sexta-feira, 11 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Diagnósticos precipitados

Recebemos uma mensagem da Dra Ana Lúcia Rech sobre nosso artigo de diagnósticos precipitados de TDAH, Narcolepsia e outros. Dra Rech mostrou-se preocupada com uma possível simplificação que estaríamos fazendo do problema, o que poderia levar muitos pais a não acreditarem nem nas doenças nem na necessidade das drogas para seus tratamentos.

Realmente esse risco existe! E precisamos estar muito atentos para não generalizar em cima de pequenas amostragens. As doenças existem e os tratamentos medicamentosos, desde que corretamente prescritos e acompanhados por profissionais com a devida competência, são eficazes.

Precisamos, então, que toda a linha de atendimento à criança esteja bem orientada para a forma correta de se acompanhar todos os casos de anomalias comportamentais e cognitivas, analisando cada criança na sua individualidade e analisando também a sua relação familiar, para evitar a atual "acomodação" de pais e professores que, para eximirem-se da responsabilidade de uma educação equivocada e de uma incompetência pedagógica, levem crianças sadias com bloqueios emocionais graves a terem seus sintomas confundidos com portadores de patologias graves.

domingo, 23 de agosto de 2009

Terapia IUPE básica... para tudo!

Fala-se muito em psicossomática, força do pensamento, energia positiva, mas na prática vejo as pessoas cada vez mais descrentes de tudo! Está na hora de mudar um pouco essa "acomodação ao nada" e fazer com que a vida tenha mais sentido, contribuindo assim para eliminar todas as doenças de ocasião... a maioria de fundo totalmente emocional!

Vamos começar o tratamento? Esse tratamento de hoje é a TERAPIA IUPE BÁSICA. Depois tem mais...

Para começar vamos ao início do dia, ou seja, o momento do acordar!

1) CARETAS:

O primeiro passo é a sessão de caretas e massagens faciais. O mais que puder! Ajude sua musculatura facial com os dedos, massageando todo o rosto, orelhas, nariz, bochechas e todo o mais. Você estará enviando, nesse momento, um sinal para o cérebro, provocando a liberação do neurotransmissor da felicidade: a serotonina! E isso provoca um fluxo de satisfação e felicidade por todo o seu corpo. É uma verdadeira VACINA contra tristezas e estados depressivos. É o PROZAC natural, sem efeitos colaterais e na dose certa para o melhor rendimento de seu organismo.

2) COÇAR O CHIFRE:

Cuidado com a interpretação que você pode querer dar a esse segundo passo! Você não precisa, de forma alguma tê-los (os chifres), mas precisa coçá-los... Vou explicar, calma! Leia com cuidado... Esse passo é uma GINÁSTICA CEREBRAL muito conhecida e que consiste em fazer uma massagem circular com dois dedos de cada mão, ao mesmo tempo, em sentidos inversos, na testa. São círculos na testa, subindo por fora e descendo por dentro. Esse movimento também deve ser feito durante um bom tempo, preferencialmente enquanto estiver no chuveiro, para que as atividades dos neurônios sejam estimuladas a fazerem uma interligação entre os dois hemisférios. Isso, além distribui toda uma possível

3) ELIMINAR ROTINAS SUPÉRFLUAS

Fazer um levantamento de toda a sua rotina diária e identificar o que poderá ser eliminado, por ser apenas um costume supérfluo. Elimine mesmo! Vai sobrar tempo para coisas mais úteis! Há coisas que fazemos apenas por costume e achamos que não podemos ficar sem elas! Que bobagem! analise friamente e elimine-as!

4) TRANSFORMAR TUDO EM PRAZER

Liste as atividades que sobraram em sua rotina. Analise agora se todas elas são atividades prazerosas ou se alguma delas é estressante ou considerada como uma obrigação. Procure descobrir novas formas de cumprir essas atividades. Essas novas formas devem ser planejadas para que alguma parte delas seja um novo desafio, uma forma de criar algo novo, ou seja, algo que lhe dê a sensação de produtiviodade, utilidade e prazer! PRAZER é a palavra certa! Tudo o que você fizer deve ter o PRAZER envolvido! Muda tudo!

Essa é a terapia básica! Ela, sozinha, já resolve a maioria dos problemas, já que grande parte deles é de origem emocional, principalmente devido ao estresse.

Coloquem em prática e vamos comentar os resultados, comentando aqui mesmo, no BLOG, ou enviando uma mensagem para mim:

robertoandersen@gmail.com e colocando em assunto: TERAPIA IUPE BÁSICA

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Novas crianças e a alteração no DNA

Numa mensagem recebida pelo FACEBOOK, de meu amigo Enéias, psicanalista em formação, ele comentava que leu algo sobre as mudanças nas novas gerações estarem relacionadas ao aumento do n° de hélices no DNA. E me pergunta: Será possível?

Confesso que não li a respeito dessa alteração no DNA, mas acredito que possa ter relação sim, embora essa confirmação possa demorar um pouco. Mas antes disso, porém, precisamos verificar as formas de lidar com essa diferença.

O que temos observado, por enquanto, funciona como se houvesse mais ligações neuronais por quantidade de neurônios, ou seja, uma espécie de aumento da capacidade de diversificação das ligações para o mesmo conjunto.

Isso poderá forçar o aumento da neurogênese, o que pode estar sendo a causa do aumento, em paralelo, da inquietação dessas crianças e a consequente confusão diagnóstica, levando os médicos a rotulá-las de hiperativas.

As pesquisas, então, devem continuar, para que essas crianças não tenham o seu potencial desperdiçado.

E o que mais recomendo é a educação direcionada, com apresentação de desafios crescentes e entusiasmantes, sempre sem deixar de lado o exercício dos limites.

Mas esse é outro assunto. Um assunto para os psicopedagogos, para os educadores de pais e para os professores.

Por falar em professores, estaremos em mais uma reunião de educadores no IUPE, no próximo sábado, a partir das duas da tarde. O assunto é:

1) Treinamento de auto-estima e auto-valorização individual e profissional;
2) A importância da família;
3) Nova visão da avaliação e do calendário acadêmico;
4) A adaptação do conteúdo programático às diferenças individuais;
5) O exercício dos limites comsigo mesmo e com os alunos em sala.

O encontro é para os educadores do colégio,mas está aberto a todos os educadores que desejarem participar. Basta comparecer.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dia do Estudante: a chave para mudar o mundo

O dia de hoje é dedicado ao ser mais importante para a humanidade! Sim! Não se espantem! O ESTUDANTE é o único ser que poderá, um dia, interferir positivamente em todas as áreas do conhecimento humano de forma a possibilitar uma verdadeira transformação social e permitir ao mundo que seja dada uma definitiva guinada em direção a paz social, a prosperidade dos povos e a felicidade das pessoas.

É com esse estudante de agora, com a potencialidade intelecto-emocional que lhe foi dada de presente ao nascer, que está a chave para construir tudo isso, por meio de seu entusiasmo, de sua dedicação e da transformação de sua potencialidade em capacidade adquirida.

A chave está com ele! Não está mais com os adultos! A nossa chave já não resolve os desafios que a vida está nos apresentando. Os desafios crescem e tornam-se mais complexos a cada dia! As descobertas científicas espantam os próprios cientistas que não foram preparados para tomar conhecimento de tanta coisa diferente.

O mundo multidimensional, por exemplo, que nunca foi corretamente entendido por nenhum dos grandes pesquisadores, já faz parte do universo infanto-juvenil inserido em seus jogos de computador e video-game. Eles já trafegam em universos paralelos, sem sequer se dar conta de que estão imitando uma realidade mal compreendida pela própria ciência de hoje!

Nesse ponto eu dou uma pausa para parabenizar todos os estudantes de hoje e, mais ainda, todos aqueles que me permitem (ou permitiram), que eu tenha (ou tenha tido) o imenso prazer de ser (ou de ter sido) o seu professor!

Está na mão de vocês a construção do seu próprio futuro e também o da própria humanidade. É com a dedicação ao seu próprio crescimento intelecto-emocional e a correta utilização desse conhecimento e dessa capacidade adquirida que vocês vão determinar o seu futuro, o futuro de sua família, de sua comunidade e, inclusive, contribuir para o futuro da humanidade.

Mas a nossa chave, a dos adultos, embora já arcaica, é a única que vai resolver o maior de todos os desafios da humanidade! Só a nossa chave, dos adultos de hoje, resolverá o grande desafio de entusiasmar os donos da chave do futuro, os estudantes de agora, para que adquiram, pela sua própria capacidade inata, todo o conhecimento e toda a determinação necessários ao exercício dessa necessária mudança social.

É a nossa chave que deve ser muito bem utilizada, por meio de exemplo de vida, por meio de compreensão e carinho, por meio de determinação e imposição de limites, por meio de confiança e controle, para que os estudantes que estão sob a nossa responsabilidade (pais e professores), para que eles encontrem a melhor forma de utilizar as suas chaves.

Lembrem, a todo tempo, que se não utilizarmos corretamente nossas chaves, outros estarão direcionando a vida de nossos filhos para a destruição de toda a sua potencialidade nata, por meio da incitação ao lazer fora de hora, do desânimo para com o conhecimento, levando-os ao desperdício de sua potencialidade e à construção de uma total incapacidade, não conseguindo sequer saber para que serve essa tal de chave...

Está em nossas mãos o futuro de nossos estudantes e está nas mãos deles o nossa própria felicidade atual e, principalmente, futura!

Pensem nisso!

sábado, 8 de agosto de 2009

Discriminações destruidoras

Você já conviveu com amigos e parentes brancos que juram não ter preconceito racial e se espantou quando perceberam, em sua casa, seus filhos brancos brincando animadamente com seus colegas negros?

Algum de vocês já participou de algum congresso pela liberdade religiosa e se espantou quando seus dirigentes lhe disseram que não deveriam chamar os católicos porque eles veneram Maria e idolatram santos?

Lembra de ter participado de algum encontro entre professores cujo tema era a necessidade de estimular o super-dotado de forma diferenciada para que todo o seu potencial seja desenvolvido e mais bem aproveitado e, mais tarde, em uma outra reunião desses mesmos professores, alguns comentarem que esses alunos metidos a inteligentes devem ser "colocados em seu lugar" para não atrapalhar a aula e não confundir o professor?

Pois é! Isso tudo e muito mais já me aconteceu e, acredito, também a alguns de vocês. É a hipocrisia das pessoas que sentem uma imensa necessidade de encontrar, nos outros, defeitos que não existem, para poder se autoconvencer de seu próprio valor, já que estão totalmente inseguros quanto a isso.

Mas isso não é o que mais me espanta na sociedade em que vivemos, mas sim um outro tipo de discriminação. É a que ocorre dentro das famílias e voltadas para impedir o desenvolvimento de seus próprios filhos. Quando essas famílias acomodam-se a uma situação de inferioridade social e não acreditam que seus filhos podem superar todas essas dificuldades e alcançar níveis profissionais e sociais muito superiores a todos os seus parentes e amigos. Quando essas famílias nem sequer pensam em investir na educação desses filhos, evitando gastos com livros e computadores, mas gastando em celulares de última geração, carros mais novos, festas, bares e diversões, "porque ninguém é de ferro", como já ouvi muito...

Espanta-me quando a discriminação passa a ser uma autodiscriminação! Essa, acredito, é a pior delas! Porque essa não precisa de ninguém de fora. Essa já está dentro de cada um, construída pelo processo de auto-inferiorização, por famílias acomodadas e desesperançadas. Famílias que sequer ouvem o que falamos, para não se convencer de que seus filhos podem ser melhores do que eles.

E para que o nosso espanto passe a ser um verdadeiro estímulo à continuidade desse trabalho, digo que está na hora de quebrarmos essa auto-discriminação e abrir caminho para o sucesso dessas crianças, independente da cor da sua pele, da crença que tenha ou que não tenha, de ter ou não dificuldades ou deficiências, de ter ou não ter pais juntos ou separados, de estar sofrendo ou não abusos, sejam lá quais forem, porque todas elas, mas todas mesmo, têm o direito de estar conosco nessa maravilhosa caminhada para o seu próprio sucesso em todos os campos de suas vidas.

sábado, 1 de agosto de 2009

Adolescente não quer estudar...

Amigos,

A dúvida recebida foi:

Professor Roberto: meu filho adolescente, apesar de exemplo de estudo, incentivo e cobrança... não gosta de estudar. O que devo fazer?

RESPOSTA:

Todas as possibilidades devem ser estudadas nesses casos. Conforme comentei no artigo publicado no BLOG, o fator mais importante de todos é o exemplo. Vamos começar, então, por ele. Não basta estar estudando, lendo, realizando um trabalho intelectual, para que o filho sinta disposição para fazer o mesmo.
O importante é estar fazendo uma dessas coisas com muito entusiasmo, muita alegria e esbanjando a felicidade de poder estar criando algo a partir do trabalho intelectual.
Esse é o primeiro passo! Ele tem que perceber que isso lhe dá prazer e aos poucos vai ter a possibilidade de desenvolver o mesmo prazer.

Outro aspecto que deve ser considerado: o ambiente de estudos. Não há necessidade nenhuma de luxo, mas é importante que o filho tenha o seu ambiente privativo de estudo, nem que seja uma simples mesinha, mas que seja só dele! Um escritório nem sempre é necessário, porque uma mesa pode ser, inclusive, levada para um outro ambiente onde ele, por algum motivo, deseja estudar naquele momento. Em minha casa, por exemplo, há momentos em que meus filhos estão, cada um, em seu quarto, estudando, lendo e pesquisando em suas mesas de trabalho. Há momentos, entretanto, principalmente nos finais de semana, em que todos levam suas mesas para a varanda ou para o jardim, continuando o estudo perto um do outro, para poderem discutir assuntos de interesse geral. O ambiente inclui ter os elementos necessários ao estudo sempre à mão. Ter que parar um trabalho para procurar uma caneta, uma borracha ou uma folha de papel, acaba desmotivando um pouco.

Outro ponto importante no processo de entusiasmo do filho é o seu interesse real pelos assuntos do estudo dele. Isso significa estar "de olho" nos assuntos que mais ele precisa estudar e investigar alguma matéria de jornal, revista ou documentário que vá passar na TV, para mostrar a ele como aquilo é interessante e importante, que você tem dúvidas e que quer esclarecer junto com ele!

Alimentação é outro ponto básico. É importante que estejam sempre bem planejados os ligeiros lanches entre refeições: sucos, yogurtes, frutas, mas todos na casa fazendo um rápido intervalo para esse momento. Essas interrupções são estimulantes e recuperadoras da energia dispendida no estudo. E o momento em conjunto é sempre um sinal de segurança emocional familiar.

O ponto a seguir é polêmico, mas insisto em sua eficácia! Temos que estar atentos as habilidades de nossos filhos e ignorar suas deficiências e dificuldades. Se ele, por exemplo, diz que nada entendeu de uma determinada matéria, ajude-o a descobrir o que ele entendeu da matéria, até que ponto ele acompanhou e compreendeu com perfeição. O grande problema da educação está exatamente nesse enfoque errado que a maioria dos professores têm em relação às dúvidas. NUNCA ensinaremos nada a ninguém se quisermos saber o que esse alguém não entendeu! Precisamos saber exatamente o que ele entendeu! Só a partir do elemento compreendido (e bem compreendido) poderemos levá-lo a entender o restante.

Então lembre que todas as vezes em que surgir uma dúvida o importante é voltar para assegurar-se até que ponto seu entendimento esteve perfeito. Isso eleva sua auto-estima e permite que acompanhe o rstante da explicação com o verdadeiro desejo de aprender.

O livro "Afetividade na Educação - Psicopedagogia" já traz essas e outras dicas. Mas o lançamento em Salvador só ocorrerá depois do lançamento na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no dia 13 de setembro próximo.

Mandem mais dúvidas para que todos possamos discutir e melhorar a performance de nossos filhos.

Um encontro de pais

Mais um encontro de pais em nossa escola. Um momento de reflexões sobre a relação familiar e a sua influência no desempenho intelectual e comportamental das crianças.

Nesse encontro vamos falar sobre a relação pais-filhos.

Para começar os pais devem partir do princípio de que sua missão é, inicialmente, a CONQUISTA DE SEU FILHO! Sim: conquistar a confiança, a intimidade e a admiração de seus filhos!

E o treinamento deve começar exatamente pelo que mais cria conflitos entre pais e filhos, que é o rsultado do desempenho escolar. A partir da constatação de que seu filho tem receio de lhe mostrar o boletim, o alarme deve ser tocado bem forte! Receio de mostrar boletim significa MEDO DE ENFRENTAR A RELAÇÃO PAI-FILHO!

E esse medo é o início de todos os medos mais importantes, que são os de pedir conselhos ou de contar problemas de relacionamento e de sentimentos e emoções.

Um filho que tem medo de apresentar seu desempenho escolar aos pais terá verdadeiro pavor de conversar sobre sua vida íntima, preferindo tirar todas as suas dúvidas com colegas de rua, o que significa um grande perigo.

Vamos analisar o procedimento da escola e dos pais na maioria dos seus encontros. Os pais recebem os boletins e ficam irritados com o baixo desempenho de seus filhos. Os professores ou coordenadores comentam sobre o mau comportamento dessa criança e os pais se irritam mais ainda, por acharem que estão passando vergonha na reunião.

Os pais não sabem porque seus filhos estão sem vontade de estudar e com comportamento inadequado e resolvem ameaçá-lo com surras, caso esse resultado não melhore.

Os filhos, por sua vez, estão sem disposição para o estudo simplesmente porque não veem qualquer exemplo de "prazer de estudar" em casa! O ser humano precisa ter exemplos para seguir! Os exemplos que mais influenciam a criança são os exemplos dados pelos seus próprios pais.

Para os pais é muito mais fácil ameaçar os filhos com surras do que ter que alterar toda uma rotina de vida, somente para dar exemplo aos filhos! E, então, surge a lógica da força!

Não discordo dos castigos nem da supressão de regalias quando o filho apresenta baixo desempenho, principalmente se esse baixo desempenho está ligado a excesso de jogos no computador, ou excesso de lazer indiscriminado, mas antes de tudo há que se observar com muito cuidado a realidade do exemplo!

Para facilitar o treinamento familiar para o início de uma nova relação, vamos discutir um assunto por dia, nesse BLOG, para permitir o debate e melhorar nosso próprio entendimento sobre o assunto.

Vamos, a partir de hoje, analisar alguns procedimentos que, embora muito simples, precisam ser treinados, para que os resultados sejam eficazes. Peço que leiam, analisem, discutam e enviem seus comentários e outras sugestões sobre o tema do dia.

Os temas de hoje são:

a) o diálogo franco e aberto com os filhos adolescentes.
b) o contato físico entre pais e filhos, para as crianças menores.

Ambos passam por uma análise de sua rotina de vida (dos pais) para verificar em que momentos você está totalmente dedicado a ouvir seu filho, lhe dar afeto e dirimir suas dúvidas. Se não existe esse momento, ele deve ser criado imediatamente! A quantidade de tempo não importa, mas sim a qualidade desse tempo!

Para os adolescentes esse momento do diálogo é importantíssimo. O diálogo deve ser franco e livre, deixando o filho dizer o que quiser e estimulá-lo a falar à vontade, sem medo e sem constrangimento. Tudo deve ser ouvido com total naturalidade. Cada pensamento e cada dúvida que não puder ser tirada significa um bloqueio nessa relação. E essa relação não deve ter bloqueios.

Lembro que adolescentes apresentam uma natural redução na sua capacidade de entendimento. Isso é orgânico! A facilidade que a criança tinha em entender os fatos reduz bastante no momento em que essa criança ingressa na faixa etária do adolescente.

Por essa razão o ato de OUVIR por parte do pai deve ser também um ato de muita PACIÊNCIA, já que muitas idéias poderão estar sem sentido, exatamente pela dificuldade de raciocínio. Ouvir, então, é ouvir mesmo, sem interrupção, deixando-o completar suas frases e aguardando o seu sinal para comentar ou aconselhar.

Para crianças pequenas lembro o que vi e comentei em uma creche-escola, quando percebi que a maioria dos pais deixava seu filho ainda sonolento, às sete da manhã e o recolhia já prontinho para dormir às seis da tarde! O contato com o filho era praticamente virtual! A desculpa era a de necessidade profissional. Não havia tempo para dar mais atenção aos filhos.

Sugeri levarem seus filhos ainda sujos para casa, pedindo na creche que deixassem seus filhos brincando na areia até a hora de buscá-los. Em casa aqueles pais dariam banho em seus filhos! Um banho rápido, mas um banho dado com amor e carinho, para que o filho sentisse o toque das mãos dos pais e compensassem assim todo o período diurno de afastamento. Esse investimento que pode ser de apenas quinze ou vinte minutos trará, certamente, imensos lucros na formação do caráter dessa criança e na construção da sua segurança interior.

Esses foram, os temas de hoje. Reflitam e escrevam, por favor. Sugiram também temas. Tudo é lucro quando se fala em melhorar a educação de nossos próprios filhos.

UM NOVO CAMINHO PSICOPEDAGÓGICO E PSICANALÍTICO

E eis que, repentinamente, a sociedade parece ter mudado! Crianças já nascem com todos os tipos de síndromes e transtornos: hiperatividade, déficit de atenção, déficit cognitivo, esquizofrenia e outros! Desde a mais tenra idade necessitando de tratamento médico especializado e consumindo remédios controlados fortíssimos para que consigam estar em sala de aula sem perturbar seus colegas e professores.

E ao se tornar adolescentes, evitam a companhia de seus pais. É comum o aparecimento de sentimento de revolta. Alguns querem aparecer como transgressores. Outros desejam apenas escandalizar. E, junto com a revolta, surgem as doenças, síndromes e transtornos com características bastante semelhantes às dislexias, discalculias, disgrafias e outras tantas anomalias neuro-cognitivas e, inclusive, psiquiátricas.

O que está havendo, afinal? É o resultado de uma nova ordem social? É a influência da TV, das revistas e jornais? Faz parte de um determinismo evolutivo não previsto por Darwin nem Lamarck? Será falta de religiosidade, segundo Bento XVI? Ou será a existência da religião, segundo Richard Dawkins?

De forma totalmente antagônica percebemos que grande parte das crianças está nascendo com uma elevadíssima potencialidade intelectual, muito acima de todas as gerações anteriores! Estudiosos da mente humana de todas as linhas de pensamento já nomearam essas crianças de "crianças índigo" e "crianças cristal", analisando suas características e realizando previsões sociais relacionadas a essa nova realidade.

As crianças estão com maior potencial intelectual e suas anomalias estão aumentando a cada dia! Como explicar toda essa mudança no intelecto, no emocional e no comportamento infanto-juvenil?Elas estão se perdendo dentro de sua intelectualidade ou o mundo não está preparado para absorvê-las?

Professores, pais, terapeutas, psiquiatras, neurologistas, psicólogos, psicanalistas, psicopedagogos e todos os demais profissionais ligados ao entendimento da formação da criança e do adolescente e, principalmente, aqueles em missão de intervenção nessa formação, precisam estar agora com atenção redobrada e manter-se em atualização constante!

A maioria dessas crianças e adolescentes trouxe, juntamente com essa elevada potencialidade intelectual, um nível tão alto de inquietação que torna difícil a sua satisfação plena! Elas até tentam encontrar explicações para suas angústias, mas não encontram, na maioria das vezes, quem esteja disposto a indicar-lhes o caminho.

Professores e pais, na escola e em casa, apresentam explicações que só satisfazem as crianças que não estão desenvolvendo essa potencialidade. Para as mais desenvolvidas a explicação traz apenas mais angústia pela insatisfação. E essa angústia dispara uma inquietação comportamental inadequada e inconveniente, provocando o aparecimento de sintomas muito semelhantes aos de diversas anomalias cognitivas, neurológicas e psiquiátricas.

Pais, professores e profissionais mal preparados para essa nova realidade, confundem tais sintomas com os das verdadeiras doenças, transtornos e síndromes. Essa confusão tem levado crianças sadias a sofrerem tratamentos equivocados, reduzindo a sua potencialidade intelectual original e limitando a suas perspectivas de crescimento integral.

Anomalias neurológicas, psiquiátricas, psicológicas e comportamentais existem, mas a sua incidência é infinitamente inferior à quantidade apresentada pela sociedade. A maior parte dessas anomalias nada mais é do que o mau entendimento dessa inquietação intelectual ou também resultado de um bloqueio emocional grave, provocado por uma educação equivocada.

No primeiro caso a criança tem potencial intelectual muito elevado e está inquieta com a falta de entendimento do mundo à sua volta. No segundo caso a criança, independente de ter ou não esse nível muito elevado, está sendo criada num ambiente com um relacionamento familiar inadequado, trazendo bloqueios emocionais graves e gerando toda espécie de sintomas, também semelhantes aos de doenças, transtornos e síndromes.

O problema, então, é evidente! Ele existe! O comportamento inadequado e as dificuldades e deficiências são visíveis em toda a sociedade, principalmente nas escolas. E os sintomas dos que apresentam apenas bloqueios são muito semelhantes aos portadores de distúrbios reais. Mas e a forma de tratá-los? É a mesma? Como diferenciá-los?

Muitas crianças com elevados potenciais cognitivos ou com bloqueios psíquicos estão sendo tratadas como doentes ou portadoras das deficiências devido aos sintomas que apresentam. Essas crianças aumentam o seu grau de envolvimento com essa anomalia, tornando-se escravos dela! Eles, praticamente, se escondem por trás da doença, assumindo uma incapacidade intelectual inexistente e perdendo todo o seu entusiasmo pelo aprendizado.

Exatamente por isso que novos caminhos no entendimento neuropedagógico e psicanalítico se fazem necessários nesse momento! Todos os que estão em contato com essa nova geração precisam estar atentos às mudanças e, principalmente, aos bloqueios que surgem a partir da nova relação familiar na sociedade atual e à incompreensão da inquietação daqueles que apresentam elevado potencial cognitivo.

E essa atenção deve estar voltada principalmente para a própria sociedade formadora (ou deformadora) das crianças e adolescentes, já que o permanente estado de estresse está levando pais a esquecerem a sua obrigação educacional e afetiva, escondidos que ficam na capa da "falta de tempo", justificando-a com a necessidade de garantir um futuro melhor para seus filhos...

Além de não entenderem que tempo para dar afeto e limites "se cria" com facilidade e independe de compromissos profissionais ou sociais, esses pais fogem da relação com seus filhos, com medo de não entenderem as suas angústias e com verdadeiro pavor de ter que admitir sua responsabilidade na sua deseducação.

Esses bloqueios em forma de resistências e mecanismos de defesa construídos pelas crianças aparecem, de forma bastante clara, durante o processo ensino-aprendizagem. Alguns desses sintomas já podem até estar evidentes em casa, mas é na escola que eles tomam maior importância, já que esse é o ambiente do trabalho cognitivo, exigindo um esforço mental direcionado e um maior equilíbrio emocional.

A divulgação constante, por meio de palestras, seminários e portais na internet, de questionários avaliativos para indicar a existência ou não de alguma dessas síndromes, faz com que todos os envolvidos com a criança e o adolescente sintam-se competentes o suficiente para diagnosticar tais doenças. Essa competência é perigosa! Ela, na realidade, não existe sequer entre os profissionais mais experientes! Nossa ciência não está avançada a esse ponto. Os cientistas menos ainda!

Mas os pais já chegam ao consultório com a certeza do diagnóstico! Esperam, do médico, apenas a prescrição do medicamento, para começar o tratamento. Os pais já sabem, inclusive, o nome dos medicamentos e as suas dosagens padronizadas!

Exatamente para evitar que tais diagnósticos precipitados continuem a destruir o cérebro e o futuro dessas crianças é que há necessidade de se informar pais e profissionais sobre tais assuntos e de forma bastante abrangente, possibilitando um melhor conhecimento interdisciplinar entre a neuropsicologia, as neurociências, a neurodidática, a psicopedagogia e a psicanálise.

A ampliação do horizonte dos pais e educadores levará a um maior entendimento da criança no processo de sua evolução intelectual, emocional e cognitiva e evitará que diagnósticos precipitados impeçam o seu correto desenvolvimento.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Imparcialidade, uma virtude difícil de alcançar!

Essa mensagem é para vocês refletirem um pouco e envarem suas opiniõe a respeito:

Se existe uma virtude difícil de alcançar é a imparcialidade! A todo momento, se não estivermos bem atentos ao nosso próprio processo de raciocínio, embarcamos numa opinião "montada pela mídia" e, muitas dessas vezes, sem sequer dar importância a falsidade dos argumentos apresentados!

No trabalho de educação sou muito insistente junto aos professores no sentido de tentarem ser o mais imparcial possível, evitar e impedir todo tipo de discriminação, montar seus argumentos com muito cuidado, analisar sem preconceitos todas as opiniões diferentes das deles, principalmente as contrárias e tudo o mais.

Mas falar ou mesmo saber qual o procedimento certo não é suficiente! É necessário agir com essa racionalidade para obter os resultados que se deseja!
Em assuntos como futebol, religião e política, por exemplo, as pessoas conseguem alcançar o seu mais elevado grau de intolerância para com as opiniões contrárias! Em religião, então, mata-se com justificativas divinas...

Proponho que os jornais e as revistas semanais passem a ser analisados em sala de aula, na tentativa de se criar uma mentalidade verdadeiramente questionadora, iniciando com a identificação dos erros graves de parcialidade que muitos jornalistas tem no trato com as matérias.

Mas é importante que, antes de iniciarmos tal processo, cada um de nós tente encontrar, nessas notícias, o ponto em que poderíamos estar sendo manipulados e o ponto em que não aceitamos como verdade por estarmos intolerantes até para raciocinar e contra-argumentar!

Um exemplo interessante de manipulação pela mídia aconteceu agora com os principais elementos da mídia escrita e televisiva ignorando uma premiação importantíssima do presidente. Não podemos ignorar os fatos negativos como a corrupção, os desvios de verba, o enriquecimento ilícito, o acobertamento de transgressões graves que ocorrem a todo tempo em diversos setores da sociedade, mas também nãpo podemos ignorar os fatos positivos, para não acabar sendo conhecido como o único povo que dá mais valor que é de fora e despreza o que é de seu próprio país.

Lembro-me que meus vizinhos ingleses, quando eu morava no sul da Inglaterra, reclamaram quando eu os ofereci água mineral Perrier (francesa), sugerindo que eu passasse a comprar a inglesa mesmo ou trouxesse a brasileira, mas francesa não... Ou seja: mesmo sabendo que Perrier é a melhor água mineral do mundo, eles fazem questão de prestigiar o produto deles! E nós?

A propósito disso e até para exemplificar o que falei, aqui vai um texto que acabo de receber sobre essapremiação importantíssima recebida por Lula e ignorada pela nossa mídia:

O terxto foi enviado por Ricardo Kotscho:

Prêmio de Lula orgulha o País, mas imprensa esconde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em
Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco
(Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a
cultura).

Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados
Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da
igualdade de direitos".

Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que
receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _
, estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin,
ex-premiê israelense, Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade
Nacional Palestina, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.

Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a
cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores
ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.

Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores
políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.

Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume
novas responsabilidades na história".

Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões
paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas
primeiras páginas. Dos três grandes jornais nacionais, apenas O Globo
destacou a entrega do prêmio no alto da capa.

Para o Estadão, mais importante do que o prêmio recebido por Lula foi
a manifestão de dois ativistas do Greenpeace que exibiram faixas
conclamando Lula a salvar a Amazônia e o clima. "Ambientalistas
protestam durante premiação de Lula", foi o título da página A7 do
Estadão.

O protesto do Greenpeace foi também o tema das únicas fotografias
publicadas pela Folha e pelo Estadão. No final do texto, o Estadão
registrou que Lula pediu desculpas aos jovens ativistas, retirados com
truculência pela segurança, e "reverteu o constragimento a seu favor,
sendo ovacionado pelo público que lotava o auditório".

"O alerta destes jovens vale para todos nós, porque a Amaz}ônia tem
que ser realmente preservada", afirmou Lula em seu discurso, ao longo
do qual foi aplaudido três vezes quando pediu o fim do embargo a Cuba
e a criação do Estado palestino, e condenou o golpe em Honduras.

"Sinto-me honrado de partilhar desta distinção. Recebo esse prêmio em
nome das conquistas recentes do povo brasileiro", afirmou Lula para os
convidados das Nações Unidas.

A honraria inédita concedida a um presidente brasileiro, motivo de
orgulho para o país, também não mereceu constar da escalada de
manchetes do Jornal Nacional. A notícia da entrega do prêmio no
principal telejornal noturno saiu ensanduichada entre declarações de
Lula sobre a crise no Senado e o protesto do Greenpeace.

É verdade que ontem foi o dia do grande show promovido nos funerais de
Michael Jackson, mas também ganhou destaque na escalada e no
noticiário a comemoração pelos quinze anos do Plano Real (tema tratado
neste Balaio na semana passada) promovida no plenário do Senado, em
que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para atacar
Lula.

Diante da manifesta má-vontade demonstrada pela imprensa neste
episódio da cobertura da entrega do Prêmio da Unesco, dá para entender
porque o governo Lula procura formas alternativas para se comunicar
com a população fora da grande mídia.

Muitas vezes, quando trabalhava no governo, e mesmo depois que saí,
discordei dele nas críticas que fazia à atuação da imprensa, a ponto
de dizer recentemente que não lia mais jornais porque lhe davam azia.

Exageros à parte, mesmo que esta atitude beligerante lhe cause mais
prejuízos do que dividendos, na minha modesta opinião, o fato é que
Lula não deixa de ter razão quando se queixa de uma tendência da nossa
mídia de inverter a máxima de Rubens Ricupero, aquele que deu uma
banana para os escrúpulos.

"O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece
ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um
estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e
minimizando as coisas boas que também acontecem no país.

Valeu, Lula. Parabéns!

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a aula de linguagem

Amigos,

Em nosso Grupo IUPE de discussão foi publicado um texto sobre erros graves cometidos no uso de nosso idioma. Temos recebido muitos textos desses, principalmente de resultados de exames vestibulares, o que já faz parte do repertório de piadas nacionais. O assunto é polêmico, porque envolve tanto o desastre linguístico sendo proliferado pelos discursos em nosso país, como a exclusão social a partir dessa constatação.

Angela Cristina, psicopedagoga, preocupada com a má preparação do nosso povo, encaminhopu o e-mail que recebeu sobre o assunto.

Moacir Eduão, poeta, preocupado com a exclusão social desses seres humanos que, em grande parte de sua comunicação verbal, expressam a sua cultura regional, com uma linguagem característica de seu povoado, de sua comunidade e que deveria também ser respeitada e incluída no universo linguístico e cultural do nosso país.

O debate é maravilhoso em nosso convívio, porque conseguimos ter, sobre o mesmo assunto, interpretações e opiniões praticamente contrárias, embora nenhuma contraditória! Fico feliz com isso, principalmente porque me "dá pena" quando os grupos são unânimes em suas interpretações...

Pode até coincidir que todos comunguem das mesmas opiniões, mas o que tenho observado em entrevistas e mesas redondas disseminadas em nossa mídia, mais parece uma acomodação à opinião do outros ou a insegurança em colocar em público o seu próprio trabalho de análise, realizado por meio da interpretação pessoal das premissas oferecidas pelo mundo.

Nós temos o direito de escolher nossas premissas e até de entender algumas delas como axiomas! Se outros substituem nossas premissas por falácias ou as interpretam como tal, é também um direito dele.

Já tive a oportunidade de ver contestado um raciocínio meu, em que eu acreditava estar baseado em axiomas! E eu realmente estava errado! Meus axiomas eram premissas mal entendidas durante décadas e que, a partir da evolução de equipamentos de medidas neuro-eletrônicas, mostraram-se incorreções de raciocínio básico.

Mas o assunto é sério: nosso idioma

E os acontecimentos mais ainda. E aqui vão alguns:

1) Preocupação com o idioma: Na última resolução do MEC resolveu-se acabar com o ensino de PORTUGUÊS, MATEMÁTICA E GEOGRAFIA no Ensino Médio. Pelo que entendi os demais professores terão que inserir, em suas disciplinas, os conceitos hoje ensinados em disciplinas exclusivas, já que tais conceitos são parte das outras matérias. A idéia pode até ser louvável, mas há que se analisar se o caminho é esse mesmo e se os professores das outras disciplinas estarão aptos a assumir tais funções. E quanto aos professores formados para essas disciplinas? Mas isso já é um outro debate. Por enquanto vejo (e posso estar redondamente enganado) mais um passo para a redução da capacidade de expressão do povo e, consequentemente, fazer com que eles se sintam felizes na ignorância pela incapacidade de questionar o sistema corrupto que aí está. Aliás nem entendendo o que a corrupção tem a ver com ele...

2) Preocupação com a exclusão: Por outro lado, a exclusão social de pessoas que, por não terem acesso a uma educação de mínima qualidade, não conseguem expressar-se de forma correta, não conseguem um bom emprego e não conseguem condições boas de sobrevivência. Embora saibamos que uma dá origem da outra, pois é o ensino de má qualidade que impede as pessoas de consiguirem argumentar corretamente para conseguir vencer na vida. Assim são ultrapassados pelos que, por terem nascido em berço mais privilegiado, conseguem um ensino de qualidade um pouco melhor e assim ocupam as melhores posições nos empregos.

A posição do poeta Moacir Eduão é de revolta pela exclusão. Concordo plenamente que essa forma de tratar a consequência de um erro social deveria ser considerado um crime! Se o erro existe temos que consertá-lo e não excluir o seu resultado, ainda mais que o seu resultado é um ser humano mal preparado, como por exemplo o meu caseiro que, esforçado pelos estudos, não consegue escrever bem uma frase em português, já que a última vez que sua professora apareceu no colégio foi no ano passado para dizer que todos haviam sido aprovados para o ano seguinte!

A posição da psicopedagoga Ana Cristina é de revolta também, pelo resultado que está sendo imposto pelo sistema educacional vigente, construindo seres humanos sem qualquer condição de montar argumentos convincentes, nem sequer de saber quais são os seus direitos para isso, já que a grande maioria acaba aprovada no Ensino Médio sem saber interpretar o que leu... Isso para os que saem sabendo ler, o que também é uma minoria...

A outra preocupação do poeta Moacir Eduão é com o abandono da cultura regional. Isso é também um problema gravíssimo! O erro começou com o advento da TV e das novelas. Muitas dessas características anteriormente claras nos costumes dos povoados e municípios acabaram sendo "engolidas" pela manipulação mental exercida pelas grandes redes. Até as diferenças de sotaques estão sendo reduzidas! Não se dá a menor importância às expressões locais e elas não são registradas, a menos que escritores regionais as coloquem em seus contos... Mas se a população local não sabe ler... E se os que se dizem letrados não se preocupam em absorver tais conhecimentoe e repassá-los, é essa maravilhosa cultura linguística regional que vai se esvaindo até a eliminação completa de quaisquer vestígios... E todos continuarão a falar: "Eu vou encontrá-lo tipo duas horas da tarde... Ou: "Dormir na beliche de cima é treva mamãe..." (...) que são novos elementos anticulturais de quem não tem qualquer noção de vocabulário... mas que assistem as novelas da Rede Globo de televisão. Beliche é substantivo masculino, ou melhor, era até o capítulo de ontem da novela "Caras e Bocas"... Treva realmente existe (e o reino delas é o inferno...) (...) e assim sucessivamente.

A outra preocupação da psicopedagoga Ana Cristina também é importante: se não alertarmos o povo para os erros no trato linguístico eles não poderão evoluir nem no entendimento, nem na compreensão e, muito menos na elaboração de suas próprias idéias, já que grande parte do sistema está amarrado no formal. E se a exclusão, por mais que a combatamos, continuará existindo por muito tempo, independente de queremos ou não, precisamos reduzir as dificuldades dos menos favorecidos ajudando-os a corrigir aqueles vícios que podem ser entendidos pelos empregadores como falhas na comunicação. Assim poderemos, no mínimo, contribuir para a sua empregabilidade.

No fundo ambos estão no mesmo barco mas precisam manter opiniões contrárias o tempo todo, porque só assim nós conseguiremos enxergar mais além do que aquilo que a GLOBO nos mostra...

Peço ao poeta Eduão que, se tiver alguma coletânea de termos e expressões regionais ligadas a algum povoado que, assim que tiver horas vagas, coloque-as em um novo livro, logicamente com o romanceamento que lhe é peculiar. Nós precisamos disso para registrar essa maravilhosa cultura linguística que se esvai... E pode desaparecer para sempre...

Peço a psicopedagoga Ana Cristina que envie sempre seus textos para o deleite de nossos amigos leitores.

E peço a todos os demais amigos que façam seus comentários visitando o nosso BLOG (robertoandersen.blogspot.com) e clicando logo abaixo desse texto em comentários.

Antes de me despedir por hoje rettransmisto, abaixo, o texto de Moacir Eduão em relação ao e-mail sobre a aula de português:

Fico triste ao perceber que ainda há e-mails e pensamentos tão excludentes quanto os do e-mail enviado por Angela Cristina. A forma de falar de uma pessoa não é nada "de matar", como aparece lá. Terrivelmente, alguns(mas) escritoristas ainda negam o fato de que o Brasil, por anos e anos negou direitos básicos à seu povo. Entre esses direitos estão, justamente, os direitos à alfabetização. Mesmo sabendo dessa negativa, o povo consegue se expressar, de forma muito bela, seja com seu português arcaico, seja com os atuais (e tecnológicos, encontrados em textos da internet). O que nos sugere cada slide é que, por mais que se fale em construção de caráter, passa pela cabeça de muitos que o conteúdo há muito escondido desde a idade média ainda está com cicuta entre as páginas da História. É comovente ter que ver alguma pessoa chocada com a simplicidade das gentes, Brasil a fora. É como se se pudesse redomar um organismo vivo como o idioma e suas variações. É como se, pensando em flores, fossem flores apenas rosa, margarida, o cravo que brigou com a primeira... Para conhecer as gentes, é preciso sair dos livros, é preciso ir à Grécia, à Oiapoque, e ao interior do interior do Brasil, para entender o fenômeno de que, mesmo sendo o país com menores índices de leitura do mundo, todo seu território consegue se comunicar, a não ser quando se "peita" ou se "entropica" com a incoerêno, ou uma insegurança em colocar a oúblico suas cia de críticos mal vividos fora dos livros e bibliotecas, ou com aqueles cuja solidão se apresenta tão feroz que não dá por si, e que deveriam se encontrar, mesmo às vezes, que fosse, em becos, guetos, esquinas, onde está o mundo o qual eles não vivem. Ali, vive gente que fala. Se não fala como quem teve livros, fala como quem teve vícios, arranhões de unha-de-gato, sustos com corre-campo, cordéis lidos sob a luz de uma fogueira, quando não seus filhos presos na cadeia ou no tráfico, seu pai detento no álcool ou no jogo do bicho.
Companheiros, companheiros, e companheiras...
A vida é feita aqui fora. E aqui fora, a língua talvez seja outra, como o é, para os daqui de fora, o português padrão e o chamado português culto.
"A gente não quer só comida..."

Abraços.

Moacir Eduão - 74 9998-7919
Poeta
Coordenador do Ponto de Leitura Solar da Boa Vista Castro Alves




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Professor Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Salvador) - Presidente
Federação para a Paz Universal - Presidente do Conselho na Bahia
Academia de Ciências de Nova Iorque - Cientista Membro
www.iupe.org.br robertoandersen@gmail.com
Celular: 55 71 9198-5489
Instituto: 71 3389-8232

terça-feira, 30 de junho de 2009

Exercícios físicos e a longevidade

Amigos,

Recebemos de Sandra Regina essa mensagem abaixo bastante interessante e que, portanto, retransmito.
Mas para evitar interpretações incorretas, peço que, depois de ler e rir, leiam também o meu comentário logo após:


BARRIGA É BARRIGA...
por Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa
do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um
atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas
que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e
jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o
humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda
aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha
vivido 15 anos?

Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O
letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da
preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e
mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer
um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito
exercício físico viveu 90 anos.

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai
dessa enquanto você ainda tem saúde.... E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda
a eternidade para ser só osso!!!

Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe
só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é
GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO! !!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!

E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'


Meus amigos,

Só peço que analisem o seguinte:

O que mata cedo é o excesso de estresse! Grande parte das pessoas que está fazendo caminhadas e exercícios físicos está desesperada para perder peso ou para manter um corpo "sarado" e faz isso, não pelo prazer de se exercitar e se sentir bem, mas pela preocupação em perder peso ou manter uma imagem perfeita! Isso é puro estresse!

Dorival Caymmi, mesmo que fizesse caminhadas, faria para se deleitar com a paisagem, apreciar as belas meninas na praia e encontrar mais uma barraca para tomar cerveja com os amigos... e poderia viver até mais!

Então, gente, o colesterol, o excesso de peso, o sedentarismo não devem ser combatidos com a preocupação de eliminá-los, porque isso sim traz estresse e pode matar!

O ideal é tentar desenvolver o prazer pela alimentação saudável, mas prazer mesmo! O prazer pelas caminhadas com vista para o mar... nunca com vista para a parede em frente à esteira... E, principalmente, curtir muito TODOS os momentos do seu dia e TODAS as pessoas de seu relacionamento. Você viverá muito e será sempre feliz.

Sucesso para todos vocês!

domingo, 28 de junho de 2009

Próximo livro

Informo a meus amigos que as considerações que estamos discutindo nesse BLOG estão já constam do meu próximo livro, já no prelo, devendo ser publicado a partir do próximo mês.
Caso a editora consiga cumprir os prazos acertados, o lançamento do livro será realizado na BIENAL DO LIVRO no Rio de Janeiro.
Assim que eu tiver essa confirmação avisarei por esse canal de comunicação.

Um abraço a todos,

Roberto Andersen
71 9198-5489

Sobre o artigo de hoje no A Tarde: Sono ajuda o cérebro a resolver problemas

Quando o artigo em A Tarde, na página B13 (Ciência e Vida), diz que "(...)o sono estimula a criatividade e a solução de problemas(..)" ele está se referindo ao sono REM (sono paradoxal), como se fosse a única fase em que o processo criativo é estimulado.

Nos testes que realizaram os voluntários eram apresentados pela manhã e ao final da tarde a múltiplos grupos de três palavras, tendo que falar uma quarta palavra que poderia estar associada as demais.
Entre um teste e outro os grupos de voluntários foram divididos entre:

Grupo A) dormir a tarde o suficiente para alcançar o sono REM;

Grupo B) dormir a tarde sem alcançar o sono REM (apenas cochilar);

Grupo C) não dormir à tarde.

Segundo os pesquisadores o único grupo que apresentou melhora considerável em sua performance foi o Grupo A. Isso foi suficiente para que chegassem à conclusão de que é o sono REM quem ajuda a criatividade e a memória.

Não vou entrar no mérito da conclusão ter sido ou não precipitada, conforme um comentário que acabei de receber de colegas da Inglaterra, nem tampouco se a forma de elaboração do teste foi ou não simplória, conforme acabei de discutir via MSN com outros colegas.

A pesquisa, mesmo que possa ter sido realizada de forma simplória ou mesmo que a conclusão tenha sido precipitada, TEM SENTIDO!

Estudando um pouco de neurociência sabemos que toda informação recebida durante o dia fica sendo processada pelas ligações neuronais do hipocampo, que faz parte do sistema límbico cerebral e cuja memória é caracterizada como memória de curta duração.

Se ainda durante esse mesmo dia precisarmos utilizar esse conhecimento adquirido, ele estará pronto, mas não com a mesma eficácia que teremos após uma noite completa de sono.

Uma noite completa de sono significa: primeiro o sono inicial, onde todas as informações são enviadas do hipocampo para o córtex cerebral (onde está a memória de longa duração); depois o sono paradoxal (REM), quando todas as informações são comparadas e arquivadas já nos lobos correspondentes do córtex cerebral, deixando tudo pronto para utilização no dia seguinte; e por último o sono final, quando são preparados os índices que direcionarão corretamente as solicitações do dia seguinte para as memórias correspondentes.

No teste realizado as pessoas não tiveram o sono noturno, que seria o mais eficaz, mas o grupo que teve um sono mais prolongado e alcançou o sono REM  foi o único que melhorou sua performance e não poderia deixar de ser, já que foi o único que já pode trabalhar a memória de longa duração, utilizando o conhecimento adquirido já transferido para o córtex cerebral, ou seja, já em condições de realizar asssociações e comparações que muito ajudam a criatividade e a própria memória em si.

Conclusão sobre o assunto e que o artigo vem reforçar:

Todo conhecimento adquirido precisa de uma noite completa de sono para ser transferido para a sua área correta de arquivamento e processamento e que fica no córtex cerebral.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Anomalia cognitiva

Relato recebido:


"Tenho dois alunos (irmãos) com dificuldade na aprendizagem, principalmente na memorização e na captação dos sons das letras iniciais das palavras. Quando pergunto qual a letra inicial da palavra "elefante", eles dizem: letra "o" ou outra letra qualquer. Até mesmo em relação ao próprio nome eles não conseguem diferenciar o som da letra inicial. Essas crianças, seis e oito anos, são de família muito carente, com mais cinco irmãos e com diferença de um ano entre eles. Quando eram bebes, na fase de começar a caminhar, não tiveram o estímulo dos pais para iniciar o processo. Eles ficavam o tempo todo sentados e sofriam de desnutrição. Só começaram a andar a partir dos três anos, depois de serem levadas ao médico. Gostaria de saber se esse desenvolvimento tardio pode ter tido alguma influência na aprendizagem deles. Estou muito preocupada com ambos e quero buscar todas as alternativas para descobrir um meio mais fácil de ajudá-los a construir o aprendizado. Eram alunos matriculados na 1ª série. Voltaram para a pré-escola porque não conseguiam acompanhar os colegas."

Resposta:

O cérebro de uma criança em desenvolvimento normal já apresenta, aos seis anos, 95% de seu peso final e praticamente já utiliza, para seu funcionamento, a maior parte da energia do organismo. A criança precisa desse desenvolvimento e da utilização dessa energia para aplicação do raciocínio lógico e elaborar seus pensamentos de forma adequada. Lógico que tudo vai sofrer mudança, novamente, ao iniciar a adolescência, mas as compensações necessárias dever ser efetuadas agora.

O relato mostra que essas crianças, possivelmente devido aos acontecimentos também ali narrados, podem estar com sua capacidade cognitiva alterada. Mas o que nos interessa nesse caso (e na maioria dos casos semelhantes) não é bem a razão do surgimento da anomalia, mas a forma de as encaramos para planejar a realização de nosso trabalho, que deve estar todo voltado para o seu desenvolvimento.

As razões do surgimento da anomalia são importantes, não para essas crianças, mas sim para evitarmos outras com as mesmas dificuldades. Esse estudo, então, deve ser feito também, em paralelo com o dessas crianças. Mas agora vamos dar atenção apenas ao tratamento dessas duas crianças.

Primeiro passo: laudo médico

Para evitar atrasos em tratamentos que possam ajudar possíveis anomalias é conveniente solicitarmos aos responsáveis laudos avaliativos realizados por um neuropediatra ou um pediatra, ou um psiquiatra especialista em crianças.

Segundo passo: entendimento do laudo médico

O laudo médico deve ser analisado para encontramos, não as deficiências, mas sim as suas capacidades, as suas possibilidades e as suas habilidades. O que precisamos saber não são suas deficiências, mas sim suas capacidades. Não precisamos saber o que a criança não pode fazer ou não consegue, mas sim aquilo que ela pode fazer e já consegue. Se o laudo só contiver impossibilidades e anomalias solicite outro apenas com possibilidades, capacidades e habilidades.

Terceiro passo: planejar atividades

A partir dessas capacidades e habilidades devem ser planejadas as atividades cognitivas, emocionais e comportamentais. Esse planejamento deve introduzir a afetividade, o lúdico, o prazer e o reconhecimento.

Os professores, terapeutas e familiares dessa criança deverão trabalhar a partir da descoberta dessas capacidades e habilidades, independente se são ínfimas ou se são importantes. As incapacidades e os erros não devem jamais ser levados em consideração, mas sempre os acertos e as habilidades.

Os exercícios, os jogos e os ensinamentos devem ser todos lúdicos e prazerosos, sempre num ambiente de descontração e liberdade, embora sempre com determinação e limites.

Quarto passo: reconhecimento e satisfação

Todas as atividades apresentadas devem estar dentro da habilidade da criança, mesmo que isso seja muito pouco! Ou seja: se ela só consegue desenhar uma linha, que sejam dadas muitas linhas para ela desenhar e que cada desenho seja motivo de VERDADEIRA ALEGRIA do professor, terapeuta ou familiar dessa criança.

Quinto passo: acompanhar a turma

Não nos interessa, para esses casos, se a criança está acompanhando ou não a sua turma. O que interessa é se ela está conseguindo ou não uma melhoria no seu desenvolvimento, mas em relação a ela mesma em um momento anterior, ou seja, a comparação será realizada com ela mesma e nunca com os demais colegas.

Quanto a estarem ou não no 1º ano ou na Educação Infantil, isso deve ser tema de discussão com o Conselho Escolar, a partir da análise da verdadeira função da escola, ou seja: a escola tem como função desenvolver o cognitivo e o emocional da criança ou sua função é selecionar os melhores e reprovar os piores?

Se a resposta é a primeira opção então temos que ignorar o acompanhamento da turma e enfocar cada aluno como um caso especial a ser desenvolvido de seu ponto inicial para um ponto mais além, objetivando lucro cognitivo, emocional e comportamental.

Sexto passo: quebra do bloqueio emocional

Esse trabalho terapêutico, pedagógico e psicopedagógico deve ser realizado todo o tempo pelo simples prazer de realizá-lo! E isso é muito importante! Não podemos criar expectativas de resultados maiores porque isso só atrapalhará a nossa performance nesse acompanhamento. Todo trabalho deve ser feito pelo simples prazer de realizá-lo e cada progresso alcançado deve ser comemorado com uma verdadeira satisfação, para assim acelerar a quebra de algum bloqueio psicológico nessas crianças.

Isso é importante porque muitas das anomalias apresentadas por crianças e adolescentes nada mais são do que anomalias de oportunidade, ou seja, resultantes de bloqueios emocionais indefinidos, trazendo uma sintomatologia muito semelhante a anomalias psíquicas, neurológicas ou orgânicas existentes.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida

Em Seabra poderemos estar realizando no próximo sábado, dia 23 de maio, mais uma edição do encontro para treinamento de "autoprogramação mental", que já realizamos em Seul, na Coréia do Sul, em Oxford, na Inglaterra e em Washington, nos Estados Unidos, cujo sub tema é: Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida.

Esse tema é uma necessidade, nos dias de hoje, já que as crianças e os adolescentes estão sendo "programados" pela mídia e pela sociedade para serem adultos infelizes, insatisfeitos e angustiados, além de serem incapazes de manter qualquer tipo de relacionamento afetivo por muito tempo.

É o consumismo desenfreado sendo levado ao próprio relacionamento afetivo, tal a ganância dos exageros capitalistas totalmente anti-éticos, amorais e até imorais! Isso faz com que sejam deixados de lado todos os valores relacionados a uma estabilidade amorosa e afetiva, falando mais alto a disputa pelo maior número de parceiros, sem qualquer preocupação com a sua própria saúde física ou psíquica.

Não é fácil entender onde querem chegar os detentores do poder da mídia, já que os resultados alcançarão também seus próprios filhos e netos. Não é fácil entender os motivos que levam os produtores de programas de TV, jogos de computador e jogos de video-game, quando colocam no mercado elementos que estimulam os anti-valores e o comportamento criminoso. Não foi fácil entender os motivos que levaram a MTV a divulgar durante meses, em horário vespertino, uma "chamada" repleta de cenas de sexo explícito e pedofilia ocultados inteligentemente em forma de propaganda subliminar.

Esse universo pornográfico, corrupto e irresponsável está alcançando nossos filhos e nossos alunos a todo tempo!  E a técnica perfeita aliada as mais novas tecnologias fazem com que os resultados sejam super eficazes.

Existe vacina para isso! Essa vacina se chama "educação com responsabilidade"! É a educação trabalhando a programação mental das crianças e adolescentes de forma a estarem prontos para resistir a todos esses "ataques" psico-destrutivos.

Nosso corpo e nossa mente, se bem programados, são praticamente autosuficientes em termos de qualidade de vida, permitindo a construção de um seguro e firme alicerce intelecto-emocional com elevado senso de cultura do caráter.

Mas, devido ao que muitos chamam de "falta de tempo", estamos deixando nossos adolescentes destruirem a sua possibilidade de serem felizes!

Precisamos ajudá-los! Ainda há tempo! Mostrar que existem caminhos maravilhosos no universo da afetividade e do amor e que esses caminhos estão muito longe dos "ficares" do dia-a-dia e da falta total de responsabilidade para consigo e para o outro.

Mas não são apenas os adolescentes que precisam disso. Nós adultos também. E tudo é possível, independente da idade cronológica! O exemplo que me vem sempre à cabeça é a conferência de orientação sexual para adolescentes que realizei no ano 2000, quando dois cientistas chineses, ambos com oitenta anos de idade, me pediram para participar e, no final do primeiro encontro estavam quase em depressão, por acharem que haviam perdido a oportunidade que aqueles adolescentes passariam a ter para toda a vida. O tempo deles havia passado, segundo suas próprias palavras.

Lembro perfeitamente que insisti para que assistissem todo o restante dos encontros e que seguissem cada uma daquelas recomendações, independente da idade que tinham. No ano seguinte já estavam completamente mudados e hoje, nove anos depois, continuam esbanjando felicidade com suas esposas, coisa que nunca imaginavam ser possível!

Então tudo é realmente possível!

Precisamos mostrar a nossos filhos e alunos que os melhores caminhos apontam, inicialmente, para o auto-conhecimento, quando eles poderão, aos poucos, descobrir sua verdadeira identidade, seja ela qual for, para construir,a partir dessa verdade, os alicerces de uma vida feliz.

Em seguida mostrar que a compreensão do outro complementa essa estrutura de caráter, transformando inveja em admiração, desprezo em atenção, raiva em tolerância, submissão em auto-valorização, orgulho em humildade e assim por diante, criando uma estrutura sólida, indestrutível e livre de ansiedades e angústias.

E que a cada momento precisam ser criadas novas perspectivas de vida, com a convicção dessas realizações e eliminando todas as expectativas. Isso vai trazer a eles o sentimento de produtividade e de realização, possibilitando a visualização do sucesso.

Vamos fazer alguma coisa! Vamos transformar essa nossa sociedade iniciando pela nossa comunidade.

Nesse sábado estaremos em Seabra. Poderemos aproveitar esse momento.


Para quem estiver em Salvador:

No sábado dia 30 de maio, das três às cinco da tarde, estaremos reunindo o Conselho da UPF na Bahia (Universal Peace Federation) junto com professores e pais interessados, para traçar planos de transformação pela educação. Será numa sala do curso de inglês SKILL, da Pituba. Quem desejar se juntar ao trabalho, aqui vai o convite:

 Federação Universal  para A Paz Mundial

CONVITE

               Temos a honra  em convidá-lo(a) para nossa  reunião mensal, intitulada "A Educação do Caráter "

com palestra proferida pelo

Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti.


DATA:30/05/2009

HORÁRIO: 15:00-17:00

LOCAL :SKILL IDIOMAS PITUBA

Endereço:Rua Rio Grande do Sul ,356 Pituba

Presidente do Conselho Regional do UPF

Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti

Cientista pela Academia de Ciências dos EUA

Comitê dos eventos UPF da Bahia

Secretária

Hisae Takahashi Santos

Pedimos a confirmação prévia para melhor recebê-los, pelo e-mail: "hisae takahashi" <santosmus@gmail.com>