terça-feira, 14 de outubro de 2008
Libido e ludicidade (comentário baseado nos estudos da Psicopedagoga e Psicanalista Maria da Penha Rocha
Em seus estudos Penha defendeu a LIBIDO como sendo a ENERGIA VITAL mantenedora das funções orgânicas.
Quando o assunto é criança "...a palavra já nos fala de ingenuidade, brincadeira, ludicidade; um ser cuja formação fica norteada por adultos, na grande maioria com má formação e conflitos não resolvidos..." (Penha, outubro/2008)
Vejam o imenso desafio encontrado por esse pequeno ser em formação! Os responsáveis pelo direcionamento de seus caminhos estão perdidos em seus próprios caminhos, se é que alguma vez souberam que existem caminhos a definir. Muitos acham que é só deixar-se levar... embalados pela musicalidade ambiente pornorepetitiva, eliminadora de qualquer possibilidade raciocínica (sem querer enfatizar a parte cínica do raciocínio...)
Esses elementos adultos "...esqueceram ou esquecem que o adulto tem uma criança esquecida dentro de si mesmo, uma criança interior, um ser que precisa continuar se externalizando para que ele se permita ter um melhor relacionamento com os pequenos que estão sob sua responsabilidade." (Penha, idem)
O mundo exterior repleto de propagandas consumistas e inversoras dos verdadeiros valores humanos responsáveis pela construção da felicidade elimina do adulto a possibilidade dele se lembrar que um dia foi criança.
Ao impossibilitar que pense um mundo sem maldades ou sem segundas intenções (as letras das músicas estão aí para enfatizar essa manipulação negativa da mente adulta) o adulto esquece seu lado ingênuo e infantil.
E todos sabemos que "Um adulto que conhece seu lado criança, sabe lidar bem e melhor com crianças." e que "É óbvio que essa ludicidade deve acompanhar todo o desenvolvimento do ser humano." (Penha, idem)
Embora seja difícil saber exatamente onde estão os pontos básicos para o correto desenvolvimento do caráter da criança, a não ser que seja feito um estudo profundo das fases de desenvolvimento analisadas por Freud, Wallon, Erikson e outros pensadores da área, a naturalidade e o amor (lembre de incluir limites) ajudam no acerto.
Mas essa naturalidade, amor e limites só acontecem se estamos desligados de nossas possessividades, sendo pais, e de nossos orgulhos de competência, se somos professores, trazendo a criança para o primeiro plano de nossas atenções e dando a ela o amor verdadeiro que ela precisa desde o nascimento até o final da adolescência. Sim! Até o final da adolescência, porque a fase mais carente é exatamente a fase que inicia aos 12 ou 13 e só termina após o ciclo da puberdade completo!
Rousseau já dizia embora haja controposições de outros pensadores, que a
criança nasce e se desenvolve perfeita e a sociedade é que a destrói. Mais do que isso ela "...cresce e se desenvolve naturalmente sem conflitos e com integridade psicofísica, num desenvolvimento intelecto-emocional equilibrado e correto, com o foco fora da energia libidinal retirada do sexual para a energização vital, orgânica, promovendo um desenvolvimento à criança como um ser integrado e cuja consciência desperta à medida que recebe estímulos, informações e conhecimentos adequados, elaborados e passados por ensinantes pacientes, flexíveis, mas firmes: formadores de personalidades e de caráter." (Penha, idem)
Quando Penha toca nesse "ensinantes pacientes, flexíveis, mas firmes: formadores de personalidades e de caráter" eu tremo nas bases!!!!! Esse é o nosso maior desafio! Como convencer aos pais e aos professores que eles têm a obrigação de serem esses ensinantes que Penha evidencia em seu texto? Alguns até são pacientes, mas pecam pela falta de firmeza. Outros são excessivamente firmes, mas intolerantes e sem paciência. Uma parte é totalmente inflexível, com medo de estar sendo fraco ou estar demonstrando incompetência!
Mas temos a obrigação de buscar essa competência a cada dia e ajustar nossos procedimentos na medida em que descobrimos mais uma nossa falha. Exatemente por isso que a humildade deve ser o nosso ponto de partida. Ouvir muito. Procurar lembrar de nossos encontros com nossos educandos. Procurar opiniões de quem possa assistir nossas aulas. Procurar usar toda tecnologia existente para observarmos nossos defeitos.
A humildade é a base maior de todo esse caminho na direção do acerto. Sei bem disso porque necessito dela a todo momento. É comum para mim, depois de passar anos e anos estudando e pesquisando um determinado assunto muito complexo, discutindo esse assunto com outros cientistas da mesma área e chegando a conclusões que me pareceram brilhantes, encontrar uma pessoa comum, sem qualquer tipo de formação acadêmica, apenas um curioso, que me traz uma informação muito mais importante e muito mais correta do que muitas das conclusões a que eu havia chegado com meus estudos e pesquisas! Isso é fantástico quando estamos abertos ao diálogo e, principalmente quando estamos abertos a ouvir ativamente alguém.
Em um outro momento lembro-me do dia em que, depois de ter desenvolvido todo um planejamento de exercícios de valores humanos para o meu projeto educacional, alguém me apresentoou a Diane Tillman, em Nova Iorque! Ao tomar conhecimento de seu trabalho praticamente "joguei fora" tudo o que eu havia preparado e adotei suas obras, hoje utilizadas em todo o sistema IUPE, na parte de valores humanos.
Mas voltando ao comentário sob libido e ludicidade concordo completamente com Penha quando ela diz que: "o que leva as meninas manter a atenção no seu oposto, é o fato de que as informações recebidas na escola, não encontram ressonância em suas casas. Infelizmente não estou nem me referindo em seus lares, porque a maioria não considera sua casa, um lar. Um pouco de conversa com elas, nota-se que o outro lado da ponte lúdica não existe em seus lares ou nunca existiu. É como se elas, existissem em dois universos diferentes." (Penha, idem)
Essa realidade é terrível, mas é um fato! A evolução biológica está se dando mais rápida e por isso os pais estão abandonando a criança e vendo a filha como uma mulher miniatura ou é exatamente essa visão deturpada dos pais que está apressando a evolução biológica sem qualquer preparo amocional?
O desafio lançado por Penha é muito interessante: "...quantas meninas brincam ou brincaram de casinha de bonecas. (?)Quantas foram incentivadas pelos pais a buscar o seu lado lúdico naturalmente. (?)" (Penha, idem)
Comentei que Freud abandonou a fase de latência porque para ele quando não há sexo, não há interesse de estudo... uma licenciosidade psicanalítica minha, é claro, já que não posso deixar de assumir que não existe ainda maior gênio que Freud no entendimento humano!
Muito embora sua tia, em uma conversa íntima depois que ele se queixava do abandono de seus amigos (Jung e outros) disse-lhe: Sigmund, seu mal é você não saber entender as pessoas! Uma declaração dessas dirigida a Freud parece piada!!!! Mas a tia tinha lá suas razões...
Pesquisando a fundo as entrelinhas freudianas encontramos exatamente o que Penha alerta: "...nessa fase pode-se transformar INSTINTOS E MÁS FORMAÇÕES INFANTIS, JUSTAMENTE POR ESTAR A ENERGIA LIBIDINOSA SUSPESA." (Penha, idem)
Infelizmente, como também Penha concorda, essa fase não é mais LATENTE... A mídia consumista e incentivadora de antivalores transformou essa fase em FASE DA SENSUALIDADE, transformando momentos que deveriam estar dedicados exclusivamente ao lúdico e ao intelecto, quando a criança está em seu momento máximo de potencialidade intelectual, em momentos de sensualidade no vestir, no dançar, no expressar-se, no oferecer-se, estimulando, inclusive, a proliferação de personalidades pedófilas de oportunidade.
Na cultura bem representada por Thomas Mann em seu clássico "Morte em Veneza", transcrito para o cinema por Luchino Visconti, a paixão pedófila irresistível evidenciava um transtorno sexual bem claro no personagem, uma vez que o menino, embora muito bonito, evidenciava uma beleza infanto-juvenil transbordando de ingenuidade.
Hoje o comportamento, a forma de se vestir (ou de se despir) e as atitudes dos meninos e meninas, influenciados pela sociedade repleta de antivalores, dispensa a necessidade de um elevado grau de transtorno psíquico, estimulando o interesse sexual onde ele não deveria existir.
Nosso trabalho, então é estimular a ludicidade e apresentar todas as opções possíveis para que ocorra, naturalmente e no momento certo, o correto desenvolvimento intelecto-emocional da criança, eliminando os apelos sensualizantes que deturpam toda a construção do caráter nessa fase de latência assim como nas demais.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Crianças e sexualidade
Isso nos leva a perceber que nas escolas em que o lúdico é enfatizado em todas as aulas e intervalos, transformando pesquisas em prazer e, inclusive usando metodologia científica adequada aos primeiros anos escolares, provoca a criação uma mentalidade científica prazeiroza nas crianças, fazendo com que as percepções de diferenças sexuais passem a ser muito mais naturais e bem incorporadas.
Estar em estado de ludicidade traz benefícios espetaculares para a harmonia intelecto-emocional e elimina a necessidade da mente estar buscando a libido para satisfações inadequadas e de forma muito precoce.
Antes viamos nossos professores e coordenadores preocupados com a sexualização precoce das meninas, principalmente elas. Sugeri, então, aos professores de educação física, que estudassem em livros antigos, brincadeiras juvenis e de quadra etc... para ensinar em suas aulas.
De início muitas meninas não queriam por acharem bobagem. Mas na medida em que viam o prazer estampado na cara das que estavam nas brincadeiras, todas passaram a se integrar ao movimento.
Na escola do Largo do Tanque quem fez isso foi o professor Jader, a partir de um livro que a sua namorada possuia, descrevendo tais brincadeiras. O resultado foi também muito bom, embora tenhamos encerrado essa experiência devido a sua tranferência para uma escola do interior do estado.
A partir dessa atividade a atenção das meninas, que atualmente está totalmente direcionada a meninos, passasse a ter um universo mais abrangente. Também as aulas de educação sexual passaram a ser mais tranquilas e com menos ansiedades.
Outra coisa muito importante que percebemos na observação das aulas voltadas para a sexualidade em Educação Infantil foi que os meninos nas fases iniciais estão procurando respostas muito mais ingênuas do que as que os adultos pensam que eles necessitam.
Por isso passamos a orientar os professores a escutar muito mais do que falar. Perguntar muito mais do que responder. E, inclusive, quando uma pergunta durante uma reunião em grupo, aparecer, passamos a orientar o mediador a repassar a pergunta ao grupo antes de elaborar a sua resposta.
Na maioria dos casos a resposta apresentada por um dos componentes do grupo infantil só precisa de uma melhorada "de leve" para satisfazer a curiosidade de todos. E na maioria das vezes não há necessidade nenhuma de se adiantar respostas diretamente ligadas ao sexo.
Percebemos que nós fomos influenciados por Freud para achar que tudo o que move a criança, desde o nascimento, é a libido. Pode ser que ele tenha razão, mas para isso temos que dar uma interpretação mais light a essa libido infantil.
A fase, por exemplo, que Freud chamou de latente, é uma das mais importantes, segundo a minha visão depois de todas essas pesquisas, para o futuro sexual da criança. Mas foi a fase em que Freud menos deu importância, exatamente porque ele não viu a libido como ele desejaria ver... O cara só pensava em sexo mesmo... embora um gênio!
Aguardo comentários e relatos de casos para que possamos estudar e debater. Vamos lá?
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Câmeras nas salas - aulas show
Vamos, então, analisar o fato segundo alguns aspectos:
Primeiramente a segurança do próprio professor e dos alunos, em relação aos fatos que estão ocorrendo com freqüência em diversas salas de aula por todo o mundo, a começar pelos Estados Unidos.
Muitos pais já procuram, para seus filhos, escolas que estejam com câmeras instaladas e, preferencialmente, ligadas à NET, para que, de casa, possam ver seu filho em sala.
Em segundo lugar para a constatação de que o mau resultado do aluno A ou B deve-se, não à falta de competência do professor, mas sim ao comportamento inadequado e incorrigível desses alunos A e B em sala.
Para o primeiro caso basta lermos os jornais diários ou assistirmos aos telejornais. Os crimes em sala não estão ocorrendo apenas em escolas de baixíssimo nível social, mas em qualquer escola, sejam elas públicas ou privadas. Mas se, ao invés de esperarmos para ler os crimes pelos jornais, nos detivermos para ler os relatórios de ocorrências disciplinares das escolas, veremos que é freqüente o encontro de alunos portanto armas brancas e até armas de fogo com intenções de revidar ameaças sofridas no ambiente escolar. A sorte dessas escolas têm sido a descoberta das armas e das intenções antes dos eventos ocorrerem! Câmeras de segurança ajudam nessa prevenção.
Embora o primeiro caso seja mais do que evidente em sua importância em aspectos de segurança dos alunos e dos professores, o segundo caso também é muito sério, embora mais ligado ao aspecto educacional propriamente dito.
Todos sabemos que muitos pais estão completamente "perdidos" em matéria de educação dos filhos. Essa realidade está fazendo com que tentem encontrar um outro "culpado" pelo mau resultado de seus filhos na escola e no mundo. Os "eleitos" são: a) professores e escolas; b) mídia; e c) sociedade.
Analisando friamente todos os três "eleitos" concluimos que todos têm sua parcela de responsabilidade, mas a principal é a dos pais, que é a mais forte e mais decisiva em todo processo educacional.
A realidade, entretanto, nos mostra que não há escola de formação de pais, pelo menos não nos moldes das antidas escolas de formação de pais da Alemanha, para onde eram enviados adolescentes que pretendiam se casar, como foi o caso, por exemplo, da mãe de Norberto Odebrecht e de outros tantos ilustres personagens de nosso país, cujo resultado educacional está acima de qualquer "má influência"...
Já que inexistem essas escolas, os únicos profissionais que teoricamente estão recebendo formação de educador são os professores. Isso faz com que a responsabilidade de suas funções acabe extrapolando os limites da sala de aula, entrando fundo na necessária interferência na educação doméstica das famílias dos alunos.
Nossos esforços educacionais passam a ser, então, muito mais abrangentes do que simplesmente ensinar o aluno a entender a nossa matéria. Temos que entrar pelo campo da educação doméstica, pelo ensino dos valores humanos que muitas vezes inexistem em casa, e assim por diante.
Mas mesmo com todo esse esforço precisamos que, pelo menos, as famílias não atrapalhem o processo! Constantemente observo que, para alguns alunos nossos esforços só dariam resultado em um regime de semi-internato, quando eles deixariam de sofrer a má influência de seus pais...
Esses pais, não sei se por coincidência ou se por qualquer outro fator, são os que mais reclamam da péssima qualidade dos professores atuais! Insistem em dizer que seu filho é perfeito e que os professores é que não sabem ensinar e não lhe dão a atenção devida ou até que seu filho está sofrendo "perseguição" de algum docente.
Essa é a hora em que as câmeras em sala de aula nos servem para tirar todas as dúvidas e colocarmos tais pais de frente com a realidade de seus filhos! Não que eles não saibam, mas para que tirem, definitivamente o véu que colocaram em suas próprias mentes para não enxergar o resultado da falta de educação e de presença em casa.
Quando uma escola estadual localizada num bairro popular de Salvador convocou os pais dos alunos para assistirem ao filme "estrelado" por seus filhos no interior da escola, todos ficaram chocados!
Pais que reclamavam insistentemente da escola viram que eram seus filhos que já entravam na instituição trazendo, da rua, drogas, armas brancas e, inclusive de fogo em dois casos, e comportavam-se na escola como verdadeiros marginais, arregimentando colegas para a formação de suas futuras "gangues" de rua...
Só o filme, produto das gravações das câmeras de segurança, conseguiu fazer com que esses pais "caissem na real" e entendessem as razões da direção da escola estar insistindo em sua presença na instituição, para que, juntos, tentassem encontrar uma solução educativa eficaz para seus próprios filhos.
O aspecto final é o da qualidade da aula dada!
Se precisamos "esconder" de uma câmera ou de algum publico, seja ele qual for, a forma como "damos nossas aulas", precisamos urgentemente rever nossa forma de trabalhar.
Uma aula, para ser eficaz, precisa ser envolvente, empolgante e entusiasmadora. Isso significa que o professor é um verdadeiro ator social, atuando no palco da sala, apresentando um show de entusiasmo para a platéia, que são seus alunos.
Isso não é para ser escondido de ninguém, muito menos de uma câmera, já que servirá, inclusive, como comprovação da excelente performance que todos os professores buscam ter em sua sublime tarefa de ensinar.
As gravações servem, inclusive, para que analisemos nossos próprios erros e omissões, para buscarmos a cada dia a melhoria de nossa performance em sala. Afinal, precisamos entender que um momento de aula é um momento que poucos profissionais têm para conseguir influenciar pessoas.
É pela análise das gravações que poderemos tentar encontrar incorreções na nossa forma de tratar os alunos que mais necessitam de nossa atenção especial. E é a forma de verificarmos se algo nos passou despercebido!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Por que não gosto de Piaget?
Vários conceitos de Piaget, por exemplo, nos ajudam a desenvolver trabalhos maravilhosos de recuperação de disléxicos e portadores de discalculia, mas para os super-dotados os conceitos de Vygotsky funcionam bem melhor, evitando o natural desinteresse pelas aulas convencionais.
Da mesma forma, enquanto Pichon-Riviére nos ensina a interferir para manter um clima de entusiasmo cognitivo com alunos de diferentes níveis de conhecimento, utilizando suas técnicas de Grupos Operativos adaptados à sala de aula, Paulo Freire estimula uma atmosfera de liberdade criativa sem muita interferência externa, nos moldes anarquistas da Escola da Ponte, de Portugal ou da Escola Summerhill na Escócia.
Gardner ajuda bastante mostrando como estimular aqueles alunos considerados de baixo nível cognitivo por meio do enfoque do trabalho do grupo na sua inteligência predominante, enquanto Golleman aposta tudo no emocional que, embora seja muito importante, não deveria desprezar o desenvolvimento lógico matemático, principalmente por ser necessário à recuperação do hemisfério esquerdo cerebral das crianças que sofreram abuso sexual.
Freud, Wallon e Erikson mostram, cada um, a sua observância do desenvolvimento do caráter da criança a partir da satisfação de cada uma das fases, mesmo que cada um tenha tido uma visão própria para essas fases. Um correto sistema educacional deve manter seus professores atentos às características apontadas pelos três, além de manter seus pais informados das verdadeiras necessidades temporais de seus filhos.
E o clima de valores humanos para dar apoio a toda a formação do caráter dos alunos poderá vir de Diane Tillman ou de Alan Saunders, a depender do estado cultural desses alunos. Se forem alunos de países em conflito, refugiados de guerra ou vítimas de discriminações fortes, Diane Tillman apresenta melhores soluções. Para religiosos, entretanto, Alan Saunders é a melhor solução.
É por causa dessa maravilhosa diversidade de conceitos que discordo totalmente de uma escola que adota uma linha única educacional, já que, para isso, ela terá também que adotar um tipo único de aluno para freqüentar suas aulas.
O que não concordo, então, é com a aplicação indiscriminada de Piaget em qualquer caso nas escolas, nem também com a mesma forma de aplicação de todas as teorias de Vygotsky. Cada caso exige uma teoria ou a soma de ambas ou nenhuma delas.
Tento passar para meus alunos que todas as teorias devem ser muito bem estudadas e muito bem entendidas, mas para serem colocadas em um arquivo consciente de fácil acesso para possibilitar a nossa tomada de decisões por nossa própria construção do conhecimento.
E que a cada momento e para cada caso especial precisaremos lançar mão desses conceitos, não para aplicá-los indiscriminadamente, mas para analisarmos a aplicabilidade de cada um deles em seus adequados momentos.
domingo, 7 de setembro de 2008
Educação X Constrangimento
A aluna estava preparando uma "pesca" para a prova de matemática em plena aula de inglês, chamando a atenção para o fato e atrapalhando a aula. A professora, numa atitude de exercício de limites em sala, recolheu a pesca para que a aula pudesse prosseguir sem desatenções.
No dia seguinte a escola recebe uma intimação judicial, para que a professora comparecesse à Delegacia de Proteção ao Menor para responder pelo ato de constrangimento causado a menor!
Caso 2)
O aluno adolescente foi deixado na escola por uma portadora dizendo que o pai viria mais tarde trazendo os seus documentos pessoais e de transferência da escola anterior.
Depois de enviar diversos comunicados aos responsáveis solicitando a presença na escola para a apresentação das documentações, a direção resolveu mandar pelo aluno o aviso de que ele só poderia regressar para a aula do dia seguinte se viesse acompanhado de um de seus responsáveis.
Na semana seguinte a diretora da escola recebe uma intimação para comparecer à Delegacia de Proteção ao Menor para responder pelo ato de constrangimento causado ao menor!
Caso 3)
O aluno é encontrado fora de sala, durante a aula, diversas vezes, passeando pela escola. Ao ser proibido de sair da sala, a não ser que traga uma recomendação médica de necessidade de ir frequentemente ao banheiro, ameaça: "Vou prestar queixa à Delegacia do Menor" de que a escola está me constrangindo.
Caso 4)
Ao adquirir uma chácara nos arredores da cidade o Sr. R.C. encontrou trabalhando em seu terreno três adolescentes: um de 13 e dois de 14 anos de idade. Consultando seu advogado foi alertado que o E.C.A. poderia ser interpretado de forma a condená-lo por estar cometendo o crime de empregar menor de idade.
Foi obrigado a devolver os adolescentes às suas famílias para evitar ser processado por algum advogado.
Os três adolescentes já foram mortos pela polícia, depois de passarem a trabalhar para o tráfico de entorpecentes da área, já que essa é a única instituição que pode dar emprego a menores de idade e, inclusive, pagando muito bem...
Caso 5)
Os diretores de três jornais de uma determinada cidade aparecem na TV juntamente com o Juiz da Infância e Juventude comemorando a decisão de, a partir daquela data, não mais contratarem menores para a entrega dos jornais.
A partir daquele instante estava selada a sorte desses menores, pois já que o trabalho honesto estava proibido, restava o trabalho desonesto, na entrega de maconha, cocaína e crack.
Caso 6)
Precisa de caso 6? Acho que isso já é o suficiente para iniciarmos algum tipo de debate e protesto, para evitar que interpretações de leis possam ser tão perniciosas à sociedade!
domingo, 31 de agosto de 2008
Today´s seven points to our teachers training team
It was really fantastic! All teachers are achieving very good solutions. All solutions are pointing to real social transformations, mainly in the Culture of the Character Education.
Saturday meeting we´ve had five African small town teachers representing the education community. They participate all time “online” using radio net wired computers from a neighboring champing near the school. They were very happy in participating along with people from all other countries around the world. They attempted that their education problems are almost the same all around the world.
Absence of limits by family education, bad television programs and bad video-games are still being pointed as the major education problem. The same case occurs in Afghanistan, Sweden, Brazil, South Africa, United States, Nigeria or Switzerland.
Some teachers say there´s no way to change children minds, because of bad influences they get from society. They say children cannot be happy at all, due to the lack of love and limits they should be getting from their parents. Children bad behavior and violence at school are natural consequences from bad society, according to them.
Otherwise a physical education teacher working with refugees’ children in Afghanistan told us the wonderful changes their children are achieving by raising their self esteem, developing studies interest and mainly increasing their humanity culture of the character vision.
By the way: they are all AIDETIC children precociously condemned to death… and you can see all of them happy all time, living enthusiastically, playing sports, studying, researching, writing, reading and so on! They have not parents anymore. They have not family at all.
How can we understand this great difference? Where is the error? What this physical education teacher is doing with these children?
He is doing exactly what we all should be doing all time! Building the Culture of the Character Education inside these children minds! Their brains, by their own, will do the rest.
We need to change!
I won´t speak, today, about our methodology structure. This will be done next time, as soon as our searchers have finished the new Virtudious RPG (Role Playing Games) specially designed to help children developing their minds directed to life success.
We need to talk about special points to be followed by all our teachers. Write me please as soon as you have some results from these points.
Beyond the necessary teacher`s assiduity and punctuality (we have to be aware that we are examples for the children), follow, please, these small points:
1st:
Love wave in class starting point
Before starting your lesson please look straight to each one of them, in order to say, mentally: “I am here looking at you and loving you. You are here and you are important for me.”
By doing this you will be sending a wave of affection. Children will get it. This is the moment of true love, a strong word.
When people are in an auditorium position, either attending to a seminary, congress or classroom, they will be much more happy and interested if they understand they are integrated to the space and to the speaker.
2nd:
Discipline to complete real love
Love, instead, should never exist without discipline! Together they link perfect.
Love without order and behavior control generates monsters! They assume world is made only to them and create the tendency to eliminate each obstacle to this.
Behavior control and order are achieved by responsible teachers training their pupils in order to obey rules and punishing them when they disobey. When teachers don`t maintain good classroom discipline they will never be a good teacher.
Discipline without love generates neurotic children and sick adults. Everyone needs some kind of affectivity.
So, the second point is to exercise behavior control and order, the two major components of discipline. If you have a fifty minutes class, fulfill them! Children must be sure you are in command and you have total domain over the issue and over what you are teaching. Children cannot be by their own, unless it is time to be by their own.
During class time they need to have the feeling they are increasing their knowledge, If this feeling doesn`t exist they become insecure. Insecure children think that they are not as good as their colleagues and they can be worried that others don`t respect them.
3rd:
Human value inside all disciplines issues
The human value to be worked on the next three weeks, from November 1st to 19th is cooperation. We just worked on respect and results were very interesting.
All teachers have to adequate this value to their discipline in order to fix the idea inside children minds. We all know this is the best way to transform society. We have to start the transformation by our students.
Mrs. Diane Tillman (www.livingvalues.net) and Mr. Alan Saunders (charactereducation@iifwp.org), both from New York, USA, have some books showing how to work on human values with children and adults as well. I guess all of you already know her books. If someone needs some additional information write me, please, or write them.
4th:
Physical education with enjoyable and entertaining activities
Physical education classes must dedicate part of its time to develop child and adolescent entertainment activities. These activities could be indoor and outdoor fun games and others enjoyable and entertaining ones. All these activities must be integrated with the same human value which is been worked by all other teachers (cooperation during these three weeks).
This is very important to give them more fun activities options. They think they only have fun with TV programs, vide-games and computers. And we know these options are taking them to such a state of conscience where family, morality and spirituality values are falling below the minimum standards we can consider right.
At the same time we need to stimulate students to play board games like chess or any other indoor game preferably those which can develop expertise, knowledge, intellectuality and intelligence.
5th:
Scholar ranking table
In order to motivate and stimulate them to read, to write, to research, to study and to participate in games contest and competition it is a good choice to create a scholar ranking table, where students will be positioned by order of their total performance level. The punctuation may be the addition of the scores obtained in all these activities.
6th:
Special cases records
We all should write special cases records in order to disseminate the problems and difficulties we are getting and to relate which actions we took to solve them. We now that cases are almost the same all over the world.
Send your records to iupe@iupe.org.br or by commenting this blog or personally to my e-mail robertoandersen@gmail.com.
7th:
Parents and teachers meeting
Some teachers related that have very good results in increasing students performances after the first family – teachers – students round-table meeting.
One month before the event all families received a note asking what issue they would like to discuss in school side by side with teachers and their children.
They sent their suggestions and the coordinator choose the issue. This event has been a success! But it is very important to be aware that you cannot have too many people. We have to do one class each time to be sure it will run well.
This is all for today!
Please write me up to discuss your opinions and to help all of us to be more effective in our education project and to achieve the Culture of the Character Education main objectives.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Transformar a si mesmo para poder educar de verdade!
No encontro que tive sábado passado com os professores dos outros países recebi relatos espetaculares dos resultados alcançados a partir das mudanças que fizemos em nossa metodologia.
Isso é fantástico para mostrar que existe solução para a transformação social e mais ainda, que basta haver vontade individual para que essa transformação aconteça aos poucos nos locais e com os grupos alcançados por cada um de nós.
As maiores dificuldades estão acontecendo exatamente no Brasil, talvez por estarem os professores sendo "bombardeados" com uma onda de baixa auto-estima vindo de todos os lados!
Nem em alguns povoados na África, onde temos professores que não recebem qualquer tipo de remuneração financeira, ministrando aulas e educando por amor ao projeto e aos seus objetivos, encontramos tanto desânimo e tanta irresponsabilidade como a que estamos encontrando aqui.
As dificuldades materiais e financeiras daqui podem ser grandes, mas são infinitamente inferiores a desses locais, onde os resultados estãpo sendo alcançados primorosamente!
Na reunião de sábado havia representantes de cinco desses povoados africanos, debatendo comigo "online" de um acampamento vizinho à escola, onde um único computador conectado à internet via rádio permitia nossa comunicação.
E aqui reclama-se da escola não ter computadores em número suficiente para atender a todos os professores e alunos ao mesmo tempo, como se esse fosse o motivo do mau resultados de suas aulas...
As famílias são apontadas como as maiores causas da situação "irrecuperável" dos alunos de hoje! Mas o que dizer das crianças de nosso projeto no Afganistão que nem família têm mais? No sábado o professor de educação física que mandamos para lá relatava as maravilhosas mudanças que ele está encontrando na elevação da auto-estima dos alunos, na dedicação aos estudos e na construção do caráter... alunos todos órfãos de guerra e TODOS AIDÉTICOS, ou seja, precocemente condenados à morte... e nem por isso desprovidos de entusiasmo pela vida como percebo no semblante de alguns de nossos colegas...
A mudança necessária
Temos que mudar imediatamente!
Dessa vez não vou falar dos processos de recuperação da auto-estima individual. Vamos conversar sobre procedimentos práticos na própria sala de aula, para que, a auto-estima cresça a partir da própria aula.
Além da necessária assiduidade e pontualidade extremamente necessárias a quem precisa dar exemplo, um dos grandes segredos do início de qualquer aula é a "empatia provocada".
Todas as pessoas que, por algum motivo, estão na posição de platéia, seja num seminário, congresso ou sala de aula, estarão muito mais satisfeitos se entenderem que o palestrante, congressista ou professor está direcionando suas palavras para ele.
Nada pior para um aluno do que estar sentindo alguma impessoalidade do professor, já que isso soa como desprezo.
Uma das técnicas é olhar diretamente cada um dos alunos no início da aula, fixando-se por alguns segundos em cada um deles, sentindo-se enviar uma onda de afeto e simpatia, registrando assim a sua presença e a dele naquele espaço.
Alunos que adentram o ambiente após esse início devem ser recebidos com esse mesmo olhar, mesmo que o momento não permita uma interrupção do que se está falando, mas o registro pelo olhar é básico para a integração de todos ao ambiente e a você.
Esse é o momento do amor, palavra forte e que muitos preferem substituir por afeto, mas que têm o mesmo significado nesse instante.
Mas o amor nunca deve existir sem o limite, para que a ligação seja perfeita. E esse é o segundo ponto importante dessa técnica: exercer o limite pelo preenchimento de todo o tempo de aula, mostrando o seu domínio total sobnre o assunto e sobre a forma de trabalhá-lo em prol de uma perfeita sintonia ensino-aprendizagem.
Mas nem sempre o simples preenchimento do tempo mantém a atenção dos alunos. Há aqueles com capacidade cognitiva acima da média que precisam de desafios maiores para manter sua atenção em sala. Os professores deve estar sempre com esses desafios complementares na reserva.
E há também o extremo oposto, ou seja, alunos com dificuldade cognitiva tendendo a "jogar tudo para o alto". Essses necessitam de desafios em seu nível de entendimento para quebrarem o bloqueio psiquico e, em seu devido tempo, acompanharem a turma.
Quando seguimos rigorosamente essas técnicas encontramos resultados tão satisfatórios que isso nos serve como elevador de auto-estima!
Estaremos usando nossa sala de aula como elemento para nossa própria terapia individual, mas dessa forma tudo será lucro!
Outros detalhes:
Outros detalhes técnicos que estão dando resultados espetaculares:
1. Educação física com espaço para o ensino e o treinamento de brincadeiras juvenis quase esquecidas!
Isso desvia a atenção das meninas para alguma coisa além de simplesmente "só pensar em meninos"
Lembrem que os meninos ainda têm o futebol para pensar, mas para as meninas restou apenas o pensar neles...
2. Avaliação todas as semanas ou até em todas as aulas, mesmo que seja um simples B (bom) S (Satisfatório) e I (Insatisfatório) baseado em quem está acompanhando e participando da discussão do assunto do dia.
Eles se sentem mais seguros com esse controle e acabam gostando de ser avaliado porque sentem que estão aprendendo.
3. Deveres de casa constantes e correção desses deveres em sala.
Eles ficam desestimulados quando fazem o trabalho e o professor não dá a menor importância para a correção.
Conclusão de hoje:
O trabalho educativo pode ser muito árduo e até muito difícil, mas exatamente para isso existimos nós, os educadores, que somos os únicos que realmente podemos cointribuir decisivamente para a transformação social.
sábado, 23 de agosto de 2008
Divagação
Alguns dos nossos debatedores me questionaram a razão de eu começar as mensagens com o termo "amigos"...
Pode até parecer um tratamento levado a intimidade "forçada", mas aqueles que realmente me conhecem já sabem que esse é o meu principal objetivo de vida: transformar a humanidade numa aldeia global de amigos! Amigos de verdade; amigos que não se incomodam com adversidades, agressividades, maus tratos.
Quando alguém assim nos trata está na hora de entendermos que esse tratamento é fruto de algum desequilíbrio emocional e que essa pessoa está pedindo sua ajuda!
Assim fazendo estaremos eliminando grande parte das animosidades, irritabilidades, agressividades que só atrapalham o bem estar de um grupo social, de uma comunidade e de uma família.
Mas vamos ao que interessa!
A vida, gente, é uma só, exceto para os espiritualistas, é claro, que têm a vantagem de reencarnar várias vezes.
Mas para nós outros, simples mortais não espiritualistas, essa nossa etapa é única!
Isso significa que, se não a aproveitarmos bem, estaremos "passando por ela" ou simplesmente "vegetando".
Ainda analisando a vida, vemos que estão mais satisfeitos, alegres e felizes aqueles que sentem estar contribuindo de alguma forma para seu grupo social. Os que conseguem sentir sua produtividade têm condições de construir uma estrutura emocional mais estável. Os que surpreendem-se com sua inutilidade entram em estado de desequilíbrio e, muitas vezes, acabam sendo levados ou à depressão ou à "fuga" constante do momento reflexivo.
Precisamos da inteligência e da estrutura emocional firme e positiva de todos os nossos amigos. Precisamos de nossos amigos, mas precisamos que estejam bem consigo e conosco. Bem com o mundo à sua volta. Bem com a vida.
É a hora de pensarmos no respeito e na tolerância, mas, principalmente, na forma como poderemos influenciá-los para que estejam no mesmo barco que nós... desde que o nosso esteja no rumo certo, é claro!
O rumo é simples. É o rumo do amor e do conhecimento. Amor incondicional. Conhecimento ilimitado.
Amor e conhecimento são as bases de sustentação do ser humano e as bases da formação da sabedoria do pensador.
Como construir um ambiente de verdadeiros pensadores dentro de uma realidade tão fugídia? (Fugídia: em constante fuga de sua responsabilidade para com o mundo à sua volta.)
Não acho difícil. Sei que é uma arte. Sei que é uma possibilidade verdadeira e que se transforma em prazer na medida em que os resultados aparecem.
São dois momentos básicos. O da sala e o da preparação.
Na sala basta olhar fixamente e por alguns poucos segundos, os olhos de cada aluno em sua sala de aula... mas olhar com o coração, enviando a energia do amor verdadeiro que cefrtamente existe dentro de você. Nesse instante você estará integrando-se ao círculo do amor coletivo emanando da consciência grupal.
A preparação se dá em todos os demais momentos de sua vida ponde cada informação deve ser entendida como um novo desafio para pesquisa e para questionamento. É o momento da ampliação do conhecimento.
Um e outro se completam...
Esse momento de reflexão eu estou escrevendo momentos antes de enfrentar uma vídeo-conferência com a maioria dos professores e coordenadores que seguem meu projeto educacional.
Precisava falar com vocês, antes de falar com eles...
Boa sorte para mim... rsrsrs
Um grande abraço a todos...
Seu amigo,
Roberto Andersen
PS1: Quem quiser aventurar um doutorado na Itália, aí vai o endereço:
http://formyeducation.blogspot.com/
PS2: Quem puder assista a minha palestra nessa terça feira, 26 de agosto, na UNIFACS Iguatemi. Estou convidando mas nem sei se pode... Quem quiser se aventurar entre em contato com o Diretório de Letras da UNIFACS e diga que eu pedi para vocês assistirem essa palestra minha na abertura do congresso deles. Será às 19 horas. É sempre um prazer enorme quando encontro em minhas palestras algum componente do nosso grupo de discussão.... mesmo que o grupo esteja meio parado...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Notícias neuro-psico-cognitivas
Aromaterapia:
As fragrâncias dos óleos essenciais da laranja e da lavanda agem nos receptores cerebrais do sistema límbico, que é um dos responsáveis pelo processamento das emoções, provocando efeitos sedativos e relaxantes.
Experiências realizadas com ratos mostrou que esses efeitos são mais eficientes do que os da aplicação química de medicamentos da família do Diazepan.
Mais uma vez comprovado que devemos procurar todos os meios disponíveis na natureza para evitar a utilização de medicamentos, já que todos eles acabam trazendo efeitos secundários prejudiciais à saúde.
Déficit de atenção:
Pesquisadores de um consórcio de pesquisas entre a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Universidade Harvard recomendam o tratamento médico (certamente utilizando a Ritalina) de todos os funcionários das empresas que apresentarem sintomas semelhantes aos de TDAH (transtorno de défict de atenção e hiperatividade).
Segundo o consórcio as despesas com esses tratamentos serão menores do que o prejuízo causado pelas ausências ao trabalho, perda de eficácia e perda de qualidade no trabalho de cada um desses funcionários.
Continua o "ataque" das multinacionais do remédio no sentido de aumentar os seus lucros. Agora que já conseguiram convencer a todos os educadores e pais que devem tratar seus filhos irrequietos com remédios psiquiátricos, tentam invadir ass empresas, convencendo os executivos a levarem seus funcionários ao mesmo tratamento.
Depressão:
Descoberto por acaso mais uma droga a ser usada para trazer a felicidade... A quetamina, antigo anestésico de uso veterinário desativa emoções negativas como culpa e baixa auto-estima, já que inibe a liberação do neurotransmissor glutamato.
Os pesquisadores estão animados principalmente devido ao efeito da droga ser de apenas 24 horas, ou seja, muito menor do que as diversas semanas necssárias para os tratamentos convencionais.
Mais uma DROGA DA FELICIDADE, para fazer com que pessoas saudáveis, ao invés de procurarem se conhecer melhor, sejam tratadas quimicamente...
Plasticidade neural:
Aprender e praticar duas ou mais línguas diferentes da sua estimula a plasticidade neural, resultando em conexões sinápticas mais fortes, abundantes e duradouras, preservando o tecido cerebral da degeneração normalmente associada ao avanço da idade.
É o fim do declínio cognitivo e a melhor proteção contra o Mal de Alzheimer.
Esse é o tratamento que mais recomendo! Estudar outros idiomas e praticá-los! A cada termo novo em um diferente idioma é como se estivéssemos multiplicando o nosso cérebro e eliminando todo e qualquer neurônio ocioso! Quem faz isso estará dando um grande passo para garantir sua saúde para o resto da vida. E sem o Mal de Alzheimer!
Envio esses comentários para a sua reflexão.
Um grande abraço.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Educação e camisinha
Roberto Andersen – 26/06/2008
O anúncio pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do início da produção de 400 máquinas de camisinhas a serem instaladas nas escolas públicas que participam do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas mostra mais uma vez que o governo está fazendo seu trabalho pela metade!
Todos sabem (pelo menos os que não são hipócritas) que a instalação dessas máquinas vai servir de incentivo ao sexo entre menores de idade e, mais ainda, que eles serão obrigados a manter relações sexuais dentro dos banheiros ou em ambientes insalubres (depósitos, cantos de corredores, etc...).
Alerto as autoridades, então, para mais um excelente investimento social que, além de resolver essa segunda parte do problema, também será mais uma oportunidade de se ganhar algum dinheiro como participação “nesses lucros”.
É a transformação obrigatória, nas escolas públicas, de algumas salas de aula em “transatórios”, que seriam alojamentos preparados para as relações sexuais dos adolescentes, com mais conforto segurança para os casais.
Mas, apesar dessa ligeira falha do governo não pensando na preparação desses locais adequado para as relações sexuais dos alunos, no mais o projeto é perfeito, principalmente no seguinte aspecto:
Aqueles alunos totalmente “anormais” que insistem em usar o ambiente da escola pública para estudar, deixando o namoro e o sexo para mais tarde, ou por opção própria ou por controle efetivo dos pais, passam a ter mais um elemento incentivador para entrarem no “mundo dos normais”.
E para aqueles que fazem isso por controle limitador da família, já poderão se considerar livres, uma vez que com o dinheiro da merenda estarão aptos a trocar suas horas de estudo por horas de sexo.
O governo, mais uma vez, está de parabéns por tomar medidas tão úteis à sociedade, principalmente aos futuros filhos dos adolescentes gerados nos banheiros das escolas públicas de todo esse maravilhoso país.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Remédio para pessoas sadias
Os estudos foram realizados e os resultados, em poucos anos, superaram as expectativas! A lucratividade dessas multinacionais do remédio aumentou consideravelmente e não para de crescer! Houve, de fato, uma real ampliação do seu universo de consumidores, já que agora já vendem remédios para pessoas sadias.
Se remédios não fossem drogas químicas com efeitos colaterais estaríamos observando apenas uma jogada comercial inteligente e até elogiável. Isso no campo do marketing, da propaganda e do planejamento estratégico de mercado. Mas, infelizmente, estamos lidando com produtos responsáveis por inserir no organismo das pessoas substâncias químicas voltadas para o estímulo de alguma área biológica, podendo, certamente, trazer conseqüências muito graves e danosas para a saúde.
A estratégia usada foi digna de Maquiavel (O Príncipe) ou até, mais propriamente, inspirada em Baltasar Gracian (A Arte da Prudência), obra que ensina detalhadamente como vencer na vida sem qualquer tipo de escrúpulos, ética ou coisa parecida...
Aos poucos fomos sendo convencidos pela mídia em geral que diversos comportamentos, antes considerados normais, deveriam agora ser tratados como doenças, algumas até consideradas graves e perigosas!
A partir daí já podemos perceber que fomos levados a anular a capacidade de crianças superdotadas diagnosticando-as como “portadora de déficit de atenção e hiperatividade”. Isso porque se elas não conseguem suportar as aulas normais de uma escola tradicional, é comum apresentarem comportamento irrequieto! São, então, rotuladas como portadoras de TDAH.
Também as crianças e adolescentes com memória e inteligência seletiva estão sendo confundidas como portadoras de autismo e sendo levadas a tratamento quimio-terápico e crianças e adolescentes com comportamento diferenciado do resto da sua turma estão sendo considerados “esquizofrênicos” e aplicando altas dosagens de remédios controlados neles.
Para os adultos isso nào fica por menos. Adultos mal resolvidos emocionalmente e com elevado nível de estresse estão sendo considerados impotentes sexuais e (...) Viagra neles.
E agora tenta-se alcançar os estudantes e profissionais que precisam se apresentar em público! Já existe uma droga específica para eles: os betabloqueadores!
Estamos recomendando remédios controlados para quem deseja estar mais feliz, para quem deseja falar em público sem nervosismo, para quem deseja evitar problemas do coração sem nunca ter tido nenhum sinal de problemas cardíacos, para quem deseja conquistar um parceiro sem timidez,... e assim por diante.
Caímos, definitivamente, na rede das indústrias farmacêuticas mundiais! A cada artigo que lemos nos jornais e a cada programa que assistimos na televisão... ...surge mais um novo milagre químico! E ele nos é oferecido para resolver problemas que nunca tivemos!
Está na hora de refletir sobre o assunto com seriedade e evitar danos irrecuperáveis às mentes de nossas crianças e adolescentes!
domingo, 22 de junho de 2008
Reprogramação cerebral
Quando, por sua vez, Antônio Damásio (Mistérios da Consciência), acabou por concluir que existe uma mente e um cérebro, interdependentes mas diferenciados em suas funções e responsabilidades, as informações começaram a fazer sentido.
Nossas pesquisas, a partir desses conceitos e de outros mais antigos aprendidos na década de setenta com os xamãs aborígenes da Austrália, apontaram para: um cérebro material, constituído de neurônios e suas ligações; e uma mente comandando todo o processo de formação do próprio cérebro desde o momento da fecundação até o momento da morte.
Essa mente seria a responsável pelo nosso pensamento, embora o próprio Damásio tenha colocado o pensamento como simples fruto da atividade neuronal em seu primeiro livro (O Erro de Descartes), quando parodiou a cérebre frase de René Descartes – “Penso, logo existo!” – pela sua: “Existo e sinto, logo penso”
Nossas pesquisas somadas às observações a nós apresentadas e mais ainda aos resultados de diversos outros institutos de pesquisa mostram-nos, agora sem sombra de dúvidas, que nosso mundo está muito mais para Matrix e realidade quântica do que para o materialismo exacerbado e a Física Newtoniana.
O ceticismo no que não é puramente tradicional constitui, hoje, um entrave para o correto andamento do próprio mundo como um todo e, principalmente, do desenvolvimento do conhecimento científico. Afinal, estamos numa época em que precisamos de todas as inteligências do planeta trabalhando em prol de uma correta transformação social e científica, já que os desafios agora estão cada vez maiores e mais globais.
Quando, numa conferência que proferi em Seul em 2000 enfatizei a necessidade da integração entre ciência e espiritualidade eu estava procurando alertar aos pesquisadores e estudiosos ali presentes da necessidade de se estudar a fundo os mistérios das diferentes tradições ao invés de ignorá-los. Esse estudo, mesmo com o propósito da contestação, seria muito mais útil à humanidade do que ignorá-lo por não compreendê-lo.
Um desses mistérios é a força do pensamento. A incomensurável força que todos nós temos e que não sabemos explicar... e que grande parte dos cientistas, por não encontrarem explicação na ciência tradicional, abandonam o caso como “coisas sobrenaturais...”
É bom estarmos conscientes de que ser um cientista não significa ser o “dono da verdade!” Devemos ter a humildade de aceitar que a existência de eventos ou fatos que não podemos explicar, significa apenas que nosso conhecimento científico ainda está muito aquém do necessário para esse entendimento.
A reprogramação neurológica por que passou a cientista neuroanatomista Jill Bolte Taylor após sofrer um derrame cerebral (My Stroke of Insight, USA, 2006) mostra, mais uma vez, o imenso poder mental, de localização ainda misteriosa, existente dentro (ou fora) de cada um de nós.
Essa força misteriosa, que é a força do pensamento, possibilita a reorganização de todas as nossas ligações neuronais e até estimula o nascimento de novos neurônios, desde que sejam necessários e mesmo que isso tenha sido considerado impossível até alguns anos atrás.
O trabalho dessa força depende totalmente das ligações emocionais envolvidas no processo e isso pode ser constatado pela atenção, afeto e paciência de sua mãe ajudando-a passo a passo a ler novamente, a fazer quebra-cabeças, a se alimentar, a ir ao banheiro e deixando-a dormir bastante para reconstruir, aos poucos, os arquivos cerebrais danificados.
Esse trabalho é lento e necessita de treinamento intenso e repetitivo, sendo realizado com muito afeto e entusiasmo por parte do terapeuta, seja ele um profissional ou um simples amigo ou parente, desde que esteja realmente interessado e acreditando na plena recuperação do paciente.
Nesse momento barreiras imensas surgem de toda parte, principalmente de profissionais que, do alto da sua imensa sabedoria (?) neurológica, apresentarão um quadro pessimista (que dirão ser realista) desmotivando os parentes, amigos e o próprio paciente e, com isso, atrapalhando todo o processo de cura.
Neurologistas mais céticos tentam, infelizmente, minimizar todas as recomendações de reprogramação afetivo-emocional para a reconstrução cerebral, dizendo que isso só é possível quando a área afetada é muito pequena.
Ao mesmo tempo eles são obrigados a reconhecer que existe uma permanente transformação das ligações neuronais a partir das atividades do dia-a-dia. Ou seja: a teimosia desses céticos acaba por construir um verdadeiro paradoxo nas suas declarações.
Quando ouço esses profissionais justificarem a sua descrença dizendo que “não existe comprovação científica sobre isso” chego a “tremer nas bases”, já que esse procedimento marca o início de uma fatal acomodação na ciência pré-estabelecida, como se nada mais houvesse a descobrir no mundo. Se não está provado ainda é porque não é verdade!
Tais declarações me remetem ao episódio de um transeunte que, ao passar por uma rua e observar uma árvore que, após forte ventania, caiu sobre um carro, esperar a exibição da reportagem pelo Jornal Nacional para acreditar no que viu.
Está na hora de acreditarmos mais: no que vemos; no que ouvimos; e no que sentimos; e utilizar nossa inteligência para pesquisar a fundo as razões de todos os fatos ao invés de os ignorarmos.
Eliminar totalmente o pessimismo e criar idéias novas, por mais absurdas que possam parecer, é o que vai estimular novas pesquisas e possibilitar a descoberta de novos caminhos, mudando repentinamente a nossa visão de mundo e trazendo mais esperança a todos nós.
E, na prática, esse trabalho deve ser realizado diretamente com todas as crianças e adolescentes, em casa e na escola, por todos os educadores, sejam oficiais ou “de oportunidade”, ou seja: pais, professores, parentes, funcionários, etc.
O processo deve começar pela eliminação de toda forma educacional castradora e bitolada, substituindo-a pelo incentivo à criatividade e ao questionamento fundamentado.
O trabalho seguinte é a comparação de todos os conteúdos à realidade da vida atual, possibilitando o entusiasmo pelo aprender e pesquisar, complementando com: o desenvolvimento de todas as inteligências; o exercício do controle das emoções e sentimentos e;
Para evitar o surgimento das “sabedorias absolutas”, a vivência dos valores humanos, onde a humildade é ensinada como forma de entender que não somos os “donos da verdade”.
sábado, 21 de junho de 2008
Reprogramação
O controle dos sentimentos e das emoções deve ser o primeiro fator a considerar num período de desestresse total! Reorganizar os pensamentos, rever a maneira de ver e encarar as pessoas, olhar com outros olhos os mesmos fatos e as mesmas amizades... enfim... reprogramar geral.
O primeiro dia pode até parecer meio perdido, já que o ideal é mesmo descansar... dormir muito... meditar muito... refletir muito... sem grandes esforços... é sábado! Ler a parte cultural de todos os jornais. Não dar a menos importância as áreas políticas, policiais, administrativas, financeiras, econômicas, etc...
Mas, para variar, uma coisa acaba me chamando muito a atenção: a provável guerra entre Israel e o Irã... Aí a meditação e a reflexão sobre o nada acaba se transformando numa fria análise de acontecimentos da política mundial...Mas é por pouco tempo. Só vou me preocupar com isso amanhã, quando os jornais já devem ter alguma notícia nova... quem sabe a guerra começou? Destruir o arsenal nuclear do Irã é a meta de Israel... será que o farão? Já disse que é só para amanhã!!!
Bom, mas melhor do que isso foi o chocolate quente... com torradas Balducci... e creme de alho por cima... preparado com muito amor e carinho por Irani... E Caio perguntando que horas são, para saber se tem que dormir para amanhã acordar bem cedo e ir comprar fogos para o São João.
E que livro as crianças compraram hoje!!! As Crônicas de Narnia! Um livro enorme e que já estão "devorando"... Trechos interessantes e bastante filosóficos!
E, entre uma conversa e outra, eu fazendo uma análise sobre o comportamento das meninas, para produzir minha próxima palestra. Se o tema da anterior foi: "Garotos: educá-los ou domá-los", qual deverá ser o tema do das meninas? Elas merecem um tratamento todo especial, mesmo porque são especiais.
Como bem disse Ziraldo: "Menina não é feminino de menino. É outra raça". E elas estão, aos poucos, ampliando o seu universo, podendo ser mais lúdicas e livres, podendo invadir todas as conversas, jogos e brincadeiras antes privativas dos meninos, embora continuem visando o mesmo ideal feminino de sempre, que é buscar o apoio de um homem para se sentirem protegidas...
Alguém tem mais alguma idéia para o assunto?
domingo, 15 de junho de 2008
Alunos superdotados
Estou realmente preocupado com o "verdadeiro crime" que está sendo cometido contra alguns meninos e meninas com inteligência acima da média, diagnosticados equivocadamente como portadores de anomalias cognitivas ou comportamentais!
Está na hora de darmos um "basta" na ganância e na falta total de ética de alguns dos grandes laboratórios farmacêuticos que estão conseguindo convencer a milhares de educadores a encaminhar tais alunos para tratamento psiquiátrico ou neurológico por apresentarem sintomas característicos de transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, esquizofrenia, dislexia, discalculia, transtornos disruptivos (desafiadores de oposição) e outros.
O suplemento científico do Le Monde já havia denunciado que isso iria acontecer, há alguns anos, quando o presidente de uma dessas multinacionais do remédio declarou que o objetivo agora seria a venda de remédios para as pessoas sadias. Infelizmente já estão conseguindo.
E junto com o seu lucro está sendo destruído todo o potencial intelecto-emocional de uma infinidade de crianças e adolescentes, submetidos a dosagens de remédios controlados que nunca deveriam estar sendo ministradas a eles!
Amigos! Precisamos estar atentos para isso e agir imediatamente, alertando professores, psicopedagogos, pais e toda a comunidade para observarem melhor seus filhos e alunos antes de encaminhá-los para um tratamento que pode destruir toda a sua capacidade intelectual e eliminar sua possibilidade de ser um adulto feliz.
Os relatos de exemplos que nos chegam são diários e assustadores. Por isso precisamos prestar muita atenção aos seguintes aspectos, que podem nos levar a um diagnóstico totalmente equivocado:
a) Por apresentarem comportamentos diferentes dos demais alunos, as atitudes dos superdotados são, constantemente, confundidas com sintomatologias de patologias psiquiátricas e neurológicas, como por exemplo, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o autismo e muitas outras. Isso poderá provocar atitudes equivocadas por parte dos pais, professores e terapeutas, levando a criança a tratamentos desnecessários e, muito freqüentemente ao uso "criminoso" de medicamentos que destruirão toda a sua elevada capacidade cognitiva.
b) Por não se interessarem pelas aulas normais, que naturalmente consideram enfadonhas e repetitivas, podem ser desestimulados ao estudo e aumentar o seu nível de estresse, agindo com irritação e agressividade, perdendo, aos poucos, toda a sua elevada capacidade intelectual;
c) Por estarem inquietos em sala de aula podem ser confundidos com alunos mal educados e desobedientes, serem perseguidos pelos professores e assumirem um comportamento anti-social, perdendo toda a possibilidade de virem a ser úteis à sociedade.
d) Por apresentarem respostas mais rápidas e resultados muito melhores que os alunos normais, podem sofrer com o processo de bullying e serem afastados do convívio social sadio no ambiente escolar.
e) Alguns desses alunos, apesar de terem uma inteligência acima da média, desenvolvem-na de forma seletiva, tornando-se incapazes de absorver qualquer conhecimento que não esteja ligado ao assunto de seu interesse, sendo então "reprovados"nas demais disciplinas e repetindo o ano, o que destruirá toda a sua elevada capacidade intelectual.
Devemos também estar atentos aos alunos que, embora não sejam superdotados, apresentam tais sintomas por simples e pura falta de limites em casa e na escola, fazendo com que seus pais e professores comodamente classifiquem-no como "doente", para justificar a sua incompetência educacional.
Nosso instituto de pesquisas vem catalogando diversos desses casos de diagnóstico equivocado e vem acompanhando o desenvolvimento daqueles que "escaparam" dos tratamentos convencionais... e hoje apresentam os resultados de uma inteligência brilhante!Por outro lado também nos preocupa a idolatria ao superdotado, como tem sido visto constantemente nos Estados Unidos e agora também no Brasil.
Pais enriquecendo às custas da exposição da inteligência superior do filho na mídia e esse sendo estimulado a "pular etapas" em sua formação integralizada, trazendo um desequilíbrio intelecto-emocional com graves conseqüências.
As recomendações tradicionais de aceleração, enriquecimento e segregação estão sendo muito comuns nos Estados Unidos e agora também aqui no Brasil. Isso certamente poderá trazer a construção de um caráter esnobe e presunçoso, além de graves conflitos emocionais.
Precisamos, então, observar com muito cuidado cada criança e adolescente sob nossos cuidados, para evitar que nossa impaciência em lidar com suas explosões energéticas nos levem a diagnosticá-las como "doentes" e assim destruir toda a sua possível capacidade intelectual.
Qualquer dúvida, comentário, contestação ou sugestão, publique aqui mesmo em nosso BLOG ou entre em contato diretamente comigo, pelo e-mail: robertoandersen@gmail.com (serve também para o msn e o orkut).
segunda-feira, 9 de junho de 2008
O cérebro humano (comentário sobre o artigo de Airton Luiz Mendonça)
(comentário sobre o artigo de Airton Luiz Mendonça)
O comentário de Mendonça sobre a medição do tempo por meio da observação dos movimentos me lembra os resultados de várias pesquisas sobre o tempo, uma delas realizada na Inglaterra, concluindo pela sua inexistência!
O tempo, como nós o entendemos, seria fruto de nossa imaginação a partir da observação dos movimentos de nosso planeta e a conseqüente passagem da lua, do sol e das estrelas.
Isso significa que suas observações têm fundamento, ou pelo menos seguem as mesmas linhas de pensamento dessas outras pesquisas.
Nosso relógio biológico, entretanto, parece estar em duas realidades distintas. Uma é a que o adequa ao tempo observado externamente, como pode ser comprovado, por exemplo, numa criação de galinhas em que se simula dois dias e duas noites em apenas 24 horas para duplicar a produção dos ovos. Com o ser humano foi observado efeito semelhante nas estações de pesquisa na Antártica.
A segunda parte do artigo fala do automatismo cerebral. Concordo com quase tudo o que ele falou, mas discordo de um dos "antídotos", que é o da comemoração dos aniversários, registro de dia etc.
Vamos aos fatos.
O automatismo é realmente uma realidade exatamente para liberar neurônios e ligações neuronais para atividades mais necessárias, já que as rotineiras já podem passar para o controle automático.
Realizar alterações de rotina significa dar uma utilização mais eficaz ao cérebro e evitar a ociosidade perigosa para o aparecimento do Mal de Alzheimer.
Minha discordância está apenas nas comemorações de aniversários, bodas, etc... devido a descoberta de Edward Wilson sobre a programação cerebral.
Desde que ele (Wilson) nos mostrou as suas conclusões sobre isso começamos todos a pesquisar as conseqüências de cada tipo de programação.
Marcar data de aniversário programa o cérebro para o envelhecimento celular mais rápido. É como você estivesse lembrando: "envelheça mais um ano agora!"
As outras recomendações são valiosíssimas e eu as uso constantemente.
Esse é o meu comentário.
Segue abaixo o texto que gerou o comentário:
De: Airton Luiz Mendonça
"O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma
mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a
noção do tempo."
"Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo
sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos
cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece
porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos,
pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer
e o pôr do sol."
"Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso
cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo
trabalho."
"Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de
nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal
quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não
aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma
experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender
o que está acontecendo."
"É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se
repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e
'apagando' as experiências duplicadas."
"Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o
tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada
vez mais rapidamente."
"Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa
atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando
de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular
ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está
escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na
mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas
experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para
a mente."
"Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São
apagados de sua noção de passagem do tempo..."
"Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a
experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se
repetir: as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de
televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem
a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido
longo e cheio de novidades), vão diminuindo."
"Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de
novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras
palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... r-o-t-i-n-a."
"Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa,
mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu
diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração
do tempo:
M & M ( Mude e Marque )
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família sugiro que
você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano,
e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha
filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para
eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de
momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou
daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma,
visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor
do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no
Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a
mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências
diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já
estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades
ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos
esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A.
"Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais
longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver
e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais
interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida
que existem por aí."
"Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares
diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade,
emoção, rituais e vida."
domingo, 25 de maio de 2008
Sábado ou Domingo - Polêmica religiosa
A CARTA DE EINSTEIN E A POLÊMICA ENTRE O SÁBADO E O DOMINGO
Depois que surgiu a notícia de que numa das cartas de Einstein recentemente achadas (escrita pouco antes de sua morte) ele desprezava as religiões, muita gente começou a se interessar pelo assunto de forma bastante equivocada.
Uns, céticos perante tudo na vida e se dizendo cientistas, aproveitam essa declaração para justificar sua total descrença em tudo o que diz respeito a religiosidade, tentando fazer com que todos os sigam nessa sua convicção interior.
Esse é o caso de Richard Dawkins, por exemplo, em seu "Deus, um delírio", obra com sentido dúbio, onde religiosidade está sendo confundida algumas vezes com esperteza de igrejas, mas com sucesso de vendas em todo o mundo, completamente diferente de sua obra anterior "O gene egoísta", onde ele realmente expõe suas idéias de forma mais clara e com um certo sentido científico.
A impressão que nos passam é que a sua descrença os incomoda tanto que eles precisam convencer a todos para que os sigam nesse ceticismo sem sentido... esquecendo do (ou não se importando com o) fato de que a maioria das pessoas só consegue entrar no caminho dos valores humanos corretos se a isso for determinado por uma religiosidade...
Esse, na realidade, é o maior valor da religiosidade e que, embora estejamos achando que evoluímos bastante, ainda precisamos dela para conter os ânimos de grande parte da humanidade.
Mas a partir da publicação da carta de Einstein, que irá a leilão nessa semana, voltaram a surgir as polêmicas sobre detalhes que, na realidade, em quase nada contribuem para o que a humanidade verdadeira mente precisa, que é muita responsabilidade, muito respeito, muita honestidade e muita humildade.
Mas se surgiram, vamos a elas:
Muitos alunos adventistas têm me perguntado por que sua religião é a única que segue a bíblia corretamente, já que Deus determinou o sábado como dia de dedicação a Ele.
Vamos começar pelo seguinte: todas as religiões procuram seguir seu livro sagrado. Alguns desses livros mais conhecidos são: entre os mussulmanos, o Alcorão; entre os Judeus, o Torá; entre os cristãos, a Bíblia.
Nos dez mandamentos da bíblia adotada pela maioria dos cristãos (exceto Adventistas e outras denominações sabadistas, como a Batista do Sétimo Dia, etc), os mandamentos seguem a ordem (interpretação católica):
1. Amar a Deus sobre todas as coisas
2. Não tomar o seu santo nome em vão
3. Guardar domingos e festas
4. Honrar pai e mãe
5. Não matar
6. Não pecar contra a castidade
7. Não furtar
8. Não levantar falso testemunho
9. Não desejar a mulher do próximo
10. Não cobiçar as coisas alheias
Mas, na realidade, considerando que o antigo testamento tenha sido uma obra ditada por Deus, o que Ele falou, segundo a tradução que hoje conhecemos, foi:
"Trabalharás seis dias e farás a sua obra. Mas no sétimo dia que é um repouso em honra do Senhor teu Deus, tu não farás trabalho algum. Nem tu, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de seus muros, Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contém, e repousou no sétimo dia; e por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou."
O que significa, então, o sábado falado por Deus? Esse sábado sagrado tem que ser obrigatoriamente o sétimo dia depois de outros seis dedicados ao nosso trabalho humano. Em nossa atual civilização o primeiro dia dedicado ao nosso trabalho é a segunda feira (Lunes, Monday, Lundi, etc) e o sexto dia de trabalho é o sábado (Saturday, samedy etc). O sétimo dia, que é o que deve ser dedicado a Deus, passou a se chamar DIES DOMINICUS, ou seja: DIA DO SENHOR que, para se adaptar ao nosso idioma, passamos a chamá-lo de DOMINGO.
Toda a confusão foi gerada por não se tirar o nome “sábado” do sexto dia de trabalho humano, mantendo, então, os dois nomes: sábado para o sexto dia de trabalho e “dia do Senhor” (domingo) para o sétimo dia, que deve ser o do descanso.
Para cumprir a guarda do nosso atual dia de sábado, considerando-o o verdadeiro DIES DOMINICUS (Dia do Senhor), teríamos que trabalhar em nossa obra, como disse DEUS, de domingo a sexta, sem cessar, parando no sábado para o descanso. Nosso atual domingo teria que mudar o seu nome para outro qualquer (e não Dia do Senhor) para ser considerado o primeiro dia NORMAL de trabalho. E o nosso atual sábado teria que mudar seu nome para DOMINGO.
Caso contrário estaríamos considerando nosso sábado como SEXTO dia e assim guardando um dia antes de completarmos os seis dias de trabalho DETERMINADO por DEUS.
Lembrando então: a palavra domingo vem do latim “dies Dominicus”. Sei significado é: "dia do Senhor".
Em todas as línguas de origem latina existe o mesmo significado: castelhano (Domingo); italiano (Domenica); francês (Dimanche) etc.
Vamos, então, respeitar e seguir o que cada uma das religiões determina, ou seja:
1. Se sua religião considera o sábado de hoje como o dia de Deus, reorganize sua vida para trabalhar de domingo a sexta e guarde sempre o sábado. Você não estará errando em nada!
2. Se na sua religião o domingo é o dia de Deus, seu trabalho é de segunda a sábado e o domingo é para esse descanso dedicado a Deus.
3. Se você não é religioso fica livre para trabalhar quando quiser e para descansar no momento em que achar que está cansado... mas cuidado para não se arrepender depois...
Um grande abraço a todos. Fico aguardando seus comentários.
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domingo, 20 de abril de 2008
Índios brasileiros ou das ONGs internacionais?
Mas agora é bom que também analisemos o que os es[ertalhões das ONGs internacionais estão querendo fazer "em nome" de nossos índios, que são tão brasileiros como qualquer um de nós.
Para isso apresento a vocês, para reflexão, o artigo de Sandra Cavalcanti, bem a propósito:
Ela é a atual Secretária Municipal de Projetos Especiais do Rio de Janeiro.
Seu artigo foi publicado, originalmente no Jornal do Brasil em 21/abr/00.
O Brasil nunca pertenceu aos índios
Por Sandra CavalcantiQuem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.
Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil.
Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas pró-prios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.
O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Ama-zônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.
Existe uma intenção solerte e venenosas por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.
Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.
De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.
De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.
Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos. Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.
Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.
Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orien-tais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discri-minação por motivo de raça ou credo.
Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos ín-dios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somo a nação brasileira.
Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até cobram pedágio para es-tradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.
O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.
Vamos comentar a respeito?