIVIDADE em: http://www.youtube.com/user/robertoandersen/
2 Converse conosco acessando nosso portal: http://www.iupe.org.br e enviando seus comentários, sugestões e críticas clicando em FALE CONOSCO.
3 Participe de nossos TREINAMENTOS EM NEURODIDÁTICA para todos os professores, coordenadores e dirigentes interessados e de nossos TREINAMENTOS PARENTAIS para os todas as famílias interessadas. Acompanhe a divulgação do próximo encontro pelo site.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
IUPE Educação: Personalidade
PERSONALIDADE: SUA FORMAÇÃO
Estudos preliminares sob a ótica neuropedagógica
Roberto Andersen – Fevereiro/2012
RESUMO
Esse primeiro estudo preliminar sobre a formação da personalidade segundo a ótica neuropedagógica tem início nos seus conceitos básicos, englobando a personalidade propriamente dita, o caráter e o temperamento.
Ao definirmos esses conceitos fizemos a adequação desse conhecimento com os traços e tipos psicológicos de uma personalidade global para, a partir daí, analisarmos os sete sistemas constitutivos da forma como estão sendo aceitos atualmente.
Sem poder descartar o estudo da libido desenvolvido por Freud, na psicanálise, analisamos as constatações mais recentes sobre a formatação, ainda no útero materno, das redes sinápticas do embrião, redes essas sendo programadas desde o início da fecundação, determinando, inclusive, a orientação sexual do feto, independentes da definição sexual já estabelecida a partir das informações constantes nos cromossomos XX e XY.
Essa análise é importante principalmente por trazer novos elementos para o entendimento, inclusive, das opções sexuais não tradicionais e a necessidade de sua aceitação pela sociedade.
Fizemos um estudo rápido para recordar os conceitos do aparelho psíquico e a sua influência na formação das bases da personalidade, segundo a ótica de Freud para, em seguida, reunir virtualmente Freud, Wallon e Erikson em uma análise conjunta da necessidade, que toda criança tem, da satisfação correta em cada uma de suas fases de desenvolvimento, para evitar a formação de personalidades neuróticas.
O comentário que fizemos sobre a necessidade do aparecimento do amigo imaginário na formação da personalidade infantil é uma realidade. Pais, educadores, médicos e terapeutas devem estar cientes da forma como o amigo imaginário surge e qual a sua finalidade.
Em seguida analisamos os célebres mecanismos de defesa, estudados em psicanálise, e a sua influência na formação de uma personalidade enganosa. Saindo das personalidades mais saudáveis, fizemos um estudo sobre as principais personalidades patológicas e, por último, as personalidades criminosas, para permitir uma visão mais ampla desse universo.
Palavras-chave: Personalidade, caráter, temperamento, estrutura da personalidade, sexualidade, orientação sexual, personalidade enganosa, personalidade patológica, personalidade criminosa.
Leia o artigo completo em: http://iupe.webnode.com/artigos/personalidade/
Para fazer referência ao artigo:
ANDERSEN, Roberto. PERSONALIDADE: SUA FORMAÇÃO - Estudos preliminares sob a ótica neuropedagógica. Salvador, Bahia: Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação – IUPE, fevereiro/2012. Disponível em http://iupe.webnode.com/artigos/personalidade/.
Roberto Andersen
- Mestre e Doutor “Honoris Causa” em Educação – Universidade de Los Pueblos de Europa
- Bacharel em Ciência Navais – Escola Naval – Rio de Janeiro
- Psicanalista Didata – Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil - SPOB
Estudos preliminares sob a ótica neuropedagógica
Roberto Andersen – Fevereiro/2012
RESUMO
Esse primeiro estudo preliminar sobre a formação da personalidade segundo a ótica neuropedagógica tem início nos seus conceitos básicos, englobando a personalidade propriamente dita, o caráter e o temperamento.
Ao definirmos esses conceitos fizemos a adequação desse conhecimento com os traços e tipos psicológicos de uma personalidade global para, a partir daí, analisarmos os sete sistemas constitutivos da forma como estão sendo aceitos atualmente.
Sem poder descartar o estudo da libido desenvolvido por Freud, na psicanálise, analisamos as constatações mais recentes sobre a formatação, ainda no útero materno, das redes sinápticas do embrião, redes essas sendo programadas desde o início da fecundação, determinando, inclusive, a orientação sexual do feto, independentes da definição sexual já estabelecida a partir das informações constantes nos cromossomos XX e XY.
Essa análise é importante principalmente por trazer novos elementos para o entendimento, inclusive, das opções sexuais não tradicionais e a necessidade de sua aceitação pela sociedade.
Fizemos um estudo rápido para recordar os conceitos do aparelho psíquico e a sua influência na formação das bases da personalidade, segundo a ótica de Freud para, em seguida, reunir virtualmente Freud, Wallon e Erikson em uma análise conjunta da necessidade, que toda criança tem, da satisfação correta em cada uma de suas fases de desenvolvimento, para evitar a formação de personalidades neuróticas.
O comentário que fizemos sobre a necessidade do aparecimento do amigo imaginário na formação da personalidade infantil é uma realidade. Pais, educadores, médicos e terapeutas devem estar cientes da forma como o amigo imaginário surge e qual a sua finalidade.
Em seguida analisamos os célebres mecanismos de defesa, estudados em psicanálise, e a sua influência na formação de uma personalidade enganosa. Saindo das personalidades mais saudáveis, fizemos um estudo sobre as principais personalidades patológicas e, por último, as personalidades criminosas, para permitir uma visão mais ampla desse universo.
Palavras-chave: Personalidade, caráter, temperamento, estrutura da personalidade, sexualidade, orientação sexual, personalidade enganosa, personalidade patológica, personalidade criminosa.
Leia o artigo completo em: http://iupe.webnode.com/artigos/personalidade/
Para fazer referência ao artigo:
ANDERSEN, Roberto. PERSONALIDADE: SUA FORMAÇÃO - Estudos preliminares sob a ótica neuropedagógica. Salvador, Bahia: Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação – IUPE, fevereiro/2012. Disponível em http://iupe.webnode.com/artigos/personalidade/.
Roberto Andersen
- Mestre e Doutor “Honoris Causa” em Educação – Universidade de Los Pueblos de Europa
- Bacharel em Ciência Navais – Escola Naval – Rio de Janeiro
- Psicanalista Didata – Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil - SPOB
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
IUPE Educação: Comenius e o Prazer de Educar...
O comentário que recebi da psicanalista e psicopedagoga Maria da Penha Rocha me estimulou a pensar de novo nas orientações que Comenius nos passou desde o século XVII!
Sei que ler Comenius é difícil, principalmente para quem não é religioso, já que ele insiste em ligar a educação à causa Divina! Mas percebe-se que ele faz isso de forma entusiástica, empolgado por uma iluminação que, possivelmente, havia em seu processo mental.
Mesmo sendo uma obra difícil de ler, todos os educadores deveriam investir um pouco de seu tempo na leitura de trechos de Comenius todos os dias! Ele fala diretamente a todos nós, mas precisa ser muito bem entendido, principalmente por aqueles que, embora estejam trabalhando em educação, não conseguiram ainda se entregar a essa maravilhosa causa!
Penha Rocha lembrou que Comenius defendia a ideia de: "(...) ensinar tudo a todos objetivando a aproximação do homem a Deus, fossem ricos, pobres, ou portadores de deficiências (...)". Essa frase, entretanto, pode ser entendida de forma incorreta, já que ensinar tudo a todos pode parecer que todos sejam obrigados a aprender tudo.
Para evitar má interpretação Penha Rocha lembra mais um trecho da obra onde ele fala: "(...) se ensinar a crianças bem pequenas, mesmo que elas aparentemente não aprendessem, já que, mais tarde, elas lembrariam as ideias internalizadas (...)."
Isso não significa, absolutamente, cobrar o resultado de todo esse conhecimento ensinado, mas sim o ensinar pelo prazer de comunicar um conhecimento que poderá ser absorvido como positivo para o seu desenvolvimento.
No nosso dia-a-dia essa parte do processo de ensino deve ser praticada desde o momento em que a criança se encontra no útero materno. Essa parte é a conversa informal educativa que a mãe e o pai devem ter com seus filhos apresentando-os ao mundo. Eles podem parecer não estar entendendo, principalmente se ainda não nasceram, mas em suas mentes alguns desses conceitos já começam a formar arquivos de memória que serão importantes para a sua vida futura.
Na neurodidática costumamos analisar o processo de aprendizagem em diversas fases bem distintas: iniciamos com o entendimento, que se dá durante a explicação na aula; em seguida vem a aprendizagem, o que ocorre quando o aluno, sozinho, no mesmo dia, realiza as tarefas de casa; durante o sono surge a oportunidade da fixação, período mais importante de todo o processo e que consome a maior parte da energia da pessoa e; a partir do dia seguinte vem a solidificação do que foi fixado, por meio de práticas avaliativas em sala de aula.
Comenius cita três fases: a compreensão, a retenção e a prática. A compreensão corresponde ao entendimento da aula e a aprendizagem por meio de tarefas individuais em casa. A retenção pode ser entendida como a fixação durante o sono, quando as redes sinápticas do córtex cerebral são reformatadas, gravando na memória o que foi aprendido naquele dia. A prática pode ser entendida como alguma forma de avaliação processual.
Quando ele diz que devemos ensinar sem descriminação, permitindo que cada aluno alcance o saber que lhe seja mais apropriado, eu me lembro da “Escola dos Bichos”, em plena selva, cuja grade curricular (provavelmente preparada por uma educadora do nosso sistema educacional) incluía natação, mergulho, voo, escalada, corrida, perfuração de solo e construção de ninhos em árvores.
Como é fácil de prever, o resultado final dessa escola em muito se assemelha ao resultado final de nossas “escolas de gente”... Todos foram reprovados porque, para receber o diploma, precisariam todos estar dentro de um padrão estabelecido, e não dentro dos padrões de suas próprias características intelectuais e habilidades.
Nessa hora a outra frase de Comenius vem a calhar: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos, não o que eles podem aprender, mas sim o que ele próprio deseja.”
O educador, então, deve partir daquilo que o aluno sabe para estimulá-lo a aprender ainda mais.
O educador se satisfaz, a cada momento, com qualquer pequeno progresso de seu aluno, independente do progresso dos demais, ou seja, cada aluno só é comparado com ele mesmo, ontem.
O educador estimula e reconhece a produtividade do aluno, preocupado com a manutenção ou elevação da sua autoestima.
Afinal, poder educar deveria ser considerado como uma dádiva Divina!
Saber dessa realidade é bom. Praticá-la significa construir uma felicidade! Mas para praticá-la precisamos nos despir de todas as resistências facilmente emergentes em nossos pensamentos e que surgem em frases como: "(...) é, mas com algumas crianças isso é impossível! (...)", ou alguns comentários como: "(...) eu me controlo muito para não reagir à irritação dos meus alunos! (...)".
Eliminadas essas resistências estaremos contribuindo para com a formação correta da mente de crianças e de adolescentes. Nossa missão começa aí.
E a importância dessa missão aumenta quando sentimos o poder que todos nós temos de trazer felicidade àquele que, sem possibilidade orgânica de se expressar ou de se mover, ou de ter todos os seus órgãos dos sentidos funcionando corretamente, procura alguém que lhe compreenda, alguém que lhe dê atenção, alguém que o considere como ser pensante!
Essa felicidade é a que eu tenho visto, refletida nos olhos de meninos e meninas tetraplégicas, em diversas partes do mundo, como Adjatay, de Camarões, Thato, de Botsuana, Shirley, da Grã-Bretanha, Luiza, de Juazeiro da Bahia e muitos outros.
Esses são apenas alguns exemplos, representando o universo de crianças e adolescentes que estariam abandonados à própria sorte se não recebessem o apoio afetivo de seus familiares, colegas e professores.
Resultados como esses são impagáveis e sempre compensadores! Só nós, educadores, podemos sentir esse prazer e assim construir um alicerce sólido para sustentar a felicidade.
Sei que ler Comenius é difícil, principalmente para quem não é religioso, já que ele insiste em ligar a educação à causa Divina! Mas percebe-se que ele faz isso de forma entusiástica, empolgado por uma iluminação que, possivelmente, havia em seu processo mental.
Mesmo sendo uma obra difícil de ler, todos os educadores deveriam investir um pouco de seu tempo na leitura de trechos de Comenius todos os dias! Ele fala diretamente a todos nós, mas precisa ser muito bem entendido, principalmente por aqueles que, embora estejam trabalhando em educação, não conseguiram ainda se entregar a essa maravilhosa causa!
Penha Rocha lembrou que Comenius defendia a ideia de: "(...) ensinar tudo a todos objetivando a aproximação do homem a Deus, fossem ricos, pobres, ou portadores de deficiências (...)". Essa frase, entretanto, pode ser entendida de forma incorreta, já que ensinar tudo a todos pode parecer que todos sejam obrigados a aprender tudo.
Para evitar má interpretação Penha Rocha lembra mais um trecho da obra onde ele fala: "(...) se ensinar a crianças bem pequenas, mesmo que elas aparentemente não aprendessem, já que, mais tarde, elas lembrariam as ideias internalizadas (...)."
Isso não significa, absolutamente, cobrar o resultado de todo esse conhecimento ensinado, mas sim o ensinar pelo prazer de comunicar um conhecimento que poderá ser absorvido como positivo para o seu desenvolvimento.
No nosso dia-a-dia essa parte do processo de ensino deve ser praticada desde o momento em que a criança se encontra no útero materno. Essa parte é a conversa informal educativa que a mãe e o pai devem ter com seus filhos apresentando-os ao mundo. Eles podem parecer não estar entendendo, principalmente se ainda não nasceram, mas em suas mentes alguns desses conceitos já começam a formar arquivos de memória que serão importantes para a sua vida futura.
Na neurodidática costumamos analisar o processo de aprendizagem em diversas fases bem distintas: iniciamos com o entendimento, que se dá durante a explicação na aula; em seguida vem a aprendizagem, o que ocorre quando o aluno, sozinho, no mesmo dia, realiza as tarefas de casa; durante o sono surge a oportunidade da fixação, período mais importante de todo o processo e que consome a maior parte da energia da pessoa e; a partir do dia seguinte vem a solidificação do que foi fixado, por meio de práticas avaliativas em sala de aula.
Comenius cita três fases: a compreensão, a retenção e a prática. A compreensão corresponde ao entendimento da aula e a aprendizagem por meio de tarefas individuais em casa. A retenção pode ser entendida como a fixação durante o sono, quando as redes sinápticas do córtex cerebral são reformatadas, gravando na memória o que foi aprendido naquele dia. A prática pode ser entendida como alguma forma de avaliação processual.
Quando ele diz que devemos ensinar sem descriminação, permitindo que cada aluno alcance o saber que lhe seja mais apropriado, eu me lembro da “Escola dos Bichos”, em plena selva, cuja grade curricular (provavelmente preparada por uma educadora do nosso sistema educacional) incluía natação, mergulho, voo, escalada, corrida, perfuração de solo e construção de ninhos em árvores.
Como é fácil de prever, o resultado final dessa escola em muito se assemelha ao resultado final de nossas “escolas de gente”... Todos foram reprovados porque, para receber o diploma, precisariam todos estar dentro de um padrão estabelecido, e não dentro dos padrões de suas próprias características intelectuais e habilidades.
Nessa hora a outra frase de Comenius vem a calhar: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos, não o que eles podem aprender, mas sim o que ele próprio deseja.”
O educador, então, deve partir daquilo que o aluno sabe para estimulá-lo a aprender ainda mais.
O educador se satisfaz, a cada momento, com qualquer pequeno progresso de seu aluno, independente do progresso dos demais, ou seja, cada aluno só é comparado com ele mesmo, ontem.
O educador estimula e reconhece a produtividade do aluno, preocupado com a manutenção ou elevação da sua autoestima.
Afinal, poder educar deveria ser considerado como uma dádiva Divina!
Saber dessa realidade é bom. Praticá-la significa construir uma felicidade! Mas para praticá-la precisamos nos despir de todas as resistências facilmente emergentes em nossos pensamentos e que surgem em frases como: "(...) é, mas com algumas crianças isso é impossível! (...)", ou alguns comentários como: "(...) eu me controlo muito para não reagir à irritação dos meus alunos! (...)".
Eliminadas essas resistências estaremos contribuindo para com a formação correta da mente de crianças e de adolescentes. Nossa missão começa aí.
E a importância dessa missão aumenta quando sentimos o poder que todos nós temos de trazer felicidade àquele que, sem possibilidade orgânica de se expressar ou de se mover, ou de ter todos os seus órgãos dos sentidos funcionando corretamente, procura alguém que lhe compreenda, alguém que lhe dê atenção, alguém que o considere como ser pensante!
Essa felicidade é a que eu tenho visto, refletida nos olhos de meninos e meninas tetraplégicas, em diversas partes do mundo, como Adjatay, de Camarões, Thato, de Botsuana, Shirley, da Grã-Bretanha, Luiza, de Juazeiro da Bahia e muitos outros.
Esses são apenas alguns exemplos, representando o universo de crianças e adolescentes que estariam abandonados à própria sorte se não recebessem o apoio afetivo de seus familiares, colegas e professores.
Resultados como esses são impagáveis e sempre compensadores! Só nós, educadores, podemos sentir esse prazer e assim construir um alicerce sólido para sustentar a felicidade.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
IUPE Educação: Neurodidática
Nesse link estão as apresentação em power point das aulas de neurodidática. Breve publicaremos os videos.
Neurodidática :: Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação
Neurodidática :: Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
IUPE Educação: Comenius e a Educação dos Jovens?
Amigos,
Resolvi dar uma paradinha na preparação das aulas de neurodidática para refletir um pouco sobre três parágrafos escritos por Comenius.
Aproveito para compartilhar com vocês esses parágrafos, inicialmente falando sobre minha própria ideia, e aguardando seus comentários.
Todos vocês sabem que continuo insistindo na ideia de que, ao desenvolvermos a habilidade gostar de cada um de nossos alunos antes de iniciarmos a sua orientação, estaremos com metade do caminho andado para fazer com que eles se desenvolvam corretamente, apesar da má influência de colegas, da falta de preparação dos pais e da falta de ânimo dos demais professores.
Continuo insistindo que um bom trabalho de “Treinamento Parental” pode esclarecer dúvidas de educação doméstica e contribuir para a harmonia emocional das crianças.
E também continuo insistindo que aumentar a autoestima dos professores pode transformá-los em verdadeiros educadores.
Mas, ao reler Comenius, em sua obra “Didacta Magna”, escrita no século XVII, encontramos três parágrafos, que podemos considerar bem atuais!
Peço a todos vocês que leiam, reflitam e me respondam: O que estou tentando fazer com o Projeto IUPE é viável ou é utopia?
Lá vão os parágrafos:
1º “Agora as más companhias lançam a juventude na perdição”.
“Mas agora habitamos promiscuamente, os bons misturados com os maus, e o número dos maus é infinitamente maior que o dos bons. E a juventude é de tal maneira arrastada pelos seus exemplos, que os preceitos dados como antídoto do mal, acerca do modo de cultivar a virtude, são de pouca ou nenhuma eficácia.”
2º “E os pais não se preocupam ou não sabem opor-se aos males”.
“Mas qual é a razão por que os preceitos acerca da virtude se ministram tão raramente? Dos pais, poucos são aqueles que podem ensinar aos filhos qualquer coisa de bom, quer porque eles próprios nunca aprenderam nada de bom, quer porque, devendo ocupar-se de outras coisas, descuram este seu dever”.
3º “E nem todos os mestres”.
“E, dos mestres, poucos são aqueles que sabem instilar bem no ânimo da juventude coisas boas; e, se por vezes aparece um, logo qualquer sátrapa o chama para prestar os seus serviços em privado, em proveito dos seus; mas o povo não pode dar-se a este luxo”.
E agora? Aguardo seus comentários...
Resolvi dar uma paradinha na preparação das aulas de neurodidática para refletir um pouco sobre três parágrafos escritos por Comenius.
Aproveito para compartilhar com vocês esses parágrafos, inicialmente falando sobre minha própria ideia, e aguardando seus comentários.
Todos vocês sabem que continuo insistindo na ideia de que, ao desenvolvermos a habilidade gostar de cada um de nossos alunos antes de iniciarmos a sua orientação, estaremos com metade do caminho andado para fazer com que eles se desenvolvam corretamente, apesar da má influência de colegas, da falta de preparação dos pais e da falta de ânimo dos demais professores.
Continuo insistindo que um bom trabalho de “Treinamento Parental” pode esclarecer dúvidas de educação doméstica e contribuir para a harmonia emocional das crianças.
E também continuo insistindo que aumentar a autoestima dos professores pode transformá-los em verdadeiros educadores.
Mas, ao reler Comenius, em sua obra “Didacta Magna”, escrita no século XVII, encontramos três parágrafos, que podemos considerar bem atuais!
Peço a todos vocês que leiam, reflitam e me respondam: O que estou tentando fazer com o Projeto IUPE é viável ou é utopia?
Lá vão os parágrafos:
1º “Agora as más companhias lançam a juventude na perdição”.
“Mas agora habitamos promiscuamente, os bons misturados com os maus, e o número dos maus é infinitamente maior que o dos bons. E a juventude é de tal maneira arrastada pelos seus exemplos, que os preceitos dados como antídoto do mal, acerca do modo de cultivar a virtude, são de pouca ou nenhuma eficácia.”
2º “E os pais não se preocupam ou não sabem opor-se aos males”.
“Mas qual é a razão por que os preceitos acerca da virtude se ministram tão raramente? Dos pais, poucos são aqueles que podem ensinar aos filhos qualquer coisa de bom, quer porque eles próprios nunca aprenderam nada de bom, quer porque, devendo ocupar-se de outras coisas, descuram este seu dever”.
3º “E nem todos os mestres”.
“E, dos mestres, poucos são aqueles que sabem instilar bem no ânimo da juventude coisas boas; e, se por vezes aparece um, logo qualquer sátrapa o chama para prestar os seus serviços em privado, em proveito dos seus; mas o povo não pode dar-se a este luxo”.
E agora? Aguardo seus comentários...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Devaneios de Andersen: É... Parece que Deus ainda é necessário!
Roberto Andersen
O ano acabou e os cientistas continuaram sem conseguir encontrar a tal da "Partícula de Deus"! Seu nome verdadeiro é boson de Higgs, mas não adianta sabermos o nome se ainda nem sabemos se ela existe mesmo!
Se essa partícula realmente existir, a ciência passa a ter o elemento, hoje considerado imprescindível, para desprezar a necessidade da existência de Deus na criação do mundo! Por enquanto, como nada foi ainda achado, não há qualquer possibilidade de existirmos sem uma "ajudazinha Divina"...
Para buscar essa partícula os cientistas estão trabalhando arduamente no LHC (Grande Colisor de Hádrons), que fica numa construção monumental subterrânea, entre a Suíça e a França.
Quase no final de 2011 duas equipes que trabalham separadamente chamaram a imprensa para apresentar ao mundo as suas conclusões sobre o boson de Higgs e foi uma correria mundia, ou seja, juntou gente para assistir à tal grande revelação!
Mas qual não foi nossa decepção quando ambas só conseguiram apresentar cálculos mostrando a probabilidade da massa do bóson de Higgs estar entre 115 e 130 vezes a mais do que a massa do próton!
Infelizmente essa conclusão não ajuda em nada, mas apenas quantifica a massa (ou a energia correspondente) necessária para que a realidade do universo seja como é, ou como pensamos que ela é, sem que localizemos onde se encontra essa energia ou massa ou seja lá o que for!
Por enquanto essa energia ou massa continua na mente Divina...
O ano acabou e os cientistas continuaram sem conseguir encontrar a tal da "Partícula de Deus"! Seu nome verdadeiro é boson de Higgs, mas não adianta sabermos o nome se ainda nem sabemos se ela existe mesmo!
Se essa partícula realmente existir, a ciência passa a ter o elemento, hoje considerado imprescindível, para desprezar a necessidade da existência de Deus na criação do mundo! Por enquanto, como nada foi ainda achado, não há qualquer possibilidade de existirmos sem uma "ajudazinha Divina"...
Para buscar essa partícula os cientistas estão trabalhando arduamente no LHC (Grande Colisor de Hádrons), que fica numa construção monumental subterrânea, entre a Suíça e a França.
Quase no final de 2011 duas equipes que trabalham separadamente chamaram a imprensa para apresentar ao mundo as suas conclusões sobre o boson de Higgs e foi uma correria mundia, ou seja, juntou gente para assistir à tal grande revelação!
Mas qual não foi nossa decepção quando ambas só conseguiram apresentar cálculos mostrando a probabilidade da massa do bóson de Higgs estar entre 115 e 130 vezes a mais do que a massa do próton!
Infelizmente essa conclusão não ajuda em nada, mas apenas quantifica a massa (ou a energia correspondente) necessária para que a realidade do universo seja como é, ou como pensamos que ela é, sem que localizemos onde se encontra essa energia ou massa ou seja lá o que for!
Por enquanto essa energia ou massa continua na mente Divina...
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
IUPE Educação: Educar de verdade
Aqui em nosso país temos que tomar muito cuidado para não desistir de tudo a cada entrave encontrado! Se desejamos fazer algo bom exatamente na área educacional, é importante estarmos preparados para os entraves burocráticos criados "por minuto" na cabeça dos funcionários mal amados que atuam na intermediária entre o educador e a sua autorização oficial para continuar educando
Só deveriam trabalhar nas repartições educacionais pessoas realmente apaixonadas pela educação e, de preferência, pessoas educadas... Mas essa não é a verdade em grande parte desse lugares.
Mas, esquecendo um pouco essa parte "podre" existente no funcionalismo público da área educacional, vamos a uma das partes maravilhosas, para quem ama educar:
Estamos preparando o treinamento para educadores, não só nossos, mas de todas as instituições que desejarem, onde abordaremos temas importantes, principálmente esses cinco abaixo.
Para ilustrar melhor o que pretendemos, aproveito a chance para dar algumas dicas sobre cada item, solicitando que escrevam e mandem seus relatos e comentários.
1. Treinamento para educar SURDOS.
2. Treinamento para educar AUTISTAS.
3. Treinamento para educar crianças com MUTIDEFICIÊNCIAS
4. Treinamento para educar SUPERDOTADOS.
5. Treinamento NEURODIDÁTICO para crianças e adolescentes NORMAIS.
1. Treinamento para educar SURDOS:
Terminamos essa semana o CURSO DE LIBRAS, para todos os nossos professores e funcionários. Nesse primeiro curso todos começaram a entender e dar seus primeiros passos nessa linguagem brasileira de comunicação entre pessoas que não escutam e que, por causa disso, não falam.
O resultado foi impressionante. Todos obtiveram excelentes resultados no exame final. Todos querem mais! Vamos planejar a continuação do curso assim que iniciarmos o ano letivo 2012. Os nossos alunos também estarão sendo preparados para isso.
2. Treinamento para educar AUTISTAS:
O acompanhamento dos quatrocentos autistas continua "a todo vapor". Nosso trabalho ainda não está ligado ao do Dr. William Shaw, que faz o tratamento biológico com médicos e nutricionistas, mas pretendemos fazer essa parceria assim que os profissionais ligados a essa área nutricional estiverem mandando seus relatos para nosso grupo de discussão. Por enquanto mantemos contato apenas com a Nutricionista Jaqueline, do Rio de Janeiro, cujo trabalho está mostrando resultados espetaculares.
Nossa linha, por enquanto, está toda voltada para a neurodidática, trabalhando o autista a partir do seu foco de interesse ou de atenção, estimulando esse foco, mostrando a ele o reconhecimento de seu desempenho e criando meios para facilidar o seu desenvolvimento.
Precisamos estar atentos aos efeitos "atrapalhantes" que surgem a cada instante, principalmente vindo das próprias famílias dos autistas, para que esses efeitos não sejam percebidos pelos autistas e, assim, possamos continuar fazendo com que ele se supere a cada dia e que um dia supere o próprio "atrapalhante"!
Lembre que o autista precisa:
a) Inicialmente, perceber que existe, que é importante para alguém e que existe alguém no seu universo particular compartilhando de seus mesmos interesses.
b) Depois precisa descobrir, muitas vezes com a nossa ajuda, um foco de interesse para dirigir sua atenção e transformá-la em algo produtivo. Leia a história da Dra. Temple Grandin, Pós-Doutora em Ciência Animal, de quem eu tanto falo em minhas palestras.
Lembre que para chamar a atenção do autista para reiniciar o trabalho de desenvolvimento ou para qualquer outra necessidade, basta tocar num dos assuntos de seu maior interesse. Muitas vezes só em se falar SORVETE, a criança autista desperta de seu desligamento e fica pronto para iniciar um período de desenvolvimento neurocognitivo.
3. Treinamento para educar crianças com MUTIDEFICIÊNCIAS
Crianças com paralisias, semiparalisias, dificuldade de relacionamento e de expressão oral e outras deficiências precisam estar em contato com a sociedade através de um cuidador professor, através de um cuidador família, através de um cuidador colega, etc...
Lembrem que antes de entrarmos em contato com qualquer dessas crianças precisamos criar o clima do AFETO VERDADEIRO. Fique fora do alcance de sua visão olhando para ela até que você consiga GOSTAR VERDADEIRAMENTE dela. Nunca se aproxime de uma ciança dessas sem antes desenvolver a sua forma de gostar dela de verdade, ou seja, de sentir amor por ela!
Esse clima de AFETO é o que vai permitir que o seu contato com ela seja produtivo e que ela consiga ter um pouco mais da felicidade que merece e que as outras pessoas, sem esse nível de compreensão, tornam tão difícil.
4. Treinamento para educar SUPERDOTADOS.
Lembrem que superdotados estão sendo confundidos frequentemente com crianças portadoras de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e algumas delas, além de serem expulsas de sala ainda são levadas a tratamento medicamentoso tomando Ritalina ou Concerta...!!!
Muitas vezes o único DEFEITO dessa criança é SER INTELIGENTE DEMAIS e não ter tido qualquer tipo de LIMITES em sua educação doméstica.
Para essas crianças o DESAFIO é a palavra chave.
5. Treinamento NEURODIDÁTICO para crianças e adolescentes NORMAIS.
A NEURPEDAGOGIA e o método NEURODIDÁTICO são os elementos primordiais para que exista, realmente o aprendizado. Só pela NEURODIDÁTICA estaremos respeitando a formação das memórias e criando meios de ampliar gradativamente o conhecimento, a criatividade e, consequentemente, a sabedoria de nossas crianças e nosos adolescentes.
Leia mais: http://iupe.webnode.com/news/educar-de-verdade/
Só deveriam trabalhar nas repartições educacionais pessoas realmente apaixonadas pela educação e, de preferência, pessoas educadas... Mas essa não é a verdade em grande parte desse lugares.
Mas, esquecendo um pouco essa parte "podre" existente no funcionalismo público da área educacional, vamos a uma das partes maravilhosas, para quem ama educar:
Estamos preparando o treinamento para educadores, não só nossos, mas de todas as instituições que desejarem, onde abordaremos temas importantes, principálmente esses cinco abaixo.
Para ilustrar melhor o que pretendemos, aproveito a chance para dar algumas dicas sobre cada item, solicitando que escrevam e mandem seus relatos e comentários.
1. Treinamento para educar SURDOS.
2. Treinamento para educar AUTISTAS.
3. Treinamento para educar crianças com MUTIDEFICIÊNCIAS
4. Treinamento para educar SUPERDOTADOS.
5. Treinamento NEURODIDÁTICO para crianças e adolescentes NORMAIS.
1. Treinamento para educar SURDOS:
Terminamos essa semana o CURSO DE LIBRAS, para todos os nossos professores e funcionários. Nesse primeiro curso todos começaram a entender e dar seus primeiros passos nessa linguagem brasileira de comunicação entre pessoas que não escutam e que, por causa disso, não falam.
O resultado foi impressionante. Todos obtiveram excelentes resultados no exame final. Todos querem mais! Vamos planejar a continuação do curso assim que iniciarmos o ano letivo 2012. Os nossos alunos também estarão sendo preparados para isso.
2. Treinamento para educar AUTISTAS:
O acompanhamento dos quatrocentos autistas continua "a todo vapor". Nosso trabalho ainda não está ligado ao do Dr. William Shaw, que faz o tratamento biológico com médicos e nutricionistas, mas pretendemos fazer essa parceria assim que os profissionais ligados a essa área nutricional estiverem mandando seus relatos para nosso grupo de discussão. Por enquanto mantemos contato apenas com a Nutricionista Jaqueline, do Rio de Janeiro, cujo trabalho está mostrando resultados espetaculares.
Nossa linha, por enquanto, está toda voltada para a neurodidática, trabalhando o autista a partir do seu foco de interesse ou de atenção, estimulando esse foco, mostrando a ele o reconhecimento de seu desempenho e criando meios para facilidar o seu desenvolvimento.
Precisamos estar atentos aos efeitos "atrapalhantes" que surgem a cada instante, principalmente vindo das próprias famílias dos autistas, para que esses efeitos não sejam percebidos pelos autistas e, assim, possamos continuar fazendo com que ele se supere a cada dia e que um dia supere o próprio "atrapalhante"!
Lembre que o autista precisa:
a) Inicialmente, perceber que existe, que é importante para alguém e que existe alguém no seu universo particular compartilhando de seus mesmos interesses.
b) Depois precisa descobrir, muitas vezes com a nossa ajuda, um foco de interesse para dirigir sua atenção e transformá-la em algo produtivo. Leia a história da Dra. Temple Grandin, Pós-Doutora em Ciência Animal, de quem eu tanto falo em minhas palestras.
Lembre que para chamar a atenção do autista para reiniciar o trabalho de desenvolvimento ou para qualquer outra necessidade, basta tocar num dos assuntos de seu maior interesse. Muitas vezes só em se falar SORVETE, a criança autista desperta de seu desligamento e fica pronto para iniciar um período de desenvolvimento neurocognitivo.
3. Treinamento para educar crianças com MUTIDEFICIÊNCIAS
Crianças com paralisias, semiparalisias, dificuldade de relacionamento e de expressão oral e outras deficiências precisam estar em contato com a sociedade através de um cuidador professor, através de um cuidador família, através de um cuidador colega, etc...
Lembrem que antes de entrarmos em contato com qualquer dessas crianças precisamos criar o clima do AFETO VERDADEIRO. Fique fora do alcance de sua visão olhando para ela até que você consiga GOSTAR VERDADEIRAMENTE dela. Nunca se aproxime de uma ciança dessas sem antes desenvolver a sua forma de gostar dela de verdade, ou seja, de sentir amor por ela!
Esse clima de AFETO é o que vai permitir que o seu contato com ela seja produtivo e que ela consiga ter um pouco mais da felicidade que merece e que as outras pessoas, sem esse nível de compreensão, tornam tão difícil.
4. Treinamento para educar SUPERDOTADOS.
Lembrem que superdotados estão sendo confundidos frequentemente com crianças portadoras de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e algumas delas, além de serem expulsas de sala ainda são levadas a tratamento medicamentoso tomando Ritalina ou Concerta...!!!
Muitas vezes o único DEFEITO dessa criança é SER INTELIGENTE DEMAIS e não ter tido qualquer tipo de LIMITES em sua educação doméstica.
Para essas crianças o DESAFIO é a palavra chave.
5. Treinamento NEURODIDÁTICO para crianças e adolescentes NORMAIS.
A NEURPEDAGOGIA e o método NEURODIDÁTICO são os elementos primordiais para que exista, realmente o aprendizado. Só pela NEURODIDÁTICA estaremos respeitando a formação das memórias e criando meios de ampliar gradativamente o conhecimento, a criatividade e, consequentemente, a sabedoria de nossas crianças e nosos adolescentes.
Leia mais: http://iupe.webnode.com/news/educar-de-verdade/
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Devaneios de Andersen: BIOCENTRISMO
Estive estudando algumas informações que recebi de amigos pesquisadores e me deparei com a ideia do BIOCENTRISMO. Lembro que já faz tempo que eles estão tentando encontrar na biologia o caminho para a Teoria Unificada do Universo.
Não confundam com o outro significado de BIOCENTRISMO, que nada mais é do que o antônimo de ANTROPOCENTRISMO, ou seja, a ideia de que o nosso planeta é controlado por toda forma de vida e não apenas pelo ser humano. No estudo BIOCÊNTRICO que estou propondo a vocês, a chave de tudo volta a ser o homem, mais especificamente o seu cérebro, ou melhor, a sua mente.
Dois desses pesquisadores publicaram uma obra em 2009 com esse título (Biocentrismo), que foram Robert Lanza e Bob Berman.
Naquela época diversos cientistas já olhavam o mundo como sendo baseado na consciência, e não na Física, constatação essa que não vai agradar nem meu filho Erich, nem os colegas dele, nem seus professores no curso de Física da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana).
Mas mesmo assim proponha a todos eles uma análise do tema, para levar adiante algumas afirmações de Berman, de Lanza e de todos os que continuam insistindo em pesquisar tal assunto.
O trabalho desses pesquisadores aponta para as descobertas da Biologia em relação à existência de uma célula universal. Essa célula pode ser entendida como a célula tronco embrionária. Dela podem partir ideias, como as de Hawking, sobre a teoria unificada do universo. A diferença é que essa teoria estaria ligada à mente de cada um de nós, e não a uma partícula qualquer fora de nosso corpo ou de nossa mente. Será possível?
Se olharmos o modelo científico padrão ainda aceito por nós, vemos que ainda acreditamos que ele seja composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas. Bem: o conhecimento quântico poderá mudar um pouco as coisas, desde que consigamos entendê-lo corretamente, quem sabe, um dia...
Se essa é a verdade ainda aceita, uma ideia de vida abrigando consciência e determinando a existência do universo não será entendida, embora possa fazer sentido para a descrição do universo. Só precisamos (para tentar mudar nossa forma de pensar) começar a destrinchar o sentido da consciência, ou a nossa ou alguma outra consciência mais abrangente, dominando todo o universo.
Essa consciência pode vir a ser a matriz original de todo o cosmos. Nossa forma de pensar, nossa visão de mundo, nossa autoconscientização, nossa conscientização do outro, nossas percepções seriam simples programações realizadas por essa matriz.
A partir de nossa programação celular, incluindo aí, principalmente, as células neurais do pensamento, sempre fomos levados a achar que somos o ser superior em nosso planeta e com a missão de dominar o mundo... E, possivelmente, isso seja mesmo verdade! O que nós não sabíamos é que esse mundo deve estar sendo criado por nós!
Sim! A realidade parece ser criada por nós! A nossa percepção parece determinar a realidade. Mas, se isso é verdade, por que a humanidade, de uma forma geral, se acomoda a um determinismo externo ou superior ou pelo menos inalcançável por nós, pobres mortais?
Se o mundo é dessa forma, então o ambiente que vemos só existe em nossa mente ou só existe por causa de nossa mente. Bem! Para parte dessa ideia nós já temos pleno conhecimento técnico, a partir do entendimento de nossos órgãos sensores e de seu funcionamento, como o processo da visão e da audição, por exemplo.
Sabemos que não vemos imagens nem ouvimos sons. Sabemos, pela análise da retina e da cóclea, que imagens e sons são criados em nosso cérebro por um intrincado mecanismo de sistemas neurais que, ao receberem impulsos elétricos vindo desses sensores (retina e cóclea), interpretam e constroem as imagens e sons que, segundo nossa concepção de mundo, corresponde ao que existe no ambiente em que estamos.
Mas, será que a imagem que eu vejo e o som que eu ouço são iguais aos que você vê e que você ouve?
Berman e Lanza, desenvolvendo essa nova ideia biocêntrica, explicam que as coisas só existem durante a nossa observação.
Isso é falado tanto devido ao entendimento de imagem e de som conforme comentei anteriormente, como pela ideia quântica de que todas as partículas subatômicas que compõem os objetos só existem como uma probabilidade e nunca em um espaço definido!
Quando observamos as coisas, exatamente nesse momento, cada onda e cada partícula assumem as suas realidades físicas como nós as conhecemos. E a identificação de suas formas se dá apenas quando os fótons de luz, que não possuem nenhuma propriedade visual aparente, são enviados para a nossa retina e interagem com nossos sistemas sensoriais, permitindo ao cérebro criar as imagens.
Como estamos acostumados a achar que o mundo exterior independe totalmente de nossa presença, ou seja, nossos olhos e nossa mente registram rigorosamente o que existe externamente, independente de nossa existência, fica difícil entender que isso não é verdade! Ou que, pelo menos, o estudo atual do biocentrismo procura mostrar que não é verdade!
Esse estudo permite fazer uma análise ainda mais polêmica, que é a extrema precisão de mais de duzentos parâmetros físicos, no universo exterior, parâmetros esses tão exatos e com precisão milimétrica e até nanométrica, e que, se modificados impedem totalmente a existência de vida humana.
Os pesquisadores ligados à religiosidade passam a ter nesse momento uma possibilidade de identificar esse princípio como o início da constatação da necessidade de uma “Vontade Divina”.
Os ligados ao estudo do biocentrismo invertem a situação de que os parâmetros existentes permitiram a existência de vida, e que os parâmetros existiriam “por acaso”, concluindo, inversamente então, que o universo é criado pela vida! E ainda que, segundo eles, um universo que não suportasse vidas provavelmente não existiria.
Essa análise necessita do estudo da realidade quântica, cujos conceitos estão sendo analisados a todo tempo em diversos meios científicos, mas cuja compreensão está muito além do atual estágio de nossa competência intelectual.
Por enquanto sabemos (ou melhor: tentamos entender) que os resultados dependem da observação de alguém. Isso só tem sentido se a realidade biocêntrica for verdadeira. Espaço e tempo, pelo que nos mostra o biocentrismo, são referências existentes apenas na mente humana, devido a uma interpretação cerebral dos sinais captados pelos nossos elementos sensores.
Se concluirmos que espaço e tempo são apenas criações mentais do ser humano, todas as nossas percepções estarão sempre sendo pensadas em nossos sistemas neurais, independente de qualquer conceito de tempo cronológico ou espaço definido, o que vai permitir o entendimento científico dos conceitos de clarividência e mais ainda de precognição ou premonição.
A partir do momento em que tais conceitos forem compreendidos pelos estudiosos, poderemos ter uma nova visão de mundo, mas esse dia parece estar ainda muito longe, porque, pelo menos para mim, pobre mortal, muitas dúvidas ainda persistem!
Não confundam com o outro significado de BIOCENTRISMO, que nada mais é do que o antônimo de ANTROPOCENTRISMO, ou seja, a ideia de que o nosso planeta é controlado por toda forma de vida e não apenas pelo ser humano. No estudo BIOCÊNTRICO que estou propondo a vocês, a chave de tudo volta a ser o homem, mais especificamente o seu cérebro, ou melhor, a sua mente.
Dois desses pesquisadores publicaram uma obra em 2009 com esse título (Biocentrismo), que foram Robert Lanza e Bob Berman.
Naquela época diversos cientistas já olhavam o mundo como sendo baseado na consciência, e não na Física, constatação essa que não vai agradar nem meu filho Erich, nem os colegas dele, nem seus professores no curso de Física da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana).
Mas mesmo assim proponha a todos eles uma análise do tema, para levar adiante algumas afirmações de Berman, de Lanza e de todos os que continuam insistindo em pesquisar tal assunto.
O trabalho desses pesquisadores aponta para as descobertas da Biologia em relação à existência de uma célula universal. Essa célula pode ser entendida como a célula tronco embrionária. Dela podem partir ideias, como as de Hawking, sobre a teoria unificada do universo. A diferença é que essa teoria estaria ligada à mente de cada um de nós, e não a uma partícula qualquer fora de nosso corpo ou de nossa mente. Será possível?
Se olharmos o modelo científico padrão ainda aceito por nós, vemos que ainda acreditamos que ele seja composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas. Bem: o conhecimento quântico poderá mudar um pouco as coisas, desde que consigamos entendê-lo corretamente, quem sabe, um dia...
Se essa é a verdade ainda aceita, uma ideia de vida abrigando consciência e determinando a existência do universo não será entendida, embora possa fazer sentido para a descrição do universo. Só precisamos (para tentar mudar nossa forma de pensar) começar a destrinchar o sentido da consciência, ou a nossa ou alguma outra consciência mais abrangente, dominando todo o universo.
Essa consciência pode vir a ser a matriz original de todo o cosmos. Nossa forma de pensar, nossa visão de mundo, nossa autoconscientização, nossa conscientização do outro, nossas percepções seriam simples programações realizadas por essa matriz.
A partir de nossa programação celular, incluindo aí, principalmente, as células neurais do pensamento, sempre fomos levados a achar que somos o ser superior em nosso planeta e com a missão de dominar o mundo... E, possivelmente, isso seja mesmo verdade! O que nós não sabíamos é que esse mundo deve estar sendo criado por nós!
Sim! A realidade parece ser criada por nós! A nossa percepção parece determinar a realidade. Mas, se isso é verdade, por que a humanidade, de uma forma geral, se acomoda a um determinismo externo ou superior ou pelo menos inalcançável por nós, pobres mortais?
Se o mundo é dessa forma, então o ambiente que vemos só existe em nossa mente ou só existe por causa de nossa mente. Bem! Para parte dessa ideia nós já temos pleno conhecimento técnico, a partir do entendimento de nossos órgãos sensores e de seu funcionamento, como o processo da visão e da audição, por exemplo.
Sabemos que não vemos imagens nem ouvimos sons. Sabemos, pela análise da retina e da cóclea, que imagens e sons são criados em nosso cérebro por um intrincado mecanismo de sistemas neurais que, ao receberem impulsos elétricos vindo desses sensores (retina e cóclea), interpretam e constroem as imagens e sons que, segundo nossa concepção de mundo, corresponde ao que existe no ambiente em que estamos.
Mas, será que a imagem que eu vejo e o som que eu ouço são iguais aos que você vê e que você ouve?
Berman e Lanza, desenvolvendo essa nova ideia biocêntrica, explicam que as coisas só existem durante a nossa observação.
Isso é falado tanto devido ao entendimento de imagem e de som conforme comentei anteriormente, como pela ideia quântica de que todas as partículas subatômicas que compõem os objetos só existem como uma probabilidade e nunca em um espaço definido!
Quando observamos as coisas, exatamente nesse momento, cada onda e cada partícula assumem as suas realidades físicas como nós as conhecemos. E a identificação de suas formas se dá apenas quando os fótons de luz, que não possuem nenhuma propriedade visual aparente, são enviados para a nossa retina e interagem com nossos sistemas sensoriais, permitindo ao cérebro criar as imagens.
Como estamos acostumados a achar que o mundo exterior independe totalmente de nossa presença, ou seja, nossos olhos e nossa mente registram rigorosamente o que existe externamente, independente de nossa existência, fica difícil entender que isso não é verdade! Ou que, pelo menos, o estudo atual do biocentrismo procura mostrar que não é verdade!
Esse estudo permite fazer uma análise ainda mais polêmica, que é a extrema precisão de mais de duzentos parâmetros físicos, no universo exterior, parâmetros esses tão exatos e com precisão milimétrica e até nanométrica, e que, se modificados impedem totalmente a existência de vida humana.
Os pesquisadores ligados à religiosidade passam a ter nesse momento uma possibilidade de identificar esse princípio como o início da constatação da necessidade de uma “Vontade Divina”.
Os ligados ao estudo do biocentrismo invertem a situação de que os parâmetros existentes permitiram a existência de vida, e que os parâmetros existiriam “por acaso”, concluindo, inversamente então, que o universo é criado pela vida! E ainda que, segundo eles, um universo que não suportasse vidas provavelmente não existiria.
Essa análise necessita do estudo da realidade quântica, cujos conceitos estão sendo analisados a todo tempo em diversos meios científicos, mas cuja compreensão está muito além do atual estágio de nossa competência intelectual.
Por enquanto sabemos (ou melhor: tentamos entender) que os resultados dependem da observação de alguém. Isso só tem sentido se a realidade biocêntrica for verdadeira. Espaço e tempo, pelo que nos mostra o biocentrismo, são referências existentes apenas na mente humana, devido a uma interpretação cerebral dos sinais captados pelos nossos elementos sensores.
Se concluirmos que espaço e tempo são apenas criações mentais do ser humano, todas as nossas percepções estarão sempre sendo pensadas em nossos sistemas neurais, independente de qualquer conceito de tempo cronológico ou espaço definido, o que vai permitir o entendimento científico dos conceitos de clarividência e mais ainda de precognição ou premonição.
A partir do momento em que tais conceitos forem compreendidos pelos estudiosos, poderemos ter uma nova visão de mundo, mas esse dia parece estar ainda muito longe, porque, pelo menos para mim, pobre mortal, muitas dúvidas ainda persistem!
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Devaneios de Andersen: Moralidade e Religiosidade - Existe alguma relação?
MORALIDADE E RELIGIOSIDADE: Existe alguma relação?
Temos ouvido muito falar que o nível de moralidade na sociedade caiu muito como consequência da redução do ensino religioso nas escolas. Muitos acreditam que devemos analisar essa questão a fundo, para rever as decisões dessa eliminação. Eu não condeno essa ideia, mas acredito que precisamos fazer uma pesquisa um pouco diferente antes de tomarmos qualquer decisão a respeito. E essa pesquisa deve ser iniciada com a conduta moral dos religiosos, principalmente os ministros religiosos, em sua vida prática, tanto em relação à sua família, como em relação ao seu relacionamento social, afetivo, político, profissional e comercial, já que o exemplo é o verdadeiro caminho para uma melhor educação em todos os níveis.
Numa entrevista no Emory University em 2010, Dalai Lama disse que, para ele, a moralidade tem tudo a ver com a compaixão, com o altruísmo. Já Richard Dawkins diz que nós, humanos, somos melhores do que os nossos “genes egoístas” gostariam que fossemos, já que a nossa evolução está ligada a essa natureza egoísta. Dalai Lama é um dos grandes símbolos da religiosidade mundial não cristã. Richard Dawkins, por sua vez, é um dos grandes símbolos do ateísmo mundial e prega a eliminação de todas as formas de religiosidade, tentando provar que é a religião quem estraga a sociedade! Seu livro: “Deus: um delírio” diz tudo!
Logo após darmos início às nossas pesquisas verificamos que, na teoria, todas as religiões pregam o altruísmo, independente da denominação, incluindo todas as ramificações, desde as monoteístas, representadas principalmente pelos judeus, cristãos e muçulmanos, com entre as politeístas, representadas principalmente pelos budistas.
Mas nossa dúvida é a parte prática desses religiosos, principalmente a prática daqueles que representam suas denominações e pregam tais valores em público. Como entender o comportamento egoísta, corrupto e amoral, muitas vezes até imoral, de pessoas em posições tão influentes em suas comunidades religiosas, não no momento em que estão em púlpito, mas em sua prática diária, fora das suas igrejas?
Tenho observado comportamentos perversos, atitudes intolerantes, práticas imorais, declarações levianas e muito mais, por parte de representantes de algumas comunidades religiosas que se dizem cristãs, fazendo com que toda a pregação teórica se torne uma grande mentira!
Será que Dawkins tinha razão, ou seja, será que o homem nasce com características egoísta e amoral, por força do tal “gene egoísta” e só evolui por causa disso? Será que não há lugar para a compaixão para uma mente em evolução?
Será que a religiosidade tentaria reverter esse processo, tentando transformar o ser humano em um ser altruísta e moral, mas a força de seus genes seria tão forte que nem os líderes dessas religiosidades conseguiriam vencer seus genes durante as vinte e quatro horas de seus dias, explicando assim as atitudes contrárias ao que pregam? Mandem suas observações. Vamos discutir o assunto?
____________________
1. Dalai Lama na Emory University: (http://dalailama.emory.edu/2010/compassion.html)
2. Dawkins, Richard. O Gene Egoísta. Companhia das Letras, 2007.
Temos ouvido muito falar que o nível de moralidade na sociedade caiu muito como consequência da redução do ensino religioso nas escolas. Muitos acreditam que devemos analisar essa questão a fundo, para rever as decisões dessa eliminação. Eu não condeno essa ideia, mas acredito que precisamos fazer uma pesquisa um pouco diferente antes de tomarmos qualquer decisão a respeito. E essa pesquisa deve ser iniciada com a conduta moral dos religiosos, principalmente os ministros religiosos, em sua vida prática, tanto em relação à sua família, como em relação ao seu relacionamento social, afetivo, político, profissional e comercial, já que o exemplo é o verdadeiro caminho para uma melhor educação em todos os níveis.
Numa entrevista no Emory University em 2010, Dalai Lama disse que, para ele, a moralidade tem tudo a ver com a compaixão, com o altruísmo. Já Richard Dawkins diz que nós, humanos, somos melhores do que os nossos “genes egoístas” gostariam que fossemos, já que a nossa evolução está ligada a essa natureza egoísta. Dalai Lama é um dos grandes símbolos da religiosidade mundial não cristã. Richard Dawkins, por sua vez, é um dos grandes símbolos do ateísmo mundial e prega a eliminação de todas as formas de religiosidade, tentando provar que é a religião quem estraga a sociedade! Seu livro: “Deus: um delírio” diz tudo!
Logo após darmos início às nossas pesquisas verificamos que, na teoria, todas as religiões pregam o altruísmo, independente da denominação, incluindo todas as ramificações, desde as monoteístas, representadas principalmente pelos judeus, cristãos e muçulmanos, com entre as politeístas, representadas principalmente pelos budistas.
Mas nossa dúvida é a parte prática desses religiosos, principalmente a prática daqueles que representam suas denominações e pregam tais valores em público. Como entender o comportamento egoísta, corrupto e amoral, muitas vezes até imoral, de pessoas em posições tão influentes em suas comunidades religiosas, não no momento em que estão em púlpito, mas em sua prática diária, fora das suas igrejas?
Tenho observado comportamentos perversos, atitudes intolerantes, práticas imorais, declarações levianas e muito mais, por parte de representantes de algumas comunidades religiosas que se dizem cristãs, fazendo com que toda a pregação teórica se torne uma grande mentira!
Será que Dawkins tinha razão, ou seja, será que o homem nasce com características egoísta e amoral, por força do tal “gene egoísta” e só evolui por causa disso? Será que não há lugar para a compaixão para uma mente em evolução?
Será que a religiosidade tentaria reverter esse processo, tentando transformar o ser humano em um ser altruísta e moral, mas a força de seus genes seria tão forte que nem os líderes dessas religiosidades conseguiriam vencer seus genes durante as vinte e quatro horas de seus dias, explicando assim as atitudes contrárias ao que pregam? Mandem suas observações. Vamos discutir o assunto?
____________________
1. Dalai Lama na Emory University: (http://dalailama.emory.edu/2010/compassion.html)
2. Dawkins, Richard. O Gene Egoísta. Companhia das Letras, 2007.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Indice do INEP afixado nas escolas
POLÊMICA DA DIVULGAÇÃO DO ÍNDICE DO INEP
Amigos, todos sabemos que divulgar resultados baixos das escolas pode fazer com que os gestores tomem providências para melhorar a prática do ensino daquela sua instituição, mas há um problema imenso que parece estar sendo esquecido pela mídia e pela maioria dos educadores: O IMENSO PREJUÍZO QUE ISSO CAUSARÁ NA PRÁTICA DA INCLUSÃO SOCIAL!
A partir do momento em que for obrigatório colocar a placa com o índice do INEP na porta da escola, nenhum gestor escolar vai querer ver seu índice mais baixo do que a outra escola do mesmo bairro, porque nenhum pai vai querer matricular seu filho naquela escola.
Para isso ele precisará tomar dois tipos de providências:
1ª) Estudar uma forma de melhorar, junto com seus professores, a prática educacional da escola. Essa é realmente a parte positiva!
2ª) Ele vai ser obrigado a fazer exatamente o que todas as escolas particulares fazem em relação aos alunos ditos “não normais”, ou seja: SELECIONÁ-LOS NA ENTRADA, OU EXCLUÍ-LOS SUTILMENTE POR MEIO DE REPROVAÇÕES, DURANTE O PROCESSO DA APRENDIZAGEM, AUMENTANDO O NÍVEL DE SUAS PROVAS.
Resultado:
Não teremos NUNCA MAIS qualquer possibilidade de exercer a INCLUSÃO SOCIAL de alunos com deficiência cognitiva, bloqueios emocionais que causam dispersão e sintomas semelhantes aos de déficit de atenção, e de nenhum outro aluno que não seja perfeitamente NORMAL e com entusiasmo pelo aprendizado!
Será que ninguém percebe que classificar escolas pelo rendimento de seus alunos pode trazer essa terrível consequência? Ou será que ninguém está percebendo a realidade que ocorre dentro das salas de aula das escolas particulares “ditas de excelência”??????
Será que as famílias nunca observaram que os seus filhos menos capazes cognitivamente foram EXCLUÍDOS dessas escolas, não por “burrice” de seu filho, mas pela GANÂNCIA desses gestores?
E será que ninguém percebe que isso DESTRÓI DEFINITIVAMENTE a possibilidade dessas crianças virem a se entusiasmar por qualquer tipo de estudo?
Amigos! Só existe uma solução para melhorar o nível REAL das escolas nacionais e isso não passa por divulgação de índices. Divulgar índices só traz a impressão que o sistema está trabalhando, o que é um grande engano nacional!
Trabalhar para melhorar a educação e, consequentemente, a sociedade, é trabalhar exaustivamente a capacitação verdadeira dos professores e gestores.
Mas não da forma corrupta que está sendo desenvolvida, ou seja, impingindo-se teorias sem a discussão das verdadeiras práticas.
Há necessidade de apoio muito presente e constante em reuniões de professores, com o objetivo de tirar as suas constantes dúvidas em relação ao exercício da docência séria e competente e em relação a desenvolver o seu conhecimento em relação a todos os tipos de alunos.
Há necessidade de se treinar, de forma intensa e presente, as famílias, já que elas estão totalmente “perdidas” em relação a forma correta de educar seus filhos.
Isso sim é que precisa ser feito, mas isso dá muito trabalho e não aparece na mídia nem dá “pontos no IBOPE”.
Se não tomarmos esse caminho, não há índice que sirva para melhorar nada realmente nesse país.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
TDAH - polêmica do metilfenidato
Déficit de Atenção com Hiperatividade real – polêmica do metilfenidato
Lembrando sempre que temos que esgotar totalmente todas as possibilidades da sintomatologia não ser proveniente de bloqueio emocional causado por falta de limites, relacionamento familiar incorreto, sensação de abandono ou outras causas emocionais e comportamentais, vamos a algumas análises relacionando tais sintomas com a polêmica do metilfenidato.
Em outro artigo analisaremos as razões de determinados compostos na alimentação das crianças estarem sendo apontadas como causa da hiperatividade e do déficit de atenção.
Vamos ver então a polêmica do metilfenidato:
A Academia Americana de Pediatria publicou os resultados de uma pesquisa sobre a utilização de medicamentos à base de metilfenidato (Ritalina do laboratório Novartis Biociências e CONCERTA do laboratório Janssen Cilag) para os portadores de TDAH.
O artigo teve por base a suspeita de que um dos efeitos colaterais mais prejudiciais para as crianças e adolescentes que utilizam tais medicamentos à base do metilfenidato seja o perigo de instabilidade cardíaca.
O medicamento é um leve estimulante do sistema nervoso central, servindo tanto para o TDAH como também para a narcolepsia e diversas outras anomalias.
Durante os testes em crianças com TDAH foi verificado que ocorre aumento em sua pressão arterial e, naturalmente, aumento em sua frequência cardíaca, mas que essa alteração não apresenta qualquer tipo de risco cardíaco.
A divulgação desse resultado parece ter a intenção de tranquilizar pais e professores que, na dúvida da existência da doença, e sem paciência para analisar as verdadeiras causas do comportamento inadequado das crianças, preferem insistir com os médicos no diagnóstico do TDAH, para iniciar imediatamente o tratamento medicamentoso.
Mais uma vez observamos a tentativa de banalizar o diagnóstico de TDAH, tentando agora mostrar que, mesmo não se tendo certeza absoluta de que o filho tem a doença, não é inseguro dar o remédio como forma de precaução!
Vamos a alguns pontos muito importantes:
1. Nem todo aluno inquieto ou agressivo tem TDAH.
2. Muitos alunos com capacidade cognitiva muito elevada tem tendência a ser inquieto em sala, com sintomas semelhantes ao do TDAH.
3. Muitos alunos que se consideram abandonados por seus pais tem tendência a quer “aparecer” em sala, principalmente transgredindo. Uma das transgressões é a inquietação em sala de aula, além da agressividade, semelhante aos sintomas do TDAH.
4. Muitos alunos com dificuldade cognitiva tentam compensar sua baixa autoestima exagerando sua inquietação e agressividade, de forma semelhante aos sintomas de TDAH.
5. Muitos alunos portadores reais de TDAH poderão acelerar seu processo de melhora comportamental por meio do exercício dos limites com afetividade por parte dos seus pais e dos seus professores.
Em virtude disso não acreditamos que seja conveniente prescrever tratamento medicamentoso para todas essas crianças apenas como prevenção!
Ora! Analisemos com cuidado esse fato! É remédio. É química! É algo que está sendo ministrado a uma criança ou a um adolescente e que, certamente, estará interferindo no funcionamento normal de seu cérebro. Então, qualquer dúvida sobre a existência da doença deve ser muito bem analisada para evitar consumo desnecessário de uma droga que, no mínimo, provocará o aumento de sua pressão arterial e o aumento de sua frequência cardíaca. Para que correr riscos?
Precisamos entender muito bem cada criança ou adolescente para evitar um diagnóstico precipitado que poderá colocar sua saúde em risco, sem a menor necessidade.
No próximo artigo comentaremos sobre os estudos sobre a influência dos alimentos com corantes artificiais e outras substâncias nas causas do TDAH.
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Diferentes formas de TDAH
As diferentes formas de TDAH:
Temos que separar alguns elementos básicos nessa abordagem, para evitar confusões de interpretação que, certamente, prejudicarão o correto acompanhamento e o desenvolvimento das crianças e adolescentes que apresentem os sintomas específicos de TDAH.
Aspecto 1) Hiperatividade verdadeira, que é a doença diagnosticada corretamente, por profissional habilitado.
Aspecto 2) Déficit de atenção verdadeiro, que também é doença, normalmente associada à hiperatividade, desde que diagnosticada corretamente por profissional habilitado.
Aspecto 3) Dificuldade de atenção de um hiperativo, causada apenas pela falta de interesse em determinados assuntos, eventos ou fatos.
Aspecto 4) Inquietação excessiva por parte do aluno com elevada capacidade cognitiva, devido a achar o assunto da aula ou a forma didática muito banal, desinteressante ou desestimulante.
Aspecto 5) Inquietação excessiva por parte do aluno com dificuldade de entendimento, por se achar incapaz de acompanhar as explicações do professor ou o nível da sua turma.
Aspecto 6) Inquietação excessiva por parte do aluno proveniente de um ambiente familiar com características de educação equivocada, sem imposição de limites, com violência doméstica, abusos diversos ou abandono intelectual, afetivo e emocional.
Aspecto 7) Dificuldade cognitiva por parte de aluno com baixa autoestima, proveniente de ambiente familiar inadequado, sem estímulo cognitivo e sem apoio afetivo e emocional.
Nosso primeira preocupação deve ser: analisar se o aluno está enquadrado em um dos aspectos numerados de 3 a 7. Isso demanda um intenso e cuidadoso trabalho de observação e acompanhamento dos alunos por parte de profissionais de educação, preferencialmente aqueles com conhecimento e prática psicopedagógica ou neuropedagógica.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
DÊ A SEU FILHO A CHANCE DE SER FELIZ!
Muitos pais desejam a felicidade de seus filhos da mesma forma que desejam um copo de cerveja ou uma xícara de café, ou seja, sem dar a devida importância e sem entender que um desejo desse porte significa uma grande responsabilidade de atitudes e de pensamentos.
Para conseguir essa felicidade estampada para sempre no sorriso e nas atitudes de nossos filhos, devemos, antes de qualquer coisa, entender um pouco do processo de formação da sua mente para interferirmos no momento certo e da forma correta.
Não há qualquer mistério e nem é, absolutamente, complicado, mas precisa de dedicação, sinceridade de propósitos e um elevado grau de responsabilidade. E embora muitas sejam as técnicas e as recomendações, basta seguir uma delas que o resultado será percebido em pouco tempo.
Vamos comentar hoje sobre a necessidade da criança se sentir satisfeita emocionalmente durante sua formação. Mas vamos entender, principalmente, o que significa essa satisfação emocional.
A aparente felicidade que a criança mostra quando todas as suas vontades são satisfeitas é um sentimento de felicidade passageiro, acompanhado de uma ansiedade de insatisfação futura.
Ela se acostumará a se sentir satisfeita a partir da realização de suas vontades pelos outros, ou seja, sempre dependerá da boa vontade dos outros para se sentir feliz.
Essa criança será um adulto cuja satisfação dependerá sempre de ter mais que os outros, criando, em seus objetivos de vida, uma grande dependência material, gerando, como consequência, uma forte insegurança emocional, ao perceber que poderá perder suas posses ou parte delas.
Para obtermos a verdadeira satisfação da criança devemos ensiná-la a entender, controlar e direcionar suas vontades de forma produtiva. E é exatamente quando alguém que a ama, a controla e a ensina a se controlar, que ela começa a construir registros mentais interiores de segurança e satisfação emocional.
A criança precisa estar segura emocionalmente em todos os momentos, e isso só acontece quando ela sente que alguém, que ela ama, está delimitando seus passos e suas percepções, trazendo uma verdadeira sensação de proteção e de amor.
O atendimento de todas as suas vontades e a falta de limites cria na criança a sensação de abandono e perda de referência. O que pode, a princípio, ser entendido como sinal de liberdade e felicidade, cria, na realidade, a perda da vontade de conquistar e a perda do sentido da própria vida. Uma criança sem limites é um adulto sem perspectivas de vida e permanentemente insatisfeito com o mundo.
A criança sem controle é a que, mais tarde, revolta-se exatamente com aqueles que fizeram todas as suas vontades, engrossando os noticiários dos jornais por meio de crimes contra os próprios pais ou avós, abalando a sociedade.
Os limites devem ser sempre claros e bem explicados e as punições jamais devem ser esquecidas. Deixar de cumprir uma promessa de punição tem o mesmo resultado da ausência do próprio limite e os resultados são sempre negativos.
A criança ou o adolescente deve estar seguro também de que, a qualquer momento, ele conta com o amor e a compreensão do pai e da mãe, mesmo que os pais estejam separados. Separados ou não a responsabilidade dos dois é a mesma, assim como são as mesmas as necessidades dos filhos. Para a criança o pai e a mãe são duas partes imprescindíveis de sua segurança emocional, não havendo qualquer possibilidade de escolha. Ela precisa de um e de outro e nunca de um ou de outro!
Se os pais estão separados, o trauma da perda provoca um choque emocional que só pode ser aliviado ou compensado quando ambos, ex-marido e ex-mulher, aprendem que, junto do filho, só devem falar das qualidades do ex-parceiro. Qualquer comentário negativo sobre o ex-cônjuge é sentido pela criança como uma agressão a si mesmo, o que a deixa insegura e infeliz. E para agir corretamente basta fazer o exercício da descoberta de valores e virtudes de seu ex-parceiro. Por pior que as pessoas sejam ou tenham sido, sempre possuem alguma qualidade. Prenda-se nela quando estiver com seu filho. Esqueça os defeitos.
Se os pais estão juntos a preocupação deve ser a de demonstrar permanentemente a segurança da relação conjugal. Nada perturba mais a formação mental de uma criança do que o receio de uma separação ou uma briga entre os pais. Exercícios de tolerância e de compreensão mútua devem ser realizados constantemente, principalmente quando o filho estiver por perto. Os frutos dessas atitudes são os melhores possíveis.
Esse amor deve ser incondicional e sem chantagens emocionais. E esse amor deve ser exercitado, a cada momento, com gestos simples e sinceros que valem muito mais do que qualquer riqueza material. Abraçar, ouvir e criar um ritual! Esses são nossos principais conselhos para esse passo.
Abraçar significa dar um forte e seguro abraço no filho, transmitindo e recebendo a energia mútua do amor existente em ambos. É o alimento da alma.
Ouvir significa estar atento aos momentos em que o filho precisa ser ouvido. Devemos aproveitar cada momento para exercitar essa escuta ativa, ou seja, escutar com atenção e sem interrupções, tudo aquilo que o filho tem a dizer, evitando concluir as frases ou dar conselhos apressados e possivelmente equivocados.
Criar o ritual de segurança emocional é a parte mais importante e eficaz. Pelo menos uma vez por semana, de preferência no mesmo dia e hora, estabeleça o ritual da conversa íntima entre toda a família, sem televisão, sem rádio ou qualquer interferência externa. Todos devem sentir a simples presença da integração familiar. É uma conversa de amigos, livre e descontraída, onde haja ambiente para a liberdade de expressão, onde os pais devem mais ouvir do que falar. A segurança emocional resultante desses rituais é realmente algo inacreditável, principalmente quando se deixa claro que esses momentos serão sempre repetidos e respeitados.
Esses são os principais alicerces da segurança emocional que servem como blocos para a construção da verdadeira cultura do caráter de seu filho e assim garantir a sua felicidade.
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sábado, 25 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
RESPONSABILIDADE pela INCLUSÃO
As escolas e professores que seguem a orientação metodológica IUPE estão no décimo primeiro dia do mês dedicado ao valor RESPONSABILIDADE. Os alunos estão com a incumbência de apresentar qualquer tipo de texto ou trabalho ligado ao tema e os professores são solicitados a introduzir os conceitos desse valor em alguns assuntos de suas aulas.
Para auxiliar essa tarefa, nada melhor do que o vídeo mostrando um dos mais interessantes atos de RESPONSABILIDADE pela INCLUSÃO de um colega em classe, num momento em que ele mais precisa desse apoio emocional:
Para auxiliar essa tarefa, nada melhor do que o vídeo mostrando um dos mais interessantes atos de RESPONSABILIDADE pela INCLUSÃO de um colega em classe, num momento em que ele mais precisa desse apoio emocional:
domingo, 5 de junho de 2011
Domínio de Classe
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sábado, 4 de junho de 2011
Ao Professor
Uma citação causou polêmica: "Não existe mau aluno. Existe mau professor."
Foi para refletir mesmo e para causar polêmica! Afinal, a maioria dos professores prefere colocar a responsabilidade da falta de educação doméstica, ou em alguma doença, ou até na índole desse aluno, do que ter que repensar sua forma de lidar com eles de maneira a contribuir para seu processo de transformação comportamental.
Vamos aos fatos:
A) O procedimento mais comum:
Constata-se a existência do aluno mau. Se ele está se comportando assim na escola, é porque não houve a educação doméstica adequada. É verdade! Os professores, então, para poder "dar sua aula" para os alunos bons, mandam avisos para casa, advertências e suspensões, até o extremo da expulsão desse aluno. A turma passa a ser constituída apenas dos alunos bons e daqueles que, com receio de serem excluídos, passam a se comportar de forma semelhante aos bons.
O aluno mau não existe mais. Ele agora vai atrapalhar outro professor e outros alunos em outra escola, ou vai fazer parte de alguma gangue de rua, aumentando o índice de menores na criminalidade. Estamos livres dele! Melhoramos o nosso ambiente educacional! Nossa escola agora é uma escola modelo! Todos educados, estudiosos, todos sendo aprovados nos vestibulares e nos concursos. Nossa vida de educador passou a ser um paraíso!
Tudo ótimo até que, um dia, quem sabe, sejamos assaltados por ele na rua. Mas, mesmo nesse caso, dificilmente acharemos que a existência daquele marginal tem a ver com a atitude que tomamos de simplesmente o excluirmos de nossa sala. Colocaremos a culpa no sistema, nos dirigentes escolares, nos governantes ou nas famílias e continuaremos nossa vida normal, dando aulas para os alunos bons e sendo assaltados pelos nossos ex-alunos maus.
B) A fuga da responsabilidade:
Quando analisamos o mau resultado do procedimento mais comum, ao invés de vermos professores preocupados em encontrar soluções adequadas, constatamos uma forte tendência para fugir da responsabilidade, principalmente quando alguém, como eu, insiste em dizer que nós somos os principais responsáveis pelo resgate desses alunos perdidos!
Mais interessante ainda, e também comum, é quando esses professores que desejam "lavar as mãos", passando a culpa para o sistema, declaram em alto e bom som: "Suas ideias são muito boas na teoria. Na prática não funciona".
A educação nunca se livrará de seus problemas enquanto os educadores estiverem convencidos de que não são capazes de mudar alguma coisa, nem de provocar a transformação de alunos maus em alunos bons.
Nossas ideias não são teorias, mas resultado de aplicação prática, em sala de aula, com todos os tipos de alunos, principalmente aqueles considerados irritantes, inquietos, agressivos ou desinteressados. Não procure encontrar impecilhos em tudo o que você encontra pela frente.
C) Procedimento ideal:
Constata-se a existência do aluno mau. Se ele está se comportando assim na escola, é porque não houve a educação doméstica adequada. É verdade! Tudo igual até aqui. Agora vamos dar alguns passos importantes, todos necessários, mesmo que trabalhosos, mas vamos apenas apresentar seis passos, para que cada um, inicialmente, planeje a sua forma de enfrentar cada desafio:
1º) Procurar identificar as causas externas (ausência dos pais, educação equivocada, abuso físico ou sexual, abuso psicológico, mau exemplo, etc.);
2º) Procurar meios de interferir nessas causas (com auxílio do Conselho Tutelar ou outro organismo qualquer);
3º) Procurar encontrar, no aluno, o seu foco de interesse, para ganhar sua confiança;
4º) Estimulá-lo a partir da descoberta de seu foco de interesse;
5º) Reconhecer seu trabalho para aumentar sua autoestima;
6º) Criar métodos para incluí-lo no grupo de colegas.
Foi para refletir mesmo e para causar polêmica! Afinal, a maioria dos professores prefere colocar a responsabilidade da falta de educação doméstica, ou em alguma doença, ou até na índole desse aluno, do que ter que repensar sua forma de lidar com eles de maneira a contribuir para seu processo de transformação comportamental.
Vamos aos fatos:
A) O procedimento mais comum:
Constata-se a existência do aluno mau. Se ele está se comportando assim na escola, é porque não houve a educação doméstica adequada. É verdade! Os professores, então, para poder "dar sua aula" para os alunos bons, mandam avisos para casa, advertências e suspensões, até o extremo da expulsão desse aluno. A turma passa a ser constituída apenas dos alunos bons e daqueles que, com receio de serem excluídos, passam a se comportar de forma semelhante aos bons.
O aluno mau não existe mais. Ele agora vai atrapalhar outro professor e outros alunos em outra escola, ou vai fazer parte de alguma gangue de rua, aumentando o índice de menores na criminalidade. Estamos livres dele! Melhoramos o nosso ambiente educacional! Nossa escola agora é uma escola modelo! Todos educados, estudiosos, todos sendo aprovados nos vestibulares e nos concursos. Nossa vida de educador passou a ser um paraíso!
Tudo ótimo até que, um dia, quem sabe, sejamos assaltados por ele na rua. Mas, mesmo nesse caso, dificilmente acharemos que a existência daquele marginal tem a ver com a atitude que tomamos de simplesmente o excluirmos de nossa sala. Colocaremos a culpa no sistema, nos dirigentes escolares, nos governantes ou nas famílias e continuaremos nossa vida normal, dando aulas para os alunos bons e sendo assaltados pelos nossos ex-alunos maus.
B) A fuga da responsabilidade:
Quando analisamos o mau resultado do procedimento mais comum, ao invés de vermos professores preocupados em encontrar soluções adequadas, constatamos uma forte tendência para fugir da responsabilidade, principalmente quando alguém, como eu, insiste em dizer que nós somos os principais responsáveis pelo resgate desses alunos perdidos!
Mais interessante ainda, e também comum, é quando esses professores que desejam "lavar as mãos", passando a culpa para o sistema, declaram em alto e bom som: "Suas ideias são muito boas na teoria. Na prática não funciona".
A educação nunca se livrará de seus problemas enquanto os educadores estiverem convencidos de que não são capazes de mudar alguma coisa, nem de provocar a transformação de alunos maus em alunos bons.
Nossas ideias não são teorias, mas resultado de aplicação prática, em sala de aula, com todos os tipos de alunos, principalmente aqueles considerados irritantes, inquietos, agressivos ou desinteressados. Não procure encontrar impecilhos em tudo o que você encontra pela frente.
C) Procedimento ideal:
Constata-se a existência do aluno mau. Se ele está se comportando assim na escola, é porque não houve a educação doméstica adequada. É verdade! Tudo igual até aqui. Agora vamos dar alguns passos importantes, todos necessários, mesmo que trabalhosos, mas vamos apenas apresentar seis passos, para que cada um, inicialmente, planeje a sua forma de enfrentar cada desafio:
1º) Procurar identificar as causas externas (ausência dos pais, educação equivocada, abuso físico ou sexual, abuso psicológico, mau exemplo, etc.);
2º) Procurar meios de interferir nessas causas (com auxílio do Conselho Tutelar ou outro organismo qualquer);
3º) Procurar encontrar, no aluno, o seu foco de interesse, para ganhar sua confiança;
4º) Estimulá-lo a partir da descoberta de seu foco de interesse;
5º) Reconhecer seu trabalho para aumentar sua autoestima;
6º) Criar métodos para incluí-lo no grupo de colegas.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Neuropedagogia: o estágio neuropedagógico
O estágio neuropedagógico
A neuropedagogia é o ramo da pedagogia que visa compatibilizar o “software cognitivo” (técnicas de ensino) com o “hardware cognitivo” (cérebro humano).
O neuropedagogo é o profissional que vai integrar à sua formação pedagógica o conhecimento adequado do funcionamento do cérebro, para melhor entender a forma como esse cérebro recebe, seleciona, transforma, memoriza, arquiva, processa e elabora todas as sensações captadas pelos diversos elementos sensores para, a partir desse entendimento, poder adaptar as metodologias e técnicas educacionais a todas as crianças e, principalmente, aquelas com características cognitivas e emocionais diferenciadas.
O neuropedagogo terá que estar em busca constante dos necessários conhecimentos sobre as anomalias neurológicas (da neurologia), psiquiátricas (da psiquiatria), neuróticas (da psicanálise) e comportamentais (da psicologia) existentes, para desenvolver seu trabalho de acompanhamento pedagógico, desenvolvimento cognitivo e harmonização emocional das crianças que apresentem os sintomas dessas anomalias.
O profissional de neuropedagogia, portanto, é um dos elementos mais importantes para as instituições que desejam desenvolver um verdadeiro e harmonioso processo ensino-aprendizagem.
A primeira etapa de seu estágio, que na realidade será uma amostra do trabalho que desenvolverá, consiste na identificação das crianças que apresentem tais sintomatologias para escolher a que será acompanhada.
Escolhida a criança, o registro de todo o acompanhamento deve ser feito desde o início, com uma anamnese a mais completa possível. Isso deve ser efetuado por meio de entrevista com a criança ou: por observação própria; por exame de relatório de professores e coordenadores; pela leitura de laudos médicos; por entrevistas com os familiares e todos os que com ela convivem e todos os demais meios que estiveram à sua disposição.
Cópias dos laudos médicos devem fazer parte dessa pasta. Entre os detalhes a observar estão as suas características cognitivas, emocionais, psíquicas e comportamentais.
A segunda etapa consiste na análise de todas as habilidades e possibilidades já desenvolvidas pela criança. Para essa etapa há necessidade de se preparar os pais, familiares, professores e todas as pessoas que lidam com a criança, incluindo os médicos, para o que chamamos de observação positiva.
Normalmente observamos que todos comentam apenas as deficiências e as dificuldades da criança, fazendo comparações com as crianças consideradas normais. Para o trabalho neuropedagógico precisamos apenas dos aspectos positivos de seu comportamento e habilidades, já que todo trabalho se baseia no desenvolvimento dessas habilidades do estado em que estiverem.
Assim sendo todos os entrevistados devem ser orientados a relatar apenas todas as habilidades que já foram observadas nessa criança, ignorando suas deficiências ou inabilidades.
Laudos médicos devem ser vistos pela sua parte positiva, mesmo que tenhamos que solicitar daqueles profissionais uma nova análise da criança. O profissional médico precisa estar ciente de que as anomalias, as dificuldades e as impossibilidades só interessam à medicina para efeito de tratamento.
O processo de acompanhamento neuropedagógico só leva em consideração as possibilidades e habilidades da criança, já que todo o trabalho parte da identificação e desenvolvimento dessas habilidades para que, a partir delas, tenha início o caminho de sua recuperação plena e integração ao grupo social de forma produtiva.
A terceira etapa prevê o contato com o médico, com o psicólogo, com o psicanalista ou com o fonoaudiólogo, caso isso seja possível. Em algumas cidades do interior essa etapa não terá condições de ser realizada. O neuropedagogo deve apresentar-se para discutir com esse profissional alguma sugestão de acompanhamento que possa vir a auxiliar o tratamento neurológico, psiquiátrico, psicológico, psicanalítico ou fonoaudiológico que está sendo realizado.
A partir dessas três etapas iniciais o neuropedagogo inicia o trabalho de acompanhamento terapêutico sempre voltado para a orientação dos pais e professores na forma correta de se conseguir o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental, colocando em prática os ensinamentos absorvidos durante os módulos e, principalmente, em debates e estudos em grupo ou individuais realizados com base no aprendido.
É importante que durante todos os momentos desse acompanhamento o neuropedagogo e todas as pessoas envolvidas com a criança estejam conscientes de que:
1) Cada criança deve ser vista como um ser humano diferente de todos, quase um extra-terrestre, cujas características não podem e não devem ser comparadas às de nenhuma outra criança. A observação deve ser feita com base no aprendizado de suas características como sendo únicas no mundo.
2) As únicas comparações permitidas são entre a criança hoje e ela mesma ontem, para efeito de análise da eficácia do processo neuropedagógico.
3) Todo resultado positivo alcançado pela criança, por menor que seja, deve ser verdadeiramente “sentido com alegria” pelo neuropedagogo e por todos os que a acompanham.
Registro:
O acompanhamento da criança ou do adolescente deve estar sendo registrada desde o primeiro encontro, enfatizando-se cada mínima habilidade detectada, a forma de estimular seu desenvolvimento a os resultados positivos alcançados, por menores que sejam.
A neuropedagogia é o ramo da pedagogia que visa compatibilizar o “software cognitivo” (técnicas de ensino) com o “hardware cognitivo” (cérebro humano).
O neuropedagogo é o profissional que vai integrar à sua formação pedagógica o conhecimento adequado do funcionamento do cérebro, para melhor entender a forma como esse cérebro recebe, seleciona, transforma, memoriza, arquiva, processa e elabora todas as sensações captadas pelos diversos elementos sensores para, a partir desse entendimento, poder adaptar as metodologias e técnicas educacionais a todas as crianças e, principalmente, aquelas com características cognitivas e emocionais diferenciadas.
O neuropedagogo terá que estar em busca constante dos necessários conhecimentos sobre as anomalias neurológicas (da neurologia), psiquiátricas (da psiquiatria), neuróticas (da psicanálise) e comportamentais (da psicologia) existentes, para desenvolver seu trabalho de acompanhamento pedagógico, desenvolvimento cognitivo e harmonização emocional das crianças que apresentem os sintomas dessas anomalias.
O profissional de neuropedagogia, portanto, é um dos elementos mais importantes para as instituições que desejam desenvolver um verdadeiro e harmonioso processo ensino-aprendizagem.
A primeira etapa de seu estágio, que na realidade será uma amostra do trabalho que desenvolverá, consiste na identificação das crianças que apresentem tais sintomatologias para escolher a que será acompanhada.
Escolhida a criança, o registro de todo o acompanhamento deve ser feito desde o início, com uma anamnese a mais completa possível. Isso deve ser efetuado por meio de entrevista com a criança ou: por observação própria; por exame de relatório de professores e coordenadores; pela leitura de laudos médicos; por entrevistas com os familiares e todos os que com ela convivem e todos os demais meios que estiveram à sua disposição.
Cópias dos laudos médicos devem fazer parte dessa pasta. Entre os detalhes a observar estão as suas características cognitivas, emocionais, psíquicas e comportamentais.
A segunda etapa consiste na análise de todas as habilidades e possibilidades já desenvolvidas pela criança. Para essa etapa há necessidade de se preparar os pais, familiares, professores e todas as pessoas que lidam com a criança, incluindo os médicos, para o que chamamos de observação positiva.
Normalmente observamos que todos comentam apenas as deficiências e as dificuldades da criança, fazendo comparações com as crianças consideradas normais. Para o trabalho neuropedagógico precisamos apenas dos aspectos positivos de seu comportamento e habilidades, já que todo trabalho se baseia no desenvolvimento dessas habilidades do estado em que estiverem.
Assim sendo todos os entrevistados devem ser orientados a relatar apenas todas as habilidades que já foram observadas nessa criança, ignorando suas deficiências ou inabilidades.
Laudos médicos devem ser vistos pela sua parte positiva, mesmo que tenhamos que solicitar daqueles profissionais uma nova análise da criança. O profissional médico precisa estar ciente de que as anomalias, as dificuldades e as impossibilidades só interessam à medicina para efeito de tratamento.
O processo de acompanhamento neuropedagógico só leva em consideração as possibilidades e habilidades da criança, já que todo o trabalho parte da identificação e desenvolvimento dessas habilidades para que, a partir delas, tenha início o caminho de sua recuperação plena e integração ao grupo social de forma produtiva.
A terceira etapa prevê o contato com o médico, com o psicólogo, com o psicanalista ou com o fonoaudiólogo, caso isso seja possível. Em algumas cidades do interior essa etapa não terá condições de ser realizada. O neuropedagogo deve apresentar-se para discutir com esse profissional alguma sugestão de acompanhamento que possa vir a auxiliar o tratamento neurológico, psiquiátrico, psicológico, psicanalítico ou fonoaudiológico que está sendo realizado.
A partir dessas três etapas iniciais o neuropedagogo inicia o trabalho de acompanhamento terapêutico sempre voltado para a orientação dos pais e professores na forma correta de se conseguir o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental, colocando em prática os ensinamentos absorvidos durante os módulos e, principalmente, em debates e estudos em grupo ou individuais realizados com base no aprendido.
É importante que durante todos os momentos desse acompanhamento o neuropedagogo e todas as pessoas envolvidas com a criança estejam conscientes de que:
1) Cada criança deve ser vista como um ser humano diferente de todos, quase um extra-terrestre, cujas características não podem e não devem ser comparadas às de nenhuma outra criança. A observação deve ser feita com base no aprendizado de suas características como sendo únicas no mundo.
2) As únicas comparações permitidas são entre a criança hoje e ela mesma ontem, para efeito de análise da eficácia do processo neuropedagógico.
3) Todo resultado positivo alcançado pela criança, por menor que seja, deve ser verdadeiramente “sentido com alegria” pelo neuropedagogo e por todos os que a acompanham.
Registro:
O acompanhamento da criança ou do adolescente deve estar sendo registrada desde o primeiro encontro, enfatizando-se cada mínima habilidade detectada, a forma de estimular seu desenvolvimento a os resultados positivos alcançados, por menores que sejam.
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domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Devaneios
Estive lendo, refletindo, relaxando, e resolvi enviar para vocês algumas ideias:
Programe seu cérebro... Mas procure entender melhor quem você realmente é! A programação tem que ser compatível com a máquina...
Uma boa programação evita o empobrecimento psíquico, a consequente fragilidade comportamental e a passividade perante o mundo.
Aproveite enquanto estamos em um país livre, onde ainda podemos criar nosso futuro a partir de nossa própria força de vontade.
Aproveite enquanto a obra de George Orwell, 1984, e a de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, parecem ser realidade apenas na China!
Aproveite enquanto os matemáticos ainda não conseguiram criar a psico-história, definida por Gaal Dornick como o ramo da matemática que trata das reações dos conglomerados humanos a estímulos sociais e econômicos fixos... (página 25 de "Fundação", de Isaac Azimov)
Mas desligue a TV, porque a Globo já está utilizando essa tecnologia para programar o comportamento, as preferências e as atitudes dos seres humanos...
Depois dessas reflexões volte a realidade e seu dia-a-dia! Mas procure dar um sabor especial, novo e empolgante, aos seus objetivos de vida, à criação de novas perspectivas e ao reconhecimento dos seus valores pessoais. Você merece! Eu também!
Abraços!
Programe seu cérebro... Mas procure entender melhor quem você realmente é! A programação tem que ser compatível com a máquina...
Uma boa programação evita o empobrecimento psíquico, a consequente fragilidade comportamental e a passividade perante o mundo.
Aproveite enquanto estamos em um país livre, onde ainda podemos criar nosso futuro a partir de nossa própria força de vontade.
Aproveite enquanto a obra de George Orwell, 1984, e a de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, parecem ser realidade apenas na China!
Aproveite enquanto os matemáticos ainda não conseguiram criar a psico-história, definida por Gaal Dornick como o ramo da matemática que trata das reações dos conglomerados humanos a estímulos sociais e econômicos fixos... (página 25 de "Fundação", de Isaac Azimov)
Mas desligue a TV, porque a Globo já está utilizando essa tecnologia para programar o comportamento, as preferências e as atitudes dos seres humanos...
Depois dessas reflexões volte a realidade e seu dia-a-dia! Mas procure dar um sabor especial, novo e empolgante, aos seus objetivos de vida, à criação de novas perspectivas e ao reconhecimento dos seus valores pessoais. Você merece! Eu também!
Abraços!
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