Domingo, 5 de Julho de 2009

Sobre a aula de linguagem

Amigos,

Em nosso Grupo IUPE de discussão foi publicado um texto sobre erros graves cometidos no uso de nosso idioma. Temos recebido muitos textos desses, principalmente de resultados de exames vestibulares, o que já faz parte do repertório de piadas nacionais. O assunto é polêmico, porque envolve tanto o desastre linguístico sendo proliferado pelos discursos em nosso país, como a exclusão social a partir dessa constatação.

Angela Cristina, psicopedagoga, preocupada com a má preparação do nosso povo, encaminhopu o e-mail que recebeu sobre o assunto.

Moacir Eduão, poeta, preocupado com a exclusão social desses seres humanos que, em grande parte de sua comunicação verbal, expressam a sua cultura regional, com uma linguagem característica de seu povoado, de sua comunidade e que deveria também ser respeitada e incluída no universo linguístico e cultural do nosso país.

O debate é maravilhoso em nosso convívio, porque conseguimos ter, sobre o mesmo assunto, interpretações e opiniões praticamente contrárias, embora nenhuma contraditória! Fico feliz com isso, principalmente porque me "dá pena" quando os grupos são unânimes em suas interpretações... 

Pode até coincidir que todos comunguem das mesmas opiniões, mas o que tenho observado em entrevistas e mesas redondas disseminadas em nossa mídia, mais parece uma acomodação à opinião do outros ou a insegurança em colocar em público o seu próprio trabalho de análise, realizado por meio da interpretação pessoal das premissas oferecidas pelo mundo.

Nós temos o direito de escolher nossas premissas e até de entender algumas delas como axiomas! Se outros substituem nossas premissas por falácias ou as interpretam como tal, é também um direito dele.

Já tive a oportunidade de ver contestado um raciocínio meu, em que eu acreditava estar baseado em axiomas! E eu realmente estava errado! Meus axiomas eram premissas mal entendidas durante décadas e que, a partir da evolução de equipamentos de medidas neuro-eletrônicas, mostraram-se incorreções de raciocínio básico.

Mas o assunto é sério: nosso idioma

E os acontecimentos mais ainda. E aqui vão alguns:

1) Preocupação com o idioma: Na última resolução do MEC resolveu-se acabar com o ensino de PORTUGUÊS, MATEMÁTICA E GEOGRAFIA no Ensino Médio. Pelo que entendi os demais professores terão que inserir, em suas disciplinas, os conceitos hoje ensinados em disciplinas exclusivas, já que tais conceitos são parte das outras matérias. A idéia pode até ser louvável, mas há que se analisar se  o caminho é esse mesmo e se os professores das outras disciplinas estarão aptos a assumir tais funções. E quanto aos professores formados para essas disciplinas? Mas isso já é um outro debate. Por enquanto vejo (e posso estar redondamente enganado) mais um passo para a redução da capacidade de expressão do povo e, consequentemente, fazer com que eles se sintam felizes na ignorância pela incapacidade de questionar o sistema corrupto que aí está. Aliás nem entendendo o que a corrupção tem a ver com ele...

2) Preocupação com a exclusão: Por outro lado, a exclusão social de pessoas que, por não terem acesso a uma educação de mínima qualidade, não conseguem expressar-se de forma correta, não conseguem um bom emprego e não conseguem condições boas de sobrevivência. Embora saibamos que uma dá origem da outra, pois é o ensino de má qualidade que impede as pessoas de consiguirem argumentar corretamente para conseguir vencer na vida. Assim são ultrapassados pelos que, por terem nascido em berço mais privilegiado, conseguem um ensino de qualidade um pouco melhor e assim ocupam as melhores posições nos empregos.

A posição do poeta Moacir Eduão é de revolta pela exclusão. Concordo plenamente que essa forma de tratar a consequência de um erro social deveria ser considerado um crime! Se o erro existe temos que consertá-lo e não excluir  o seu resultado, ainda mais que o seu resultado é um ser humano mal preparado, como por exemplo o meu caseiro que, esforçado pelos estudos, não consegue escrever bem uma frase em português, já que a última vez que sua professora apareceu no colégio foi no ano passado para dizer que todos haviam sido aprovados para o ano seguinte!

A posição da psicopedagoga Ana Cristina é de revolta também, pelo resultado que está sendo imposto pelo sistema educacional vigente, construindo seres humanos sem qualquer condição de montar argumentos convincentes, nem sequer de saber quais são os seus direitos para isso, já que a grande maioria acaba aprovada no Ensino Médio sem saber interpretar o que leu... Isso para os que saem sabendo ler, o que também é uma minoria...

A outra preocupação do poeta Moacir Eduão é com o abandono da cultura regional. Isso é também um problema gravíssimo! O erro começou com o advento da TV e das novelas. Muitas dessas características anteriormente claras nos costumes dos povoados e municípios acabaram sendo "engolidas" pela manipulação mental exercida pelas grandes redes. Até as diferenças de sotaques estão sendo reduzidas! Não se dá a menor importância às expressões locais e elas não são registradas, a menos que escritores  regionais as coloquem em seus contos... Mas se a população local não sabe ler... E  se os que se dizem letrados não se preocupam em absorver tais conhecimentoe e repassá-los, é essa maravilhosa cultura linguística regional que vai se esvaindo até a eliminação completa de quaisquer vestígios... E todos continuarão a falar: "Eu vou encontrá-lo tipo duas horas da tarde... Ou: "Dormir na beliche de cima é treva  mamãe..."  (...) que são novos elementos anticulturais de quem não tem qualquer noção de vocabulário... mas que assistem as novelas da Rede Globo de televisão. Beliche é substantivo masculino, ou melhor, era até o capítulo de ontem da novela "Caras e Bocas"... Treva realmente existe (e o reino delas é o inferno...) (...) e assim sucessivamente.

A outra preocupação da psicopedagoga Ana Cristina também é importante: se não alertarmos o povo para os erros no trato linguístico eles não poderão evoluir nem no entendimento, nem na compreensão e, muito menos na elaboração de suas próprias idéias, já que grande parte do sistema está amarrado no formal. E se a exclusão, por mais que a combatamos, continuará existindo por muito tempo, independente de queremos ou não, precisamos reduzir as dificuldades dos menos favorecidos ajudando-os a corrigir aqueles vícios que podem ser entendidos pelos empregadores como falhas na comunicação. Assim poderemos, no mínimo, contribuir para a sua empregabilidade.

No fundo ambos estão no mesmo barco mas precisam manter opiniões contrárias o tempo todo, porque só assim nós conseguiremos enxergar mais além do que aquilo que a GLOBO nos mostra...

Peço ao poeta Eduão que, se tiver alguma coletânea de termos e expressões regionais ligadas a  algum povoado que, assim que tiver horas vagas, coloque-as em um novo livro, logicamente com o romanceamento que lhe é peculiar. Nós precisamos disso para  registrar essa maravilhosa cultura linguística que se esvai... E pode desaparecer para sempre...

Peço a psicopedagoga Ana Cristina que envie sempre seus textos para o deleite de nossos amigos leitores. 

E peço a todos os demais amigos que façam seus comentários visitando o nosso BLOG (robertoandersen.blogspot.com) e clicando logo abaixo desse texto em comentários.

Antes de me despedir por hoje rettransmisto, abaixo, o texto de Moacir Eduão em relação ao e-mail sobre a aula de português:

Fico triste ao perceber que ainda há e-mails e pensamentos tão excludentes quanto os do e-mail enviado por Angela Cristina. A forma de falar de uma pessoa não é nada "de matar", como aparece lá. Terrivelmente, alguns(mas) escritoristas ainda negam o fato de que o Brasil, por anos e anos negou direitos básicos à seu povo. Entre esses direitos estão, justamente, os direitos à alfabetização. Mesmo sabendo dessa negativa, o povo consegue se expressar, de forma muito bela, seja com seu português arcaico, seja com os atuais (e tecnológicos, encontrados em textos da internet). O que nos sugere cada slide é que, por mais que se fale em construção de caráter, passa pela cabeça de muitos que o conteúdo há muito escondido desde a idade média ainda está com cicuta entre as páginas da História. É comovente ter que ver alguma pessoa chocada com a simplicidade das gentes, Brasil a fora. É como se se pudesse redomar um organismo vivo como o idioma e suas variações. É como se, pensando em flores, fossem flores apenas rosa, margarida, o cravo que brigou com a primeira... Para conhecer as gentes, é preciso sair dos livros, é preciso ir à Grécia, à Oiapoque, e ao interior do interior do Brasil, para entender o fenômeno de que, mesmo sendo o país com menores índices de leitura do mundo, todo seu território consegue se comunicar, a não ser quando se "peita" ou se "entropica" com a incoerêno, ou uma insegurança em colocar a oúblico suas cia de críticos mal vividos fora dos livros e bibliotecas, ou com aqueles cuja solidão se apresenta tão feroz que não dá por si, e que deveriam se encontrar, mesmo às vezes, que fosse, em becos, guetos, esquinas, onde está o mundo o qual eles não vivem. Ali, vive gente que fala. Se não fala como quem teve livros, fala como quem teve vícios, arranhões de unha-de-gato, sustos com corre-campo, cordéis lidos sob a luz de uma fogueira, quando não seus filhos presos na cadeia ou no tráfico, seu pai detento no álcool ou no jogo do bicho. 
Companheiros, companheiros, e companheiras...
A vida é feita aqui fora. E aqui fora, a língua talvez seja outra, como o é, para os daqui de fora, o português padrão e o chamado português culto. 
"A gente não quer só comida..."
 
Abraços.
 
Moacir Eduão - 74 9998-7919
Poeta 
Coordenador do Ponto de Leitura Solar da Boa Vista Castro Alves
 





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Professor Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Salvador) - Presidente
Federação para a Paz Universal - Presidente do Conselho na Bahia
Academia de Ciências de Nova Iorque - Cientista Membro
www.iupe.org.br         robertoandersen@gmail.com      
Celular: 55 71 9198-5489
Instituto: 71 3389-8232

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Exercícios físicos e a longevidade

Amigos,

Recebemos de Sandra Regina essa mensagem abaixo bastante interessante e que, portanto, retransmito. 
Mas para evitar interpretações incorretas, peço que, depois de ler e rir, leiam também o meu comentário logo após:


BARRIGA É BARRIGA...
por Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa
do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um
atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas
que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e
jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o
humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda
aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha
vivido 15 anos?

Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O
letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da
preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e
mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer
um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito
exercício físico viveu 90 anos.

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai
dessa enquanto você ainda tem saúde.... E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda
a eternidade para ser só osso!!!

Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe
só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é
GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO! !!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!

E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'


Meus amigos,

Só peço que analisem o seguinte:

O que mata cedo é o excesso de estresse! Grande parte das pessoas que está fazendo caminhadas e exercícios físicos está desesperada para perder peso ou para manter um corpo "sarado" e faz isso, não pelo prazer de se exercitar e se sentir bem, mas pela preocupação em perder peso ou manter uma  imagem perfeita! Isso é puro estresse!

Dorival Caymmi, mesmo que fizesse caminhadas, faria para se deleitar com a paisagem, apreciar as belas meninas na praia e encontrar mais uma barraca para tomar cerveja com os amigos... e poderia viver até mais!

Então, gente, o colesterol, o excesso de peso, o sedentarismo não devem ser combatidos com a preocupação de eliminá-los, porque isso sim traz estresse e pode matar! 

O ideal é tentar desenvolver o prazer pela alimentação saudável, mas prazer mesmo! O prazer pelas caminhadas com vista para o mar... nunca com vista para a parede em frente à esteira... E, principalmente, curtir muito TODOS os momentos do seu dia e TODAS as pessoas de seu relacionamento. Você viverá muito e será sempre feliz.

Sucesso para todos vocês!

Domingo, 28 de Junho de 2009

Próximo livro

Informo a meus amigos que as considerações que estamos discutindo nesse BLOG estão já constam do meu próximo livro, já no prelo, devendo ser publicado a partir do próximo mês.
Caso a editora consiga cumprir os prazos acertados, o lançamento do livro será realizado na BIENAL DO LIVRO no Rio de Janeiro.
Assim que eu tiver essa confirmação avisarei por esse canal de comunicação.

Um abraço a todos,

Roberto Andersen
71 9198-5489

Sobre o artigo de hoje no A Tarde: Sono ajuda o cérebro a resolver problemas

Quando o artigo em A Tarde, na página B13 (Ciência e Vida), diz que "(...)o sono estimula a criatividade e a solução de problemas(..)" ele está se referindo ao sono REM (sono paradoxal), como se fosse a única fase em que o processo criativo é estimulado.

Nos testes que realizaram os voluntários eram apresentados pela manhã e ao final da tarde a múltiplos grupos de três palavras, tendo que falar uma quarta palavra que poderia estar associada as demais.
Entre um teste e outro os grupos de voluntários foram divididos entre:

Grupo A) dormir a tarde o suficiente para alcançar o sono REM;

Grupo B) dormir a tarde sem alcançar o sono REM (apenas cochilar);

Grupo C) não dormir à tarde.

Segundo os pesquisadores o único grupo que apresentou melhora considerável em sua performance foi o Grupo A. Isso foi suficiente para que chegassem à conclusão de que é o sono REM quem ajuda a criatividade e a memória.

Não vou entrar no mérito da conclusão ter sido ou não precipitada, conforme um comentário que acabei de receber de colegas da Inglaterra, nem tampouco se a forma de elaboração do teste foi ou não simplória, conforme acabei de discutir via MSN com outros colegas.

A pesquisa, mesmo que possa ter sido realizada de forma simplória ou mesmo que a conclusão tenha sido precipitada, TEM SENTIDO!

Estudando um pouco de neurociência sabemos que toda informação recebida durante o dia fica sendo processada pelas ligações neuronais do hipocampo, que faz parte do sistema límbico cerebral e cuja memória é caracterizada como memória de curta duração.

Se ainda durante esse mesmo dia precisarmos utilizar esse conhecimento adquirido, ele estará pronto, mas não com a mesma eficácia que teremos após uma noite completa de sono.

Uma noite completa de sono significa: primeiro o sono inicial, onde todas as informações são enviadas do hipocampo para o córtex cerebral (onde está a memória de longa duração); depois o sono paradoxal (REM), quando todas as informações são comparadas e arquivadas já nos lobos correspondentes do córtex cerebral, deixando tudo pronto para utilização no dia seguinte; e por último o sono final, quando são preparados os índices que direcionarão corretamente as solicitações do dia seguinte para as memórias correspondentes.

No teste realizado as pessoas não tiveram o sono noturno, que seria o mais eficaz, mas o grupo que teve um sono mais prolongado e alcançou o sono REM  foi o único que melhorou sua performance e não poderia deixar de ser, já que foi o único que já pode trabalhar a memória de longa duração, utilizando o conhecimento adquirido já transferido para o córtex cerebral, ou seja, já em condições de realizar asssociações e comparações que muito ajudam a criatividade e a própria memória em si.

Conclusão sobre o assunto e que o artigo vem reforçar:

Todo conhecimento adquirido precisa de uma noite completa de sono para ser transferido para a sua área correta de arquivamento e processamento e que fica no córtex cerebral.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Anomalia cognitiva

Relato recebido:


"Tenho dois alunos (irmãos) com dificuldade na aprendizagem, principalmente na memorização e na captação dos sons das letras iniciais das palavras. Quando pergunto qual a letra inicial da palavra "elefante", eles dizem: letra "o" ou outra letra qualquer. Até mesmo em relação ao próprio nome eles não conseguem diferenciar o som da letra inicial. Essas crianças, seis e oito anos, são de família muito carente, com mais cinco irmãos e com diferença de um ano entre eles. Quando eram bebes, na fase de começar a caminhar, não tiveram o estímulo dos pais para iniciar o processo. Eles ficavam o tempo todo sentados e sofriam de desnutrição. Só começaram a andar a partir dos três anos, depois de serem levadas ao médico. Gostaria de saber se esse desenvolvimento tardio pode ter tido alguma influência na aprendizagem deles. Estou muito preocupada com ambos e quero buscar todas as alternativas para descobrir um meio mais fácil de ajudá-los a construir o aprendizado. Eram alunos matriculados na 1ª série. Voltaram para a pré-escola porque não conseguiam acompanhar os colegas."

Resposta:

O cérebro de uma criança em desenvolvimento normal já apresenta, aos seis anos, 95% de seu peso final e praticamente já utiliza, para seu funcionamento, a maior parte da energia do organismo. A criança precisa desse desenvolvimento e da utilização dessa energia para aplicação do raciocínio lógico e elaborar seus pensamentos de forma adequada. Lógico que tudo vai sofrer mudança, novamente, ao iniciar a adolescência, mas as compensações necessárias dever ser efetuadas agora.

O relato mostra que essas crianças, possivelmente devido aos acontecimentos também ali narrados, podem estar com sua capacidade cognitiva alterada. Mas o que nos interessa nesse caso (e na maioria dos casos semelhantes) não é bem a razão do surgimento da anomalia, mas a forma de as encaramos para planejar a realização de nosso trabalho, que deve estar todo voltado para o seu desenvolvimento.

As razões do surgimento da anomalia são importantes, não para essas crianças, mas sim para evitarmos outras com as mesmas dificuldades. Esse estudo, então, deve ser feito também, em paralelo com o dessas crianças. Mas agora vamos dar atenção apenas ao tratamento dessas duas crianças.

Primeiro passo: laudo médico

Para evitar atrasos em tratamentos que possam ajudar possíveis anomalias é conveniente solicitarmos aos responsáveis laudos avaliativos realizados por um neuropediatra ou um pediatra, ou um psiquiatra especialista em crianças.

Segundo passo: entendimento do laudo médico

O laudo médico deve ser analisado para encontramos, não as deficiências, mas sim as suas capacidades, as suas possibilidades e as suas habilidades. O que precisamos saber não são suas deficiências, mas sim suas capacidades. Não precisamos saber o que a criança não pode fazer ou não consegue, mas sim aquilo que ela pode fazer e já consegue. Se o laudo só contiver impossibilidades e anomalias solicite outro apenas com possibilidades, capacidades e habilidades.

Terceiro passo: planejar atividades

A partir dessas capacidades e habilidades devem ser planejadas as atividades cognitivas, emocionais e comportamentais. Esse planejamento deve introduzir a afetividade, o lúdico, o prazer e o reconhecimento.

Os professores, terapeutas e familiares dessa criança deverão trabalhar a partir da descoberta dessas capacidades e habilidades, independente se são ínfimas ou se são importantes. As incapacidades e os erros não devem jamais ser levados em consideração, mas sempre os acertos e as habilidades.

Os exercícios, os jogos e os ensinamentos devem ser todos lúdicos e prazerosos, sempre num ambiente de descontração e liberdade, embora sempre com determinação e limites.

Quarto passo: reconhecimento e satisfação

Todas as atividades apresentadas devem estar dentro da habilidade da criança, mesmo que isso seja muito pouco! Ou seja: se ela só consegue desenhar uma linha, que sejam dadas muitas linhas para ela desenhar e que cada desenho seja motivo de VERDADEIRA ALEGRIA do professor, terapeuta ou familiar dessa criança.

Quinto passo: acompanhar a turma

Não nos interessa, para esses casos, se a criança está acompanhando ou não a sua turma. O que interessa é se ela está conseguindo ou não uma melhoria no seu desenvolvimento, mas em relação a ela mesma em um momento anterior, ou seja, a comparação será realizada com ela mesma e nunca com os demais colegas.

Quanto a estarem ou não no 1º ano ou na Educação Infantil, isso deve ser tema de discussão com o Conselho Escolar, a partir da análise da verdadeira função da escola, ou seja: a escola tem como função desenvolver o cognitivo e o emocional da criança ou sua função é selecionar os melhores e reprovar os piores?

Se a resposta é a primeira opção então temos que ignorar o acompanhamento da turma e enfocar cada aluno como um caso especial a ser desenvolvido de seu ponto inicial para um ponto mais além, objetivando lucro cognitivo, emocional e comportamental.

Sexto passo: quebra do bloqueio emocional

Esse trabalho terapêutico, pedagógico e psicopedagógico deve ser realizado todo o tempo pelo simples prazer de realizá-lo! E isso é muito importante! Não podemos criar expectativas de resultados maiores porque isso só atrapalhará a nossa performance nesse acompanhamento. Todo trabalho deve ser feito pelo simples prazer de realizá-lo e cada progresso alcançado deve ser comemorado com uma verdadeira satisfação, para assim acelerar a quebra de algum bloqueio psicológico nessas crianças.

Isso é importante porque muitas das anomalias apresentadas por crianças e adolescentes nada mais são do que anomalias de oportunidade, ou seja, resultantes de bloqueios emocionais indefinidos, trazendo uma sintomatologia muito semelhante a anomalias psíquicas, neurológicas ou orgânicas existentes.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida

Em Seabra poderemos estar realizando no próximo sábado, dia 23 de maio, mais uma edição do encontro para treinamento de "autoprogramação mental", que já realizamos em Seul, na Coréia do Sul, em Oxford, na Inglaterra e em Washington, nos Estados Unidos, cujo sub tema é: Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida.

Esse tema é uma necessidade, nos dias de hoje, já que as crianças e os adolescentes estão sendo "programados" pela mídia e pela sociedade para serem adultos infelizes, insatisfeitos e angustiados, além de serem incapazes de manter qualquer tipo de relacionamento afetivo por muito tempo.

É o consumismo desenfreado sendo levado ao próprio relacionamento afetivo, tal a ganância dos exageros capitalistas totalmente anti-éticos, amorais e até imorais! Isso faz com que sejam deixados de lado todos os valores relacionados a uma estabilidade amorosa e afetiva, falando mais alto a disputa pelo maior número de parceiros, sem qualquer preocupação com a sua própria saúde física ou psíquica.

Não é fácil entender onde querem chegar os detentores do poder da mídia, já que os resultados alcançarão também seus próprios filhos e netos. Não é fácil entender os motivos que levam os produtores de programas de TV, jogos de computador e jogos de video-game, quando colocam no mercado elementos que estimulam os anti-valores e o comportamento criminoso. Não foi fácil entender os motivos que levaram a MTV a divulgar durante meses, em horário vespertino, uma "chamada" repleta de cenas de sexo explícito e pedofilia ocultados inteligentemente em forma de propaganda subliminar.

Esse universo pornográfico, corrupto e irresponsável está alcançando nossos filhos e nossos alunos a todo tempo!  E a técnica perfeita aliada as mais novas tecnologias fazem com que os resultados sejam super eficazes.

Existe vacina para isso! Essa vacina se chama "educação com responsabilidade"! É a educação trabalhando a programação mental das crianças e adolescentes de forma a estarem prontos para resistir a todos esses "ataques" psico-destrutivos.

Nosso corpo e nossa mente, se bem programados, são praticamente autosuficientes em termos de qualidade de vida, permitindo a construção de um seguro e firme alicerce intelecto-emocional com elevado senso de cultura do caráter.

Mas, devido ao que muitos chamam de "falta de tempo", estamos deixando nossos adolescentes destruirem a sua possibilidade de serem felizes!

Precisamos ajudá-los! Ainda há tempo! Mostrar que existem caminhos maravilhosos no universo da afetividade e do amor e que esses caminhos estão muito longe dos "ficares" do dia-a-dia e da falta total de responsabilidade para consigo e para o outro.

Mas não são apenas os adolescentes que precisam disso. Nós adultos também. E tudo é possível, independente da idade cronológica! O exemplo que me vem sempre à cabeça é a conferência de orientação sexual para adolescentes que realizei no ano 2000, quando dois cientistas chineses, ambos com oitenta anos de idade, me pediram para participar e, no final do primeiro encontro estavam quase em depressão, por acharem que haviam perdido a oportunidade que aqueles adolescentes passariam a ter para toda a vida. O tempo deles havia passado, segundo suas próprias palavras.

Lembro perfeitamente que insisti para que assistissem todo o restante dos encontros e que seguissem cada uma daquelas recomendações, independente da idade que tinham. No ano seguinte já estavam completamente mudados e hoje, nove anos depois, continuam esbanjando felicidade com suas esposas, coisa que nunca imaginavam ser possível!

Então tudo é realmente possível!

Precisamos mostrar a nossos filhos e alunos que os melhores caminhos apontam, inicialmente, para o auto-conhecimento, quando eles poderão, aos poucos, descobrir sua verdadeira identidade, seja ela qual for, para construir,a partir dessa verdade, os alicerces de uma vida feliz.

Em seguida mostrar que a compreensão do outro complementa essa estrutura de caráter, transformando inveja em admiração, desprezo em atenção, raiva em tolerância, submissão em auto-valorização, orgulho em humildade e assim por diante, criando uma estrutura sólida, indestrutível e livre de ansiedades e angústias.

E que a cada momento precisam ser criadas novas perspectivas de vida, com a convicção dessas realizações e eliminando todas as expectativas. Isso vai trazer a eles o sentimento de produtividade e de realização, possibilitando a visualização do sucesso.

Vamos fazer alguma coisa! Vamos transformar essa nossa sociedade iniciando pela nossa comunidade.

Nesse sábado estaremos em Seabra. Poderemos aproveitar esse momento.


Para quem estiver em Salvador:

No sábado dia 30 de maio, das três às cinco da tarde, estaremos reunindo o Conselho da UPF na Bahia (Universal Peace Federation) junto com professores e pais interessados, para traçar planos de transformação pela educação. Será numa sala do curso de inglês SKILL, da Pituba. Quem desejar se juntar ao trabalho, aqui vai o convite:

 Federação Universal  para A Paz Mundial

CONVITE

               Temos a honra  em convidá-lo(a) para nossa  reunião mensal, intitulada "A Educação do Caráter "

com palestra proferida pelo

Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti.


DATA:30/05/2009

HORÁRIO: 15:00-17:00

LOCAL :SKILL IDIOMAS PITUBA

Endereço:Rua Rio Grande do Sul ,356 Pituba

Presidente do Conselho Regional do UPF

Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti

Cientista pela Academia de Ciências dos EUA

Comitê dos eventos UPF da Bahia

Secretária

Hisae Takahashi Santos

Pedimos a confirmação prévia para melhor recebê-los, pelo e-mail: "hisae takahashi" <santosmus@gmail.com>

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Adoção: quando contar?

Pergunta:

Qual seria a idade  para uma criança saber que foi adotada? Existe uma idade certa? A mãe poderá contar quando surgirem as perguntas partindo da criança com apenas 3 anos de idade ou não? Estou muito ansiosa para resolver esse problema!

Resposta:

A maior preocupação quando se adota uma criança não deve ser como ou quando contar, mas como acompanhar cada etapa de seu desenvolvimento, para que ela esteja sendo satisfeita corretamente em todas as fases.

Se cada etapa estiver sendo cumprida corretamente a criança não desenvolverá qualquer tipo de neurose e, assim sendo, não estará sujeita a traumas ao saber que foi adotada.

Então o primeiro passo é procurar entender cada uma das fases de desenvolvimento e o que deve ser realizado em cada uma delas. Essa parte é a que os psicopedagogos mais podem ajudar. Aliás esse é o profissional indicado para essa consulta!

Isso porque os psicopedagogos estudam as fases segundo Freud e todos os demais teóricos, não havendo qualquer dúvida a respeito.

Essa criança, por exemplo, já passou pela fase oral e deve estar em plena fase anal. O processo agora é muita brincadeira com massa de modelar, argila, barro, deixar ela se lambuzar bastante, sujar mesmo, e depois fazer uma verdadeira brincadeira no banho. Ela estará sendo satisfeita nessa fase.

Quanto mais opção de brincadeira e atividade lúdica ela tiver melhor será para sua correta formação. O que não pode acontecer nessa fase é tirar a ludicidade e a brincadeira com lama, argila, massa de modelar ou qualquer coisa que ela possa manipular e se sentir lambuzada. Deixá-la sem isso certamente vai atrapalhar sua formação e fazer com que ela pule etapas, principalmente se estiver trocando essa diversão por uma sala limpinha, com um aparelho de TV ligado em frente!!!!!

Perguntas sobre isso nessa idade só aparecem se ela estiver "pulando etapas", o que é muito perigoso porque estará sendo formado um caráter neurótico que trará problemas futuros e incompreensões.

A qualquer momento a não aceitação da realidade adotiva ocorre quando a criança não está satisfeita emocionalmente e sente-se insegura em relação  aos seus pais adotivos e ao ambiente em que vive.

Contar nessa fase não parece ser necessário, mesmo porque não ajuda em nada e, pelo contrário, pode despertar curiosidades inadequadas para a idade.

Mas se, mesmo assim, ela perguntar, então tem que haver um processo natural para isso. E o processo passa antes pelo convencimento dos próprios pais adotivos de que ela é sua filha de verdade! Enquanto eles tiverem dúvidas emocionais a respeito, não conseguirão contar corretamente.

Normalmente o que se recomenda é que seja respondido que ela é filha verdadeira, com a diferença de que foi escolhida por amor, enquanto os filhos naturais vem sem que os pais possam escolher.

Suspeita de Transtorno Bipolar Infantil

Transtorno bipolar infantil (suspeita) em criança com dois anos: um relato. Preservando o nome da relatora, segue-se a pergunta: 

Pergunta:

A menina altera seu humor constantemente. Pode estar brincando que, sem motivo aparente começa a chorar. À noite chora dormindo. Qual o profissional a procurar? Há momentos, entretanto, em que brinca e conversa normalmente
 
Resposta: 

Em primeiro lugar temos que levar em conta que todas as anomalias comportamentais em crianças e adolescentes devem ser analisadas, inicialmente, como se fossem consequência de uma educação equivocada, exemplos negativos em casa, insegurança emocional etc. Identificando uma dessas causas nosso trabalho começa por esse lado, ou seja, a Terapia Parental.

Uma anamnese com os pais e com quem mora na mesma casa, como avós, irmãos, etc., é de fundamental importância para essa análise preliminar. Se na casa, por exemplo, residem também os avós, existe a possibilidade dessa criança vir a desenvolver uma instabilidade na identidade paterna ou materna. Todas essas possibilidades surgem com a anamnese.

Não descartamos a possibilidade dessa criança trazer a predisposição genética para a doença, mas os caminhos iniciais são de descobrir causas emocionais para o distúrbio. Hoje já sabemos que existe toda uma sintomatologia emocional, ou seja, as crianças apresentam sintomas de todas as doenças possíveis, principalmente as comportamentais, apenas como reação inconsciente à alguma insatisfação resultante de equívocos na educação ou na relação parental.

E a relação parental sempre pode ser otimizada! Nossa recomendação é iniciar por esse trabalho. Verificar rigorosamente como está a relação da menina com as pessoas à sua volta e, consequentemente, com o mundo que conhece. 

Esse trabalho é o inicial, mas é sempre necessário. Mais tarde, confirmando que os sintomas persistem, o médico a ser consultado é o psiquiatra infantil.

Domingo, 26 de Abril de 2009

UNIVERSO EMOCIONAL E BIOCENTRISMO

Emoções, sentimentos e pensamentos são causas ou consequências dos intrincados processamentos neurológicos e sinápticos no interior de nosso cérebro? É o pensamento que determina a existência e a realidade ou é a existência real que permite o pensamento e as emoções? Existe alguma possibilidade de tais perguntas serem respondidas hoje com a devida precisão ou pode-se apenas escolher uma resposta da mesma forma que se escolhe uma verdade religiosa ou espiritual?

Para podermos divagar com mais tranqüilidade nessa área é bom lembrar que existem conjecturas e certezas científicas. Embora a maioria das certezas científicas venha sendo contestada, a cada dia, por certezas mais atualizadas, na medida em novos parâmetros são descobertos.

A certeza científica vem da análise metodológica do fato ou do evento com os meios que nossos laboratórios dispõem. Por isso mesmo estamos ainda muito aquém do necessário para o encontro dessas respostas. Isso não impede a divulgação de muita "certeza científica", como se já fossemos os donos da verdade universal. Louvamos o esforço dos cientistas, mas nos assusta muito a divulgação de certezas em assuntos tão acima de nossa atual capacidade de pesquisa.

Já na religiosidade temos total liberdade para escolher nossas crenças sem qualquer necessidade de comprovação laboratorial. Não se procura isso! Procura-se apenas alcançar um estado de paz interior que faz bem ao ser humano e à sua saúde neuropsíquica.

Judeus escolhem acreditar no Torá com fonte de toda verdade universal, mas rejeitam o Novo Testamento, por negarem a importância dada pelo cristianismo a Jesus. Muçulmanos e Cristãos escolhem acreditar nas compilações realizadas depois de Cristo e pouca importância dão ao Velho Testamento. Muçulmanos ficam com a verdade compilada por Maomé e os cristãos ficam com a verdade compilada a partir de escritos de pessoas que ouviram os apóstolos, muitos anos depois da morte de cristo e dos próprios apóstolos. E todos têm o direito de acreditar nessas fontes como fonte da verdade absoluta e inquestionável. Isso porque estamos falando de religião! Isso é crença. É verdade dogmática!

São duas áreas completamente distintas, embora uma deva sempre recorrer a outra para aumentar o seu conhecimento de mundo e de vida, mas nunca para denegrir a sua importância. A tradição é original, sempre existiu. A ciência surgiu de dentro de própria tradição, para encontrar meios de interferir no ambiente e facilitar a nossa vida.

Mas há aqueles que, na religião, combatem o progresso científico, com argumentos totalmente alicerçados em seus próprios dogmas, assim como há os que, na ciência, tentam desmistificar a tradição, utilizando-se de meios tão desprovidos de precisão científica quanto os das idéias que pretende combater.

Não devemos ignorar qualquer hipótese ou tese apenas pelo fato de não acreditarmos em sua veracidade. Muito pelo contrário devemos abraçar todas as idéias contrárias ou diferentes das nossas e analisá-las com total isenção, exatamente por ser esse o melhor meio de ampliar nosso conheci mento real sobre qualquer assunto.

Voltando agora para nossas perguntas, vamos analisar o que passava pela cabeça de alguns pensadores em relação a mente, cérebro, pensamentos, emoções e sentimentos.

Platão, por exemplo, dizia que a mente estaria na cabeça. Até hoje os estudos neuropsíquicos procuram mostrar isso como verdade. Aristóteles, entretanto, defendia a mente no coração. Platão venceu até o final do século passado, mas foi quando começaram a aparecer evidências de transferências de memórias através do transplante de órgãos, principalmente o coração! Aristóteles ficaria satisfeitíssimo se soubesse disso!

Então não sabemos ainda sequer onde está a nossa mente! Mas lembro que, na década de setenta, em contato com um grupo de aborígenes em plena Austrália, um Xamã me passou a sua convicção de que nossa mente é externa ao corpo, mas inerente a nossa identidade como pessoa. Ela interfere em todas as células de nosso organismo, principalmente nas células cerebrais, mas, de alguma forma muito especial, ela também interfere no meio ao nosso redor e essa interferência pode ser muito mais ampla do que possamos imaginar.

Mente externa ao corpo ainda não responde a nossa indagação principal sobre quem determina o que, mas ao falar sobre interferência começamos a chegar mais perto de alguma trilha sobre o assunto, cujo tema é: pensamos sobre a realidade pré-existente e a sentimos como ela é em sua forma absoluta, ou a realidade se configura a partir de nossos pensamentos, sentimentos e emoções?

Sentimentos e emoções individuais determinados por uma mente externa ao corpo nos leva ao conceito do inconsciente coletivo de Jung. Comportamentos sociais também determinados por uma mente externa ao corpo nos leva ao conceito de consciência coletiva de Durkhéim. Lembrem que nosso interlocutor era um sacerdote aborígene totalmente analfabeto, sem qualquer tipo de tradição escrita, em pleno deserto Australiano, em 1975. Isso merece uma análise bem criteriosa e certa reflexão.

Os estudantes de sociologia durkheiniana e psicologia junguiana sabem que a consciência e o inconsciente coletivos interferem na mente coletiva da sociedade e na mente individual do homem. Mas o momento é mais para contestadores do que para quem estudou o assunto para fazer prova.

Isso porque a evidência que está para aparecer é no sentido oposto, ou seja: que alguma força biológica gerada a partir das nossas células determina a formação dessa onda do pensamento interferente no meio à nossa volta. Essa interferência determina alterações na estrutura do meio de forma a permitir a nossa sobrevivência.

Essa interferência pode vir a mudar o próprio entendimento de mundo, como procuram demonstrar Robert Lanza e Bob Berman em sua obra BIOCENTRISMO publicada em abril de 2009. A proposta deles é que as leis que regem o universo são determinadas pela vida e pela consciência. Assim o universo, como um todo, é modelado pelas nossas próprias mentes, mesmo inconscientemente, para nos acolher. A idéia tradicional de um universo exterior pronto, independente de existirmos ou não, seguindo leis físicas inquestionáveis, parece estar chegando ao fim.

Segundo eles e os aborígenes não somos apenas um visitante ocasional de um planeta cuja existência independe de nós. Somos os elementos geradores e transformadores da própria estrutura desse planeta ou, mais ainda, de todo o universo.

Pode parecer muita pretensão da raça humana, mas as pedras começam a se encaixar. Vejam a célula universal, chamada de célula tronco embrionária. Uma mesma célula que toma a forma do que quiser, a partir de uma programação biológica que não temos acesso ainda. Ela se modela para criar todos os diferentes órgãos de nosso corpo.

Vejam agora a idéia de Stephen Hawking, um dos maiores físicos atuais da humanidade e que sempre se disse materialista e ateu, sobre a Teoria Unificada do Universo. Ele declarou estar perto de encontrar a lei que mostra todo o universo totalmente ligado entre si e dependente de uma fonte energética biológica única e fundamental. Uma só lei biológica controlando todo o universo conhecido.

Nosso caminho mostra a existência da unicidade e, mais ainda, que essa unicidade está centrada na mente individual e no self! Mas como entender isso se o modelo científico ao qual estamos acostumados mostra um universo composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas?

Nosso primeiro passo é quebrar esse paradigma e reconstruir tudo a partir do elemento consciência biológica. A consciência biológica seria a verdadeira matriz a partir da qual o cosmos é compreendido. É a tela por meio da qual nossa visão de mundo é projetada. Se ela estivar torta ou distorcida ou contiver alguma característica estranha, então toda a nossa percepção do cosmos estará fundamentalmente errada.

Reforçando essa idéia é bom lembrar que a presença de um observador, segundo Werner Heisenberg e Niels Born, determina o resultado da experiência. No mínimo a criatura biológica é quem dá forma a história, faz as observações e nomeia as coisas. Ou seja, a vida e a consciência estão no centro do entendimento do universo.

 

Estudando o sistema perceptivo vemos que toda a realidade exterior é criada dentro de nosso cérebro. Nós criamos a realidade, o que nos leva a discutir se o filme Matrix é uma obra de ficção ou se existe a possibilidade de estar representando parte da nossa realidade.

 

Afinal, desde George Berkeley, filósofo irlandês, que a idéia de criarmos a realidade vem se somando a idéia de que as experiências subjetivas interagem com a realidade física. É a percepção que determina a realidade.

 

No estudo astronômico percebemos que existe uma longa lista de traços mostrando que tudo no universo, dos átomos às estrelas, parece ter sido feito exatamente para nós. Cerca de duzentos parâmetros físicos são tão exatos que seria estranho aceitarmos como obra do acaso. E nenhuma delas é previsível por nenhuma teoria conhecida! Elas parecem ter sido cuidadosamente escolhidas e, freqüentemente, apresentam uma precisão milimétrica, ou talvez até nanométrica, apenas para permitir a existência de vida. Modifique-se qualquer uma delas e nós jamais teríamos existido!

 

Alguns cientistas estão dando nome a esse princípio, tentando encontrar uma razão que não os obrigue a ter que aceitar a possibilidade da existência de uma "Vontade Divina". Isso é muito bem definido, ou seja, para o cosmos não existe um "muito isso" ou "muito aquilo", mas todas as medidas que encontramos são "exatamente a necessária à vida".

 

Para evitar explicações teleológicas e também evitar entrar pelo dogmatismo religioso, o biocentrismo define que o universo é criado pela vida! Segundo esse conceito um universo que não suportasse vidas possivelmente não existiria.

 

Toda a realidade quântica, que hoje já se delineia como a verdadeira conceitualidade histórica do universo, mostra que os resultados dependem da observação de alguém. Ela não faz sentido se não houver uma base biocêntrica para o cosmos. Espaço e tempo, de acordo com o biocentrismo, são formas do senso perceptivo animal.

 

Vejam os conceitos de tempo e espaço. Vemos tempo como mudança. Mas será a realidade? São coisas distintas. Tudo o que percebemos está ativamente sendo reconstruído no interior de nossas cabeças independente da conceituação temporal. O tempo, dessa forma, pode ser definido como o somatório dos espaços ou dimensões, como em um filme, ocorrendo dentro de nossas mentes. Então o que é real? Se a próxima imagem mental for diferente da anterior, então estamos em um período diferente. Podemos atribuir essa mudança ao tempo no mundo, mas isso não significa que exista uma matriz invisível em que o tempo se modifique. Isso é apenas a maneira de fazermos com que as coisas tenham sentido para nós.

 

E o espaço? Já o espaço nos apresenta uma realidade de intangibilidade peculiar, já que não podemos pegá-lo e trazer para o laboratório. Ele não é um objeto externo, mas parte de uma programação mental que modela, em formas multidimensionais, as nossas sensações. Tempo e espaço são realidades criadas pela nossa mente e dependentes dela.

 

Então emoções, sentimentos e pensamentos não são apenas os causadores dos processos neurológicos e sinápticos no interior de nosso cérebro, mas sim os elementos determinantes da realidade externa, incluindo aí os conceitos de espaço e tempo, a harmonia do meio à nossa volta e a estética estrutural do próprio universo que nos acolhe.

Nosso universo é um UNIVERSO EMOCIONAL, comandado pelos conceitos do BIOCENTRISMO.

 

Bibliografia complementar:

Maturana, Humberto R. A árvore do conhecimento. São Paulo: Palas Athena, 2001.

Carter, Rita. O livro de ouro da mente. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

Lemkow, Anna Freifeld. O princípio da totalidade. São Paulo: Aquariana, 1992.

Nicholson, Shirley. Sabedoria antiga e visão moderna. Brasília: Editora Teosófica, 1991.

Andrade, Vivian Maria. Neuropsicologia hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004. 

Domingo, 19 de Abril de 2009

Biocentrismo

Cientistas estão encontrando na biologia o caminho para a Teoria Unificada do Universo.

Robert Lanza e Bob Berman tentam mostrar em sua obra BIOCENTRISMO, publicada em abril/2009, que o entendimento correto de mundo não pode ser baseado na física, mas sim na vida e na consciência.

Em seu passeio pelos mistérios do mundo, eles lembram que a biologia já está desvendando os mistérios da célula universal, a célula tronco embrionária, e que cientistas, como Stephen Hawking, antevêem uma teoria unificada do universo. É hora, então, de percebermos que a unicidade existe e ela, além de não ser obra do acaso, está centrada na mente individual e no self. Mas como chegar a essa conclusão?

O modelo científico ao qual estamos acostumados mostra um universo composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas. Nessa visão a idéia de vida abrigando consciência não é bem entendida pela ciência, embora seja relevante para a descrição do universo.

Mas o que seria a consciência? Ela é a verdadeira matriz a partir da qual o cosmos é compreendido. É a tela por meio da qual nossa visão de mundo é projetada. Se ela estivar torta ou distorcida ou contiver alguma cor estranha, então toda a nossa percepção do cosmos estará fundamentalmente errada.

Eles lembram que, desde maio de 1926, Werner Heisenberg e Niels Born apresentaram a idéia de que a presença do observador determina o resultado da experiência. No mínimo a criatura biológica é quem dá forma a história, faz as observações e dá nome as coisas.

Em "Experiência" Ralph Waldo Emerson afirma que não vemos as coisas diretamente, mas de uma forma mediada. Nossas lentes distorcem a realidade e não temos condições de entender-la exatamente como deve ser.

O filósofo irlandês George Berkeley disse que só percebemos as nossas próprias percepções! E é aí que o biocentrismo se baseia. Somos nós que criamos a nossa realidade. A vida e a consciência estão no centro do entendimento do universo, As experiências subjetivas interagem com a realidade física. É a percepção que determina a realidade.

A acomodação a um determinismo fora de nossa capacidade de interferência é o primeiro desafio. Enquanto os materialistas estão acomodados a uma realidade externa autônoma e imutável, os religiosos acomodam-se a um determinismo Divino, ambos eliminando a possibilidade da sua intervenção em todo o processo externo.

Antes de aplicar os conceitos biocentristas em escala universal precisamos aprender a utilizá-lo dentro de uma realidade local bem próxima a nós. O exemplo dado pelos autores da obra foi interessante: "(...) considere você em sua cozinha. Seu conteúdo assume todas as formas familiares, desenhos e cores, com ou sem a nossa presença. Será que assumem mesmo? Á noite você desliga a luz e vai para o seu quarto. Sua cozinha permanece a mesma durante toda a noite. Certo? Errado! O refrigerador, fogão e tudo o mais são compostos de matéria e energia. A teoria quântica nos diz que nenhuma parte, por mais simples que seja, dessas partículas subatômicas existe em um espaço definido. Ou melhor, eles existem apenas como uma probabilidade. Na presença do observador – ou seja, quando você resolve voltar para tomar uma água, cada onda dessas partículas entra em colapso e ela assume uma posição, uma realidade física. Além disso, as formas e cores conhecidas como sua cozinha são vistas como elas são porque os fótons de luz, que não têm qualquer propriedade visual inerente, retornam as imagens desses objetos e interagem com seu sistema sensorial."

A dificuldade das pessoas em entender dessa forma deve-se a forma como fomos educados, ou seja, percebendo uma realidade externa totalmente alheia a nossa presença, existindo independente de nossa existência e sobre a qual nossa interferência é praticamente nula. A aparência desse mundo exterior é exatamente a aparência que temos registrado por nossos órgãos sensores, sem qualquer interferência nossa. Nossos olhos e nossa mente só nos permitem ver as coisas exatamente como elas são sem alterar nada. O biocentrismo mostra exatamente o inverso!

Analisando mais detalhadamente os argumentos biocêntricos encontramos uma longa lista de traços mostrando que tudo no universo, dos átomos às estrelas, parece ter sido feito exatamente para nós. Cerca de duzentos parâmetros físicos são tão exatos que seria estranho aceitarmos como obra do acaso. E nenhuma delas é previsíveis por nenhuma teoria conhecida! Elas parecem ter sido cuidadosamente escolhidas e, freqüentemente, apresentam uma precisão milimática, ou talvez até nanométrica, apenas para permitir a existência de vida. Modifique-se qualquer uma delas e nós jamais teríamos existido!

Alguns cientistas estão dando nome a esse princípio, tentando encontrar uma razão que não os obrigue a ter que aceitar a possibilidade da existência de uma "Vontade Divina". Isso é muito bem definido, ou seja, para o cosmos não existe um "muito isso" ou "muito aquilo", mas todas as medidas que encontramos são "exatamente a necessária à vida".

Para evitar explicações teleológicas e também evitar entrar pelo dogmatismo religioso, o biocentrismo define que o universo é criado pela vida! Segundo esse conceito um universo que não suportasse vidas possivelmente não existiria.

Toda a realidade quântica, que hoje já se delineia como a verdadeira conceitualidade histórica do universo, mostra que os resultados dependem da observação de alguém. Ela não faz sentido se não houver uma base biocêntrica para o cosmos. Espaço e tempo, de acordo com o biocentrismo, são formas do senso perceptivo animal.

O tempo, por exemplo, é muito confundido com mudança! Mas mudanças não são o mesmo que tempo. Tudo o que percebemos está ativamente sendo reconstruído no interior de nossas cabeças independente da conceituação temporal. O tempo, dessa forma, pode ser definido como o somatório dos espaços ou dimensões, como em um filme, ocorrendo dentro de nossas mentes. Então o que é real? Se a próxima imagem mental for diferente da anterior, então estamos em um período diferente. Podemos atribuir essa mudança ao tempo no mundo, mas isso não significa que exista uma matriz invisível em que o tempo se modifique. Isso é apenas a maneira de fazermos com que as coisas tenham sentido para nós.

O espaço nos apresenta uma realidade de intangibilidade peculiar, já que não podemos pegá-lo e trazer para o laboratório. Ele não é um objeto externo, mas parte de uma programação mental que modela, em formas multidimensionais, as nossas sensações.

A idéia de espaço como um imenso container sem paredes e independente de nossa vontade é totalmente falsa! Espaço e tempo não devem ser tratados como coisas independentes e fundamentais. São realidades criadas pela nossa mente e dependentes dela. O biocentrismo traz esse sentido biológico integrado ao físico para a correta compreensão de mundo.

Esse é o início da compreensão do universo a partir de uma realidade biocêntrica e que pode abrir caminho para a unificação de toda a ciência. Mas para isso ser possível há que se abandonar os incertos conceitos do entendimento histórico do universo.

O século XXI pode vir a ser o século da biologia, uma mudança radical no foco que o século XX deu à física.

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Adolescente médico AKRIT JASWAL

Amigos,

Dra Penha me enviou a reportagem abaixo sobre AKRIT JASWAL, o adolescente indiano de 15 anos que está revolucionando o mundo com sua superinteligência. Meu interesse não é mostrar sua superioridade, mas alertar a todos os pais e professores que esse tipo de criança e adolescente pode estar na sua própria casa ou na sua sala de aula!

Estamos num momento em que essas inteligências estão nascendo a cada dia, mas a educação equivocada que alguns pais estão dando e a falta de visão, paciência e energia de alguns professores, está deixando essas inteligências atrofiarem!

Meu primeiro alerta é para PAIS e PROFESSORES. 

Akrit, de família pobre, teve a mesma oportunidade que todos os nossos filhos e alunos estão tendo, mas teve pais presentes, amáveis e rigorosos, aprendendo a valorizar-se, a criar e elevar sua auto-estima e a entender a convivência social, sempre com o espírito de colaboração, respeito e um elevado sentimento de amor para com o outro. Exatamente por isso sempre desejou CURAR AS PESSOAS e quer solucionar os problemas mais graves dessa área no mundo, que são o câncer e a AIDS.

Lembrem dessa atenção de seus pais toda vez que olharem para seus filhos e alunos! Dêem muito mais atenção a seus filhos e a cada um de seus alunos com MUITO AMOR e com MUITO RIGOR NAS ATIVIDADES E DISCIPLINA! É as partir daí que suas qualidades poderão vir à tona sem dispersar para brincadeiras idiotas, agressividades baratas, transgressões apenas pelo prazer de ser "do contra", etc.

E evitem colocar a culpa dessas atitudes na sociedade, na TV, nas novelas, na natureza deles, em doenças pré-fabricadas (TDAH, etc.), tirando a verdadeira responsabilidade que é NOSSA! PAIS E PROFESSORES! O resto existe e influencia porque NÓS DEIXAMOS A PORTA ABERTA!

Estou à disposição para conversarmos, discutirmos, debatermos e, principalmente, para tirarmos as dúvidas e tentarmos encontrar soluções para todos os casos que encontrarmos, mas não podemos é: "DEIXAR ROLAR PORQUE NÃO TEM JEITO MESMO".


Infelizmente existe outro detalhe a comentar e que está sendo "esquecido propositadamente " pela mídia americana:


Esse detalhe está diretamente relacionado a AKRIT. O mundo da máfia capitalista gananciosa está tentando eliminar o valor de AKRIT, comprando-o com a FORTUNA que sua família nunca imaginou poder ter um dia (entrevistas em todas as TVs), assim como matriculando-o numa UNIVERSIDADE (HARVARD) que nunca sonharam que seu filho estudasse, mas não no curso que ele deseja, mas em BOTÂNICA E ZOOLOGIA, para levar mais tempo sem perturbar a LUCRO CRESCENTE DESSAS MULTINACIONAIS com a manutenção dos doentes terminais através de remédios caríssimos que apenas ampliam seu tempo de vida, o suficiente para terem muito lucro... 


Aqui vai a reportagem: 



Akrit Jaswal

    " O mais jovem cirurgião do Mundo ".

 

 

 


AKRIT JASWAL        

     

     "O MAIS JOVEM CIRURGIÃO DO MUNDO".

 

   Akrit tem hoje 15 anos de idade.

 


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PARA-HABILIDADES: SUPERMEMÓRIA , INTELIGÊNCIA AMPLIFICADA e DONS DE CURA !


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Akrit nasceu em 23/04/1993 , numa famí lia pobre Rajput da cidade de HIMACHAL PRADESH, na INDIA.
Desde a sua infância, Akrit demonstrou habilidades incomuns: começou à falar no 10° mês de idade; aos 2 anos de idade começou a escrever e a ler, apenas olhando as páginas dos livros; começou a ler ávidamente tudo o que chegava as suas mãos;
aos 5 anos começou a ler livros de poesia e peças de Shakespeare; depois desenvolveu uma paixão precoce por livros de Medicina,Anatomia e Cirurgia.


Os professores da sua Aldeia descobriram que Akrit possuía a formidável capacidade da MEMÓRIA FOTOGRÁFICA, jamais esquecia nada e possuía uma voracidade fantástica em aprender cada vez mais..


Aos 6 anos, fazia discursos altamente complexos sobre temas de Medicina, Biologia e Cirurgia, e debatia com médicos adultos qualquer tipo de tema ligado à Ciência Médica.


ELE MEMORIZOU DEZENAS DE TRATADOS MÉDICOS DE: MEDICINA, ANATOMIA , FISIOLOGIA E CIRURGIA , que são difíceis de ler, até mesmo para os Especialistas veteranos destas áreas !

 



Akrit solicitou e obteve uma autorização especial para acompanhar e assistir às Cirurgias feitas no Hospital de HIMACHAL.

Aos 7 anos de idade, tornou- se o cirurgião mais jovem do mundo, quando a famí lia de uma menina da sua aldeia solicitou a sua ajuda para realizar uma cirurgia.
A Menina havia sofrido um acidente e queimado os dedos, que acabaram colando uns nos outros; Akrit apiedou-se da menina e realizou uma Cirurgia extremamente bem-sucedida, que foi filmada e surpreendeu os médicos de todo o Mundo.

 




Tornou-se uma celebridade em toda a India, e os cientistas começaram a realizar testes em Akrit para desvendar os segredos da sua inteligência , e ele espantou a todos ao obter o grau 
146 de QI no seu primeiro teste !!!

Foi convidado pelo Governo Hindu para estudar na PUNJAB UNIVERSITY aos 11 anos de idade, em 2004. 


Akrit logo demonstrou outros poderes como o Dom de Curar as pessoas apenas colocando as mãos sobre os seus ferimentos, que ele diagnostifica instantâneamente as causas, graças a sua Memória Fotográfica que identifica os sintomas psicobiofísicos de qualquer enfermidade, apenas olhando de relance os pacientes.

Hoje, ele é estudante da UNIVERSIDADE DE HARVARD nos EUA onde está no 2º ano de um curso de Bacharelado em Zoologia e Botânica ; ao mesmo tempo continua com seus estudos autodidáticos sobre Medicina e outras areas da Saúde.


O Sonho de AKRIT é encontrar a Cura definitiva para o Câncer e a AIDS. Ele declara em suas palestras que já possui milhares de idéias extremamente criativas para a renovação completa da Medicina atual e para o Tratamento do Câncer.

Akrit surpreendeu o mundo ao dizer no programa televisivo da apresentadora OPRAH que, com sua SUPERINTELIGÊNCIA , ele leu todos os Tratados atuais de Oncologia e descobriu as falhas e limitações da atual pesquisa do Câncer; afirmou que ele possui a solução do Problema e que pode criar NOVOS REMÉDIOS e NOVAS TECNOLOGIAS de tratamento oncológico, mas que para isso precisa antes formar-se oficialmente como Médico e criar um CENTRO FILANTRÓPICO DE ESTUDOS, para tratar gratuitamente os milhares de doentes da Índia. Com estas afirmações, tornou- se uma CELEBRIDADE nos EUA, conseguindo grandes doações e apoios para as suas pesquisas.

 




" AKRIT é reconhecido hoje como um verdadeiro AVATAR DA MEDICINA na Índia , é visto como um grande MAHATMA que encarnou na matéria para revolucionar completamente a Medicina ".


***
" Os Parapsicólogos consideram Akrit um dos mais evoluídos MUTANTES PSIÔNICOS da atualidade e a mais famosa das CRIANÇAS ÍNDIGO (Crianças que nascem com Superinteligência Criativa , como Akiane Kramarik e Boriska) que estão nascendo em todo o mundo para provocar uma mudança radical na Ciência humana".










 

                      REFERENCIAS SOBRE AKRIT JASWAL :

TEXTOS:

--
Professor Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Salvador) - Presidente
Federação para a Paz Universal (Nova Iorque) - Presidente do Conselho na Bahia
Academia de Ciências de Nova Iorque - Cientista Membro
www.iupe.org.br         robertoandersen@gmail.com       Celular: 55 71 9198-5489

Domingo, 12 de Abril de 2009

Limites para crianças entre 2 e 3 anos

Essa pergunta foi recebida em quase quinze mensagens, tendo ocorrido com crianças da mesma faixa etária! Praticamente todas com as mesmas características, variando apenas o gênero da criança e a cidade. Vamos a pergunta, devidamente editada, para generalizar a dúvida:  

PERGUNTA:

Meu filho, na faixa dos 2 a 3 anos de idade, já está na escola, andou muito cedo, já fala praticamente tudo e bem explicado, dando a impressão de ter um desenvolvimento intelectual bem adiantado para sua idade. Procura ter iniciativas em casa, mas não aceita a opinião dos adultos. Quando quer uma coisa e não pode ele não aceita e se joga no chão, grita, chora convulsivamente. Eu, imediatamente, corro para ele, tento explicar o porque da proibição, me irrito quando ele continua gritando, brigo, dou palmadas, ponho de castigo, mas nada adianta! No dia seguinte ele repete a atitude toda vez que é impedido de fazer o que quer. Como posso proceder?  

RESPOSTA: 

Cada criança tem a sua forma de ver o mundo e de reagir ao que acha necessário para sua satisfação. Para cumprir isso sem erro lembre de seguir os conceitos de Freud, Wallon e Erikson no entendimento das fases que ela está passando. Esses teóricos, embora teóricos, montaram suas teorias a partir de observações práticas da vida.

A fase dela agora é a de utilizar sua energia para experiências exploratórias. Ela precisa desenvolver o seu senso de autonomia. E ela tem que perceber que não pode usar sua energia exploratória de forma totalmente livre, mas que existem regras sociais para serem respeitadas e que devem fazer parte de seu raciocínio. Nesse momento ela vai começar a testar os adultos à sua volta!

Quanto maior for o seu desenvolvimento criativo e a sua capacidade cognitiva, mais facilmente ela vai procurar encontrar artifícios para burlar a imposição de limites que deve iniciar exatamente agora! Mas é exatamente nesse instante que você terá que se impor utilizando, também, estratégias. Será uma batalha de estrategistas!

Tudo dando certo ela construirá sua autonomia com o perfeito entendimento de limites, pois é aí que começa o aprendizado social da criança. Surge o entendimento relacionado ao que os adultos e as outras crianças esperam dela. Surgem os conceitos de limitações, de obrigações e de direitos e aparece a sua capacidade de realizar certos julgamentos.

Para lidar com a tática do "chorar, gritar e de se jogar no chão" a tática que eu já utilizei com um dos meus seis filhos foi o de "ignorar sua atitude", fingindo estar ocupado com coisa mais importante, do tipo: ler um livro. Depois que ela se cansar de gritar você dá um tempo, passa por ela para ir pegar alguma coisa, sai do campo visual dela e, na volta, a "encontra"! 

Nessa hora aproxime-se como se nada tivesse acontecido e brinca um pouco com ela de verdade, com um brinquedo qualquer que ela goste e que nada tenha a ver como assunto da "birra". Ela vai registrar que os gritos não fizeram nenhum efeito. E a os poucos essa tática vai sendo abandonada e o entendimento de limites começa a ser incorporado na sua mente.

Essa é uma idéia. O que não se deve, em hipótese alguma, é dar importância ao fato no momento da birra, mesmo que seja para insistir no erro, porque no momento da irritação ela não compreenderá absolutamente nada. Apenas que a birra deu certo!

Sucesso para você e para seu filho!

Sábado, 4 de Abril de 2009

DISTEMIA

DISTIMIA (ou Distemia)

Que doença é essa? Pelas características podem-se definir nomes e apelidos, mas é um transtorno neurocomportamental sério, principalmente devido às suas conseqüências psíquicas e psicossomáticas.

O primeiro sintoma do distímico é o mau humor constante. Segue-se a fácil irritabilidade, o emburramento, a intolerância e a mania de só ver o lado ruim de todas as coisas. E isso de forma permanente. O distímico consegue transformar tudo o que faz em obrigação e sacrifício.

Exatamente devido a estar “de mal com a vida”, ele pode entrar em processo depressivo com facilidade, sendo essa, aliás, uma das possíveis evoluções da doença. Outras conseqüências desse transtorno neurocomportamental são as cefaléias, baixa imunidade, dores pelo corpo, gastrites e pressão arterial elevada. Outras possíveis evoluções psicossomáticas estão sendo analisadas pelos pesquisadores.

Na criança e no adolescente a distimia causa uma grande queda no rendimento escolar, principalmente devido a sua dificuldade de aceitação social. Eles têm dificuldade de se divertir e problemas de relacionamento, causando também a baixa de sua auto-estima.

Embora o distímico possa vir a ser um depressivo na evolução de seu transtorno, parte dos depressivos veio de outra realidade neuro-psico-comportamental. Existe, inclusive, uma diferença grande entre o distímico e o depressivo. Enquanto o comportamento do depressivo é mais apático e acomodado, o distímico é mais ativo e quase agressivo, devido ao seu estado de mau humor.

A família do distímico deve tomar precauções em relação a uma possível tendência ao abuso de álcool e drogas, principalmente tranqüilizantes, assim como ao exagero no tratamento medicamentoso com antidepressivos.

Para que as atitudes, os sentimentos e as emoções dos distímicos ocorram precisa que haja uma redução no nível de produção dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina em seu cérebro, pois são exatamente esses dois neurotransmissores os responsáveis pela excitação física e mental, energia, disposição e bom humor (noradrenalina) e pelo bem estar e calma (serotonina).

As razões do déficit de produção desses neurotransmissores são interpretadas diferentemente por diversos pesquisadores e o maior perigo é quando isso nos leva ao uso desnecessário de medicamentos.

No caso da serotonina, existe um processo natural para manter seus níveis corretos: é a atuação física nos músculos zigomáticos, risórios e orbicular dos olhos. Isso significa mexer com todos os músculos da face por meio de caretas, ajudando com os dedos, puxando as orelhas, bochechas, nariz, queixo testa etc.

Fazendo isso todos os dias pela manhã a pessoa mantém seus corretos níveis de serotonina, mantendo o bom humor e o bem estar durante bastante tempo. Essa é a recomendação adequada para todos diariamente, tenham ou não ataques de tristeza.
Alimentos como bananas, tomates e chocolates são ricos em triptofano, que é um precursor da serotonina. Tomar banho de sol e fazer sexo também são atividades liberadoras de serotonina.
O perigo é que existe também um processo químico para ter o mesmo efeito. É a administração do Cloridato de Fluoxetina (PROZAC). Embora sua utilização seja recomendada apenas para casos graves de depressão, transtorno obsessivo compulsivo e graves alterações de humor, o medicamento está sendo largamente utilizado para simples casos de tristeza, como a droga da felicidade. Temos observado um verdadeiro trabalho de merchandising sobre a droga... (como a droga da felicidade...) .

O caminho para o tratamento das pessoas acometidas desse transtorno deve ser, então:

1) Massagem facial todas as manhãs, ao acordar;
2) Incentivar hábitos saudáveis, como exercícios físicos regulares;
3) Inserir banana e tomates na alimentação. O chocolate, embora seja também rico em triptofano pode trazer efeitos colaterais indesejáveis;
4) Tomar banho de sol e, para os casados, manter uma vida sexual regular e saudável.

A recomendação para os familiares dessas pessoas é: não dar a menor importância aos momentos de reclamação da vida! Ouvir apenas aguardando a oportunidade de uma “vírgula” em seu texto para, imediatamente “mudar de assunto” para um tema agradável e interessante.

Essas pessoas precisam de platéia para exercitar a sua irritação para com a vida e, se essa platéia inexiste, o mal começa a ser minimizado aos poucos.

Ou seja, mais um mal que pode ser tratado sem o uso indiscriminado de produtos farmacêuticos...

Sábado, 28 de Março de 2009

Trabalhando com Valores Humanos

Trabalhando com Valores Humanos

RESPEITO:

O trabalho com esse valor (RESPEITO) vai de 30/03 a 24/04/2009.

Quando estamos conscientes de nossos valores e os colocamos em prática permanente, temos condições de honrar os valores das outras pessoas e é esse o melhor meio de se obter respeito.

Quando não conseguimos entender nossos próprios valores ocorre o perigo de vermos os valores dos outros como um perigo para nossa auto-estima, o que poderá transformar os sentimentos positivos de admiração e respeito em sentimentos negativos de inveja, desprezo e desrespeito.

Nosso trabalho, então, deve começar por nós mesmos, ou seja, trabalhar a reflexão do educador estimulando-o a buscar o autoconhecimento e assim descobrir os seus próprios valores.

REFLEXÃO SOBRE O VALOR RESPEITO:

Após esse ou outro exercício de reflexão, está na hora de trabalharmos o valor das próximas quatro semanas, que é o RESPEITO, começando por questionar se:

·         A atitude que estou tendo em sala de aula, do momento em que entro na sala e até o momento em que saio dela estimula um clima de respeito e compreensão mútuo?

Em seguida passamos a lista de comportamentos que o educador deve assumir para ter certeza de que suas atitudes estimulam o respeito mútuo:

·         Exercitar a escuta ativa: ouvir cuidadosamente e atentamente o que cada aluno diz, tenta dizer ou quer dizer (as emoções escondidas por trás das palavras nos ajudam a entender o que ele quer dizer, mas nem sempre consegue).

·         Fazer com que os alunos estabeleçam normas de classe (semelhante aos "combinados") para que eles se sintam estimulados a respeitar regras.

·         Fazer com que eles mesmos definam limites, identifiquem transgressões e estabeleçam atitudes punitivas, que serão adotadas pelo professor ou pelo líder da sala.

·         Lembrar que o tom de voz deve ser coerente com a atmosfera que se deseja criar, podendo ser  carinhoso, entusiasmado, incentivador, claro, firme ou sério, dependendo do momento ou do objetivo.

PAIS E FAMILIARES – ABERTURA  DO ENCONTRO:

O ambiente deve ser sempre um ambiente de valores humanos, com uma música suave ao fundo, antes de se iniciar o encontro.

Abre-se o encontro com a explicação sobre o trabalho do valor RESPEITO que será realizado com seus filhos nas próximas semanas e o objetivo principal.

Em seguida apresentam-se os pontos básicos de reflexão sobre RESPEITO, que serão trabalhados com seus filhos:

·         Respeito por mim mesmo: Saber que sou naturalmente único e valioso e que tenho confiança em mim.

·         Parte do auto-respeito é conhecer minhas próprias qualidades.

·         Respeito é saber que sou amável e capaz.

·         Respeito é escutar atentamente os outros.

·         Respeito é saber que os outros também são valiosos.

·         Quando eu me respeito eu consigo respeitar os outros.

·         Quem respeita será respeitado.

·         Conhecer e honrar o valor do outro e a melhor forma de se ganhar respeito.

PAIS E FAMILIARES – VIVÊNCIA:

O ambiente deve ser sempre um ambiente de valores humanos, com uma música suave ao Uma vivência semelhante aquela dos educadores pode ser feita com os pais. Vou sugerir a de "Construção positiva do comportamento através do elogio".

Crianças precisam da atenção dos pais e quando não a têm procurarão consegui-la por meio de atitudes erradas. Para evitar que isso ocorra e para se obter melhores resultados, utilizem o método do reforço positivo.

Reflita sobre o seguinte:

·         O que seu filho faz bem?

·         O que ele faz de positivo e corretamente sem precisar se lembrado?

·         Você costuma dar valor a esse feito e elogiá-lo, ou simplesmente ignora

O elogio é algo positivo para a maioria das crianças e adolescentes. Mas não são todas as crianças que gostam de elogios. Algumas se sentem constrangidas. Procure descobrir como ele é nesse aspecto.

Sempre que elogiar seu filho, acrescente o valor humano que ele está praticando. Por exemplo:

"Você não revidou quando ele o xingou. Você manteve o auto-respeito e poder! Que bom para você!"

"Gostei do jeito que você ajudou na cozinha. Foi mesmo uma grande cooperação."

E assim por diante.

Alguns adolescentes são duros por fora, mas moles por dentro, ou seja: não parecem estar se importando com elogios, mas você percebe que gostaram quando repetem o comportamento elogiado.

Mas cuidado para não estragar o elogio com um elemento "estragador", como por exemplo:

"Parabéns pelo belo trabalho! Por que você não passa a fazer isso sempre e acaba com a preguiça?"

Cuidado também para não exagerar em elogios contínuos. Isso pode parecer forçado. Tem que ser uma atitude natural.

PAIS E FAMILIARES – DEVER PARA CASA:

·         Faça um elogio a seu filho incentivando seu comportamento positivo e sua qualidade.

·         Sempre que estiver com ele procure dar alguns minutos de atenção total, escutando-o atentamente. Esse é o melhor meio de demonstrar respeito e fazer com que ele sinta-se valorizado.

·         Conte alguma história sobre o respeito por si mesmo (pode ser uma que você ouviu no grupo de pais).

·         Diga a seu filho qual a qualidade que você mais reconhece nele.

·         Quando ele estiver ajudando em casa fique feliz! Demonstre isso!

·         Quando houver desrespeito, sente-se com ele e converse sobre o fato, mas sempre depois de estar calmo e sem qualquer irritação. Esse momento é importante para que ele realmente compreenda o que fez de errado.

·         Abrace seu filho mesmo que não tenha qualquer motivo para isso. Procure fazer isso todos os dias.

ALUNOS:

Para cada faixa etária desenvolva atividades específicas, sempre procurando enfatizar o respeito por si mesmo e pelos outros. Essas atividades devem ser criadas dentro de cada disciplina, da seguinte forma:

·         O professor deve reler seu plano de aula e o assunto a ser ministrado, procurando identificar o valor RESPEITO nesse conteúdo.

·         Também deve ligar as notícias de jornais e revistas da semana que tenham a ver com o assunto, mas sempre procurando identificar o valor RESPEITO nessas relações.

·         Esse valor deve ser visto sob a forma de RESPEITO A SI MESMO, ou na forma de RESPEITO AO OUTRO, ou de RESPEITO À NATUREZA, À SOCIEDADE, Á FAMÍLIA, etc.

·         Deve ser evitado, A TODO CUSTO, dar exemplos do anti-valor, ou seja, do desrespeito. Por experiência própria já identificamos uma total retrocesso no comportamento ético e moral de alunos de turmas inteiras, depois de terem participado de aulas de valores humanos em que se mostravam filmes e exemplos de anti-valores, mesmo com a preocupação do professor em mostrar que tais atitudes seriam erradas.

·         Havendo aula específica de Educação Emocional ou Valores Humanos  

As vivências mais interessantes estão nos livros:

"Atividades com valores para estudantes", do Instituto Vivendo Valores.

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PAZ

Quanto aos resultados alcançados pelo valor anterior, temos que ter paciência. Isso vai acontecendo a médio e longo prazo.
Quanto a resistência de alguns profissionais, basta eles irem percebendo que os resultados alcançados pelos professores que estão engajados no processo são reais! E eles vão perceber que até a harmonia emocional desses professores passa a ser evidente!!!
Aí, aos poucos, eles vão querendo aplicar o mesmo em si mesmos e em suas turmas.
Alguns parecem terem nascido para sofrer... E preferem continuar "dando aula" ao invés de trabalhar por um objetivo de transformação social...
Mas esses acabam sucumbindo no meio...
Tenho observado muito esses aspectos.

Terça-feira, 24 de Março de 2009

Respeito: o valor a ser trabalhado de 30/03 a 24/04/2009

"Conhecer o seu próprio valor e honrar o valor dos outros é o verdadeiro meio para obter respeito" (da obra: "Vivendo Valores, um manual", do Instituto Vivendo Valores).
Existe uma transformação fantástica "no ar": Sentimentos torpes de inveja e despeito são transformados em elevados sentimentos de admiração e respeito para com o outro.
Quando isso ocorre? A partir do momento em que esses adolescentes começam a se conscientizar de suas qualidades, percebem sua importância como pessoa e descobrem que suas palavras, pensamentos e ações podem mudar a realidade do mundo à sua volta.
Como isso ocorre? Os estudos de Skiner mostrando a realidade do estímulo-resposta explica porque as pessoas estão sempre reagindo a alguma atitude alheia. Mostram também que a reação é quase sempre negativa se o estímulo for negativo, a não ser que a pessoa esteja preparada para reverter o processo e transformar uma relação. Essa preparação é a base de toda a transformação. Reagir de forma positiva a um estímulo negativo! A reação seguinte já será positiva e surge uma verdadeira "corrente do bem". É uma corrente de tolerância, de compreensão do erro dos outros e, acima de tudo, o entendimento de que todos nós somos responsáveis pela construção de um ambiente de respeito mútuo.
Por que isso ocorre? Porque o ser humano tem uma natureza original perfeita. Atitudes comportamentais negativas são manifestações equivocadas de ansiedades e angústias que precisam ser eliminadas. Quando qualquer um de nós reage de forma atenciosa, tolerante, compreensiva e respeitosa a uma atitude grosseira ou agressiva de alguém, esse alguém é imediatamente estimulado a resgatar a sua natureza original. Nesse momento começa a se tornar manifesto o conteúdo latente de sua natureza original perfeita.
Lembro que, dirigindo meu carro pela Avenida Paralela em uma noite de grande movimento, um motorista com semblante irritado aproximou-se numa tentativa de ultrapassar meu carro e "cortar" a minha frente. Ele deveria estar preparado para alguma reação negativa, mas o que recebeu foi um sorriso meu e um gesto, com a mão, dando-lhe passagem, respeitando sua pressa. Por algum motivo ele precisava chegar mais cedo ao destino.
Ele nada entendeu, mas ultrapassou e seguiu "cortando" outros carros numa correria meio sem sentido.
Uns dois ou três minutos depois qual não foi a minha surpresa quando o mesmo motorista aparece da mesma forma, ou seja, ainda irritado, ainda atrás de mim e, pasmem, tentando novamente outro "corte".
Recebeu o mesmo tratamento que antes e levou um certo susto quando percebeu que o carro que estava ultrapassando era o mesmo anterior...
Parece mentira! Ele voltou pela terceira vez! Só que dessa vez, quando me viu, desistiu de ultrapassar e acabou "quebrando" o semblante irritado de antes, devolvendo o sorriso.
Resultado: Um irritado a menos, uma briga a menos e, quem sabe, um acidente a menos.
A vivência dos valores humanos, a título de exercício, trambém desperta essa natureza existente dentro de cada um e faz com que a pessoa se sinta muito bem praticando o ato positivo.

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Tarde (Ensaio em Londres, 1977)

Era tarde... Tarde repleta de hinos e vozes... Tarde envolvida pelo correr de crianças, jovens, todos... Alegrias, correrias, diversões ordenadas... Era tarde...
Nos imensos salões o ambiente normal e já bastante conhecido... Cheirava a antigo. As amplidões dos ginásios como que se entregavam aos que desejassem fazer de seu tempo o aproveitar de uma vida saudável.
Fim de uma tarde cansativa e bem aproveitada... Fim de um momento igual ao de todos os dias!
Dessa vez o sol ajudava o mundo! Seu calor emprestava vida... Sua luz se entregava... Seus raios se perdiam...
Ao atravessar o pequeno pátio gramado que separava os prédios, um só pensamento surgiu em minha mente: aproximava-se o momento mais aguardado, mais desejado, mais presente... Era o intervalo que aparecia... Pequeno intervalo entre os esportes e o jantar.
Intervalo de minutos que se transformava em tortura de milhares de anos! Intervalo que, por si só, valia pela razão de viver! Intervalo em que o coração dava saltos, a mente rodava em turbilhões, os pensamentos se dirigiam em uma só direção. E meus passos, lentos pelo cansaço dos exercícios, levavam-me inconscientemente ao mesmo local.
Subi os primeiros degraus... Lentamente, para não ser ouvido... Parei no terceiro, espreitando a vinda de alguém.
Subi mais alguns que rangiam... Velhos que eram... Uma porta semi-aberta com um pedaço de papel por baixo – era o sinal. Abri-a e entrei.
Assoalho que rangia a cada passo... Era um martírio!
Cuidadosamente alcancei o corredor superior do prédio. Bastante abandonado por sinal. Sentia-se abandono pelo clima...
Por vezes senti-me seguro ali. Outras vezes os ruídos que ouvia criavam em mim um estado de medo de ser descoberto.
Outra porta... A última... Entrei com cuidado. Encostei-a procurando impossibilitar uma espreita alheia... Pura inocência! Se alguém, porventura, surgisse nada conseguiria impedir a abertura de tão velha e encarquilhada porta de madeira.
O quarto... Vazio. Vazio de móveis, vazio de lustres, vazio de quase tudo... Alguns cobertores velhos jogados pelo chão. As janelas, cobertas por tábuas pregadas, permitiam a invasão de raios de luz pelas mínimas frestas. Eram resquícios da tarde... Tarde que aos poucos se alongava pelo dia...
Meu coração já batia mais forte a partir do momento em que subi o primeiro degrau. Agora, dentro do quarto, ele parecia querer disparar!
Foi no instante em que confirmei a presença que eu mais desejava.
Foi então que ambos paramos. Lembro-me que ficamos imóveis e sem palavras, como costumava acontecer. Por alguns momentos procuramos ouvir sons denunciadores... Mas não ouvimos.
Bem longe reconheci as vozes dos outros que em brincadeiras diversas, procuravam aproveitar a folga da tarde.
Um pouco de alívio, mas a tensão aumentou. Um cigarro, aceso já queimado jazia ao lado da caixa de fósforos. Um cigarro aceso denunciava-se entre os dedos daquela mão.
Meu coração disparava por nada... Ou por tudo... E eu me aproximei. Dessa vez senti mais forte do que nunca o sentimento que já me era conhecido!
Sentei-me ao seu lado. Sem dizer uma só palavra olhamo-nos bem fundo nos olhos... Era o momento em que nos identificávamos em quase tudo.
Havia sido uma aventura o chegar até ali, assim como estávamos alimentando uma perigosa aventura cada vez que tornávamos mais forte nosso relacionamento.
O cigarro foi mais uma vez tragado quando, então, trocou de lábios. Minha tragada foi mais forte... Tensão...
Apagamos o cigarro. Os fracos raios de sol que, filtrados pelas frestas das madeiras da janela conseguiam penetrar no quarto, davam um colorido todo especial ao seu corpo. Eu amava aquele corpo...
Hoje nossos olhares iam mais longe...
Sem palavras nós dois nos entediamos e nos comunicávamos, fazendo dessa tarde a mais importante de todas.
Estávamos prontos para nos entregar um ao outro.
O receio de amassarmos e sujarmos nossas roupas fez com que delas nos livrássemos com cuidado. Foram colocadas por cima de um dos cobertores.
Estávamos nus. Livres das roupas e do mundo... Livres dos olhares invejosos e incriminadores... Livres...
Estávamos prontos para tudo, ávidos de fortes emoções, desejando nada menos do que o outro por inteiro!
Nossos olhares se olhavam, fundiam-se em um só. Nossas mãos tocavam-se levemente a medida que o corpo inteiro iniciava a procura do outro.
Em nossos outros encontros procurávamos evitar, a todo custo, atitudes que viessem a marcar o final de uma longa procura. Avançávamos sem que alcançássemos o termo final.
Hoje tudo me pareceu mais difícil. Nossos olhares olhavam-se diferente... Nossas mãos sentiam-se mais atraentes... Os corpos e as mentes desejaram-se demais para que uma voz do consciente conseguisse que recuássemos.
Era tarde. Lançamo-nos enfim ao domínio um do outro e os momentos que se sucederam foram alvos de expansão de sentimentos.
Sua pele muito macia, corpo bastante jovem; descobrimos aos poucos os prazeres mais escondidos... As regiões mais sensíveis, as emoções mais reais...
O tempo lutava contra nós! Avançava mais que o normal, levando tão bela tarde e trazendo o início da noite.
O escurecimento das frestas não nos perturbou. Estávamos agora lado a lado, mãos entrelaçadas, corpos se tocando levemente.
Havia sido a primeira vez que sentíamos a profundidade de um amor completo. Havíamos alcançado juntos os momentos de maior satisfação no amor. Sentíamos como se lançados fossemos em gigantescas ondas de um imenso oceano... Sentíamos-nos brincando em um veloz e inimitável balanço da natureza.
Foi a primeira vez que chegamos a tal ponto. Foi a descoberta do que sempre procurávamos. Foi o revelar de uma verdade escondida e proibida... Era o aparecer da vida... O surgir do amor... A descoberta do prazer...
A escuridão nos alcançou e acordamos desse sonho de olhos abertos. Era hora de estarmos longe dali! Chegara a hora de estarmos novamente juntos dos outros!
Um beijo prolongado ainda sobre os cobertos... Um abraço que se negava a terminar... Mas era chegado o instante da volta.
Vestíamos as roupas silenciosamente para tentar ouvir possíveis barulhos... Iniciamos a descida.
Os degraus pareciam, agora, diferentes. As portas e as paredes mais alegres e felizes... O medo normal de ser descoberto parecia não mais existir.
O próprio prédio aparentava ser mais novo e conservado... Mas na realidade tudo era como antes... Nós é que havíamos mudado...
Ao entrarmos na sala de jantar, a mesa já estava posta. Alguns olhares pareciam estar querendo dizer algo... Talvez fosse impressão... Talvez fosse verdade...
Mesa posta... Dois lugares vagos... Sentamo-nos. O ambiente era de festa... O jantar era de festa...
Da cabeceira veio o brinde. Brinde pelo meu aniversário. No centro da mesa, quinze velas se espetavam em um bolo...
Olhei em seus olhos... Seus olhos me olharam... Devemos ter corado, não sei... e jantamos...

Roberto Andersen (Londres, Primavera, 1977)

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Harmonia Self-Mente-Cérebro

Entender a espiritualidade e sua ligação com a ciência é entender a mente humana e, consequentemente, entender essa complicadíssima obra de arte que nós chamamos de Ser Humano, cuja diversidade é tão grande quanto o número de indivíduos existentes.

 

Cada um de nós constitui uma individualidade: um SELF. Mas como explicar a diferença tão grande existente entre cada Ser Humano. Como explicar essa riqueza incomensurável de pequenas características de sentimento, de sensibilidade e de entendimento das emoções?

 

Somos formados de matéria e espírito. Será? Somos energia sintetizada em forma de matéria. Será? Somos matéria e reações químicas produzindo energia. Será? Será que pelo menos SOMOS alguma coisa?

 

Não vamos entrar pelos questionamentos de nossas origens, o que por si só já nos levaria a infindáveis questionamentos, vamos nos deter ao que somos para, mais tarde, quem sabe, tentar entender o “por que” somos...

 

Por milhares de anos estamos tentando encontrar soluções para as dúvidas e questionamentos sobre nós mesmos, invocando conhecimentos que já foram profundos e transcendentes, mas que, com o passar dos tempos, reduziu-se ao estudo empírico da matéria visível e analisável, possivelmente devido a incapacidade de visualização do universo exógeno que habita no interior de nossa própria mente.

 

Achávamos que entendíamos o ponto de vista de Descartes quando ele nos disse: "Penso, logo, existo". Mas ficamos surpresos com as evidências mostradas por Damásio quando ele retrucou: "Existo e sinto, logo, penso". E aos poucos nossas dúvidas vão aumentando, na medida em que os quânticos nos falam que: "Existo e não existo ao mesmo tempo, mesmo sem sequer pensar sobre isso!"...

 

Freud tentou nos entender... Criou uma estrutura topográfica que explicaria como somos: consciente, inconsciente e pré-consciente. O gênio, de repente, viu que não funcionava bem... Criou outra e a chamou de estrutural: ego, id e superego. Até hoje é esse o tripé que consideramos mais próximos do entendimento humano, explicando nossos impulsos e emoções.

 

Em nossos estudos nas áreas psíquicas e pedagógicas tentamos, inicialmente, o auto-entendimento para, a partir daí, extrapolarmos para o outro e assim para a humanidade. Mas não é fácil! Principalmente pelo simples fato de todos sermos diferentes.

 

"Se quisermos realmente entender a natureza da mente, temos que entender a natureza do cérebro" - foi o que disse Patrícia Churchland, professora de Filosofia da Universidade da Califórnia, em 2002, numa das reuniões da Academia de Ciências de Nova Iorque. Naquele encontro discutíamos a relação mente-cérebro.

 

"E para entender o Ser Humano e o seu SELF” – continuava ela: “temos que recorrer hoje, não só a filosofia, mas aos métodos analíticos mais modernos, passando pelos instrumentos de laboratório e pelas sofisticadas técnicas de imagem que, aos poucos, tentam fazer uma ligação entre o SELF - nossas paixões, nossas animosidades e nossos temperamentos - às conexões físicas e ao funcionamento fisiológico do cérebro."

 

Paixões, animosidades e temperamentos! Isso é a nossa mola mestra. Vivemos estimulados por tais sentimentos. Eles geram uma energia interior que nos impele a atitudes corajosas e arrojadas.

 

“...aquilo que nós nos tornamos e a personalidade que desenvolvemos é uma combinação da natureza - influência genética - e do meio - experiências que encontramos no decorrer de nossas vidas...", segundo Patrícia. Mas tudo isso exercendo uma influência definitiva no desenvolvimento dos circuitos neurais cerebrais que constituirão o nosso SELF, como se fossem a própria programação do nosso software cerebral, ou seja, uma montagem interior do nosso coeficiente de absorção cultural.

 

Essa programação apresenta parâmetros que distinguem, claramente, os agentes que estão sob nosso controle daqueles que estão fora de controle. Essa distinção tanto é realizada pelas organizações neuronais do hipotálamo, da amígdala e do córtex, como também pelos hormônios e neuromoduladores a nível molecular e também pelas proteínas sintetizadas ou absorvidas pelo organismo.

 

Essas descobertas mostram as bases biológicas da formação do consciente do Ser Humano e levaram nosso grupo a concluir que a ética, estudada segundo tais pesquisas, nada mais é do que o resultado de uma programação do software coletivo do Ser Humano a partir da influência educacional do meio.

 

Revisitando Aristóteles, Karl Popper (“O self e o cérebro” escrito em parceria com J.C.Eccles) e agora Richard Dawkins (O gene egoísta), constatamos que tudo isso pode agora ser explicado pelos memes, uma unidade de transferência cultural agindo sobre a mente coletiva de forma semelhante aos genes na biologia humana.

 

Os conceitos de Consciência Coletiva de Emile Durkhéim e os do Inconsciente Coletivo de Jung, embora muito diferentes, podem estar relacionados a essa influência memética hoje estudada a partir de Dawkins.

 

Joseph LeDoux, professor de ciência no Centro de Ciência Natural da Universidade de Nova Iorque, converge com as idéias de Patrícia dizendo que, ao contrário do que muitos genéticos afirmam, nem tudo o que é biológico é genético. A experiência de vida também é muito importante para modelar as conexões neuronais do Ser Humano. Mas tudo continua sendo entendido como uma programação de software (ou seja: memético) atuando por meio de direcionamento de ligações neuronais provocadas parte por influência da herança genética e parte pela influência do meio.

 

Antônio Damásio, Chefe de Neurologia da Universidade de Iowa, complementa que, todas essas influências formam nos Seres Humanos dois SELFS: um SELF central e um SELF expandido. O central está em permanente formação ou transformação, fruto da interação do organismo com o meio, quando são gerados os sensos de conhecimento imediato e requer apenas de uma memória muito simples de curta duração. O expandido constitui um processo mais complexo e é construído gradualmente pela memória autobiográfica, que tanto é influenciada pelas experiências passadas como pelas esperadas, o que requer a existência de uma memória mais convencional.

 

Todos falam de programações da mente, de estruturas químicas, de ligações neuronais, de determinismo genético, ou seja, de uma série de diferentes fatores que influenciariam a formação do caráter do Ser Humano e o seu conseqüente comportamento ético. É a era da ciência no determinismo comportamental da sociedade. Um determinismo previsível, criando uma consciência coletiva já pronta, independente de nossa vontade individual que, na realidade, talvez nem exista...

 

Mas acredito que procurar entender o funcionamento da mente deve ser apenas o primeiro passo antes de tentar interferir em sua formação. Esse, sim, deve ser o objetivo principal de tais estudos. Apesar de trabalhos terem sido apresentados procurando provar a imutabilidade do ser humano, temos absoluta convicção na possibilidade da modificação a qualquer momento.

 

Essa modificação já está sendo conseguida por diversos grupos que, assim como o nosso, trabalham para a reconstrução do caráter humano e do resgate dos verdadeiros valores da pessoa e da sociedade. São grupos e instituições religiosas, filosóficas, científicas e educacionais cujas contribuições já estão sendo sentidas em diversas partes do mundo.

 

A partir de 1999 diversos encontros tem sido realizado em todo o mundo na tentativa de reunir idéias que integrem os estudos do maior número possível desses pesquisadores. Isso tem contribuído para que as análises do Ser Humano fiquem cada vez mais facilitadas, principalmente daqueles que encontram-se em situação de extremos, como meninos de rua, presidiários, menores infratores etc...

 

Trabalhando em cima dessas idéias - muitas delas já publicadas em revistas especializadas e em anuários das Academias de Ciências – abriremos caminho para o entendimento da ciência da mente humana e da formação de seu conceito ético de uma forma um pouco diferente da tradicional e com excelentes resultados.

 

Sabemos que o ser humano pode ser formado por três diferentes instintos natos, que constituiria uma programação original, de fábrica. Esses instintos e o meio seriam os elementos formadores das três inteligências básicas. As múltiplas inteligências de Gardner e as características emocionais de Goleman seriam desdobramentos desses elementos básicos e fundamentais.

 

 

Os instintos são os elementos da programação original, todos de natureza completamente positiva, direcionados para:

 

1) instinto de preservação da própria vida

2) instinto de preservação da própria espécie

3) instinto de preservação da inteligência

 

As inteligências formadas a partir daí e com a influência do meio seriam:

 

1) inteligência interpretativa e racional

2) inteligência emocional

3) inteligência espiritual

 

Esses conceitos nos levam ao entendimento de que o Ser Humano, por pior que seja o comportamento e as emoções exteriorizadas, é de natureza perfeita, ou seja, sua programação original é pura e positiva. Nesse momento damos crédito a Rousseau: o homem nasce perfeito e a sociedade o corrompe.

 

A harmonia do conjunto é conseguida pela correta e balanceada formação das inteligências básicas em consonância com os três instintos natos.

 

A ética do Ser Humano e, consequentemente, da sociedade, seria produto do conjunto das três inteligências básicas, quando em harmonia com os três instintos natos.

 

A falta de harmonia, ou seja, a formação desbalanceada do conjunto, produzirá os conflitos interiores e com eles os estados de angústia e infelicidade.

 

Essa angústia e infelicidade trazem uma revolta interior. O fenômeno da projeção joga os motivos da infelicidade no outro e assim começam os comportamentos incorretos e a inversão dos valores.

 

Projetando a irritabilidade no outro e no meio, nasce a necessidade da vingança e da agressividade. O outro é o inimigo. A sociedade é negativa. O meio é intolerável. Mas, na realidade, o inimigo está dentro da pessoa e ali mesmo deve ser combatido.

 

O combate significa o desenvolvimento do amor, inicialmente por si mesmo para, a partir daí, compartilhar com o próximo e com a comunidade.

 

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Mais um "milagroso remédio" para combater "doenças imaginárias" e enriquecer laboratórios...

A Veja de 17 de dezembro traz uma reportagem de Adriana Dias Lopes, na página 100, intitulada "Arma contra um pesadelo". Esse pesadelo chama-se NARCOLEPSIA e é caracterizado pela compulsão ao sono durante o dia.

Muito boa a abordagem que Adriana Dias Lopes fez em relação ao uso da Modafinila (princípio ativo do Stavigile) para combater o sono das pessoas, principalmente quando encerra a matéria recomendando que “se você precisar ficar acordado, o melhor mesmo é recorrer ao café.”

Como se não bastasse o uso excessivo dos Prozacs, Lexotans e outros para substituir a nossa produção natural de endorfina e outros neurotransmissores, agora querem provocar a vigília por meio de mais química, com efeitos colaterais ainda desconhecidos.

Temos em nosso cérebro a melhor fábrica natural de antidepressivos naturais e sempre na medida certa sem qualquer efeito colateral!

Exercícios físicos freqüentes e na medida certa produzem toda a endorfina necessária ao prazer de viver , acompanhado de um verdadeiro analgésico natural.

Reflexões e meditações periódicas harmonizam as produções de todos os neurotransmissores,trazendo calma a todo o organismo.

E são exatamente essas atividades que desenvolvem em nosso cérebro o melhor conjunto anti-depressivo totalmente natural, reduzindo o stress e evitando a narcolepsia.

Fugir dos remédios e tratar nosso corpo com o respeito que ele merece afasta qualquer sintoma que possa estar sendo utilizado pelas multinacionais dos remédios para enriquecerem às custas da fraqueza emocional humana.

Os relatos que tenho recebido de dezenas de professores e psicopedagogos ligados ao nosso Instituto mostra o aparecimento, nas escolas, de um número cada vez maior de crianças e adolescentes já “rotulados” como hiperativos, disléxicos, esquizofrênicos, deficientes cognitivos e narcolépticos. O pior de tudo é que elas já chegam diagnosticadas e medicadas, fazendo uso de altas doses de remédios controlados, cujos efeitos colaterais alcançam, principalmente, a sua capacidade cognitiva.

Todas essas doenças existem de fato, mas o número de pessoas verdadeiramente acometidas é muitas vezes inferior ao número que é diagnosticado! E isso está causando um grande mal à sociedade!

Além dos constantes relatos que recebo dos professores e coordenadores que seguem o Projeto IUPE em uma série de países, recebi, eu mesmo, em nosso colégio sede, em Salvador, crianças diagnosticadas com algumas dessas anomalias e que, ao passarem pelo acompanhamento psicopedagógico não apresentaram qualquer sintoma dessas doenças! Todas apresentaram completa normalidade comportamental e algumas delas (surpreendentemente para os pais, mas não para nós) apresentaram uma capacidade cognitiva muito acima da média, podendo ser consideradas verdadeiras “superdotadas”, ou seja: aquela que apresenta uma elevada capacidade intelecto emocional integral segundo a visão de Gardner.

Exatamente por terem essa elevada capacidade cognitiva não conseguiam suportar as aulas repetitivas e desmotivantes dadas pelo professores tradicionais, que enfocam apenas o aluno normal, sem qualquer preocupação em apresentar desafios à altura dos alunos mais desenvolvidos. Devido a essa desmotivação constante eles desistem de prestar atenção as aulas e precisam ocupar o tempo levantando da carteira, jogando bolinha de papel nos colegas, correndo pela sala, irritando seus colegas e outras coisas mais... Como essas atitudes estão relacionadas nos manuais de TDAH como sintomatologia hiperativa, lá vai mais uma recomendação de Ritalina, 10mg pela manhã e 10mg pela tarde... para combater esse mal que não existe!

Casos semelhantes ocorrem com Gardenal sendo recomendado para crianças que preferem ler a jogar futebol... já que sua preferência pode ser encarada como “querendo se isolar de seus colegas...”

Agora chega mais um: o Stavigile! Para combater um mal que deveria ser encarado como conseqüência de todo um processo estressante a que nossos filhos e alunos estão sendo submetidos...

Parabéns, Adriana, por recomendar café ao invés dos produtos químicos! Melhor desconfiar mesmo dessas drogas miraculosas prometendo maravilhas e enriquecendo as multinacionais dos remédios.

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Doenças X Falta de educação

Prezados amigos:

Um assunto que me preocupa é a destruição das mentes das crianças e adolescentes através da administração de medicamentos controlados em problemas simplesmente comportamentais.

As centenas de relatos que tenho recebido sobre o assunto me assustam muito! Tudo começa com os professores, coordenadores e psicopedagogos das escolas que, antes mesmo de esgotarem todas as metodologias psico-pedagógicas, encaminham os alunos para exames neurológicos com suspeita de TDAH e outras doenças...

Ora! O neurologista ou o neuro-pediatra só aprende a identificar as patologias a partir da sintomatologia apresentada e a aplicar os medicamentos adequados ao tratamento. Não cabe ao médico a aplicação de exercícios psico-pedagógicos preliminares para identificar, nesses sintomas, causas ligadas exclusivamente a má educação familiar ou a falta de dedicação individualizada do professor em sala de aula.

Assim sendo não é sua culpa a aplicação de medicamentos controlados em crianças que nunca os precisariam, podendo até serem vítimas de efeitos colaterais desastrosos com tenho encontrado com frequencia!

Cabe, sim, ao psicopedagogo na escola, essa identificação, para esgotar todas as metodologias e só encaminhar o aluno aos profissionais médicos quando houver certeza de que o problema não é simplesmente educacional.

Crianças e adolescentes com capacidade cognitiva muito acima da média e que, naturalmente, não "aguentam" ter que ficar em uma sala ouvindo o professor ensinar aquilo que já estão cansados de saber, acabam ficando ansiosos para sair da sala, jogar bolinhas de papel nos colegas, levantar toda hora etc..., sendo imediatamente "rotulados" como portadores de TDAH!

Quando esses meninos são encaminhados ao neurologista com tais sintomas acabam tendo que ser "tratados" com RITALINA, tendo início aí a destruição dessa sua capacidade cognitiva... Da mesma forma crianças e adolescentes com elevado grau de irritabilidade e agressividade em sala de aula, ou completamente isoladas do mundo à sua volta e que apenas precisariam que sua família passasse por uma psico-terapia (já que a causa está no péssimo ambiente em sua casa), acabam sendo levados a tratamentos semelhantes, como se fossem portadores de patologias psicogênicas, iniciando aí o seu processo de destruição das ligações neuronais que possibilitariam o seu sucesso intelectual futuro!

Para não "esticar muito" essa mensagem fico por aqui, informando que estou procurando divulgar para as escolas, para as famílias e para os profissionais de psicopedagogia, uma série de sugestões metodológicas, cada uma para ser aplicada pelo professor de uma disciplina, de forma que tais "anomalias comportamentais" sejam inicialmente tratadas na própria sala de aula e em casa, antes que as identifiquemos enganosamente como patologias neurológicas ou psiquiátricas!

Vou, aos poucos, divulgar algumas dessas idéias, solicitando que todos contribuam com sugestões e assim evitemos mais destruição de inteligências futuras.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Afetividade adolescente

Foi providencial o artigo de Márcio Ferrari na Nova Escola de dezembro, lembrando idéias de Winnicott sobre a brincadeira e a criatividade, num momento em que pais e professores se esquecem dessa realidade, principalmente quando essa criança já alcança a puberdade e passa a ser encarada como um quase adulto!

É primordial o afeto, o controle e o respeito durante a educação da criança, mas isso passa a ser mais importante ainda no momento em que essa criança se torna um adolescente, que é o período em que as mudanças naturais trazem conflitos dificílimos e, para piorar as coisas,  sua capacidade intelectual cai a níveis baixíssimos.

 Exatamente nesse momento os pais começam a abandoná-los, alguns com a desculpa de que eles não admitem mais controle e não gostam de muita afetividade. Mas, na realidade, eles querem e precisam tanto da afetividade como do controle, mas não têm escolha, já que a mãe perde a coragem de ouvir os segredos da filha e o pai acha que o filho, sendo homem, já sabe tudo da vida e não precisa de sua ajuda.

Professores e pais transformam esses adolescentes em adultos antes do tempo, induzindo-os a largar as brincadeiras juvenis e a pensar como eles, em família, em trabalho e em sexualidade, sem que estejam no momento certo para assumir tais responsabilidades.

A mídia enfatiza apenas o namoro e a prevaricação, abandonando qualquer referência a jogos e brincadeiras para essa idade, eliminando totalmente as opções de lazer e ludicidade. Sobram apenas os jogos nos computadores e vídeo-games, elementos que ajudam no desenvolvimento da velocidade de raciocínio, se limitado em uma hora por dia, mas que trazem danos graves e definitivos na capacidade de raciocínio futura, quando excedido esse limite.

Esses adolescentes "precocemente adultecidos" criam um "self" totalmente falso, construindo uma personalidade ansiosa e angustiada, cujas conseqüências podem ser desastrosas para eles e para seus pais. A falta da criatividade proveniente da falta de brincadeiras, jogos e diversões, somada a ausência de afetividade e controle, provoca o nascimento de distúrbios emocionais graves e a conseqüente procura por "tribos" que os acolham.

Surgem, então, as drogas, a banalização da sexualidade, a revolta social e a agressividade, que são apenas algumas dessas conseqüências, fruto da busca por alguém ou algum grupo que o ampare nesse período de necessidade afetiva insatisfeita.

A solução está no oferecimento de opções prazerosas e construtivas: opções de jogos ao ar livre, preferencialmente vôlei, basquete e natação, que alongam, satisfazem a liberação de energia e acalmam; opções de jogos de mesa e tabuleiro, preferencialmente xadrez, que junta a ludicidade com o estímulo ao desenvolvimento do raciocínio lógico (hemisfério esquerdo cerebral); opções de passeios por parques, zoológicos e campos, provocando o contato com a natureza e o despertar da mentalidade social e ecológica; opções de idas a teatros, exposições de arte, apresentações de orquestras e espetáculos de dança, estimulando o hemisfério direito cerebral e facilitando a harmonia intelecto-emocional e criativa.

Tudo isso é possível e eu digo mais: é nossa obrigação, como pais e professores. Afinal ninguém, além de nós (nem governo, nem mídia, nem ninguém), está interessado em formar cidadãos verdadeiramente felizes e satisfeitos consigo mesmos e, conseqüentemente, livres de ansiedades e angústias.

Não estão interessados porque tal tipo de gente não dá o lucro consumista que o sistema necessita. Esses consomem apenas o que realmente precisam, mas nunca para compensar uma angústia sem sentido...

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Libido e ludicidade (comentário baseado nos estudos da Psicopedagoga e Psicanalista Maria da Penha Rocha

O comentário que recebi da Psicanalista e Psicopedagoga Dra Maria da Penha Rocha veio levantar pontos que devem ser analisados com bastante atenção, principalmente para aqueles profissionais que, ligados à educação, perseguem verdadeiros objetivos ligados à transformação social.

Em seus estudos Penha defendeu a LIBIDO como sendo a ENERGIA VITAL mantenedora das funções orgânicas.

Quando o assunto é criança "...a palavra já nos fala de ingenuidade, brincadeira, ludicidade; um ser cuja formação fica norteada por adultos, na grande maioria com má formação e conflitos não resolvidos..." (Penha, outubro/2008)


Vejam o imenso desafio encontrado por esse pequeno ser em formação! Os responsáveis pelo direcionamento de seus caminhos estão perdidos em seus próprios caminhos, se é que alguma vez souberam que existem caminhos a definir. Muitos acham que é só deixar-se levar... embalados pela musicalidade ambiente pornorepetitiva, eliminadora de qualquer possibilidade raciocínica (sem querer enfatizar a parte cínica do raciocínio...)


Esses elementos adultos "...esqueceram ou esquecem que o adulto tem uma criança esquecida dentro de si mesmo, uma criança interior, um ser que precisa continuar se externalizando para que ele se permita ter um melhor relacionamento com os pequenos que estão sob sua responsabilidade." (Penha, idem)


O mundo exterior repleto de propagandas consumistas e inversoras dos verdadeiros valores humanos responsáveis pela construção da felicidade elimina do adulto a possibilidade dele se lembrar que um dia foi criança.


Ao impossibilitar que pense um mundo sem maldades ou sem segundas intenções (as letras das músicas estão aí para enfatizar essa manipulação negativa da mente adulta) o adulto esquece seu lado ingênuo e infantil.


E todos sabemos que "Um adulto que conhece seu lado criança, sabe lidar bem e melhor com crianças." e que "É óbvio que essa ludicidade deve acompanhar todo o desenvolvimento do ser humano." (Penha, idem)


Embora seja difícil saber exatamente onde estão os pontos básicos para o correto desenvolvimento do caráter da criança, a não ser que seja feito um estudo profundo das fases de desenvolvimento analisadas por Freud, Wallon, Erikson e outros pensadores da área, a naturalidade e o amor (lembre de incluir limites) ajudam no acerto.

Mas essa naturalidade, amor e limites só acontecem se estamos desligados de nossas possessividades, sendo pais, e de nossos orgulhos de competência, se somos professores, trazendo a criança para o primeiro plano de nossas atenções e dando a ela o amor verdadeiro que ela precisa desde o nascimento até o final da adolescência. Sim! Até o final da adolescência, porque a fase mais carente é exatamente a fase que inicia aos 12 ou 13 e só termina após o ciclo da puberdade completo!

Rousseau já dizia embora haja controposições de outros pensadores, que a
criança nasce e se desenvolve perfeita e a sociedade é que a destrói. Mais do que isso ela "...cresce e se desenvolve naturalmente sem conflitos e com integridade psicofísica, num desenvolvimento intelecto-emocional equilibrado e correto, com o foco fora da energia libidinal retirada do sexual para a energização vital, orgânica, promovendo um desenvolvimento à criança como um ser integrado e cuja consciência desperta à medida que recebe estímulos, informações e conhecimentos adequados, elaborados e passados por ensinantes pacientes, flexíveis, mas firmes: formadores de personalidades e de caráter." (Penha, idem)

Quando Penha toca nesse "ensinantes pacientes, flexíveis, mas firmes: formadores de personalidades e de caráter" eu tremo nas bases!!!!! Esse é o nosso maior desafio! Como convencer aos pais e aos professores que eles têm a obrigação de serem esses ensinantes que Penha evidencia em seu texto? Alguns até são pacientes, mas pecam pela falta de firmeza. Outros são excessivamente firmes, mas intolerantes e sem paciência. Uma parte é totalmente inflexível, com medo de estar sendo fraco ou estar demonstrando incompetência!

Mas temos a obrigação de buscar essa competência a cada dia e ajustar nossos procedimentos na medida em que descobrimos mais uma nossa falha. Exatemente por isso que a humildade deve ser o nosso ponto de partida. Ouvir muito. Procurar lembrar de nossos encontros com nossos educandos. Procurar opiniões de quem possa assistir nossas aulas. Procurar usar toda tecnologia existente para observarmos nossos defeitos.

A humildade é a base maior de todo esse caminho na direção do acerto. Sei bem disso porque necessito dela a todo momento. É comum para mim, depois de passar anos e anos estudando e pesquisando um determinado assunto muito complexo, discutindo esse assunto com outros cientistas da mesma área e chegando a conclusões que me pareceram brilhantes, encontrar uma pessoa comum, sem qualquer tipo de formação acadêmica, apenas um curioso, que me traz uma informação muito mais importante e muito mais correta do que muitas das conclusões a que eu havia chegado com meus estudos e pesquisas! Isso é fantástico quando estamos abertos ao diálogo e, principalmente quando estamos abertos a ouvir ativamente alguém.

Em um outro momento lembro-me do dia em que, depois de ter desenvolvido todo um planejamento de exercícios de valores humanos para o meu projeto educacional, alguém me apresentoou a Diane Tillman, em Nova Iorque! Ao tomar conhecimento de seu trabalho praticamente "joguei fora" tudo o que eu havia preparado e adotei suas obras, hoje utilizadas em todo o sistema IUPE, na parte de valores humanos.

Mas voltando ao comentário sob libido e ludicidade concordo completamente com Penha quando ela diz que: "o que leva as meninas manter a atenção no seu oposto, é o fato de que as informações recebidas na escola, não encontram ressonância em suas casas. Infelizmente não estou nem me referindo em seus lares, porque a maioria não considera sua casa, um lar. Um pouco de conversa com elas, nota-se que o outro lado da ponte lúdica não existe em seus lares ou nunca existiu. É como se elas, existissem em dois universos diferentes." (Penha, idem)

Essa realidade é terrível, mas é um fato! A evolução biológica está se dando mais rápida e por isso os pais estão abandonando a criança e vendo a filha como uma mulher miniatura ou é exatamente essa visão deturpada dos pais que está apressando a evolução biológica sem qualquer preparo amocional?

O desafio lançado por Penha é muito interessante: "...quantas meninas brincam ou brincaram de casinha de bonecas. (?)Quantas foram incentivadas pelos pais a buscar o seu lado lúdico naturalmente. (?)" (Penha, idem)

Comentei que Freud abandonou a fase de latência porque para ele quando não há sexo, não há interesse de estudo... uma licenciosidade psicanalítica minha, é claro, já que não posso deixar de assumir que não existe ainda maior gênio que Freud no entendimento humano!

Muito embora sua tia, em uma conversa íntima depois que ele se queixava do abandono de seus amigos (Jung e outros) disse-lhe: Sigmund, seu mal é você não saber entender as pessoas! Uma declaração dessas dirigida a Freud parece piada!!!! Mas a tia tinha lá suas razões...

Pesquisando a fundo as entrelinhas freudianas encontramos exatamente o que Penha alerta: "...nessa fase pode-se transformar INSTINTOS E MÁS FORMAÇÕES INFANTIS, JUSTAMENTE POR ESTAR A ENERGIA LIBIDINOSA SUSPESA." (Penha, idem)

Infelizmente, como também Penha concorda, essa fase não é mais LATENTE... A mídia consumista e incentivadora de antivalores transformou essa fase em FASE DA SENSUALIDADE, transformando momentos que deveriam estar dedicados exclusivamente ao lúdico e ao intelecto, quando a criança está em seu momento máximo de potencialidade intelectual, em momentos de sensualidade no vestir, no dançar, no expressar-se, no oferecer-se, estimulando, inclusive, a proliferação de personalidades pedófilas de oportunidade.

Na cultura bem representada por Thomas Mann em seu clássico "Morte em Veneza", transcrito para o cinema por Luchino Visconti, a paixão pedófila irresistível evidenciava um transtorno sexual bem claro no personagem, uma vez que o menino, embora muito bonito, evidenciava uma beleza infanto-juvenil transbordando de ingenuidade.

Hoje o comportamento, a forma de se vestir (ou de se despir) e as atitudes dos meninos e meninas, influenciados pela sociedade repleta de antivalores, dispensa a necessidade de um elevado grau de transtorno psíquico, estimulando o interesse sexual onde ele não deveria existir.

Nosso trabalho, então é estimular a ludicidade e apresentar todas as opções possíveis para que ocorra, naturalmente e no momento certo, o correto desenvolvimento intelecto-emocional da criança, eliminando os apelos sensualizantes que deturpam toda a construção do caráter nessa fase de latência assim como nas demais.

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Crianças e sexualidade

Tenho percebido, por meio dos resultados de nossas pesquisas "in loco" (ou seja, diretamente com as crianças em sala de aula e a partir dos relatos dos professores e psicopedagogos responsáveis pelos grupos), que respeitando as fases de desenvolvimento da criança e do adolescente em função não exatamente da metodologia freudiana, mas mesclando suas observações libidinosas com as observações de Wallon e de Erikson, teremos resultados maravilhosos em termos de desenvolvimento harmônico intelecto-emocional.

Isso nos leva a perceber que nas escolas em que o lúdico é enfatizado em todas as aulas e intervalos, transformando pesquisas em prazer e, inclusive usando metodologia científica adequada aos primeiros anos escolares, provoca a criação uma mentalidade científica prazeiroza nas crianças, fazendo com que as percepções de diferenças sexuais passem a ser muito mais naturais e bem incorporadas.

Estar em estado de ludicidade traz benefícios espetaculares para a harmonia intelecto-emocional e elimina a necessidade da mente estar buscando a libido para satisfações inadequadas e de forma muito precoce.

Antes viamos nossos professores e coordenadores preocupados com a sexualização precoce das meninas, principalmente elas. Sugeri, então, aos professores de educação física, que estudassem em livros antigos, brincadeiras juvenis e de quadra etc... para ensinar em suas aulas.

De início muitas meninas não queriam por acharem bobagem. Mas na medida em que viam o prazer estampado na cara das que estavam nas brincadeiras, todas passaram a se integrar ao movimento.

Na escola do Largo do Tanque quem fez isso foi o professor Jader, a partir de um livro que a sua namorada possuia, descrevendo tais brincadeiras. O resultado foi também muito bom, embora tenhamos encerrado essa experiência devido a sua tranferência para uma escola do interior do estado.

A partir dessa atividade a atenção das meninas, que atualmente está totalmente direcionada a meninos, passasse a ter um universo mais abrangente. Também as aulas de educação sexual passaram a ser mais tranquilas e com menos ansiedades.

Outra coisa muito importante que percebemos na observação das aulas voltadas para a sexualidade em Educação Infantil foi que os meninos nas fases iniciais estão procurando respostas muito mais ingênuas do que as que os adultos pensam que eles necessitam.
Por isso passamos a orientar os professores a escutar muito mais do que falar. Perguntar muito mais do que responder. E, inclusive, quando uma pergunta durante uma reunião em grupo, aparecer, passamos a orientar o mediador a repassar a pergunta ao grupo antes de elaborar a sua resposta.

Na maioria dos casos a resposta apresentada por um dos componentes do grupo infantil só precisa de uma melhorada "de leve" para satisfazer a curiosidade de todos. E na maioria das vezes não há necessidade nenhuma de se adiantar respostas diretamente ligadas ao sexo.

Percebemos que nós fomos influenciados por Freud para achar que tudo o que move a criança, desde o nascimento, é a libido. Pode ser que ele tenha razão, mas para isso temos que dar uma interpretação mais light a essa libido infantil.

A fase, por exemplo, que Freud chamou de latente, é uma das mais importantes, segundo a minha visão depois de todas essas pesquisas, para o futuro sexual da criança. Mas foi a fase em que Freud menos deu importância, exatamente porque ele não viu a libido como ele desejaria ver... O cara só pensava em sexo mesmo... embora um gênio!

Aguardo comentários e relatos de casos para que possamos estudar e debater. Vamos lá?

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Câmeras nas salas - aulas show

Alguns professores, quando souberam que todas as escolas estão envidando seus esforços para a instalação de câmeras em suas salas de aula, entraram em verdadeiro "desespero", chegando a ensaiar movimentos de contestação. Alguns chegaram a considerar um verdadeiro absurdo esse procedimento.

Vamos, então, analisar o fato segundo alguns aspectos:

Primeiramente a segurança do próprio professor e dos alunos, em relação aos fatos que estão ocorrendo com freqüência em diversas salas de aula por todo o mundo, a começar pelos Estados Unidos.

Muitos pais já procuram, para seus filhos, escolas que estejam com câmeras instaladas e, preferencialmente, ligadas à NET, para que, de casa, possam ver seu filho em sala.

Em segundo lugar para a constatação de que o mau resultado do aluno A ou B deve-se, não à falta de competência do professor, mas sim ao comportamento inadequado e incorrigível desses alunos A e B em sala.

Para o primeiro caso basta lermos os jornais diários ou assistirmos aos telejornais. Os crimes em sala não estão ocorrendo apenas em escolas de baixíssimo nível social, mas em qualquer escola, sejam elas públicas ou privadas. Mas se, ao invés de esperarmos para ler os crimes pelos jornais, nos detivermos para ler os relatórios de ocorrências disciplinares das escolas, veremos que é freqüente o encontro de alunos portanto armas brancas e até armas de fogo com intenções de revidar ameaças sofridas no ambiente escolar. A sorte dessas escolas têm sido a descoberta das armas e das intenções antes dos eventos ocorrerem! Câmeras de segurança ajudam nessa prevenção.

Embora o primeiro caso seja mais do que evidente em sua importância em aspectos de segurança dos alunos e dos professores, o segundo caso também é muito sério, embora mais ligado ao aspecto educacional propriamente dito.

Todos sabemos que muitos pais estão completamente "perdidos" em matéria de educação dos filhos. Essa realidade está fazendo com que tentem encontrar um outro "culpado" pelo mau resultado de seus filhos na escola e no mundo. Os "eleitos" são: a) professores e escolas; b) mídia; e c) sociedade.

Analisando friamente todos os três "eleitos" concluimos que todos têm sua parcela de responsabilidade, mas a principal é a dos pais, que é a mais forte e mais decisiva em todo processo educacional.

A realidade, entretanto, nos mostra que não há escola de formação de pais, pelo menos não nos moldes das antidas escolas de formação de pais da Alemanha, para onde eram enviados adolescentes que pretendiam se casar, como foi o caso, por exemplo, da mãe de Norberto Odebrecht e de outros tantos ilustres personagens de nosso país, cujo resultado educacional está acima de qualquer "má influência"...

Já que inexistem essas escolas, os únicos profissionais que teoricamente estão recebendo formação de educador são os professores. Isso faz com que a responsabilidade de suas funções acabe extrapolando os limites da sala de aula, entrando fundo na necessária interferência na educação doméstica das famílias dos alunos.

Nossos esforços educacionais passam a ser, então, muito mais abrangentes do que simplesmente ensinar o aluno a entender a nossa matéria. Temos que entrar pelo campo da educação doméstica, pelo ensino dos valores humanos que muitas vezes inexistem em casa, e assim por diante.

Mas mesmo com todo esse esforço precisamos que, pelo menos, as famílias não atrapalhem o processo! Constantemente observo que, para alguns alunos nossos esforços só dariam resultado em um regime de semi-internato, quando eles deixariam de sofrer a má influência de seus pais...

Esses pais, não sei se por coincidência ou se por qualquer outro fator, são os que mais reclamam da péssima qualidade dos professores atuais! Insistem em dizer que seu filho é perfeito e que os professores é que não sabem ensinar e não lhe dão a atenção devida ou até que seu filho está sofrendo "perseguição" de algum docente.

Essa é a hora em que as câmeras em sala de aula nos servem para tirar todas as dúvidas e colocarmos tais pais de frente com a realidade de seus filhos! Não que eles não saibam, mas para que tirem, definitivamente o véu que colocaram em suas próprias mentes para não enxergar o resultado da falta de educação e de presença em casa.

Quando uma escola estadual localizada num bairro popular de Salvador convocou os pais dos alunos para assistirem ao filme "estrelado" por seus filhos no interior da escola, todos ficaram chocados!

Pais que reclamavam insistentemente da escola viram que eram seus filhos que já entravam na instituição trazendo, da rua, drogas, armas brancas e, inclusive de fogo em dois casos, e comportavam-se na escola como verdadeiros marginais, arregimentando colegas para a formação de suas futuras "gangues" de rua...

Só o filme, produto das gravações das câmeras de segurança, conseguiu fazer com que esses pais "caissem na real" e entendessem as razões da direção da escola estar insistindo em sua presença na instituição, para que, juntos, tentassem encontrar uma solução educativa eficaz para seus próprios filhos.

O aspecto final é o da qualidade da aula dada!

Se precisamos "esconder" de uma câmera ou de algum publico, seja ele qual for, a forma como "damos nossas aulas", precisamos urgentemente rever nossa forma de trabalhar.

Uma aula, para ser eficaz, precisa ser envolvente, empolgante e entusiasmadora. Isso significa que o professor é um verdadeiro ator social, atuando no palco da sala, apresentando um show de entusiasmo para a platéia, que são seus alunos.

Isso não é para ser escondido de ninguém, muito menos de uma câmera, já que servirá, inclusive, como comprovação da excelente performance que todos os professores buscam ter em sua sublime tarefa de ensinar.

As gravações servem, inclusive, para que analisemos nossos próprios erros e omissões, para buscarmos a cada dia a melhoria de nossa performance em sala. Afinal, precisamos entender que um momento de aula é um momento que poucos profissionais têm para conseguir influenciar pessoas.

É pela análise das gravações que poderemos tentar encontrar incorreções na nossa forma de tratar os alunos que mais necessitam de nossa atenção especial. E é a forma de verificarmos se algo nos passou despercebido!

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Por que não gosto de Piaget?

Na realidade o título deveria ser um pouco diferente, já que nossa metodologia prevê a utilização de cada pensador educacional no momento certo, ou seja: para cada desafio existe uma forma mais apropriada de enfrentamento.
Vários conceitos de Piaget, por exemplo, nos ajudam a desenvolver trabalhos maravilhosos de recuperação de disléxicos e portadores de discalculia, mas para os super-dotados os conceitos de Vygotsky funcionam bem melhor, evitando o natural desinteresse pelas aulas convencionais.
Da mesma forma, enquanto Pichon-Riviére nos ensina a interferir para manter um clima de entusiasmo cognitivo com alunos de diferentes níveis de conhecimento, utilizando suas técnicas de Grupos Operativos adaptados à sala de aula, Paulo Freire estimula uma atmosfera de liberdade criativa sem muita interferência externa, nos moldes anarquistas da Escola da Ponte, de Portugal ou da Escola Summerhill na Escócia.
Gardner ajuda bastante mostrando como estimular aqueles alunos considerados de baixo nível cognitivo por meio do enfoque do trabalho do grupo na sua inteligência predominante, enquanto Golleman aposta tudo no emocional que, embora seja muito importante, não deveria desprezar o desenvolvimento lógico matemático, principalmente por ser necessário à recuperação do hemisfério esquerdo cerebral das crianças que sofreram abuso sexual.
Freud, Wallon e Erikson mostram, cada um, a sua observância do desenvolvimento do caráter da criança a partir da satisfação de cada uma das fases, mesmo que cada um tenha tido uma visão própria para essas fases. Um correto sistema educacional deve manter seus professores atentos às características apontadas pelos três, além de manter seus pais informados das verdadeiras necessidades temporais de seus filhos.
E o clima de valores humanos para dar apoio a toda a formação do caráter dos alunos poderá vir de Diane Tillman ou de Alan Saunders, a depender do estado cultural desses alunos. Se forem alunos de países em conflito, refugiados de guerra ou vítimas de discriminações fortes, Diane Tillman apresenta melhores soluções. Para religiosos, entretanto, Alan Saunders é a melhor solução.
É por causa dessa maravilhosa diversidade de conceitos que discordo totalmente de uma escola que adota uma linha única educacional, já que, para isso, ela terá também que adotar um tipo único de aluno para freqüentar suas aulas.
O que não concordo, então, é com a aplicação indiscriminada de Piaget em qualquer caso nas escolas, nem também com a mesma forma de aplicação de todas as teorias de Vygotsky. Cada caso exige uma teoria ou a soma de ambas ou nenhuma delas.
Tento passar para meus alunos que todas as teorias devem ser muito bem estudadas e muito bem entendidas, mas para serem colocadas em um arquivo consciente de fácil acesso para possibilitar a nossa tomada de decisões por nossa própria construção do conhecimento.
E que a cada momento e para cada caso especial precisaremos lançar mão desses conceitos, não para aplicá-los indiscriminadamente, mas para analisarmos a aplicabilidade de cada um deles em seus adequados momentos.

Domingo, 7 de Setembro de 2008

Educação X Constrangimento

Caso 1)

A aluna estava preparando uma "pesca" para a prova de matemática em plena aula de inglês, chamando a atenção para o fato e atrapalhando a aula. A professora, numa atitude de exercício de limites em sala, recolheu a pesca para que a aula pudesse prosseguir sem desatenções.

No dia seguinte a escola recebe uma intimação judicial, para que a professora comparecesse à Delegacia de Proteção ao Menor para responder pelo ato de constrangimento causado a menor!

Caso 2)

O aluno adolescente foi deixado na escola por uma portadora dizendo que o pai viria mais tarde trazendo os seus documentos pessoais e de transferência da escola anterior.

Depois de enviar diversos comunicados aos responsáveis solicitando a presença na escola para a apresentação das documentações, a direção resolveu mandar pelo aluno o aviso de que ele só poderia regressar para a aula do dia seguinte se viesse acompanhado de um de seus responsáveis.

Na semana seguinte a diretora da escola recebe uma intimação para comparecer à Delegacia de Proteção ao Menor para responder pelo ato de constrangimento causado ao menor!

Caso 3)

O aluno é encontrado fora de sala, durante a aula, diversas vezes, passeando pela escola. Ao ser proibido de sair da sala, a não ser que traga uma recomendação médica de necessidade de ir frequentemente ao banheiro, ameaça: "Vou prestar queixa à Delegacia do Menor" de que a escola está me constrangindo.

Caso 4)

Ao adquirir uma chácara nos arredores da cidade o Sr. R.C. encontrou trabalhando em seu terreno três adolescentes: um de 13 e dois de 14 anos de idade. Consultando seu advogado foi alertado que o E.C.A. poderia ser interpretado de forma a condená-lo por estar cometendo o crime de empregar menor de idade.

Foi obrigado a devolver os adolescentes às suas famílias para evitar ser processado por algum advogado.

Os três adolescentes já foram mortos pela polícia, depois de passarem a trabalhar para o tráfico de entorpecentes da área, já que essa é a única instituição que pode dar emprego a menores de idade e, inclusive, pagando muito bem...

Caso 5)

Os diretores de três jornais de uma determinada cidade aparecem na TV juntamente com o Juiz da Infância e Juventude comemorando a decisão de, a partir daquela data, não mais contratarem menores para a entrega dos jornais.

A partir daquele instante estava selada a sorte desses menores, pois já que o trabalho honesto estava proibido, restava o trabalho desonesto, na entrega de maconha, cocaína e crack.

Caso 6)

Precisa de caso 6? Acho que isso já é o suficiente para iniciarmos algum tipo de debate e protesto, para evitar que interpretações de leis possam ser tão perniciosas à sociedade!

Domingo, 31 de Agosto de 2008

Today´s seven points to our teachers training team

Last Saturday we have had another IUPE´s international meeting by net, showing to all of us some spectacular results reached by our methodology changes.
It was really fantastic! All teachers are achieving very good solutions. All solutions are pointing to real social transformations, mainly in the Culture of the Character Education.
Saturday meeting we´ve had five African small town teachers representing the education community. They participate all time “online” using radio net wired computers from a neighboring champing near the school. They were very happy in participating along with people from all other countries around the world. They attempted that their education problems are almost the same all around the world.
Absence of limits by family education, bad television programs and bad video-games are still being pointed as the major education problem. The same case occurs in Afghanistan, Sweden, Brazil, South Africa, United States, Nigeria or Switzerland.
Some teachers say there´s no way to change children minds, because of bad influences they get from society. They say children cannot be happy at all, due to the lack of love and limits they should be getting from their parents. Children bad behavior and violence at school are natural consequences from bad society, according to them.
Otherwise a physical education teacher working with refugees’ children in Afghanistan told us the wonderful changes their children are achieving by raising their self esteem, developing studies interest and mainly increasing their humanity culture of the character vision.
By the way: they are all AIDETIC children precociously condemned to death… and you can see all of them happy all time, living enthusiastically, playing sports, studying, researching, writing, reading and so on! They have not parents anymore. They have not family at all.
How can we understand this great difference? Where is the error? What this physical education teacher is doing with these children?
He is doing exactly what we all should be doing all time! Building the Culture of the Character Education inside these children minds! Their brains, by their own, will do the rest.
We need to change!
I won´t speak, today, about our methodology structure. This will be done next time, as soon as our searchers have finished the new Virtudious RPG (Role Playing Games) specially designed to help children developing their minds directed to life success.
We need to talk about special points to be followed by all our teachers. Write me please as soon as you have some results from these points.
Beyond the necessary teacher`s assiduity and punctuality (we have to be aware that we are examples for the children), follow, please, these small points:
1st:
Love wave in class starting point
Before starting your lesson please look straight to each one of them, in order to say, mentally: “I am here looking at you and loving you. You are here and you are important for me.”
By doing this you will be sending a wave of affection. Children will get it. This is the moment of true love, a strong word.
When people are in an auditorium position, either attending to a seminary, congress or classroom, they will be much more happy and interested if they understand they are integrated to the space and to the speaker.
2nd:
Discipline to complete real love
Love, instead, should never exist without discipline! Together they link perfect.
Love without order and behavior control generates monsters! They assume world is made only to them and create the tendency to eliminate each obstacle to this.
Behavior control and order are achieved by responsible teachers training their pupils in order to obey rules and punishing them when they disobey. When teachers don`t maintain good classroom discipline they will never be a good teacher.
Discipline without love generates neurotic children and sick adults. Everyone needs some kind of affectivity.
So, the second point is to exercise behavior control and order, the two major components of discipline. If you have a fifty minutes class, fulfill them! Children must be sure you are in command and you have total domain over the issue and over what you are teaching. Children cannot be by their own, unless it is time to be by their own.
During class time they need to have the feeling they are increasing their knowledge, If this feeling doesn`t exist they become insecure. Insecure children think that they are not as good as their colleagues and they can be worried that others don`t respect them.
3rd:
Human value inside all disciplines issues
The human value to be worked on the next three weeks, from November 1st to 19th is cooperation. We just worked on respect and results were very interesting.
All teachers have to adequate this value to their discipline in order to fix the idea inside children minds. We all know this is the best way to transform society. We have to start the transformation by our students.
Mrs. Diane Tillman (www.livingvalues.net) and Mr. Alan Saunders (charactereducation@iifwp.org), both from New York, USA, have some books showing how to work on human values with children and adults as well. I guess all of you already know her books. If someone needs some additional information write me, please, or write them.
4th:
Physical education with enjoyable and entertaining activities
Physical education classes must dedicate part of its time to develop child and adolescent entertainment activities. These activities could be indoor and outdoor fun games and others enjoyable and entertaining ones. All these activities must be integrated with the same human value which is been worked by all other teachers (cooperation during these three weeks).
This is very important to give them more fun activities options. They think they only have fun with TV programs, vide-games and computers. And we know these options are taking them to such a state of conscience where family, morality and spirituality values are falling below the minimum standards we can consider right.
At the same time we need to stimulate students to play board games like chess or any other indoor game preferably those which can develop expertise, knowledge, intellectuality and intelligence.
5th:
Scholar ranking table
In order to motivate and stimulate them to read, to write, to research, to study and to participate in games contest and competition it is a good choice to create a scholar ranking table, where students will be positioned by order of their total performance level. The punctuation may be the addition of the scores obtained in all these activities.
6th:
Special cases records
We all should write special cases records in order to disseminate the problems and difficulties we are getting and to relate which actions we took to solve them. We now that cases are almost the same all over the world.
Send your records to iupe@iupe.org.br or by commenting this blog or personally to my e-mail robertoandersen@gmail.com.
7th:
Parents and teachers meeting
Some teachers related that have very good results in increasing students performances after the first family – teachers – students round-table meeting.
One month before the event all families received a note asking what issue they would like to discuss in school side by side with teachers and their children.
They sent their suggestions and the coordinator choose the issue. This event has been a success! But it is very important to be aware that you cannot have too many people. We have to do one class each time to be sure it will run well.
This is all for today!
Please write me up to discuss your opinions and to help all of us to be more effective in our education project and to achieve the Culture of the Character Education main objectives.

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Transformar a si mesmo para poder educar de verdade!

O encontro internacional de professores do projeto

No encontro que tive sábado passado com os professores dos outros países recebi relatos espetaculares dos resultados alcançados a partir das mudanças que fizemos em nossa metodologia.

Isso é fantástico para mostrar que existe solução para a transformação social e mais ainda, que basta haver vontade individual para que essa transformação aconteça aos poucos nos locais e com os grupos alcançados por cada um de nós.

As maiores dificuldades estão acontecendo exatamente no Brasil, talvez por estarem os professores sendo "bombardeados" com uma onda de baixa auto-estima vindo de todos os lados!

Nem em alguns povoados na África, onde temos professores que não recebem qualquer tipo de remuneração financeira, ministrando aulas e educando por amor ao projeto e aos seus objetivos, encontramos tanto desânimo e tanta irresponsabilidade como a que estamos encontrando aqui.

As dificuldades materiais e financeiras daqui podem ser grandes, mas são infinitamente inferiores a desses locais, onde os resultados estãpo sendo alcançados primorosamente!

Na reunião de sábado havia representantes de cinco desses povoados africanos, debatendo comigo "online" de um acampamento vizinho à escola, onde um único computador conectado à internet via rádio permitia nossa comunicação.

E aqui reclama-se da escola não ter computadores em número suficiente para atender a todos os professores e alunos ao mesmo tempo, como se esse fosse o motivo do mau resultados de suas aulas...

As famílias são apontadas como as maiores causas da situação "irrecuperável" dos alunos de hoje! Mas o que dizer das crianças de nosso projeto no Afganistão que nem família têm mais? No sábado o professor de educação física que mandamos para lá relatava as maravilhosas mudanças que ele está encontrando na elevação da auto-estima dos alunos, na dedicação aos estudos e na construção do caráter... alunos todos órfãos de guerra e TODOS AIDÉTICOS, ou seja, precocemente condenados à morte... e nem por isso desprovidos de entusiasmo pela vida como percebo no semblante de alguns de nossos colegas...

A mudança necessária

Temos que mudar imediatamente!

Dessa vez não vou falar dos processos de recuperação da auto-estima individual. Vamos conversar sobre procedimentos práticos na própria sala de aula, para que, a auto-estima cresça a partir da própria aula.

Além da necessária assiduidade e pontualidade extremamente necessárias a quem precisa dar exemplo, um dos grandes segredos do início de qualquer aula é a "empatia provocada".

Todas as pessoas que, por algum motivo, estão na posição de platéia, seja num seminário, congresso ou sala de aula, estarão muito mais satisfeitos se entenderem que o palestrante, congressista ou professor está direcionando suas palavras para ele.

Nada pior para um aluno do que estar sentindo alguma impessoalidade do professor, já que isso soa como desprezo.

Uma das técnicas é olhar diretamente cada um dos alunos no início da aula, fixando-se por alguns segundos em cada um deles, sentindo-se enviar uma onda de afeto e simpatia, registrando assim a sua presença e a dele naquele espaço.

Alunos que adentram o ambiente após esse início devem ser recebidos com esse mesmo olhar, mesmo que o momento não permita uma interrupção do que se está falando, mas o registro pelo olhar é básico para a integração de todos ao ambiente e a você.

Esse é o momento do amor, palavra forte e que muitos preferem substituir por afeto, mas que têm o mesmo significado nesse instante.

Mas o amor nunca deve existir sem o limite, para que a ligação seja perfeita. E esse é o segundo ponto importante dessa técnica: exercer o limite pelo preenchimento de todo o tempo de aula, mostrando o seu domínio total sobnre o assunto e sobre a forma de trabalhá-lo em prol de uma perfeita sintonia ensino-aprendizagem.

Mas nem sempre o simples preenchimento do tempo mantém a atenção dos alunos. Há aqueles com capacidade cognitiva acima da média que precisam de desafios maiores para manter sua atenção em sala. Os professores deve estar sempre com esses desafios complementares na reserva.

E há também o extremo oposto, ou seja, alunos com dificuldade cognitiva tendendo a "jogar tudo para o alto". Essses necessitam de desafios em seu nível de entendimento para quebrarem o bloqueio psiquico e, em seu devido tempo, acompanharem a turma.

Quando seguimos rigorosamente essas técnicas encontramos resultados tão satisfatórios que isso nos serve como elevador de auto-estima!

Estaremos usando nossa sala de aula como elemento para nossa própria terapia individual, mas dessa forma tudo será lucro!

Outros detalhes:

Outros detalhes técnicos que estão dando resultados espetaculares:

1. Educação física com espaço para o ensino e o treinamento de brincadeiras juvenis quase esquecidas!

Isso desvia a atenção das meninas para alguma coisa além de simplesmente "só pensar em meninos"

Lembrem que os meninos ainda têm o futebol para pensar, mas para as meninas restou apenas o pensar neles...

2. Avaliação todas as semanas ou até em todas as aulas, mesmo que seja um simples B (bom) S (Satisfatório) e I (Insatisfatório) baseado em quem está acompanhando e participando da discussão do assunto do dia.

Eles se sentem mais seguros com esse controle e acabam gostando de ser avaliado porque sentem que estão aprendendo.

3. Deveres de casa constantes e correção desses deveres em sala.

Eles ficam desestimulados quando fazem o trabalho e o professor não dá a menor importância para a correção.

Conclusão de hoje:

O trabalho educativo pode ser muito árduo e até muito difícil, mas exatamente para isso existimos nós, os educadores, que somos os únicos que realmente podemos cointribuir decisivamente para a transformação social.

Sábado, 23 de Agosto de 2008

Divagação

Amigos,

Alguns dos nossos debatedores me questionaram a razão de eu começar as mensagens com o termo "amigos"...
Pode até parecer um tratamento levado a intimidade "forçada", mas aqueles que realmente me conhecem já sabem que esse é o meu principal objetivo de vida: transformar a humanidade numa aldeia global de amigos! Amigos de verdade; amigos que não se incomodam com adversidades, agressividades, maus tratos.
Quando alguém assim nos trata está na hora de entendermos que esse tratamento é fruto de algum desequilíbrio emocional e que essa pessoa está pedindo sua ajuda!
Assim fazendo estaremos eliminando grande parte das animosidades, irritabilidades, agressividades que só atrapalham o bem estar de um grupo social, de uma comunidade e de uma família.
Mas vamos ao que interessa!
A vida, gente, é uma só, exceto para os espiritualistas, é claro, que têm a vantagem de reencarnar várias vezes.
Mas para nós outros, simples mortais não espiritualistas, essa nossa etapa é única!
Isso significa que, se não a aproveitarmos bem, estaremos "passando por ela" ou simplesmente "vegetando".
Ainda analisando a vida, vemos que estão mais satisfeitos, alegres e felizes aqueles que sentem estar contribuindo de alguma forma para seu grupo social. Os que conseguem sentir sua produtividade têm condições de construir uma estrutura emocional mais estável. Os que surpreendem-se com sua inutilidade entram em estado de desequilíbrio e, muitas vezes, acabam sendo levados ou à depressão ou à "fuga" constante do momento reflexivo.
Precisamos da inteligência e da estrutura emocional firme e positiva de todos os nossos amigos. Precisamos de nossos amigos, mas precisamos que estejam bem consigo e conosco. Bem com o mundo à sua volta. Bem com a vida.
É a hora de pensarmos no respeito e na tolerância, mas, principalmente, na forma como poderemos influenciá-los para que estejam no mesmo barco que nós... desde que o nosso esteja no rumo certo, é claro!
O rumo é simples. É o rumo do amor e do conhecimento. Amor incondicional. Conhecimento ilimitado.
Amor e conhecimento são as bases de sustentação do ser humano e as bases da formação da sabedoria do pensador.
Como construir um ambiente de verdadeiros pensadores dentro de uma realidade tão fugídia? (Fugídia: em constante fuga de sua responsabilidade para com o mundo à sua volta.)
Não acho difícil. Sei que é uma arte. Sei que é uma possibilidade verdadeira e que se transforma em prazer na medida em que os resultados aparecem.
São dois momentos básicos. O da sala e o da preparação.
Na sala basta olhar fixamente e por alguns poucos segundos, os olhos de cada aluno em sua sala de aula... mas olhar com o coração, enviando a energia do amor verdadeiro que cefrtamente existe dentro de você. Nesse instante você estará integrando-se ao círculo do amor coletivo emanando da consciência grupal.
A preparação se dá em todos os demais momentos de sua vida ponde cada informação deve ser entendida como um novo desafio para pesquisa e para questionamento. É o momento da ampliação do conhecimento.
Um e outro se completam...
Esse momento de reflexão eu estou escrevendo momentos antes de enfrentar uma vídeo-conferência com a maioria dos professores e coordenadores que seguem meu projeto educacional.
Precisava falar com vocês, antes de falar com eles...
Boa sorte para mim... rsrsrs
Um grande abraço a todos...

Seu amigo,
Roberto Andersen


PS1: Quem quiser aventurar um doutorado na Itália, aí vai o endereço:

http://formyeducation.blogspot.com/

PS2: Quem puder assista a minha palestra nessa terça feira, 26 de agosto, na UNIFACS Iguatemi. Estou convidando mas nem sei se pode... Quem quiser se aventurar entre em contato com o Diretório de Letras da UNIFACS e diga que eu pedi para vocês assistirem essa palestra minha na abertura do congresso deles. Será às 19 horas. É sempre um prazer enorme quando encontro em minhas palestras algum componente do nosso grupo de discussão.... mesmo que o grupo esteja meio parado...

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Notícias neuro-psico-cognitivas

Dos doze comentários que Luciana Christante publicou em suas colunas no Mente Cérebro dessa semana ressalto a importância de quatro deles, já que fazem parte de nossas áreas de pesquisa e, portanto, são de suma importância para nossos debates. Os comentários têm os títulos: aromaterapia; déficit de atenção; depressão; e plasticidade neural.

Aromaterapia:

As fragrâncias dos óleos essenciais da laranja e da lavanda agem nos receptores cerebrais do sistema límbico, que é um dos responsáveis pelo processamento das emoções, provocando efeitos sedativos e relaxantes.

Experiências realizadas com ratos mostrou que esses efeitos são mais eficientes do que os da aplicação química de medicamentos da família do Diazepan.

Mais uma vez comprovado que devemos procurar todos os meios disponíveis na natureza para evitar a utilização de medicamentos, já que todos eles acabam trazendo efeitos secundários prejudiciais à saúde.

Déficit de atenção:

Pesquisadores de um consórcio de pesquisas entre a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Universidade Harvard recomendam o tratamento médico (certamente utilizando a Ritalina) de todos os funcionários das empresas que apresentarem sintomas semelhantes aos de TDAH (transtorno de défict de atenção e hiperatividade).

Segundo o consórcio as despesas com esses tratamentos serão menores do que o prejuízo causado pelas ausências ao trabalho, perda de eficácia e perda de qualidade no trabalho de cada um desses funcionários.

Continua o "ataque" das multinacionais do remédio no sentido de aumentar os seus lucros. Agora que já conseguiram convencer a todos os educadores e pais que devem tratar seus filhos irrequietos com remédios psiquiátricos, tentam invadir ass empresas, convencendo os executivos a levarem seus funcionários ao mesmo tratamento.

Depressão:

Descoberto por acaso mais uma droga a ser usada para trazer a felicidade... A quetamina, antigo anestésico de uso veterinário desativa emoções negativas como culpa e baixa auto-estima, já que inibe a liberação do neurotransmissor glutamato.

Os pesquisadores estão animados principalmente devido ao efeito da droga ser de apenas 24 horas, ou seja, muito menor do que as diversas semanas necssárias para os tratamentos convencionais.

Mais uma DROGA DA FELICIDADE, para fazer com que pessoas saudáveis, ao invés de procurarem se conhecer melhor, sejam tratadas quimicamente...

Plasticidade neural:

Aprender e praticar duas ou mais línguas diferentes da sua estimula a plasticidade neural, resultando em conexões sinápticas mais fortes, abundantes e duradouras, preservando o tecido cerebral da degeneração normalmente associada ao avanço da idade.

É o fim do declínio cognitivo e a melhor proteção contra o Mal de Alzheimer.

Esse é o tratamento que mais recomendo! Estudar outros idiomas e praticá-los! A cada termo novo em um diferente idioma é como se estivéssemos multiplicando o nosso cérebro e eliminando todo e qualquer neurônio ocioso! Quem faz isso estará dando um grande passo para garantir sua saúde para o resto da vida. E sem o Mal de Alzheimer!

Envio esses comentários para a sua reflexão.
Um grande abraço.

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Educação e camisinha

EDUCAÇÃO E CAMISINHA
Roberto Andersen – 26/06/2008

O anúncio pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do início da produção de 400 máquinas de camisinhas a serem instaladas nas escolas públicas que participam do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas mostra mais uma vez que o governo está fazendo seu trabalho pela metade!

Todos sabem (pelo menos os que não são hipócritas) que a instalação dessas máquinas vai servir de incentivo ao sexo entre menores de idade e, mais ainda, que eles serão obrigados a manter relações sexuais dentro dos banheiros ou em ambientes insalubres (depósitos, cantos de corredores, etc...).

Alerto as autoridades, então, para mais um excelente investimento social que, além de resolver essa segunda parte do problema, também será mais uma oportunidade de se ganhar algum dinheiro como participação “nesses lucros”.

É a transformação obrigatória, nas escolas públicas, de algumas salas de aula em “transatórios”, que seriam alojamentos preparados para as relações sexuais dos adolescentes, com mais conforto segurança para os casais.

Mas, apesar dessa ligeira falha do governo não pensando na preparação desses locais adequado para as relações sexuais dos alunos, no mais o projeto é perfeito, principalmente no seguinte aspecto:

Aqueles alunos totalmente “anormais” que insistem em usar o ambiente da escola pública para estudar, deixando o namoro e o sexo para mais tarde, ou por opção própria ou por controle efetivo dos pais, passam a ter mais um elemento incentivador para entrarem no “mundo dos normais”.

E para aqueles que fazem isso por controle limitador da família, já poderão se considerar livres, uma vez que com o dinheiro da merenda estarão aptos a trocar suas horas de estudo por horas de sexo.

O governo, mais uma vez, está de parabéns por tomar medidas tão úteis à sociedade, principalmente aos futuros filhos dos adolescentes gerados nos banheiros das escolas públicas de todo esse maravilhoso país.

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Remédio para pessoas sadias

Há alguns anos o presidente de uma das grandes indústrias farmacêuticas mundiais declarou, em reunião de sua diretoria, que as metas de vendas de remédios para os doentes estavam todas alcançadas e superadas. Agora precisavam aumentar seus lucros ampliando seus consumidores. Para isso deveriam estudar as formas de passarem a vender remédios para as pessoas sadias.

Os estudos foram realizados e os resultados, em poucos anos, superaram as expectativas! A lucratividade dessas multinacionais do remédio aumentou consideravelmente e não para de crescer! Houve, de fato, uma real ampliação do seu universo de consumidores, já que agora já vendem remédios para pessoas sadias.

Se remédios não fossem drogas químicas com efeitos colaterais estaríamos observando apenas uma jogada comercial inteligente e até elogiável. Isso no campo do marketing, da propaganda e do planejamento estratégico de mercado. Mas, infelizmente, estamos lidando com produtos responsáveis por inserir no organismo das pessoas substâncias químicas voltadas para o estímulo de alguma área biológica, podendo, certamente, trazer conseqüências muito graves e danosas para a saúde.

A estratégia usada foi digna de Maquiavel (O Príncipe) ou até, mais propriamente, inspirada em Baltasar Gracian (A Arte da Prudência), obra que ensina detalhadamente como vencer na vida sem qualquer tipo de escrúpulos, ética ou coisa parecida...

Aos poucos fomos sendo convencidos pela mídia em geral que diversos comportamentos, antes considerados normais, deveriam agora ser tratados como doenças, algumas até consideradas graves e perigosas!

A partir daí já podemos perceber que fomos levados a anular a capacidade de crianças superdotadas diagnosticando-as como “portadora de déficit de atenção e hiperatividade”. Isso porque se elas não conseguem suportar as aulas normais de uma escola tradicional, é comum apresentarem comportamento irrequieto! São, então, rotuladas como portadoras de TDAH.

Também as crianças e adolescentes com memória e inteligência seletiva estão sendo confundidas como portadoras de autismo e sendo levadas a tratamento quimio-terápico e crianças e adolescentes com comportamento diferenciado do resto da sua turma estão sendo considerados “esquizofrênicos” e aplicando altas dosagens de remédios controlados neles.

Para os adultos isso nào fica por menos. Adultos mal resolvidos emocionalmente e com elevado nível de estresse estão sendo considerados impotentes sexuais e (...) Viagra neles.

E agora tenta-se alcançar os estudantes e profissionais que precisam se apresentar em público! Já existe uma droga específica para eles: os betabloqueadores!

Estamos recomendando remédios controlados para quem deseja estar mais feliz, para quem deseja falar em público sem nervosismo, para quem deseja evitar problemas do coração sem nunca ter tido nenhum sinal de problemas cardíacos, para quem deseja conquistar um parceiro sem timidez,... e assim por diante.

Caímos, definitivamente, na rede das indústrias farmacêuticas mundiais! A cada artigo que lemos nos jornais e a cada programa que assistimos na televisão... ...surge mais um novo milagre químico! E ele nos é oferecido para resolver problemas que nunca tivemos!

Está na hora de refletir sobre o assunto com seriedade e evitar danos irrecuperáveis às mentes de nossas crianças e adolescentes!

Domingo, 22 de Junho de 2008

Reprogramação cerebral

Em minhas aulas e palestras costumo enfatizar a programação cerebral como a base para a construção de nossa realidade de vida. Minha convicção sobre o assunto aumentou bastante quando Edward Wilson (Consiliência) apresentou a idéia de que nossa realidade biológica é toda uma complexa programação cerebral: parte genética, parte biológica e parte social.

Quando, por sua vez, Antônio Damásio (Mistérios da Consciência), acabou por concluir que existe uma mente e um cérebro, interdependentes mas diferenciados em suas funções e responsabilidades, as informações começaram a fazer sentido.

Nossas pesquisas, a partir desses conceitos e de outros mais antigos aprendidos na década de setenta com os xamãs aborígenes da Austrália, apontaram para: um cérebro material, constituído de neurônios e suas ligações; e uma mente comandando todo o processo de formação do próprio cérebro desde o momento da fecundação até o momento da morte.

Essa mente seria a responsável pelo nosso pensamento, embora o próprio Damásio tenha colocado o pensamento como simples fruto da atividade neuronal em seu primeiro livro (O Erro de Descartes), quando parodiou a cérebre frase de René Descartes – “Penso, logo existo!” – pela sua: “Existo e sinto, logo penso”

Nossas pesquisas somadas às observações a nós apresentadas e mais ainda aos resultados de diversos outros institutos de pesquisa mostram-nos, agora sem sombra de dúvidas, que nosso mundo está muito mais para Matrix e realidade quântica do que para o materialismo exacerbado e a Física Newtoniana.

O ceticismo no que não é puramente tradicional constitui, hoje, um entrave para o correto andamento do próprio mundo como um todo e, principalmente, do desenvolvimento do conhecimento científico. Afinal, estamos numa época em que precisamos de todas as inteligências do planeta trabalhando em prol de uma correta transformação social e científica, já que os desafios agora estão cada vez maiores e mais globais.

Quando, numa conferência que proferi em Seul em 2000 enfatizei a necessidade da integração entre ciência e espiritualidade eu estava procurando alertar aos pesquisadores e estudiosos ali presentes da necessidade de se estudar a fundo os mistérios das diferentes tradições ao invés de ignorá-los. Esse estudo, mesmo com o propósito da contestação, seria muito mais útil à humanidade do que ignorá-lo por não compreendê-lo.

Um desses mistérios é a força do pensamento. A incomensurável força que todos nós temos e que não sabemos explicar... e que grande parte dos cientistas, por não encontrarem explicação na ciência tradicional, abandonam o caso como “coisas sobrenaturais...”

É bom estarmos conscientes de que ser um cientista não significa ser o “dono da verdade!” Devemos ter a humildade de aceitar que a existência de eventos ou fatos que não podemos explicar, significa apenas que nosso conhecimento científico ainda está muito aquém do necessário para esse entendimento.

A reprogramação neurológica por que passou a cientista neuroanatomista Jill Bolte Taylor após sofrer um derrame cerebral (My Stroke of Insight, USA, 2006) mostra, mais uma vez, o imenso poder mental, de localização ainda misteriosa, existente dentro (ou fora) de cada um de nós.

Essa força misteriosa, que é a força do pensamento, possibilita a reorganização de todas as nossas ligações neuronais e até estimula o nascimento de novos neurônios, desde que sejam necessários e mesmo que isso tenha sido considerado impossível até alguns anos atrás.

O trabalho dessa força depende totalmente das ligações emocionais envolvidas no processo e isso pode ser constatado pela atenção, afeto e paciência de sua mãe ajudando-a passo a passo a ler novamente, a fazer quebra-cabeças, a se alimentar, a ir ao banheiro e deixando-a dormir bastante para reconstruir, aos poucos, os arquivos cerebrais danificados.

Esse trabalho é lento e necessita de treinamento intenso e repetitivo, sendo realizado com muito afeto e entusiasmo por parte do terapeuta, seja ele um profissional ou um simples amigo ou parente, desde que esteja realmente interessado e acreditando na plena recuperação do paciente.

Nesse momento barreiras imensas surgem de toda parte, principalmente de profissionais que, do alto da sua imensa sabedoria (?) neurológica, apresentarão um quadro pessimista (que dirão ser realista) desmotivando os parentes, amigos e o próprio paciente e, com isso, atrapalhando todo o processo de cura.

Neurologistas mais céticos tentam, infelizmente, minimizar todas as recomendações de reprogramação afetivo-emocional para a reconstrução cerebral, dizendo que isso só é possível quando a área afetada é muito pequena.

Ao mesmo tempo eles são obrigados a reconhecer que existe uma permanente transformação das ligações neuronais a partir das atividades do dia-a-dia. Ou seja: a teimosia desses céticos acaba por construir um verdadeiro paradoxo nas suas declarações.

Quando ouço esses profissionais justificarem a sua descrença dizendo que “não existe comprovação científica sobre isso” chego a “tremer nas bases”, já que esse procedimento marca o início de uma fatal acomodação na ciência pré-estabelecida, como se nada mais houvesse a descobrir no mundo. Se não está provado ainda é porque não é verdade!

Tais declarações me remetem ao episódio de um transeunte que, ao passar por uma rua e observar uma árvore que, após forte ventania, caiu sobre um carro, esperar a exibição da reportagem pelo Jornal Nacional para acreditar no que viu.

Está na hora de acreditarmos mais: no que vemos; no que ouvimos; e no que sentimos; e utilizar nossa inteligência para pesquisar a fundo as razões de todos os fatos ao invés de os ignorarmos.

Eliminar totalmente o pessimismo e criar idéias novas, por mais absurdas que possam parecer, é o que vai estimular novas pesquisas e possibilitar a descoberta de novos caminhos, mudando repentinamente a nossa visão de mundo e trazendo mais esperança a todos nós.

E, na prática, esse trabalho deve ser realizado diretamente com todas as crianças e adolescentes, em casa e na escola, por todos os educadores, sejam oficiais ou “de oportunidade”, ou seja: pais, professores, parentes, funcionários, etc.

O processo deve começar pela eliminação de toda forma educacional castradora e bitolada, substituindo-a pelo incentivo à criatividade e ao questionamento fundamentado.

O trabalho seguinte é a comparação de todos os conteúdos à realidade da vida atual, possibilitando o entusiasmo pelo aprender e pesquisar, complementando com: o desenvolvimento de todas as inteligências; o exercício do controle das emoções e sentimentos e;

Para evitar o surgimento das “sabedorias absolutas”, a vivência dos valores humanos, onde a humildade é ensinada como forma de entender que não somos os “donos da verdade”.

Sábado, 21 de Junho de 2008

Reprogramação

Importante parar para reprogramar! Aproveitando o início do recesso de São João, vamos reprogramar!

Primeiro dia! Que maravilha! Iniciando o período de desestressamento geral! O grande desafio é ter coragem para mudar toda a rotina e iniciar uma reprogramação completa de vida, para nunca mais entrar entrar naquela mesma "bola de neve"...

O controle dos sentimentos e das emoções deve ser o primeiro fator a considerar num período de desestresse total! Reorganizar os pensamentos, rever a maneira de ver e encarar as pessoas, olhar com outros olhos os mesmos fatos e as mesmas amizades... enfim... reprogramar geral.

O primeiro dia pode até parecer meio perdido, já que o ideal é mesmo descansar... dormir muito... meditar muito... refletir muito... sem grandes esforços... é sábado! Ler a parte cultural de todos os jornais. Não dar a menos importância as áreas políticas, policiais, administrativas, financeiras, econômicas, etc...

Mas, para variar, uma coisa acaba me chamando muito a atenção: a provável guerra entre Israel e o Irã... Aí a meditação e a reflexão sobre o nada acaba se transformando numa fria análise de acontecimentos da política mundial...Mas é por pouco tempo. Só vou me preocupar com isso amanhã, quando os jornais já devem ter alguma notícia nova... quem sabe a guerra começou? Destruir o arsenal nuclear do Irã é a meta de Israel... será que o farão? Já disse que é só para amanhã!!!

Bom, mas melhor do que isso foi o chocolate quente... com torradas Balducci... e creme de alho por cima... preparado com muito amor e carinho por Irani... E Caio perguntando que horas são, para saber se tem que dormir para amanhã acordar bem cedo e ir comprar fogos para o São João.

E que livro as crianças compraram hoje!!! As Crônicas de Narnia! Um livro enorme e que já estão "devorando"... Trechos interessantes e bastante filosóficos!

E, entre uma conversa e outra, eu fazendo uma análise sobre o comportamento das meninas, para produzir minha próxima palestra. Se o tema da anterior foi: "Garotos: educá-los ou domá-los", qual deverá ser o tema do das meninas? Elas merecem um tratamento todo especial, mesmo porque são especiais.

Como bem disse Ziraldo: "Menina não é feminino de menino. É outra raça". E elas estão, aos poucos, ampliando o seu universo, podendo ser mais lúdicas e livres, podendo invadir todas as conversas, jogos e brincadeiras antes privativas dos meninos, embora continuem visando o mesmo ideal feminino de sempre, que é buscar o apoio de um homem para se sentirem protegidas...

Como montar uma palestra dessas para uma platéia constituída, na sua maioria, de mulheres?
Mas vamos montando aos poucos essa conversa que parece empolgante! Afinal meninas querem ser sempre diferentes! Se pudessem mudariam diariamente! Ao contrário dos garotos que fazem questão de serem sempre iguais...

Alguém tem mais alguma idéia para o assunto?

Domingo, 15 de Junho de 2008

Alunos superdotados

No livro que estou acabando de escrever há um capítulo totalmente dedicado aos superdotados, mas não posso esperar a sua publicação para divulgar algo de vital importância para todos nós: pais, professores e comunidade em geral, já que poderemos estar colaborando, ingenuamente, com um verdadeiro crime contra a humanidade:

Estou realmente preocupado com o "verdadeiro crime" que está sendo cometido contra alguns meninos e meninas com inteligência acima da média, diagnosticados equivocadamente como portadores de anomalias cognitivas ou comportamentais!

Está na hora de darmos um "basta" na ganância e na falta total de ética de alguns dos grandes laboratórios farmacêuticos que estão conseguindo convencer a milhares de educadores a encaminhar tais alunos para tratamento psiquiátrico ou neurológico por apresentarem sintomas característicos de transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, esquizofrenia, dislexia, discalculia, transtornos disruptivos (desafiadores de oposição) e outros.

O suplemento científico do Le Monde já havia denunciado que isso iria acontecer, há alguns anos, quando o presidente de uma dessas multinacionais do remédio declarou que o objetivo agora seria a venda de remédios para as pessoas sadias. Infelizmente já estão conseguindo.

E junto com o seu lucro está sendo destruído todo o potencial intelecto-emocional de uma infinidade de crianças e adolescentes, submetidos a dosagens de remédios controlados que nunca deveriam estar sendo ministradas a eles!

Amigos! Precisamos estar atentos para isso e agir imediatamente, alertando professores, psicopedagogos, pais e toda a comunidade para observarem melhor seus filhos e alunos antes de encaminhá-los para um tratamento que pode destruir toda a sua capacidade intelectual e eliminar sua possibilidade de ser um adulto feliz.

Os relatos de exemplos que nos chegam são diários e assustadores. Por isso precisamos prestar muita atenção aos seguintes aspectos, que podem nos levar a um diagnóstico totalmente equivocado:


a) Por apresentarem comportamentos diferentes dos demais alunos, as atitudes dos superdotados são, constantemente, confundidas com sintomatologias de patologias psiquiátricas e neurológicas, como por exemplo, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o autismo e muitas outras. Isso poderá provocar atitudes equivocadas por parte dos pais, professores e terapeutas, levando a criança a tratamentos desnecessários e, muito freqüentemente ao uso "criminoso" de medicamentos que destruirão toda a sua elevada capacidade cognitiva.

b) Por não se interessarem pelas aulas normais, que naturalmente consideram enfadonhas e repetitivas, podem ser desestimulados ao estudo e aumentar o seu nível de estresse, agindo com irritação e agressividade, perdendo, aos poucos, toda a sua elevada capacidade intelectual;

c) Por estarem inquietos em sala de aula podem ser confundidos com alunos mal educados e desobedientes, serem perseguidos pelos professores e assumirem um comportamento anti-social, perdendo toda a possibilidade de virem a ser úteis à sociedade.

d) Por apresentarem respostas mais rápidas e resultados muito melhores que os alunos normais, podem sofrer com o processo de bullying e serem afastados do convívio social sadio no ambiente escolar.

e) Alguns desses alunos, apesar de terem uma inteligência acima da média, desenvolvem-na de forma seletiva, tornando-se incapazes de absorver qualquer conhecimento que não esteja ligado ao assunto de seu interesse, sendo então "reprovados"nas demais disciplinas e repetindo o ano, o que destruirá toda a sua elevada capacidade intelectual.

Devemos também estar atentos aos alunos que, embora não sejam superdotados, apresentam tais sintomas por simples e pura falta de limites em casa e na escola, fazendo com que seus pais e professores comodamente classifiquem-no como "doente", para justificar a sua incompetência educacional.

Nosso instituto de pesquisas vem catalogando diversos desses casos de diagnóstico equivocado e vem acompanhando o desenvolvimento daqueles que "escaparam" dos tratamentos convencionais... e hoje apresentam os resultados de uma inteligência brilhante!

Por outro lado também nos preocupa a idolatria ao superdotado, como tem sido visto constantemente nos Estados Unidos e agora também no Brasil.
Pais enriquecendo às custas da exposição da inteligência superior do filho na mídia e esse sendo estimulado a "pular etapas" em sua formação integralizada, trazendo um desequilíbrio intelecto-emocional com graves conseqüências.

As recomendações tradicionais de aceleração, enriquecimento e segregação estão sendo muito comuns nos Estados Unidos e agora também aqui no Brasil. Isso certamente poderá trazer a construção de um caráter esnobe e presunçoso, além de graves conflitos emocionais.

Precisamos, então, observar com muito cuidado cada criança e adolescente sob nossos cuidados, para evitar que nossa impaciência em lidar com suas explosões energéticas nos levem a diagnosticá-las como "doentes" e assim destruir toda a sua possível capacidade intelectual.

Qualquer dúvida, comentário, contestação ou sugestão, publique aqui mesmo em nosso BLOG ou entre em contato diretamente comigo, pelo e-mail: robertoandersen@gmail.com (serve também para o msn e o orkut).

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

O cérebro humano (comentário sobre o artigo de Airton Luiz Mendonça)

O cérebro humano e a vida

(comentário sobre o artigo de Airton Luiz Mendonça)

O comentário de Mendonça sobre a medição do tempo por meio da observação dos movimentos me lembra os resultados de várias pesquisas sobre o tempo, uma delas realizada na Inglaterra, concluindo pela sua inexistência!

O tempo, como nós o entendemos, seria fruto de nossa imaginação a partir da observação dos movimentos de nosso planeta e a conseqüente passagem da lua, do sol e das estrelas.

Isso significa que suas observações têm fundamento, ou pelo menos seguem as mesmas linhas de pensamento dessas outras pesquisas.

Nosso relógio biológico, entretanto, parece estar em duas realidades distintas. Uma é a que o adequa ao tempo observado externamente, como pode ser comprovado, por exemplo, numa criação de galinhas em que se simula dois dias e duas noites em apenas 24 horas para duplicar a produção dos ovos. Com o ser humano foi observado efeito semelhante nas estações de pesquisa na Antártica.

A segunda parte do artigo fala do automatismo cerebral. Concordo com quase tudo o que ele falou, mas discordo de um dos "antídotos", que é o da comemoração dos aniversários, registro de dia etc.

Vamos aos fatos.

O automatismo é realmente uma realidade exatamente para liberar neurônios e ligações neuronais para atividades mais necessárias, já que as rotineiras já podem passar para o controle automático.

Realizar alterações de rotina significa dar uma utilização mais eficaz ao cérebro e evitar a ociosidade perigosa para o aparecimento do Mal de Alzheimer.

Minha discordância está apenas nas comemorações de aniversários, bodas, etc... devido a descoberta de Edward Wilson sobre a programação cerebral.
Desde que ele (Wilson) nos mostrou as suas conclusões sobre isso começamos todos a pesquisar as conseqüências de cada tipo de programação.
Marcar data de aniversário programa o cérebro para o envelhecimento celular mais rápido. É como você estivesse lembrando: "envelheça mais um ano agora!"
As outras recomendações são valiosíssimas e eu as uso constantemente.

Esse é o meu comentário.

Segue abaixo o texto que gerou o comentário:



De: Airton Luiz Mendonça

"O
cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma
mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a
noção do tempo."
"Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo

sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos
cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece
porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos,
pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer
e o pôr do sol."
"Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso
cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo
trabalho."
"Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de
nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal
quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não
aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma
experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender
o que está acontecendo."
"É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se
repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e
'apagando' as experiências duplicadas."
"Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o
tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada
vez mais rapidamente."
"Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa
atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando
de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular
ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está
escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na
mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas
experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para
a mente."
"Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São
apagados de sua noção de passagem do tempo..."
"Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a
experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se
repetir: as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de
televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem
a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido
longo e cheio de novidades), vão diminuindo."
"Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de
novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras
palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... r-o-t-i-n-a."
"Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa,
mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu
diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração
do tempo:
M & M ( Mude e Marque )
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família sugiro que
você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano,
e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha
filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para
eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de
momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou
daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma,
visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor
do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no
Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a
mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências
diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já
estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades
ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos
esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A.
"Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais
longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver
e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais
interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida
que existem por aí."
"Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares
diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade,
emoção, rituais e vida."

Domingo, 25 de Maio de 2008

Sábado ou Domingo - Polêmica religiosa

A CARTA DE EINSTEIN E A POLÊMICA ENTRE O SÁBADO E O DOMINGO

Depois que surgiu a notícia de que numa das cartas de Einstein recentemente achadas (escrita pouco antes de sua morte) ele desprezava as religiões, muita gente começou a se interessar pelo assunto de forma bastante equivocada.

Uns, céticos perante tudo na vida e se dizendo cientistas, aproveitam essa declaração para justificar sua total descrença em tudo o que diz respeito a religiosidade, tentando fazer com que todos os sigam nessa sua convicção interior.

Esse é o caso de Richard Dawkins, por exemplo, em seu "Deus, um delírio", obra completamente sem sentido mas com sucesso de vendas em todo o mundo, completamente diferente de sua obra anterior "O gene egoísta", onde ele realmente expõe suas idéias de forma mais clara e com um certo sentido científico.

A impressão que nos passam é que a sua descrença os incomoda tanto que eles precisam convencer a todos para que os sigam nesse ceticismo sem sentido... esquecendo do (ou não se importando com o) fato de que a maioria das pessoas só consegue entrar no caminho dos valores humanos corretos se a isso for determinado por uma religiosidade...

Esse, na realidade, é o maior valor da religiosidade e que, embora estejamos achando que evoluímos bastante, ainda precisamos dela para conter os ânimos de grande parte da humanidade.

Mas a partir da publicação da carta de Einstein, que irá a leilão nessa semana, voltaram a surgir as polêmicas sobre detalhes que, na realidade, em quase nada contribuem para o que a humanidade verdadeira mente precisa, que é muita responsabilidade, muito respeito, muita honestidade e muita humildade.

Mas se surgiram, vamos a elas:

Muitos alunos adventistas têm me perguntado por que sua religião é a única que segue a bíblia corretamente, já que Deus determinou o sábado como dia de dedicação a Ele.

Vamos começar pelo seguinte: todas as religiões procuram seguir seu livro sagrado. Alguns desses livros mais conhecidos são: entre os mussulmanos, o Alcorão; entre os Judeus, o Torá; entre os cristãos, a Bíblia.

Nos dez mandamentos da bíblia adotada pela maioria dos cristãos (exceto Adventistas e outras denominações sabadistas, como a Batista do Sétimo Dia, etc), os mandamentos seguem a ordem:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas

2. Não tomar o seu santo nome em vão

3. Guardar domingos e festas

4. Honrar pai e mãe

5. Não matar

6. Não pecar contra a castidade

7. Não furtar

8. Não levantar falso testemunho

9. Não desejar a mulher do próximo

10. Não cobiçar as coisas alheias

Mas, na realidade, considerando que o antigo testamento tenha sido uma obra ditada por Deus, o que Ele falou, segundo a tradução que hoje conhecemos, foi:

"Trabalharás seis dias e farás a sua obra. Mas no sétimo dia que é um repouso em honra do Senhor teu Deus, tu não farás trabalho algum. Nem tu, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de seus muros, Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contém, e repousou no sétimo dia; e por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou."

O que significa, então, o sábado falado por Deus? Esse sábado sagrado tem que ser obrigatoriamente o sétimo dia depois de outros seis dedicados ao nosso trabalho humano. Em nossa atual civilização o primeiro dia dedicado ao nosso trabalho é a segunda feira (Lunes, Monday, Lundi, etc) e o sexto dia de trabalho é o sábado (Saturday, samedy etc). O sétimo dia, que é o que deve ser dedicado a Deus, passou a se chamar DIES DOMINICUS, ou seja: DIA DO SENHOR que, para se adaptar ao nosso idioma, passamos a chamá-lo de DOMINGO.

Toda a confusão foi gerada por não se tirar o nome “sábado” do sexto dia de trabalho humano, mantendo, então, os dois nomes: sábado para o sexto dia de trabalho e “dia do Senhor” (domingo) para o sétimo dia, que deve ser o do descanso.

Para cumprir a guarda do nosso atual dia de sábado, considerando-o o verdadeiro DIES DOMINICUS (Dia do Senhor), teríamos que trabalhar em nossa obra, como disse DEUS, de domingo a sexta, sem cessar, parando no sábado para o descanso. Nosso atual domingo teria que mudar o seu nome para outro qualquer (e não Dia do Senhor) para ser considerado o primeiro dia NORMAL de trabalho. E o nosso atual sábado teria que mudar seu nome para DOMINGO.

Caso contrário estaríamos considerando nosso sábado como SEXTO dia e assim guardando um dia antes de completarmos os seis dias de trabalho DETERMINADO por DEUS.

Lembrando então: a palavra domingo vem do latim dies Dominicus”. Sei significado é: "dia do Senhor".

Em todas as línguas de origem latina existe o mesmo significado: castelhano (Domingo); italiano (Domenica); francês (Dimanche) etc.

Vamos, então, respeitar e seguir o que cada uma das religiões determina, ou seja:

1. Se sua religião considera o sábado de hoje como o dia de Deus, reorganize sua vida para trabalhar de domingo a sexta e guarde sempre o sábado. Você não estará errando em nada!

2. Se na sua religião o domingo é o dia de Deus, seu trabalho é de segunda a sábado e o domingo é para esse descanso dedicado a Deus.

3. Se você não é religioso fica livre para trabalhar quando quiser e para descansar no momento em que achar que está cansado... mas cuidado para não se arrepender depois...

Um grande abraço a todos. Fico aguardando seus comentários.

Se quiser manter contato comigo meu e-mail, msn, orkut e tudo o mais pode ser acessado pelo:

robertoandersen@gmail.com

Domingo, 20 de Abril de 2008

Índios brasileiros ou das ONGs internacionais?

Estamos, no IUPE, azendo um trabalho de resgate da cultura indígena maravilhoso, com a ajuda da índia Arissana (etnia Pataxó). Já fizemos um trabalho semelhante com o Cacique Wakai (etnia Kariri Xocó).
Mas agora é bom que também analisemos o que os es[ertalhões das ONGs internacionais estão querendo fazer "em nome" de nossos índios, que são tão brasileiros como qualquer um de nós.
Para isso apresento a vocês, para reflexão, o artigo de Sandra Cavalcanti, bem a propósito:

Ela é a atual Secretária Municipal de Projetos Especiais do Rio de Janeiro.
Seu artigo foi publicado, originalmente no Jornal do Brasil em 21/abr/00.

O Brasil nunca pertenceu aos índios
Por Sandra Cavalcanti

Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.

Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil.

Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas pró-prios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.

O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Ama-zônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.

Existe uma intenção solerte e venenosas por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.

Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.

De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.

De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.

Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos. Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.

Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.

Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orien-tais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discri-minação por motivo de raça ou credo.

Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos ín-dios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somo a nação brasileira.

Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até cobram pedágio para es-tradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.

O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.



Vamos comentar a respeito?

Sábado, 19 de Abril de 2008

Melhorando a educação

Dois pontos básicos encontrados nas reportagens sobre os melhores desempenhos escolares no ENEM apontam para duas coisas que mostramos em todas as nossas palestras:

Primeira: a sala de aula só de meninos ou só de meninas elimina grande parte da distração em sala e provoca uma maior dedicação aos estudos (vide Colégio São Bento no Rio de Janeiro);

Segundo: avaliações semanais fazem com que o alunos seja obrigado a estudar diariamente, trazendo como consequência imediata a sua melhor performance no crescimento intelectual.

O primeiro tipo não consigo implantar por causa das milhares de opiniões contrárias, como se os alunos só tivessem essa oportunidade de conhecer o sexo oposto, ou como se essa fosse a idade de se lançar em conquistas amorosas... deixamos todos em colégios mistos e ainda reclamamos que estão namorando no colégio... Pura hipocrisia!

O segundo só depende de nós, profissionais do ensino, porque avaliar constantemente é a nossa única arma para fazer os alunos estudarem frequentemente, é claro!

Mas qual é a dificuldade em fazer isso? A grande incompetência que está em todos nós no que diz respeito a entender alunos (meninos e meninas) e a entender as formas de avaliá-los! Isso porque uma avaliaçào pura e simplesmente mecânica poderá trazer crescimento para uns e desânimo para outros. O resultado médio do colégio cresce e aparece, mas e os que desanimaram? Esses fazem parte do grupo que "não deveria estar aqui", e são eliminados "naTORAlmente".

Nossos cursos de pedagogia e licenciatura preparam pessoas teóricas em educação, mas não preparam para qualquer prática menos formal de sala de aula.

Precisamos, então, exigir de nós mesmos, professores, uma dedicação muito mais profunda em nossa forma de aprender a ensinar e de aprender a entender todas as diferentes características de nossos alunos, para avaliá-los toda semana da forma que ele se sinta estimulado a aprender mais e com uma auto-estima sempre presente fazendo-o entusiasmado com o professor e com a escola.

Conclusão: as avaliações frequentes são valiosíssimas, mas devem dar oportunidade de crescimento a todos os alunos, inclusive os que apresentam dificuldades de aprendizagem, para que não desistam no meio do caminho, sentindo-se incapazes de acompanhar o ritmo de seus colegas, como tem sido frequente nesses colégios das reportagens..

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Uso de células tronco

Recebemos de Uiliam Rangel, que é graduando em Ciência da Computação pela UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, o seguinte tema a ser debatido:

Como todos devem estar cientes, na última quarta-feira dia 05/03, foi adiado o julgamento por tempo indeterminado, sobre a questão do uso, ou não, de embriões congelados em pesquisas com células-tronco, em razão dessa poêmica sobre o assunto, estou eu abrindo o debate e solicitando a opinião de todos os participantes.

Deixo as seguintes questões como a minha participação:

1) Será que é um crime contra vida usar esses embriões em pesquisas?

2) Será que é um crime contra a vida não usá-los?

Está lançada a questão.

Atenciosamente,

Uiliam Rangel

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Bolsas de estudo

Amigos,

Estou ainda na maravilhosa luta para fazer o IUPE crescer no Brasil da mesma forma que nossos professores do exterior estão conseguindo em seus países.
Sabemos que a maioria das unidades no exterior recebem auxílio tanto de seus governos como patrocínio dos comerciantes locais, o que não faz parte ainda da nossa realidade brasileira.
Mas, apesar das dificuldades, estou cada vez mais satisfeito com os nossos resultados, fruto da dedicação e competência de nossos profissionais, professores, pesquisadores, colaboradores e dirigentes.
Esse ano teremos mais um grande passo, que é o banco de dados com questões de todos os últimos vestibulares e provas de concursos, para facilitar a preparação de nossos alunos do Ensino Médio.
Mas agora não é momento de falar disso, mas sim de algumas grandes oportunidades.

1) A primeira é para o próprio IUPE, já que nosso Conselho, para tentar melhorar a quantidade de alunos matriculados, abre a oportunidade dos pais que já matricularam seus filhos em outra escola e se arrependeram, de poder fazer um acordo para considerar a matrícula efetuada na outra escola como matrícula paga no IUPE.
Isso possibilita aos pais a oportunidade de que seu filho seja excelentemente bem preparado para a vida e para o mercado de trabalho, assim como possibilita o aumento do número de alunos em sala, fazendo com que os resultados do sucesso de nosso projeto alcance um número ainda maior de adolescentes.

2) A segunda são as bolsas de estudo no exterior. Aqui abaixo vão as condições e os endereços para inscrição:

Scholarships - European Union

Postgraduate Research Scholarship
Ireland
Finaid: funds available for 165 Masters or Doctorate level researchers
Date: three years-Doctorate level; one year-Masters level
Deadline: 20th February 2008
Opento: Masters or Doctorate level researchers in the sciences,
engineering or technology
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=215,eu,sch

International events - no fee events

Youth and Transition in Central Asia
Bishkek/ Kyrgyzstan
Finaid: accomondation help maybe done
Date: April 23, 2008
Deadline: February 15
Open to: Graduate anf undergraduate students
http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=57,fge,int

South American Business Forum
Buenos Aires, Argentina
Finaid: All cost are covered, but transportation to and from Buenos Aires
is not included.
Date: August 08-10th 2008
Deadline: May 11th 2008
Open to: All students of any graduate or tertiary degree career in the
world.
http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=34,nfe,int

Discovering unlimited possibilities in You(th)
Vatra Dornei, Romania
Finaid: undefined
Date: 6-13 April 2008
Deadline: 1st of March, 2008
Opento: any young person, aged between 18 and 28, from the participating
countries named below
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=35,nfe,int

BCC 2008 International Case Study Competition
Graz, Austria
Finaid: available
Date: 6th - 11th of July 2008
Deadline: 31st of March, 2008
Opento: students in law, economics, political sciences, international
relations, information technologies
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=36,nfe,int

Summer courses - United States

Integrating Multidisciplinary Perspectives
University of Illinois at Urbana-Champaign, US
Finaid: travel grants available, possilbly housing grants available
Date: June 30-July 2, 2008
Deadline: 1st of April 2008
Opento: advanced graduate students and junior faculty in modern Balkans
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=12,us,sco

Summer courses - European Union

Undergraduate Research Experience and Knowledge Award
Dublin, Ireland
Finaid: Full funding and accommodation available
Date: June 16th to August 22nd 2008
Deadline: 30 March 2008
Opento: all international as well as Irish and EU students
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=198,eu,sco

GSI International Students Summer Program
Darmstadt, Germany
Finaid: The travel expenses as well as a daily allowance will be covered
Date: Aug. 4 - Sep. 26, 2008
Deadline: February 28, 2008
Opento: students in physics or related natural science disciplines from
Europe and the NIS-countries
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=199,eu,sco

Jobs

Research Fellow - Aircraft Noise
University of Southampton, UK
Finaid: Salary: ё25,134 - ё27,466
Date: two years starting on 01 April 2008
Deadline: 03 March 2008
Opento: owners of a PhD in Computational Fluid Dynamics, Computational
Aeroacoustics or a related area
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=310,ja,jobs

Media & Communications Officer
National Oceanography Centre, Southampton, UK
Finaid: ё25,134 to ё30,913 per annum
Date: permanent position
Deadline: 25 February 2008
Opento: relevant experience needed
Website: http://www.eastchance.com/anunt.asp?q=311,ja,jobs

Bom proveito,

Um grande abraço,

Roberto Andersen

Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Abuso sexual na infância e adolescência

Primeira análise: o abuso sexual na infância

Nossa preocupação era com o elevado número de adolescentes encontrados em tentativas de suicídio ou se suicidando antes de completar os dezoito anos. Como grande parte deles já havia passado por um programa de psicoterapia sério não se entendia o ato. Afinal esse adolescente deveria estar com seu estado emocional bem estruturado.

Durante os estudos começamos a analisar cada caso que chegasse a nossas mãos e, infelizmente, isso é muito fácil, tal o elevadíssimo número de abusos sexuais em crianças e adolescentes em todos os lugares. Afinal, a própria mídia sutilmente estimula o abuso, criando modelos de criança e adolescente sensual para serem copiados e imitados pelos pais...

Fizemos contato com pesquisadores de todo o planeta tentando encontrar sinais de algum caminho a seguir e, ao mesmo tempo, catalogando os casos mais significativos que podiam ser compartilhados entre os terapeutas.

Nosso espanto ocorreu no momento em que alguns institutos de pesquisa obtiveram os mesmos resultados no mapeamento cerebral de grande parte desses meninos, mostrando em todos eles uma atrofia no hemisfério cerebral esquerdo! O hemisfério direito, que é onde se concentra a área emocional do indivíduo, continua com seu pleno desenvolvimento. O esquerdo, entretanto, que é o lógico, sofre essa redução neuronal perfeitamente observável nesse mapeamento.

Esse resultado nos mostra que o suicídio, ou a sua tentativa, ocorre exatamente no momento em que uma emoção muito forte (e na adolescência todas são muito fortes...) não é compensada por um raciocínio lógico frio, realista e necessário nesse momento, podendo levar o adolescente a atitudes extremas.

A conclusão dessa primeira análise foi a de que precisamos, então, alterar nosso processo de terapia em casos de abuso sexual, criando atividades e exercícios que desenvolvam o hemisfério cerebral esquerdo e reduza gradualmente a sua atrofia para mantê-lo em plena atividade para os momentos mais necessários.