terça-feira, 1 de novembro de 2016

Treinamento Parental

Olá amigos,

Hoje vamos enfocar:

- A rebeldia, irritação e agressividade do aluno sem qualquer síndrome, transtorno nem qualquer tipo de doença comportamental;

- O treinamento parental visando corrigir essa tendência de comportamento;

- Uma outra vantagem do Treinamento Parental: A redução das dificuldades de aprendizagem.

Vamos começar pela rebeldia, irritação e agressividade do adolescente:

O que mais ouço de diversos pais é: “eles não nos ouvem mais”, ou “eles não nos respeitam como nós respeitávamos os nossos”

E vem a culpa: Isso é culpa da TV, da mídia, das novelas ou da influência dos colegas da escola.

Não, meu caro pai! Não é bem assim!

A sociedade, a TV, as novelas e os amigos são influências sim, mas para que essa influência transforme o adolescente em um aborrecente irritado, revoltado e agressivo, precisa que a relação familiar esteja incorreta e com algumas falhas.

Vamos analisar o fato?

O adolescente precisa ser ouvido. Se ele não é ouvido com atenção e com respeito, ele aprende a não ouvir mais ninguém.

O adolescente precisa sentir confiança em alguém para relatar seus problemas. Se ele não sente confiança em relatar seus problemas aos pais, ele vai relatar a colegas, e nem sempre as respostas serão as melhores.

O adolescente precisa se sentir seguro, amado e protegido. Se ele faz o que quer sem restrição, se sente abandonado ou rejeitado.

Se ele é proibido de tudo, nada pode fazer, sem receber explicações convincentes, ele se sente perseguido e violentado.

Então se o adolescente percebe que:

Dificilmente será ouvido quando quiser relatar alguma coisa; ou

Não sente confiança em se abrir para os pais; ou

Se sente abandonado ou violentado;

Ele estará, naturalmente, criando uma personalidade apática e depressiva ou, pior ainda: rebelde, irritada e agressiva.

Se sua fuga for para a TV, computador, celular e jogos eletrônicos, esses equipamentos, sozinhos, já ajudam a aumentar bastante o seu índice de irritabilidade.

Como acabar com esses e outros erros na educação doméstica?

Há pais que até sabem educar, mas que dizem não ter tempo para isso.

Largam os filhos aos cuidados de alguém, ou de alguma escola, desde muito cedo.

Poderiam até fazer isso, como eu mesmo fiz com ao meus, desde que dedicassem alguma parte de seu tempo para passar a afetividade e a segurança emocional que eles precisam.

Há pais que nunca aprenderam! E que não fazem a menor ideia do que fazer.

Até tentam mas podem estar agindo de forma totalmente errada.

Muitas vezes apoiam erros dos filhos quando deveriam impor limites e, outras vezes, são rígidos demais, sem qualquer sinal de afetividade, ou seja, não passam o sentimento de amor para o filho.

Então alguém tem que assumir esse treinamento, e não vejo, no momento, quem poderia fazer isso, senão a própria escola, por meio do treinamento parental.

Então vamos passar para o segundo item:

O treinamento parental visando corrigir essa tendência de comportamento

Como realizar esse treinamento de modo a conseguir os resultados esperados!

Não adianta inventar um novo momento na escola chamado de escola de pais, treinamento parental, orientação familiar, ou coisa parecida.

Precisamos utilizar o momento já existente das reuniões de pais, normalmente uma a cada unidade letiva.

Aos poucos, conseguindo que essas reuniões fiquem populares, podemos aumentar sua frequência.

Então vamos esbarrar numa dificuldade que todos já perceberam:

Os pais que mais precisam estar nas reuniões são os que mais faltam!

Feita uma enquete com diversos pais que não comparecem, muitos disseram mais ou menos a mesma coisa, ou seja, que não iriam passar o vexame de estar numa reunião onde a diretora iria reclamar, novamente, do mau comportamento do filho ou falar que ele está mal nas notas.

Então, para que essas reuniões ocorram com o público que precisa estar, nossa prática tem que ter início eliminando essa fala, ou seja, vamos cortar de nossas reuniões os comentários sobre comportamentos inadequados e notas baixas dos alunos.

Façamos essas outras comunicações (de comportamento e notas) durante os dias normais de aula, em comunicados via telefone ou por meio de sistemas de informação, hoje bastante comum nas instituições

Vamos então mudar o foco dessas reuniões e já transformá-las em reuniões de pura orientação de pais, escolhendo como temas exatamente as necessidades que são facilmente detectadas em sala de aula.

Os temas, então, devem ser passados de maneira a empolgar os pais, mostrando que vale a pena todo esforço para estimular o filho e para impor os limites que ele precisa.

Tudo isso é muito simples e não demandam muito tempo nem muito conhecimento.

A análise dos temas necessários deve ser realizada em conjunto com todos os professores e funcionários, para que sejam priorizados os mais urgentes.

Em dois de meus livros, tanto o “Afetividade na Educação” como o “Sexo: a escolha é sua”, eu listo alguns temas que podem ajudar muito esses encontros.

A preparação da exposição deve ser de forma que empolgue a plateia e eleve a autoestima de todas as famílias presentes.

Assim elas divulgarão para as que não compareceram, o que vai, certamente, trazer mais gente para a próxima.

Vamos, agora a dois outros pontos, também necessários, para fechar essa orientação sobre Treinamento Parental.

Ambientação agradável.

Os pais devem ser recebidos com afeto e atenção pelos professores e dirigentes, e o ambiente deve ser aconchegante, agradável, com música ambiente leve antes do início da conversa.

Lanche.

Um simples lanche, ao final, com os professores ou funcionários servindo ou levando os pais à mesa para se servirem, ajuda a integração entre pais e professores e vai estimulá-los a voltar para o próximo encontro.

Vamos agora a pergunta final para hoje:

O Treinamento Parental pode reduzir as dificuldades de aprendizagem?

Sim! Com certeza!

Vamos dar alguns exemplos:

Tenho encontrado crianças com dificuldades de leitura e escrita, já no 6º ano, com 10 ou 11 anos, resultado da desinformação em relação às atividades necessárias durante o período da Educação Infantil.

O que houve?

Essa criança, quando estava na fase da Educação Infantil, antes dos seis anos de idade, deve ter sido forçada a aprender a ler e escrever seu nome.

Nessa fase a criança deve estar apenas desenvolvendo as atividades sensório motoras, sem qualquer preocupação com alfabetização.

Por isso a escola deve proporcionar muita ludicidade, muito exercício de coordenação motora, e demais atividades físicas, explorando todos os seus elementos sensores, como visão, audição, tato, paladar e olfato, além de vivências que explorem as sensações e os sentimentos.

Mas os pais, mal informados, tiram seus filhos da escola que faz isso, para matriculá-lo nas que oferecem alfabetização precoce, tudo isso para poderem dizer que seu filho já escreve seu nome ou até que já resolve equações do quinto grau com trezentas incógnitas e recita Camões, mesmo ainda com quatro ou cinco anos de idade!

Esse erro é o mais comum e o que mais traz dificuldades futuras de aprendizagem, com sintomas muito semelhantes aos da dislexia e discalculia.

Outro erro grave, causado por desinformação dos pais, é a comparação de seu filho com o irmão mais habilidoso, ou com um outro parente ou vizinho.

Isso bloqueia emocionalmente a criança e provoca o aparecimento de sintomas semelhantes aos mais diversos transtornos de aprendizagem.

Ou seja:

Pais bem preparados evitam bloqueios emocionais em seus filhos e, por consequência, evitam o surgimento de síndromes e transtornos cuja causa pode estar nesses bloqueios.

Dúvidas, sugestões ou comentários?

Entre em contato por e-mail.

ROBERTOANDERSEN@GMAIL.COM

Ou, se achar mais prático, pelo WhatsApp:
(71) 9-9913-5956

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As bases das nossas metodologias estão em nossos livros.


Forte abraço a todos.

domingo, 30 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Memória - dicas para melhorá-la


Aqui vão algumas dicas para melhorar a memória, com base em alguma perguntas recebidas:

Amiga,

Lembre-se que há uma série de causas para esses tipos de esquecimentos, e que é sempre melhor atacá-los antes de entrar em um tratamento medicamentoso.

O elemento mais importante entre as causas prováveis é o estresse! O estresse, na realidade, é o grande vilão de praticamente todos os males!

Então, embora eu recomende a ida a um neurologista para exames mais específicos, já que ele é o profissional especializado em neurônios e redes neurais, sempre é bom fazer a parte que só nós podemos fazer, que é "dar um jeito na nossa rotina de vida".

Lembre-se sempre que cada minuto da sua vida, a partir do momento em que você acorda, está contando para ser entendido pelo seu sistema límbico como minuto de insatisfação, minuto de desprezo ou minuto de satisfação.

Cumprir a rotina diária sem vivenciar com prazer cada momento, significa “perder tempo de vida”.

Realizar as obrigações rotineiras com preocupações diversas, como por exemplo: “tenho que acabar isso logo para fazer o restante das minhas obrigações”; significa “alimentar a energia do estresse”, o que desestabiliza o sistema nervoso e faz surgir ansiedades, angústias e energias que vão perturbar, inicialmente, o raciocínio e a memória de curto prazo, mas que, após algum tempo, estará afetando as demais memórias, além de possibilitar o disparo de uma série de doenças psicossomáticas.

A solução é vivenciar cada minuto da vida como se fosse uma grande oportunidade de criar prazer e sentir emoções positivas.

Lembre-se do famoso “Carpe Diem” ensinado pelo professor aos seus alunos em “Sociedade dos Poetas Mortos”!

Não se vista apenas porque tem que se vestir. Não se alimente apenas porque tem que se alimentar. Vista-se sempre de uma forma que você se sinta bem e se admire. Não interessa o que os outros acharão.

Até nas compras do dia-a-dia procure investir em qualidade em vez de gastar com quantidade.

Procure se alimentar com alimentos que você sabe que serão excelentes para o seu organismo e que, além disso, estejam com o tempero que você mais admira.

Lembre-se que beber água com frequência alimenta a memória. A falta de água prejudica a memória e provoca cansaço. Água pura é importantíssima para o organismo. Não adianta água em sucos, refrigerantes, cervejas, nem, muito menos, nas pedras de gelo colocadas no copo de whisky.

Ao conversar com as pessoas centralize a sua atenção nos assuntos que ela está trazendo, interessando-se mesmo em ouvir e fazer breves comentários positivos, mesmo que ela esteja emitindo uma opinião oposta à sua.

Ao receber uma reclamação, mesmo que você a ache absurda, ouça com atenção e respeito, peça para que repita detalhes e argumentos que você não concordaria, mas como se fosse para você entender melhor e tente acreditar que o idiota está certo.

Pode até dizer que vai analisar tudo com calma, porque ele pode estar certo mesmo. Assim você estará se preparando para evitar que ele precise reclamar novamente e você acaba com esse motivo de estresse antes mesmo de ele começar a agir em seu organismo.

Procurar entender que as opiniões contrárias às nossas transforma momentos de irritação em momentos de aprendizagem. Sempre aprendemos um pouco quando tentamos compreender como um idiota pensa, age e fala... (rsrsrsrs)

Ouça mais ainda, e muito, todas as pessoas que você gosta, sem interferir nos seus relatos, apenas estimulando-as a falar mais e dando as opiniões e os conselhos que forem solicitados, quando e se forem solicitados!

Mas antes de tudo isso, escreva em um papel toda a sua rotina, para analisar o seguinte:

- o que eu posso eliminar e que não vai fazer falta nenhuma, mesmo que mais tarde eu chegue a conclusão de que devo fazer de novo;

- o que eu posso fazer de forma diferente, ou em outro momento, só para evitar que caia no automático;

- crie um momento para “nada fazer”. Não é meditação, não é reflexão e não é lazer! É nada fazer mesmo... Quinze minutos ou até cinco, por dia, já resolve!

- crie momentos de lazer, como passear num parque, ver um filme, tomar uma cerveja, ler uma revista, ler um livro de contos ou de poesias, etc...

E, tão importante como todos os anteriores, crie um momento de integração energética entre sua mente e seu corpo, ou seja, estabeleça um momento de integração soma (corpo) e psique (mente), de preferência deitada, relaxada, concentrando seu pensamento em todas as células de seu corpo, até sentir que todas elas vibram em resposta à sua concentração.

Essa ligação é fundamental para o estabelecimento de uma harmonia energética e um equilíbrio celular saudável.

Esse momento deve ser estabelecido de acordo com o seu relógio biológico, ou seja, se você está mais ativa ao deitar, que seja feito antes de dormir. Se está mais ativa ao acordar, que seja feito ao acordar, antes de levantar da cama.


Inicie com essas dicas em aos poucos, vá criando mais momentos de satisfação, compreensão, entendimento, análise, satisfação e, principalmente, prazer!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Educação inclusiva 05 - Tarefas - avaliações - boletins - histórico escolar

Amigos,

Vamos falar novamente de EDUCAÇÃO INCLUSIVA VERDADEIRA, suas maiores dificuldades e as melhores soluções.

Hoje sobre o assunto que traz as dúvidas mais recorrentes nesse processo e mais desentendidas, que são: TAREFAS, AVALIAÇÕES, BOLETINS E HISTÓRICO ESCOLAR.

Eu sou o professor Roberto Andersen, educador, psicanalista e pesquisador na área da aprendizagem, principalmente na elaboração de metodologias que facilitem a educação inclusiva.

Vamos, então, ao tema de hoje:

Para deixar bem claro, existe toda uma legislação, baseada inicialmente da LDB, bem antiga, mas perfeita, e mais recentemente na Lei 13.146/2015, chamada de Lei Brasileira da Inclusão da Pessoa com Deficiência, ou também, Estatuto da Pessoa com Deficiência.

A partir dessas leis surgem as resoluções dos Conselhos Estaduais e Municipais, para regulamentar a matéria e dar detalhes da sua execução.

Mas mesmo lendo tudo isso, ainda surgem muitas dúvidas, e por isso é bastante conveniente tomarmos muito cuidado para não inverter as coisas!

As leis e resoluções estão sendo feitas para evitar que os alunos com dificuldades de aprendizagem continuem invisíveis aos professores, às escolas e à sociedade, e assim não tenham a menor chance de estarem sendo preparados corretamente para a vida profissional, seja em nível técnico ou superior.

Mas a forma como muitos professores, coordenadores e dirigentes escolares vêm interpretando essas leis e resoluções, estão, em vez de desenvolvendo e incluindo socialmente esses alunos, excluindo-os ainda mais e provocando a eliminação total de sua autoestima, fazendo com que acabem desistindo de frequentar as aulas.

Então, vamos deixar bem claro, em primeiro lugar, que quem conhece o aluno, quem sabe lidar com ele, e quem sabe o que é melhor para ele, é o professor dele, a menos que esse professor esteja considerando esse aluno apenas uma peça do mobiliário da sala, como tenho visto muito frequentemente!

Então quem tem que planejar o que fazer e de que forma fazer, é esse professor desde que esteja consciente de qual é o seu verdadeiro papel como professor, que eu acredito que seja:
Garantir a aprendizagem de todos os seus alunos, a partir daquilo que cada um sabe e respeitando as suas habilidades de entendimento, compreensão e elaboração.

Se as suas atitudes didáticas e metodológicas estiverem alcançando esse objetivo, e se as normas oficiais não estiverem de acordo, o erro está nas normas, e não no método.

Lembrem sempre que as normas foram feitas para facilitar a aprendizagem e, logo, se elas dificultam, estão erradas e precisam ser revisadas.

E só poderão ser revisadas se os Conselhos de Classe apresentarem as razões pelas quais, naquela escola, percebeu-se que para garantir os verdadeiros objetivos da educação inclusiva, tais e tais métodos precisaram ser adaptados.

Uma resolução de Conselho de Classe bem fundamentada é o que vai alimentar todo o sistema educacional, para que as legislações e resoluções educacionais sejam aperfeiçoadas.

Então vamos analisar os fatos:

LEMBREMOS SEMPRE DOS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

1-Garantir que todos os dias o aluno especial aprenda mais alguma coisa a partir daquilo que ele já sabe, explorando suas habilidades, visando sua autossuficiência futura.

2-Preparar o aluno especial, assim como seus colegas normais, para que consigam ter uma convivência saudável e respeitosa, independentemente de suas características físicas ou psíquicas.

Vamos ver hoje TAREFAS E AVALIAÇÕES.

Antes de preparar qualquer tarefa, para qualquer aluno, em qualquer turma, ou também, antes de preparar qualquer avaliação, para qualquer aluno, em qualquer turma, o professor deve estar bem atento à finalidade daquela tarefa ou daquela avaliação.

Qual a finalidade da tarefa e qual a finalidade da avaliação?

Finalidades da tarefa:

Possibilitar ao aluno que ele exercite o seu aprendizado e se convença de que está realmente aprendendo alguma coisa daquele assunto e se sinta capaz e produtivo.

Dar oportunidade ao aluno de descobrir a parte do assunto que ele ainda não entendeu corretamente, a partir da dificuldade que ele vai sentir durante a realização dessa tarefa.

PROFESSOR

Ao observar a realização das tarefas, identificar pontos do assunto que devem ser explicados novamente ou de forma diferente.

Facilitar, para o professor, a identificação de alunos com dificuldades de aprendizagem em sua matéria, para fundamentar alterações em seu plano de trabalho, de forma a quebrar possíveis bloqueios emocionais e garantir, para tais alunos, algum tipo de aprendizagem.

Finalidade da avaliação:

Verificar, com registro de pontuação, se houve aprendizagem real dentro daquilo que foi ensinado nas aulas e treinado nas tarefas realizadas anteriormente.

OK?

Se nós entendemos as finalidades, vamos, então, à prática:

Tarefa em classe – reflexão sobre as tarefas:

Se você entregar ao aluno especial a mesma tarefa que entregou aos alunos regulares, na hora que ele olhar a tarefa e verificar que nada entende, você acredita mesmo que ele vai se sentir um aluno normal como os colegas?

Ou será que ele vai se sentir inferiorizado e excluído, ficando cada vez mais triste e sofrendo isso como mais uma violência simbólica em sua vida? 

Então:

A tarefa feita em classe deve ser elaborada dentro do nível de entendimento do aluno de forma que ele consiga resolvê-la, mesmo que, para isso, precise do apoio do professor ou de algum colega.

O mais importante é que, mesmo ajudado, ele perceba que conseguiu realiza-la, para que seja alcançado o ponto principal de toda a sua evolução, que é a elevação de sua autoestima.

O aumento da dificuldade das tarefas deve ser feito com muito cuidado, para evitar que surjam dificuldades além das que o aluno está preparado para enfrentar, evitando assim o seu desânimo ou sentimento de incapacidade, reduzindo sua autoestima.

Os professores deverão elaborar as tarefas com muita criatividade, para que o tema seja o mesmo e a aparência seja semelhante às tarefas dos demais alunos, embora o conteúdo seja específico.

Vamos a um exemplo:

Uma aula de matemática em que esteja sendo ensinado seno e cosseno de ângulos, a figura ilustrativa de um observador, a uma distância conhecida de uma grande árvore, olhando para o seu topo, pode muito bem ser exatamente a mesma figura do aluno em nível de alfabetização, só que esse estará colorindo as figuras, registrando os nomes da árvore e os números correspondentes à distância, etc., enquanto aquele estará calculando a altura da árvore utilizando senos e cossenos.

Observação:

Importante sempre analisar a possibilidade de uma questão da tarefa de classe ser no nível dos alunos especiais, mas para todos resolverem em conjunto. Serve como ludicidade para o aluno normal e como estímulo e elevação da autoestima para os alunos especiais.

Tarefa para casa - reflexão:

Se você mandar, como dever de casa, para o aluno especial, o mesmo dever que mandou para os demais alunos, quando os pais perceberem que seu filho não sabe nem do que trata o dever, você acha mesmo que esses pais vão ficar satisfeitos, felizes e alegres sabendo que seu filho, mesmo nada entendendo, está sendo incluído naquela escola?

Ou será que esses pais vão achar que você, como professor, é um fracasso, e que não consegue ensinar nada ao filho deles?

Então:

Cada dever de casa deve ser elaborado de forma que você, como professor dele, tenha certeza de que esse aluno conseguirá realiza-lo sozinho em casa!

Assim você estará colaborando para elevar a autoestima do aluno e também satisfazendo a expectativa dos pais, que verão o filho avançando pouco a pouco.

Grande parte dos bloqueios emocionais que prejudicam ainda mais a evolução dos alunos especiais está na forma como sua família o trata, principalmente na comparação que naturalmente é feita entre os irmãos, primos, etc.

Por esse motivo que a tarefa para casa desses alunos acaba tendo dupla finalidade, uma para o próprio aluno, que deve se sentir capaz de resolver a tarefa sozinho, e outra para a sua família, que deve perceber que seu filho está evoluindo.

Essa tarefa, então, deve ser preparada com questões que o professor tenha absoluta certeza de que esse aluno consegue entender e resolver sozinho, mesmo que, para isso, ela tenha que ser quase a cópia das tarefas realizadas por ele em classe.

Só assim não haverá interferência negativa da família na autoestima desse aluno e ele se sentirá capaz e com estímulo para evoluir ainda mais.

Avaliações – reflexão:

Se você entregar para o aluno especial a mesma avaliação que entregou aos alunos regulares, você acha mesmo que ele vai ficar satisfeito e animado por ter tirado zero por não ter entendido nada das questões?

Ou será que ele vai desanimar, baixar a sua autoestima e nunca mais querer voltar para a escola por se sentir inferior e excluído?

Então:

A avaliação do aluno especial incluído deve ter a mesma aparência, os mesmos desenhos e o mesmo tema da dos demais alunos, mas as questões devem ser elaboradas dentro daquilo que o professor está certo de que conseguiu durante seu processo de acompanhamento.

O professor prepara uma prova estando seguro de que, se sua expectativa estiver correta, o aluno terá nota 10,0!

Qualquer nota abaixo disso mostrará ao professor que houve erro na sua expectativa e que sua forma de ensinar a esse aluno deverá ser alterada.

Vamos analisar com mais detalhes?

A finalidade da avaliação para esses alunos é sempre garantir, para o professor, que a forma e a metodologia que ele está utilizando para garantir a aprendizagem desse aluno está dando certo.

Assim sendo, as questões dessa avaliação deverão estar todas exatamente dentro do nível de aprendizagem que o professor acredita que o aluno tenha alcançado.

Se a nota do aluno for boa significa que o professor conseguiu o seu objetivo principal, que é fazer o aluno aprender algo a mais do que já sabia e está evoluindo rumo à sua futura autossuficiência.

Se a nota do aluno for baixa significa que o professor deverá analisar seus métodos e rever sua forma de ensino. O mais importante, entretanto, é que ele deve elaborar outra prova, urgentemente, essa já no nível mais baixo, para que o aluno a consiga resolver a contento e assim evite baixar a sua autoestima.

Boletins e históricos – reflexão:

Se as avaliações foram feitas iguais às dos alunos regulares e, naturalmente, os resultados dos alunos especiais foram todos ZERADOS, e você colocar no HISTÓRICO ESCOLAR todas as notas ZERO e na observação:

ALUNO PROMOVIDO À SERIE SEGUINTE POR SER ESPECIAL

Você acha mesmo que o aluno e seus pais vão ficar alegres e felizes com o HISTÓRICO ZERADO e com essa observação?

Ou vão achar que ele está apenas sendo ACOLHIDO por que a escola é boazinha, mas não tem nenhuma possibilidade de se desenvolver na vida?

Então:

No histórico serão lançadas exatamente as notas obtidas de acordo com as avaliações realizadas da forma correta, dentro de seu nível de entendimento, compreensão e elaboração, e, agora sim, nas observações:

Aluno especial incluído: “Aluno em acompanhamento especial: O conteúdo aprendido em cada matéria, assim como as metodologias utilizadas, estão descritas no relatório em anexo a esse documento”

Ou seja:

Dessa forma o aluno especial, quando bem desenvolvido pelo professor, terá sempre notas boas em seu histórico e, ao ler isso, todos, aluno e pais, estarão conscientes de que a criança está em desenvolvimento, independentemente do seu nível de entendimento, compreensão e elaboração.

As próximas escolas que o receberem terão todos os dados necessários para darem continuidade ao processo de desenvolvimento e inclusão.

Conclusão importante:

Para o aluno especial tanto as tarefas, como as avaliações, e até o seu boletim e histórico escolar, devem servir para:

Em primeiro lugar, para mostrar ao próprio aluno de que ele é capaz e que está evoluindo em seu aprendizado.

Em segundo lugar, para mostrar ao professor se seu método de ensino voltado para esse aluno está correto ou se deve ser modificado.

Fazendo tudo dessa forma estaremos realmente cumprindo os objetivos principais da educação inclusiva verdadeira.

É isso, amigos.

Qualquer questionamento, dúvidas ou sugestões, entrem em contato pelo e-mail

Ou pelo whatsapp ou telegram
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É sempre um prazer poder conversar com vocês sobre esses assuntos.


Um forte abraço e até nosso próximo encontro

sábado, 15 de outubro de 2016

Educação inclusiva: vamos parar de destruir o aluno especial


PARABÉNS A TODOS OS PROFESSORES QUE NASCERAM PARA ISSO E JÁ SE DEDICAM AO ALUNO ESPECIAL DA FORMA COMO RELATO A SEGUIR:

Sei que o texto é longo, mas não posso deixar de alertar pais, professores e escolas para que PAREM 
DE DESTRUIR O ALUNO ESPECIAL em vez de AJUDÁ-LO A ALCANÇAR A SUA AUTOSSUFICIÊNCIA UM DIA!

REFLITA:

Reflexão 1:

Se você entregar a esse aluno especial a mesma tarefa que entregou aos alunos regulares, ele vai se sentir um aluno normal como os outros ou vai se sentir inferiorizado e excluído?

Então:

Cada tarefa para o aluno especial incluído deve ter o mesmo tema das tarefas dos demais e a mesma aparência, mas as questões devem ser exatamente dentro de seu nível, para garantir que, com a resolução dessa tarefa, ele avance mais um pouco dentro de seu entendimento sobre o assunto, sempre em seu nível.

Reflexão 2:

Se você mandar como dever de casa para o aluno especial a mesma tarefa que mandou para os alunos regulares, quando os pais perceberem que ele não entende nada do que está escrito vão achar que seu filho está se desenvolvendo ou vão achar que você não está fazendo o seu papel de ensinar?

Então:

Cada tarefa para casa, além das observações da de classe, o professor deve ter a certeza de que o aluno conseguirá resolvê-la sozinho, sem a ajuda dos pais.

Isso é para evitar que os pais acabem resolvendo a tarefa do filho, o que só vai servir para baixar a autoestima da criança e prejudicar todo o trabalho de seu desenvolvimento.

Reflexão 3:

Se você entregar para o aluno especial a mesma avaliação que entregou aos alunos regulares, ele vai ficar satisfeito e animado por ter tirado zero por não ter entendido nada das questões ou vai desanimar, baixar a autoestima e nunca mais querer voltar para a escola por se sentir inferior e excluído?

Então:

Avaliação do aluno especial incluído deve ter a mesma aparência, o mesmo tema, mas as questões devem ser elaboradas dentro daquilo que o professor está certo de que conseguiu durante seu processo de acompanhamento.

Reflexão 4:

Se a média da escola é 6 e o aluno especial obteve nota 4 numa avaliação, ele vai ficar alegre e feliz ou vai desanimar e se sentir inferiorizado e sem capacidade para aprender nada?

Então:

Se o aluno não obtiver bom resultado significa que a prova foi mal elaborada e deve ser reelaborada, analisando-se o nível que ele realmente alcançou, até que o aluno tenha bom resultado.

Assim a prova, além de estar produzindo nota quantitativa, está servindo para mostrar ao aluno que ele pode continuar aprendendo e tendo sucesso, com isso aumentando a sua autoestima, que é essencial para a continuidade de seu desenvolvimento

Reflexão 5:

Se as avaliações foram feitas iguais às dos alunos regulares e, naturalmente, os resultados dos alunos especiais foram todos ZERADOS, e você colocar no HISTÓRICO ESCOLAR notas todas ZERO e na observação: ALUNO PROMOVIDO À SERIE SEGUINTE POR SER ESPECIAL o aluno e seus pais vão ficar alegres e felizes com o HISTÓRICO ZERADO e com essa observação. ou vão achar que ele está apenas sendo ACOLHIDO por que a escola é boazinha?

Então:

No histórico serão lançadas as notas obtidas de acordo com o item 4, e nas observações:
Aluno especial incluído: O nível de aprendizado adquirido em cada uma das matérias e as formas como foi realizado o seu desenvolvimento estão registrados no relatório em anexo a esse documento.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Educação inclusiva 04 - relato de caso

Relato de caso:

Menino de 11 anos com maturidade de 7 anos, diagnosticado com uma espécie de estenose pulmonar. 
Fez correção cirúrgica e passou a apresentar comportamento agitado. Pelos resultados de exames de ressonância apresenta lesão no lobo temporal esquerdo.

O maior desafio que apresenta hoje é não querer estar na escola por se sentir excluído e ser dependente em quase tudo.

Vamos a análise e às sugestões:

Tenha seu filho o que tiver, a determinação legal da realização da educação inclusiva tem que ser cumprida pela escola.

Esse cumprimento significa, em primeiro lugar, prover o desenvolvimento intelectual da criança a partir do seu nível de entendimento e, em segundo lugar, prover a sua socialização com colegas de mesma faixa etária.

A única preocupação que os pais devem ter antes de exigirem a matrícula e o respectivo atendimento é tratar a inquietação excessiva e, principalmente, a agressividade, se houver.

Isso é para evitar prejuízos físicos e prevenir acidentes graves tanto para ele mesmo como para seus colegas.

Embora a legislação não diga que o aluno especial só deve estar em sala de aula se estiver com a agressividade controlada, sabemos que isso é necessário.

Até mesmo porque, embora a escola não possa recusá-lo, os pais dos demais podem processar os pais do incluído, por todas as lesões causadas pela agressividade descontrolada de seu filho.

Algumas sugestões para isso estão em meu artigo e vídeo sobre agressividade, já publicado anteriormente.

Agora vamos a análise do que fazer em relação ao seu filho:

Alguns procedimentos podem ser realizados em casa e outros devem ser realizados na escola, mas para isso a escola e, principalmente, os professores, precisam ter a boa vontade e dedicação para essa realização.

Se a escola não tem esse tipo de profissional, não haverá progresso para a criança e ela será apenas “depositada” em uma sala de aula e, no máximo, “acolhida” pelos professores e colegas, mas nunca desenvolvida nem incluída.

Tendo 11 anos de idade ela deveria iniciar seu acompanhamento em uma turma do 5º ano, embora essa turma seja de alunos com 10 anos, mas para que facilite o processo inicial de educação inclusiva real.

Isso porque no 6º ano, por já ser uma série de Ensino Fundamental II, aumenta o número de disciplinas e professores, o que significa que é muito mais difícil convencê-los, a todos, a serem educadores inclusivos.

Conseguindo uma escola que o aceite com boa vontade para a educação inclusiva real, é bom conversar com a coordenação e com os professores para relatar as características de seu filho e sinta se eles estão mesmo interessados em ajudar seu desenvolvimento e sua socialização.

Se não sentir essa disposição, mude de escola!

Professores acomodados ao tradicional só atrapalham o desenvolvimento da criança especial e ainda contribuem para baixar ainda mais a sua autoestima, provocando o desejo de não ir mais para a escola, por se sentir excluído e incapaz.

Numa escola que coordenação e professores se mostrem interessados em ajudar o aluno, basta acompanhar o processo e conversar frequentemente com toda a equipe, tanto para analisar o que está sendo feito, como para ver o que você pode fazer em casa para que seu desenvolvimento seja mais eficaz.

O procedimento para os professores tem sido abordado em vários artigos e vídeos meus, já publicados.

Vamos agora ao que pode ser feito em casa:

Você deve sempre analisar quais as habilidades de seu filho, ou até testar quais seriam elas, para estimular esse desenvolvimento.

Todos na família devem estar atentos ao aparecimento de alguma habilidade mais específica, porque isso é importante.

Sempre que a criança fizer qualquer coisa, seja mecânica, seja intelectual, os familiares devem estar preparados para gostarem e ficarem alegres com sua realização.

O reconhecimento é parte importante para o seu desenvolvimento como um todo, porque eleva a sua autoestima e facilita todo o trabalho de sua própria mente.

Nosso cérebro está sempre se esforçando para curar todas as nossas doenças e eliminar todas as nossas dificuldades. Só precisamos dar a ele essa oportunidade. E essa oportunidade surge quando a autoestima está elevada.

Outra necessidade é que sejam feitos, em casa, estímulos de todos os seus elementos sensores, mesmo que só pareça haver lesão no processamento do som, que é o lobo temporal.

Como todos os elementos sensores interagem entre si, estimular um deles significa estar alcançando um pouco do outro também.

Esses estímulos devem ser feitos como brincadeiras com imagens (formas, cores, movimentos), com sons (vendar os olhos para ele identificar e onde vem os sons, etc.), massagens corporais (para trazer calma, afetividade e paz), exercícios de identificação de objetos pelo tato (olhos vendados ou mão dentro de um saco), olfato (aroma de diferentes flores), paladar (provar alimentos com diferentes sabores) e muito mais. Tudo depende da criatividade de quem está com ele.

A depender das características cerebrais da criança, os exercícios podem deixa-lo cansado. Devemos sempre estar atentos a isso para que ele nunca exagere ao ponto de chegar ao estresse.

O mais importante de tudo é que todos, na família, estejam atentos às suas habilidades e reconhecendo cada avanço que ele tiver.

Todos devem ser alertados para NUNCA chamar a atenção para suas dificuldades, já que não é com as dificuldades que conseguiremos ajuda-lo a nada!

Só podemos ajuda-lo a partir daquilo que ele entende, daquilo que ele pode fazer e daquilo que nós conseguimos estimulá-lo a desejar fazer.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Educação inclusiva 03 - dinâmica grupal em sala de aula

Amigos,

Vamos falar de EDUCAÇÃO INCLUSIVA VERDADEIRA, suas maiores dificuldades e as melhores soluções.

LEMBREMOS SEMPRE DOS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

1-Garantir que todos os dias o aluno especial aprenda mais alguma coisa a partir daquilo que ele já sabe, explorando suas habilidades, visando sua autossuficiência futura.

2-Preparar o aluno especial, assim como seus colegas normais, para que consigam ter uma convivência saudável e respeitosa, independentemente de suas características físicas ou psíquicas.

HOJE VEREMOS A DINÂMICA GRUPAL EM SALA:

Toda aula deve ser dada como se fosse uma aula para turmas multisseriadas em forma integrada, nunca em forma dividida, ou seja, nada de cada série virada para uma parede com um quadro, com professor se revezando, ora num quadro, ora em outro...

Multisseriada real, onde o tema é o mesmo para todos, mas a abordagem do tema é que estará dentro do nível de cada um dos alunos.

Os desenhos são os mesmos, assim como as ilustrações, e a importância do tema também deve ser apresentada de forma que seja bem entendido por todos os níveis.

Obviamente já se percebe que o professor não poderá dar essa aula inteira de forma expositiva, já que assim ele só alcançara uma parte da turma.

Por isso, vamos ver por partes:

Parte 1 da aula:

O professor faz o marketing do assunto da aula, para toda a turma, inclusive os especiais, em uma linguagem que todos entendam e de forma que todos se entusiasmem pelo assunto.

Parte 2 da aula:

O professor separa os alunos em grupos operativos, entregando para cada grupo o questionário do estudo dirigido a ser executado a partir daquele momento.

Os grupos iniciam a resolução dos seus questionários.

Parte 3 da aula:

O professor visita cada grupo para estimular o trabalho, observar o desempenho de cada aluno em seu grupo e identificar as dificuldades e dúvidas.

Parte 4 da aula:

A cada dificuldade encontrada por um grupo o professor interrompe o trabalho de todos, vai para o quadro, e explica a dúvida de um grupo para toda a turma.

Se a dificuldade encontrada for no grupo de alunos especiais o professor tanto pode tirar a dúvida no próprio grupo, como pode, a depender da dúvida, também socializá-la para a turma toda.

Observação importante:

O estudo dirigido deve ser preparado de tal forma que ocupe todo o tempo da aula, para que os alunos se sintam produtivos durante todo esse período.

Detalhes:

-Os estudos dirigidos para os alunos especiais deverão ter o mesmo formato e os mesmos desenhos, de forma que pareçam com os dos demais alunos, mas com as questões dentro de seus respectivos níveis de entendimento.

-No grupo dos alunos especiais serão sempre inseridos alunos “normais”, em revezamento, escolhidos entre os melhores daquela matéria, mas que receberão o mesmo questionário dos incluídos, para que todos, no grupo, se sintam realizando a mesma tarefa.

-Esses alunos são os alunos agentes de inclusão do dia, e serão preparados para isso pelo professor ou pelo psicopedagogo da escola.

-Esses alunos “normais” deverão ser escolhidos entre aqueles que já têm o hábito de estudar em casa e de pesquisar e que, portanto, estarem dedicados a acompanhar seus colegas especiais em uma aula, não fará nenhuma diferença para eles.


-Para facilitar a inclusão social dos especiais em relação a todos os seus colegas de sala, uma questão final do estudo dirigido poderá ser uma questão lúdica igual para todos, sejam alunos especiais ou normais, para que haja a possibilidade de que, todos, sem exceção, possam realiza-la divertidamente, em total congraçamento.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Maconha e seus efeitos no cérebro adolescente - parte 3

Amigos,

Ainda sobre os efeitos da maconha no cérebro adolescente, hoje vamos enfocar dúvidas sobre os “danos irreversíveis” relatados por alguns especialistas.

Para começo de conversa, procurem interpretar corretamente esse termo: Danos Irreversíveis.

Para mim isso é sinônimo de:

“Não temos competência científica, ainda, para saber de que forma a mente humana, seja sozinha, ou com algum estímulo externo, possa reverter esses danos. ”

Então que fique claro que nossa mente, por pior que sejam os danos causados a ela, sempre estará tentando revertê-los, embora para isso ela precise estar com todo o seu sistema nervoso equilibrado, e com a autoestima elevada.

Assim a amígdala cerebral estará estabilizada, o que significa que o hipocampo estará com toda a sua capacidade de raciocínio ativada, e os comandos cerebrais de recuperação biológica estarão todos ativados.

Então sempre poderá haver algum tipo de recuperação, mas precisa da autoestima, do equilíbrio emocional etc...

Obviamente se o dano foi um AVC fatal, já era...

Um AVC com sequelas precisa de muito apoio psicológico para que o processo de recuperação ocorra.

Se o dano for o disparo de uma esquizofrenia genética, ainda não há competência médico-científica para facilitar essa reversão.

Se foram surtos com características esquizofrênicas sem qualquer identificação de predisposição genética, toda a recuperação ficará ao encargo do trabalho da mente humana com o devido apoio emocional.

Se os efeitos forem na capacidade de aprendizagem, a recuperação se dará com estratégias de ensino idênticas aquelas direcionadas aos alunos com dificuldades neuro-psíquicas de aprendizagem, da mesma forma que fazemos com os autistas, os TDAH, os DDA, os downs, os microcéfalos e todas os demais alunos que, mesmo não sendo usuários de qualquer droga ilícita, são levados, as vezes, por prescrições inadequadas ou equivocadas, ao consumo de medicamentos controlados como as Ritalinas, os Rivotris, e todas as demais drogas lícitas com efeitos iguais ou até maiores do que a própria maconha.

Então, para encurtar a história: Não existe dano irreversível!

Mas o mais importante para qualquer adolescente não é isso, mas sim descobrir o que, na sua vida afetiva, está faltando, e que o leva a procurar compensação em um cigarro de maconha ou em outra qualquer atitude prejudicial ao seu organismo, à sua saúde e, mais tarde, à sua felicidade!

Em grande parte dos casos que tenho acompanhado fica muito fácil identificar a existência de carência afetiva familiar.

Em diversos desses casos até havia uma relação afetiva saudável durante a infância e adolescência, mas os pais acabaram considerando desnecessário esse afeto quando o filho se tornou adulto.

Só que a fase inicial do adulto é tão difícil emocionalmente quanto a do adolescente! E pior ainda quando esse jovem recém levado à categoria de adulto vai morar sozinho por estar estudando em uma universidade longe de sua casa.

Ele tem que assumir a responsabilidade por sua vida ao mesmo tempo em que seus colegas querem “esticar” as brincadeiras e festas, para aproveitar que agora podem tudo! São independentes!

E aí vem as bebidas, drogas, sexualidade promíscua e tudo o mais...

Tudo isso vem “a calhar”, porque a carência afetiva que está fazendo surgir uma neurose de abandono, e que começa a construir as bases de uma infelicidade futura, faz dessas festas, bebidas, drogas e sexo promíscuo os alimentos principais de uma espécie de mecanismo de defesa contra a neurose de abandono, enganando a mente desse jovem por meio de “alegrias temporárias”,

A chave é a afetividade real e despretensiosa. Essa afetividade, que é muito fácil de ser estabelecida em um ambiente familiar, no qual todos compartilham suas ideias, suas emoções e seus sentimentos sem críticas e sem cobranças.

Uma família em que exista a prática das reuniões periódicas à volta de uma mesa, do abraço afetivo, do carinho mútuo e do amor natural e espontâneo, não gera neuroses de abandono em seus filhos.

E no caso da inexistência desse tipo de família, sempre recomendo a procura cuidadosa de uma afetividade fraternal verdadeira e desinteressada, que embora seja uma coisa mais difícil de ser encontrada, sempre existe a possibilidade de existir.

Então o jovem pode procurar por si mesmo, mas tomando o máximo cuidado de, primeiramente, aprender a gostar de si mesmo, aprender a amar a si mesmo e aprender a respeitar a si mesmo, principalmente seu organismo, sua psique, seus neurônios, sua inteligência e suas emoções e sentimentos, para evitar achar em qualquer pessoa a sua tábua de salvação! Pode ser uma fria!!!!

Uma amizade fraternal verdadeira pode compensar algumas carências familiares, e deve conter também a energia do abraço e do afeto natural e espontâneo.

O estabelecimento dessa estrutura psíquica harmônica e saudável é o que vai fazer esse jovem se livrar dos impulsos que o levariam a quere fazer compensações afetivas prejudiciais a ele mesmo.

E todo esse esforço terá resultados fantásticos, que é a construção do seu caminho para uma vida feliz, coisa que muita gente diz não existir.

Uma vida feliz faz com que a pessoa transforme todos os seus problemas e dificuldades em estimulantes desafios a serem enfrentados, sempre com a finalidade de dar mais e mais valor à sua própria vida.

Com essa estrutura montada de forma verdadeira, eu duvido que haja necessidade de compensações com maconha, outras drogas, excesso de bebidas, diversões e prazeres perigosos ou promiscuidade sexual.

É isso amigos!

Qualquer comentário, dúvidas, mais esclarecimentos ou questionamentos, entrem em contacto comigo pelo
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Meus livros podem ser adquiridos clicando na imagem que está no BLOG ou no PORTAL IUPE ou no próprio colégio IUPE.
Forte abraço





quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Agressividade no autismo, no TDAH e em outros transtornos

Ainda sobre educação inclusiva, a pergunta que mais recebi nessa última semana foi sobre alunos especiais muito agressivos, que quebram tudo e batem em todos os seus colegas, sem qualquer autocontrole.

Alguns deles têm T.E.A. (Transtorno de espectro Autista), outros tem T.D.A.H (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), além de TDO (Transtorno Desafiador de Oposição) e TC (Transtorno de Conduta).

É verdade que, pela legislação atual, toda escola é obrigada a receber esses alunos, mesmo que as consequências de sua agressividade em relação aos colegas sejam muito ruins e, por vezes, até muito perigosas.

Agressões podem trazer consequências graves à saúde e à psique dos demais alunos da turma.

Ainda existe o problema de os pais dos colegas deles quererem processar a instituição, pelas agressões que seus filhos certamente sofrerão diariamente!

Então, o que podemos fazer? Rejeitar é ilegal!

O que tenho observado é que os colégios, quando não encontram uma desculpa para rejeitá-los, deixam esse aluno em sala apenas enquanto ele está tranquilo, mas, ao começar sua fase impulsiva e agressiva, o aluno é levado para alguma sala especial, para evitar problemas com colegas e professores.

Mas não tenho encontrado, nesses colégios, orientação adequada aos pais para que seus filhos deixem de ser agressivos. Na maioria das vezes até exigem que o menino esteja tomando alguma medicação para ficar “dopado”...

Ou seja: preocupação ZERO para com o aluno. O foco está apenas em não prejudicar os seus colegas de classe...

Enquanto isso não ocorre, o simples cumprimento da legislação significa que:

- a escola é apenas um depósito temporário, para manter os pais desses alunos, livres de seu filho durante o período das aulas;

- o aluno é um ser indomável que deve ser contido para evitar prejuízo físicos e psicológicos aos colegas e professores;

Temos que mudar essa realidade! Se não mudarmos a inclusão será, simplesmente, uma enganação!

Ponto básico:

Eliminar a agressividade descontrolada, para que ele possa se desenvolver intelectual e emocionalmente e que possa, também, se socializar.

Como fazer isso?

Identificar, primeiro, se a agressividade é inerente a problemas educacionais e influência familiar ou se está ligado a alguma síndrome ou algum transtorno.

Se o histórico familiar mostrar psicopatia nos pais, uso de drogas, maternidade adolescente, pais separados, ou qualquer tipo de educação equivocada, o caminho tem que ser iniciado com um processo de orientação parental.

Vários autores em psiquiatria infantil têm relatado casos de agressividade em alunos, em que é observada uma clara relação com todos esses problemas visto no histórico familiar.

Falta de imposição de limites ou falta de afeto familiar são dois elementos frequentes nos casos de agressividade descontrolada.

Mas, se o problema estiver vinculado a transtornos neuropsíquicos, como autismo, TDAH e outros, então há dois caminhos.

Um, o dos medicamentos controlados, cheio de efeitos colaterais e prejuízos à saúde da criança; e o outro, o tratamento pela nutrição.

Vamos ao dos medicamentos:

Não há, ainda, medicamento algum para reduzir sintomas de agressividade do autismo nem do TDAH. Mas os médicos, sob pressão dos pais, acabam prescrevendo medicamentos para reduzir agressividade em outras patologias, como o Haloperidol, Lítio, Carbamazepina, Clonidina e outros que, embora reduzam a agressividade, trazem efeitos colaterais inconvenientes e perigosos para o correto desenvolvimento da criança.

Esse caminho é um caminho quase sem volta, já que prejudica o desenvolvimento cerebral normal da criança.

Vamos, então, ao nutricional, que embora tenha resultados mais lentos e necessite de um acompanhamento rigoroso e dedicado, é o único que não traz efeitos colaterais.

A grande vantagem de se optar por esse caminho é que assim estaremos deixando o organismo da criança se consertar por si mesmo, gerando suas próprias substâncias e com muito mais assertividade que qualquer tratamento químico!

Antes de mais nada: Somos o que comemos e o que bebemos! Isso é fato!

Procure um médico que indique a realização de testes de ácidos orgânicos, para avaliar erros inatos no metabolismo e teste coprológico funcional com cultura para cândida. Isso ajudará a direcionar o processo nutricional adequado. Um teste de intolerância alimentar ajuda também.

Agora procure um nutricionista ou médico nutrólogo, para verificar o que deve ser eliminado da dieta diária da criança.

É comum termos que eliminar da dieta:

Glicose - Açúcar refinado e farinhas brancas - Glutamato monossódico – Aspartame – Corantes – Glúten – Soja - Caseína

Por que essa eliminação? O que cada elemento desses traz de negativo ao organismo da criança? A medicina psiquiátrica ortossistêmica mostra os efeitos negativos no consumo de todos esses elementos.

Glicose:

Ela ajuda o crescimento da Cândida Albicans. A Cândida é um fungo inimigo que produz várias toxinas. Uma delas, a Arabinose, bloqueia o ATP (Trifosfato de adenosina) que estaria sendo naturalmente gerado pelo organismo. Esse ATP bloqueado não produz mais o GABA (Ácido gama-aminobutírico) que, por sua vez, estaria servindo para melhorar a atenção da criança e reduzir sua impulsividade. Com Cândida, então, não tem ATP. Sem ATP não tem GABA. Sem GABA a criança fica desatenta, impulsiva e agressiva!

Outras toxinas produzidas pela Cândida Albicans podem infectar o pâncreas, que acaba perdendo a sua capacidade enzimática de quebrar as proteínas do glúten, da caseína e da soja.

Essas proteínas, que deveriam estar sendo quebradas pela ação do pâncreas, acabam sendo absorvidas pelo organismo e, além de causar dependência na criança, vão provocar:

Excitação excessiva – distúrbios de aprendizagem – dificuldade de fala – agressividade – estereotipia – birras – e outros problemas.

Açúcar refinado e farinhas brancas:

Esses, quando consumidos em excesso, provocam o estresse oxidativo, que inflama e destrói células cerebrais responsáveis pela fabricação do GABA. Mais uma vez sem GABA a criança fica desatenta e impulsiva!

Glutamato monossódico (Ajinomoto) e Aspartame:

Estimula a impulsividade, inquietação e mal estar. Quanto ao glutamato monossódico, embora a FDA americana tenha divulgado inicialmente que ele não faz mal algum ao organismo, já voltou atrás, depois de constatados diversos casos patológicos ligados a tal consumo.

Corantes:

Além de serem altamente alergênicos, provocam a impulsividade. Um deles, o Tartrazina (corante amarelo), inibe a vitamina B6 (Piridoxina). Essa vitamina inibida é a que iria produzir a serotonina (neurotransmissor do bem-estar e da tranquilidade) e o GABA.

Mais uma vez sem GABA, o que significa mais impulsividade, mais desatenção e mais agressividade!

Então já sabemos que devemos tirar da dieta, mas sempre sob orientação médica ou nutricional, os seguintes elementos:

Glúten – Soja – Caseína – Glicose – Açúcar refinado – Farinhas brancas - Glutamato monossódico – Aspartame – Corantes.

Fazendo isso já estaremos iniciando o trabalho mais importante para o organismo, que é o equilíbrio da flora intestinal, mas ainda precisamos nos acostumar a dar muito probiótico, ou seja, muitos lactobacilos, para essas crianças!

E também evitar, a todo custo, os inimigos da flora intestinal, que são os antobióticos orais e os antiinflamatórios. Infelizmente a pediatria atual exagera nos antiobióticos e antiinflamatórios, deixando a criança com uma flora intestinal totalmente desprotegida.

Os antibióticos eliminam as bactérias benéficas ao organismo e o que sobra são aquelas que fazem muito mal, como o Clostridium Difficile, por exemplo, provocando o aumento dos sintomas autistas, o déficit de atenção, a hiperatividade e a agresssividade!

O tratamento nutricional deve ser todo acompanhado por um nutricionista, que vai analisar a inserção na dieta de alguns outros elementos, como:

Alho – óleo de orégano -óleo de cravo – óleo de melaleuca – echinácea e, em alguns casos, a glutamina.

A glutamina, que é usada como suplemento muscular para atletas, é fonte de energia para o intestino, diminuindo a incidência da Cândida e reduzindo o número e colônias infectadas.

Dá trabalho? Sim! Dá muito mais trabalho do que tomar medicamentos controlados. Mas é um tratamento sem efeitos colaterais e que só faz melhorar a saúde como um todo, incluindo a saúde psíquica, que é fundamental.

Peço a todos os médicos e nutricionistas que estejam realizando esse maravilhoso trabalho de tratamento pela nutrição, que entrem em contato com o IUPE, para que possamos encaminhar os pais dessas crianças, que tanto precisam desse acompanhamento.

Nosso whatsapp ou telegrama: (71) 9-9913-5956
Nosso blog: robertoandersen.blogspot.com
Nosso portal: www.iupe.org.br

Nossos três livros já publicados podem ser adquiridos clicando na foto que está no portal ou no blog.

Forte abraço
Até nosso próximo encontro

Referências importantes:
Dr Aderbal Sabrá da Cesgranrio – Pediatra – Nutrólogo – autor de “Manual da Alergia Alimentar”
Dr Juarez Callegaro – Psiquiatra Ortossistêmico – autor de “Mente Criativa – a aventura do cérebro bem nutrido”
Dr Helion Póvoa – “Nutrição cerebral”

Dra Jaqueline Araújo – nutricionista no Rio de Janeiro

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sabedoria na busca do conhecimento e na construção da inteligência

Fico perplexo quando me deparo com o desprezo, por parte de alguns acadêmicos, fechados em sua redoma metodológica, em relação ao conhecimento “out-lab”, ou seja, ao conhecimento adquirido fora das experimentações controladas pelo rigor da metodologia científica oficial.

Relendo “O Princípio da Totalidade”, de Anna Freifeld Lemkow, esbarrei mais uma vez na sua afirmação de que “(...) limitar o real apenas ao quantificável não é científico, é cientístico – uma perversão da ciência (...)”.

Não que o rigor acadêmico seja desnecessário. Não é isso. O que não devemos é fechar os olhos para o conhecimento extra academia. Esse conhecimento pode mostrar novos caminhos para velhos problemas e até abordagens luminares para desafios atuais!

Nessas horas sempre lembro de meus diversos encontros com um xamã aborígene, em pleno deserto australiano, na década de setenta, ainda no século passado.

Ele afirmava que nossa mente possui uma antena interna poderosa.

Essa mente, segundo ele, seria capaz de captar o pensamento transmitido por todas as pessoas que viveram em nosso planeta, desde o início da civilização.

Segundo eles, todo conhecimento do mundo, captado por essas antenas, seria arquivado, não em cada pessoa, mas em alguma área comum, externa ao nosso corpo, e que todos teriam acesso.

Para acessar tais conhecimentos o homem teria que estar sintonizado com essa frequência, processo que eu entendi como sendo semelhante ao da meditação.

Imaginei algo como o inconsciente coletivo definido por Carl Gustav Jung, mas meu interesse, naquela época, estava focado apenas no processamento cerebral. A ciência neurológica me fascinava, como até hoje!

Só mais tarde resolvi estudar a ciência psicanalítica de Freud, a Psicologia Analítica de Jung, e as ciências psicológicas em geral, que acabaram sendo minhas paixões complementares.

Mas antes, para tentar entender o que os xamãs me diziam, fui obrigado a frequentar, como ouvinte, um curso noturno de neurologia de uma das faculdades de medicina de Melbourne.

Nada do que eu ouvia no deserto, entretanto, era confirmado pelos livros, nem pelos professores. Esse conhecimento era considerado como alucinações xamãnicas por todos. Menos por mim, claro...

O tempo passou e aquele conhecimento me intrigava, mas nada era comprovado cientificamente.

Só que, aos poucos, cada uma daquelas informações acabam sendo “descobertas” pela ciência, como por exemplo, o funcionamento do sistema límbico, no centro do cérebro.

É ele que coordena a captação, arquivamento e acesso às informações que nos chegam por todos os elementos sensores e, inclusive, pelas ondas cerebrais que nos alcançam... A tal da antena está no sistema límbico, com certeza.

E ainda hoje, passados mais de quarenta anos, a ciência vai descobrindo mais coisa já sabida por aqueles sábios, como a capacidade quase infinita de memória.

Não exatamente fora do corpo, mas dentro de cada DNA. Cada grama de nosso DNA possui a capacidade de arquivar cerca de 700 tera de memória! Isso pode ser considerado uma capacidade quase infinita!

Mas ainda restam dúvidas. Afinal: se existe essa imensa capacidade de memória, ela está sendo utilizada para quê?

Eu não diria, jamais, que deveríamos considerar escritos tradicionais ou religiosos como verdade sem necessidade de comprovação. Essa parte é a que chamamos de crença. Não é ciência.

Mas desprezá-los sem a preocupação de um estudo que o constate ou o conteste, pode significar um grande atraso para a própria ciência mundial.

Cada uma dessas análises, seja ela positiva ou negativa, pode abrir caminho para mais um desafio científico importante.

Lembremos sempre de não estagnar na ideia de que só o quantificável e visualizável é científico...

Quando Philip Low começou a estudar as ondas cerebrais emitidas pela área de Broca, que é a responsável pela articulação dos músculos para permitir a fala, sofreu bullying, não só de seus colegas, mas também de seus professores do curso de neurologia na Faculdade de Medicina.

A mensuração dessas ondas só foi conseguida muito mais tarde, embora ele estivesse certo disso!

Agora ele já está desenvolvendo os equipamentos para captação dessas ondas e sua transformação em sinais digitais. Esses sinais serão enviados a um computador, representando a “fala” da pessoa.

Seu desenvolvimento já está sendo testado por ninguém menos que Stephen Hawking, o grande físico inglês.

Breve os paralíticos cerebrais mudos poderão se comunicar!

Haverá a possibilidade de verdadeira inclusão escolar, de uma imensidão de crianças com esclerose lateral amiotrófica ou com paralisias não progressivas.

Essas ondas geradas são produto da elaboração do nosso pensamento. Isso significa que outros cérebros poderão captá-las e tornar seus sinais conscientes. É a telepatia em desenvolvimento tecnológico.

Cada uma dessas constatações e desenvolvimentos nos impulsiona a estudos muito mais profundos, sobre o funcionamento dos elementos primordiais da nossa formação orgânica: as nossas células.

Seu funcionamento é, como podemos perceber, muito mais complexo e muito mais abrangente do que o conhecimento anterior mostrava e, além disso, sua energia pode ter efeitos muito mais importantes e objetivos muito mais nobres.

Essas mesmas ondas podem trazer mais surpresas para os céticos acomodados a uma ciência do que já existe!

Hoje temos referência ilustres, como o físico quântico Amit Goswami, que apresenta essa realidade em sua obra: “Universo: Como a consciência cria o mundo material”.

O estudo quântico da consciência e de sua energia em forma de ondas, realizado por Goswami, nos leva a um momento intermediário, em que as constatações da energia gerada por nossas células e seus efeitos no mundo material externo ao nosso corpo, aproximam a ciência da fé, provocando os céticos e empolgando os pesquisadores mais abertos ao novo!

E mais que isso: Estamos mesmo em um cosmos com início, meio e fim? Estamos mesmo em uma realidade com passado, presente e futuro?

Em “O Grande Projeto”, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow mostram, entre outras declarações “alucinantes”, que o cosmos não possui uma realidade única, mas que cada realidade possível do universo coexiste com as demais, ou seja, existem todas simultaneamente!

Se isso é verdade, nem o materialismo é real. Dizer que a matéria existe pode ser, também, uma forma de crença...

Então amigos, vamos abrir nossas mentes para o novo, mesmo que o novo não nos pareça real!

E vamos eliminar a terrível acomodação a tudo aquilo que já foi cientificamente comprovado! A tradição pode nos surpreender!

Forte abraço!
Para saber mais:
Amit Goswami. Universo: Como a consciência cria o mundo material.
Anna Freifeld Lemkow. O Princípio da Totalidade.

Stephen Hawking. O Grande Projeto.