Ensaios e crônicas de Roberto Andersen, presidente do Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação - Educador e Psicanalista dedicado à pesquisa neuro-psico-cognitiva e voltado para o desenvolvimento de metodologias educacionais transformadoras.
A Alergia Alimentar, embora ainda seja desprezada por muitos
profissionais de medicina, é hoje um dos problemas que mais cresce no mundo!
Essas alergias afetam, principalmente, crianças e
adolescentes com T.E.A. (Transtorno de Espectro Autista) e com T.D.A.H
(Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).
O profissional médico mais preparado para o entendimento
desse assunto em crianças e em adolescentes é o pediatra com especialização em
gastrenterologista, imunopatologia e nutrição, significando uma preparação de aproximadamente
nove anos de estudos, que é um investimento difícil de ser realizado.
Para tratar dessa alergia no TEA e no TDAH há necessidade
de, inicialmente, realizar exames de intolerância alimentar para, depois dos
resultados, elaborar dietas específicas, sem os elementos considerados “não
toleráveis” pelo organismo daquele paciente.
Mas como o tratamento inicial consiste, basicamente, em
dietas específicas, sem a necessidade imediata de prescrição de medicamentos, surge
uma grande dificuldade:
Não há qualquer interesse, por parte da indústria
farmacêutica, em financiar tais pesquisas, nem de apresentar tais trabalhos em
seus congressos, já que o tratamento não inclui prescrição de medicamentos, não
trazendo, para ela, qualquer retorno financeiro;
Devido a isso as fontes de financiamento ficam mais escassas
e a divulgação dos resultados das pesquisas ficam restritos a congressos
financiados exclusivamente por universidades e poder público, mesmo assim, se
não estiverem influenciados pela indústria farmacêutica.
Devido a essa característica de tratamento sem medicamentos,
percebemos que as próprias universidades sofrem pressão das indústrias
farmacêuticas, claramente contrárias a tais divulgações, para que tais estudos
sejam considerados irrelevantes ou sem comprovação científica confiável.
Para combater essas alegações da máfia dos medicamentos, eu
alerto que, só o cientista médico Aderbal Sabrá, brasileiro livre-docente e
doutor em pediatria, pós-doutor em gastrenterologia e pós-doutor em imunologia,
só ele, já tem mais de vinte trabalhos sobre o assunto, que são comprovações
científicas sérias, publicadas nas principais revistas científicas mundiais.
Seu livro “Manual de Alergia Alimentar”, ensina aos demais médicos
cada detalhe de seus estudos. A obra foi publicada pela Editora Rubio.
E para reforçar mais ainda o caminho das comprovações,
William Shaw, cientista médico americano, reuniu, para cada assunto de seus
estudos, vinte a trinta comprovações científicas já publicadas nas principais
revistas de divulgação científica do mundo.
Sua obra, Tratamentos Biológicos do Autismo e TDAH mostra
todos esses detalhes.
Dizer, então, que o tratamento biológico do TEA e do TDAH é
terapia não comprovada cientificamente é, no mínimo, uma prova de analfabetismo
científico provocado pela falta total de estudos sobre o assunto, ou tem alguma
outra intenção ainda menos nobre.
Vamos ver, então, de que forma poderemos tentar reduzir esse
crescente avanço na alergia alimentar em todo o mundo.
Aleitamento materno exclusivo
O ponto básico para que se tente reduzir essa incidência
alarmante é pelo incentivo ao aleitamento materno exclusivo, até que a criança
alcance seus oito meses de idade, pelo menos.
Toda criança nasce com predisposição a ser alérgica. É
durante o aleitamento materno exclusivo, nesses oito meses, que ocorre a
conversão dessa predisposição, reduzindo bastante essa tendência, ou até a
eliminando.
Excesso de higiene
Outra situação que estimula a alergia é a higiene exagerada,
iniciando pelo parto cesariana, que elimina o primeiro contato do bebê com os
líquidos do tubo vaginal, que formariam a primeira flora intestinal rica em
probióticos.
Sendo cesariana não há essa formação da maneira natural. E
ainda pode piorar mais, quando os pais começam a dar, ao bebê, fórmulas esterilizadas,
sob recomendações de amigos, parentes, etc...
Antibióticos e antiácidos
O uso indiscriminado de antibióticos, para tratamento de
todo tipo de infecção respiratória, assim como de antiácidos, para problemas no
trato digestivo, também colabora, negativamente, para a formação da flora
intestinal, ou seja, a criança perde toda a proteção natural que a flora bem
formada daria.
Para concluir recomendo que os pais, ao suspeitarem de
alguma característica do filho que possa ser confundida com autismo ou TDAH,
que procure um pediatra que esteja atualizado no conhecimento gastrenterológico,
imunopatológico e nutricional, ou que, pelo menos, tenha conhecimento do
trabalho de Aderbal Sabrá, cujo livro foi escrito exatamente para orientar os
médicos que não completaram seu ciclo de formação completo em relação ao
autismo e TDAH.
Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a
leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o
entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso,
enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus
dezoito anos de idade.
Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu
sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon,
Freud, Piaget e Vygotsky.
Assistam ao vídeo, mas é importante deixar claro alguns
pontos que parecem não terem sido corretamente entendidos ou foram mal
explicados por mim no vídeo:
Importante deixar claro que a escola ou os professores podem
exigir um laudo médico à família, com a finalidade de tomar conhecimento de
alguma doença, transtorno ou síndrome que precise de atenção especial em
relação à sua saúde, como por exemplo: saber se o aluno toma remédio controlado
para evitar estado agressivo ou descontrole psíquico, se costuma apresentar
problemas de convulsão ou outros, que possam trazer perigo a ele mesmo ou aos
seus colegas.
Quanto a necessidade de o aluno precisar ser acompanhado de
forma especial para fins de aprendizagem, o que constitui o AEE, essa análise e
essa decisão, ficam exclusivamente por conta da escola e de seus profissionais
ligados à educação, sem necessidade de qualquer laudo médico.
Segue a Nota Técnica do MEC sobre o assunto:
NOTA TÉCNICA Nº 04/ 2014/ MEC/ SECADI/ DPEE de 23/01/2014:
(...)Neste liame não se pode considerar imprescindível a apresentação de laudo
médico (diagnóstico clínico) por parte do aluno com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, uma vez que o AEE
caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico. Durante o estudo de
caso, primeira etapa da elaboração do Plano de AEE, se for necessário, o
professor do AEE, poderá articular-se com profissionais da área da saúde,
tornando-se o laudo médico, neste caso, um documento anexo ao Plano de AEE.
Por isso, não se trata de documento obrigatório, mas,
complementar, quando a escola julgar necessário.
O importante é que o direito das pessoas com deficiência à
educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico.
A exigência de diagnóstico clínico dos
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas
habilidades/superdotação, para declará-lo, no Censo Escolar, público alvo da
educação especial e, por conseguinte, garantir-lhes o atendimento de suas especificidades
educacionais, denotaria imposição de barreiras ao seu acesso aos sistemas de
ensino, configurando-se em discriminação e cerceamento de direito(...)
Depois de assistir a uma entrevista com um neurocientista
brasileiro, onde ele recomenda o uso da maconha com fins recreativos, afirmando
que a droga não faz mal algum, me sinto na obrigação de alertar meus amigos,
mais uma vez, para a realidade do problema!
A OMS divulgou recentemente que mais de 12% das mortes no
planeta estão ligadas ao consumo de cigarro, álcool e demais drogas. Essa
revelação surpreendeu os próprios pesquisadores.
Uma das observações mostra que o vício provoca mais danos do
que a intoxicação em si.
Para a intoxicação existe o processo de desintoxicação, que
é realizada, frequentemente, com internação hospitalar ou em clínica especializada.
Muitos artistas passam por essa desintoxicação
frequentemente.
Esse tratamento, entretanto, apenas reduz o efeito das
drogas no organismo, mas não trata o paciente.
E, ainda por cima, aumenta o risco de possíveis overdoses
futuras, já que o organismo perde a tolerância natural, chamada de plasticidade
sináptica.
O correto seria uma intervenção de longo prazo, como é feito
pelos grupos de alcoólicos anônimos.
Foi constatado que o uso continuado provoca alterações duradouras,
o que não significa que sejam definitivas, nos circuitos motivacionais e de
recompensa do cérebro e também na capacidade do córtex pré-frontal de
influenciar as vias neurais ligadas à tomada de decisões.
Os danos no circuito motivacionais e de recompensa levam a
pessoa a perder, aos poucos, a vontade de fazer qualquer coisa que não seja o
uso da droga. Isso significa, inclusive, a perda de todos os seus estímulos
emocionais e sensoriais, inclusive o apetite sexual.
O caso extremo pode ser visto em comunidades de uso do crack,
onde se formam massas humanas vagando como verdadeiros zumbis.
Nos nossos vídeos anteriores já falamos de uma série de outras
consequências do uso de todas as drogas, incluindo as que são lícitas, com
álcool, cigarro e medicamentos prescritos pelos médicos.
A boa notícia hoje é que estão sendo alcançados resultados
positivos visando mexer nos circuitos motivacionais da pessoa para que ela
possa se livrar da submissão à droga, isso nos casos em que o uso continuado
tenha levado a pessoa a um estado de grande submissão.
Nesses casos o tratamento se alia a alguns conceitos da
psicologia científica, desenvolvendo programas de contingenciamento.
Nesses programas são oferecidas pequenas, mas imediatas, recompensas,
em um ambiente clínico adequado, para que o indivíduo prefira aquela recompensa
imediata ao consumo da droga e assim vá se controlando até que sua submissão seja
vencida.
O mesmo resultado tem sido alcançado por meio de processos
punitivos, para que a pessoa prefira não consumir a droga para evitar a punição.
A preocupação maior é a de que tais programas são lentos e
onerosos, já que demandam internação, além do fato de que o estímulo ao consumo
está cada vez mais intenso.
Há muito dinheiro envolvido nesse comércio, e nesse caso, a
correnteza é muito mais forte no sentido do consumo do que no sentido da vida
saudável.
Mas, façamos a nossa parte, alertando todos os nossos
amigos...
É pelo correto entendimento dos objetivos da educação que vão surgir as metodologias mais eficazes e todos os demais processos necessários à construção da igualdade social.
Nesse vídeo estamos respondendo a mais algumas dúvidas importantes sobre o processo de inclusão escolar, visando garantir a todos os alunos, com dificuldades de aprendizagem, um acompanhamento correto.
Every time people ask me about careers and jobs I
immediately remember Plato’s Allegory of the Cave, and the Matrix.
Inside the cave, you cannot see reality but phantoms. This
is the Matrix reality.
If you keep yourself inside the cave, your choices will be
based only on the shadows, projected by a political system, for the sake of the
system itself, but never for the sake of the individuals.
When you see the options, they seem to be a strategy for a
standard collective consciousness, quite convenient to the Matrix dominating
system.
Society suggestions are to choose the job, which will bring you
more money and greater employment facilities.
So, doing this way, your job, your career, your work, will
be aiming at a social goal, but not yours.
They don’t mind if you want to make difference in the world.
They don’t mind on you.
The result will always be: you will be slave of the money
and of the system.
In fact, slave of Matrix.
Your feelings are that you are going to a daily sacrifice, to
get money at the end of the month, to live.
It is the Allegory of the Cave, created by Plato, and very
well represented by MATRIX!
Your life is made up of a few happy moments, generously
allowed by the system, inside a reality of daily sacrifice, plenty of problems,
stress, and so on...
While you're inside the cave, you're just a slave of MATRIX.
What can happen if you leave the cave?
Each of us has an inner reality that needs to be discovered,
stimulated and respected.
Your reality will be discovered only when you get free from
the cave.
The cave make all of us very blind, with no conditions to
find the way out.
Leaving the cave, you can see, there is another meaning for
life, quite different from that one, designed by Matrix, inside the cave.
Outside cave, you realize that you can reverse the concepts about
lack of happiness.
Leaving the cave is, then, the first step to be taken. You will
be by yourself.
The second step is analyzing who you are, for sure, going
very deep inside yourself.
The third step is to identify your feelings, your emotions, your
sensations, totally free from outside opinions.
You have achieved the point in which you are able to start
making your correct choices.
Job and career are your very most important choice.
It will define your life.
Choose your job looking for an activity that brings you
pleasure all time, every day.
You will not wake up to go to work.
You will wake up to go to your pleasure!
You will wake up to make difference in the world!
Choose your job to bring you the sensation of being
acquiring and transmitting knowledge.
Choose your job to bring you the feeling that you are
generating and sharing love.
Choosing your job this way, you will be building the road of
real happiness.
Nessa nossa reunião enfocaremos os seguintes assuntos:
1)Horário de chegada ao colégio e comportamento
2)Educações paralelas: emocional, política, científica e
artística
3)Aprendizagem: reforço com colegas e dificuldades na
mudança de ciclo
4)Aprendizagem: análise da performance da 1ª unidade,
recuperações, perspectivas para a 2ª unidade
5)Participação dos pais na aprendizagem
6)O novo portal com sistema mais eficaz de controle
7)Participação professores e pais
Vamos aos tópicos:
Horário de chegada:
O portão abre às 07h00 e a primeira atividade escolar tem
início às 07h30m.
Como muitos alunos estavam chegando atrasados, levamos
adiante o que combinamos na reunião passada, ou seja, compensar o tempo de
atraso após o meio dia, fazendo algum trabalho sobre a matéria da primeira
aula.
Os alunos do Ensino Fundamental reduziram os atrasos por
causa disso, mas os do Ensino Médio não ligaram para tal punição.
Para eles, então, haverá trabalho dessa matéria a ser
realizado no final de semana seguinte, para entregarem à coordenação na
segunda-feira ao chegar.
Comportamento - bullying:
Nossa orientação aos professores e funcionários é de
encaminhar para punição imediata qualquer aluno autor de bullying.
Mesmo assim algumas ocorrências têm sido verificadas sem que
a direção tenha sido informada a respeito.
Pedimos aos pais que informem à direção, via Sueli ou Caio,
qualquer ocorrência que precise ser verificada a respeito.
Mas, embora esse rigor contra o bullying vá continuar a ser
feito, temos que estar atentos ao outro lado da questão, que é:
Os alunos que, por algum motivo, sofrem bullying, só estarão
protegidos aqui na escola, mas na vida real, na rua, em outros lugares e, mais
tarde, em seus empregos, eles não terão proteção alguma.
Por isso, além da providência disciplinar, é importante que
as famílias orientem seus filhos para que criem estratégias de relacionamento
que anule os efeitos do bullying em sua mente.
Essa orientação é passada pelo IUPE aos alunos vítimas de
bullying, visando a sua preparação emocional para a vida real.
Comportamento – palavrões
Alguns alunos insistem em usar palavrões, algumas vezes aos
gritos, em sala de aula e no intervalo.
As punições serão mais severas a partir de agora.
Educação Emocional
Reiniciamos as atividades de Educação Emocional, considerada
fundamental para a formação do caráter do aluno.
A cada virtude ou valor humano escolhido (esse mês é
RESPEITO) os alunos farão, primeiro, uma pesquisa para encontrar textos sobre o
valor; depois foram orientados para ler o texto com atenção; em seguida farão
uma entrevista com familiares sobre o tema; por último produzirão um texto
sobre o tema.
Na data marcada para cada turma eles entregarão o resultado
da entrevista e o texto produzido.
Educação Política
Por iniciativa dos professores iniciamos um trabalho
conjunto de Educação Política, visando a conscientização dos alunos para o
entendimento da representatividade do grupo e das responsabilidades inerentes a
isso.
Começamos com a eleição dos líderes das turmas.
Em seguida orientamos os líderes para a organização de
grupos de discussão sobre temas do interesse deles e, principalmente, a forma
de preparar os assuntos a serem tratados, sempre com argumentos bem
fundamentados.
Esse trabalho bem orientado poderá fazer surgir a
mentalidade política que precisamos ter em nosso país.
Educação Científica
O IUPE já tem, desde o ano passado, a matéria experimental
LABORATÓRIO que, além de dar informações básicas sobre pesquisas e elaborações
científicas, visa também orientar e estimular o aluno para a apresentação de
seu trabalho na Feira de Ciências.
A partir desse mês o Ensino Médio passa, também, a ter essa
matéria em sua grade curricular, de forma experimental.
Educação Artística
Solicitamos aos pais que estimulem seus filhos a participar
das aulas de MÚSICA e DANÇA, atividades complementares à ARTE, que são
proferidas no turno vespertino, pelas professoras Aline e Jéssica.
A dedicação à ARTE estimula a criatividade cerebral, que é
hoje um dos mais importantes fatores de sucesso profissional em todas as áreas.
Aprendizagem – reforço vespertino
Foi planejado e organizado pela Professora Sueli um esquema
de reforço escolar realizado pelos próprios alunos.
Os alunos com mais facilidade de entendimento em alguma
matéria se disponibilizaram a ajudar seus colegas, em horários e dias
pré-estabelecidos, e sob o controle da Professora Sueli.
Para esse reforço a entrada e a saída dos alunos é
registrada, para melhor controle das suas famílias.
Todos os alunos em dificuldade são chamados para participar.
Alguns alunos, entretanto, estão sendo excluídos desse
reforço por mau comportamento.
Para esses ainda haverá a possibilidade de ser ajudado pelos
colegas, embora essa ajuda, nesse caso, só poderá ser no período matutino, no
intervalo.
Aprendizagem – cuidado na mudança e ciclo
É importante que os pais dos alunos do 6º ano estejam
preparados para entender a dificuldade de alguns alunos em assumir a nova
realidade do Ensino Fundamental II, que é a que vai acompanha-lo daqui em
diante até o seu curso superior.
Essa nova realidade é a inexistência daquela professora
orientadora que o acompanha e orienta em tudo.
Agora ele tem diversos professores técnicos, que dão as
aulas, mas não mais se dedicam a orientação individual de cada aluno, como é
feito no ciclo primário de educação.
A responsabilidade com o seu aprendizado e com a sua
organização nas aulas, daqui para a frente, passa a ser exclusivamente do
próprio aluno.
Desde os 7 anos de idade, e até os 12 anos, que esse aluno,
em sua fase latente de desenvolvimento, está com o seu intelecto buscando
autossuficiência.
Os pais devem estimular a sua autonomia nos estudos,
evitando as ajudas facilitadoras que só prejudicam essa fase de seu
desenvolvimento.
Para isso é importante que os pais, em vez de dar respostas
às suas perguntas, os estimulem a buscá-las em livros e sites, ou até em criar
suas próprias respostas.
Para evitar que tenham medo de ter suas próprias respostas,
é bom mostrar que os erros fazem parte do aprendizado e que, é pela análise dos
motivos que levaram aos erros que nós, os professores, poderemos corrigir os
caminhos de seu raciocínio.
Fazendo assim vocês, pais, estarão ajudando a nós,
professores, a podermos orientar melhor seus filhos para o sucesso, a partir da
aprendizagem real.
Aprendizagem na 1ª Unidade Letiva - análise
Durante a 1ª unidade letiva tivemos a realização de dois
Conselhos de Classe, onde procuramos analisar as características de cada um dos
nossos alunos.
Nosso foco está sempre concentrado em:
-Dificuldades neuropsíquicas
-Dificuldades psicológicas
-Dificuldades comportamentais
-Habilidades
-Superdotação
Ainda há muita coisa a ser analisada e, a partir de cada
conclusão, tem início o planejamento de acompanhamento.
Como há muita diferença intelectual entre alunos da mesma
série, implantamos o método de Dinâmica Grupal, como foi mostrado a vocês na
nossa 1ª reunião de pais.
Assim todos os alunos podem ser atendidos dentro de seu
nível, sem que nenhum deles seja prejudicado.
Para os alunos do 6º ano e os demais alunos novos dos outros
anos escolares, essa identificação é mais demorada, principalmente porque o
choque emocional que eles sentem ao trocar de escola camufla algumas
dificuldades ou apresenta outras que, na realidade, não existem.
Mas ainda haverá mais um Conselho antes do recesso de meio
de ano, quando esperamos já ter identificado a maioria das necessidades de
acompanhamento.
Garantia da Aprendizagem Real
Para garantir a aprendizagem dos alunos é importante que
todos se conscientizem de alguns conceitos importantes e que, muitas vezes,
estão sendo mal interpretados.
Avaliações e notas – As avaliações, e as notas
correspondentes a elas, só servem de alarme para nos avisar de que:
-Algo não foi aprendido – precisamos pesquisar a razão;
-Precisamos criar nova forma desse aluno aprender;
-Devemos insistir na sua recuperação até o esgotamento, para
evitar que o aluno “jogue a toalha”.
Recuperações – As recuperações são realizadas por meio de:
-Novas avaliações, essas com data marcada;
-Estudo ativo com confirmação avaliativa oral ou escrita;
-Apresentação de aula pelo aluno.
Controle das recuperações – Esse controle é feito pelos
professores de cada matéria e pela Professora Sueli e pelo Diretor Pedagógico.
Boletins da 1ª Unidade Letiva
Como alguns alunos não alcançaram a média 7,0 em algumas
matérias, a direção determinou a realização de recuperação paralela e suspendeu
a emissão dos boletins.
Não acreditamos em aprendizagem real quando um aluno
reprovado numa unidade “compensa a média” com a nota da unidade seguinte. Para
nós o aluno precisa garantir a aprendizagem de todo o conteúdo de todas as
unidades.
Devido a isso as recuperações estão em andamento, e os
boletins ainda não foram entregues.
Acreditamos poder fazer isso até o dia 15.
As notas no portal não estão atualizadas ainda. Só serão
atualizadas após o exame das recuperações. Avisaremos a todos quando tudo
estiver tudo pronto.
Participação dos pais ou responsáveis
1)Pedimos que estimulem seus filhos à pesquisa e estudo por
conta própria;
2)Pedimos que evitem “ensinar” as tarefas de casa;
3)Pedimos que os pais se conscientizem de que os erros que o
aluno comete são importantes para que nós, professores, possamos identificar
suas dificuldades;
4)Pedimos que os pais estejam realizando alguma atividade de
escrita ou leitura, perto do filho, no momento em que ele está estudando. O
exemplo é o melhor estímulo que uma criança ou um adolescente pode ter.
5)IMPLORAMOS AOS PAIS para não perguntarem pelas notas dos
filhos, mas, sim, perguntarem “O que você aprendeu hoje?” E pedir para que ele
lhe explique.
O restante do encontro foi a apresentação do novo portal de
controle escolar e, a partir daí os professores e pais puderam conversar à
vontade.
Os comentários, pelos noticiários, sobre esse jogo fatal, o
Baleia Azul, mostram claramente o despreparo da sociedade para o enfrentamento
desse sentimento de vazio que está ocorrendo com os adolescentes, ou seja, uma total
falta de motivação para com a vida,
O jogo em si, e outros semelhantes, devem ser imediatamente
combatidos, isso está claro!
Mas sabemos que, ao conseguirmos combater um, sempre haverá
outra “criação sinistra”, igual ou ainda pior que essa.
Não entendemos, ainda, qual a verdadeira intenção dos
criadores e administradores desses jogos, mas sabemos que eles visam se
aproveitar da crescente demanda dos adolescentes por compensação emocional e
psíquica, estimulando atitudes de automutilação e, nesse caso específico, incitação
ao suicídio.
Se pensarmos em termos de “Teoria da Conspiração”, esses
jogos parecem ser uma arma para a eliminação de todos os adolescentes em estado
de fragilidade emocional, para que sobrem apenas os fortes, bem preparados, e
emocionalmente estáveis.
De qualquer forma, o ataque imediato aos criminosos,
criadores desses jogos, deve ser realizado sim, com muito rigor e utilizando
toda a tecnologia dos atuais hackers.
Mas não pode ser só isso! Enquanto essa busca estiver sendo
feito, por parte das autoridades policiais, precisamos atacar as causas dessa
angústia.
Nosso foco tem que estar direcionado, imediatamente, para a
identificação dos motivos que provocam a NECESSIDADE desses adolescentes de
tomar atitudes desesperadas contra seu próprio corpo, como a de criar dores
físicas para compensar dores emocionais e psíquicas, no caso da automutilação,
e nesse caso específico, o suicídio como desafio final.
Então existem as dores psíquicas que, em alguns casos,
parecem ser muito fortes.
Se o adolescente estiver frágil, emocionalmente, será mais
difícil tolerar essas dores.
Vamos ser claros, então, no seguinte:
São diversas as causas individuais da fragilidade e das
dores psíquicas.
Já atendi a uma infinidade de situações, todas importantes e
sérias, mas cada uma com uma origem diferente.
Mas há uma chave importante em tudo isso! A causa
intermediária!
Em todos os casos há essa causa intermediária.
Essa causa intermediária é o gargalo pelo qual todas as
causas individuais, obrigatoriamente, passarão.
Se essa causa intermediária for anulada, as causas
individuais começam a perder força e estaremos no caminho certo da resolução do
problema.
Vamos ver, então, primeiro, ela, para em outro momento, focarmos
algumas das causas individuais mais frequentes.
A intermediária está totalmente ligada ao afastamento
afetivo dos pais, em relação aos filhos, e a consequente falha na imposição de
limites com amor.
Devido à necessidade de pai e mãe trabalharem, grande parte
passou a ter muita dificuldade em saber garantir a educação correta dos filhos.
Muitos acreditam que devem compensar a ausência física com
muito amor, mas se esquecem que a base de toda a segurança emocional do filho
está na imposição de limites com afeto!
Uma educação afetiva, mas com regras e limites bem
definidos, constrói uma segurança afetiva e emocional fazendo com que o filho
consiga definir bem o seu papel na vida e consiga criar perspectivas de futuro.
Uma educação sem limites provoca, no filho, uma sensação de
abandono, trazendo insegurança até na construção da sua identidade.
Uma educação sem amor provoca no filho um sentimento de
revolta que também prejudica a sua relação com os amigos e com a sociedade.
Falta, então, essa dosagem. Educar com imposição de limites
e com amor. Não pode faltar nem um nem outro.
Falta perceber o necessário momento em que o filho precisa
ser ouvido pelos pais, para relatar seus sentimentos, suas dúvidas, suas
dificuldades de entendimento sobre si mesmo, etc.
Falta perceber que a formação do filho não sofrerá
influências externas se, em casa, ele estiver construindo uma personalidade
forte.
Alguns filhos até conseguem tolerar uma educação fraca com
certa tranquilidade, mas a maioria sente muita dificuldade e vai procurar ajuda
fora de casa ou, onde está sendo muito mais perigoso: nas redes sociais.
Nessas redes eles encontram pessoas com angústias
semelhantes às suas e, sem qualquer orientação positiva, começam a trocar
experiências e sensações negativas, aumentando ainda mais suas dúvidas e
intensificando ainda mais seus sentimentos depressivos.
Está aberto o caminho para que esses jovens sejam envolvidos
por todo e qualquer modismo que posa ser entendido como uma compensação ou
fuga!
O que as famílias não devem fazer?
Comentar sobre o jogo, sobre a automutilação, sobre drogas,
ou sobre sexo, sem ter sido provocado para isso pelo próprio filho.
Comentar sobre isso só aguça a curiosidade e atrapalha mais
ainda os que já estiverem fragilizados.
O que as famílias devem fazer, imediatamente?
1º) lembrar que seus filhos existem!
2º) planejar momentos sem celular, sem TV, sem computador,
para conversar sobre assuntos que seus filhos quiserem conversar
3º) todas as vezes que eles quiserem falar algo, ouvi-los
com atenção, até o fim das suas frases. Isso se chama “escuta ativa”!
4º) não criticar sentimentos, relato sobre emoções, relato
sobre preferências, mesmo que sejam diferentes das suas.
Se você criticar eles não terão com quem falar as suas
verdades. Só falarão as verdades que vocês acham certas. E deixarão as
verdadeiras verdades para conversar com amigos pelas redes sociais.
5º) esteja preparado para orientar, caso sinta que eles
precisam da orientação.
6º) se não souber como orientar, peça ajuda. O importante é
dar apoio ou pedir apoio de quem pode dar, para evitar que eles queiram buscar
fora de casa ou nas redes sociais.
7º) crie momentos de prazer em família, ao ar livre, sem
celular, sem computador, sem TV, como passeios, caminhadas, trilhas, etc.
8º) crie atividades conjuntas, como criarem um novo ambiente
em casa, planejarem um almoço diferente, com cada um fazendo uma comida de sua
maneira, ou seja, diversão em família.
9º) imponha limites: crie o hábito de limitar o tempo de uso
do celular, jogos eletrônicos, computador e TV, para um máximo de uma hora e
meia, no máximo, em cada período.
10º) ainda impondo limites: crie o hábito de desligarem os
celulares, tablets, computadores, bem antes de dormir e deixá-los longe do
quarto.
Seguindo essas 10 dicas você estará regatando, não só a
felicidade de seus filhos, como também a sua.
Isso poderá ser uma verdadeira “tábua de salvação” para as
famílias, nesse momento tão conturbado que estamos passando.
No encontro da semana passada mostramos como interpretar e
aplicar a Lei Brasileira de Inclusão.
Mas, na realidade, a própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases
da Educação), que foi publicada durante o Regime Militar, em 1969, já previa
tudo o que se discute hoje sobre o atendimento correto ao deficiente.
Essa nova Lei, de 2015, apenas dá mais detalhes ao processo
de inclusão.
Então, se desde 1969, já estava previsto o atendimento
diferenciado para pessoas com dificuldades de aprendizagem, determinando a
adaptação dos conteúdos escolares ao nível de cada um desses alunos, e se a Lei
atual apenas dá mais detalhes, podemos concluir que o problema de a educação
inclusiva estar sendo aplicada incorretamente está, não nas leis, mas sim em
quem as interpreta erradamente.
Há, então, uma deficiência que não estava prevista em
nenhuma das duas leis, que é a deficiência de interpretação dos textos legais.
E essa deficiência está na falta, não de inteligência, nem
de capacidade de interpretação de textos, mas sim na falta de humanidade, na
falta de respeito pelo direito dos outros, ou no excesso de orgulho, talvez por
essas pessoas não serem deficientes, ou de terem tido a sorte de não terem
nenhum filho com alguma dessas características especiais.
Então é bom lembrar a esses profissionais que o respeito ao aluno
com algum tipo de dificuldade é nossa obrigação moral, antes mesmo de ser
obrigação legal!
Uma das maiores responsabilidades do educador deve ser respeitar
as diferenças de entendimento e dificuldades de aprendizagem e garantir que
todos estejam sempre aprendendo a partir daquilo que já sabem.
Levar a sério essa responsabilidade significa garantir para
todos o caminho da sua autossuficiência futura.
Mas sabemos que há muita resistência, por parte de alguns
professores, de sair da sua zona de conforto.
Dar aula, para esses professores, significa cumprir o
programa previsto para a turma. Aluno especial precisa de professor especial.
Mas é bom deixar bem claro, para todos esses, que as dificuldades
decorrentes de transtornos físicos ou mentais, sejam elas dislexias,
discalculias, transtorno de espectro autista, transtorno de déficit de atenção,
dificuldades de fala, de audição, de visão, de movimento e, principalmente
retardo mental leve, moderado ou grave, são problemas que podem acontecer com
qualquer um de nós ou qualquer um de nossos filhos, a qualquer instante!
Um simples acidente pode deixar qualquer pessoa, hoje normal,
igual ou pior que qualquer um dos nossos alunos especiais!
Então vamos respeitar as deficiências como se estivéssemos
cuidando de nossos próprios filhos!
Será que assim fica mais fácil?
Ao raciocinarmos que aquele aluno incluído em nossa sala de
aula poderia ser nosso filho, as nossas decisões sobre “o que fazer” podem
ficar muito mais claras!
E é por aí que eu quero começar hoje!
Vamos pedir para que os profissionais analisem cada caso
como se estivessem tratando de seus próprios filhos, porque caso contrário as
decisões acabam sendo todas excludentes.
Fica muito fácil, por exemplo, decidir tirar uma criança do
colégio, se ela está sendo agressiva com os demais alunos da turma!
Mas se for seu filho, antes de excluí-lo do processo
educacional, qualquer um de nós procuraria ajuda para reduzir ou eliminar seus
sintomas de agressividade, porque ele jamais evoluirá intelectualmente se
continuar agressivo e nem será autossuficiente um dia!
Então nós, como educadores, devemos encaminhar o aluno para
esse tipo de tratamento, como já conversamos em artigos sobre intolerância alimentar
e acompanhamento multidisciplinar.
Fica muito fácil, também, quando encontramos um aluno numa
turma do oitavo ano, mas com nível intelectual ainda na alfabetização, passar
para ele as mesmas tarefas dos demais alunos e fazer as mesmas avaliações padronizadas
e, ao ver que ele não soube ler, dar zero em todas as suas avaliações e
atividades e, ao final do ano, colocar nas observações do seu histórico:
APROVADO POR SER ALUNO DE INCLUSÃO.
Mas se fosse nosso filho nós pensaríamos diferente!
Nós não teríamos preguiça de adaptar o conteúdo para o seu
nível de entendimento, para que ele aprendesse sempre um pouco mais em cada
dia, com base no seu nível de entendimento e na sua idade mental.
Nós faríamos questão de dar tarefas que ele entendesse e
assim se sentisse capaz de aprender sempre um pouco mais do que ontem.
Assim a autoestima dele estaria sendo elevada e ele iria,
aos poucos, reduzindo a parte dos sintomas que são oriundas dos bloqueios
emocionais.
E melhor ainda quando no final do ano seu histórico viesse
com notas boas e nas observações o seguinte recado:
O relatório, por disciplina, do desenvolvimento desse aluno,
que é público alvo da educação inclusiva, está em anexo a esse histórico
escolar.
Assim qualquer pessoa, ao ler tal histórico, já saberá como
continuar seu acompanhamento e, além disso, não haverá baixa autoestima de pais
nem de aluno.
E então vem a célebre reclamação daqueles profissionais que
preferem manter seu ritmo de aula padronizado, e que dizem não ter como dar
atenção ao aluno especial, já que precisam dar atenção aos alunos normais.
Primeiro vamos perguntar a esses o seguinte:
Todos os seus alunos normais estão aprendendo mesmo?
Ou alguns deles serão reprovados por não conseguirem
alcançar a média exigida?
Se a resposta foi “Sim! Todos estão aprendendo e,
certamente, todos serão aprovados! ”, então eu não digo mais nada!
Mas se a resposta foi: Lógico que não. Sempre têm os que não
querem nada, os que não fazer tarefas, os que vão mal nas provas... esses serão
reprovados!
Aí então nós concluímos que a tal dedicação aos alunos
normais não está dando certo também, mesmo sem aluno especial algum em sala.
Dar aula assim é muito fácil! Quem aprendeu passa. Quem não
aprendeu perde! Fácil demais!
Educar ou ensinar não é tarefa fácil e não é para qualquer
um! Ser professor de verdade não é saber dar aula, mas sim saber garantir a
aprendizagem de todos os alunos, a partir do que o aluno sabe e da forma como
ele pode aprender.
Vamos lembrar de Comenius, autor de Didática Magna,
publicada no século XVII?
“Age idiotamente aquele que quer ensinar ao aluno não o que
ele pode aprender, mas sim o que ele próprio deseja”
Mas aí esses professores, em vez de procurarem ser criativos
para conseguir aprendizagem real, apenas desistem e abandonam os alunos com
dificuldade, sejam eles especiais ou não, e se dedicam apenas aos melhores.
Só que esses melhores nem precisam de professor! Um
computador em sala seria suficiente e mais barato!
Então vamos adotar metodologias que facilitem a aprendizagem
de todos os alunos, mesmo que as diferenças de nível sejam as mais variadas
possíveis.
Essas metodologias existem e não são difíceis de aplicar.
Algumas delas são até estratégicas para a implantação da famosa “Escola
Invertida”, que hoje tanto se fala no meio educacional.
A de dinâmica grupal, por exemplo, utilizada pelo Colégio
IUPE, e que está descrita em um de nossos vídeos, é uma delas.
Mas há outras.
Vamos criar, experimentar, aperfeiçoar e divulgar!
O que nos interessa é que, ao tratarmos todos os alunos como
se fossem nossos filhos, sejam eles especiais ou não, estejamos sempre procurando
elevar a sua autoestima reconhecendo aquilo que eles produzem, estimulando-os na
busca do conhecimento e incentivando-os a desenvolver sua intelectualidade e
sua criatividade.
Assim todos estarão construindo a sua autossuficiência
futura, que é o que todas as famílias precisam! Isso é fundamental!
Mandem suas dúvidas e vamos discutir sobre todos esses
assuntos.
Vamos, principalmente, tentar recuperar essa terrível e
ameaçadora deficiência na vontade de respeitar e desenvolver o aluno especial.
Amigos!
Para adquirir nossos livros entrem no blog
(robertoandersen.blogspot.com) e clique na capa de um deles. O livro será
enviado pelo Mercado Livre.
Inscreva-se em nosso canal de vídeo e em nosso blog.
Vamos conversar, hoje, sobre a interpretação correta de uma
parte da Lei Brasileira de Inclusão, para ver se eliminamos algumas dúvidas.
1º ponto – o que é considerado “deficiência” pela Lei?
O Art. 2º diz claramente que:
“(...)considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento
de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em
interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e
efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas(...)”
Então, analisando os tipos de impedimentos:
“(...) de natureza física(...)”:
Dificuldade de locomoção, de controle motor da fala, de
comando motor da escrita e outros.
“(...) de natureza mental(...)”:
Atraso mental leve, moderado ou grave refletindo em idade
mental diferente da cronológica.
“(...) de natureza intelectual(...)”:
Mesmo sem atraso mental, dificuldade de entendimento de
alguma disciplina, por algum tipo de bloqueio, cujas causas podem ser emocionais
ou psíquicas, provenientes de educação equivocada, comparações na infância ou
traumas por abusos físicos ou sexuais.
“(...) de natureza sensorial(...)”:
Dificuldades diversas relacionadas aos elementos sensores
como visão, audição, tato, paladar, olfato e mais quaisquer sensores não
conhecidos pela ciência biológica.
2º ponto – quem analisa e define se existem essas
deficiências, segundo a Lei?
“(...) a avaliação da deficiência, quando necessária, será
biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e
interdisciplinar(...)”
O “quando necessária” está dizendo claramente que nem sempre
haverá necessidade de alguém para fazer tal avaliação, já que há situações em
que a dificuldade de aprendizagem está mais do que clara para todos!
Mas, “quando necessário”, a escola deverá escolher alguém
que entenda da dificuldade do aluno, por isso a Lei diz “biopsicossocial”, ou
seja, profissionais que entendam das características das dificuldades desse
aluno, entre as relatadas na própria Lei, que são:
“(...) impedimentos nas funções e nas estruturas do
corpo(...)”
“(...) fatores socioambientais, psicológicos e
pessoais(...)”
“(...) limitação no desempenho de atividades(...)”
“(...) restrição de participação(...)”
A competência no entendimento dessas “características
impeditivas da aprendizagem” não é do médico, isso é importante deixar bem
claro, mas sim dos profissionais de pedagogia, que são:
Pedagogo
Psicopedagogo
Neuropedagogo
A escola, então, para considerar um aluno como cliente do
Atendimento Educacional Especializado, pode solicitar a análise e o relatório
de algum ou alguns desses profissionais, que são os que detém a necessária
competência em relação ao processo pedagógico de aprendizagem.
Não está aí incluído nenhuma especialidade médica, já que a
competência médica é necessária para atendimento clínico, mas nunca para
atendimento pedagógico.
3º ponto – por que os técnicos do MEC estão exigindo
Relatório Médico, se ele não é necessário, para que um aluno seja matriculado
no AEE?
Infelizmente há técnicos ligados ao MEC que não têm
conhecimento das normas do próprio MEC ou não souberam interpretá-las
corretamente.
Por causa dessa dificuldade de interpretar as leis é que o
próprio MEC publicou a Nota Técnica 04/2014/MEC/SECADI/DPEE de 23/01/2014, que
tenta deixar bem claro que laudo médico é para tratamento clínico e não para
acompanhamento pedagógico!
Entre outras coisas a Nota Técnica diz que:
NT-“(...) o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e
não clínico(...)”
A competência do médico é para realizar o atendimento
clínico.
Para o atendimento pedagógico a competência é do pedagogo, ou
do psicopedagogo e ou do neuropedagogo.
E então, devido a essas diferentes competências:
NT-“(...) o direito das pessoas com deficiência à educação
não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico(...)”
E, para deixar bem claro que exigir LAUDO MÉDICO é um
absurdo e ilegal, a NOTA TÉCNICA ainda diz que:
NT-“(...) a exigência de diagnóstico clínico dos estudantes
com deficiências (...) configura-se em discriminação e cerceamento de
direito(...)”
Acredito que não haja mais dúvidas sobre isso!
4º ponto – o que o professor deve fazer durante a aula,
quando em sua sala existe um aluno com
dificuldade de aprendizagem?
O Art. 27 da Lei diz que é obrigatório assegurar o:
“(...) sistema educacional inclusivo em todos os níveis e
aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo
desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais,
intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades
de aprendizagem(...)”
Então está claro que a explicação do assunto da aula, a
tarefa a ser realizada durante a aula, a tarefa passada para casa e a avaliação
deverá ser realizada de forma a alcançar o “(...)máximo desenvolvimento
possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e
sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de
aprendizagem(...)”.
Vamos criar uma situação para análise?
Sala de aula 8º ano. Aula de matemática. Assunto
potenciação. Aluno com idade mental abaixo da idade cronológica e nível
intelectual equivalente ao 2º ano.
Se o professor der uma aula expositiva sobre potenciação, no
nível do 8º ano, o que acontecerá com o aluno especial, cujo intelecto está no
nível do 2º ano?
Opção a) Ele ficará super satisfeito em estar em uma sala
onde o professor fala uma linguagem que ele não entende e mais satisfeito ainda
quando vê que seus colegas entendem tudo e ele não entende nada. Ele elevará a
sua autoestima e assim ele se sentirá animado para sempre tentar aprender
coisas impossíveis e estranhas ao seu conhecimento. Com essa autoestima elevada
o seu cérebro estará sempre trabalhando a seu favor e ajudando a reduzir os
sintomas de dificuldade de aprendizagem.
Opção b) Ele ficará triste e desanimado em estar em uma sala
onde o professor fala uma linguagem que ele não entende e mais triste e
desanimado ainda quando vê que seus colegas entendem tudo e ele não entende
nada. Ele vai reduzir a sua autoestima e assim ele se sentirá desanimado porque
sabe que vai ter que sempre tentar aprender coisas impossíveis e estranhas ao
seu conhecimento. Com isso, baixa a sua autoestima e o seu cérebro estará
sempre trabalhando contra ele mesmo e aumentando ainda mais os sintomas de
dificuldade de aprendizagem.
É óbvio que a resposta certa é a opção b!
Ou seja: esse procedimento do professor está totalmente
contrário à determinação legal do Art. 27, já que dar esse tipo de aula, onde
há um aluno especial, não está ajudando a obter o “(...)máximo desenvolvimento
possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e
sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de
aprendizagem(...)”.
O que esse professor está tentando fazer é fingir que não
está percebendo que o aluno especial não está entendendo nada, deixa-lo isolado
em um canto da sala, ignorar o fato de ele não entender as tarefas, de ele não
realizar os trabalhos para casa e de ele tirar zero nas avaliações e, ao final do
ano, lançar zero em seu boletim e, nas observações colocar: aprovado por ser
aluno especial!
Esse professor, além de estar em desacordo completo com o
Art. 27 da Lei, está conseguindo baixar ainda mais a autoestima desse aluno, o
que vai fazer com que o aluno se sinta cada vez mais inferior em relação aos
seus colegas e à sociedade, desistindo de estudar e desistindo de viver
socialmente.
Esse professor estará decretando a infelicidade desse aluno!
5º ponto – qual a função de cada profissional, em uma escola,
quando temos alunos de inclusão matriculados?
Para não estender muito a nossa conversa de hoje, leiam o
nosso artigo ou assistam ao vídeo
“Educação inclusiva e os cinco passos básicos
da coordenação”, no qual eu especifico a verdadeira função de cada um, de
acordo com a Lei Brasileira de Inclusão que é a que nós estamos discutindo.
A nossa conversa hoje é em resposta a meus amigos que foram
levados ao consumo frequente da maconha, uns por carência afetiva, outros por
pura curiosidade, ou por modismo, e que, agora, estão
preocupados com os
sintomas que surgiram.
É bom deixar claro que essa conversa não serve para quem
nada quer saber sobre sua saúde orgânica nem mental, e que prefere continuar
“curtindo” seu baseado.
Ou seja: para quem prefere acreditar que o consumo da
maconha não faz nenhum mal ao organismo, nem assista ao vídeo e nem leia o
artigo.
Nossa conversa é para quem está consciente dos prejuízos em
seu organismo, ou no de algum amigo, e que quer se livrar deles, ou ajudar um
amigo a isso, para que seja possível voltar a ter uma vida normal, com todos os
prazeres, sem necessidade de aditivos.
Antes de mais nada, saibam que nunca é tarde para dar a
volta por cima e reconstruir toda essa estrutura mental que foi alterada pela
droga.
Lógico que o organismo de cada um é diferente, o que
significa que o tempo de recuperação não é padrão para todos.
Mas o mais importante é querer voltar a ter uma vida normal,
com suas motivações naturais, seus sentimentos e emoções funcionando
normalmente, podendo voltar a ser uma pessoa satisfeita para com a vida.
Tudo começa com a criação daquela força de vontade que pode
ter sido esgotada aos poucos.
Nada é impossível. Apenas não crie expectativas de
resultados imediatos. Os resultados virão aos poucos, mas de forma definitiva.
Vamos saber primeiro onde ocorreram os prejuízos?
FIGURA 1
Tudo começa nos neurônios, são quase cem bilhões na nossa
cabeça.
Eles são células especializadas, responsáveis por todo o
trabalho do nosso cérebro.
Para tudo na nossa mente e no nosso organismo funcionar, os
neurônios precisam estar em constante comunicação entre eles por meio das suas
antenas.
Aí está a figura de um deles.
Essas antenas chamadas de dendritos recebem informações de
milhares de outros neurônios nas proximidades.
Essas antenas chamadas de axônios são as que transmitem
informações para milhares de outros neurônios.
Essa comunicação entre eles é por meio de descargas
elétricas e por liberação de substâncias químicas.
As substâncias químicas, que são chamadas de
neurotransmissores, são as principais responsáveis pela nossa emoção, nosso
sentimento e nossas motivações.
FIGURA 2
Nessa figura você vê as vesículas cheias de bolinhas que são
as substâncias químicas neurotransmissoras.
Abaixo é a figura de uma vesícula liberando essas
substâncias.
No receptor do outro neurônio, são recebidas as substâncias
liberadas.
Esses neurotransmissores são os que permitem que a gente
sinta alegria, tristeza, raiva, medo, disposição, indisposição, vontade, falta
de vontade, e assim por diante.
Entre essas substâncias estão: dopamina, serotonina,
adrenalina, etc.
Quando nós ingerimos drogas de forma continuada, sejam elas
lícitas, como álcool e medicamentos, ou sejam ilícitas, como a maconha, cocaína
e outras, o nosso organismo detecta que existem substâncias a mais do que as
que precisariam ser liberadas e começa a reagir contra isso.
A depender das características do nosso organismo, essas
reações podem ser lentas ou rápidas, mas sempre acabam reduzindo a produção dos
neurotransmissores naturais, coisa que vai fazer falta mais tarde.
Em alguns casos o organismo começa a criar uma rejeição a
essas drogas externas, fazendo com que elas percam o efeito.
Em outros casos podem surgir reações fatais, como AVC
precoce, ou sintomas diversos, como já comentamos nos vídeos anteriores sobre
esses assuntos.
A mais comum é a síndrome amotivacional, uma crise de falta
de vontade para tudo, desânimo para com a vida, sentimento de incapacidade de
raciocínio, e desmotivação até para o sexo.
Qual o caminho a seguir?
Lógico que, para quem tem possibilidade de investir em um
tratamento de recuperação, há clínicas especializadas nisso. Há até tratamento
online, como o oferecido pela www.sossobriedade.com.br/terapia-online
Mas para quem não pode arcar com esses custos, vamos a três
dicas simples, mas importantes, que podem ajudar bastante nessa recuperação.
É importante se livrar dos pensamentos sabotadores, que são
aqueles que surgem “do nada”, apenas para desanimar a gente a iniciar qualquer
atitude de mudança radical em nossa vida! Livre-se deles!
Então vamos lá:
Cada uma dessas metas precisa que seja cumprida com prazer,
ou seja, que seja descoberto o prazer em cada atitude, em cada momento, em cada
trabalho, em cada estudo, em cada planejamento.
As três dicas são: 1ª – alimentação e água; 2ª – rotina e
metas; 3ª – comunicação intrapessoal.
Vamos a 1ª – alimentação e água
Beba água frequentemente. Embora refrigerantes e sucos
contenham água, o importante é reservar espaço para água pura.
Invista em uma alimentação de qualidade, para que o
organismo, incluindo o cérebro, se fortaleça aos poucos, para dar suporte a uma
nova fase de energias e motivações que marcarão o seu retorno à normalidade.
Faça um bom planejamento em que estejam incluídos todos os
tipos de frutas, legumes, verduras, ovos, etc. O ideal é buscar a ajuda de um
nutricionista.
Mas o mais importante: alimente-se e beba água com prazer.
Para isso procure colocar em seus pratos o seu tempero favorito e curta suas
refeições.
2ª – rotina e metas
Escreva a sua rotina diária e analise. Veja o que precisa
manter, o que pode eliminar e o que pode mudar.
Nesse planejamento coloque um momento para fazer algo que
você gosta muito. Se alguma coisa que você goste muito não possa ser feito
diariamente, programe de forma semanal, ou duas ou três vezes por semana. Mas é
importante que as coisas que você curta estejam sempre em seu planejamento.
Crie uma meta para cada dia e assim você vai criando o seu
objetivo de vida. Mas se você já tiver um objetivo de vida, crie suas metas
diárias visando a realização desse objetivo.
Crie horários fixos para ter acesso as redes sociais, jogos
eletrônicos etc., para evitar que eles dominem seu dia e criem a angústia da
falta de tempo ou da falta de produtividade.
Inclua, nessa rotina, atividades físicas regulares, sem
exageros que possam fazer você desistir delas.
Escolha caminhada em um dia,
musculação em outro, natação ou aeróbica no terceiro, numa sequência leve, mas
prazerosa, que trará energia e vitalidade, com certeza.
3ª – comunicação intrapessoal
Essa é a parte mais importante, e é a que vai voltar a ligar
você a você mesmo!
Nada de criar expectativas de resultados imediatos, porque
isso só traz angústias e atrapalha tudo!
Está sendo constatado, todos os dias, que a nossa mente
trabalha incessantemente tentando corrigir todas as anomalias em nosso
organismo.
Não há, absolutamente, limites, para essa atuação
terapêutica que é realizada por nós mesmos.
Então, basta seguir as orientações para elevar a sua
autoestima a cada momento de sua vida, que sua mente estará trabalhando a seu
favor, e nunca mais contra você.
Ela produzirá toda a medicação necessária à sua recuperação
(os neurotransmissores), e com uma imensa vantagem em relação às prescrições
médicas:
As substâncias químicas geradas pelo seu organismo não
trazem qualquer tipo de efeito colateral, nem produzem dependência alguma!
E para que isso ocorra com mais facilidade e com maior
rapidez, nossa atuação deve ser, em primeiro lugar, não atrapalhar esse
processo natural, que seria, por exemplo, criar ou dar atenção, a pensamentos
negativos ou sabotadores.
Não queira esquecer os pensamentos negativos nem os
problemas! Isso porque, no momento em que queremos esquecer de alguma coisa que
nos faz mal, aí é que nossa mente faz esse pensamento ficar ainda mais forte!
Deixe-os lá! Apenas comece a dar mais atenção ao que é bom,
que é a recomendação que vem agora, em segundo lugar:
Comece a identificar seus valores, suas virtudes, seus
pontos positivos, seus bons relacionamentos, ou seja: tudo o que há de bom em
sua vida e que, por causa dos problemas, você está esquecendo deles.
Aprenda a gostar de você. Na realidade, a amar você!
Dedique um momento de seu dia para apreciar você, iniciando
pela maravilhosa e prazerosa arte de respirar, mas imaginando que é a força de
seu coração que está trazendo o ar para os pulmões e expelindo ele de volta.
Sinta isso com prazer.
Em outro momento, bem relaxado, procure sentir a vibração de
todas as células de seu corpo.
Quando elas começarem a vibrar, sinta isso como um momento
de prazer.
Aos poucos você perceberá que até as células neurais, ou
seja, os neurônios do seu cérebro, parecem estar vibrando junto!
Juntando esses dois exercícios com as recomendações 1 e 2
que dei no início, pode ter certeza de que seu organismo, sozinho, mesmo sem
ajuda externa alguma, vai começar a se recuperar totalmente, um pouco a cada
dia.
E o mais importante é que, além de se recuperar, você estará
construindo um novo EU, ou seja, uma nova personalidade, mais segura em relação
a você mesmo, e pronta para passar a viver uma vida de satisfação, sucesso e
felicidade.
Assista, também, ao meu vídeo: Reflexões sobre o Sentido da
Vida.
Lá eu dou mais algumas dicas sobre isso.
Assista o vídeo, leia o artigo, e reflita. Qualquer dúvida
entre em contato comigo e vamos trabalhar, juntos, nessa recuperação total!
Por que, por vezes, surge um forte sentimento de angústia no
meio de um relacionamento amoroso?
O que há de errado nessa relação? Qual o
motivo dessa sensação de infelicidade que, algumas vezes, chega a ser
insuportável?
Vamos analisar uma das razões pelas quais essa angústia pode
surgir, para que esse mal seja evitado.
Nas reflexões sobre o Sentido da Vida percebe-se que o
objetivo diário de alguém que pretende ser feliz, é a construção do seu amor
interior.
E essa construção do amor interior, deve ser feita de uma
forma quase que egoísta, para que seja garantido o mais perfeito equilíbrio
emocional.
Uma vez construído esse amor interior, surgem as
oportunidades de compartilhá-lo. Não há sentido na construção do amor sem que
seja para compartilhá-lo.
Isso é muito bom, mas é exatamente a partir desse
compartilhamento que podem surgir os perigos do desequilíbrio.
Não, exatamente, por compartilhar, mas sim por criar,
inconscientemente, a necessidade de ser correspondido, ou seja, de receber de
volta o mesmo amor e com a mesma intensidade!
Ao criar essa necessidade surge uma dependência afetiva
séria e perigosa, fazendo com que a satisfação pessoal que havia sido
conquistada por meio da construção do amor interior, seja substituída pela
necessidade de receber amor externo, amor recíproco, com a mesma intensidade do
que foi transmitido.
Aos poucos, essa dependência se transforma em sentimento de
posse, quando surge o sentimento de ciúme, que pode alcançar níveis quase
doentios.
Isso ocorre porque a simples constatação de que seu amor não
é correspondido traz o sentimento de insegurança afetiva, fazendo surgir o
estado depressivo característico de um desequilíbrio emocional.
Essa é uma das causas da angústia em pleno relacionamento
amoroso.
A constatação dessa angústia é o alarme para voltarmos ao
início de tudo, refazer todo o planejamento da vida afetiva e emocional, para
consertar tudo de novo!
Sim!
Voltar ao início da construção do amor interior! Tudo de
novo! Começando com a energização de todas as células, e uma revisão completa
no planejamento dos objetivos do seu dia.
Afinal, tudo estava dando certo até que, ao compartilhar seu
amor você sentiu necessidade de receber esse amor de volta e com a mesma
intensidade.
Você, na realidade, não compartilhou!
Você estava vendendo o amor que construiu, e quem vende quer
receber o pagamento.
O pagamento é o recebimento da mesma intensidade do amor
entregue.
Isso é comércio de afetos. Não é amor!
E esse é um dos maiores erros do ser humano. Um erro que
impede, a maioria das pessoas, de alcançar a felicidade.
Seu estado de felicidade depende sempre da complementação do
amor recebido do outro!
Fragilidade total de sentimentos. Instabilidade nas emoções.
Falta de segurança em si mesmo!
Ausência de amor próprio!
As pessoas são levadas a esse erro de tanto ouvirem falar
que cada um de nós precisa achar a outra metade da nossa maçã.
Que precisamos, para nossa satisfação interior, encontrar o
complemento de nossa alma!
Nada disso, amigos!
A construção do amor é individual e é uma coisa muito séria.
Para isso precisamos, antes de tudo, entender quem somos,
como somos, como sentimos, sem esconder nada de nós mesmos.
Ter consciência da nossa verdadeira identidade nos permite
amar essa nossa identidade!
Ninguém tem o direito de interferir na nossa forma de gostar
de nós mesmos como somos.
Nada de querer que os outros nos aceitem, nem que gostem de
nós como somos! Nós é que temos que gostar de nós mesmo e de como somos!
E para isso não precisamos aparecer, criar imagens
diferentes, chamar a atenção de ninguém, chocar o outro, impressionar o mundo!
Precisamos, apenas, conhecer nossa real identidade interior
e criar o amor por nós mesmos.
E, a partir disso, estaremos prontos para transmitir esse
amor ao outro, pelo simples prazer de dar amor ao outro, sem necessidade alguma
de receber algo em troca!
Mas para isso precisamos nos libertar do grande erro humano,
que é a necessidade do reconhecimento e do agradecimento por aquilo que
fazemos.
Enquanto estivermos nesses níveis de necessidade, nunca
seremos felizes de verdade!
Como fazer isso?
Vamos a uma técnica que aprendo com meu avô, que sempre foi
a pessoa mais feliz que já vi em minha vida.
Escolha alguma pessoa que esteja em uma situação de
dificuldades e que você, se fizer um pequeno esforço, poderá ajudá-la a sair
dessa.
Analise de que forma você, de forma totalmente anônima,
poderá dar essa ajuda.
Importante planejar essa ajuda de forma que essa pessoa
nunca saiba que foi você quem a ajudou.
Mas nunca mesmo!
Isso significa que sua ajuda vai ser entendida como uma
graça recebida, mas sem nenhuma relação com você.
Nunca essa pessoa terá condições de ligar a ajuda a você. Mas
ela estará feliz por ter recebido essa graça.
Você acompanhará a mudança no estado emocional dela, mas de
longe! Analisará se suas atitudes foram suficientes para melhorar a vida dela,
ou se precisa continuar a ajuda ou mudar a forma da ajuda, sem poder, jamais,
receber algum agradecimento nem reconhecimento, já que você faz isso de forma
totalmente anônima.
Sua satisfação por ter tido sucesso nessa empreitada é o que
você precisa para se livrar desse grande erro humano.
Conseguindo isso você realmente evoluiu.
Essa evolução mental é a que permitirá alcançar os maiores
níveis de felicidade real.
Conseguimos melhorar a vida do outro, sem que o outro sequer
saiba quem somos nós e, por vezes, nem nos conheça.
Isso é amor verdadeiro. Amor que nos liberta da necessidade
de ser correspondido! Amor que nos liberta das angústias, das tristezas, dos
estados depressivos e de tudo o mais que tanto aflige o ser humano normal...
Não seja um ser humano normal...
Dê oportunidade à sua felicidade, dela existir de verdade!