sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Diagnósticos precipitados
Recebemos uma mensagem da Dra Ana Lúcia Rech sobre nosso artigo de diagnósticos precipitados de TDAH, Narcolepsia e outros. Dra Rech mostrou-se preocupada com uma possível simplificação que estaríamos fazendo do problema, o que poderia levar muitos pais a não acreditarem nem nas doenças nem na necessidade das drogas para seus tratamentos.
Realmente esse risco existe! E precisamos estar muito atentos para não generalizar em cima de pequenas amostragens. As doenças existem e os tratamentos medicamentosos, desde que corretamente prescritos e acompanhados por profissionais com a devida competência, são eficazes.
Precisamos, então, que toda a linha de atendimento à criança esteja bem orientada para a forma correta de se acompanhar todos os casos de anomalias comportamentais e cognitivas, analisando cada criança na sua individualidade e analisando também a sua relação familiar, para evitar a atual "acomodação" de pais e professores que, para eximirem-se da responsabilidade de uma educação equivocada e de uma incompetência pedagógica, levem crianças sadias com bloqueios emocionais graves a terem seus sintomas confundidos com portadores de patologias graves.
domingo, 23 de agosto de 2009
Terapia IUPE básica... para tudo!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Novas crianças e a alteração no DNA
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Dia do Estudante: a chave para mudar o mundo
sábado, 8 de agosto de 2009
Discriminações destruidoras
sábado, 1 de agosto de 2009
Adolescente não quer estudar...
Um encontro de pais
UM NOVO CAMINHO PSICOPEDAGÓGICO E PSICANALÍTICO
E eis que, repentinamente, a sociedade parece ter mudado! Crianças já nascem com todos os tipos de síndromes e transtornos: hiperatividade, déficit de atenção, déficit cognitivo, esquizofrenia e outros! Desde a mais tenra idade necessitando de tratamento médico especializado e consumindo remédios controlados fortíssimos para que consigam estar em sala de aula sem perturbar seus colegas e professores.
E ao se tornar adolescentes, evitam a companhia de seus pais. É comum o aparecimento de sentimento de revolta. Alguns querem aparecer como transgressores. Outros desejam apenas escandalizar. E, junto com a revolta, surgem as doenças, síndromes e transtornos com características bastante semelhantes às dislexias, discalculias, disgrafias e outras tantas anomalias neuro-cognitivas e, inclusive, psiquiátricas.
O que está havendo, afinal? É o resultado de uma nova ordem social? É a influência da TV, das revistas e jornais? Faz parte de um determinismo evolutivo não previsto por Darwin nem Lamarck? Será falta de religiosidade, segundo Bento XVI? Ou será a existência da religião, segundo Richard Dawkins?
De forma totalmente antagônica percebemos que grande parte das crianças está nascendo com uma elevadíssima potencialidade intelectual, muito acima de todas as gerações anteriores! Estudiosos da mente humana de todas as linhas de pensamento já nomearam essas crianças de "crianças índigo" e "crianças cristal", analisando suas características e realizando previsões sociais relacionadas a essa nova realidade.
As crianças estão com maior potencial intelectual e suas anomalias estão aumentando a cada dia! Como explicar toda essa mudança no intelecto, no emocional e no comportamento infanto-juvenil?Elas estão se perdendo dentro de sua intelectualidade ou o mundo não está preparado para absorvê-las?
Professores, pais, terapeutas, psiquiatras, neurologistas, psicólogos, psicanalistas, psicopedagogos e todos os demais profissionais ligados ao entendimento da formação da criança e do adolescente e, principalmente, aqueles em missão de intervenção nessa formação, precisam estar agora com atenção redobrada e manter-se em atualização constante!
A maioria dessas crianças e adolescentes trouxe, juntamente com essa elevada potencialidade intelectual, um nível tão alto de inquietação que torna difícil a sua satisfação plena! Elas até tentam encontrar explicações para suas angústias, mas não encontram, na maioria das vezes, quem esteja disposto a indicar-lhes o caminho.
Professores e pais, na escola e em casa, apresentam explicações que só satisfazem as crianças que não estão desenvolvendo essa potencialidade. Para as mais desenvolvidas a explicação traz apenas mais angústia pela insatisfação. E essa angústia dispara uma inquietação comportamental inadequada e inconveniente, provocando o aparecimento de sintomas muito semelhantes aos de diversas anomalias cognitivas, neurológicas e psiquiátricas.
Pais, professores e profissionais mal preparados para essa nova realidade, confundem tais sintomas com os das verdadeiras doenças, transtornos e síndromes. Essa confusão tem levado crianças sadias a sofrerem tratamentos equivocados, reduzindo a sua potencialidade intelectual original e limitando a suas perspectivas de crescimento integral.
Anomalias neurológicas, psiquiátricas, psicológicas e comportamentais existem, mas a sua incidência é infinitamente inferior à quantidade apresentada pela sociedade. A maior parte dessas anomalias nada mais é do que o mau entendimento dessa inquietação intelectual ou também resultado de um bloqueio emocional grave, provocado por uma educação equivocada.
No primeiro caso a criança tem potencial intelectual muito elevado e está inquieta com a falta de entendimento do mundo à sua volta. No segundo caso a criança, independente de ter ou não esse nível muito elevado, está sendo criada num ambiente com um relacionamento familiar inadequado, trazendo bloqueios emocionais graves e gerando toda espécie de sintomas, também semelhantes aos de doenças, transtornos e síndromes.
O problema, então, é evidente! Ele existe! O comportamento inadequado e as dificuldades e deficiências são visíveis em toda a sociedade, principalmente nas escolas. E os sintomas dos que apresentam apenas bloqueios são muito semelhantes aos portadores de distúrbios reais. Mas e a forma de tratá-los? É a mesma? Como diferenciá-los?
Muitas crianças com elevados potenciais cognitivos ou com bloqueios psíquicos estão sendo tratadas como doentes ou portadoras das deficiências devido aos sintomas que apresentam. Essas crianças aumentam o seu grau de envolvimento com essa anomalia, tornando-se escravos dela! Eles, praticamente, se escondem por trás da doença, assumindo uma incapacidade intelectual inexistente e perdendo todo o seu entusiasmo pelo aprendizado.
Exatamente por isso que novos caminhos no entendimento neuropedagógico e psicanalítico se fazem necessários nesse momento! Todos os que estão em contato com essa nova geração precisam estar atentos às mudanças e, principalmente, aos bloqueios que surgem a partir da nova relação familiar na sociedade atual e à incompreensão da inquietação daqueles que apresentam elevado potencial cognitivo.
E essa atenção deve estar voltada principalmente para a própria sociedade formadora (ou deformadora) das crianças e adolescentes, já que o permanente estado de estresse está levando pais a esquecerem a sua obrigação educacional e afetiva, escondidos que ficam na capa da "falta de tempo", justificando-a com a necessidade de garantir um futuro melhor para seus filhos...
Além de não entenderem que tempo para dar afeto e limites "se cria" com facilidade e independe de compromissos profissionais ou sociais, esses pais fogem da relação com seus filhos, com medo de não entenderem as suas angústias e com verdadeiro pavor de ter que admitir sua responsabilidade na sua deseducação.
Esses bloqueios em forma de resistências e mecanismos de defesa construídos pelas crianças aparecem, de forma bastante clara, durante o processo ensino-aprendizagem. Alguns desses sintomas já podem até estar evidentes em casa, mas é na escola que eles tomam maior importância, já que esse é o ambiente do trabalho cognitivo, exigindo um esforço mental direcionado e um maior equilíbrio emocional.
A divulgação constante, por meio de palestras, seminários e portais na internet, de questionários avaliativos para indicar a existência ou não de alguma dessas síndromes, faz com que todos os envolvidos com a criança e o adolescente sintam-se competentes o suficiente para diagnosticar tais doenças. Essa competência é perigosa! Ela, na realidade, não existe sequer entre os profissionais mais experientes! Nossa ciência não está avançada a esse ponto. Os cientistas menos ainda!
Mas os pais já chegam ao consultório com a certeza do diagnóstico! Esperam, do médico, apenas a prescrição do medicamento, para começar o tratamento. Os pais já sabem, inclusive, o nome dos medicamentos e as suas dosagens padronizadas!
Exatamente para evitar que tais diagnósticos precipitados continuem a destruir o cérebro e o futuro dessas crianças é que há necessidade de se informar pais e profissionais sobre tais assuntos e de forma bastante abrangente, possibilitando um melhor conhecimento interdisciplinar entre a neuropsicologia, as neurociências, a neurodidática, a psicopedagogia e a psicanálise.
A ampliação do horizonte dos pais e educadores levará a um maior entendimento da criança no processo de sua evolução intelectual, emocional e cognitiva e evitará que diagnósticos precipitados impeçam o seu correto desenvolvimento.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Imparcialidade, uma virtude difícil de alcançar!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em
Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco
(Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a
cultura).
Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados
Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da
igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que
receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _
, estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin,
ex-premiê israelense, Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade
Nacional Palestina, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a
cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores
ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores
políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume
novas responsabilidades na história".
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões
paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas
primeiras páginas. Dos três grandes jornais nacionais, apenas O Globo
destacou a entrega do prêmio no alto da capa.
Para o Estadão, mais importante do que o prêmio recebido por Lula foi
a manifestão de dois ativistas do Greenpeace que exibiram faixas
conclamando Lula a salvar a Amazônia e o clima. "Ambientalistas
protestam durante premiação de Lula", foi o título da página A7 do
Estadão.
O protesto do Greenpeace foi também o tema das únicas fotografias
publicadas pela Folha e pelo Estadão. No final do texto, o Estadão
registrou que Lula pediu desculpas aos jovens ativistas, retirados com
truculência pela segurança, e "reverteu o constragimento a seu favor,
sendo ovacionado pelo público que lotava o auditório".
"O alerta destes jovens vale para todos nós, porque a Amaz}ônia tem
que ser realmente preservada", afirmou Lula em seu discurso, ao longo
do qual foi aplaudido três vezes quando pediu o fim do embargo a Cuba
e a criação do Estado palestino, e condenou o golpe em Honduras.
"Sinto-me honrado de partilhar desta distinção. Recebo esse prêmio em
nome das conquistas recentes do povo brasileiro", afirmou Lula para os
convidados das Nações Unidas.
A honraria inédita concedida a um presidente brasileiro, motivo de
orgulho para o país, também não mereceu constar da escalada de
manchetes do Jornal Nacional. A notícia da entrega do prêmio no
principal telejornal noturno saiu ensanduichada entre declarações de
Lula sobre a crise no Senado e o protesto do Greenpeace.
É verdade que ontem foi o dia do grande show promovido nos funerais de
Michael Jackson, mas também ganhou destaque na escalada e no
noticiário a comemoração pelos quinze anos do Plano Real (tema tratado
neste Balaio na semana passada) promovida no plenário do Senado, em
que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para atacar
Lula.
Diante da manifesta má-vontade demonstrada pela imprensa neste
episódio da cobertura da entrega do Prêmio da Unesco, dá para entender
porque o governo Lula procura formas alternativas para se comunicar
com a população fora da grande mídia.
Muitas vezes, quando trabalhava no governo, e mesmo depois que saí,
discordei dele nas críticas que fazia à atuação da imprensa, a ponto
de dizer recentemente que não lia mais jornais porque lhe davam azia.
Exageros à parte, mesmo que esta atitude beligerante lhe cause mais
prejuízos do que dividendos, na minha modesta opinião, o fato é que
Lula não deixa de ter razão quando se queixa de uma tendência da nossa
mídia de inverter a máxima de Rubens Ricupero, aquele que deu uma
banana para os escrúpulos.
"O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece
ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um
estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e
minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
Valeu, Lula. Parabéns!
domingo, 5 de julho de 2009
Sobre a aula de linguagem
A vida é feita aqui fora. E aqui fora, a língua talvez seja outra, como o é, para os daqui de fora, o português padrão e o chamado português culto.
"A gente não quer só comida..."
Abraços.
Moacir Eduão - 74 9998-7919
Poeta
Coordenador do Ponto de Leitura Solar da Boa Vista Castro Alves
--
Professor Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Salvador) - Presidente
Federação para a Paz Universal - Presidente do Conselho na Bahia
Academia de Ciências de Nova Iorque - Cientista Membro
www.iupe.org.br robertoandersen@gmail.com
Celular: 55 71 9198-5489
Instituto: 71 3389-8232
terça-feira, 30 de junho de 2009
Exercícios físicos e a longevidade
por Arnaldo Jabour
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa
do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um
atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas
que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e
jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o
humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda
aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha
vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O
letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da
preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e
mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer
um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito
exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai
dessa enquanto você ainda tem saúde.... E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda
a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe
só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é
GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO! !!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'
domingo, 28 de junho de 2009
Próximo livro
Sobre o artigo de hoje no A Tarde: Sono ajuda o cérebro a resolver problemas
Nos testes que realizaram os voluntários eram apresentados pela manhã e ao final da tarde a múltiplos grupos de três palavras, tendo que falar uma quarta palavra que poderia estar associada as demais.
Entre um teste e outro os grupos de voluntários foram divididos entre:
Grupo A) dormir a tarde o suficiente para alcançar o sono REM;
Grupo B) dormir a tarde sem alcançar o sono REM (apenas cochilar);
Grupo C) não dormir à tarde.
Segundo os pesquisadores o único grupo que apresentou melhora considerável em sua performance foi o Grupo A. Isso foi suficiente para que chegassem à conclusão de que é o sono REM quem ajuda a criatividade e a memória.
Não vou entrar no mérito da conclusão ter sido ou não precipitada, conforme um comentário que acabei de receber de colegas da Inglaterra, nem tampouco se a forma de elaboração do teste foi ou não simplória, conforme acabei de discutir via MSN com outros colegas.
A pesquisa, mesmo que possa ter sido realizada de forma simplória ou mesmo que a conclusão tenha sido precipitada, TEM SENTIDO!
Estudando um pouco de neurociência sabemos que toda informação recebida durante o dia fica sendo processada pelas ligações neuronais do hipocampo, que faz parte do sistema límbico cerebral e cuja memória é caracterizada como memória de curta duração.
Se ainda durante esse mesmo dia precisarmos utilizar esse conhecimento adquirido, ele estará pronto, mas não com a mesma eficácia que teremos após uma noite completa de sono.
Uma noite completa de sono significa: primeiro o sono inicial, onde todas as informações são enviadas do hipocampo para o córtex cerebral (onde está a memória de longa duração); depois o sono paradoxal (REM), quando todas as informações são comparadas e arquivadas já nos lobos correspondentes do córtex cerebral, deixando tudo pronto para utilização no dia seguinte; e por último o sono final, quando são preparados os índices que direcionarão corretamente as solicitações do dia seguinte para as memórias correspondentes.
No teste realizado as pessoas não tiveram o sono noturno, que seria o mais eficaz, mas o grupo que teve um sono mais prolongado e alcançou o sono REM foi o único que melhorou sua performance e não poderia deixar de ser, já que foi o único que já pode trabalhar a memória de longa duração, utilizando o conhecimento adquirido já transferido para o córtex cerebral, ou seja, já em condições de realizar asssociações e comparações que muito ajudam a criatividade e a própria memória em si.
Conclusão sobre o assunto e que o artigo vem reforçar:
Todo conhecimento adquirido precisa de uma noite completa de sono para ser transferido para a sua área correta de arquivamento e processamento e que fica no córtex cerebral.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Anomalia cognitiva
Relato recebido:
"Tenho dois alunos (irmãos) com dificuldade na aprendizagem, principalmente na memorização e na captação dos sons das letras iniciais das palavras. Quando pergunto qual a letra inicial da palavra "elefante", eles dizem: letra "o" ou outra letra qualquer. Até mesmo em relação ao próprio nome eles não conseguem diferenciar o som da letra inicial. Essas crianças, seis e oito anos, são de família muito carente, com mais cinco irmãos e com diferença de um ano entre eles. Quando eram bebes, na fase de começar a caminhar, não tiveram o estímulo dos pais para iniciar o processo. Eles ficavam o tempo todo sentados e sofriam de desnutrição. Só começaram a andar a partir dos três anos, depois de serem levadas ao médico. Gostaria de saber se esse desenvolvimento tardio pode ter tido alguma influência na aprendizagem deles. Estou muito preocupada com ambos e quero buscar todas as alternativas para descobrir um meio mais fácil de ajudá-los a construir o aprendizado. Eram alunos matriculados na 1ª série. Voltaram para a pré-escola porque não conseguiam acompanhar os colegas."
Resposta:
O cérebro de uma criança em desenvolvimento normal já apresenta, aos seis anos, 95% de seu peso final e praticamente já utiliza, para seu funcionamento, a maior parte da energia do organismo. A criança precisa desse desenvolvimento e da utilização dessa energia para aplicação do raciocínio lógico e elaborar seus pensamentos de forma adequada. Lógico que tudo vai sofrer mudança, novamente, ao iniciar a adolescência, mas as compensações necessárias dever ser efetuadas agora.
O relato mostra que essas crianças, possivelmente devido aos acontecimentos também ali narrados, podem estar com sua capacidade cognitiva alterada. Mas o que nos interessa nesse caso (e na maioria dos casos semelhantes) não é bem a razão do surgimento da anomalia, mas a forma de as encaramos para planejar a realização de nosso trabalho, que deve estar todo voltado para o seu desenvolvimento.
As razões do surgimento da anomalia são importantes, não para essas crianças, mas sim para evitarmos outras com as mesmas dificuldades. Esse estudo, então, deve ser feito também, em paralelo com o dessas crianças. Mas agora vamos dar atenção apenas ao tratamento dessas duas crianças.
Primeiro passo: laudo médico
Para evitar atrasos em tratamentos que possam ajudar possíveis anomalias é conveniente solicitarmos aos responsáveis laudos avaliativos realizados por um neuropediatra ou um pediatra, ou um psiquiatra especialista em crianças.
Segundo passo: entendimento do laudo médico
O laudo médico deve ser analisado para encontramos, não as deficiências, mas sim as suas capacidades, as suas possibilidades e as suas habilidades. O que precisamos saber não são suas deficiências, mas sim suas capacidades. Não precisamos saber o que a criança não pode fazer ou não consegue, mas sim aquilo que ela pode fazer e já consegue. Se o laudo só contiver impossibilidades e anomalias solicite outro apenas com possibilidades, capacidades e habilidades.
Terceiro passo: planejar atividades
A partir dessas capacidades e habilidades devem ser planejadas as atividades cognitivas, emocionais e comportamentais. Esse planejamento deve introduzir a afetividade, o lúdico, o prazer e o reconhecimento.
Os professores, terapeutas e familiares dessa criança deverão trabalhar a partir da descoberta dessas capacidades e habilidades, independente se são ínfimas ou se são importantes. As incapacidades e os erros não devem jamais ser levados em consideração, mas sempre os acertos e as habilidades.
Os exercícios, os jogos e os ensinamentos devem ser todos lúdicos e prazerosos, sempre num ambiente de descontração e liberdade, embora sempre com determinação e limites.
Quarto passo: reconhecimento e satisfação
Todas as atividades apresentadas devem estar dentro da habilidade da criança, mesmo que isso seja muito pouco! Ou seja: se ela só consegue desenhar uma linha, que sejam dadas muitas linhas para ela desenhar e que cada desenho seja motivo de VERDADEIRA ALEGRIA do professor, terapeuta ou familiar dessa criança.
Quinto passo: acompanhar a turma
Não nos interessa, para esses casos, se a criança está acompanhando ou não a sua turma. O que interessa é se ela está conseguindo ou não uma melhoria no seu desenvolvimento, mas em relação a ela mesma em um momento anterior, ou seja, a comparação será realizada com ela mesma e nunca com os demais colegas.
Quanto a estarem ou não no 1º ano ou na Educação Infantil, isso deve ser tema de discussão com o Conselho Escolar, a partir da análise da verdadeira função da escola, ou seja: a escola tem como função desenvolver o cognitivo e o emocional da criança ou sua função é selecionar os melhores e reprovar os piores?
Se a resposta é a primeira opção então temos que ignorar o acompanhamento da turma e enfocar cada aluno como um caso especial a ser desenvolvido de seu ponto inicial para um ponto mais além, objetivando lucro cognitivo, emocional e comportamental.
Sexto passo: quebra do bloqueio emocional
Esse trabalho terapêutico, pedagógico e psicopedagógico deve ser realizado todo o tempo pelo simples prazer de realizá-lo! E isso é muito importante! Não podemos criar expectativas de resultados maiores porque isso só atrapalhará a nossa performance nesse acompanhamento. Todo trabalho deve ser feito pelo simples prazer de realizá-lo e cada progresso alcançado deve ser comemorado com uma verdadeira satisfação, para assim acelerar a quebra de algum bloqueio psicológico nessas crianças.
Isso é importante porque muitas das anomalias apresentadas por crianças e adolescentes nada mais são do que anomalias de oportunidade, ou seja, resultantes de bloqueios emocionais indefinidos, trazendo uma sintomatologia muito semelhante a anomalias psíquicas, neurológicas ou orgânicas existentes.segunda-feira, 18 de maio de 2009
Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida
Em Seabra poderemos estar realizando no próximo sábado, dia 23 de maio, mais uma edição do encontro para treinamento de "autoprogramação mental", que já realizamos em Seul, na Coréia do Sul, em Oxford, na Inglaterra e em Washington, nos Estados Unidos, cujo sub tema é: Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida.
Esse tema é uma necessidade, nos dias de hoje, já que as crianças e os adolescentes estão sendo "programados" pela mídia e pela sociedade para serem adultos infelizes, insatisfeitos e angustiados, além de serem incapazes de manter qualquer tipo de relacionamento afetivo por muito tempo.
É o consumismo desenfreado sendo levado ao próprio relacionamento afetivo, tal a ganância dos exageros capitalistas totalmente anti-éticos, amorais e até imorais! Isso faz com que sejam deixados de lado todos os valores relacionados a uma estabilidade amorosa e afetiva, falando mais alto a disputa pelo maior número de parceiros, sem qualquer preocupação com a sua própria saúde física ou psíquica.
Não é fácil entender onde querem chegar os detentores do poder da mídia, já que os resultados alcançarão também seus próprios filhos e netos. Não é fácil entender os motivos que levam os produtores de programas de TV, jogos de computador e jogos de video-game, quando colocam no mercado elementos que estimulam os anti-valores e o comportamento criminoso. Não foi fácil entender os motivos que levaram a MTV a divulgar durante meses, em horário vespertino, uma "chamada" repleta de cenas de sexo explícito e pedofilia ocultados inteligentemente em forma de propaganda subliminar.
Esse universo pornográfico, corrupto e irresponsável está alcançando nossos filhos e nossos alunos a todo tempo! E a técnica perfeita aliada as mais novas tecnologias fazem com que os resultados sejam super eficazes.
Existe vacina para isso! Essa vacina se chama "educação com responsabilidade"! É a educação trabalhando a programação mental das crianças e adolescentes de forma a estarem prontos para resistir a todos esses "ataques" psico-destrutivos.
Nosso corpo e nossa mente, se bem programados, são praticamente autosuficientes em termos de qualidade de vida, permitindo a construção de um seguro e firme alicerce intelecto-emocional com elevado senso de cultura do caráter.
Mas, devido ao que muitos chamam de "falta de tempo", estamos deixando nossos adolescentes destruirem a sua possibilidade de serem felizes!
Precisamos ajudá-los! Ainda há tempo! Mostrar que existem caminhos maravilhosos no universo da afetividade e do amor e que esses caminhos estão muito longe dos "ficares" do dia-a-dia e da falta total de responsabilidade para consigo e para o outro.
Mas não são apenas os adolescentes que precisam disso. Nós adultos também. E tudo é possível, independente da idade cronológica! O exemplo que me vem sempre à cabeça é a conferência de orientação sexual para adolescentes que realizei no ano 2000, quando dois cientistas chineses, ambos com oitenta anos de idade, me pediram para participar e, no final do primeiro encontro estavam quase em depressão, por acharem que haviam perdido a oportunidade que aqueles adolescentes passariam a ter para toda a vida. O tempo deles havia passado, segundo suas próprias palavras.
Lembro perfeitamente que insisti para que assistissem todo o restante dos encontros e que seguissem cada uma daquelas recomendações, independente da idade que tinham. No ano seguinte já estavam completamente mudados e hoje, nove anos depois, continuam esbanjando felicidade com suas esposas, coisa que nunca imaginavam ser possível!
Então tudo é realmente possível!
Precisamos mostrar a nossos filhos e alunos que os melhores caminhos apontam, inicialmente, para o auto-conhecimento, quando eles poderão, aos poucos, descobrir sua verdadeira identidade, seja ela qual for, para construir,a partir dessa verdade, os alicerces de uma vida feliz.
Em seguida mostrar que a compreensão do outro complementa essa estrutura de caráter, transformando inveja em admiração, desprezo em atenção, raiva em tolerância, submissão em auto-valorização, orgulho em humildade e assim por diante, criando uma estrutura sólida, indestrutível e livre de ansiedades e angústias.
E que a cada momento precisam ser criadas novas perspectivas de vida, com a convicção dessas realizações e eliminando todas as expectativas. Isso vai trazer a eles o sentimento de produtividade e de realização, possibilitando a visualização do sucesso.
Vamos fazer alguma coisa! Vamos transformar essa nossa sociedade iniciando pela nossa comunidade.
Nesse sábado estaremos em Seabra. Poderemos aproveitar esse momento.
Para quem estiver em Salvador:
No sábado dia 30 de maio, das três às cinco da tarde, estaremos reunindo o Conselho da UPF na Bahia (Universal Peace Federation) junto com professores e pais interessados, para traçar planos de transformação pela educação. Será numa sala do curso de inglês SKILL, da Pituba. Quem desejar se juntar ao trabalho, aqui vai o convite:
Federação Universal para A Paz Mundial
CONVITE
Temos a honra em convidá-lo(a) para nossa reunião mensal, intitulada "A Educação do Caráter "
com palestra proferida pelo
Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti.
DATA:30/05/2009
HORÁRIO: 15:00-17:00
LOCAL :SKILL IDIOMAS PITUBA
Endereço:Rua Rio Grande do Sul ,356 Pituba
Presidente do Conselho Regional do UPF
Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Cientista pela Academia de Ciências dos EUA
Comitê dos eventos UPF da Bahia
Secretária
Hisae Takahashi Santos
Pedimos a confirmação prévia para melhor recebê-los, pelo e-mail: "hisae takahashi" <santosmus@gmail.com>