terça-feira, 14 de julho de 2009

Imparcialidade, uma virtude difícil de alcançar!

Essa mensagem é para vocês refletirem um pouco e envarem suas opiniõe a respeito:

Se existe uma virtude difícil de alcançar é a imparcialidade! A todo momento, se não estivermos bem atentos ao nosso próprio processo de raciocínio, embarcamos numa opinião "montada pela mídia" e, muitas dessas vezes, sem sequer dar importância a falsidade dos argumentos apresentados!

No trabalho de educação sou muito insistente junto aos professores no sentido de tentarem ser o mais imparcial possível, evitar e impedir todo tipo de discriminação, montar seus argumentos com muito cuidado, analisar sem preconceitos todas as opiniões diferentes das deles, principalmente as contrárias e tudo o mais.

Mas falar ou mesmo saber qual o procedimento certo não é suficiente! É necessário agir com essa racionalidade para obter os resultados que se deseja!
Em assuntos como futebol, religião e política, por exemplo, as pessoas conseguem alcançar o seu mais elevado grau de intolerância para com as opiniões contrárias! Em religião, então, mata-se com justificativas divinas...

Proponho que os jornais e as revistas semanais passem a ser analisados em sala de aula, na tentativa de se criar uma mentalidade verdadeiramente questionadora, iniciando com a identificação dos erros graves de parcialidade que muitos jornalistas tem no trato com as matérias.

Mas é importante que, antes de iniciarmos tal processo, cada um de nós tente encontrar, nessas notícias, o ponto em que poderíamos estar sendo manipulados e o ponto em que não aceitamos como verdade por estarmos intolerantes até para raciocinar e contra-argumentar!

Um exemplo interessante de manipulação pela mídia aconteceu agora com os principais elementos da mídia escrita e televisiva ignorando uma premiação importantíssima do presidente. Não podemos ignorar os fatos negativos como a corrupção, os desvios de verba, o enriquecimento ilícito, o acobertamento de transgressões graves que ocorrem a todo tempo em diversos setores da sociedade, mas também nãpo podemos ignorar os fatos positivos, para não acabar sendo conhecido como o único povo que dá mais valor que é de fora e despreza o que é de seu próprio país.

Lembro-me que meus vizinhos ingleses, quando eu morava no sul da Inglaterra, reclamaram quando eu os ofereci água mineral Perrier (francesa), sugerindo que eu passasse a comprar a inglesa mesmo ou trouxesse a brasileira, mas francesa não... Ou seja: mesmo sabendo que Perrier é a melhor água mineral do mundo, eles fazem questão de prestigiar o produto deles! E nós?

A propósito disso e até para exemplificar o que falei, aqui vai um texto que acabo de receber sobre essapremiação importantíssima recebida por Lula e ignorada pela nossa mídia:

O terxto foi enviado por Ricardo Kotscho:

Prêmio de Lula orgulha o País, mas imprensa esconde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em
Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco
(Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a
cultura).

Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados
Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da
igualdade de direitos".

Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que
receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _
, estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin,
ex-premiê israelense, Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade
Nacional Palestina, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.

Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a
cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores
ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.

Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores
políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.

Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume
novas responsabilidades na história".

Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões
paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas
primeiras páginas. Dos três grandes jornais nacionais, apenas O Globo
destacou a entrega do prêmio no alto da capa.

Para o Estadão, mais importante do que o prêmio recebido por Lula foi
a manifestão de dois ativistas do Greenpeace que exibiram faixas
conclamando Lula a salvar a Amazônia e o clima. "Ambientalistas
protestam durante premiação de Lula", foi o título da página A7 do
Estadão.

O protesto do Greenpeace foi também o tema das únicas fotografias
publicadas pela Folha e pelo Estadão. No final do texto, o Estadão
registrou que Lula pediu desculpas aos jovens ativistas, retirados com
truculência pela segurança, e "reverteu o constragimento a seu favor,
sendo ovacionado pelo público que lotava o auditório".

"O alerta destes jovens vale para todos nós, porque a Amaz}ônia tem
que ser realmente preservada", afirmou Lula em seu discurso, ao longo
do qual foi aplaudido três vezes quando pediu o fim do embargo a Cuba
e a criação do Estado palestino, e condenou o golpe em Honduras.

"Sinto-me honrado de partilhar desta distinção. Recebo esse prêmio em
nome das conquistas recentes do povo brasileiro", afirmou Lula para os
convidados das Nações Unidas.

A honraria inédita concedida a um presidente brasileiro, motivo de
orgulho para o país, também não mereceu constar da escalada de
manchetes do Jornal Nacional. A notícia da entrega do prêmio no
principal telejornal noturno saiu ensanduichada entre declarações de
Lula sobre a crise no Senado e o protesto do Greenpeace.

É verdade que ontem foi o dia do grande show promovido nos funerais de
Michael Jackson, mas também ganhou destaque na escalada e no
noticiário a comemoração pelos quinze anos do Plano Real (tema tratado
neste Balaio na semana passada) promovida no plenário do Senado, em
que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para atacar
Lula.

Diante da manifesta má-vontade demonstrada pela imprensa neste
episódio da cobertura da entrega do Prêmio da Unesco, dá para entender
porque o governo Lula procura formas alternativas para se comunicar
com a população fora da grande mídia.

Muitas vezes, quando trabalhava no governo, e mesmo depois que saí,
discordei dele nas críticas que fazia à atuação da imprensa, a ponto
de dizer recentemente que não lia mais jornais porque lhe davam azia.

Exageros à parte, mesmo que esta atitude beligerante lhe cause mais
prejuízos do que dividendos, na minha modesta opinião, o fato é que
Lula não deixa de ter razão quando se queixa de uma tendência da nossa
mídia de inverter a máxima de Rubens Ricupero, aquele que deu uma
banana para os escrúpulos.

"O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece
ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um
estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e
minimizando as coisas boas que também acontecem no país.

Valeu, Lula. Parabéns!

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a aula de linguagem

Amigos,

Em nosso Grupo IUPE de discussão foi publicado um texto sobre erros graves cometidos no uso de nosso idioma. Temos recebido muitos textos desses, principalmente de resultados de exames vestibulares, o que já faz parte do repertório de piadas nacionais. O assunto é polêmico, porque envolve tanto o desastre linguístico sendo proliferado pelos discursos em nosso país, como a exclusão social a partir dessa constatação.

Angela Cristina, psicopedagoga, preocupada com a má preparação do nosso povo, encaminhopu o e-mail que recebeu sobre o assunto.

Moacir Eduão, poeta, preocupado com a exclusão social desses seres humanos que, em grande parte de sua comunicação verbal, expressam a sua cultura regional, com uma linguagem característica de seu povoado, de sua comunidade e que deveria também ser respeitada e incluída no universo linguístico e cultural do nosso país.

O debate é maravilhoso em nosso convívio, porque conseguimos ter, sobre o mesmo assunto, interpretações e opiniões praticamente contrárias, embora nenhuma contraditória! Fico feliz com isso, principalmente porque me "dá pena" quando os grupos são unânimes em suas interpretações...

Pode até coincidir que todos comunguem das mesmas opiniões, mas o que tenho observado em entrevistas e mesas redondas disseminadas em nossa mídia, mais parece uma acomodação à opinião do outros ou a insegurança em colocar em público o seu próprio trabalho de análise, realizado por meio da interpretação pessoal das premissas oferecidas pelo mundo.

Nós temos o direito de escolher nossas premissas e até de entender algumas delas como axiomas! Se outros substituem nossas premissas por falácias ou as interpretam como tal, é também um direito dele.

Já tive a oportunidade de ver contestado um raciocínio meu, em que eu acreditava estar baseado em axiomas! E eu realmente estava errado! Meus axiomas eram premissas mal entendidas durante décadas e que, a partir da evolução de equipamentos de medidas neuro-eletrônicas, mostraram-se incorreções de raciocínio básico.

Mas o assunto é sério: nosso idioma

E os acontecimentos mais ainda. E aqui vão alguns:

1) Preocupação com o idioma: Na última resolução do MEC resolveu-se acabar com o ensino de PORTUGUÊS, MATEMÁTICA E GEOGRAFIA no Ensino Médio. Pelo que entendi os demais professores terão que inserir, em suas disciplinas, os conceitos hoje ensinados em disciplinas exclusivas, já que tais conceitos são parte das outras matérias. A idéia pode até ser louvável, mas há que se analisar se o caminho é esse mesmo e se os professores das outras disciplinas estarão aptos a assumir tais funções. E quanto aos professores formados para essas disciplinas? Mas isso já é um outro debate. Por enquanto vejo (e posso estar redondamente enganado) mais um passo para a redução da capacidade de expressão do povo e, consequentemente, fazer com que eles se sintam felizes na ignorância pela incapacidade de questionar o sistema corrupto que aí está. Aliás nem entendendo o que a corrupção tem a ver com ele...

2) Preocupação com a exclusão: Por outro lado, a exclusão social de pessoas que, por não terem acesso a uma educação de mínima qualidade, não conseguem expressar-se de forma correta, não conseguem um bom emprego e não conseguem condições boas de sobrevivência. Embora saibamos que uma dá origem da outra, pois é o ensino de má qualidade que impede as pessoas de consiguirem argumentar corretamente para conseguir vencer na vida. Assim são ultrapassados pelos que, por terem nascido em berço mais privilegiado, conseguem um ensino de qualidade um pouco melhor e assim ocupam as melhores posições nos empregos.

A posição do poeta Moacir Eduão é de revolta pela exclusão. Concordo plenamente que essa forma de tratar a consequência de um erro social deveria ser considerado um crime! Se o erro existe temos que consertá-lo e não excluir o seu resultado, ainda mais que o seu resultado é um ser humano mal preparado, como por exemplo o meu caseiro que, esforçado pelos estudos, não consegue escrever bem uma frase em português, já que a última vez que sua professora apareceu no colégio foi no ano passado para dizer que todos haviam sido aprovados para o ano seguinte!

A posição da psicopedagoga Ana Cristina é de revolta também, pelo resultado que está sendo imposto pelo sistema educacional vigente, construindo seres humanos sem qualquer condição de montar argumentos convincentes, nem sequer de saber quais são os seus direitos para isso, já que a grande maioria acaba aprovada no Ensino Médio sem saber interpretar o que leu... Isso para os que saem sabendo ler, o que também é uma minoria...

A outra preocupação do poeta Moacir Eduão é com o abandono da cultura regional. Isso é também um problema gravíssimo! O erro começou com o advento da TV e das novelas. Muitas dessas características anteriormente claras nos costumes dos povoados e municípios acabaram sendo "engolidas" pela manipulação mental exercida pelas grandes redes. Até as diferenças de sotaques estão sendo reduzidas! Não se dá a menor importância às expressões locais e elas não são registradas, a menos que escritores regionais as coloquem em seus contos... Mas se a população local não sabe ler... E se os que se dizem letrados não se preocupam em absorver tais conhecimentoe e repassá-los, é essa maravilhosa cultura linguística regional que vai se esvaindo até a eliminação completa de quaisquer vestígios... E todos continuarão a falar: "Eu vou encontrá-lo tipo duas horas da tarde... Ou: "Dormir na beliche de cima é treva mamãe..." (...) que são novos elementos anticulturais de quem não tem qualquer noção de vocabulário... mas que assistem as novelas da Rede Globo de televisão. Beliche é substantivo masculino, ou melhor, era até o capítulo de ontem da novela "Caras e Bocas"... Treva realmente existe (e o reino delas é o inferno...) (...) e assim sucessivamente.

A outra preocupação da psicopedagoga Ana Cristina também é importante: se não alertarmos o povo para os erros no trato linguístico eles não poderão evoluir nem no entendimento, nem na compreensão e, muito menos na elaboração de suas próprias idéias, já que grande parte do sistema está amarrado no formal. E se a exclusão, por mais que a combatamos, continuará existindo por muito tempo, independente de queremos ou não, precisamos reduzir as dificuldades dos menos favorecidos ajudando-os a corrigir aqueles vícios que podem ser entendidos pelos empregadores como falhas na comunicação. Assim poderemos, no mínimo, contribuir para a sua empregabilidade.

No fundo ambos estão no mesmo barco mas precisam manter opiniões contrárias o tempo todo, porque só assim nós conseguiremos enxergar mais além do que aquilo que a GLOBO nos mostra...

Peço ao poeta Eduão que, se tiver alguma coletânea de termos e expressões regionais ligadas a algum povoado que, assim que tiver horas vagas, coloque-as em um novo livro, logicamente com o romanceamento que lhe é peculiar. Nós precisamos disso para registrar essa maravilhosa cultura linguística que se esvai... E pode desaparecer para sempre...

Peço a psicopedagoga Ana Cristina que envie sempre seus textos para o deleite de nossos amigos leitores.

E peço a todos os demais amigos que façam seus comentários visitando o nosso BLOG (robertoandersen.blogspot.com) e clicando logo abaixo desse texto em comentários.

Antes de me despedir por hoje rettransmisto, abaixo, o texto de Moacir Eduão em relação ao e-mail sobre a aula de português:

Fico triste ao perceber que ainda há e-mails e pensamentos tão excludentes quanto os do e-mail enviado por Angela Cristina. A forma de falar de uma pessoa não é nada "de matar", como aparece lá. Terrivelmente, alguns(mas) escritoristas ainda negam o fato de que o Brasil, por anos e anos negou direitos básicos à seu povo. Entre esses direitos estão, justamente, os direitos à alfabetização. Mesmo sabendo dessa negativa, o povo consegue se expressar, de forma muito bela, seja com seu português arcaico, seja com os atuais (e tecnológicos, encontrados em textos da internet). O que nos sugere cada slide é que, por mais que se fale em construção de caráter, passa pela cabeça de muitos que o conteúdo há muito escondido desde a idade média ainda está com cicuta entre as páginas da História. É comovente ter que ver alguma pessoa chocada com a simplicidade das gentes, Brasil a fora. É como se se pudesse redomar um organismo vivo como o idioma e suas variações. É como se, pensando em flores, fossem flores apenas rosa, margarida, o cravo que brigou com a primeira... Para conhecer as gentes, é preciso sair dos livros, é preciso ir à Grécia, à Oiapoque, e ao interior do interior do Brasil, para entender o fenômeno de que, mesmo sendo o país com menores índices de leitura do mundo, todo seu território consegue se comunicar, a não ser quando se "peita" ou se "entropica" com a incoerêno, ou uma insegurança em colocar a oúblico suas cia de críticos mal vividos fora dos livros e bibliotecas, ou com aqueles cuja solidão se apresenta tão feroz que não dá por si, e que deveriam se encontrar, mesmo às vezes, que fosse, em becos, guetos, esquinas, onde está o mundo o qual eles não vivem. Ali, vive gente que fala. Se não fala como quem teve livros, fala como quem teve vícios, arranhões de unha-de-gato, sustos com corre-campo, cordéis lidos sob a luz de uma fogueira, quando não seus filhos presos na cadeia ou no tráfico, seu pai detento no álcool ou no jogo do bicho.
Companheiros, companheiros, e companheiras...
A vida é feita aqui fora. E aqui fora, a língua talvez seja outra, como o é, para os daqui de fora, o português padrão e o chamado português culto.
"A gente não quer só comida..."

Abraços.

Moacir Eduão - 74 9998-7919
Poeta
Coordenador do Ponto de Leitura Solar da Boa Vista Castro Alves




--
Professor Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti
Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Salvador) - Presidente
Federação para a Paz Universal - Presidente do Conselho na Bahia
Academia de Ciências de Nova Iorque - Cientista Membro
www.iupe.org.br robertoandersen@gmail.com
Celular: 55 71 9198-5489
Instituto: 71 3389-8232

terça-feira, 30 de junho de 2009

Exercícios físicos e a longevidade

Amigos,

Recebemos de Sandra Regina essa mensagem abaixo bastante interessante e que, portanto, retransmito.
Mas para evitar interpretações incorretas, peço que, depois de ler e rir, leiam também o meu comentário logo após:


BARRIGA É BARRIGA...
por Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa
do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um
atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas
que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e
jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o
humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda
aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha
vivido 15 anos?

Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O
letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da
preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e
mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer
um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito
exercício físico viveu 90 anos.

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai
dessa enquanto você ainda tem saúde.... E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda
a eternidade para ser só osso!!!

Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe
só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é
GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO! !!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!

E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'


Meus amigos,

Só peço que analisem o seguinte:

O que mata cedo é o excesso de estresse! Grande parte das pessoas que está fazendo caminhadas e exercícios físicos está desesperada para perder peso ou para manter um corpo "sarado" e faz isso, não pelo prazer de se exercitar e se sentir bem, mas pela preocupação em perder peso ou manter uma imagem perfeita! Isso é puro estresse!

Dorival Caymmi, mesmo que fizesse caminhadas, faria para se deleitar com a paisagem, apreciar as belas meninas na praia e encontrar mais uma barraca para tomar cerveja com os amigos... e poderia viver até mais!

Então, gente, o colesterol, o excesso de peso, o sedentarismo não devem ser combatidos com a preocupação de eliminá-los, porque isso sim traz estresse e pode matar!

O ideal é tentar desenvolver o prazer pela alimentação saudável, mas prazer mesmo! O prazer pelas caminhadas com vista para o mar... nunca com vista para a parede em frente à esteira... E, principalmente, curtir muito TODOS os momentos do seu dia e TODAS as pessoas de seu relacionamento. Você viverá muito e será sempre feliz.

Sucesso para todos vocês!

domingo, 28 de junho de 2009

Próximo livro

Informo a meus amigos que as considerações que estamos discutindo nesse BLOG estão já constam do meu próximo livro, já no prelo, devendo ser publicado a partir do próximo mês.
Caso a editora consiga cumprir os prazos acertados, o lançamento do livro será realizado na BIENAL DO LIVRO no Rio de Janeiro.
Assim que eu tiver essa confirmação avisarei por esse canal de comunicação.

Um abraço a todos,

Roberto Andersen
71 9198-5489

Sobre o artigo de hoje no A Tarde: Sono ajuda o cérebro a resolver problemas

Quando o artigo em A Tarde, na página B13 (Ciência e Vida), diz que "(...)o sono estimula a criatividade e a solução de problemas(..)" ele está se referindo ao sono REM (sono paradoxal), como se fosse a única fase em que o processo criativo é estimulado.

Nos testes que realizaram os voluntários eram apresentados pela manhã e ao final da tarde a múltiplos grupos de três palavras, tendo que falar uma quarta palavra que poderia estar associada as demais.
Entre um teste e outro os grupos de voluntários foram divididos entre:

Grupo A) dormir a tarde o suficiente para alcançar o sono REM;

Grupo B) dormir a tarde sem alcançar o sono REM (apenas cochilar);

Grupo C) não dormir à tarde.

Segundo os pesquisadores o único grupo que apresentou melhora considerável em sua performance foi o Grupo A. Isso foi suficiente para que chegassem à conclusão de que é o sono REM quem ajuda a criatividade e a memória.

Não vou entrar no mérito da conclusão ter sido ou não precipitada, conforme um comentário que acabei de receber de colegas da Inglaterra, nem tampouco se a forma de elaboração do teste foi ou não simplória, conforme acabei de discutir via MSN com outros colegas.

A pesquisa, mesmo que possa ter sido realizada de forma simplória ou mesmo que a conclusão tenha sido precipitada, TEM SENTIDO!

Estudando um pouco de neurociência sabemos que toda informação recebida durante o dia fica sendo processada pelas ligações neuronais do hipocampo, que faz parte do sistema límbico cerebral e cuja memória é caracterizada como memória de curta duração.

Se ainda durante esse mesmo dia precisarmos utilizar esse conhecimento adquirido, ele estará pronto, mas não com a mesma eficácia que teremos após uma noite completa de sono.

Uma noite completa de sono significa: primeiro o sono inicial, onde todas as informações são enviadas do hipocampo para o córtex cerebral (onde está a memória de longa duração); depois o sono paradoxal (REM), quando todas as informações são comparadas e arquivadas já nos lobos correspondentes do córtex cerebral, deixando tudo pronto para utilização no dia seguinte; e por último o sono final, quando são preparados os índices que direcionarão corretamente as solicitações do dia seguinte para as memórias correspondentes.

No teste realizado as pessoas não tiveram o sono noturno, que seria o mais eficaz, mas o grupo que teve um sono mais prolongado e alcançou o sono REM  foi o único que melhorou sua performance e não poderia deixar de ser, já que foi o único que já pode trabalhar a memória de longa duração, utilizando o conhecimento adquirido já transferido para o córtex cerebral, ou seja, já em condições de realizar asssociações e comparações que muito ajudam a criatividade e a própria memória em si.

Conclusão sobre o assunto e que o artigo vem reforçar:

Todo conhecimento adquirido precisa de uma noite completa de sono para ser transferido para a sua área correta de arquivamento e processamento e que fica no córtex cerebral.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Anomalia cognitiva

Relato recebido:


"Tenho dois alunos (irmãos) com dificuldade na aprendizagem, principalmente na memorização e na captação dos sons das letras iniciais das palavras. Quando pergunto qual a letra inicial da palavra "elefante", eles dizem: letra "o" ou outra letra qualquer. Até mesmo em relação ao próprio nome eles não conseguem diferenciar o som da letra inicial. Essas crianças, seis e oito anos, são de família muito carente, com mais cinco irmãos e com diferença de um ano entre eles. Quando eram bebes, na fase de começar a caminhar, não tiveram o estímulo dos pais para iniciar o processo. Eles ficavam o tempo todo sentados e sofriam de desnutrição. Só começaram a andar a partir dos três anos, depois de serem levadas ao médico. Gostaria de saber se esse desenvolvimento tardio pode ter tido alguma influência na aprendizagem deles. Estou muito preocupada com ambos e quero buscar todas as alternativas para descobrir um meio mais fácil de ajudá-los a construir o aprendizado. Eram alunos matriculados na 1ª série. Voltaram para a pré-escola porque não conseguiam acompanhar os colegas."

Resposta:

O cérebro de uma criança em desenvolvimento normal já apresenta, aos seis anos, 95% de seu peso final e praticamente já utiliza, para seu funcionamento, a maior parte da energia do organismo. A criança precisa desse desenvolvimento e da utilização dessa energia para aplicação do raciocínio lógico e elaborar seus pensamentos de forma adequada. Lógico que tudo vai sofrer mudança, novamente, ao iniciar a adolescência, mas as compensações necessárias dever ser efetuadas agora.

O relato mostra que essas crianças, possivelmente devido aos acontecimentos também ali narrados, podem estar com sua capacidade cognitiva alterada. Mas o que nos interessa nesse caso (e na maioria dos casos semelhantes) não é bem a razão do surgimento da anomalia, mas a forma de as encaramos para planejar a realização de nosso trabalho, que deve estar todo voltado para o seu desenvolvimento.

As razões do surgimento da anomalia são importantes, não para essas crianças, mas sim para evitarmos outras com as mesmas dificuldades. Esse estudo, então, deve ser feito também, em paralelo com o dessas crianças. Mas agora vamos dar atenção apenas ao tratamento dessas duas crianças.

Primeiro passo: laudo médico

Para evitar atrasos em tratamentos que possam ajudar possíveis anomalias é conveniente solicitarmos aos responsáveis laudos avaliativos realizados por um neuropediatra ou um pediatra, ou um psiquiatra especialista em crianças.

Segundo passo: entendimento do laudo médico

O laudo médico deve ser analisado para encontramos, não as deficiências, mas sim as suas capacidades, as suas possibilidades e as suas habilidades. O que precisamos saber não são suas deficiências, mas sim suas capacidades. Não precisamos saber o que a criança não pode fazer ou não consegue, mas sim aquilo que ela pode fazer e já consegue. Se o laudo só contiver impossibilidades e anomalias solicite outro apenas com possibilidades, capacidades e habilidades.

Terceiro passo: planejar atividades

A partir dessas capacidades e habilidades devem ser planejadas as atividades cognitivas, emocionais e comportamentais. Esse planejamento deve introduzir a afetividade, o lúdico, o prazer e o reconhecimento.

Os professores, terapeutas e familiares dessa criança deverão trabalhar a partir da descoberta dessas capacidades e habilidades, independente se são ínfimas ou se são importantes. As incapacidades e os erros não devem jamais ser levados em consideração, mas sempre os acertos e as habilidades.

Os exercícios, os jogos e os ensinamentos devem ser todos lúdicos e prazerosos, sempre num ambiente de descontração e liberdade, embora sempre com determinação e limites.

Quarto passo: reconhecimento e satisfação

Todas as atividades apresentadas devem estar dentro da habilidade da criança, mesmo que isso seja muito pouco! Ou seja: se ela só consegue desenhar uma linha, que sejam dadas muitas linhas para ela desenhar e que cada desenho seja motivo de VERDADEIRA ALEGRIA do professor, terapeuta ou familiar dessa criança.

Quinto passo: acompanhar a turma

Não nos interessa, para esses casos, se a criança está acompanhando ou não a sua turma. O que interessa é se ela está conseguindo ou não uma melhoria no seu desenvolvimento, mas em relação a ela mesma em um momento anterior, ou seja, a comparação será realizada com ela mesma e nunca com os demais colegas.

Quanto a estarem ou não no 1º ano ou na Educação Infantil, isso deve ser tema de discussão com o Conselho Escolar, a partir da análise da verdadeira função da escola, ou seja: a escola tem como função desenvolver o cognitivo e o emocional da criança ou sua função é selecionar os melhores e reprovar os piores?

Se a resposta é a primeira opção então temos que ignorar o acompanhamento da turma e enfocar cada aluno como um caso especial a ser desenvolvido de seu ponto inicial para um ponto mais além, objetivando lucro cognitivo, emocional e comportamental.

Sexto passo: quebra do bloqueio emocional

Esse trabalho terapêutico, pedagógico e psicopedagógico deve ser realizado todo o tempo pelo simples prazer de realizá-lo! E isso é muito importante! Não podemos criar expectativas de resultados maiores porque isso só atrapalhará a nossa performance nesse acompanhamento. Todo trabalho deve ser feito pelo simples prazer de realizá-lo e cada progresso alcançado deve ser comemorado com uma verdadeira satisfação, para assim acelerar a quebra de algum bloqueio psicológico nessas crianças.

Isso é importante porque muitas das anomalias apresentadas por crianças e adolescentes nada mais são do que anomalias de oportunidade, ou seja, resultantes de bloqueios emocionais indefinidos, trazendo uma sintomatologia muito semelhante a anomalias psíquicas, neurológicas ou orgânicas existentes.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida

Em Seabra poderemos estar realizando no próximo sábado, dia 23 de maio, mais uma edição do encontro para treinamento de "autoprogramação mental", que já realizamos em Seul, na Coréia do Sul, em Oxford, na Inglaterra e em Washington, nos Estados Unidos, cujo sub tema é: Programando a inteligência, a saúde e a sexualidade para toda a vida.

Esse tema é uma necessidade, nos dias de hoje, já que as crianças e os adolescentes estão sendo "programados" pela mídia e pela sociedade para serem adultos infelizes, insatisfeitos e angustiados, além de serem incapazes de manter qualquer tipo de relacionamento afetivo por muito tempo.

É o consumismo desenfreado sendo levado ao próprio relacionamento afetivo, tal a ganância dos exageros capitalistas totalmente anti-éticos, amorais e até imorais! Isso faz com que sejam deixados de lado todos os valores relacionados a uma estabilidade amorosa e afetiva, falando mais alto a disputa pelo maior número de parceiros, sem qualquer preocupação com a sua própria saúde física ou psíquica.

Não é fácil entender onde querem chegar os detentores do poder da mídia, já que os resultados alcançarão também seus próprios filhos e netos. Não é fácil entender os motivos que levam os produtores de programas de TV, jogos de computador e jogos de video-game, quando colocam no mercado elementos que estimulam os anti-valores e o comportamento criminoso. Não foi fácil entender os motivos que levaram a MTV a divulgar durante meses, em horário vespertino, uma "chamada" repleta de cenas de sexo explícito e pedofilia ocultados inteligentemente em forma de propaganda subliminar.

Esse universo pornográfico, corrupto e irresponsável está alcançando nossos filhos e nossos alunos a todo tempo!  E a técnica perfeita aliada as mais novas tecnologias fazem com que os resultados sejam super eficazes.

Existe vacina para isso! Essa vacina se chama "educação com responsabilidade"! É a educação trabalhando a programação mental das crianças e adolescentes de forma a estarem prontos para resistir a todos esses "ataques" psico-destrutivos.

Nosso corpo e nossa mente, se bem programados, são praticamente autosuficientes em termos de qualidade de vida, permitindo a construção de um seguro e firme alicerce intelecto-emocional com elevado senso de cultura do caráter.

Mas, devido ao que muitos chamam de "falta de tempo", estamos deixando nossos adolescentes destruirem a sua possibilidade de serem felizes!

Precisamos ajudá-los! Ainda há tempo! Mostrar que existem caminhos maravilhosos no universo da afetividade e do amor e que esses caminhos estão muito longe dos "ficares" do dia-a-dia e da falta total de responsabilidade para consigo e para o outro.

Mas não são apenas os adolescentes que precisam disso. Nós adultos também. E tudo é possível, independente da idade cronológica! O exemplo que me vem sempre à cabeça é a conferência de orientação sexual para adolescentes que realizei no ano 2000, quando dois cientistas chineses, ambos com oitenta anos de idade, me pediram para participar e, no final do primeiro encontro estavam quase em depressão, por acharem que haviam perdido a oportunidade que aqueles adolescentes passariam a ter para toda a vida. O tempo deles havia passado, segundo suas próprias palavras.

Lembro perfeitamente que insisti para que assistissem todo o restante dos encontros e que seguissem cada uma daquelas recomendações, independente da idade que tinham. No ano seguinte já estavam completamente mudados e hoje, nove anos depois, continuam esbanjando felicidade com suas esposas, coisa que nunca imaginavam ser possível!

Então tudo é realmente possível!

Precisamos mostrar a nossos filhos e alunos que os melhores caminhos apontam, inicialmente, para o auto-conhecimento, quando eles poderão, aos poucos, descobrir sua verdadeira identidade, seja ela qual for, para construir,a partir dessa verdade, os alicerces de uma vida feliz.

Em seguida mostrar que a compreensão do outro complementa essa estrutura de caráter, transformando inveja em admiração, desprezo em atenção, raiva em tolerância, submissão em auto-valorização, orgulho em humildade e assim por diante, criando uma estrutura sólida, indestrutível e livre de ansiedades e angústias.

E que a cada momento precisam ser criadas novas perspectivas de vida, com a convicção dessas realizações e eliminando todas as expectativas. Isso vai trazer a eles o sentimento de produtividade e de realização, possibilitando a visualização do sucesso.

Vamos fazer alguma coisa! Vamos transformar essa nossa sociedade iniciando pela nossa comunidade.

Nesse sábado estaremos em Seabra. Poderemos aproveitar esse momento.


Para quem estiver em Salvador:

No sábado dia 30 de maio, das três às cinco da tarde, estaremos reunindo o Conselho da UPF na Bahia (Universal Peace Federation) junto com professores e pais interessados, para traçar planos de transformação pela educação. Será numa sala do curso de inglês SKILL, da Pituba. Quem desejar se juntar ao trabalho, aqui vai o convite:

 Federação Universal  para A Paz Mundial

CONVITE

               Temos a honra  em convidá-lo(a) para nossa  reunião mensal, intitulada "A Educação do Caráter "

com palestra proferida pelo

Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti.


DATA:30/05/2009

HORÁRIO: 15:00-17:00

LOCAL :SKILL IDIOMAS PITUBA

Endereço:Rua Rio Grande do Sul ,356 Pituba

Presidente do Conselho Regional do UPF

Prof. Roberto Emilio Bailly Andersen Cavalcanti

Cientista pela Academia de Ciências dos EUA

Comitê dos eventos UPF da Bahia

Secretária

Hisae Takahashi Santos

Pedimos a confirmação prévia para melhor recebê-los, pelo e-mail: "hisae takahashi" <santosmus@gmail.com>

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Adoção: quando contar?

Pergunta:

Qual seria a idade para uma criança saber que foi adotada? Existe uma idade certa? A mãe poderá contar quando surgirem as perguntas partindo da criança com apenas 3 anos de idade ou não? Estou muito ansiosa para resolver esse problema!

Resposta:

A maior preocupação quando se adota uma criança não deve ser como ou quando contar, mas como acompanhar cada etapa de seu desenvolvimento, para que ela esteja sendo satisfeita corretamente em todas as fases.

Se cada etapa estiver sendo cumprida corretamente a criança não desenvolverá qualquer tipo de neurose e, assim sendo, não estará sujeita a traumas ao saber que foi adotada.

Então o primeiro passo é procurar entender cada uma das fases de desenvolvimento e o que deve ser realizado em cada uma delas. Essa parte é a que os psicopedagogos mais podem ajudar. Aliás esse é o profissional indicado para essa consulta!

Isso porque os psicopedagogos estudam as fases segundo Freud e todos os demais teóricos, não havendo qualquer dúvida a respeito.

Essa criança, por exemplo, já passou pela fase oral e deve estar em plena fase anal. O processo agora é muita brincadeira com massa de modelar, argila, barro, deixar ela se lambuzar bastante, sujar mesmo, e depois fazer uma verdadeira brincadeira no banho. Ela estará sendo satisfeita nessa fase.

Quanto mais opção de brincadeira e atividade lúdica ela tiver melhor será para sua correta formação. O que não pode acontecer nessa fase é tirar a ludicidade e a brincadeira com lama, argila, massa de modelar ou qualquer coisa que ela possa manipular e se sentir lambuzada. Deixá-la sem isso certamente vai atrapalhar sua formação e fazer com que ela pule etapas, principalmente se estiver trocando essa diversão por uma sala limpinha, com um aparelho de TV ligado em frente!!!!!

Perguntas sobre isso nessa idade só aparecem se ela estiver "pulando etapas", o que é muito perigoso porque estará sendo formado um caráter neurótico que trará problemas futuros e incompreensões.

A qualquer momento a não aceitação da realidade adotiva ocorre quando a criança não está satisfeita emocionalmente e sente-se insegura em relação aos seus pais adotivos e ao ambiente em que vive.

Contar nessa fase não parece ser necessário, mesmo porque não ajuda em nada e, pelo contrário, pode despertar curiosidades inadequadas para a idade.

Mas se, mesmo assim, ela perguntar, então tem que haver um processo natural para isso. E o processo passa antes pelo convencimento dos próprios pais adotivos de que ela é sua filha de verdade! Enquanto eles tiverem dúvidas emocionais a respeito, não conseguirão contar corretamente.

Normalmente o que se recomenda é que seja respondido que ela é filha verdadeira, com a diferença de que foi escolhida por amor, enquanto os filhos naturais vem sem que os pais possam escolher.

IUPE Educação: Suspeita de Transtorno Bipolar Infantil

Transtorno bipolar infantil (suspeita) em criança com dois anos: um relato. Preservando o nome da relatora, segue-se a pergunta:

Pergunta:

A menina altera seu humor constantemente. Pode estar brincando que, sem motivo aparente começa a chorar. À noite chora dormindo. Qual o profissional a procurar? Há momentos, entretanto, em que brinca e conversa normalmente
Resposta:

Em primeiro lugar temos que levar em conta que todas as anomalias comportamentais em crianças e adolescentes devem ser analisadas, inicialmente, como se fossem consequência de uma educação equivocada, exemplos negativos em casa, insegurança emocional etc. Identificando uma dessas causas nosso trabalho começa por esse lado, ou seja, a Terapia Parental.

Uma anamnese com os pais e com quem mora na mesma casa, como avós, irmãos, etc., é de fundamental importância para essa análise preliminar. Se na casa, por exemplo, residem também os avós, existe a possibilidade dessa criança vir a desenvolver uma instabilidade na identidade paterna ou materna. Todas essas possibilidades surgem com a anamnese.

Não descartamos a possibilidade dessa criança trazer a predisposição genética para a doença, mas os caminhos iniciais são de descobrir causas emocionais para o distúrbio. Hoje já sabemos que existe toda uma sintomatologia emocional, ou seja, as crianças apresentam sintomas de todas as doenças possíveis, principalmente as comportamentais, apenas como reação inconsciente à alguma insatisfação resultante de equívocos na educação ou na relação parental.

E a relação parental sempre pode ser otimizada! Nossa recomendação é iniciar por esse trabalho. Verificar rigorosamente como está a relação da menina com as pessoas à sua volta e, consequentemente, com o mundo que conhece. 

Esse trabalho é o inicial, mas é sempre necessário. Mais tarde, confirmando que os sintomas persistem, o médico a ser consultado é o psiquiatra infantil.

domingo, 26 de abril de 2009

UNIVERSO EMOCIONAL E BIOCENTRISMO

Emoções, sentimentos e pensamentos são causas ou consequências dos intrincados processamentos neurológicos e sinápticos no interior de nosso cérebro? É o pensamento que determina a existência e a realidade ou é a existência real que permite o pensamento e as emoções? Existe alguma possibilidade de tais perguntas serem respondidas hoje com a devida precisão ou pode-se apenas escolher uma resposta da mesma forma que se escolhe uma verdade religiosa ou espiritual?

Para podermos divagar com mais tranqüilidade nessa área é bom lembrar que existem conjecturas e certezas científicas. Embora a maioria das certezas científicas venha sendo contestada, a cada dia, por certezas mais atualizadas, na medida em novos parâmetros são descobertos.

A certeza científica vem da análise metodológica do fato ou do evento com os meios que nossos laboratórios dispõem. Por isso mesmo estamos ainda muito aquém do necessário para o encontro dessas respostas. Isso não impede a divulgação de muita "certeza científica", como se já fossemos os donos da verdade universal. Louvamos o esforço dos cientistas, mas nos assusta muito a divulgação de certezas em assuntos tão acima de nossa atual capacidade de pesquisa.

Já na religiosidade temos total liberdade para escolher nossas crenças sem qualquer necessidade de comprovação laboratorial. Não se procura isso! Procura-se apenas alcançar um estado de paz interior que faz bem ao ser humano e à sua saúde neuropsíquica.

Judeus escolhem acreditar no Torá com fonte de toda verdade universal, mas rejeitam o Novo Testamento, por negarem a importância dada pelo cristianismo a Jesus. Muçulmanos e Cristãos escolhem acreditar nas compilações realizadas depois de Cristo e pouca importância dão ao Velho Testamento. Muçulmanos ficam com a verdade compilada por Maomé e os cristãos ficam com a verdade compilada a partir de escritos de pessoas que ouviram os apóstolos, muitos anos depois da morte de cristo e dos próprios apóstolos. E todos têm o direito de acreditar nessas fontes como fonte da verdade absoluta e inquestionável. Isso porque estamos falando de religião! Isso é crença. É verdade dogmática!

São duas áreas completamente distintas, embora uma deva sempre recorrer a outra para aumentar o seu conhecimento de mundo e de vida, mas nunca para denegrir a sua importância. A tradição é original, sempre existiu. A ciência surgiu de dentro de própria tradição, para encontrar meios de interferir no ambiente e facilitar a nossa vida.

Mas há aqueles que, na religião, combatem o progresso científico, com argumentos totalmente alicerçados em seus próprios dogmas, assim como há os que, na ciência, tentam desmistificar a tradição, utilizando-se de meios tão desprovidos de precisão científica quanto os das idéias que pretende combater.

Não devemos ignorar qualquer hipótese ou tese apenas pelo fato de não acreditarmos em sua veracidade. Muito pelo contrário devemos abraçar todas as idéias contrárias ou diferentes das nossas e analisá-las com total isenção, exatamente por ser esse o melhor meio de ampliar nosso conheci mento real sobre qualquer assunto.

Voltando agora para nossas perguntas, vamos analisar o que passava pela cabeça de alguns pensadores em relação a mente, cérebro, pensamentos, emoções e sentimentos.

Platão, por exemplo, dizia que a mente estaria na cabeça. Até hoje os estudos neuropsíquicos procuram mostrar isso como verdade. Aristóteles, entretanto, defendia a mente no coração. Platão venceu até o final do século passado, mas foi quando começaram a aparecer evidências de transferências de memórias através do transplante de órgãos, principalmente o coração! Aristóteles ficaria satisfeitíssimo se soubesse disso!

Então não sabemos ainda sequer onde está a nossa mente! Mas lembro que, na década de setenta, em contato com um grupo de aborígenes em plena Austrália, um Xamã me passou a sua convicção de que nossa mente é externa ao corpo, mas inerente a nossa identidade como pessoa. Ela interfere em todas as células de nosso organismo, principalmente nas células cerebrais, mas, de alguma forma muito especial, ela também interfere no meio ao nosso redor e essa interferência pode ser muito mais ampla do que possamos imaginar.

Mente externa ao corpo ainda não responde a nossa indagação principal sobre quem determina o que, mas ao falar sobre interferência começamos a chegar mais perto de alguma trilha sobre o assunto, cujo tema é: pensamos sobre a realidade pré-existente e a sentimos como ela é em sua forma absoluta, ou a realidade se configura a partir de nossos pensamentos, sentimentos e emoções?

Sentimentos e emoções individuais determinados por uma mente externa ao corpo nos leva ao conceito do inconsciente coletivo de Jung. Comportamentos sociais também determinados por uma mente externa ao corpo nos leva ao conceito de consciência coletiva de Durkhéim. Lembrem que nosso interlocutor era um sacerdote aborígene totalmente analfabeto, sem qualquer tipo de tradição escrita, em pleno deserto Australiano, em 1975. Isso merece uma análise bem criteriosa e certa reflexão.

Os estudantes de sociologia durkheiniana e psicologia junguiana sabem que a consciência e o inconsciente coletivos interferem na mente coletiva da sociedade e na mente individual do homem. Mas o momento é mais para contestadores do que para quem estudou o assunto para fazer prova.

Isso porque a evidência que está para aparecer é no sentido oposto, ou seja: que alguma força biológica gerada a partir das nossas células determina a formação dessa onda do pensamento interferente no meio à nossa volta. Essa interferência determina alterações na estrutura do meio de forma a permitir a nossa sobrevivência.

Essa interferência pode vir a mudar o próprio entendimento de mundo, como procuram demonstrar Robert Lanza e Bob Berman em sua obra BIOCENTRISMO publicada em abril de 2009. A proposta deles é que as leis que regem o universo são determinadas pela vida e pela consciência. Assim o universo, como um todo, é modelado pelas nossas próprias mentes, mesmo inconscientemente, para nos acolher. A idéia tradicional de um universo exterior pronto, independente de existirmos ou não, seguindo leis físicas inquestionáveis, parece estar chegando ao fim.

Segundo eles e os aborígenes não somos apenas um visitante ocasional de um planeta cuja existência independe de nós. Somos os elementos geradores e transformadores da própria estrutura desse planeta ou, mais ainda, de todo o universo.

Pode parecer muita pretensão da raça humana, mas as pedras começam a se encaixar. Vejam a célula universal, chamada de célula tronco embrionária. Uma mesma célula que toma a forma do que quiser, a partir de uma programação biológica que não temos acesso ainda. Ela se modela para criar todos os diferentes órgãos de nosso corpo.

Vejam agora a idéia de Stephen Hawking, um dos maiores físicos atuais da humanidade e que sempre se disse materialista e ateu, sobre a Teoria Unificada do Universo. Ele declarou estar perto de encontrar a lei que mostra todo o universo totalmente ligado entre si e dependente de uma fonte energética biológica única e fundamental. Uma só lei biológica controlando todo o universo conhecido.

Nosso caminho mostra a existência da unicidade e, mais ainda, que essa unicidade está centrada na mente individual e no self! Mas como entender isso se o modelo científico ao qual estamos acostumados mostra um universo composto por partículas sem vida colidindo entre si e obedecendo a regras predeterminadas e misteriosas?

Nosso primeiro passo é quebrar esse paradigma e reconstruir tudo a partir do elemento consciência biológica. A consciência biológica seria a verdadeira matriz a partir da qual o cosmos é compreendido. É a tela por meio da qual nossa visão de mundo é projetada. Se ela estivar torta ou distorcida ou contiver alguma característica estranha, então toda a nossa percepção do cosmos estará fundamentalmente errada.

Reforçando essa idéia é bom lembrar que a presença de um observador, segundo Werner Heisenberg e Niels Born, determina o resultado da experiência. No mínimo a criatura biológica é quem dá forma a história, faz as observações e nomeia as coisas. Ou seja, a vida e a consciência estão no centro do entendimento do universo.

Estudando o sistema perceptivo vemos que toda a realidade exterior é criada dentro de nosso cérebro. Nós criamos a realidade, o que nos leva a discutir se o filme Matrix é uma obra de ficção ou se existe a possibilidade de estar representando parte da nossa realidade.

Afinal, desde George Berkeley, filósofo irlandês, que a idéia de criarmos a realidade vem se somando a idéia de que as experiências subjetivas interagem com a realidade física. É a percepção que determina a realidade.

No estudo astronômico percebemos que existe uma longa lista de traços mostrando que tudo no universo, dos átomos às estrelas, parece ter sido feito exatamente para nós. Cerca de duzentos parâmetros físicos são tão exatos que seria estranho aceitarmos como obra do acaso. E nenhuma delas é previsível por nenhuma teoria conhecida! Elas parecem ter sido cuidadosamente escolhidas e, freqüentemente, apresentam uma precisão milimétrica, ou talvez até nanométrica, apenas para permitir a existência de vida. Modifique-se qualquer uma delas e nós jamais teríamos existido!

Alguns cientistas estão dando nome a esse princípio, tentando encontrar uma razão que não os obrigue a ter que aceitar a possibilidade da existência de uma "Vontade Divina". Isso é muito bem definido, ou seja, para o cosmos não existe um "muito isso" ou "muito aquilo", mas todas as medidas que encontramos são "exatamente a necessária à vida".

Para evitar explicações teleológicas e também evitar entrar pelo dogmatismo religioso, o biocentrismo define que o universo é criado pela vida! Segundo esse conceito um universo que não suportasse vidas possivelmente não existiria.

Toda a realidade quântica, que hoje já se delineia como a verdadeira conceitualidade histórica do universo, mostra que os resultados dependem da observação de alguém. Ela não faz sentido se não houver uma base biocêntrica para o cosmos. Espaço e tempo, de acordo com o biocentrismo, são formas do senso perceptivo animal.

Vejam os conceitos de tempo e espaço. Vemos tempo como mudança. Mas será a realidade? São coisas distintas. Tudo o que percebemos está ativamente sendo reconstruído no interior de nossas cabeças independente da conceituação temporal. O tempo, dessa forma, pode ser definido como o somatório dos espaços ou dimensões, como em um filme, ocorrendo dentro de nossas mentes. Então o que é real? Se a próxima imagem mental for diferente da anterior, então estamos em um período diferente. Podemos atribuir essa mudança ao tempo no mundo, mas isso não significa que exista uma matriz invisível em que o tempo se modifique. Isso é apenas a maneira de fazermos com que as coisas tenham sentido para nós.

E o espaço? Já o espaço nos apresenta uma realidade de intangibilidade peculiar, já que não podemos pegá-lo e trazer para o laboratório. Ele não é um objeto externo, mas parte de uma programação mental que modela, em formas multidimensionais, as nossas sensações. Tempo e espaço são realidades criadas pela nossa mente e dependentes dela.

Então emoções, sentimentos e pensamentos não são apenas os causadores dos processos neurológicos e sinápticos no interior de nosso cérebro, mas sim os elementos determinantes da realidade externa, incluindo aí os conceitos de espaço e tempo, a harmonia do meio à nossa volta e a estética estrutural do próprio universo que nos acolhe.

Nosso universo é um UNIVERSO EMOCIONAL, comandado pelos conceitos do BIOCENTRISMO.

Bibliografia complementar:

Maturana, Humberto R. A árvore do conhecimento. São Paulo: Palas Athena, 2001.

Carter, Rita. O livro de ouro da mente. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

Lemkow, Anna Freifeld. O princípio da totalidade. São Paulo: Aquariana, 1992.

Nicholson, Shirley. Sabedoria antiga e visão moderna. Brasília: Editora Teosófica, 1991.

Andrade, Vivian Maria. Neuropsicologia hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.