quarta-feira, 7 de abril de 2021

O Poder do Coração


O PODER DO CORAÇÃO

O coração tem, realmente, alguma coisa a mais do que dizem os livros de biologia e de medicina?

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É, amigos!

O coração não é, como dizem os livros de biologia e medicina, apenas uma máquina para bombear o sangue.

Segundo os filósofos antigos do oriente, ele é o símbolo da inteligência e da intuição.

Já os filósofos ocidentais o colocaram como símbolo dos sentimentos e emoções.

Entre os Egípcios o coração era considerado como o deus de cada ser humano, simbolizando a própria consciência divina.

Mas, enquanto essa conversa sobre o coração estar entre filosofias antigas, alguns de nós dão importância e outros nem querem saber...

Mas quando médicos cardiologistas de renome dedicam-se a buscar mais e mais evidências sobre as relações que encontram entre o coração e o nosso funcionamento integral psíquico e orgânico, a gente começa a perceber que esse pequeno órgão é, talvez, a nossa própria essência, talvez, até, como os Egípcios pensavam!

Entre esses cardiologistas está o Dr. Sandeep Jauhar, autor de “Coração: Uma História”, e diversos outros pesquisadores pelo mundo afora, incluindo aqueles diretamente ligados ao HeartMath Institute, da Califórnia.

Sim! Pelo que tudo indica o coração parece conter a nossa real identidade, as estruturas do nosso temperamento, os alicerces do nosso caráter e a semente da nossa personalidade.

Mas vamos por partes, já que essas pesquisas ainda estão em andamento.

Parte delas já sendo publicadas em alguns livros, como esse que comentei do Dr Sandeep Jauhar.

Nas pesquisas realizadas por ele, tem havido diversas constatações de alterações físicas, na estrutura do órgão, sempre relacionadas diretamente a fortes sentimentos e emoções.

Essas constatações foram feitas por meio de exames de ultrassonografia.

Os estudos não parecem apontar para o coração como origem dos sentimentos, mas mostram uma relação muito forte entre um e outro, apontando, sim, para uma espécie de: “Não sou a origem das emoções, mas sou o responsável por elas”.

Como seria essa “responsabilidade” é um dos elementos a serem desvendados, já que não parece haver rede neural suficiente para conter muita memória.

Isso porque para haver essa “responsabilidade” o coração deveria ter, nas memórias de suas redes neurais, toda a parte emocional de nossas vidas.

Afinal, como eu tenho comentado em todas as minhas aulas e palestras sobre o assunto, são apenas quarenta mil neurônios compondo essa rede neural cardíaca.

Muito pouco neurônio, se compararmos com os quinhentos milhões do cérebro entérico ou os cem bilhões do cérebro craninano.

E se os comandos cerebrais dependem das memórias armazenadas nessas redes, como diz a ciência atual, seria possível o coração manter gravada toda a parte emocional das nossas vidas nesses quarenta mil neurônios?

Bem! Vamos ver mais sobre isso em um minicurso extra, sobre os mistérios do coração, mas ainda não tem data prevista.

Mas já podemos ver muita coisa que nos interessa, como por exemplo, a evidência de processos cardiopatológicos, originados pela alteração física cardíaca, após a pessoa ter passado por fortes emoções ou sentimentos.

Isso nos chama a atenção!

Seriam influências das nossas emoções interferindo na estrutura do coração e podendo trazer algum mal ao seu funcionamento.

Continuando as pesquisas podemos observar que o coração gera um campo magnético de alta intensidade, podendo ser mensurado à alguma distância do corpo e, portanto, é uma onda que se propaga para o ambiente à nossa volta.

Como todas as nossas células (que são os elementos que compõem todo o nosso organismo), são, também, geradoras de energia elétrica, elas podem sofrer influência desse campo magnético, alterando, mesmo que de forma imperceptível, parte de seu próprio funcionamento.

Nesse caso já seria o inverso, ou seja, a influência do coração no nosso funcionamento orgânico e psíquico

Nos estudos do HeartMath Institute tem sido constatado que emoções positivas trazem benefícios fisiológicos para o corpo, intensificando-se o próprio sistema imunológico.

Esses mesmos estudos mostram que emoções negativas causam um verdadeiro CAOS no Sistema Nervoso.

Esse CAOS nós costumamos identificar como o disparo do Sistema Nervoso Simpático, provocado pela amígdala cerebral.

O que não sabíamos é que a amígdala cerebral parece receber essa informação por meio das ondas magnéticas enviadas pelo coração.

Mas, voltando ao que mais nos interessa, quem, afinal, controla quem?

Se formos analisar quem nasceu primeiro, o coração veio antes do cérebro e, portanto, ele é o responsável pela origem do nosso raciocínio.

Isso a literatura atual já diz, ou seja, que o coração do feto se forma e inicia o seu funcionamento, antes da formação do cérebro.

Outra evidência a ser pensada: Há mais informações indo do coração para o cérebro do que do cérebro para o coração (estudos do HeartMath Institute).

E agora?

Somos nós mesmos que comandamos os nossos sentimentos e emoções ou eles estão estabelecidos no coração e podem, apenas, sofrer alterações a partir de nossas atitudes e pensamentos?

Bem! A relação existe e é fortíssima!

Então, por enquanto, o que eu recomendo a todos nós é tomar todo o cuidado possível com nossos pensamentos e atitudes, aprendendo a, não só tolerar, mas compreender as pessoas à nossa volta, para evitar dar origem a qualquer emoção ou sentimento negativo.

Sei que, a princípio, não é fácil, para muita gente, mas vale a pena se esforçar, porque preservar esse órgão pode significar estarmos preservando, não só a nossa própria vida, mas, como eu disse no início, a nossa real identidade, as estruturas do nosso temperamento, os alicerces do nosso caráter e a semente da nossa personalidade, ou seja: a nossa própria essência.


terça-feira, 6 de abril de 2021

Aluno com deficiência pode ser reprovado?

“Em nenhum momento o aluno com NEE pode reprovar?”

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Para responder a essa pergunta nós temos que avaliar dois aspectos:

Por que um aluno com NEE seria REPROVADO?

Como é realizada a escolha da turma em que o aluno com NEE deverá ser incluído?

Vamos ao item 1):

A legislação deixa claro que o aluno com NEE deve ter suas aulas, suas tarefas de classe e de casa, seus testes e suas provas adaptadas ao seu nível de entendimento e à sua capacidade cognitiva.

Se o professor desse aluno passa para ele um teste ou uma prova na qual existem questões que ele não consegue responder, significa que: quem errou foi o professor, e nunca o aluno!

Então esse aluno, se o professor está agindo corretamente, nunca terá como tirar, em um teste ou prova, nota baixa!

Com isso ele estará sempre se mantendo no nível de aprovação, é claro!

A diferença para os demais alunos da classe é que, no seu histórico escolar ou boletim, além das notas normais, que na realidade não tem qualquer significado classificatório nesse caso, haverá um anexo, com o relatório completo sobre o nível de avanço desse aluno em cada uma das disciplinas.

Esse relatório é a parte mais importante do histórico, para permitir ao próximo professor, ou próxima escola, saber qual o novo ponto de partida do processo de aprendizagem.

É a partir desses pontos, um para cada disciplina, que a anova escola deverá dar continuidade ao desenvolvimento desse aluno.

Para esse aluno com NEE a minha insistência na declaração de que “O ALUNO SÓ´CONSEGUE APRENDER ALGUMA COISA A PARTIR DO PONTO QUE ELE SABE DE CADA MATÉRIA” é mais importante ainda!

Embora isso sirva para todos!

Vamos a gora ao item 2):

Para isso precisamos lembrar de todos os aspectos que vimos no minicurso de legislação inclusiva, principalmente os objetivos dessa legislação.

Tanto a LBI (Lei Brasileira de Inclusão) como todas as regulamentações estaduais, por meio de Resoluções dos Conselhos Estaduais de Educação e Manuais de Educação Inclusiva, deixam claro que a escola deve analisar, com muito cuidado e muito critério, a forma de agrupar os alunos com NEE nas respectivas turmas comuns.

Vamos ver a do Estado do Pará, por exemplo:

A Res.CEE-PA 304/2017 – Art. 87 (...)o agrupamento dos educandos com deficiência (...) nas classes comuns far-se-á pela equipe pedagógica da escola, obedecendo às seguintes recomendações:

I -  Distribuição pelas várias classes, considerando:

O ano escolar em que forem classificados;

O desenvolvimento social e afetivo

A faixa etária

E em todos os estados a determinação é a mesma, ou seja, a equipe pedagógica da escola é quem decide!

Essa decisão de colocar a responsabilidade na EQUIPE PEDAGÓGICA é a única forma de evitar que essa determinação legal de agrupamento pelas turmas acabe prejudicando o aluno mais do que o ajudando.

O MEC, o Conselho Estadual de Educação ou as Secretarias de Educação Estaduais ou Municipais não têm a menor possibilidade de avaliar cada um dos casos em cada unidade escolar! Por isso cada caso deve ser analisado pela equipe de linha de frente de cada escola.

Essa equipe de linha de frente, entretanto, precisa estar preparada para saber como efetuar essa análise, para evitar erros graves no desenvolvimento do aluno com NEE.

Então, para enturmar esse aluno, a EQUIPE PEDAGÓGICA analisa:

 O ano escolar em que forem classificados;

O desenvolvimento social e afetivo

A faixa etária

Vamos ver um  caso prático:

Se o aluno tem 14 anos e está no nível do ano escolar do 2º ano, será facílimo para o professor do 2º ano dará aula para ele junto com os demais alunos, já que todos estarão no mesmo nível de conhecimento.

Em contrapartida, será difícil para o professor do 9º ano dar aula para todos os seus alunos e para esse também, já que os níveis de conhecimento e entendimento são diferentes.

(deixo claro aqui que essa dificuldade será anulada a partir do momento em que esses professores substituírem a metodologia tradicional de sala de aula pela metodologia inclusiva)

Então, enquanto os professores gestores de classe não se adequam às metodologias inclusivas, a primeira ideia seria colocá-lo na turma do 2º ano, mas, logo “de cara” surgem dois problemas:

Ele é um adolescente, pode estar sexualmente avançado e a turma é composta por crianças impúberes. Ou seja: decisão perigosa, irresponsável e inconsequente.

Ele terá a sua autoestima abaixada, por estar com colegas muito mais novos que ele. Ou seja: não terá como se sentir incluído, mas sim discriminado.

Por isso que, na maioria desses casos, a decisão correta é incluí-lo na turma de alunos de sua idade e os professores cumprirem as adaptações de conteúdo e de currículo que sejam necessários ao seu desenvolvimento visando a sua autonomia.

Essa parte da adaptação nós veremos no nosso MINICURSO do dia 26 de maio próximo.

Então, como vimos, a decisão de REPROVAR ou de NÃO REPROVAR um aluno com NEE não tem qualquer sentido, já que, pelos resultados dos testes e avaliações, o REPROVADO seria o PROFESSOR, e nunca o aluno, já que esses testes e demais avaliações devem estar sempre rigorosamente dentro de seu nível de conhecimento, entendimento e capacidade cognitiva. E só quem acompanha isso é o seu professor.

Mais uma vez constatamos que o maior erro de todo o nosso processo educacional é a falha na FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

O autismo tem cura?

A verdade sobre a cura do autismo  

A pergunta agora foi “É verdade que o autismo não tem cura?” Vamos ver, então, onde está a verdade?

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Entre as afirmações que mais apavoram os pais de autistas estão:

“Seu filho é autista. Não tem cura! Agora é se preparar para enfrentar uma vida complicada e muita despesa com medicamentos.”

Infelizmente temos, até hoje, profissionais que afirmam essa barbaridade e que, ainda por cima, combatem os colegas que se dedicam a encontrar tratamentos eficazes para a redução dos sintomas e para o encontro da cura!

Antes de mais nada vamos ver se a informação é verdadeira ou falsa.

Então vamos analisar o que nos diz que a pessoa tem TEA:

Diagnóstico realizado pela análise do mapeamento genético para identificar quais genes estão alterados e que estejam ligados ao TEA. (Essa análise ainda é muito cara, inviável para muitas famílias)

Diagnóstico realizado pelas escalas de observação comportamental, como a escala ATEC, por exemplo, ou muitas outras, como veremos no nosso curso.

Agora vamos analisar as mais conhecidas formas de autismo:

Autismo originado por genes alterados, herdados do pai e da mãe. Analisaremos no minicurso como é isso e como podemos, inclusive, prevenir.

Autismo regressivo, quando a criança nasce e permanece como qualquer criança neurotípica até aproximadamente os três anos de idade, quando então surgem os sintomas (No curso veremos os estudos de Karen Parker, da Stanford University, sobre o assunto)

Autismo provocado pela Alergia Alimentar, cuja ocorrência se assemelha ao regressivo (Veremos no curso os estudos correspondentes realizados pela equipe do Dr Aderbal Sabrá).

Mas a pergunta foi: se tem cura.

Todas essas variantes estão em estudo permanente por diversos pesquisadores, alguns deles visando a cura definitiva e outros visando a redução ou eliminação da maioria dos sintomas, para que a criança possa ter o seu desenvolvimento normal alcançando a sua autonomia.

E como estão essas pesquisas?

O caminho da cura definitiva, que poderá vir pela edição genética ou pelo uso de drogas, ainda não deu resultado positivo. Vamos ver esses detalhes com base em Alisson Muotri, Karina Griese-Oliveira e outros.

O caminho da redução dos sintomas, entretanto, tem trazido resultados espetaculares, como também veremos no nosso minicurso do dia 28.

Esse caminho teve um avanço maravilhoso quando os pesquisadores da Universidade de Columbia identificaram linfócitos no cérebro, isso em 2015.

Com isso passamos a ter certeza de que o incômodo na cabeça de grande parte dos autistas, levando-os a dar gritos, correr, bater nas coisas, se irritar etc., era consequência de uma inflamação cerebral que, até então, ninguém sabia que poderia existir!

E então concluímos que todas as inflamações do aparelho digestivo causadas pela disbiose intestinal, tenha ela a origem que tiver, causa também a inflamação cerebral e traz todos os sintomas que conhecemos nessas crianças.

Com isso descobrimos as razões pelas quais o tratamento da disbiose intestinal tem dado tanto resultado em todas as crianças autistas que temos acompanhado nos últimos vinte e um anos.

E o mais interessante é que, mesmo sem termos conhecimento dos estudos realizados pela Fundação Lundbeck para Pesquisa Psiquiátrica Integrativa (Projeto iPSYCH), mostrando que TEA e TDAH compartilham as mesmas mutações em seus genes, nós já estávamos, no IUPE, orientando os pais de crianças com ambos os transtornos, a procurarem os mesmos tratamentos.

E a cura?

Todas as crianças tratadas para eliminar as causas da inflamação cerebral, como eliminação dos parasitas no trato digestivo, dieta sem os nutrientes considerados veneno pelo organismo da criança, complementação vitamínica e, em alguns casos, tratamento com anti-inflamatórios etc., tem apresentado uma redução considerável do seu nível de autismo, confirme a tabela ATEC.

No caso de Adebral Sabrá já estão contabilizadas mais de 1000 crianças que saíram do nível 120 ATEC e hoje estão no nível 10, ou seja: fora do espectro autista.

O mesmo resultado tem sido alcançado por diversos nutricionistas e médicos nutrólogos que seguem a mesma linha.

Se a criança alcança nível 10 na escala ATEC, isso, para nós, é o mesmo que dizer que ela foi curada do autismo.

Então, dizer que não tem cura significa tirar todas as esperanças dessas famílias e fazer com que desistam do tratamento que, certamente, vai reduzir todos os seus sintomas para que possam ter uma vida normal e alcancem a sua autonomia.


domingo, 4 de abril de 2021

Como evitar o desequilíbrio emocional do meu filho autista nesse período

Como evitar o desequilíbrio emocional do meu filho autista nesse período?

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Essa pergunta nos remete a identificação de alguns equívocos infelizmente muito comuns, tanto no relacionamento das escolas com o aluno com qualquer tipo de deficiência (não só com o autista), como também no relacionamento de muitas famílias com seus próprios filhos.

Como são muitos os equívocos, vou procurar me limitar, nessa resposta, ao ponto que considero mais importante de todos. O estudo mais completo nós teremos no próximo minicurso do dia 28 de abril, cujas inscrições já estão abertas pelo nosso portal e pelo WhatsApp de Erich, meu filho: (21) 97194-9922.

Então vamos lá:

Angústias e estados depressivos podem ter como causa orgânica a alimentação incorreta, ou a microbiota intestinal com infestação de parasitas que, por desajustarem o processo digestivo, prejudicam a liberação equilibrada dos hormônios neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio emocional.

Mas também existe uma causa emocional importantíssima, que é a carência afetiva que, sozinha, interfere em todo o processo neurofisiológico tanto no cérebro craniano, como no cérebro entérico, que é o cérebro do intestino, com seus cem milhões de neurônios. (esse cérebro, já chamado por muitos pesquisadores de segundo cérebro, infelizmente ainda é desconhecido por muitos profissionais, não por falta de publicações a respeito, mas por falta de vontade de estudar).

Mas, retornando...

Vamos considerar que o nosso filho com deficiência está com sua alimentação correta, devidamente acompanhado por um profissional de nutrição que estude, ou seja, um que não tenha se transformado em um “dinossauro”, como a Dra Tielle Machado costuma chamar...

Então a nossa preocupação tem que estar voltada totalmente para a carência afetiva, ou seja, temos que identificar todos os elementos que poderiam gerar essa carência e eliminá-los imediatamente.

Todo adolescente, ou criança, com deficiência, sofre uma violência simbólica desde o dia em que começa a se entender como deficiente. Por isso, para que seu cérebro o ajude a reduzir seus sintomas e evitar comorbidades paralelas, ele deve ser mantido com sua autoestima elevada o tempo todo. E a responsabilidade disso é toda nossa, como seus pais, terapeutas ou professores.

Como fazer isso?

O segredo está no estabelecimento do vínculo afetivo com as pessoas que são importantes para o seu desenvolvimento integral.

Em casa são os pais, é claro, ou os que fazem o seu papel.

Na escola é o seu professor, é claro, ou quem faz esse papel junto a ele, mas há também, mais importante ainda, o vínculo com seus colegas de classe.

O vínculo em casa só precisa que os pais deixem de lado os seus celulares e suas redes sociais e criem todo tipo de atividade “sem tela”, com jogos, passatempos, diversões e atividades físicas lúdicas que, na realidade, serve para desestressar a todos.

Na hora da aula remota sim, o celular ou o computador deverá ser usado, para que haja a interação visual entre o aluno, seu professor e seus colegas, para manter o vínculo escolar e ampliar o seu campo de entendimento e participação social.

Mas nessa hora, a atenção do professor e dos colegas com o aluno com deficiência, em modalidade remota, deve ser muito mais lúdico do que intelectual, com os conteúdos sintetizados a conceitos muito simples, rigorosamente dentro da sua capacidade de entendimento.

Como fazer essa adaptação e como realizar esse momento tão importante nós veremos no curso “Adaptação de Conteúdo e Currículo na Inclusão Escolar”, no dia 26 de maio.

E para isso os professores e os pais devem estar cientes de que o que menos importa nesse período é a aprendizagem do conteúdo curricular!

Esse conteúdo será compensado, tranquilamente, se mantivermos esse adolescente, ou criança, estimulado com todas as atividades lúdico-pedagógicas que pudermos ofertar, mas sempre estabelecendo e mantendo o vínculo afetivo com todos aqueles que fazem parte do seu universo familiar e escolar.


sábado, 3 de abril de 2021

Autismo é uma outra forma de ver a vida?

Autismo não é doença?

Essa sua pergunta me preocupa.

Quando eu escuto as pessoas dizerem que o autismo não é doença, mas sim uma outra forma de ver o mundo, percebo que o objetivo é acabar com a discriminação que, realmente, existe, por parte de muitas pessoas, em relação a todo tipo de doença.

Infelizmente é verdade! Muitos preferem manter distância e não querem nem ouvir falar de autismo, ou de qualquer outro transtorno síndrome ou doenças, como se não houvesse qualquer possibilidade de virem a ter um caso em suas famílias.

O autismo é um transtorno da saúde mental, o que significa um estado alterado da saúde, mas nem sempre está ligado a alguma doença.

Doença, segundo a OMS, é a ausência de saúde, um estado anormal do organismo, quando são alteradas algumas das funções físicas e psicológicas.

E síndrome é um conjunto de sintomas comuns em alguns estados clínicos, mas, normalmente, sem que suas causas estejam bem definidas, como por exemplo, a Síndrome de Irlen, que nós vamos ver no nosso minicurso de dislexia, no dia 16 de junho.

Meu medo de dizer que autismo é apenas uma outra forma de ver o mundo, está na acomodação, por parte das instituições fomentadoras de bolsas de pesquisas, já que será difícil aprovar investimento para estudos sobre doenças que não existem.

E nós precisamos de muitas pesquisas para que tudo sobre o autismo nos seja revelado e para que possamos, no mínimo, reduzir todos os seus sintomas e torná-los, todos, perfeitamente normais, autônomos e felizes consigo mesmo.  

As pesquisas em relação ao autismo estão trazendo resultados, é claro, como por exemplo, a que nos mostra a evidência da inflamação cerebral, como causa da maioria dos seus sintomas, a partir da descoberta de linfáticos no cérebro, pelos cientistas da Universidade de Colúmbia, em 2015.

Havendo linfáticos no cérebro significa que uma disbiose intestinal pode provocar sua inflamação e, a depender da localização dessas inflamações, poderá haver prejuízo em qualquer área comandada pelas redes neurais alcançadas.

Isso muda TOTALMENTE toda a forma de entendermos os comportamentos atípicos, assim como muda o foco no seu acompanhamento terapêutico, já que a atenção passa a ser na redução da inflamação, tanto pela eliminação das suas causas (disbiose), como pelo ataque medicamentoso, por meio de anti-inflamatórios.

Nós vamos ver isso, e muitas outras novidades, nesse nosso próximo curso sobre o autismo, no dia 28 de abril próximo.

Vamos ver que esse conhecimento, assim como muitos outros, por serem muito recentes, publicação de 2015, não chegaram ainda na maioria das Faculdades de Medicina nem de Nutrição e, portanto, não são ensinados aos estudantes dessas faculdades.

Essa é uma das principais razões pelas quais eu insisto na FORMAÇÃO CONTINUADA de todos os profissionais de todas as áreas.

Então, amigos, essa frase “(...) autismo é apenas uma outra forma de ver o mundo (...)”, na minha opinião, deve ser vista da seguinte forma:

Na minha relação diária com meu filho ou com meu aluno autista, devo esquecer que ele tem o transtorno e me dedicar a desenvolver suas habilidades e competência sem compará-lo com mais ninguém, mas apenas com ele mesmo ontem.

Na minha relação com a ciência devo estudar tudo o que for publicado sobre o assunto e eu mesmo desenvolver as minhas próprias pesquisas, se tiver condições para isso, visando encontrar meios de reduzir ou eliminar todos os seus sintomas.

Quem quiser se informar um pouco mais sobre tudo isso, inscreva-se em nossos minicursos mensais de Formação Continuada.

Acho que isso responde a sua pergunta, certo?

Forte abraço, amigos!