sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Sabotadores destruindo a mente das crianças autistas

Ensaio-2020-10-29-Sabotadores destruindo a mente das crianças autistas

Manchete de hoje em uma revista nacional: Menina autista de 9 anos algemada pela polícia durante crise em escola na Austrália. A menina, segundo a mãe, tem diagnóstico de TEA, TDO, Síndr. de Tourette e TDAH. O que está havendo em nosso mundo?

 

Olá amigos,

Analisem uma situação:

Você acaba de descobrir uma forma super prática e rápida de retirar a rolha de uma garrafa de vinho, usando um isqueiro.

Antes você usava os célebres “saca-rolhas”, alguns deles demandando algum esforço para isso.

Mais tarde, em uma conversa entre amigos, você conta a descoberta, para que todos aprendam essa facilidade.

Pois é!

Muitos entendem, experimentam e passam a usufruir desse novo conhecimento, facilitando essa prática.

Um dos amigos, entretanto, imediatamente reclama:

“Isso, na teoria, é ótimo! Mas na prática não funciona! Onde vou encontrar isqueiro, se não fumo? E se a garrafa que eu comprar, a rolha não sair?”

Pois é, de novo!

Isso se chama “SABOTAGEM”, mas ele não está sabotando a nós, mas também a ele mesmo que, mesmo tendo tomado conhecimento de que existe um método muito simples de realizar a mesma tarefa, mas sem qualquer tipo de esforço, e com muito mais eficácia, prefere se manter acomodado a abrir suas garrafas de vinho com o saca-rolhas antigo, aquele que precisa de muita força, para arrancar a rolha da garrafa.

Vamos, agora, levar essa SABOTAGEM para a criança com TEA.

É a sabotagem no entendimento e acompanhamento da criança como TEA, com TDAH, com TDO, ou qualquer outra síndrome ou transtorno, e que apresenta muitos momentos de agressividade, irritabilidade e inquietação.

Há, hoje, uma infinidade de estudos, à disposição de quem deseja se atualizar, sobre esses sintomas.

Não estamos nos referindo a crianças com patologias psiquiátricas. Estamos nos referindo a crianças com TEA, TDAH, TDO etc.

Essas centenas de estudos, já publicados, mostram que existe uma inflamação cerebral, provocada pela chegada, ao cérebro, pela corrente sanguínea, de proteínas que não deveriam estar ali.

Esses mesmos estudos mostram que essas proteínas passaram para a corrente sanguínea devido a permeabilidade das paredes do intestino, permeabilidade essa provocada por uma coisa chamada DISBIOSE intestinal.

E essa DISBIOSE, então, se tratada corretamente, reduzirá o envio dessas proteínas para o cérebro, reduzirá a inflamação cerebral e, certamente reduzirá os sintomas de agressividade, irritabilidade, inquietação e todos os demais, podendo até eliminá-los completamente, em alguns casos.

Para tratar essa disbiose precisamos, apenas, de um exame clínico completo na criança, para verificar a possibilidade de comorbidades paralelas, como problemas de tireoide, por exemplo, e mais:

Microbiologia de fezes, para eliminar os parasitas que, normalmente, infestam essas crianças;

Exame de ácidos orgânicos urinários, para analisar a necessidade de tratamento;

Exame de intolerância alimentar (IgG Food Map) para que o nutricionista possa preparar a dieta adequada e eliminar o que não é tolerado para essa criança.

Pronto!

Ao falarmos isso, muita gente que tem filho com alguns desses sintomas, ficam super agradecidos e iniciam, imediatamente, a busca pelo acompanhamento correto do seu filho.

Aí vão procurar profissionais que estejam estudando sobre o assunto, como a Nutricionista Anne Karoline Brito, a nutricionista Cláudia Marcelino, o Dr. Aderbal Sabrá, a Dra. Tielle Machado, a Dra. Consolação Oliveira, a Dra. Murielle Urzeda, a Dra. Patrícia Gardenal Epiphani e muitos outros.

Mas sempre tem o SABOTADOR DE SI MESMO que, mesmo tendo um filho autista, diz:

“Vocês não sabem o que é ter um filho agressivo!”. “Falar é fácil! Ficam dizendo para tirar glúten, leite e tudo o mais, mas como, se ele não come nada, quebra tudo, se irrita o tempo todo?” “Só mesmo com muita Risperidona, que, aliás nem faz mais efeito nele, agora o médico já passou para Aripiprazol.” “Hoje ele já está tomando cinco medicamentos controlados” “E nem assim dá jeito!” “Eu mesmo, para dormir, já estou aumentando a dosagem de Rivotril e minha mulher também!”

Bem, amigos, nesse caso, esse pai procurou, e encontrou, o profissional errado, para tratar o filho e para orientá-los.

Enquanto não mudar de médico, nunca saberá que seu filho poderia já estar reduzindo todos esses sintomas e se tronando uma criança igual a todas as demais, ou pelo menos, com muito menos desses sintomas que impede a sua socialização e o seu desenvolvimento.

Mas, a partir do momento em que a informação chega, cada um decide o que fazer com ela.

Uns a experimentam, buscando os profissionais competentes para isso.

Outros se acomodam ao sofrimento diário, se enchem de medicamentos e, breve, estarão todos em desespero existencial irreversível!

Essa é uma das formas de SABOTAGEM, mais negativas, já que interfere diretamente na vida dessas crianças.

Essas mesmas sabotagens nós vamos encontrar na educação, principalmente em nosso país, onde ela chegou ao ponto de podermos mostrar, ao mundo, que nós conseguimos a façanha de sermos, durante os últimos vinte anos, o pior país do mundo em aprendizagem!

Breve falaremos dessa também...

Amigos!

Isso é coisa séria, porque significa resgatar a autonomia e a felicidade de seu próprio filho, em vez de mantê-lo apático, com contenção química permanente, tendo suas possibilidades de desenvolvimento, todas jogadas no lixo. E isso tudo com acompanhamento de profissional que se acha competente...

E as crianças sendo destruídas aos poucos...

Por isso eu peço que compartilhem esse vídeo com seus amigos e conhecidos, mesmo que não tenham autistas na família. Sempre poderemos estar ajudando a mais alguém.

Inscrevam-se em nosso canal, mas eu não peço só para se inscrever, mas para divulgar, para podermos ter o alcance necessário que nos permita salvar mais crianças dessa exclusão social.

E, também, deem o seu LIKE, para que o próprio youtube possa recomendar o canal.

Deixem seus comentários porque lerei todos eles assim que terminarmos. Responderei na próxima LIVE.

Recebam todos um forte abraço.


domingo, 25 de outubro de 2020

IUPE-Estudos de caso-Aluno de inclusão em aula remota

IUPE-Estudos de caso-Aluno de inclusão em aula remota

Olá, amigos,

Vamos conversar um pouco sobre as nossas dificuldades práticas: tanto na nossa função de pais, responsáveis pela educação doméstica e formação do caráter e personalidade dos nossos filhos; como na nossa função de terapeutas, responsáveis pelo entendimento e orientação da família toda, pais e filhos, para que consigam estabelecer um equilíbrio emocional saudável; como na  função de professores, para desenvolver essa criança ou esse adolescente de forma a que venha a ser autônomo e feliz em sua vida futura.

Durante todo esse período em que temos conversado por meio de encontros, palestras, cursos, vídeos e lives, tenho recebido retorno sobre todas essas dificuldades, de muitos de vocês.

Analisando tudo isso, percebi que o que mais inquieta a muitos é o estresse e a consequente perda de rumo, para colocar em prática os ensinamentos que aprendeu, tanto com sua experiência de vida, como com o estudo teórico.

Muitos dizem que, em alguns casos, perde o controle, não consegue raciocinar, se atrapalha nas decisões, e tudo o mais, algumas vezes devido ao medo de não dar conta desses desafios e, por isso, acabar se achando incompetente.

Por causa disso vamos dar início a um processo prático, um pouco de cada vez, analisando casos específicos, de preferência os mais complicados, para que os exemplos nos ajudem a entender os desafios que enfrentamos todos os dias.

Para que esses estudos de caso surtam efeito de verdade, precisamos, antes de tudo, exercitar a humildade, para poder tirar o máimo proveito possível dos relatos.

Vamos eliminar os pensamentos sabotadores, do tipo: “Já tentei isso e não deu certo”; “Isso, na teoria é lindo, mas na prática não funciona”; “Isso só dá certo na sua escola. Você não conhece os meus alunos”; e outras declarações pessimistas e destruidoras como essas, por parte de quem se acomodou ao sofrimento e que parece estar convencida de que nada mais tem jeito.

A partir de agora, então, selecionaremos cada um dos casos que recebemos diariamente, e faremos a análise prática, com base nos casos que temos acompanhado e, também, com base nos relatos de outros educadores, terapeutas e pais (a maioria envolvida em grupos de apoio a crianças com dificuldades de aprendizagem, autistas, deficientes etc.).

Caso de hoje:

 

Aluno de inclusão escolar em regime de quarentena

 

Sabemos que a maioria das escolas ainda não se adaptou, corretamente, às determinações oficiais de Educação Inclusiva, cujas diretrizes gerais estão na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015).

Com isso sabemos que o atendimento desse aluno pode, também, não estar sendo cumprido corretamente, mesmo na modalidade presencial.

Na modalidade remota, então, isso fica mais difícil ainda, mas nada é impossível.

Nesse caso, o de crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência, nossa obrigação moral aumenta muito, já que a dificuldade de se relacionar com a aprendizagem pode prejudicar, ainda mais, o seu desenvolvimento intelectual e desestruturar, tanto o aluno como a sua família, emocionalmente.

Nossa primeira análise é:

Qual o nosso objetivo em relação a esse aluno?

Opção 1) Fazer com que ele alcance o mesmo nível de seus colegas de classe;

Opção 2) Exigir que ele faça todas as atividades que estão no conteúdo da disciplina;

Opção 3) Prepará-lo para ter notas suficientes nas provas de final de unidade para poder “passar de ano”;

Opção 4) Deixar ele livre, em casa, sem fazer nada, para relaxar durante a pandemia;

Opção 5) Despertar o seu interesse pelo estudo da matéria, mesmo que, para isso, o conteúdo seja adaptado ao seu verdadeiro nível de entendimento.

Se a opção foi qualquer uma das quatro primeiras, melhor a gente procurar outra profissão, já que como professor, prejudicaremos o aluno em vez de desenvolvê-lo.

Se a opção foi a 5), temos que:

Nos transformar, de professor, para marketeiro;

Procurar saber com os colegas dele e com a família, quais são os seus maiores interesses;

Procurar fazer uma ligação entre esse interesse e o tema que seus colegas estão estudando;

Preparar algum tipo de trabalho ou pesquisa ou atividade ou questionário com essa ligação entre interesse e tema a aprender;

Criar verdadeiras estratégias de marketing para apresentar essa tarefa ao aluno, para que ele se sinta empolgado em realizá-la.

Todo esse processo deve ser mostrado aos pais, para que esses possam colaborar com o seu sucesso.

O professor deverá (em Assembleia de Classe virtual) solicitar aos colegas mais preparados, que conversem com o colega incluído sobre o assunto da aula, mas sempre no nível de entendimento dele.

O que conseguiremos com isso?

O aluno vai ter alguma noção do mesmo tema que todos os seus colegas “típicos” estão estudando;

O aluno, com isso, se sentirá incluído, mesmo de forma virtual, já que poderá conversar sobre o assunto, com seus colegas, pelos grupos de whatsapp;

Haverá, certamente, elevação da autoestima desse aluno, o que contribuirá, decisivamente, para a redução de seus sintomas.

 

Para que nossos relatos e análises atendam ao maior número possível de pessoas, peço que compartilhem esse vídeo com todos os seus amigos, e, claro, inscrevam-se no nosso canal, deem o seu LIKE, e ativem o sininho de notificação.

Todos esses nossos vídeos estarão na nossa PLAYLIST “IUPE-Estudos de Caso”.

Nosso próximo Curso de Formação será nos dias 17, 18 e 19 de novembro, terça-quarta-quinta, das 19 às 21:30 horas, com 10 h/a de certificação.

O tema será:

Metodologia educacional híbrida e inclusiva

Aguardo todos vocês!

Um forte abraço!

 

 

 


sábado, 24 de outubro de 2020

domingo, 18 de outubro de 2020

O sentido da vida (de Jean-Paul Bournet para sua sobrinha Kátia)

Você me pergunta sobre o sentido da vida, Kátia.

Isso é bom, principalmente nessa sua idade, entrando na adolescência.

Tudo começa na observação dos caminhos para o entendimento de nosso eu interior.

Observação essa que precisa menos dos olhos abertos e mais da imaginação.

Aquela imaginação cuja imensa capacidade todos nós tivemos, embora ainda na mais tenra infância, mas que devemos nos esforçar para manter, por toda a adolescência.

Aos poucos, logo após a adolescência, as duras realidades da vida começam a nos ser apresentadas e, por causa delas, começamos a nos desprender dessa maravilhosa fase da imaginação.

Quando crianças e adolescentes olhamos para a vida, ao nosso redor, e a enfeitamos com uma criatividade que, na vida adulta, muitos procuram por toda a parte, mas poucos conseguem encontrar!

Nossa visão de mundo, desde o nascimento, foi sendo construída com uma mistura do real apresentado, com a fantasia incorporada em nossas memórias.

Mas essa mistura era entendida como verdade, trazendo um entendimento muito claro da vida.

Até os sonhos representavam a própria realidade vivenciada dessa forma.

Na adolescência, essa integração entre o real e o fantasiado, começa a incorporar novos sentidos para tudo e, principalmente para o amor.

As estradas e os desvios começam a ficar mais complexos e mais confusos.

Algumas das suas amigas procurarão buscar a pressa no entendimento e, naturalmente, escolherão caminhos, quase que automáticos e padronizados, para sua adolescência e, claro, acabarão solidificando tal automatismo para toda a vida.

Robotizarão suas satisfações e, assim, passarão a vegetar alegremente, colecionando “alegrias temporárias” e, acreditando que isso se chama felicidade.

Essas “passarão” pela vida, sem perceber que não viveram.

Para outras, como você, por exemplo, a evolução traz a curiosidade no entendimento sobre si mesma, juntamente com a busca de um sentido para a vida.

Nessa fase, ainda adolescente, você consegue fazer evoluir a fantasia infantil e incorporá-la aos seus próprios questionamentos de vida.

Por vezes você procurará fugir das respostas prontas para tudo, oferecidas a você, da mesma forma como eram mostradas as sombras, projetadas na parede da Caverna de Platão.

Essas sombras, que passarão a ser as únicas realidades daquelas que se robotizaram, nada significará para você.

Seus questionamentos frequentes mostram que você busca mais significados para o mesmo fato, o mesmo objeto, o mesmo sentimento e a mesma emoção.

A sua busca está no caminho certo, já que seu foco são os sentidos mais sublimes, as verdades mais escondidas, as emoções ainda não percebidas, que constituem os significados maiores da própria sensação de felicidade.

Mas não os busque fora de você, porque toda essa essência está muito bem guardada no interior de você mesma.

As suas buscas e as suas descobertas devem ser o resultado de uma permanente garimpagem pelo interior de você mesma.

A cada momento surgirá mais um pouco dessa essência, que vai se iluminar e se transformar em você mesma.

Cada célula de seu corpo passará a vibrar, como uma célula de energia trazendo, para você, a sensação de satisfação, prazer e plenitude que muitas pessoas não sabem sequer que existe.

Mas isso é só o começo!

Essa sensação, por maior que seja, não supera a que você sentirá, nos momentos em que se perceber compartilhando essa essência com as pessoas que você ama, conseguindo levar um pouco de felicidade para cada uma delas.

Esse, sim, é o verdadeiro sentido de sua vida, o sentimento de poder compartilhar a estrada da felicidade!