quinta-feira, 21 de setembro de 2017
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
terça-feira, 12 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
domingo, 3 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
O início da vida de uma criança - FASE ORAL
Hoje vamos conversar sobre a primeira fase de
desenvolvimento da criança, que Freud chamou de fase oral, para que os pais não
cometam erros que possam comprometer a saúde psíquica e emocional da criança.
No meu livro, Afetividade na Educação, essa fase está
analisada da página 77 até a página 81.
Primeiramente vamos ver o desenvolvimento cerebral da
criança
Durante muito tempo as crianças não eram consideradas como
seres diferentes nem com características específicas da sua idade.
Elas eram consideradas adultos em crescimento. Ainda há quem
pense assim.
Mas estudando o desenvolvimento de seu cérebro, constatamos
que suas redes neurais vão sendo formadas e programadas aos poucos, na medida em
que seu corpo se desenvolve.
Esse desenvolvimento e a programação dessas redes neurais,
embora sigam uma certa sequência lógica, diferem, de criança para criança,
devido as diferenças no ambiente em que se encontram.
Importante dizer que chamamos de ambiente, além do espaço
físico, as atitudes das pessoas em relação a elas, os sentimentos e emoções nas
relações interpessoais e os fatos ocorrendo ao seu redor.
Tudo isso captado pelos elementos sensores, que são: visão,
audição, tato, paladar, olfato e mais todos os que não conhecemos ainda.
Tudo isso vai interferir na formação da sua personalidade.
Quando essa relação da criança com o ambiente não é
satisfatória, isso interfere também nas futuras neuroses.
Por isso que é imprescindível que pais e educadores conheçam
cada fase desse desenvolvimento.
Só assim todos poderão contribuir para que a criança tenha
uma vida saudável, tanto na sua parte física, como na sua parte psíquica e
emocional.
Sói assim haverá reflexos positivos na formação da sua
personalidade.
Vamos ao instinto de imitação
A imitação é a única forma do ser humano construir as suas
características comportamentais.
Embora a maioria das outras espécies desenvolva suas
características próprias sem precisar imitar seu semelhante, no ser humano isso
é parte fundamental do processo de desenvolvimento.
Basta analisarmos os casos históricos de crianças criadas
por animais, como os meninos lobo da Índia, para percebermos o ponto a que
chega a imitação.
A criança, nessa fase, tem muita dificuldade para entender,
tanto o adulto, como o ambiente. Afinal, tudo é novo!
Mas, mesmo não sabendo o que significa nem o ambiente e nem
as pessoas, ela observa, tenta imitar gestos, sons e tudo o mais, para se
sentir integrada ao meio.
Em relação à fala, ela vai tentando reproduzir o que ouve,
se esforçando para chegar a perfeição.
O adulto fala e a criança ouve o som das palavras.
A criança tenta imitar, mas como a musculatura da fala ainda
está em desenvolvimento, a reprodução tem muitas falhas, mas ela continua tentando
se aperfeiçoar cada vez que o adulto repete o que disse.
É aí que acontece um dos erros dos adultos, que é falar com
a criança infantilizando a sua pronúncia, ou seja, imitando a forma da criança
falar!
Esse erro só atrapalha a criança, fazendo com que ela demore
muito mais a falar de forma correta.
Mas, ainda em relação à imitação, é bom saber que, além de
imitar, elas podem, também, pensar de forma própria e agirem de maneira
criativa.
Precisamos observar com muito cuidado sua fala e suas
atitudes, para procurar perceber se ela está errando, entendendo incorretamente
ou criando uma forma diferente de realizar a mesma atividade.
Agora, o instinto de sobrevivência
Voltando aos primeiros dias da vida da criança, para que ela
sobreviva, a sua mente programa seu instinto de necessidade de satisfação oral.
Assim ela tentará se satisfazer pela boca, mamando e se
alimentando.
Essa satisfação foi a primeira que Freud identificou como
resultado da força impulsionadora da libido!
Esse instinto é muito forte!
Se o simples ato de mamar a satisfaz, ótimo! Essa satisfação
será a primeira de uma série de satisfações que vão construir, na criança, um
equilíbrio emocional fundamental para toda a sua saúde física e psíquica
futura!
Mas, se por acaso, o ato de mamar não for suficiente para
essa satisfação, a criança vai demonstrar necessidade de continuar sugando ou
mordendo.
Nesse caso é importante satisfazer essa necessidade por meio
de chupetas e mordedores, já que a insatisfação não compensada, serve como um
dos primeiros elementos geradores de neuroses, com reflexos para toda a vida
adulta.
A polêmica em relação à chupeta e mordedor deve-se a
possibilidade de ambo concorrerem para a má formação da arcada dentária.
Verdade, mesmo que sejam as ortodônticas, etc...
Mas o cuidado com a satisfação oral deve prevalecer nesse
caso, ainda mais que isso só será necessário até o final dessa fase, o que vai
ocorrer entre um ano e um ano e meio de idade.
Lembro que isso não significa sair enfiando chupeta na boca
das crianças, mas sim oferecer apenas àquelas que demonstram não estarem
satisfeitas com o simples ato de mamar.
E agora, o instinto exploratório – mãe ser supremo
A criança, nova no mundo, tenta explorá-lo ao máximo!
Ela não pediu para vir ao mundo, como bem disse Heidegger na
parte de seu “SER E TEMPO” chamada de Existência Inautêntica do Ser.
Mas, já que ela está, ela quer conhecer tudo e se apoderar
de tudo!
Ela tenta se identificar com o mundo e se apropriar dele.
Em seu raciocínio ela, ao se apropriar de tudo, se
identifica como centro do universo e, ao mesmo tempo, entende o universo como
parte de seu corpo.
Nessa linha de pensamento, sua mãe também está incluída. Ela
também faz parte de seu corpo.
Essa criança se sente totalmente dependente da sua mãe.
Lembrem que a criança considera como mãe aquela que provê o
seu conforto e a amamenta.
Estando junto dessa mãe, a criança tem certeza de que não
está abandonada à própria sorte no mundo.
Quando há essa identificação com a mãe, a ideia absorvida é
a que sua mãe é um ser supremo, luminoso, iluminado! Essa identificação é
necessária.
Podemos comparar essa necessidade com aquela que leva todos
os povos primitivos a criar seus mitos, seus deuses, ou seus super-heróis.
Essa é a primeira “aventura” intelectual do ser humano.
A presença dessa mãe, com a qual ela se identifica,
“resolve” o enigma dos mistérios do conhecimento nessa fase.
Essa sensação estabiliza suas possíveis angústias.
E ela cria um bom conceito de si mesma e do mundo. Ela
percebe que sua existência é autêntica. Ela faz parte do mundo.
Mas, se não houver essa identificação, como por exemplo,
ausência afetiva da mãe, o que acontece?
Esse é o primeiro sinal de uma angústia, já sendo construída
na criança, antes mesmo de ela ter completado seu primeiro ano de vida.
Vão surgir dúvidas sobre o mundo e começarão a aparecer as
angústias sobre o próprio ato de conhecer.
Essa angústia infantil transforma o mundo, onde a criança
acabou de chegar, em um mistério inalcançável e um grande desconhecido.
É a primeira vez que essa criança começa a achar que tem
algo errado na sua existência.
Ela começa a desconfiar da mãe e do ambiente.
E, como quase tudo o que ocorre nessa fase, esse sentimento
tende a ser projetado em relação à sociedade e ao mundo.
Essa criança tende a se tornar agressiva, perde o entusiasmo
e não consegue desenvolver suas competências.
Vamos à imposição de limites
No momento anterior, quando a criança se apropria de tudo,
incluindo sobre sua mãe, ela tende a querer mais do que tem e ser mais do que
é.
E, para evitar que tais necessidades exploratórias e de
apropriação se tornem exageradas e venham a se tornar mais um elemento causador
de angústias geradoras de neuroses, começa, agora, a necessidade de que toda a afetividade
seja completada com limites.
Havendo imposição de limites, a criança passa a perceber que
alguém está se preocupando com ela.
Isso constrói o sentimento de segurança.
Afetividade sem limites gera uma desconfiança em relação a
todos. Isso porque falta de limites significa falta de cuidado e de atenção, ou
seja, sentimento de desprezo e de abandono!
Como exemplo na imposição de limites está a mania de ficar
com a criança no colo, principalmente quando ela chora.
Se ao chorar alguém a pega no colo, logico que ela vai
querer chorar sempre, para se sentir abraçada em todo seu corpo pelo corpo de
um adulto, e isso significa construir total insegurança para com o mundo.
O certo é ir afaga-la, acaricia-la, e tudo o mais, mas com
ela no berço ou no carrinho.
Dessa forma ela incorpora o ato de carinho do adulto com a
sensação de estar acomodada no colchão.
Assim a criança sente o afago, a carícia, o amor, mas sente,
ao mesmo tempo, a proteção física do colchão, significando que aquela segurança
afetiva também está ligada ao mundo, representado pelo colchão de seu berço ou
carrinho.
Resumindo o que vimos hoje:
Desenvolvimento cerebral da criança:
A criança vai programando seu cérebro, suas redes neurais,
sob a influência do meio, ou seja: espaço físico, pessoas, emoções, sentimentos
e fatos.
O instinto de imitação
A criança imita, mas não é para ser imitada pelo adulto,
principalmente na forma de falar as primeiras palavras. Fala infantilizada de
adulto só prejudica o desenvolvimento correto da fala da criança.
O instinto de sobrevivência
A criança precisa satisfazer o prazer de sugar e, para isso,
pode haver necessidade de se oferecer chupeta e mordedor. Mas isso somente até
o final dessa fase, que vai ocorrer entre os 12 e 18 meses de vida.
O instinto exploratório – mãe ser supremo
A criança inicia a exploração do mundo e tenta se apropriar
de tudo. Ao se identificar com a mãe percebe que sua existência é autêntica. Se
não se identificar, surge a angústia. Sua existência é inautêntica.
Imposição de limites
Só com o cuidado de ao dar afeto, esse afeto estar sempre acompanhado
de uma clara imposição de limites, é que será construído, nessa criança, a
segurança afetiva que ela necessita para o seu equilíbrio emocional e,
consequentemente, a sua felicidade.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Angústia e reconstrução da vida
Um dos sentimentos mais presentes na vida moderna é a
angústia, levando as pessoas a frequentes estados de tristeza e, muitas vezes,
ao mergulho depressivo.
Quais serão os motivos que levam as pessoas a caírem nesse
estado?
Como evitar essa queda?
E, melhor ainda: como reverter esse estado negativo em
estado positivo de reconstrução da própria vida, e descoberta do sentido da sua
existência?
Vamos procurar analisar a partir de um pensador meio
polêmico, que foi Heidegger.
Esse cara, embora seja muito contestado pelas suas atitudes
ligadas ao regime nazista, pode nos ajudar muito devido as suas reflexões
publicadas em “Ser e Tempo”.
Quem leu essa obra poderá recordar esses trechos que vou
utilizar nas nossas análises.
Vamos à primeira parte da obra, que ele define como sendo o
estudo da “Existência Inautêntica” do ser, e que nos explica muita coisa
relacionada às nossas tristezas, ansiedades e angústias.
Quando ele analisa a vida cotidiana, o que mais vem à tona
são três momentos muito interessantes, na visão dele, que são a FACTICIDADE, a
EXISTENCIALIDADE e a RUÍNA:
Vamos à Facticidade
A facticidade pode ser entendida como a surpresa nossa ao
chegar a um mundo que não escolhemos e sem que tenhamos, sequer, expressado
vontade alguma de estar aqui.
Essa é a visão particular de Heidegger, contrariando algumas
crenças espiritualistas.
Mas, cientificamente, pelo menos por enquanto, a realidade é
que viemos para cá sem que alguém nos desse qualquer outra opção.
A facticidade já seria um elemento de existência
inautêntica, podendo ser incompatível com nosso EU interior.
Depois vem a Existencialidade
Essa, diferente do existencialismo de Sartre, pode ser
entendida como a necessidade permanente do homem de conquistar, ou de “se
apropriar” das coisas do mundo, desejando incorporar, à sua existência, algo a
mais, algo além dele mesmo.
Essa necessidade o leva a precisar ter mais do que tem, ser
mais do que é, o que acaba refletindo na necessidade de precisar ser
reconhecido no que faz, ter reciprocidade em seus sentimentos pelos outros, ou
seja, se sentir importante para o mundo, podendo chegar ao estado de narcisismo
ou ao egocentrismo.
O homem constrói, como objetivo principal, a apropriação de
todas essas coisas e sentimentos, o que justificaria a sua existência nesse
mundo.
E, por fim, a ruína
A ruína é um processo decorrente da acomodação à vida
cotidiana, tornando o homem um escravo da rotina, da consciência coletiva e do
envolvimento com problemas e preocupações decorrentes do fato de sua vida ter
sido reduzida à vida com os outros e para os outros.
O ser humano se torna promiscuamente público e se desvia do
seu projeto essencial, que deveria ser a tarefa de se tornar ele mesmo!
Ele! O conquistador do mundo à sua volta e senhor da sua
existencialidade! Tudo isso é perdido devido a esse desvio provocado pelo
cotidiano.
A ruína é, então, a demonstração clara de que há toda uma
existência inautêntica do ser, construindo o sentimento natural de angústia!
A Angústia
Mas é a partir da angústia que o homem se volta para dentro
dele mesmo, observando os “cacos”, ou pedaços que sobraram da sua existência
equivocada.
Nesse mergulho interior, provocado pela falta total de ânimo
e de motivação, resultante da constatação de que ele se perdeu de sua essência,
é que surge a oportunidade de ele começar a juntar seus pedaços e se encontrar
com a totalidade do seu ser.
No encontro dessa totalidade ele começa a construir a sua
existência autêntica, independentemente do mundo à sua volta, das obrigações
sociais, das rotinas, das acomodações e de preocupações criadas por uma cultura
de massa.
A angústia, então, que poderia ser um sinal fatalista, passa
a ser um elemento impulsionador de sua reconstrução, agora, entretanto, a
partir da sua própria verdade interior, uma verdade descoberta a partir da
destruição da máscara social que tomava conta de todo o seu EU anterior.
Sua reconstrução, o mergulho interior
A prática da reconstrução tem início na constatação de que,
não é o elemento externo que importa, mas sim o elemento interno - a sua
verdade interior - e o fortalecimento de tudo o que significa o seu ser
autêntico.
Esse mergulho precisa ser de identificação das suas verdades
mais profundas, de seus sentimentos mais verdadeiros, de constatação de seus
valores e suas virtudes pessoais, da construção de um amor por você mesmo, da
satisfação de ser, de estar vivo, se se sentir autêntico, pelo menos com você
mesmo!
Mas nesse mergulho esteja sob total controle de sua
angústia, agora positiva, realizando exercícios com a musculatura zigomática,
que é fazer caretas e massagens faciais de vez em quando, ou sempre que a
angústia tentar desviar para a tristeza profunda.
Assim, soma e psique, ou seja, seu corpo e sua mente,
começam a ser construídos e fortalecidos a partir da junção dos pedaços que
sobraram da existência anterior.
A reconstrução – o soma (corpo)
O soma, o corpo, a estrutura orgânica, precisa estar nutrido
corretamente, tanto para o fortalecimento dele mesmo, como para dar suporte ao
funcionamento da estrutura neuronal que desenvolve a psique.
Vem, então, o consumo frequente de água, a alimentação
balanceada, o cuidado com as intolerâncias e alergias alimentares, e o prazer
de saber que a escolha correta do que consumimos, resulta na garantia de uma
estrutura saudável. Somos aquilo que comemos.
A reconstrução – a psique (a mente)
Essa nutrição correta estimula o funcionamento perfeito do
sistema nervoso como um todo, especialmente as redes neurais controladoras da
psique, permitindo a geração e liberação equilibrada, de todos os
neurotransmissores, principalmente os responsáveis pelo equilíbrio emocional,
disposição, motivação e entusiasmo, que são a serotonina, a dopamina e a
noradrenalina.
Mas para que a psique esteja perfeita, além da nutrição
adequada, há necessidade de se libertar dos estresses sociais e pessoais.
Os maiores motivadores desses estresses são os problemas
pessoais e profissionais a serem enfrentados, o excesso de tempo em qualquer
atividade, mesmo prazerosa, e o atual carro chefe de todos eles, que é o excesso
de exposição às redes sociais e jogos pela internet.
Jogos e redes sociais, basta limitar tempo e horários.
Atividades diversas basta controlar tempo máximo para cada
uma delas.
Problemas, analise se pode resolvê-los. Se puder, resolva
logo. Se não puder, respeite-o, mas deixe-o do lado de fora da sua mente.
Já ouvi essa frase algumas vezes, e ela é muito válida: “Um
barco não afunda devido a água que está do lado de fora, mas sim devido a água
que deixamos que entre nele. ”
No mais, respeite os sinais do organismo.
Sinais do corpo mostram a necessidade de dormir, descansar e
reduzir atividades. Respeite-os. Nada de forçar a natureza.
Sinais da psique surgem em sonhos frequentes com temas
repetitivos. É sinal de que há algum sinal de neurose que deve ser verificado.
Se não houver meios de procurar um analista, escreva seus sonhos, com todos os
seus detalhes, todos os dias, e leia-os sempre. Sua própria mente estará
trabalhando para reduzir a energia dessa possível neurose.
E pronto!
Vá em frente, transformado a angústia, que antes era
negativa, em um elemento positivo de reconstrução de vida e entendimento mais
profundo do verdadeiro sentido da sua existência.
sábado, 15 de julho de 2017
Avaliação como instrumento de igualdade social
Amigos:
Que bom estarmos aqui de novo!
Hoje vamos falar sobre AVALIAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE
IGUALDADE SOCIAL!
E vamos iniciar identificando os maiores desafios de hoje,
em nosso país, que são:
- A criminalidade comum: o bandido que assalta o povo, com a
arma na mão; e
- A criminalidade dos poderosos: os corruptos, em todos os
poderes da república, que assaltam o povo, com o poder na mão.
A análise que faremos será a do criminoso comum, com arma na
mão:
– Por que e como estão sendo criados esses criminosos?
Primeiro passo para criar esse criminoso: ódio à elite!
Desde criança que esses “futuros criminosos” são levados a
criar um sentimento muito forte de “ódio à elite”, independentemente de quem
seja elite.
Esse ódio generalizado é dirigido a todos aqueles que
possuem alguma coisa a mais que eles, mesmo que essa pessoa tenha tido a mesma
origem de baixa renda, mas que tenha, por algum motivo, prosperado por seu
próprio esforço.
O ódio passa a ser cego! É melhor que eu, é meu inimigo! Tem
mais que eu, é meu inimigo!
O que eles não percebem é que esse ódio está sendo fomentado
pela própria elite corrupta, se utilizando de líderes “sabotadores”,
estrategicamente preparados para isso.
Muitos desses líderes nem sabem que estão sendo utilizados
pela própria elite corrupta...
Por que?
Porque dessa forma as crianças e os adolescentes de classe
baixa criam, em suas mentes, que ser elite é ser “do mal”, o que os afasta
imediatamente de qualquer esforço para melhorarem de vida, já que, se
melhorarem, passarão a ser “elite” e, então, serão “do mal”...
Segundo passo para criar esse criminoso: baixa autoestima!
Para reforçar ainda mais a certeza de que a maioria dos
adolescentes oriundos de famílias de baixa renda prosperem na vida, essa mesma
liderança sabotadora, inconscientemente manipulada pelo poder corrupto, tenta
implantar na mente desses jovens a convicção de que quem nasceu pobre será
pobre a vida toda – oportunidades são apenas para a elite...
E grande parte desses adolescentes acredita mesmo nisso e
desiste de lutar para reverter a situação de sua família.
Terceiro passo para criar esse criminoso: escola como
garantia de bolsa família e diploma para qualquer empreguinho!
Essas crianças e esses adolescentes são matriculados nas escolas.
Mas uma parte considerável dessas famílias “sabotadas” matriculam seus filhos
única e exclusivamente para garantirem o recebimento do “bolsa família”.
Não há intenção de estimular o filho a se desenvolver
intelectualmente, já que se isso ocorrer ele será da elite “do mal”.
Escola apenas para “bolsa família” e para ter um diploma
qualquer que garanta algum tipo de emprego...
Muitos desses jovens, sabendo disso, estarão na escola sem
qualquer estímulo, e muitas vezes odiando os seus próprios professores,
considerados por eles como membros da elite...
Na escola, muitos serão reprovados até serem excluídos ou a
abandonarem.
Outros serão “passados” por professores ameaçados, até com
armas, ou por promessa de serem assaltados na rua...
É aí que entra a AVALIAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE IGUALDADE
SOCIAL:
Ao analisarmos a escola atual e o seu processo avaliativo
tradicional, verificamos que tudo o que vem sendo feito tem os seguintes
objetivos:
1º selecionar os mais capazes e mais inteligentes;
2º excluir os menos capazes, menos inteligentes, mais
desinteressados, incluindo os que apresentam dificuldades de aprendizagem,
sejam alunos especiais ou não (mas essa parte deixaremos para comentar em outra
oportunidade).
Sabemos que em todas as escolas encontramos alunos
interessados e estudiosos, estimulados pelas suas famílias e, portanto, com
autoestima elevada, que serão selecionados nesse processo;
Mas enfocaremos apenas aqueles outros, os desinteressados,
revoltados com a desigualdade social, e com baixa autoestima, acreditando que
nunca vencerão na vida pelo crescimento intelectual.
Se esse aluno é reprovado, devido ao seu baixo rendimento,
ele acaba sendo excluído, ou ele mesmo abandona a escola, o que significa que não
terá qualquer diploma que facilite encontrar emprego formal.
Esse é um forte candidato a ser empregado pelo crime
organizado, onde não se exige diploma, mas sim revolta social.
Se, por outro lado, esse aluno é “passado” pelo professor
ameaçado, ele consegue se formar, recebe diploma, mas não adquire qualquer
conhecimento que garanta um emprego formal.
Esse, com mais razão ainda, é mais um forte candidato ao
crime organizado, se já estiver nele desde a infância.
A AVALIAÇÃO QUE REPROVOU O ALUNO SEM CONHECIMENTO OU QUE O
APROVOU POR ALGUMA IMPOSIÇÃO, ACABA DE AJUDAR A AMPLIAR A DESIGUALDADE SOCIAL, AUMENTANDO
O NÚMERO DE CRIMINOSOS COMUNS, QUE ESTARÃO, COM ARMA NA MÃO, ASSALTANDO EM
TODAS AS ESQUINAS.
Como interferir para eliminar a geração desses criminosos e
garantir a igualdade social?
O único ponto de convergência de todos é a escola.
Mas a escola tradicional, como sabemos, não está dando conta
desse desafio.
Mas por que razão?
Todos dirão que é pela falta total de educação doméstica,
que esses alunos já chegam revoltados na escola, e que muitos já estão desde
cedo, envolvidos com o crime.
Ou seja: a família, ou a ausência dela, é a razão de tudo
isso!
Sim! É verdade! Essa parte já sabemos!
Mas eles entraram na escola, e a partir daí surge a grande
oportunidade de se mudar toda essa realidade!
Mas vamos conseguir isso apesar desse tipo de família?
Realmente é um enorme desafio, mas é um desafio a ser
enfrentado, e nunca abandonado!
Mas não é só “1” desafio. Na realidade são “3”!
Primeiro: o aluno.
Segundo: a família.
Terceiro: o líder sabotador, que agora ataca na própria
escola, como um dos professores, normalmente revoltado com ele mesmo, com a
vida e com a sociedade, e que vai tentar, a todo custo, baixar a autoestima de
todos os alunos e criar em suas mentes o tal ódio à elite, generalizando como
elite, todos os que têm algo a mais do que ele...
A família terá que ser trabalhada com um PROGRAMA DE
TREINAMENTO PARENTAL.
Os líderes sabotadores devem ser reconstruídos com um
PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA.
E a formação dos alunos deverá ser realizada a partir de uma
mudança total na FILOSOFIA DA AVALIAÇÃO ESCOLAR.
Vamos enfocar essa parte: A AVALIAÇÃO ESCOLAR
Com muitas exceções, é claro, muitos professores estão na
profissão apenas porque não conseguiram encontrar outra forma de sustentar sua família!
Exatamente por não terem o verdadeiro “dom” da profissão,
esses enfrentam o seu dia-a-dia como se estivesse indo para uma batalha, onde
sua arma se chama AVALIAÇÃO – NOTA – AMEAÇA DE REPROVAÇÃO – etc...
Seus alunos são seus inimigos.
Seus aliados são apenas os “nerds”, aqueles bem-educados e
estimulados pelas suas famílias, com elevada autoestima, mas esses, na
realidade, nem precisam de professor...
Um simples computador ajuda muito mais esses alunos do que
um professor...
Então, a AVALIAÇÃO ESCOLAR é uma ARMA para esse tipo de
prática docente.
Como mudar isso?
PRECISAMOS APRENDER A PRATICAR A AVALIAÇÃO, NUNCA COMO ARMA,
MAS COMO INSTRUMENTO DE IGUALDADE SOCIAL, ou seja:
Usar a avaliação para avaliar DE VERDADE cada aluno,
descobrindo a dificuldade de cada um, e nunca para excluir ou selecionar;
Resultados das avaliações são alarmes para que nós,
professores, identifiquemos quais são os alunos que precisam de toda uma
alteração na nossa metodologia, ou alguma ajuda externa, como apoio
psicopedagógico, psicológico, ou até AEE, por exemplo.
Estimular cada aluno proveniente de famílias em situação de
risco social, para que se livrem do efeito pernicioso das propagandas negativas
que os deixam na certeza de que nunca competirão com os filhos dos ricos;
Isso pode ser feito por meio de palestras específicas,
elevando a autoestima desses alunos e mostrando casos reais de evolução
intelectual ou financeira, de pessoas provenientes das classes menos favorecidas.
Criar metodologias educacionais que façam com que o aluno se
sinta responsável e no controle do seu processo de aprendizagem, estimulando a
criatividade, a descoberta e a inventividade, sempre com a orientação docente,
e de forma que ele mesmo possa estar participando do seu próprio processo de
avaliação.
O método mais apropriado que encontrei até hoje, depois de
tentar muitos outros, foi o de aula por meio de grupos operativos, quando
adaptei a técnica desenvolvida por Pichon Riviere.
Tem vídeos meus mostrando isso.
É FÁCIL?
Fácil até que é! Mas dá, realmente, muito trabalho e precisa
de muita criatividade e dedicação.
E, para isso, temos que mudar toda a filosofia da educação
em sala de aula e, mais ainda, precisamos que as famílias sejam orientadas a,
no mínimo, não atrapalharem todo o processo.
Para ajudar, assistam ao filme ESCRITORES DA LIBERDADE.
É um caso real. É apenas um exemplo de criatividade para
reverter toda uma realidade social.
Outro filme a ser assistido: COMO ESTRELAS NA TERRA.
Para mudar não precisa eliminar carteiras escolares, não
precisa ter aula fora da sala, não precisa não ter professor artista, embora tudo
isso possa ajudar muito!
Precisa apenas que cada professor se dedique a entender cada
aluno, e que todos os professores se convençam de que cada um deles é uma
experiência profissional, ou seja, é um projeto para sua evolução na prática
docente!
Mas, lembre:
Sempre é bom estarmos atentos aos sabotadores que, muitas
vezes, estão do nosso lado, dizendo que nada disso vai dar certo, que, na
teoria, tudo isso é lindo, mas, na prática, nada funciona...
Pois é, amigos...
Garanto que funciona!
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Síndrome amotivacional com Roberto Andersen em IUPE Educação
Pode estar havendo uma alteração no equilíbrio dos
neurotransmissores, por exemplo. Esse equilíbrio é básico para nosso estado
emocional como um todo!
Os neurotransmissores mais ligados à motivação são a
dopamina e a noradrenalina.
A dopamina, por sua vez, além da motivação em conjunto com a
noradrenalina, se liga também ao prazer e a iniciativa, logo, nossa preocupação
mais imediata passa a ser a elevação dos níveis de dopamina.
Então, se o que sentimos é falta de disposição, falta de
ânimo ou falta de motivação, vamos partir para a elevação dos níveis de
dopamina, até que nosso estado emocional esteja todo equilibrado novamente.
O que precisamos, então, é saber quais as dicas para
provocar a elevação desses níveis.
Há muitos estudos sobre isso, mas como nossa preocupação não
é com trabalho acadêmico, e sim com a prática do dia-a-dia, vamos a síntese de
tudo o que já chegou a nós sobre isso, envolvendo cinco áreas principais, que
são:
Alimentação, atividade física, meditação, uso do sistema de
recompensa cerebral e redução do estresse.
A todo momento que estivermos buscando cumprir cada uma das
dicas, é importante estarmos atentos à elevação da autoestima!
E isso deve ser feito tanto pelo reconhecimento positivo de
tudo o que você tem, como também de tudo o que você é, iniciando pela
satisfação de estar vivo.
Essa parte é importante porque o efeito psicossomático é
primordial para a saúde do nosso corpo e da nossa mente.
Mas vamos às dicas:
Alimentação
A nutrição correta é primordial para possibilitar a produção
equilibrada de todos os neurotransmissores.
Mas, além disso, vamos dar importância a alguns que são mais
ligados à dopamina e aos melhores métodos para a absorção dos nutrientes.
Coma frutas entre as refeições. Há uma divulgação pela
internet que o ideal é comer frutas de estômago vazio. Não sei se é verdade.
Sei que frutas são importantes. Se comer entre as refeições estará se
alimentando corretamente e, se essa história de estômago vazio tiver algum
sentido, estaremos cumprindo essa parte também.
Após as refeições só bebida quente, tipo chá, por exemplo.
Nunca bebida gelada. Isso já é um conhecimento antigo na Rússia. Eles também
recomendam nunca beber água gelada, mas essa parte ainda é muito polêmica. Eu
não bebo água gelada. Me acostumei assim e acho a água natural deliciosa!
E, inclua em sua dieta, sempre que possível:
Chá verde
Gérmen de trigo
Farinha de aveia
Ovos
Beterraba
Iogurtes, coalhadas e outros probióticos
Atividade Física
Sempre se soube que as atividades físicas provocam a
neurogênese, melhorando o fluxo de nutrientes para o cérebro.
Mas, além disso, essas atividades provocam o aumento dos
níveis basais de dopamina, provocando o crescimento de novos receptores nos
neurônios.
Novos receptores significam maior tráfego sináptico, ou
seja, maior intercomunicação entre todos os nossos neurônios, o que significa
muito mais eficácia nas nossas atividades cerebrais.
Além da dopamina, os exercícios aumentam também os níveis da
serotonina e noradrenalina, que são exatamente os três mais importantes
neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio emocional.
Então, o recomendado é que se faça meia hora diária de
atividade física, que pode ser uma caminhada com alongamento, por exemplo. Eu
faço mais do que isso, mas em dias alternados. Todos os dias faço apenas um
alongamento completo.
Meditação
A meditação regular aumenta os níveis de dopamina e, por
isso, melhora a atenção e a capacidade de concentração.
Use qualquer processo de meditação ou mentalização ou
concentração de forma que você esteja ligado a você mesmo.
Quem for religioso, como eu, pode aproveitar para juntar a
meditação, ou mentalização, às suas orações de rotina.
Alguns efeitos desse processo, como o acréscimo considerável
na espessura da massa cinzenta cerebral, foram observados por meio de
ressonância magnética.
Ou seja: funciona mesmo!
Eu faço isso diariamente assim que acordo. Levo mais ou
menos uma meia hora. E me sinto muito bem o dia todo!
Uso do sistema de recompensa cerebral
Nosso sistema de recompensa cerebral atua no sentido de
provocar sentimentos de muita satisfação emocional, aumentando os níveis da
dopamina.
Para isso ocorrer precisamos planejar, buscar e realizar
coisas que provoquem satisfações, por menores que sejam, já que são elas que
ativam os circuitos dopaminérgicos.
Esse planejamento pode ser, por exemplo:
Criar metas diárias, de curto prazo, que você possa realizar
e ficar satisfeito com isso.
Transformar suas metas de longo prazo em várias metas
intermediárias de curto prazo, para ter a dopamina estimulada todo o tempo.
E essas metas podem ser:
Uma aventura diferente, encontrar uma especiaria para comer,
provocar um abraço amoroso em um amigo, criar um programa de atividades
físicas, etc.
Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas
Mortos”, a recomendação do professor para seus alunos foi uma forma bastante
interessante de se cumprir essa parte.
Ele disse “Carpe Diem”!
No fundo esse termo mostra que devemos aproveitar cada
momento da nossa vida como se ele fosse o mais importante de toda a nossa
existência, focando apenas no momento presente e sentindo o prazer daquele
instante, aproveitando cada segundo dessa relação entre nós e o ambiente, as pessoas
presentes, o momento, o espaço e o tempo!
É a criação instantânea de uma meta imediata! A de sentir
prazer naquele momento, naquela relação com o mundo, naquela sensação de estar
presente em nossa própria vida!
Faço isso sempre!
Redução do estresse
Planeje seu dia e sua noite sem estresses, da seguinte
forma:
Redes sociais – o ideal é planejar horários fixos para
acessar as redes e respeitar tal planejamento.
Seus amigos dirão que você os
deixou no vácuo...
Acostume seus amigos a respeitar seus “vácuos”! Mostre que
não são vácuos! São momentos em que você está se tornando melhor ainda e
fazendo crescer seu amor interior, para poder compartilhar, depois, com eles!
Jogos eletrônicos, exposição ao computador, jogos pelo celular,
etc. – planejar horário para isso, com limitação de tempo (uma hora de cada
vez).
E planeje seus intervalos para fazer algo mecânico, crie
algum hobbie, alguma pintura para fazer, algum desenho, alguma poesia a
escrever com papel e caneta, ou um passeio lá fora...
Sono – planeje seu sono para estar dormindo antes da meia
noite, sempre que possível, e programe a sua hora de acordar.
O momento do sono é o momento mais importante para a nossa
mente, já que é o momento em que ela vai trabalhar, incessantemente, para
reorganizar todas as nossas redes neurais e recuperar a energia de todas as
células do corpo!
Prepare-se, antes, para esse período tão importante para a
vida!
Elimine as interferências externas ao sono desligando todos
os equipamentos (TV, computador, etc.) pelo menos meia hora antes de dormir. O
processo de sono é um processo eletromagnético que, se sofrer interferências,
nunca será tão perfeito.
Deixe o celular em outro cômodo da casa. A proximidade dele
prejudica seu processo de recuperação cerebral. O celular é um grande vilão!
Acredito que ele seja um dos principais responsáveis pela intolerância social
tão comum hoje nas ruas! Ele estressa nossas redes neurais!
Pronto!
Vimos a alimentação, atividade física, meditação, uso do
sistema de recompensa cerebral e redução do estresse.E vimos também que todas as dicas devem sempre
estar acompanhadas da elevação da nossa autoestima! Tudo deve ser feito visando
o prazer de fazer, o prazer do momento, o prazer da relação para com o
ambiente, as pessoas e as atitudes, ou seja, o prazer de ser você mesmo!
sábado, 1 de julho de 2017
Alergia Alimentar com Roberto Andersen em IUPE Educação
Amigos,
A Alergia Alimentar, embora ainda seja desprezada por muitos
profissionais de medicina, é hoje um dos problemas que mais cresce no mundo!
Essas alergias afetam, principalmente, crianças e
adolescentes com T.E.A. (Transtorno de Espectro Autista) e com T.D.A.H
(Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).
O profissional médico mais preparado para o entendimento
desse assunto em crianças e em adolescentes é o pediatra com especialização em
gastrenterologista, imunopatologia e nutrição, significando uma preparação de aproximadamente
nove anos de estudos, que é um investimento difícil de ser realizado.
Para tratar dessa alergia no TEA e no TDAH há necessidade
de, inicialmente, realizar exames de intolerância alimentar para, depois dos
resultados, elaborar dietas específicas, sem os elementos considerados “não
toleráveis” pelo organismo daquele paciente.
Mas como o tratamento inicial consiste, basicamente, em
dietas específicas, sem a necessidade imediata de prescrição de medicamentos, surge
uma grande dificuldade:
Não há qualquer interesse, por parte da indústria
farmacêutica, em financiar tais pesquisas, nem de apresentar tais trabalhos em
seus congressos, já que o tratamento não inclui prescrição de medicamentos, não
trazendo, para ela, qualquer retorno financeiro;
Devido a isso as fontes de financiamento ficam mais escassas
e a divulgação dos resultados das pesquisas ficam restritos a congressos
financiados exclusivamente por universidades e poder público, mesmo assim, se
não estiverem influenciados pela indústria farmacêutica.
Devido a essa característica de tratamento sem medicamentos,
percebemos que as próprias universidades sofrem pressão das indústrias
farmacêuticas, claramente contrárias a tais divulgações, para que tais estudos
sejam considerados irrelevantes ou sem comprovação científica confiável.
Para combater essas alegações da máfia dos medicamentos, eu
alerto que, só o cientista médico Aderbal Sabrá, brasileiro livre-docente e
doutor em pediatria, pós-doutor em gastrenterologia e pós-doutor em imunologia,
só ele, já tem mais de vinte trabalhos sobre o assunto, que são comprovações
científicas sérias, publicadas nas principais revistas científicas mundiais.
Seu livro “Manual de Alergia Alimentar”, ensina aos demais médicos
cada detalhe de seus estudos. A obra foi publicada pela Editora Rubio.
E para reforçar mais ainda o caminho das comprovações,
William Shaw, cientista médico americano, reuniu, para cada assunto de seus
estudos, vinte a trinta comprovações científicas já publicadas nas principais
revistas de divulgação científica do mundo.
Sua obra, Tratamentos Biológicos do Autismo e TDAH mostra
todos esses detalhes.
Dizer, então, que o tratamento biológico do TEA e do TDAH é
terapia não comprovada cientificamente é, no mínimo, uma prova de analfabetismo
científico provocado pela falta total de estudos sobre o assunto, ou tem alguma
outra intenção ainda menos nobre.
Vamos ver, então, de que forma poderemos tentar reduzir esse
crescente avanço na alergia alimentar em todo o mundo.
Aleitamento materno exclusivo
O ponto básico para que se tente reduzir essa incidência
alarmante é pelo incentivo ao aleitamento materno exclusivo, até que a criança
alcance seus oito meses de idade, pelo menos.
Toda criança nasce com predisposição a ser alérgica. É
durante o aleitamento materno exclusivo, nesses oito meses, que ocorre a
conversão dessa predisposição, reduzindo bastante essa tendência, ou até a
eliminando.
Excesso de higiene
Outra situação que estimula a alergia é a higiene exagerada,
iniciando pelo parto cesariana, que elimina o primeiro contato do bebê com os
líquidos do tubo vaginal, que formariam a primeira flora intestinal rica em
probióticos.
Sendo cesariana não há essa formação da maneira natural. E
ainda pode piorar mais, quando os pais começam a dar, ao bebê, fórmulas esterilizadas,
sob recomendações de amigos, parentes, etc...
Antibióticos e antiácidos
O uso indiscriminado de antibióticos, para tratamento de
todo tipo de infecção respiratória, assim como de antiácidos, para problemas no
trato digestivo, também colabora, negativamente, para a formação da flora
intestinal, ou seja, a criança perde toda a proteção natural que a flora bem
formada daria.
Para concluir recomendo que os pais, ao suspeitarem de
alguma característica do filho que possa ser confundida com autismo ou TDAH,
que procure um pediatra que esteja atualizado no conhecimento gastrenterológico,
imunopatológico e nutricional, ou que, pelo menos, tenha conhecimento do
trabalho de Aderbal Sabrá, cujo livro foi escrito exatamente para orientar os
médicos que não completaram seu ciclo de formação completo em relação ao
autismo e TDAH.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Andragogia com Roberto Andersen em IUPE Educação
Para entrar mais em detalhes sobre o assunto, eu recomendo a
leitura dos livros de Erik Erikson, que foi o teórico que mais colaborou para o
entendimento das necessidades básicas de satisfação do adulto e do idoso,
enquanto os demais focaram mais no desenvolvimento do ser humano até os seus
dezoito anos de idade.
Em meu livro AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO – PSICOPEDAGOGIA eu
sintetizo os ensinamentos de Erik Erikson, fazendo um paralelo com Wallon,
Freud, Piaget e Vygotsky.
Marcadores:
afetividade,
alunos,
amor,
andragogia,
colégio,
dificuldades de aprendizagem,
educador,
educar,
ensinar,
ensino,
escola,
inclusão social,
memória,
metodologia,
velhice
Momento de Educação - aluno não aprende e não tem laudo médico
Amigos,
Assistam ao vídeo, mas é importante deixar claro alguns
pontos que parecem não terem sido corretamente entendidos ou foram mal
explicados por mim no vídeo:
Importante deixar claro que a escola ou os professores podem
exigir um laudo médico à família, com a finalidade de tomar conhecimento de
alguma doença, transtorno ou síndrome que precise de atenção especial em
relação à sua saúde, como por exemplo: saber se o aluno toma remédio controlado
para evitar estado agressivo ou descontrole psíquico, se costuma apresentar
problemas de convulsão ou outros, que possam trazer perigo a ele mesmo ou aos
seus colegas.
Quanto a necessidade de o aluno precisar ser acompanhado de
forma especial para fins de aprendizagem, o que constitui o AEE, essa análise e
essa decisão, ficam exclusivamente por conta da escola e de seus profissionais
ligados à educação, sem necessidade de qualquer laudo médico.
NOTA TÉCNICA Nº 04/ 2014/ MEC/ SECADI/ DPEE de 23/01/2014:
(...)Neste liame não se pode considerar imprescindível a apresentação de laudo médico (diagnóstico clínico) por parte do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, uma vez que o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico. Durante o estudo de caso, primeira etapa da elaboração do Plano de AEE, se for necessário, o professor do AEE, poderá articular-se com profissionais da área da saúde, tornando-se o laudo médico, neste caso, um documento anexo ao Plano de AEE.
(...)Neste liame não se pode considerar imprescindível a apresentação de laudo médico (diagnóstico clínico) por parte do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, uma vez que o AEE caracteriza-se por atendimento pedagógico e não clínico. Durante o estudo de caso, primeira etapa da elaboração do Plano de AEE, se for necessário, o professor do AEE, poderá articular-se com profissionais da área da saúde, tornando-se o laudo médico, neste caso, um documento anexo ao Plano de AEE.
Por isso, não se trata de documento obrigatório, mas,
complementar, quando a escola julgar necessário.
O importante é que o direito das pessoas com deficiência à
educação não poderá ser cerceado pela exigência de laudo médico.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
IUPE Educação: Drogas e a perda de motivação
Olá amigos,
Depois de assistir a uma entrevista com um neurocientista
brasileiro, onde ele recomenda o uso da maconha com fins recreativos, afirmando
que a droga não faz mal algum, me sinto na obrigação de alertar meus amigos,
mais uma vez, para a realidade do problema!
A OMS divulgou recentemente que mais de 12% das mortes no
planeta estão ligadas ao consumo de cigarro, álcool e demais drogas. Essa
revelação surpreendeu os próprios pesquisadores.
Uma das observações mostra que o vício provoca mais danos do
que a intoxicação em si.
Para a intoxicação existe o processo de desintoxicação, que
é realizada, frequentemente, com internação hospitalar ou em clínica especializada.
Muitos artistas passam por essa desintoxicação
frequentemente.
Esse tratamento, entretanto, apenas reduz o efeito das
drogas no organismo, mas não trata o paciente.
E, ainda por cima, aumenta o risco de possíveis overdoses
futuras, já que o organismo perde a tolerância natural, chamada de plasticidade
sináptica.
O correto seria uma intervenção de longo prazo, como é feito
pelos grupos de alcoólicos anônimos.
Foi constatado que o uso continuado provoca alterações duradouras,
o que não significa que sejam definitivas, nos circuitos motivacionais e de
recompensa do cérebro e também na capacidade do córtex pré-frontal de
influenciar as vias neurais ligadas à tomada de decisões.
Os danos no circuito motivacionais e de recompensa levam a
pessoa a perder, aos poucos, a vontade de fazer qualquer coisa que não seja o
uso da droga. Isso significa, inclusive, a perda de todos os seus estímulos
emocionais e sensoriais, inclusive o apetite sexual.
O caso extremo pode ser visto em comunidades de uso do crack,
onde se formam massas humanas vagando como verdadeiros zumbis.
Nos nossos vídeos anteriores já falamos de uma série de outras
consequências do uso de todas as drogas, incluindo as que são lícitas, com
álcool, cigarro e medicamentos prescritos pelos médicos.
A boa notícia hoje é que estão sendo alcançados resultados
positivos visando mexer nos circuitos motivacionais da pessoa para que ela
possa se livrar da submissão à droga, isso nos casos em que o uso continuado
tenha levado a pessoa a um estado de grande submissão.
Nesses casos o tratamento se alia a alguns conceitos da
psicologia científica, desenvolvendo programas de contingenciamento.
Nesses programas são oferecidas pequenas, mas imediatas, recompensas,
em um ambiente clínico adequado, para que o indivíduo prefira aquela recompensa
imediata ao consumo da droga e assim vá se controlando até que sua submissão seja
vencida.
O mesmo resultado tem sido alcançado por meio de processos
punitivos, para que a pessoa prefira não consumir a droga para evitar a punição.
A preocupação maior é a de que tais programas são lentos e
onerosos, já que demandam internação, além do fato de que o estímulo ao consumo
está cada vez mais intenso.
Há muito dinheiro envolvido nesse comércio, e nesse caso, a
correnteza é muito mais forte no sentido do consumo do que no sentido da vida
saudável.
Mas, façamos a nossa parte, alertando todos os nossos
amigos...
quinta-feira, 15 de junho de 2017
terça-feira, 13 de junho de 2017
sábado, 10 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
IUPE Educação - Objetivos corretos definem metodologias e processos
É pelo correto entendimento dos objetivos da educação que vão surgir as metodologias mais eficazes e todos os demais processos necessários à construção da igualdade social.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
Inclusão escolar - dúvidas importantes
Nesse vídeo estamos respondendo a mais algumas dúvidas importantes sobre o processo de inclusão escolar, visando garantir a todos os alunos, com dificuldades de aprendizagem, um acompanhamento correto.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Job and Career choice and the Allegory of the Cave
Every time people ask me about careers and jobs I
immediately remember Plato’s Allegory of the Cave, and the Matrix.
Inside the cave, you cannot see reality but phantoms. This
is the Matrix reality.
If you keep yourself inside the cave, your choices will be
based only on the shadows, projected by a political system, for the sake of the
system itself, but never for the sake of the individuals.
When you see the options, they seem to be a strategy for a
standard collective consciousness, quite convenient to the Matrix dominating
system.
Society suggestions are to choose the job, which will bring you
more money and greater employment facilities.
So, doing this way, your job, your career, your work, will
be aiming at a social goal, but not yours.
They don’t mind if you want to make difference in the world.
They don’t mind on you.
The result will always be: you will be slave of the money
and of the system.
In fact, slave of Matrix.
Your feelings are that you are going to a daily sacrifice, to
get money at the end of the month, to live.
It is the Allegory of the Cave, created by Plato, and very
well represented by MATRIX!
Your life is made up of a few happy moments, generously
allowed by the system, inside a reality of daily sacrifice, plenty of problems,
stress, and so on...
While you're inside the cave, you're just a slave of MATRIX.
What can happen if you leave the cave?
Each of us has an inner reality that needs to be discovered,
stimulated and respected.
Your reality will be discovered only when you get free from
the cave.
The cave make all of us very blind, with no conditions to
find the way out.
Leaving the cave, you can see, there is another meaning for
life, quite different from that one, designed by Matrix, inside the cave.
Outside cave, you realize that you can reverse the concepts about
lack of happiness.
Leaving the cave is, then, the first step to be taken. You will
be by yourself.
The second step is analyzing who you are, for sure, going
very deep inside yourself.
The third step is to identify your feelings, your emotions, your
sensations, totally free from outside opinions.
You have achieved the point in which you are able to start
making your correct choices.
Job and career are your very most important choice.
It will define your life.
Choose your job looking for an activity that brings you
pleasure all time, every day.
You will not wake up to go to work.
You will wake up to go to your pleasure!
You will wake up to make difference in the world!
Choose your job to bring you the sensation of being
acquiring and transmitting knowledge.
Choose your job to bring you the feeling that you are
generating and sharing love.
Choosing your job this way, you will be building the road of
real happiness.
I’m sure that’s the very best way!
Good luck!
quinta-feira, 11 de maio de 2017
IUPE - 2ª Reunião de Pais 2017
Olá amigos,
Nessa nossa reunião enfocaremos os seguintes assuntos:
1)Horário de chegada ao colégio e comportamento
2)Educações paralelas: emocional, política, científica e
artística
3)Aprendizagem: reforço com colegas e dificuldades na
mudança de ciclo
4)Aprendizagem: análise da performance da 1ª unidade,
recuperações, perspectivas para a 2ª unidade
5)Participação dos pais na aprendizagem
6)O novo portal com sistema mais eficaz de controle
7)Participação professores e pais
Vamos aos tópicos:
Horário de chegada:
O portão abre às 07h00 e a primeira atividade escolar tem
início às 07h30m.
Como muitos alunos estavam chegando atrasados, levamos
adiante o que combinamos na reunião passada, ou seja, compensar o tempo de
atraso após o meio dia, fazendo algum trabalho sobre a matéria da primeira
aula.
Os alunos do Ensino Fundamental reduziram os atrasos por
causa disso, mas os do Ensino Médio não ligaram para tal punição.
Para eles, então, haverá trabalho dessa matéria a ser
realizado no final de semana seguinte, para entregarem à coordenação na
segunda-feira ao chegar.
Comportamento - bullying:
Nossa orientação aos professores e funcionários é de
encaminhar para punição imediata qualquer aluno autor de bullying.
Mesmo assim algumas ocorrências têm sido verificadas sem que
a direção tenha sido informada a respeito.
Pedimos aos pais que informem à direção, via Sueli ou Caio,
qualquer ocorrência que precise ser verificada a respeito.
Mas, embora esse rigor contra o bullying vá continuar a ser
feito, temos que estar atentos ao outro lado da questão, que é:
Os alunos que, por algum motivo, sofrem bullying, só estarão
protegidos aqui na escola, mas na vida real, na rua, em outros lugares e, mais
tarde, em seus empregos, eles não terão proteção alguma.
Por isso, além da providência disciplinar, é importante que
as famílias orientem seus filhos para que criem estratégias de relacionamento
que anule os efeitos do bullying em sua mente.
Essa orientação é passada pelo IUPE aos alunos vítimas de
bullying, visando a sua preparação emocional para a vida real.
Comportamento – palavrões
Alguns alunos insistem em usar palavrões, algumas vezes aos
gritos, em sala de aula e no intervalo.
As punições serão mais severas a partir de agora.
Educação Emocional
Reiniciamos as atividades de Educação Emocional, considerada
fundamental para a formação do caráter do aluno.
A cada virtude ou valor humano escolhido (esse mês é
RESPEITO) os alunos farão, primeiro, uma pesquisa para encontrar textos sobre o
valor; depois foram orientados para ler o texto com atenção; em seguida farão
uma entrevista com familiares sobre o tema; por último produzirão um texto
sobre o tema.
Na data marcada para cada turma eles entregarão o resultado
da entrevista e o texto produzido.
Educação Política
Por iniciativa dos professores iniciamos um trabalho
conjunto de Educação Política, visando a conscientização dos alunos para o
entendimento da representatividade do grupo e das responsabilidades inerentes a
isso.
Começamos com a eleição dos líderes das turmas.
Em seguida orientamos os líderes para a organização de
grupos de discussão sobre temas do interesse deles e, principalmente, a forma
de preparar os assuntos a serem tratados, sempre com argumentos bem
fundamentados.
Esse trabalho bem orientado poderá fazer surgir a
mentalidade política que precisamos ter em nosso país.
Educação Científica
O IUPE já tem, desde o ano passado, a matéria experimental
LABORATÓRIO que, além de dar informações básicas sobre pesquisas e elaborações
científicas, visa também orientar e estimular o aluno para a apresentação de
seu trabalho na Feira de Ciências.
A partir desse mês o Ensino Médio passa, também, a ter essa
matéria em sua grade curricular, de forma experimental.
Educação Artística
Solicitamos aos pais que estimulem seus filhos a participar
das aulas de MÚSICA e DANÇA, atividades complementares à ARTE, que são
proferidas no turno vespertino, pelas professoras Aline e Jéssica.
A dedicação à ARTE estimula a criatividade cerebral, que é
hoje um dos mais importantes fatores de sucesso profissional em todas as áreas.
Aprendizagem – reforço vespertino
Foi planejado e organizado pela Professora Sueli um esquema
de reforço escolar realizado pelos próprios alunos.
Os alunos com mais facilidade de entendimento em alguma
matéria se disponibilizaram a ajudar seus colegas, em horários e dias
pré-estabelecidos, e sob o controle da Professora Sueli.
Para esse reforço a entrada e a saída dos alunos é
registrada, para melhor controle das suas famílias.
Todos os alunos em dificuldade são chamados para participar.
Alguns alunos, entretanto, estão sendo excluídos desse
reforço por mau comportamento.
Para esses ainda haverá a possibilidade de ser ajudado pelos
colegas, embora essa ajuda, nesse caso, só poderá ser no período matutino, no
intervalo.
Aprendizagem – cuidado na mudança e ciclo
É importante que os pais dos alunos do 6º ano estejam
preparados para entender a dificuldade de alguns alunos em assumir a nova
realidade do Ensino Fundamental II, que é a que vai acompanha-lo daqui em
diante até o seu curso superior.
Essa nova realidade é a inexistência daquela professora
orientadora que o acompanha e orienta em tudo.
Agora ele tem diversos professores técnicos, que dão as
aulas, mas não mais se dedicam a orientação individual de cada aluno, como é
feito no ciclo primário de educação.
A responsabilidade com o seu aprendizado e com a sua
organização nas aulas, daqui para a frente, passa a ser exclusivamente do
próprio aluno.
Desde os 7 anos de idade, e até os 12 anos, que esse aluno,
em sua fase latente de desenvolvimento, está com o seu intelecto buscando
autossuficiência.
Os pais devem estimular a sua autonomia nos estudos,
evitando as ajudas facilitadoras que só prejudicam essa fase de seu
desenvolvimento.
Para isso é importante que os pais, em vez de dar respostas
às suas perguntas, os estimulem a buscá-las em livros e sites, ou até em criar
suas próprias respostas.
Para evitar que tenham medo de ter suas próprias respostas,
é bom mostrar que os erros fazem parte do aprendizado e que, é pela análise dos
motivos que levaram aos erros que nós, os professores, poderemos corrigir os
caminhos de seu raciocínio.
Fazendo assim vocês, pais, estarão ajudando a nós,
professores, a podermos orientar melhor seus filhos para o sucesso, a partir da
aprendizagem real.
Aprendizagem na 1ª Unidade Letiva - análise
Durante a 1ª unidade letiva tivemos a realização de dois
Conselhos de Classe, onde procuramos analisar as características de cada um dos
nossos alunos.
Nosso foco está sempre concentrado em:
-Dificuldades neuropsíquicas
-Dificuldades psicológicas
-Dificuldades comportamentais
-Habilidades
-Superdotação
Ainda há muita coisa a ser analisada e, a partir de cada
conclusão, tem início o planejamento de acompanhamento.
Como há muita diferença intelectual entre alunos da mesma
série, implantamos o método de Dinâmica Grupal, como foi mostrado a vocês na
nossa 1ª reunião de pais.
Assim todos os alunos podem ser atendidos dentro de seu
nível, sem que nenhum deles seja prejudicado.
Para os alunos do 6º ano e os demais alunos novos dos outros
anos escolares, essa identificação é mais demorada, principalmente porque o
choque emocional que eles sentem ao trocar de escola camufla algumas
dificuldades ou apresenta outras que, na realidade, não existem.
Mas ainda haverá mais um Conselho antes do recesso de meio
de ano, quando esperamos já ter identificado a maioria das necessidades de
acompanhamento.
Garantia da Aprendizagem Real
Para garantir a aprendizagem dos alunos é importante que
todos se conscientizem de alguns conceitos importantes e que, muitas vezes,
estão sendo mal interpretados.
Avaliações e notas – As avaliações, e as notas
correspondentes a elas, só servem de alarme para nos avisar de que:
-Algo não foi aprendido – precisamos pesquisar a razão;
-Precisamos criar nova forma desse aluno aprender;
-Devemos insistir na sua recuperação até o esgotamento, para
evitar que o aluno “jogue a toalha”.
Recuperações – As recuperações são realizadas por meio de:
-Novas avaliações, essas com data marcada;
-Estudo ativo com confirmação avaliativa oral ou escrita;
-Apresentação de aula pelo aluno.
Controle das recuperações – Esse controle é feito pelos
professores de cada matéria e pela Professora Sueli e pelo Diretor Pedagógico.
Boletins da 1ª Unidade Letiva
Como alguns alunos não alcançaram a média 7,0 em algumas
matérias, a direção determinou a realização de recuperação paralela e suspendeu
a emissão dos boletins.
Não acreditamos em aprendizagem real quando um aluno
reprovado numa unidade “compensa a média” com a nota da unidade seguinte. Para
nós o aluno precisa garantir a aprendizagem de todo o conteúdo de todas as
unidades.
Devido a isso as recuperações estão em andamento, e os
boletins ainda não foram entregues.
Acreditamos poder fazer isso até o dia 15.
As notas no portal não estão atualizadas ainda. Só serão
atualizadas após o exame das recuperações. Avisaremos a todos quando tudo
estiver tudo pronto.
Participação dos pais ou responsáveis
1)Pedimos que estimulem seus filhos à pesquisa e estudo por
conta própria;
2)Pedimos que evitem “ensinar” as tarefas de casa;
3)Pedimos que os pais se conscientizem de que os erros que o
aluno comete são importantes para que nós, professores, possamos identificar
suas dificuldades;
4)Pedimos que os pais estejam realizando alguma atividade de
escrita ou leitura, perto do filho, no momento em que ele está estudando. O
exemplo é o melhor estímulo que uma criança ou um adolescente pode ter.
5)IMPLORAMOS AOS PAIS para não perguntarem pelas notas dos
filhos, mas, sim, perguntarem “O que você aprendeu hoje?” E pedir para que ele
lhe explique.
O restante do encontro foi a apresentação do novo portal de
controle escolar e, a partir daí os professores e pais puderam conversar à
vontade.
Assinar:
Postagens (Atom)