terça-feira, 6 de outubro de 2015

IUPE Educação: Amor e Conhecimento na Construção da Felicidade - parte 1 - Primeira Infância

O processo de aprendizagem é uma das coisas mais maravilhosas da espécie humana.

Quanto mais o ser humano aprende, mais ele consegue entender a realidade à sua volta e mais condições ele terá de interferir nessa realidade, a seu favor.

Essa interferência, a partir de uma boa bagagem de conhecimento e da sabedoria proveniente da maturação desse conhecimento, é o que torna possível as descobertas, as invenções, e todas as demais criações da espécie humana.

Tudo isso é necessário para uma transformação social positiva, para o progresso científico e tecnológico e, logicamente, para a própria evolução da espécie humana.

E é sempre bom lembrar dos ensinamentos fundamentais de Erik Erikson, quando ele mostra que o ser humano, a partir dos trinta anos, sente necessidade de começar a ver os resultados positivos de sua contribuição social, de seu trabalho produtivo e de sua criatividade, metas que só serão alcançadas por meio da aprendizagem e do uso do conhecimento adquirido com sabedoria.

A satisfação dessa necessidade é a base para o alcance da felicidade.

Algumas pessoas confundem esse sentimento com as alegrias dos prazeres temporários. Esses trazem sensações muito frágeis de felicidade, mas com curto prazo de validade...

Mas, vamos ao que interessa!

Como poderemos garantir que nossos filhos tenham plena capacidade para aprender e possam fazer parte desse seleto grupo de pessoas inteligentes, sábias, produtivas e, naturalmente, felizes?

Para cada fase há uma necessidade diferente.

Vamos enfocar agora apenas a criança em sua primeira fase de desenvolvimento, que vai até os sete anos de idade.

Primeiro devemos entender quais são os valores básicos e fundamentais da nossa vida, os valores que significam os verdadeiros alicerces, sobre os quais todo o conhecimento será construído, permitindo o alcance da sabedoria, da produtividade e da felicidade.

Esses alicerces são AMOR e CONHECIMENTO.

Todo o resto vira apenas como complemento desses dois valores básicos.

O AMOR, nessa fase inicial da vida, é transmitido por nós. Nós pais e nós educadores das creches e escolas de educação infantil.

Entender isso é muito importante, porque a nossa impaciência, o nosso estresse e o nossa “falta de tempo” podem ser elementos destruidores dessa transmissão necessária e imprescindível do AMOR.

AMAR a criança é primordial para conquistarmos a sua confiança e fazer com que ela consiga se desenvolver de forma plena e equilibrada.

Pais ou educadores precisam estar plenamente seguros de serem capazes de desenvolver e manter esse AMOR pelos filhos ou pelas crianças sob a sua responsabilidade.

Havendo a transmissão desse AMOR, haverá a construção do AMOR interior nessa criança, que é a chave para a início da formatação das redes de conhecimento de seu cérebro.

Visto isso, que é o principal, vamos agora as dicas para garantir o desenvolvimento pleno da sua capacidade de aprender.

Como se dá o esse processo?

Em síntese, podemos definir três etapas principais no processo de adquirir conhecimento:

Na 1ª etapa a criança percebe a realidade externa, captando seus sinais por meio de todos os seus elementos sensores;

Na 2ª etapa ela tenta relacionar essas informações com outras já arquivadas em sua memória, para que haja o entendimento;

Na 3ª etapa ela atualiza o conhecimento já existente ou, caso não exista nenhuma memória semelhante, constrói um novo arquivo.

Nossa criança está em seus primeiros anos de vida, logo, sua capacidade de captar as informações externas estão em pleno desenvolvimento e é aí, exatamente aí, que precisamos fazer todo o nosso investimento educacional!

Temos que trabalhar no desenvolvimento de sua capacidade visual, auditiva, gustativa, olfativa e tátil, assim como na identificação de sentidos mais complexos, como variação de temperatura, sensação de humidade e secura e tudo o mais ligado aos seus elementos sensores.

Como se dá essa captação?

O corpo humano possui elementos sensores espalhados por todo o corpo.

Cada um deles tem uma característica especial, mas todos têm algo em comum.

Em comum é a transformação dos sinais externos em pulsos elétricos que são enviados para os processadores localizados no cérebro.

A diferença está no tipo de sinal que cada tipo de sensor transforma.

Os que transformam sons em pulsos elétricos estão na cóclea, dentro do ouvido. Eles ficam em toda a extensão dos canais aferente e deferente da cóclea, captando as frequências das ondas sonoras recebidas.

Os que transformam raios luminosos em pulso elétrico estão na retina, no fundo do olho. Essas células são de dois tipos. Os bastonetes captam luminosidade, permitindo a visão em preto e branco. Os cones captam as frequências coloridas, registrando a percentagem de cada cor na constituição de cada ponto da imagem.

Para identificar olfato e paladar há as células que transforma as substâncias químicas dos alimentos e dos aromas em sinais elétricos, localizados na língua e nas narinas.

Por toda a pele há os sensores que detectam as sensações táteis (pressão e atrito), há os que detectam variações de temperatura e os que detectam humidade.

Podemos ter muitos outros tipos de elementos sensores, mas ainda estão fora do atual conhecimento científico.

Todos esses pulsos elétricos são enviados para o cérebro, onde são processados para constituir o entendimento de mundo e a aprendizagem em geral.

Tanto os elementos sensores espalhados por todo o corpo, como também as redes neurais que vão processar os sinais externos percebidos, captados e transformados, estão em pleno desenvolvimento.

E é comum que as crianças desenvolvam algumas percepções mais que outras, o que poderá trazer algum tipo de dificuldade de aprendizagem no futuro.

Nosso papel principal, então, é criar todos os tipos de exercícios, jogos, passatempos e diversões visando o estímulo ao desenvolvimento de todos os elementos sensores por igual, ou pelo menos, da forma mais equilibrada possível.

Estimular todos os órgãos dos sentidos significa, então, estimular o desenvolvimento pleno cerebral, ampliando a capacidade cognitiva da criança e o entendimento correto de mundo.

Para evitar que algum elemento sensor seja esquecido fizemos uma sugestão às creches e escolas de educação infantil, para que estabeleçam um revezamento do elemento sensor a ser trabalhado.

Para facilitar o planejamento e a execução, cada mês teria o seu elemento sensor a ser trabalhado, possibilitando o intercâmbio de ideias entre as escolas.

A tabela sugerida ficou assim:

Janeiro – temperatura e humidade

Fevereiro – visão

Março – audição

Abril – tato

Maio – olfato

Junho – paladar

E repetindo tudo a partir de julho.

As ideias para tais atividades podem ser extraídas, por exemplo, de exercícios de desenvolvimento psicopedagógico, utilizando todos os recursos disponíveis nas escolas ou usando de criatividade para desenvolver seus próprios recursos com o material disponível.

Como exemplo de exercício institucionalizado, em Curitiba foi criado o “Jardim das Sensações”. 
Nele estão expostas diversas espécies de plantas, para serem “vistas” com as mãos e cheiradas, pelos cegos.

Um corrimão de metal ajuda o apoio das pessoas com baixa visão ou cegos, e na frente de cada planta ou flor há uma placa descritiva em braile.

Diversos colégios mandam seus alunos fazer a visita, obviamente com os olhos vendados, para que tentem entender a forma como o cego percebe a natureza à sua frente.

As ideias são livres. O que precisamos é estimular, por meio de exercícios, todos os elementos sensores.

Exercícios auditivos, por exemplo, devem ser realizados sempre em nível baixo, mas com o maior número de frequências e tonalidades diferentes e mudando a direção da fonte sonora, para desenvolver a capacidade telemétrica auditiva.

Nessa hora pensa-se em chocalhos, sininhos ou mobiles sonoros. São realmente interessantes, mas é sempre bom lembrar de melodias clássicas, onde as frequências são bem reproduzidas e a harmonia ajuda no equilíbrio emocional.

Exercícios olfativos são muito interessante, principalmente para os meninos, já que esses têm muita mais dificuldade do que as meninas, em se interessar por diferença de aromas, perfumes e tudo o mais.

Exercícios de paladar são mais complicados devido ao grande número de crianças, atualmente, com intolerâncias alimentares.

Tomando-se o devido cuidado para esses casos, tais exercícios podem servir também para melhorar a preferência alimentar das crianças, com o estímulo ao conhecimento de todos os sabores de frutas, legumes e verduras.

Para os exercícios de visão podem ser utilizadas, por exemplo, pinturas, desenhos, modelagem em argila, representando o ambiente ou modelos disponíveis.

Uma grande vantagem desses exercícios de estimulação é a possibilidade de se detectar dificuldades ou anomalias perceptivas ou de processamento cerebral, como as dislexias, discalculia e outras.

Qualquer dúvida, comentário ou sugestão, entre em contato pelo nosso e-mail:

Nossos livros, o romance VIRAVOLTA, o AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO e o SEXO: A ESCOLHA É SUA, podem ser adquiridos no Colégio IUPE, na avenida Monteiro, 19, Liberdade, ou diretamente da Editora, das Livrarias Virtuais Cultura e Saraiva, ou pelo Mercado Livre, clicando em cima da capa do livro desejado.

Um forte abraço a todos.

Até nosso próximo encontro.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

IUPE Educação: Família no sucesso escolar dos filhos

Nosso tema hoje é o acompanhamento correto dos filhos na escola. Como os pais podem conseguir que seus filhos tenham, realmente, um excelente desempenho, e assim possam garantir seu sucesso e autossuficiência.

Infelizmente a nossa realidade escolar é muito ruim, ou seja, nosso país está entre os piores do mundo, em resultados educacionais, e parece que as pessoas se acomodaram a isso, acreditando que não podemos mesmo competir com países mais evoluídos.

Esse pensamento derrotista precisa ser eliminado imediatamente já que, embora os sistemas educacionais dos países mais evoluídos ajudem bastante, o sucesso não depende exatamente disso, mas sim do conhecimento adquirido e da sabedoria para utilizá-lo.

Os motivos para o insucesso de nossa educação são muitos e grande parte deles não depende de nós, pais e educadores.

Mas hoje vamos enfocar apenas os motivos que dependem dos pais, deixando a parte dos professores para outro momento.

Vamos, inicialmente, observar nossas próprias atitudes e analisar algumas dicas importantes que podem fazer toda a diferença.

Observa-se, em qualquer escola, que a única preocupação dos pais quando termina uma unidade letiva, ou até mesmo no decorrer da unidade, é a nota que o aluno tomou nos testes e provas e se ele vai passar de ano ou ser reprovado.

A nota é o único referencial para muitos pais. A aprendizagem real não é levada em consideração, mesmo porque, existe uma grande confusão entre aprendizado e nota alcançada.

Dificilmente observam-se pais preocupados em verificar a aprendizagem do filho. Bastam as notas.

Para o filho, então, fica a ideia de que o que ele aprendeu não tem a menor importância nem para ele e nem, muito menos, para seus pais. Apenas obter nota suficiente para passar de ano!

Ora! Isso é fácil de conseguir! Basta “decorar” um assunto (mesmo que vá se esquecer de todo ele após a avaliação), ou preparar uma excelente “pesca” ou “cola”, ou ainda, sentar-se ao lado do colega “nerd” e encontrar uma forma de copiar suas respostas.

O problema é que a nota alta veio e a aprendizagem não aconteceu! E isso vai fazer toda a diferença mais tarde.

Já quando os pais, em vez de cobrarem notas, dedicam alguns minutos de seu dia para conversar com o filho sobre os assuntos que ele está aprendendo, provocam nele a vontade de aprender cada vez mais, pelo simples prazer de compartilhar seu aprendizado.

Mas vamos, agora, a uma análise mais completa, com base em diversos questionamentos e dúvidas que tenho recebido.

Muitos pais descobrem que o filho não está indo bem nos estudos e não sabem o que fazer.

Nossa primeira atitude é verificar as razões pelas quais ele não está indo bem.

Ele pode estar aprendendo, mas estar com algum bloqueio emocional nos momentos das avaliações.

Ele pode estar entendendo, no momento da explicação, mas perceber que não aprendeu, no momento da avaliação.

Ele pode estar com alguma dificuldade de aprendizagem.

Tudo deve ser verificado.

Se ele está com alguma dificuldade de aprendizagem. Se está com algum bloqueio emocional. Se ele demonstra desinteresse pela aula e pelos estudos.

Para ajudar essa análise, vamos elencar alguns elementos que podem estar contribuindo para o baixo rendimento e dar algumas dicas que podem fazer a diferença:

Consumo de água:

Verifique se seu filho está consumindo água na medida certa, ou seja, se está tomando pelo menos um copo d’água a cada duas horas. A água é fundamental para que todo o organismo funcione corretamente. O cérebro é a parte que mais se ressente da falta de água. Os primeiros sinais são o esquecimento, a dificuldade de raciocínio, e a sensação de cansaço mental.

Nutrientes na alimentação

Há uma máxima que diz: “(...)somos o que comemos(...)”. Mas, infelizmente, as pessoas se esquecem de que nosso organismo funciona a partir da sintetização dos nutrientes que consumimos diariamente!

Isso significa que a falta de nutrientes provocará a redução na capacidade intelectual, na memória e na cognição.

Mas, em relação aos nutrientes, ainda há outra preocupação importante, que é a intolerância alimentar, também chamada de alergia alimentar.

Diversos transtornos, distúrbios e dificuldades de aprendizagem tem seus sintomas intensificados devido ao consumo de alimentos que não são tolerados pelo organismo daquela pessoa.

Alguns elementos como o glúten, a caseína, a lactose e a soja são os mais comuns no caso da maioria das crianças com T.E.A. (transtorno de espectro autista), embora nem todos apresentem as mesmas intolerâncias.

Uma das formas de se perceber isso é quando se percebe que a criança ficou mais agitada ou mais desatenta, após o consumo de algum alimento específico.

Nesse caso é conveniente procurar uma clínica que possa fazer um exame de intolerância alimentar.

Rotina diária

Outro elemento que prejudica bastante a aprendizagem é a má utilização do dia, ou seja, o mau planejamento da rotina diária.

Para que haja um melhor aproveitamento do dia, ele deve ser muito bem planejado, incluindo-se tempo para estudo, tempo para pesquisas, tempo para lazer e tempo, inclusive, para “nada fazer”.

Período de sono

O sono é o momento mais importante para a aprendizagem. É durante o sono que a memória temporária se consolida. O período ideal é de oito horas.

Muitas dificuldades de aprendizagem são resolvidas depois que os pais conseguem ajustar a rotina do filho, de forma a ter mais tempo para dormir.

Exposição excessiva à TV, videogame, computador e celular.

Quando a criança passa muito tempo envolvida com seus equipamentos eletrônicos, o estresse neural começa a prejudicar todo o seu processo de raciocínio, além de desestruturar seu sistema nervoso trazendo irritabilidade e, por vezes, agressividade.

O ideal é que a criança tenha outras opções de diversão, principalmente ao ar livre e sem qualquer equipamento eletrônico, como natação, atletismo, jogos de tabuleiro e de quadra, etc.

Ambiente de estudo

A falta de um ambiente propício ao estudo é de fundamental importância para o estímulo ao aprendizado.

O que significa o ambiente?

O ambiente de estudos não significa escrivaninha, quarto bem planejado nem conforto. O ambiente é formado pelas pessoas na casa e sua atitude.

Qualquer criança precisa de exemplo. Se na hora de ela estar fazendo seus deveres ou estudando, as pessoas na casa estiverem também em alguma atividade semelhante, o exemplo servirá de estímulo.

Se não estiverem, essa criança vai se sentir em uma atividade sacrificante, e não entenderá a razão de só ela ter que se submeter a isso.

O ideal, então, é que os pais se programem para que, durante o período de dever de casa e estudo de seus filhos, eles também estejam em atividade escrita ou de leitura.

Reconhecimento pelos pais

Uma das coisas que mais desestimulam os filhos em seus estudos e na realização das tarefas é a falta de reconhecimento de seus pais (e também de seus professores).

A simples dedicação de alguns minutos do dia, junto ao filho, procurando saber o que ele aprendeu naquele dia, já serve como um excelente estímulo ao seu aprendizado.

Bloqueios emocionais

Bloqueios emocionais são causados por diversos fatores. Entre eles o mais comum é a educação equivocada, principalmente quando os pais, ou algum parente, compara negativamente um filho com o outro, ou com outra criança qualquer.

Ser comparado de forma negativa provoca, na criança, aquilo que hoje em dia é chamado de “crença disfuncional”, que nada mais é do que fazer a criança acreditar que é inferior ao irmão ou a todas as outras crianças com as quais está sendo comparada.

Para ficar bem claro: Uma criança só deve ser comparada com ela mesma, ontem!

Vimos, então, algumas dicas que, se bem entendidas, poderão ajudar bastante no acompanhamento do filho visando o seu sucesso.

Qualquer dúvida, sugestão, comentário ou crítica, entrem em contato comigo por e-mail (robertoandersen@gmail.com) ou pelo WhatsApp (71) 9913-5956.

Aqueles que desejam adquirir um dos meus três últimos livros publicados, basta clicar em sua capa em nosso BLOG ou em nosso PORTAL.


Sucesso para os pais!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

IUPE Educação: TDAH - Como identificar o transtorno


Amigos,

Todos sabemos que existe uma verdadeira febre de TDAH, que é o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.

E todos sabemos que existe muita gente alimentando a ganância dos grandes laboratórios farmacêuticos, prescrevendo medicamentos sérios, caros e perigosos, na base do metilfenidato, às crianças que podem apenas estar sem limites, ou com sintomas semelhantes ao transtorno, mas sem a gravidade do transtorno real.

Isso acaba prejudicando essas crianças em seu desenvolvimento geral, já que todos esses medicamentos trazem seus efeitos colaterais inconvenientes.

É importante, então, que professores, pais e psicopedagogos saibam que existe uma forma de detectar, em casa e na escola, se a criança está apenas com sintomas semelhantes ou com falta de limites, evitando, assim, que medicamentos sejam prescritos sem a real necessidade, o que traria para essas crianças apenas os malefícios de seus efeitos colaterais.

Como fazer isso?

Um dos caminhos é observar atentamente o que recomendam as sociedades que estudam e acompanham essas crianças, e que reproduzirei agora:

Prestem atenção!

Observe, durante no mínimo, seis meses, e em dois ambientes distintos, se a criança apresenta, com frequência, no mínimo seis, dos nove sintomas de desatenção, que são:

Não presta atenção a detalhes e erra por descuido nas tarefas.

Não presta atenção nas tarefas de sala nem em atividades lúdicas.

Frequentemente ignora ou parece não ouvir quando falam com ela.

Não termina tarefas e não segue instruções (não propositadamente).

É desorganizado em tudo.

Não gosta de se envolver em tarefas em que precise refletir e raciocinar.

Perde com frequência material para realizar tarefas.

Distrai-se facilmente com qualquer coisa à sua volta.

Esquece frequentemente de realizar suas tarefas.

Se estiverem frequentemente presentes seis desses nove itens, em dois ambientes distintos, durante a observação de seis meses, a criança deve ser encaminhada a um neuropediatra ou psiquiatra infantil, para que seja feita a avaliação médica final.

É provável que ela tenha TDAH com predominância de déficit de atenção.

Caso não se configurem o mínimo de seis desses sintomas, a criança precisa de acompanhamento psicopedagógico para estimular a sua atenção, mas ela não tem o transtorno em si.

Da mesma forma observe, durante no mínimo, seis meses, e em dois ambientes distintos, se a criança apresenta, com frequência, no mínimo seis, dos nove sintomas de impulsividade e hiperatividade, que são:

Está sempre agitada, movendo mãos e pés.

Não consegue ficar sentada na cadeira durante a aula.

Está sempre correndo mais do que seus colegas.

Não consegue brincar de jogos de tabuleiro nem demais atividades paradas.

Sempre demonstra energia plena.

Fala muito, mesmo sem assunto.

Responde às perguntas, antes mesmo que o professor pare de falar.

Não consegue aguardar a sua vez na sala nem em jogos.

Interfere nas conversas e interrompe brincadeiras dos outros.

Se estiverem frequentemente presentes seis desses nove itens, em dois ambientes distintos, durante a observação de seis meses, a criança deve ser encaminhada a um neuropediatra ou psiquiatra infantil, para que seja feita a avaliação médica final.

É provável que ela tenha TDAH com predominância de hiperatividade e IMPULSIVIDADE.

Caso não se configurem o mínimo de seis desses sintomas, a criança tem sintomas de impulsividade e pode estar sem limites em sua educação, não tendo, entretanto, o TDAH.

Não estando configurados nem os sintomas de déficit de atenção, nem os de impulsividade e hiperatividade, essa criança pode, por exemplo, estar com mau comportamento fruto de bloqueios emocionais, falta de limites, educação equivocada, ou até ter sido alvo de crenças disfuncionais.

Essas crenças disfuncionais ocorrem frequentemente quando, por exemplo, um professor, um colega ou um parente compara sua dificuldade de aprendizagem com a facilidade de um irmão ou colega.

Essas comparações ou mesmo simples comentários desestimulantes criam, na criança, a ideia de que ela é inferior às demais.

Isso é levado para toda a vida e dificulta todo o seu desenvolvimento intelectual e cognitivo.

Outro motivo para a desatenção é a nutrição inadequada ou o consumo de alimentos que seu organismo não tolera. O exame de intolerância alimentar é importante nesses casos.

Sono insuficiente também é um dos elementos que prejudicam muito, tanto a capacidade de memória, como a capacidade de atenção. A rotina da criança deve ser analisada e reorganizada para que ela tenha oito horas de sono, no mínimo, por noite.

O estresse é outro elemento prejudicial. Atualmente as crianças e os adolescentes estão sendo levados a altos níveis de estresse, principalmente pelo excesso de exposição aos equipamentos eletrônicos, jogos, smartphones e computadores.

O estresse tem sido apontado como mais uma causa da desatenção e também inquietação.

Essa criança, a depender de seu caso específico, precisará, então, de:

- Opções de lazer ao ar livre: jogos de quadra ou de tabuleiro, passatempos, diversões e movimentos de corpo.

- Elevação de sua autoestima, para fugir das crenças disfuncionais.

- Atividades físicas, tipo natação, atletismo e jogos de quadra tipo vôlei, basquete, etc.

- Yoga, principalmente no caso dos inquietos e impulsivos.

- Atividades de artes, tipo trabalho com argila, por exemplo.

- E forte imposição de limites por parte dos pais e dos professores, para criar a sua autocensura.

No caso do futebol, embora seja a preferência nacional, só deve ser permitido acompanhado de orientação de alongamentos, antes e depois, para evitar a geração da irritabilidade e agressividade.

Para concluir lembro que alguns países já não recomendam o uso do metilfenidato nem para as crianças que efetivamente tem TDAH, optando por todo um processo de atividades físicas e mentais que reprogramem suas funções executivas.

O Brasil ainda está longe disso, infelizmente.

Dúvidas, sugestões ou comentários?

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Forte abraço a todos.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

IUPE Educação: Como estimular a memória e desenvolver a inteligência

ESTIMULANDO A MEMÓRIA

Amigos,

Vamos conversar sobre três dicas simples, mas eficazes, para estimular a nossa memória e a de nossos filhos e alunos.

É sempre bom lembrar que todas as habilidades cerebrais são fruto de uma programação, como em um computador. Algumas dessas programações já vêm de fábrica, mas uma boa parte delas é realizada por nós mesmos, durante nossa vida.

Por nós mesmos ou por alguns agentes externos, como os amigos, a sociedade ou a mídia.

Vamos enfocar as três dicas básicas:

A primeira dica podemos chamar de: CARPE DIEM

Para quem já assistiu ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, é bem claro:

Se dedicar integralmente ao momento presente de sua vida, curtindo com prazer, todos os detalhes.

Veja que é muito comum as pessoas saírem do trabalho para casa ou vice-versa, sem prestar a mínima atenção ao trajeto, ficando com a mente presa aos problemas de casa ou do trabalho.

Se, em vez disso, você presta atenção às imagens, aos sons, aos aromas, às conversas, ao meio ambiente e às pessoas, você estará alimentando a memória com informações importantes e variadas e, além disso, estará programando seu cérebro para manter a memória em atividade permanente.

A segunda dica é a de OBSERVAÇÃO ATIVA

Quantas vezes estamos em uma fila de Banco ou de algum consultório ou outra instituição qualquer, aguardando a vez de sermos atendidos e ficamos irritados com a demora?

Se, em vez dessa irritação, dedicarmos essa espera a estimular a OBSERVAÇÃO ATIVA, estaremos estimulando a expansão da nossa memória principal.

Como fazer isso?

Observe todo o ambiente à sus frente, com o máximo possível de detalhes, incluindo os sons dos equipamentos.

Feche os olhos e tente reproduzir tudo em uma imagem mental.

Abra os olhos e confira.

Repita até alcançar a maior perfeição possível nessa montagem virtual da imagem do ambiente.

Sua memória estará sendo expandida e estimulada.

A terceira dica é a do DITADO MEMORIZADO

Essa dica completa as demais.

Ela é mais fácil de ser aplicada nas escolas, em salas de aula, já que é, nada mais, nada menos, que um ditado, mas um ditado com intervalo de construção e estímulo da memória de trabalho.

Basta mandar os alunos apenas prestarem atenção à frase ditada, sem escrever nada até que a mesma frase seja repetida pela segunda vez.

Assim eles se concentram na memorização da frase, por duas ou três vezes, e só escrevem ao receberem a ordem.

Essa última dica vai evoluindo, semana a semana, até que a frase possa ser ditada apenas uma vez.

Pronto!

Com essas três dicas estaremos desenvolvendo, expandindo e estimulando a memória.

Agora é só praticar!

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

IUPE Educação: Escolha da Profissão

Vamos, hoje, a uma das perguntas que recebo com mais frequência ultimamente, que é a escolha correta da profissão.

Muitas pessoas não se tocaram ainda que escolher a profissão é, também, definir se:

Sua vida será constituída de sacrifício diários, em uma atividade lucrativa qualquer que não lhe traga qualquer prazer, apenas para obter renda suficiente para se manter e manter sua família, rezando para que a sexta-feira chegue e possa relaxar desse estresse durante o final de semana, ou:

Sua vida será constituída de dias prazerosos, numa atividade que você ama e que cada pesquisa e cada ação sua signifique experimentar o prazer de estar contribuindo com algo maravilhoso para você, para seu conhecimento ou para a sociedade, e que, ainda por cima, lhe trará a renda necessária à sua manutenção e da sua família.

São dois caminhos que definem claramente:

Sacrifício por dinheiro.

Prazer pela produtividade e pela utilidade pessoal e social, com renda.

Tudo começa em casa e se estende para a escola. A visão dos pais e dos professores acaba limitando o filho e o aluno ao conhecimento deles, que pode estar muito desatualizado e que, além disso, está influenciado pela sua própria escolha, que pode não ter sido das melhores.

Vamos ao processo ideal de escolha.

Analise com muita calma e com muita sinceridade, quais são as atividades que você mais gosta e que possam ser compatíveis com alguma atividade profissional.

Analise quais são os assuntos que mais despertam seu interesse e, da mesma forma, quais as atividades profissionais que poderão fazer você estar em contato com esses interesses.

Sempre haverá uma profissão que se encaixe nesse seu perfil.

Os testes vocacionais que são encontrados em portais da internet ajudam muito no encontro dessas profissões, mas antes de fazer qualquer desses testes é importante listar seus assuntos de interesse e as atividades que você mais gosta.

Descarte, desde o início, a ideia de que a profissão ideal é a que dá mais renda!

Tais profissões podem até ser rentáveis, mas só trarão satisfação e sucesso para quem realmente se identifica com elas de verdade. Para os demais ela trará uma rotina estressante, desgastante e cansativa, já que o esforço diário estará visando apenas obter a renda necessária para seu sustento.

Escolhida a sua área de maior interesse e tendo listado as profissões que mais se enquadram em seu perfil, comece agora uma pesquisa de campo, para estudar tudo sobre essas profissões.

Converse com profissionais dessas atividades e que tiveram ou estão tendo o sucesso que você pretende ter também.

Quando você tiver decidido, comece seus planos de estudo já devidamente “focado” nesse objetivo.

Pode ter certeza de que seu sucesso estará garantido.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

IUPE Educação: Alunos de inclusão - tarefas e avaliações

Continuam surgindo dúvidas sobre o tipo de atividade a ser passada para o aluno de inclusão em uma sala de aula e também sobre a avaliação.

Muitos professores continuam passando, para os alunos de inclusão, as mesmas atividades dos alunos regulares, e ainda se espantam ao perceber que os alunos especiais não conseguem fazer as atividades, se espantam quando esses alunos fracassam nas avaliações regulares e acham estranho que, mesmo assim, esse aluno seja aprovado para a série seguinte!

Amigos! Está tudo errado! Não é nada disso!

Vamos começar procurando entender as razões pelas quais estamos insistindo na inclusão dos alunos especiais.

Os alunos com dificuldades neuropsíquicas de aprendizagem poderiam estar em escolas específicas para o atendimento de suas anomalias, como sempre foi no passado e como ainda está sendo até hoje, já que essas escolas ainda existem.

O processo de inclusão pretende criar uma forma diferente de desenvolver esses alunos, para que eles se acostumem a conviver com os alunos ditos normais e, ao mesmo tempo acostumar os ditos normais a respeitar, entender, colaborar e conviver com seus colegas especiais.

Temos, então, dois objetivos principais em relação aos alunos especiais de inclusão:

1.     Socializá-lo em um ambiente em que haja muitas crianças normais de sua idade, para que ele aprenda a conviver com elas.

2.     Descobrir e desenvolver as suas inteligências potencializadas e estimular as suas habilidades, visando prepara-lo para a autossuficiência futura.

Para o primeiro objetivo, a socialização, não basta inserir esse aluno em uma sala com colegas de sua idade.

Precisa que cada professor entenda que haverá, a partir do início da inclusão, dois momentos diferente de sua aula, no mínimo.

Um desses momentos, que vai depender da criatividade de cada professor, é a criação de momentos lúdicos e educativos no nível de entendimento do aluno especial, mas para todos os alunos participarem e, assim, estabelecerem a inclusão entre colegas de classe.

Para o segundo objetivo, o seu desenvolvimento, a estratégia ocorre durante a aula do assunto regular, que deve ser a mais curta possível e complementada com estudo dirigido, em grupo, para que, nesse momento, o professor possa acompanhar o estudo de todos os grupos e, principalmente, passar tarefas específicas para os alunos especiais, dentro de sua capacidade cognitiva, habilidade e intelectualidade.

Vimos os dois objetivos e não falamos de avaliação.

Aqui, então, é que os erros estão sendo terríveis!

O objetivo da avaliação deveria ser, para todos os alunos, sejam eles especiais ou normais, mostrar ao professor se ele foi capaz de construir a aprendizagem real dos assuntos de sua matéria.

Infelizmente ela está sendo utilizada de outra forma, muitas vezes apenas para punir e reprovar o aluno que não consegue entender o assunto e que não tem professor particular em casa para explica-lo.

Não é o momento de falarmos sobre a avaliação do aluno normal, portanto, vamos ao especial.

Ao passar tarefas para o aluno especial de forma que ele comece a desenvolver suas habilidades e intelectualidades, o professor deverá, de forma frequente, avaliar se o aluno está tendo algum avanço. 

As avaliações ervem apenas para duas coisas:

Primeira: Elevar a autoestima do aluno.

Segunda: Para mostrar ao professor se as técnicas didáticas e as metodologias aplicadas estão dando bom resultado ou se precisam de algum ajuste.

Isso significa que as notas dessas avaliações não significam que o aluno especial está aprovado ou reprovado, mas sim se o professor está acertando ou não a forma de conseguir algum avanço no desenvolvimento desse aluno.

No final do ano letivo esse aluno especial não vai “ser passado”, mas sim vai continuar sendo “incluído” em uma turma de colegas de sua idade, para continuar o seu processo de socialização e de desenvolvimento visando a sua autossuficiência.

Para facilitar o seu acompanhamento nas próximas séries ou em outros colégios, os professores preparam relatórios diários, semanais ou mensais mostrando tudo o que está sendo realizado com ele e todos os resultados obtidos.

Então, todas as vezes em que alguém tiver alguma dúvida sobre o que fazer com o aluno de inclusão, lembre-o de analisar com cuidado quais são os objetivos da inclusão de alunos especiais.

E não podemos utilizar modelos padrões de tarefas, porque só quem sabe o que o aluno poderá entender e realizar é quem o está acompanhando no dia-a-dia.


Sabendo qual o nível do aluno saberemos que teremos que buscar exemplo de exercícios e tarefas nos livros correspondentes ao nível intelectual em que o aluno se encontra e nunca nos livros da série onde ele está incluído.


Qualquer outra dúvida entrem em contato. 


robertoandersen@gmail.com
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

IUPE Educação: Treinamento Parental na prática

TREINAMENTO PARENTAL NA PRÁTICA


Amigos,

A situação das escolas, das famílias, dos alunos, dos professores e dos pais é muito clara!

A maioria dos pais não tem mais tempo para dedicar ao filho, já que a luta pela sobrevivência financeira está muito dura.

Em quase todas as famílias ambos são obrigados a trabalhar.

Poucas sãos as famílias em que os pais conseguem reservar um momento do dia para conversar com o filho e acompanhar o seu desempenho escolar.

Sobra, então, para a escola, a parte da educação que deveria estar sendo dada em casa.

Todos os professores sabem que a função deles e da escola deveria ser a da instrução, a do conhecimento, a da construção da intelectualidade e da criatividade.

Mas essa função está muito prejudicada porque os alunos chegam para as aulas sem a parte da educação que deveria ter sido dada pelos pais.

A escola, então, substitui a família, tentando impor os limites que não existem, tentando alterar comportamentos inadequados, analisando as anomalias, os transtornos, as síndromes e as dificuldades de aprendizagem, para que esse aluno consiga progredir e para que esse aluno não atrapalhe aqueles que desejam progredir.

Muitas vezes essas atitudes são mal vistas pelas famílias, que além de não fazerem a sua parte, ainda reclamam de quem faz, como se a escola estivesse maltratando seu filho, perseguindo-o ou coisa parecida.

Não culpo os pais por isso.

Eles apenas estão completamente desinformados sobre a sua função na educação doméstica e até nem sabem como proceder para que seu filho tenha uma boa formação de personalidade e caráter.

Nesse momento surge a necessidade da orientação dos pais, por meio daquilo que chamamos Treinamento Parental.

Muito se fala disso, mas nós hoje precisamos conversar sobre a sua verdadeira prática!

Como realizar esse treinamento de modo a conseguir os resultados esperados!

Não adianta inventar um novo momento na escola chamado de escola de pais, treinamento parental, orientação familiar, ou coisa parecida.

Precisamos utilizar o momento já existente das reuniões de pais, normalmente uma a cada unidade letiva.

Aos poucos, conseguindo que essas reuniões fiquem populares, podemos aumentar sua frequência.

Então vamos esbarrar numa dificuldade que todos já perceberam:

Os pais que mais precisam estar nas reuniões são os que mais faltam!

Feita uma enquete com diversos pais que não comparecem, muitos disseram mais ou menos a mesma coisa, ou seja, que não iriam passar o vexame de estar numa reunião onde a diretora iria reclamar novamente do mau comportamento do filho ou falar que ele está mal nas notas.

Então nossa prática tem que ter início eliminando essa fala, ou seja, vamos cortar de nossas reuniões os comentários sobre comportamentos inadequados e notas baixas dos alunos.

Vamos analisar:

Quando o aluno vai mal em notas e em comportamento, ele está demonstrando que seus pais não sabem incentivá-lo aos estudos, e não sabem impor limites ao seu comportamento.

Se reclamamos desse aluno os pais continuarão sem saber como corrigi-lo, logo, para evitar que ele repita o fato, os pais usam de castigos e espancamentos, pois não sabem nenhuma outra forma de educa-lo. Nuca souberam!

O aluno fica mais revoltado ainda e, se melhorar alguma coisa, será por pouco tempo, mas logo voltará a transgredir e poderá piorar ainda mais!

Vamos então mudar o foco dessas reuniões e já transformá-las em reuniões de pura orientação de pais, escolhendo como temas exatamente as necessidades que são facilmente detectadas em sala de aula.

Os temas, então, devem ser passados de maneira a empolgar os pais, mostrando que o esforço que eles precisam fazer para estimular o filho e impor os limites que ele precisa, são muito simples e não demandam muito tempo nem muito conhecimento.

A análise dos temas necessários deve ser realizada em conjunto com todos os professores e funcionários, para que sejam priorizados os mais urgentes.

A preparação da exposição deve ser de forma que empolgue a plateia, eleve a autoestima de todas as famílias, e façam com que essas divulguem para as que não compareceram, o que vai, certamente, trazer mais pais para a próxima.

Quem tiver dúvidas sobre a forma de abordar os temas necessários entre em contato conosco. Muitos deles estão em nosso livro Afetividade na Educação, de orientação para pais, professores e psicopedagogos e muitos outros no Sexo: a escolha é sua, de orientação nos relacionamentos afetivos e na sexualidade, desde a adolescência.

Esses livros podem ser adquiridos em nosso colégio ou pelo Mercado Livre, clicando na capa de um deles em nosso portal ou em nosso BLOG.

Vamos, agora a dois outros pontos, também necessários, para fechar essa orientação sobre Treinamento Parental.

Segunda dica:

Ambientação agradável.

Os pais devem ser recebidos com afeto e atenção pelos professores e dirigentes, e o ambiente deve ser aconchegante, agradável, com música ambiente leve antes do início da conversa.

Terceira dica:

Lanche.

Um simples lanche, ao final, com os professores ou funcionários servindo ou levando os pais à mesa para se servirem, ajuda a integração entre pais e professores e vai estimulá-los a voltar para o próximo encontro.

Dúvidas, sugestões ou comentários?

Entre em contato por e-mail.

ROBERTOANDERSEN@GMAIL.COM

Ou, se achar mais prático, pelo WhatsApp:

(71) 9913-5956

As bases das nossas metodologias estão em nossos livros.

Para adquirir basta clicar na capa de um deles no menu direito desse BLOG.


Forte abraço a todos.

domingo, 2 de agosto de 2015

QUEDA EM SI

QUEDA EM SI
(uma reflexão minha, ao cair da tarde...)

Silêncio profundo no mundo exterior...
...O mundo que parece real! Um barulho ensurdecedor!
Todo ele contido no interior de uma só mente!
Sua essência é dura e simples!
Parecia um tapa muito forte!
Foi desferido pela essência criadora,
No rosto, assustado, da despreparada criatura...
E foi, todo, sentido exatamente como um:

“Páft!
Caí...”

Caiu em si... Queda forte, reveladora!
A dor penetrou, integralmente, até as profundezas do SELF.
“Agora sei quem sou! ”
Será que sabe? Será que acredita?
“Acredito! ”
“Essa é a minha essência! “
Que sorte a sua!
A vida agora poderá ser real!

E você ainda está com dezessete anos... 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

IUPE Educação: Criando a inteligência


Amigos,

Todos queremos que nossos filhos e alunos sejam inteligentes, tenham boa memória para arquivar conhecimento e saibam utilizar tudo isso com sabedoria.

E a melhor notícia é que todas as pessoas nascem com aproximadamente a mesma potencialidade intelectual e, portanto, todas podem alcançar tudo isso com facilidade!

Entretanto, durante todo o processo de formação do ser humano, cada um vai desenvolver mais ou menos capacidade de raciocínio, memória, atenção, entendimento, compreensão, elaboração e criatividade.

Por que essas diferenças acontecem?

As diferenças são fruto das diferentes formas como essa pessoa se relaciona com o mundo à sua volta e se interessa por ele, incluindo aí a observação do outro, a capacidade de ouvir o outro e, principalmente, a capacidade de compreender as ideias do outro e de analisar essas ideias em relação à sua própria forma de ver o mundo.

Aquilo que vemos, ouvimos e sentimos e, mais ainda, aquilo que o outro diz, faz e até mesmo o que o outro pensa, tudo isso é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa capacidade de percepção dos assuntos e dos fatos ao nosso redor.

Assim ocorre em uma aula, uma palestra, uma conferência, assim como na leitura de um livro ou ao assistirmos a um filme.

Mas perceber é apenas parte do processo. O processo inteiro inclui perceber, entender, compreender e aprender.

Percebemos ao ver, ouvir e sentir. Entendemos ao processar o que é percebido. Compreendemos quando conseguimos fazer comparações com o que já conhecemos. E aprendemos quando a compreensão se transforma em memória definitiva, ou consolidada.

E para todo esse processo funcionar perfeitamente, basta seguir algumas dicas bem simples:

Primeira dica: O SONO

O período do sono é o mais importante para o desenvolvimento da inteligência e, portanto, para o aprendizado e a memória.

É só durante o sono que o ser humano consegue construir a sua memória consolidada, com as informações que ele captou e processou durante o dia.

Esse período do sono, para ser completo, deve ter oito horas de duração, para adolescentes e no mínimo seis horas para adultos.

Mas não é só dormir...

Alguns procedimentos são necessários para que o sono transcorra normalmente. Entre eles:

Desligar TV, computador e smartphone, pelo menos meia hora antes de dormir.

Assegurar-se de que a última refeição foi leve e que já se passou mais de uma hora de seu término.

Olhar a hora que está indo dormir e planejar a hora que você precisa acordar.

Durante o sono a máquina cerebral se encarregará de construir toda a memória consolidada, memorizando todas as informações, que foram consideradas importantes, nas áreas correspondentes do córtex cerebral.

(Os detalhes desse processo, para quem gosta de neurociência, estão à disposição em nossos cursos)

Segunda dica: REGISTRAR O QUE É IMPORTANTE

Conforme você viu, o cérebro arquiva na memória consolidada tudo o que foi considerado importante.

Mas como podemos definir, para nosso cérebro, o que é importante, dentro de tudo o que foi captado durante o dia?

É simples demais!

Basta escrever o que você entendeu sobre os assuntos importantes. Vale também fazer um resumo ou um fichamento.

O importante é que você use as mãos escrevendo alguma coisa relacionada ao que é importante.

Esse comando motor ativa todo o córtex cerebral e define que aquele assunto é importante para ser gravado na memória consolidada.

Terceira dica: LER ANTES O ASSUNTO QUE SERÁ ENSINADO

A leitura, na véspera, dos assuntos que serão tratados em aulas, palestras ou conferências, facilita a percepção, o entendimento e a compreensão, além de possibilitar o aparecimento de dúvidas conscientes.

Não ter lido nada sobre o assunto pode trazer dúvidas sobre a totalidade, do tipo: “Não entendi nada! ” São dúvidas difíceis de serem respondidas pelo professor ou palestrante!

Pronto!

Agora estamos prontos para desenvolver a inteligência!

Leu o assunto antes.

Assistiu à aula ou palestra já com a capacidade de ter dúvidas ou até de interagir.

Escreveu sobre o assunto ou fez um resumo ou fichamento.

Agora o processo não é mais com você, mas sim com o seu cérebro que, durante o sono, automaticamente, vai transferir tudo o que foi considerado importante, para a memória consolidada no córtex cerebral.

Está completo o ciclo da formação da memória, do conhecimento, da inteligência e da sabedoria!

Qualquer dúvida escreva para mim:

Os livros sobre esses assuntos estão à venda em nosso colégio, o COLÉGIO IUPE, na Avenida Monteiro, 19, entre a Liberdade e o Largo do Tanque, em Salvador.

Pode também pedir pelo correio. Basta entrar no nosso BLOG e clique na capa de um deles:
robertoandersen.blogspot.com

Dúvidas urgentes?
Mande pelo whatsapp:
(71) 9913-5956


Forte abraço e até o próximo encontro.

domingo, 19 de julho de 2015

Conhecimento científico ou cientístico?


Fico perplexo quando me deparo com o desprezo, por parte de alguns cientistas, fechados em sua redoma acadêmica, em relação ao conhecimento “out-lab”, ou seja, ao conhecimento adquirido fora das experimentações controladas pelo rigor acadêmico.

Relendo “O Princípio da Totalidade”, de Anna Freifeld Lemkow, esbarrei mais uma vez na sua afirmação de que “(...) limitar o real apenas ao quantificável não é científico, é cientístico – uma perversão da ciência (...)”.

Não que o rigor acadêmico seja desnecessário. Não é isso. O que não devemos é fechar os olhos para o conhecimento extra academia. Esse conhecimento pode mostrar novos caminhos para velhos problemas e até abordagens luminares para desafios atuais!

Lembrei de meus encontros periódicos com um dos xamãs aborígenes, em pleno deserto australiano, na década de setenta, ainda no século passado.

Esses afirmavam que nossa mente possui uma antena interna, capaz de captar as ondas do pensamento de todas as pessoas que viveram em nosso planeta, desde o início da civilização. 

Segundo eles, nossas células arquivariam essa memória. Elas conteriam informações da história de toda a humanidade!

Hoje, passados mais de quarenta anos, a ciência descobre que cada grama de nosso DNA possui a capacidade de arquivar cerca de 700 tera de memória!

E não faz ainda dez anos já se tem conhecimento das atividades do sistema límbico, no centro do cérebro, captando e arquivando informações que nos chegam por todos os elementos censores e, inclusive, pelas ondas cerebrais que alcançam nosso cérebro...

Lembrei também que, ao ler “Deus único, mito e realidade”, de Luiz Henrique Almeida, deparei-me com sua afirmativa de que: “(...) Cada célula do nosso corpo contém todas as informações acerca da história de cada um de nós, neste planeta (...)”. Isso já lá se vão mais de dez anos! Não havia nenhum estudo acadêmico sobre isso. De onde Luiz Henrique tirou essa afirmativa?

Com base na afirmação de Almeida e no conhecimento dos xamãs, percebemos que será um imenso atraso de vida ou, melhor dizendo, um atraso para o conhecimento científico, se evitarmos analisar textos provenientes das diversas tradições religiosas.

Considerar escritos religiosos como verdadeiros é um erro científico grave! Ignorá-los, por serem do domínio da fé, pode constituir um grande atraso para o desenvolvimento científico. Analisá-los, é o correto! Podemos não conseguir resultados satisfatórios nem para sua contestação, nem para sua comprovação, mas podemos abrir caminho para mais um desafio científico importante.

Vamos dar uma ligeira olhada em alguns momentos científicos de hoje e o que podemos esperar a mais, desde que não estagnemos na ideia de que só o quantificável e visualizável é científico...

Em primeiro lugar, nesse passeio, vamos à memória. Sua capacidade é quase infinita na tarefa de arquivar todos os conhecimentos que processa. A dinâmica de funcionamento das redes neurais é algo assustadoramente admirável! Nossa capacidade para gravar informações ainda não foi superada por nenhum equipamento cibernético.

Por que tanta memória? Qual a finalidade real de tanta potencialidade? Haverá alguma outra função que não estamos exercendo como deveríamos? Nossas trilhões de conexões neurais estarão à nossa disposição apenas para jogarmos dominó e levantarmos um copo de cerveja? E toda essa capacidade ou potencialidade “se acaba” simplesmente com a morte?

Em segundo lugar vamos analisar a constatação, pelos psicólogos e terapeutas, de transferência de memórias do doador para o receptor, nos casos de transplante de coração. Há, hoje em dia, diversos relatos de transplantados que mudaram totalmente o seu comportamento e estilo de vida, assumindo os de seu doador, mesmo sem ter conhecimento disso! Essas memórias só poderiam estar nas células do órgão transplantado.

Mas, se já temos constatações de que todas as nossas memórias se localizam no cérebro, essas memórias seriam back-ups nas células do coração? Uma célula não dependeria de uma rede neural para arquivar uma informação?  Então, mais uma vez, a declaração de Almeida faz todo sentido!
E, em terceiro lugar, a identificação feita por Philip Low, das ondas cerebrais emitidas pela área de Broca, área que elabora a fala. Ele, em seguida, desenvolveu os equipamentos para a sua captação e transformação em sinais digitais. Esses sinais serão enviados a um computador, representando a “fala” da pessoa.

Seu desenvolvimento já está sendo testado por Stephen Hawking que, assim que o equipamento estiver pronto, voltará a comandar seu sintetizador de voz em tempo real! Os paralíticos cerebrais poderão se comunicar! Haverá a possibilidade de verdadeira inclusão escolar de uma imensidão de crianças com esclerose lateral amiotrófica ou com paralisias não progressivas.

Essas ondas geradas são produto de nosso pensamento. Isso significa que outros cérebros poderão captá-las e tornar seus sinais conscientes. É a telepatia em desenvolvimento tecnológico.

Mas, a telepatia existe? Só existe para quem acredita que ao “pensarmos forte” o que queremos transmitir à pessoa que está à nossa frente, principalmente se for um paralítico cerebral mudo, nossa mensagem estará chegando a essa pessoa. Mas precisa haver fé. Precisa haver ciência e fé.

Cada uma dessas constatações e desenvolvimentos nos impulsiona a estudos muito mais profundos sobre o funcionamento dos elementos primordiais da nossa formação orgânica: as nossas células.

Seu funcionamento é, como podemos perceber, muito mais complexo e muito mais abrangente do que o conhecimento anterior mostrava e, além disso, sua energia pode ter efeitos muito mais importantes e objetivos muito mais nobres.

Os estudos dos idealizadores da neurolinguística apontam para isso desde a década de setenta. 

Lembro que eu, na época, não acreditei nas suas propostas e, devido a essa descrença, escrevi uma crítica para um dos jornais da época. Sorte minha que o artigo “se perdeu” no tempo...

Hoje temos referência ilustres, como o físico quântico Amit Goswami, que apresenta essa realidade em sua obra: “Universo: Como a consciência cria o mundo material”.

O estudo quântico da consciência e de sua energia em forma de ondas, realizado por Goswami, nos leva a um momento intermediário em que as constatações da energia gerada por nossas células e seus efeitos no mundo material externo ao nosso corpo, aproximam a ciência da fé, provocando os céticos e empolgando os pesquisadores mais complacentes.

E mais que isso: Estamos mesmo em um cosmos com início, meio e fim? Estamos mesmo em uma realidade com passado, presente e futuro? Em “O Grande Projeto”, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow mostram, entre outras declarações “alucinantes”, que o cosmos não possui uma realidade única, mas que cada realidade possível do universo coexiste com as demais, ou seja, existem todas simultaneamente!

Se isso é verdade, nem o materialismo é real. Dizer que a matéria existe pode ser, também, uma forma de crença...

Para os amigos que desejam mais informações e mais debate sobre o tema, relaciono, ao final, algumas obras importantíssimas para essa reflexão.

Mas recomendo, também, que mantenham o número telefônico do seu psiquiatra, nas mãos de alguém de sua confiança...

Nunca se sabe...

Forte abraço!

Para saber mais:
Amit Goswami. Universo: Como a consciência cria o mundo material.
Anna Freifeld Lemkow. O Princípio da Totalidade.
Luiz Henrique Almeida. Deus único, mito e realidade.
Richard Dawkins. Deus, um Delírio.
Stephen Hawking. O Grande Projeto.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

IUPE Educação: Ideias e opiniões

Vamos conversar, hoje, sobre ideias e opiniões.

Vamos tentar refletir um pouco, não sobre um assunto polêmico qualquer, mas sim sobre a necessidade de respeitar, analisar e procurar compreender as opiniões e ideias que não coincidem com as nossas e, principalmente, aquelas que divergem totalmente da nossa forma de pensar!

O momento é propício, porque as pessoas estão se irritando, de forma quase agressiva, ao discutirem assuntos que estão na mídia, quando encontram alguém que não concorde plenamente com a sua forma de pensar!

Isso ocorre todos os dias em relação a futebol, política e religião, que são os três “carros chefes” das intolerâncias e conflitos e, mais especificamente em ideias sobre desarmamento, maioridade penal, eliminação de manicômios, trabalho infantil e outros assuntos também em pauta.

Para refletir sobre isso, temos que começar por uma virtude muito importante, chamada de humildade!

Humildade é uma palavra fácil de pronunciar, mas difícil de praticar!

E essa prática começa pelo entendimento de que:

- Nós não somos melhores do que ninguém.
- Nosso raciocínio pode não ser o mais correto do mundo.
- Nossos argumentos podem estar equivocados.
- E também que, mesmo se o interlocutor estiver errado, suas ideias sempre têm algum sentido e podem trazer algum ensinamento para nós. Desde que saibamos ouvi-lo atentamente, analisemos a sua fala e compreendamos os seus motivos.

É importante ter em mente que, por vezes, o interlocutor está vendo o fato por um ângulo que não havíamos percebido antes.

Como começa esse processo?

Tudo, então, começa pela educação.

Vejo, na maioria das escolas, crianças e adolescentes sendo preparados para responder perguntas e resolver questões, exatamente de acordo com o livro texto, ou conforme a orientação do professor.

Vejo que o estímulo ao questionamento e a criação de ideias próprias é quase inexistente no período escolar.

Esses alunos se formam com ideias “enlatadas” e prontos para seguir outras ideias, mais enlatadas ainda, que lhes serão apresentadas pela sociedade, pela mídia, ou pelo seu grupo social.

A partir do momento em que aprendem (ou decoram) uma opinião dessas, perdem toda a capacidade de questioná-la, assumindo seu aprendizado escolar ou até acadêmico, não como estimulador para a busca do conhecimento, mas como verdades absolutas estanques e definitivas.

Ao se formarem, já se consideram os perfeitos donos do conhecimento!

Mas a realidade é que o mundo muda e a ciência avança.
Isso significa que muitos dos argumentos que eram válidos ontem, já não servem para mais nada hoje.

O aprendizado não pode ficar engessado no ontem!

Vamos, então, ver a parte prática disso que estamos conversando, para evitar que nossos filhos e alunos engrossem a fileira dos incapazes intelectuais: Aqueles que se fecham em suas opiniões preconcebidas e enlatadas; aqueles que se acham os donos da verdade; aqueles que, agindo assim, deixam de contribuir, de forma prática e produtiva, para o bem social!

Ponto um: NÃO REPONDA PERGUNTA DE FILHO OU DE ALUNO

Como é isso? Primeiro devolva a pergunta ou o questionamento. Mande que ele encontre a sua resposta, com seus argumentos, mesmo que ele não se ache capaz disso.

Quando ele responder, reconheça o valor da resposta dada. Analise, com ele, como ele chegou a essa conclusão. E vá mostrando outras formas de ele encontrar argumentos para suas próximas produções intelectuais. Essa já foi uma!

Ponto dois: ENSINE-O A QUESTIONAR

Estimule seus filhos e alunos a questionar as opiniões e ideias, incluindo a de seus pais e professores. Mesmo que ele ache que elas estão certas!

Ensine-os a analisar os argumentos, para tentar encontrar alguma incorreção neles ou na sua interpretação.

Se seus filhos e alunos começarem a concordar muito com tudo o que você diz, crie momentos de exercício de raciocínio por absurdo, que nada mais é do que contestar, de forma absurda, uma opinião que nos parece verdade absoluta.

Estimule-os a criar outras formas de entender o mesmo fato, outras formas de realizar as mesmas tarefas, ou seja, estimule-os a ter criatividade.

Ponto três:

Estimule-os a se interessar em ler livros, artigos e textos que tragam ideias completamente opostas as deles, para que aprendam a entender as razões que levaram aqueles autores a pensar e escrever coisas com ideias completamente opostas aquelas que eles entendem como verdadeira.

Estimule-os a conversar abertamente com colegas de ideias opostas, para que aprendam a entender o contrário e aqu8lo que lhes pareça contraditório, para que compreendam as diferentes formas de raciocínio e as diferentes visões que as pessoas têm de um mesmo fato.

Alerte-los para evitar dar a sua opinião em ambientes de intolerância e incompreensão, já que onde as mentes se encontram, o contrário (ou o diferente) pode provocar conflitos indesejáveis.

Esses três pontos são suficientes para a preparação de mentes abertas ao novo, tolerantes para com o contrário e para com o que nos parece contraditório e, assim, preparar mentes em franco crescimento intelectual, contribuindo para a construção da verdadeira sabedoria.


Essas mentes são as que queremos para nossos filhos e para nossos alunos.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

IUPE Educação: A importância do gostar do aluno

Desde que o filme "Escritores da Liberdade" começou a ser assistido por professores de todo o mundo, muitos ainda têm dúvidas sobre a necessidade ou não de "gostar do aluno".
Acredito que aquele que abraça essa carreira sem ter esse sentimento, está na profissão errada.

A IMPORTÂNCIA DE GOSTAR DO ALUNO

Nada jamais será conseguido de positivo em relação à aprendizagem de nossos alunos, em relação à conquista de uma turma, em relação à conquista da confiança individual de cada um deles, se nós não gostarmos deles!

Alguns professores chegam a me dizer: “Mas ela não gosta de mim. Mas ele não gosta de mim”
Isso não nos interessa isso, amigos! Não é o aluno quem tem que gostar de você! É você quem tem que gostar dele!

E perceba que, quando um aluno demonstra que não gosta de você, existe uma motivação que, normalmente, está na relação familiar, ou seja, na casa dele!

Ele o identifica com alguma coisa que não o agrada, ou o usa como alvo, para descontar a agressividade que recebeu em casa. Mas, a partir do momento que você realmente consegue gostar dele de forma verdadeira e sincera, essa revolta proveniente de algum bloqueio emocional, começa a ser quebrada.

Breve você terá conquistado esse aluno e toda a sua turma.

Então, amigos, o primeiro passo, o passo fundamental, para que nós possamos levar adiante a nossa metodologia e a nossa didática, tudo aquilo que pretendemos fazer em uma sala de aula, desde que exista a intenção sincera de conseguir a aprendizagem real dos alunos, de todos eles, é gostar deles.

Apenas gostando, assumindo que nós temos que aprender a gostar de cada um deles, de todos eles individualmente, é que nós vamos poder alcançá-los.

Alcançando-os conseguiremos obter nossos objetivos de construir a aprendizagem real, por meio de uma eficácia bem melhor do nosso trabalho didático, do nosso trabalho metodológico, desse nosso trabalho de ensino.

Então, amigos, a dica de hoje é essa: Gostar do aluno! É usar esse amor que você tem que ter dentro de você e que tem que passar para o aluno.

Mas, aí surge uma dúvida! Como vamos conseguir ter esse amor dentro de nós?

Vamos iniciar analisando a nossa vida pessoal. Eu disse que gostar é importante. Mas será que você gosta de você?

Então, como primeiro passo, analise a sua vida pessoal e a sua vida conjugal, ou seja, a sua vida em geral. Você está agindo corretamente com você mesmo? Será que você está construindo amor dentro de você?

Pense nisso. Verifique a sua relação com a família, com seu cônjuge, com seus amigos, e comece a construir uma nova vida de amor, de amizade, de respeito, de afeto, na sua vida pessoal.

Aí sim! Você vai conseguir, a partir da construção desse amor, fazer exatamente isso que eu estou sugerindo.

Porque, ir para a escola, ir para o enfrentamento de uma turma, sem ter amor de verdade dentro do seu coração, vai impedir com que você consiga essa conquista individual e coletiva, que é extremamente necessária para levar adiante o verdadeiro processo de ensino-aprendizagem e, principalmente, em escolas, como as nossas, que são escolas inclusivas.


Pense bastante nisso. Reflita sobre isso. A amor tem que viver dentro de você, dentro de sua mente! E você tem que passar esse amor para todos os seus alunos. Gostar de cada um deles. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

IUPE Educação: Avaliação e histórico em Educação Inclusiva

Ainda há muitas dúvidas sobre a forma de avaliar um aluno especial em processo de inclusão em uma turma regular.
Nesse vídeo pretendo tirar algumas dúvidas.
Entrem em contato, caso ainda haja dificuldades nesse acompanhamento.
Mandem seus comentários para mim:
robertoandersen@gmail.com

segunda-feira, 8 de junho de 2015

IUPE Educação: Saúde - Amor - Conhecimento


Amigos,

Algumas pessoas têm me enviado mensagens “meio que” desiludidas para com os rumos de nosso país, e com os reflexos disso em suas vidas, pessoal e profissional.

Como isso está se tornando uma constante, achei melhor publicar a resposta que tenho enviado a todas elas.

Vamos refletir um pouco e analisar algumas dicas, mas para isso precisamos estar preparados para mudar nosso FOCO DE ATENÇÃO:

Nada existe de mais importante em nossa vida do que a SAÚDE, o AMOR, e o CONHECIMENTO.
A SAÚDE, se zelarmos por ela corretamente, manterá todas as nossas funções vitais em pleno funcionamento e em plena capacidade.

O AMOR, se soubermos praticá-lo em nosso dia-a-dia com honestidade, naturalidade e sinceridade de propósitos, alimentará a nossa energia cósmica interior, que é a maior energia transformadora do universo!

O CONHECIMENTO, se mantivermos a empolgação pelo saber e o estudo permanente de tudo aquilo que nos for apresentado pela vida, será o timoneiro de nau de nossa felicidade, no rumo do sucesso.

Quando falamos de SAÚDE estamos nos referindo à manutenção saudável de todas as nossas indústrias de energia interior. Elas existem e são as nossas trilhões de células!

Experimente exercitar-se diariamente. Uma boa caminhada já é o início.

Experimente planejar a sua alimentação para que sempre seja ingerido algo saudável a cada três horas.

Experimente beber água frequentemente. Pouca água de cada vez, mas frequentemente.

Experimente reduzir tudo o que não é saudável de sua alimentação. Não digo eliminar, mas reduzir, apenas.

Seu organismo agradece!

Se há uma fonte de energia em cada uma de suas trilhões de células (...)

E HÁ!

(...) todas elas estarão vibrando, a cada dia, com mais intensidade.

Essa produção será sentida por você e por todos os que convivem ao seu lado.

E o AMOR?

Ao acordar vá para a frente do espelho. Faça muitas caretas e ajude a produção dos neurotransmissores do amor, fazendo massagens faciais.

Lá vem a serotonina, a dopamina, a ocitocina, a vasopressina e outros tantos elementos que alimentam esse sentimento sublime...

Sinta a alegria de SER FELIZ, e saiba que essa sensação poderá ser eternizada, a partir da manutenção de todas essas simples “dicas”.

Identifique e curta todas as suas qualidades e suas virtudes. Você as tem de sobra!

Procure encontrar a beleza e a harmonia que existe em você.

Elas existem sim!

Sinta-se no caminho da beleza interior e exterior.

Essa beleza complementa a SAÚDE que seus exercícios anteriores estão cuidando para manter.

Comece, agora, a ver apenas a parte bela e saudável das pessoas à sua volta.

Os defeitos não nos interessam mais.

Todas possuem qualidades, virtudes e belezas, por mais que possam estar camufladas no meio de problemas emocionais.

Treine, aos poucos, gostar de todas as pessoas, todas elas.

Nem precisa demonstrar. Apenas aprenda a gostar.

Você vai experimentar uma sensação inédita! Se sentir muito bem e muito à vontade, ao lado daquelas pessoas que antes lhe incomodavam...

Descubra a afetividade na amizade, o amor fraternal, e também o amor da paixão, da atração física, da relação conjugal!

A partir do momento que seu cérebro se alimenta do amor por você mesmo, do afeto sem limites por todos os que o cercam, e da satisfação de estar vivo, você passa a apreciar, DE VERDADE, todas as coisas boas da vida.

E o CONHECIMENTO?

Mantenha a empolgação pelo saber.

Mantenha a disposição para pesquisar mais ainda sobre o que você acha que já sabe.

Busque o novo! Tente encontrar novas interpretações sobre o que já foi escrito.

Sempre encontramos algo novo ao ver novamente o mesmo filme ou ao ler de novo um antigo livro.

Preste atenção nas entrelinhas.

Aquilo que o autor não escreveu, mas está implícito entre suas palavras e frases, é algo a ser descoberto e curtido.

Preste bastante atenção à fala de todos, a fala completa, principalmente dos mais humildes entre os nossos interlocutores.

Há ensinamentos valiosos na essência de seus pensamentos.

A sabedoria não está limitada aos que obtiveram seus títulos, mas em todos os que a buscam, no decorrer da vida.

SAÚDE – AMOR – CONHECIMENTO

A SAÚDE é a estrutura

O AMOR é o entusiasmo

O CONHECIMENTO define a construção da SABEDORIA

Construímos assim a nossa NAU que navega no caminho da FELICIDADE rumo ao SUCESSO.

Vamos nessa? Eu acompanho vocês!

Dúvidas e sugestões?
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Recebam todos um forte abraço.