TREINAMENTO PARENTAL NA PRÁTICA
Amigos,
A situação das escolas, das famílias, dos alunos, dos
professores e dos pais é muito clara!
A maioria dos pais não tem mais tempo para dedicar ao filho,
já que a luta pela sobrevivência financeira está muito dura.
Em quase todas as famílias ambos são obrigados a trabalhar.
Poucas sãos as famílias em que os pais conseguem reservar um
momento do dia para conversar com o filho e acompanhar o seu desempenho
escolar.
Sobra, então, para a escola, a parte da educação que deveria
estar sendo dada em casa.
Todos os professores sabem que a função deles e da escola
deveria ser a da instrução, a do conhecimento, a da construção da
intelectualidade e da criatividade.
Mas essa função está muito prejudicada porque os alunos
chegam para as aulas sem a parte da educação que deveria ter sido dada pelos
pais.
A escola, então, substitui a família, tentando impor os
limites que não existem, tentando alterar comportamentos inadequados,
analisando as anomalias, os transtornos, as síndromes e as dificuldades de
aprendizagem, para que esse aluno consiga progredir e para que esse aluno não
atrapalhe aqueles que desejam progredir.
Muitas vezes essas atitudes são mal vistas pelas famílias,
que além de não fazerem a sua parte, ainda reclamam de quem faz, como se a
escola estivesse maltratando seu filho, perseguindo-o ou coisa parecida.
Não culpo os pais por isso.
Eles apenas estão completamente desinformados sobre a sua
função na educação doméstica e até nem sabem como proceder para que seu filho tenha
uma boa formação de personalidade e caráter.
Nesse momento surge a necessidade da orientação dos pais,
por meio daquilo que chamamos Treinamento Parental.
Muito se fala disso, mas nós hoje precisamos conversar sobre
a sua verdadeira prática!
Como realizar esse treinamento de modo a conseguir os
resultados esperados!
Não adianta inventar um novo momento na escola chamado de
escola de pais, treinamento parental, orientação familiar, ou coisa parecida.
Precisamos utilizar o momento já existente das reuniões de
pais, normalmente uma a cada unidade letiva.
Aos poucos, conseguindo que essas reuniões fiquem populares,
podemos aumentar sua frequência.
Então vamos esbarrar numa dificuldade que todos já
perceberam:
Os pais que mais precisam estar nas reuniões são os que mais
faltam!
Feita uma enquete com diversos pais que não comparecem,
muitos disseram mais ou menos a mesma coisa, ou seja, que não iriam passar o
vexame de estar numa reunião onde a diretora iria reclamar novamente do mau
comportamento do filho ou falar que ele está mal nas notas.
Então nossa prática tem que ter início eliminando essa fala,
ou seja, vamos cortar de nossas reuniões os comentários sobre comportamentos
inadequados e notas baixas dos alunos.
Vamos analisar:
Quando o aluno vai mal em notas e em comportamento, ele está
demonstrando que seus pais não sabem incentivá-lo aos estudos, e não sabem
impor limites ao seu comportamento.
Se reclamamos desse aluno os pais continuarão sem saber como
corrigi-lo, logo, para evitar que ele repita o fato, os pais usam de castigos e
espancamentos, pois não sabem nenhuma outra forma de educa-lo. Nuca souberam!
O aluno fica mais revoltado ainda e, se melhorar alguma
coisa, será por pouco tempo, mas logo voltará a transgredir e poderá piorar
ainda mais!
Vamos então mudar o foco dessas reuniões e já transformá-las
em reuniões de pura orientação de pais, escolhendo como temas exatamente as
necessidades que são facilmente detectadas em sala de aula.
Os temas, então, devem ser passados de maneira a empolgar os
pais, mostrando que o esforço que eles precisam fazer para estimular o filho e
impor os limites que ele precisa, são muito simples e não demandam muito tempo
nem muito conhecimento.
A análise dos temas necessários deve ser realizada em
conjunto com todos os professores e funcionários, para que sejam priorizados os
mais urgentes.
A preparação da exposição deve ser de forma que empolgue a
plateia, eleve a autoestima de todas as famílias, e façam com que essas
divulguem para as que não compareceram, o que vai, certamente, trazer mais pais
para a próxima.
Quem tiver dúvidas sobre a forma de abordar os temas
necessários entre em contato conosco. Muitos deles estão em nosso livro
Afetividade na Educação, de orientação para pais, professores e psicopedagogos
e muitos outros no Sexo: a escolha é sua, de orientação nos relacionamentos
afetivos e na sexualidade, desde a adolescência.
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Vamos, agora a dois outros pontos, também necessários, para
fechar essa orientação sobre Treinamento Parental.
Segunda dica:
Ambientação agradável.
Os pais devem ser recebidos com afeto e atenção pelos
professores e dirigentes, e o ambiente deve ser aconchegante, agradável, com
música ambiente leve antes do início da conversa.
Terceira dica:
Lanche.
Um simples lanche, ao final, com os professores ou
funcionários servindo ou levando os pais à mesa para se servirem, ajuda a
integração entre pais e professores e vai estimulá-los a voltar para o próximo
encontro.
Dúvidas, sugestões ou comentários?
Entre em contato por e-mail.
ROBERTOANDERSEN@GMAIL.COM
Ou, se achar mais prático, pelo WhatsApp:
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Forte abraço a todos.
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